De acordo com Fleck e Kraemer (2017), o treinamento
complexo, ou de contraste de carga, envolve execução de
um exercício de força, como o agachamento, seguido,
após um curto intervalo, de um exercício de potência,
como, por exemplo, o salto vertical (Fleck e Kontor, 1986).
A sequência de exercícios pode consistir em uma ou
múltiplas séries de exercícios de força e potência. Sobre o
treinamento complexo ou de contraste de carga, é correto
afirmar que:
a) numa sessão, a sequência pode ter vários tipos de
exercícios de força e flexibilidade. Por exemplo, o
treino complexo pode consistir em séries alternadas
de supino ou agachamento com uma carga menor
que 80% de 1RM, seguidas de movimentos de
arremesso da barra no supino ou saltos verticais com
carga de 40 a 50% de 1RM.
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b) normalmente, cargas de 3 a 5RM são usadas para
induzir potenciação pós-ativação (PPA). Após três
séries de exercício de supino com uma carga de
3RM, a velocidade de arremesso (arremesso sentado
da medicine ball) foi significativamente incrementada
quando arremessada uma bola de 4 kg (8,3%), mas
não quando arremessada uma de 0,55 kg.
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c) o termo PPA é usado para descrever o maior
desempenho ou produção de potência alcançada
após a realização de exercício de forca. A
potenciação pós-ativação pode-se dever a algum tipo
de adaptação neural de longo prazo.
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d) algumas pesquisas mostraram que o treino complexo
aumenta significativamente a produção de potência e
a velocidade de movimentos crônicos. Entretanto,
diversos fatores podem afetar a ocorrência ou não de
aumentos crônicos da força e potência induzidos pelo
treinamento complexo.
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e) a PPA pode também ser mais evidenciada nos
músculos com elevada proporção de fibras do tipo I
(Hamada et al ., 2000). O tipo de contração muscular
também influencia a PPA. Incrementos na força ou
potência ficam mais evidentes após ações dinâmicas
do que comparado a ações isométricas.
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