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Questões de Concursos 2011

Resolva questões de 2011 comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


601Q4202 | Português, Assistente de Atendimento, Expresso Cidadão PE, UPENET

Texto associado.
NINGUÉM

   A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

   A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

   Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

   Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
até morrer.

   De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
que sim, estava tudo azul.

Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
Em “Passei no bar e comprei um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo”, tem-se um narrador marcado pela
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602Q150691 | Gestão de Pessoas, Treinamento e Desenvolvimento, Analista Judiciário Psicologia, TRT 23a REGIÃO, FCC

Um processo de coaching pode apresentar 4 etapas: estabelecendo uma relação sólida entre o coach e seu orientando; montando o futuro do orientando; revisando a bagagem de mão e traçando o plano de ação. Na etapa bagagem de mão, que representa valores, atitudes, padrões de comportamento, experiência serão revistos

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603Q29722 | Matemática, Guarda Portuário, CODESP SP, VUNESP

Após organizar sua biblioteca, Lucas percebeu que metade de seus livros eram de matemática, a terça parte dos livros era de história, e 20 livros eram de artes. O total de livros da biblioteca de Lucas é
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604Q361206 | Enfermagem, Monitor I, SENAC PE, IPAD

A higiene corporal é fundamental para o bem-estar e a recuperação do paciente e envolve diversos aspectos da assistência de enfermagem. Sobre as técnicas de enfermagem que dizem respeito à higiene e ao conforto do paciente, é correto afirmar:

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605Q224296 | História e Geografia de Estados e Municípios, Rondônia, Procurador do Estado, PGE RO, PGE RO

No século XIX, o primeiro ciclo da borracha, em território rondoniense,
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606Q360496 | Enfermagem, Enfermagem Cirúrgica, Auxiliar de Enfermagem, Prefeitura de Nova União MG, FUMARC

O período pós-operatório estende-se do momento em que o paciente deixa a mesa de cirurgia até quando realiza a última consulta de acompanhamento com o cirurgião. Esse período pode ser tão breve quanto uma semana ou tão longo quanto vários meses. Durante este período, o cuidado de enfermagem é direcionado para o restabelecimento do equilíbrio das necessidades humanas básicas afetadas do paciente.

Baseando-se no contexto acima, analise as afirmativas abaixo:

I. Estão entre os objetivos do tratamento de enfermagem, para o paciente na sala de recuperação anestésica, ações de controle até que o paciente tenha se recuperado dos efeitos da anestesia, estar consciente e orientado, ter sinais vitais estáveis e não demonstrar evidência de hemorragia.

II. Nas horas iniciais à admissão na unidade clínica, o profissional de enfermagem deve estar atento, entre vários aspectos, à ventilação adequada.

III. Geralmente, em razão de medicamentos analgésicos, as respirações são rápidas.

IV. A temperatura deve ser mensurada a cada 4 horas nas primeiras 24 horas.

Marque a alternativa CORRETA:

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607Q194483 | Português, Ajudante, LIQUIGAS, CESGRANRIO

Podemos dizer que o texto "Que saudade da minha professorinha" é um relato pessoal.
A esse respeito, considere as afirmações abaixo.
I – O texto é escrito predominantemente na 1a pessoa do singular.
II – O texto se baseia nas lembranças do narrador sobre sua primeira experiência escolar.
III – Há predominância de verbos no pretérito.
IV – O narrador relata suas lembranças de modo objetivo.
Sobre o texto, são características de um relato pessoal o que se afirma em:

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608Q179125 | Contabilidade Geral, Noções de contabilidade gerencial, Contador Júnior, TRANSPETRO, CESGRANRIO

O desempenho apresentado na comparação entre o que foi orçado e realizado é comumente avaliado por meio de dois atributos, que são:

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609Q115626 | Raciocínio Lógico, Sequências Lógicas de Números, Analista de Sistemas, TJ SP, VUNESP

As seguintes sequências cíclicas de números foram inventadas considerando operações matemáticas. As setas indicam uma determinada operação cujo primeiro termo é o número que vem antes da seta, e o resultado é o número que vem após a seta. Seguem dois exemplos completos:

Imagem 013.jpg

Considere as sequências a seguir com exatamente a mesma lei de formação das sequências I e II:

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Os valores de M, N, P e Q são, respectivamente,

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610Q29739 | Português, Sintaxe, Auxiliar Operacional Portuário, CODESP SP, VUNESP

Considerando a concordância das palavras, assinale a alternativa correta.
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611Q372943 | Direito Empresarial e Comercial, Empresário, FGV

Em relação à incapacidade e proibição para o exercício da empresa, assinale a alternativa correta.
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612Q220253 | Toxicologia, Perito Legista, Polícia Civil RJ, FGV

O sangue é o principal transportador de substâncias tóxicas pelo organismo. Para que o veneno possa atingir o compartimento sanguíneo, precisa ser absorvido.

