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Questões de Concursos 2023

Resolva questões de 2023 comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1121Q914759 | Veterinária, Inseminador, Prefeitura de Putinga RS, OBJETIVA, 2023

São materiais que podem ser necessários no processo de inseminação artificial:

I. Luvas descartáveis. II. Aplicador. III. Recipiente para descongelamento de sêmen ou descongelador eletrônico.

Estão CORRETOS:
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1122Q914605 | Português, Interpretação de Textos, Condutor Socorrista, Prefeitura de Picuí PB, CPCON, 2023

Texto associado.
TEXTO III


Bola-de-gude-azul

Clarissa Moura


Rita me fitava com aqueles olhos azuis estrábicos e esbugalhados. Assim que entrou aqui em casa, foi a primeira coisa que vi, olhos-bola-de-gude, criança feia, careca. Todos os bebês são feios, acho que eu nasci feia também. Essa menina vem atrapalhando minha vida, desde que ainda estava dentro da minha mãe.

Na verdade, tudo muda quando uma criatura vai pra dentro de uma fêmea. Percebi isso quando Nina, nossa cadela, pegou um bucho do cachorro vira-lata que minha mãe odeia. Ela achou ruim, reclamou. Brigava dia e noite com Nina, a cachorra fujona que saiu e voltou prenha de cinco cachorrinhos. Morreram todos. Coitada de Nina, ela ficou cansada, lenta, dorminhoca. Não fazia mais nada, só dormia. Minha mãe reclamou tanto, tanto, mais tanto, que pegou um bucho também.

Mamãe colocou o nome da minha irmã de Rita de Cássia, a santa dela. Acho engraçado isso de dizer que a santa é sua. Pra mim, as coisas só são nossas quando a gente compra ou ganha. Do nada, a santa vira boneca que protege gente. Enquanto a barriga crescia, ela todo dia acendia uma vela, se alisava e rezava. Amenina, lá dentro, não sentia nada, não sabia de nada. Ganhou o nome da santinha que fica no quartinho ao lado da sala.

Depois que minha mãe disse que eu ia ter uma irmãzinha, que ela ia ser minha melhor amiga e companheira, tudo mudou. Mamãe só vivia vomitando, com sono, não queria brincar comigo, triste e deitada. O médico disse que ela tinha que passar a gravidez toda acamada pra menina vingar. Toda noite que minha mãe rezava, eu rezava junto, pedindo pra aquela menina não nascer. Queria minha mãe só pra mim. Mas não adiantou.

Meu pai, que quase não tinha tempo pra brincar comigo, passou a trabalhar mais. Eu só via ele nos fins de semana, e sempre cansado porque tinha mais uma boca pra alimentar. Minha filha, papai tem que trabalhar pra dar o melhor pra você e sua irmãzinha. Mas o melhor pra mim era ter meu pai e minha mãe somente pra mim. E, mesmo antes de nascer, a bola-de-gude-azul roubou meus pais.

Eu queria ser filha única, como meu pai e minha mãe. Não tenho tios, e nem sinto falta. Família boa é família que tem tempo pra ficar junto e brincar feliz. Agora eu fico sozinha o tempo todo. Desde que Nina teve os cachorrinhos mortos, também não quer brincar comigo. Os bichinhos pareciam uns ratinhos, pretinhos, tamanhico de nada. Mamãe falou que eles não tinham como ficar vivos e que quase matou nossa cadela. Que ela teve sorte. Sorte mesmo seria se ela nunca tivesse pegado um bucho.

Faz cinco dias que eu não consigo dormir, Rita está dormindo no quarto da minha mãe. Só vive pendurada nos peitos dela, mamando, mamando. Minha mãe chama ela de minha bezerrinha. Vai ser a bezerrinha mais forte de todas. Será que ela me acha fraca só porque eu não tô pendurada sugando o leite dela? Eu prefiro comer bolacha desmanchada no leite. Era tão bom quando minha mãe colocava minha comidinha, e a gente ficava vendo televisão e conversando. Ela sempre sentava em uma cadeira e ficava me vendo comer. É tão lindo te ver comendo Maria, você é a gulosa de mamãe. Eu ria, e ela alisava meus cachinhos.

