Rodrigo Ferreira
EQUIPE
18/08/2026 • 15:47
Vamos analisar o enunciado e as alternativas com calma.
O fragmento é uma crônica de Machado de Assis, e sabemos que ele usa muito a ironia, especialmente para criticar ou fazer comentários sutis sobre a sociedade e os acontecimentos.
No primeiro parágrafo, o narrador diz: "Eu pertenço a uma família de profetas après coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês." A expressão "après coup" e "post factum" indicam algo que é dito ou percebido depois que o fato já aconteceu. "Depois do gato morto" é uma expressão popular que significa "depois que o problema já aconteceu", ou seja, quando já não adianta mais prever ou evitar.
Então, o narrador ironiza dizendo que é profeta "depois do fato", ou seja, só consegue prever algo quando já aconteceu, o que é uma ironia sobre a própria ideia de profecia.
Agora, vamos às alternativas:
a) "declara pertencer a uma família de profetas, mas contradiz essa informação ao complementá-la com a expressão “depois do gato morto”."
Essa alternativa está correta, pois o narrador se apresenta como profeta, mas logo em seguida mostra que essa profecia é inútil, pois só ocorre depois do fato, o que é uma contradição irônica.
b) "utiliza a expressão “depois do gato morto” em sentido figurado, para se referir ao resultado de uma catástrofe."
Não é exatamente uma catástrofe, mas sim um problema ou fato consumado. A expressão é figurada, mas o foco da ironia está na inutilidade da profecia depois do fato, não na gravidade do evento.
c) "exagera a importância do evento histórico que comenta ao utilizar a expressão “gato morto”."
Não há exagero da importância do evento; pelo contrário, a expressão minimiza a ideia de profecia verdadeira, pois é "depois do gato morto".
d) "emprega a expressão “gato morto” com a intenção de atenuar o sentido grave da ideia de profecia."
A intenção não é atenuar, mas ironizar a inutilidade da profecia feita depois do fato.
Portanto, a alternativa que melhor explica o uso da ironia no primeiro parágrafo é a alternativa a).
Gabarito: a)
O fragmento é uma crônica de Machado de Assis, e sabemos que ele usa muito a ironia, especialmente para criticar ou fazer comentários sutis sobre a sociedade e os acontecimentos.
No primeiro parágrafo, o narrador diz: "Eu pertenço a uma família de profetas après coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês." A expressão "après coup" e "post factum" indicam algo que é dito ou percebido depois que o fato já aconteceu. "Depois do gato morto" é uma expressão popular que significa "depois que o problema já aconteceu", ou seja, quando já não adianta mais prever ou evitar.
Então, o narrador ironiza dizendo que é profeta "depois do fato", ou seja, só consegue prever algo quando já aconteceu, o que é uma ironia sobre a própria ideia de profecia.
Agora, vamos às alternativas:
a) "declara pertencer a uma família de profetas, mas contradiz essa informação ao complementá-la com a expressão “depois do gato morto”."
Essa alternativa está correta, pois o narrador se apresenta como profeta, mas logo em seguida mostra que essa profecia é inútil, pois só ocorre depois do fato, o que é uma contradição irônica.
b) "utiliza a expressão “depois do gato morto” em sentido figurado, para se referir ao resultado de uma catástrofe."
Não é exatamente uma catástrofe, mas sim um problema ou fato consumado. A expressão é figurada, mas o foco da ironia está na inutilidade da profecia depois do fato, não na gravidade do evento.
c) "exagera a importância do evento histórico que comenta ao utilizar a expressão “gato morto”."
Não há exagero da importância do evento; pelo contrário, a expressão minimiza a ideia de profecia verdadeira, pois é "depois do gato morto".
d) "emprega a expressão “gato morto” com a intenção de atenuar o sentido grave da ideia de profecia."
A intenção não é atenuar, mas ironizar a inutilidade da profecia feita depois do fato.
Portanto, a alternativa que melhor explica o uso da ironia no primeiro parágrafo é a alternativa a).
Gabarito: a)