O leproso é visto dentro de uma prática da rejeição, do exílio-cerca; deix...

O leproso é visto dentro de uma prática da rejeição, do exílio-cerca; deixa-se que se perca lá dentro como numa massa que não tem muita importância diferenciar; os pestilentos são considerados n...


O leproso é visto dentro de uma prática da rejeição, do exílio-cerca; deixa-se que se perca lá dentro como numa massa que não tem muita importância diferenciar; os pestilentos são considerados num policiamento tático meticuloso onde as diferenciações individuais são os efeitos limitantes de um poder que se multiplica, se articula e se subdivide. O grande fechamento por um lado; o bom treinamento por outro. A lepra e sua divisão; a peste e seus recortes. Uma é marcada; a outra, analisada e repartida. O exílio do leproso e a prisão da peste não trazem consigo o mesmo sonho político.

FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1987.

Os modelos autoritários descritos no texto apontam para um sistema de controle que se baseia no(a):

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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    28/10/2024 • 08:54
    Gabarito: Alternativa A
    Na obra “Vigiar e Punir”, de Michel Foucault, é discutido como as práticas de segregação e controle social, como o tratamento de leprosos e pestilentos refletem a formação de uma sociedade disciplinar. Tal sistema de controle usa a vigilância e a divisão para exercer poder sobre as pessoas que se tornam objetos de uma disciplina contínua.

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