Hoje tive que apresentar um trabalho na escola. Segurei a cartolina e não consegui lembrar de nada. Comecei a gaguejar e a chorar. Todo mundo riu de mim. Burra, burra, chorona, chorona. A professora mandou todo mundo se calar. Eu empurrei o Carlinhos, o imbecil que puxou o coro, e chorei mais ainda. Fui levada pra diretoria, fizeram um bilhete pra meus pais, e amanhã eu só posso assistir aula se eles vierem me deixar. Me ferrei.

Sinto medo da pisa que vou levar, do castigo que não vai acabar nunca. Eu não vou poder sair pra brincar com as meninas na rua, vou ter que ficar trancada dentro de casa fazendo o dever que não tem fim. A pirralha começa a berrar de novo, muito alto. Essa menina só chora. Se não fosse por ela, eu teria dormido bem e lembraria do nome de todos os répteis da cartolina. Ódio.

Vou pro quarto, minha mãe tá dormindo pesado, roncando. Parece a Bela Adormecida que não vai acordar nunca mais. Rita chora, chora, chora, eu choro. Corro na cozinha, pego a faca de cortar pão, volto pro quarto, seguro a fralda na boca dela até abafar o choro, enfio a faca nos olhos-azuis-bola-de-gude dela e arranco. Pego as bolinhas agora vermelhas, se desmanchando na minha mão, e coloco na minha sacola de bolas-de-gude.

Será que amanhã eu ainda vou estar de castigo?

Clarissa Moura (1987, João Pessoa/Paraíba) é advogada, escritora, membro do Clube do Conto da Paraíba. Publica seus textos – crônicas e contos – no Medium https://clarissagmoura.medium.com/ e outras redes sociais. É coorganizadora do ebook Antologia Poética – Poemas dos Dez Melhores Poetas do Extremo Oriental das Américas, publicada pela Rubaiyat Edições em 2022. É uma das autoras da Antologia Prosas de Oficina vol. II, publicação da Editora Escaleras em 2022.


Fonte: https://revistaacrobata.com.br/
Considere o seguinte trecho do Texto III.

“A pirralha começa a berrar de novo, muito alto. Essa menina só chora. Se não fosse por ela, eu teria dormido bem e lembraria do nome de todos os répteis da cartolina. Ódio. Vou pro quarto, minha mãe tá dormindo pesado, roncando. Parece a Bela Adormecida que não vai acordar nunca mais. Rita chora, chora, chora, eu choro. Corro na cozinha, pego a faca de cortar pão, volto pro quarto, seguro a fralda na boca dela até abafar o choro, enfio a faca nos olhos-azuis-bola-de-gude dela e arranco. Pego as bolinhas agora vermelhas, se desmanchando na minha mão, e coloco na minha sacola de bolas-de-gude. Será que amanhã eu ainda vou estar de castigo?"

Com base no trecho, assinale a alternativa CORRETA sobre a atmosfera e aos elementos presentes no conto:
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1123Q914523 | Saúde Pública, Processo Histórico de Construção do Sistema Único de Saúde, Agente de Saúde ACS, Prefeitura de Nova Friburgo RJ, Consulplan, 2023

Para a construção de uma sociedade democrática, é importante que seus habitantes disponham de noções de cidadania para, de fato, serem proclamados cidadãos. Sobre a cidadania, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Assim como a soberania e a dignidade da pessoa humana, é um dos fundamentos da Constituição da República.
( ) Seu exercício pleno compreende o conhecimento não só direitos, mas também dos deveres de cada cidadão.
( ) Para ter cidadania brasileira, é indispensável que o indivíduo tenha nascido no país.
A sequência está correta em
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1124Q914189 | Português, Uso da Vírgula, Mecânico, Prefeitura de Astolfo Dutra MG, Consulplan, 2023

