TEXTO I
Em suma, todos os elementos apresentados levam
a encarar um banco central independente como um
arranjo capaz de isolar a política monetária da política.
O banco central é posto como uma entidade apolítica,
com o alvo único de manutenção da estabilidade de
preços, dado que possui maior aversão à inflação que
a média da sociedade. A delegação da responsabilidade
da formulação da política monetária a um banco central
independente significa que o governo abre mão de um
conjunto de instrumentos sob o qual a estabilidade de
preços poderia ser sacrificada em detrimento de outros
alvos.
GODIN. P. R. Prós e contras da autonomia do Banco Central. Disponível em:
www.uninter.com. Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado).
TEXTO II
Surgiu um grande debate nos últimos dias por conta
da votação sobre a autonomia do Banco Central. Essa
autonomia já vem sendo pensada há algum tempo, mas
agora foi votada. A ideia central, segundo defensores,
é “blindar” o Bacen de ser capturado pelos interesses
governamentais. Além disso, para os defensores, essa
autonomia é fundamental para melhorar o investimento
externo e a percepção do que é feito dentro do Brasil,
pois pode ajudar a controlar a inflação. Entretanto,
esse argumento pode ser questionável já que,
independentemente de o Bacen ter uma atuação mais ou
menos conservadora, não significa necessariamente que
não prejudicará os trabalhadores, as políticas de emprego
e renda e de crédito mais acessível. Isso ocorre pois o que
é bom para o mercado financeiro não necessariamente
será bom para o restante da população.
BORGES, Y. F. F. Independência do Banco Central: teoria e prática. Disponível em:
https://sapientia.pucsp.br. Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado).
Os textos, mesmo apresentando distintos pontos de vista,
se fundamentam na seguinte característica de um Banco
Central autônomo/independente:
✂️ a) Fonte dos recursos. ✂️ b) Objetivo das decisões. ✂️ c) Origem dos mandatos. ✂️ d) Legitimidade das ações. ✂️ e) Composição dos cargos.