As alternativas a seguir apresentam fatores que contribuem favoravelmente para a absorção, à exceção de uma. Assinale-a.

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613Q204997 | Conhecimentos Gerais e Atualidades, Saúde Programas sociais combate às drogas e doenças, Escriturário, Banco do Brasil, FCC

O relatório sobre a epidemia divulgado [em dezembro de 2010] mostra que o número de infecções pelo vírus caiu quase 20% nos últimos dez anos. O estudo do programa das Nações Unidas que coordena a campanha de combate à doença ressalta um fato inédito: pela primeira vez, a queda do número de novas infecções está ligada à disseminação do conhecimento sobre o vírus [causador da doença].
(Adaptado de www.dw-world.de/dw)

A notícia refere-se à

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614Q180281 | Matemática, Juros e descontos simples, Contador Júnior, TRANSPETRO, CESGRANRIO

Um valor líquido foi creditado na conta de uma determinada empresa, correspondente ao desconto de três duplicatas, montando a R$ 23.150,00, todas com prazo de 35 dias. Sabendo-se que o Banco Atlântico S/A cobrou, para realizar essa operação, uma taxa de desconto simples de 3,0 % ao mês, o valor líquido, em reais, foi

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615Q18444 | Matemática, Cadete da Aeronáutica, EPCAR, FAB

Mateus ganhou 100 g de “bala de goma”. Ele come a mesma quantidade de balas a cada segundo. Ao final de 40 minutos ele terminou de comer todas as balas que ganhou. Lucas ganhou 60 g de “bala delícia”, e come a mesma quantidade de balas a cada segundo. Ao final de 1 hora, ele terminou de comer todas as balas. Considere que eles começaram a comer ao mesmo tempo. Com base nessa situação, é FALSO afirmar que
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616Q4639 | Conhecimentos Bancários, Escriturário, Banco do Brasil, CESGRANRIO

O Sistema de Autorregulação Bancária da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) estabelece que
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617Q18488 | Português, Engenheiro da Computação, CIAAR, FAB

Texto associado.
Restos do carnaval

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate.Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
     No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
      E as máscaras? Eu tinha medo mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
        Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma das minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça – eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável – e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.
      Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.
    Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga – talvez atendendo a meu mudo apelo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel – resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.
      Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas – à ideia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha – mas ah! Deus nos ajudaria! Não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.
     Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
       Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.
      Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
    Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

(Lispector, Clarice. Felicidade clandestina: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998)
“Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança.” (4º§)

O excerto anterior apresenta uma figura de estilo denominada
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618Q472392 | Educação Física, Especialista em Desenvolvimento Humano, SEGER ES, CESPE CEBRASPE

O nado livre, comumente conhecido como nado crawl, é um estilo da natação competitiva e de natação utilitária, como, por exemplo, para o desenvolvimento de aptidão física e saúde. Para a sua prática, o nadador deve executar batidas de pernas, braçadas e respirações de forma coordenada, a fim de proporcionar o seu eficiente deslocamento. A respeito desses três componentes sincronizados do nado crawl, julgue os itens a seguir.

A braçada possui três fases: a aérea, a subaquática e a de propulsão.

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619Q323848 | Pedagogia, Papel Político Pedagógico e Organicidade, Coordenador Pedagógico, SEE SP, FCC

Para atender ao artigo 12 da LDB (Lei no 9.394/96) , que incumbe a instituição de elaborar e executar sua proposta pedagógica, o gestor, tomando como norte os princípios da gestão democrática, tem o papel de

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620Q42121 | Turismo, Agente Administrativo, EMBRATUR, FUNIVERSA

Ao defender a tese de que o turismo pode gerar emprego e renda, além de pretender que todos os brasileiros tenham a possibilidade de viajar, o Plano Nacional de Turismo vê, nessa atividade, um fator de
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