Texto associado.
Dever de casa


Um fiapo de gente e um feixe de problemas. Agora é uma perguntação que não tem mais fim. Papai, o plural de segunda- -feira? Tira os óculos, para de ler a revista. Daqui a pouco é hora do telejornal. Dia cansativo, mas pai é pai. Segunda-feira, segunda-feira. Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isto não terá mudado.
Mudam tudo neste país. Depois querem ter jurisprudência. Ainda hoje andou lendo um acórdão. Ementa malfeita. Segunda-feira no plural. Não tem mais o que inventar. Segundas-feiras. Variam os dois elementos. Fácil, óbvio. Entendeu?
Nem tinha retomado a leitura e lá vem outra perguntinha. Quarta-feira é abstrato ou concreto? Essa, agora. Primeiro vamos saber se é mesmo substantivo. Nenhuma dúvida. É substantivo. Abstrato?
Concreto. A professora disse que é concreto. Pai é pai. Põe tudo de lado e sai sem bater a porta. Concreto, está lá no Celso Cunha, é o substantivo que designa um ser propriamente dito. Nomes de pessoas, de lugares, de instituições etc. Quarta-feira. Vamos raciocinar. Nome de um dia. Abstrato designa noção, ação, estado e qualidade. Desde que considerados como seres. Quarta-feira é um ser? Se é um dia, é um ser. Mas concreto? Abstrato. Deve ser abstrato.
Um dia de matar, o trânsito engarrafado. A dorzinha de cabeça já se instalou. Quarta-feira, papai. Afinal? Outro dia era o aliás. Até que teve sua graça. Que é aliás? Bom, como categoria gramatical, me parece que. Pausa. Mudaram a nomenclatura gramatical toda. A educação tem de ser mesmo um desastre. País de analfabetos. Doutores analfabetos. Aliás, advérbio não é. Ou melhor, é controvertido. Vem do latim. Quer dizer quer dizer, como disse o outro. Será advérbio?
Esses meninos de hoje, francamente. Gramática ninguém estuda mais. A língua andrajosa, um monte de solecismos. Mas quarta-feira é substantivo abstrato? Concreto, disse a professora. Ora, pinoia. Está começando o telejornal. Mais um fantasma. Mandado de segurança. Mandado e não mandato. Preste atenção, meu filho. Aliás, só faltava essa. Meter o Supremo nessa enrascada. Querem atear fogo no país. Fantasma é concreto? Eta Brasil complicado! Aliás, hoje é quarta-feira. Abstrata? Uma vergonha!


(RESENDE, Otto Lara. Folha de S. Paulo. Instituto Moreira Salles. Em: 13/09/1992.)
Considere a oração “Papai, o plural de segunda-feira?” (1º§). Pode-se afirmar que, neste contexto, a vírgula foi empregada com a função de:
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1125Q914182 | Odontologia, Equipe Auxiliar, Auxiliar em Saúde Bucal da Família, Prefeitura de Sapucaia do Sul RS, FUNDATEC, 2023

O Ministério da Saúde (2004) elaborou o Perfil de Competências Profissionais do TSB e do ASB. “Aplicar medidas de segurança no armazenamento, transporte, manuseio e descarte de produtos e resíduos odontológicos” é uma das habilidades requeridas do auxiliar em saúde bucal, que faz parte de qual competência?
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1126Q914013 | Direito Administrativo, Bens públicos em espécie, Auxiliar de Manutenção e Conservação I Feminino, Prefeitura de Laranjeiras do Sul PR, FAU, 2023

NÃO são itens do patrimônio público e por consequência NÃO devem ser conservados e mantidos por servidores públicos:
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1127Q913688 | Informática, Sítios de busca e pesquisa na Internet, Guarda Sanitário, Prefeitura de Jardim do Seridó RN, FUNCERN, 2023

No site de busca do Google, é possível usar uma sequência de símbolos e palavras, na pesquisa, para deixar o resultado mais refinado. Assim, caso seja pesquisada uma palavra ou frase entre aspas, o resultado da pesquisa vai ser
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1128Q913683 | Arquivologia, Interpretação de Textos, Guarda Sanitário, Prefeitura de Jardim do Seridó RN, FUNCERN, 2023

Texto associado.

A questão refere-se ao texto a seguir.



Como frear os massacres nas escolas


Alexandre Carvalho


Luz, câmeras do circuito interno preparadas… e ação! Um adolescente de 17 anos saca uma arma de fogo e dispara contra ex-colegas. Segundos depois, seu cúmplice, de 25, usa um machado para atingir vítimas já caídas no chão. Cinco alunos, uma coordenadora pedagógica e uma inspetora do colégio foram assassinados. Antes do ataque, um dos atiradores fez questão de se exibir na internet: publicou 20 fotos suas no Facebook, alternando entre o rosto zangado à mostra e coberto com uma máscara de caveira – a mesma que ele usou no que ficaria conhecido como o “Massacre de Suzano”.


As cenas registradas na escola da Região Metropolitana de São Paulo, em março de 2019, foram exibidas à exaustão nos portais de internet e telejornais. Os espectadores assistiram às armas apontadas, aos golpes de machado em cabeças com a imagem distorcida – para não ferir (ainda mais) a sensibilidade da audiência. Viram as crianças pulando o muro da escola em desespero; ouviram seus gritos, choros e ligações para o celular dos pais, implorando socorro. Uma edição de cenas idênticas às dos filmes de ação mais eletrizantes. Mas era um terror real.


Eis que um salto de quatro anos nos leva à tragédia do dia 28 de março agora. Um adolescente assassinou com facadas sua professora de 71 anos numa escola da Vila Sônia, zona oeste paulistana. Também feriu colegas até ser imobilizado e desarmado por duas mulheres. Em depoimento à polícia, o garoto confessou: “Fui inspirado pelo Massacre de Suzano”. Não à toa, usava a mesma máscara com imagem de caveira que um de seus ídolos ostentava na internet. E seguiu o padrão de se gabar. Horas antes do ataque, publicou no Twitter: “Irá acontecer hoje, esperei por esse momento a vida inteira”. Em seu perfil nessa rede social, usava o sobrenome de um dos atiradores de Suzano.


A influência por trás desse adolescente assassino se encaixa na descrição do “efeito copycat”: o interesse de alguém no sensacionalismo em torno de crimes violentos (ou suicídios) a ponto de cometer atos semelhantes. No caso de criminosos em potencial, é gente que quer a mesma celebridade de seus malvados favoritos.


Mas por que a publicidade de crimes geraria mais crimes? A resposta passa primeiro pela nossa própria essência: a linha entre civilização e barbárie é mais tênue do que Homo sapiens modernos tendem a crer. Freud tinha uma explicação para isso. Ele afirmava que a pressão civilizatória para a vida em sociedade trouxe um mal-estar para o que se esconde no nosso cérebro primitivo, confortável com o comportamento violento. Afinal, a humanidade passou o grosso de sua história lidando com assassinatos como parte do dia a dia. O psicólogo Steven Pinker, que estudou as razões do declínio da violência através dos tempos, escreveu: “Até recentemente, a maioria das pessoas não achava que havia algo particularmente errado com elas”.


A sociedade mudou, mas bem mais rapidamente do que o funcionamento do órgão que temos na caixa craniana. Lá no fundo, esse instinto homicida ainda existe e quer se manifestar – e nem sempre à sombra do olhar da Justiça. Afinal, a notoriedade de um assassinato pode ser favorável a quem quer ser temido ou aceito pelo grupo (pense em grupos que dominavam outros à base da força). E, até hoje, acaricia o ego dos que desejam pôr a cabeça para fora da maioria.


Veja o caso da morte de John Lennon. O beatle teve de escrever muitas das melhores composições da música pop para se estabelecer como um superstar. Seu assassino só precisou de cinco disparos para ter seu rosto estampado pelo mundo, e ver seu nome se tornar quase tão conhecido quanto o de sua vítima.


O massacre da Columbine High School, de 1999, no qual dois adolescentes mataram 13 pessoas a tiros e se suicidaram em seguida, tornou os rostos e nomes dos assassinos conhecidos mundialmente. Virou filme, documentário. E levou a uma corrente de atos parecidos mundo afora. Só nos EUA, houve 377 ataques em escolas desde então.


Com as redes sociais, o estrelato psicótico ficou ainda mais acessível. E a própria evolução no número de massacres americanos mostra isso. Em 2000, um ano após Columbine, e com a internet ainda na infância, aconteceram 12 tiroteios em escolas. Em 2018, o ano em que o TikTok se tornou o app mais baixado dos EUA, foram 30 ataques com armas de fogo. No ano passado, 46 – o recorde até agora. Um estudo da Temple University (EUA) vai ao encontro dessa ligação entre os massacres e a ascensão das redes: mostrou queadolescentes se tornam cinco vezes mais propensos a cometer crimes se sabem que seus colegas estão vendo.


No mundo pré-internet, era mais difícil para alguém com pendor para a prática criminosa encontrar grupos com interesses idênticos. Com redes sociais é diferente: aqueles com tendências violentas acham seus semelhantes com facilidade, mesmo que estejam em cidades, estados ou países diferentes. E um agressor em potencial mais ousado estimula o outro.


Há caminhos para minimizar essa tendência. Se o descontrole no acesso ao conteúdo está na essência das redes sociais, um relatório do Crest, consultoria britânica especializada em crime e Justiça, traz algumas recomendações. Estamos falando de treinamento de crianças como espectadores de mídia social, para orientá-las sobre como identificar (e dar um alerta) se algo parecer levar à violência. Outra seria criar uma escala de classificação para plataformas de rede social, indicando o quão seguras elas são para crianças – já que isso pressionaria as próprias redes a abolir conteúdo impróprio de forma mais eficiente. No Brasil, o Ministério da Justiça anunciou a ampliação de 10 para 50 o número de policiais do grupo de monitoramento da dark web, a terra sem lei onde comunidades de criminosos se sentem em casa.


Mas talvez a mais importante das iniciativas seja algo simples. E que está começando a ser defendida (e posta em prática) no Brasil com ênfase depois que, poucos dias após o assassinato na Vila Sônia, um homem de 25 anos invadiu uma creche em Blumenau (SC) e matou quatro crianças com uma machadinha. É não dar o que alguns desses matadores mais querem: a celebridade.


No mesmo dia do massacre dessas meninas e meninos, William Bonner anunciou no Jornal Nacional que os nomes e as imagens de autores de ataques, assim como vídeos dos crimes, não seriam mais divulgados na Globo. Outros órgãos de imprensa adotaram a mesma abordagem. E é o que fizemos neste artigo, incluindo casos do passado. Glamourizar assassinos, afinal, equivale a pedir por mais assassinatos.



Disponível em:< https://super.abril.com.br/sociedade>. Acesso em 25 jun. 2023.

Nos três primeiros períodos do primeiro parágrafo, constrói-se uma sequência
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1131Q913542 | Português, Vícios da linguagem, Motorista, Prefeitura de Novo Horizonte SC, Instituto Fênix, 2023

Texto associado.
Portugália



Era uma cidade como todas as outras. A gente importante morava no centro e a gente de baixa condição, ou decrépita, morava nos subúrbios. Os meninos entraram por um desses bairros pobres, chamado o bairro do Refugo, e viram grande número de palavras muito velhas, bem corocas, que ficavam tomando sol à porta de seus casebres. Umas permaneciam imóveis, de cócoras, como os índios das fitas americanas; outras coçavam-se.

— Essas coitadas são bananeiras que já deram cacho — explicou Quindim. — Ninguém as usa mais, salvo por fantasia e de longe em longe. Estão morrendo. Os gramáticos classificam essas palavras de ARCAÍSMOS. Arcaico quer dizer coisa velha, caduca.

— Então, Dona Benta e Tia Nastácia são arcaísmos!

— lembrou Emília.

— Mais respeito com vovó, Emília! Ao menos na cidade da língua tenha compostura — protestou Narizinho.

O rinoceronte prosseguiu:

— As coitadas que ficam arcaicas são expulsas do centro da cidade e passam a morar aqui, até que morram e sejam enterradas naquele cemitério, lá no alto do morro. Porque as palavras também nascem, crescem e morrem, como tudo mais.

Narizinho parou diante duma palavra muito velha, bem coroca, que estava catando pulgas históricas à porta dum casebre. Era a palavra Bofé.

— Então, como vai a senhora? — perguntou a menina, mirando-a de alto a baixo.

— Mal, muito mal — respondeu a velha. — No tempo de dantes fui moça das mais faceiras e fiz o papel de ADVÉRBIO. Os homens gostavam de empregar-me sempre que queriam dizer Em verdade, Francamente. Mas começaram a aparecer uns Advérbios novos, que caíram no gosto das gentes e tomaram o meu lugar. Fui sendo esquecida. Por fim, tocaram-me lá do centro. "Já que está velha e inútil, que fica fazendo aqui?", disseram-me. "Mude-se para os subúrbios dos Arcaísmos", e eu tive de mudar-me para cá.


Fonte: Monteiro Lobato – Emília no País da Gramática (adaptado).
O que Dona Benta e Tia Nastácia têm em comum, segundo Emília?
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1132Q913220 | Matemática, Sistemas de Numeração e Operações Fundamentais, Inseminador Veterinário, Prefeitura de Doutor Pedrinho SC, FURB, 2023

Para alimentar 80 crianças por 10 dias em determinado orfanato, são utilizados 64kg de arroz (cru). Reduzindo a quantidade de arroz (cru) por criança em 10 gramas por dia, pode-se afirmar que 140kg irão alimentar essas crianças por um período, em dias, de:
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1133Q913186 | Legislação de Trânsito CTB, Infrações Gravíssimas Agravadas em Cinco Vezes, Operador de Trator Agrícola, Prefeitura de Palma Sola SC, AMEOSC, 2023

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, conduzir veículo para o qual seja exigida habilitação nas categorias C, D ou E sem realizar o exame toxicológico previsto no § 2º do art. 148-A deste Código, após 30 (trinta) dias do vencimento do prazo estabelecido, constitui:
Marque a alternativa CORRETA.
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1134Q912782 | Português, Divisão Silábica, Agente de Vigilância Escolar, Prefeitura de Apiúna SC, ACTIO ASSESSORIA, 2023

Texto associado.
Leia o trecho abaixo para responder à questão:


O DR. GRILO


Filho de um simples operário, Carolino lembrou-se um dia de se intitular adivinho. Era um moço esperto como poucos, e viu que este mundo era dos espertalhões. Anunciou que curava todas as doenças e que era capaz de adivinhar quanto segredo houvesse.
Lembrando-se, porém, que ninguém é profeta em sua terra, Carolino mudou-se da cidade. Foi residir na capital do reino, onde toda a gente o conhecia por dr. Grilo, em vista da sua imensa altura e extraordinária magreza.
Em pouco tempo, o dr. Grilo tornou-se célebre. Com charlatanice, conseguia coisas maravilhosas.


Fonte <http//www.dominiopublico.gov.br/download/texto/br000137.pdf>
A separação silábica está correta em:
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1135Q912544 | Meio Ambiente, Abastecimento de Água, Agente de Vigilância Sanitária, Prefeitura de Sagrada Família RS, OBJETIVA, 2023

A drenagem e o manejo de água superficiais urbanas devem, entre outros pressupostos, estar ancorada no controle e na orientação do curso das águas pluviais. Assinalar a alternativa que corresponde ao tipo de estudo que tem por finalidade avaliar a disponibilidade dos recursos hídricos, quantificando os volumes/vazão das águas:
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1136Q912407 | Geografia, Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento, Agente de Endemias ACE, Prefeitura de Ituiutaba MG, OBJETIVA, 2023

Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
Com o objetivo de fornecer dados de sensoriamento remoto para observar e monitorar especialmente a região amazônica, o ________ é o terceiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto em operação, junto com o CBERS-4 e o CBERS-4A.
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1138Q1056257 | Medicina, Cardiologia e Alterações Vasculares, Clínico Geral, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Paciente, sexo masculino, 50 anos, hipertenso e tabagista, comparece em consulta para avaliação de quadro de dispneia e síncope. Na ausculta cardíaca foram verificados: hipofonese de B1 e B2;sopro sistólico com pico telessistólico; e, desdobramento paradoxal de B2. Considerando o exame físico do paciente, é mais provável que ele apresente como diagnóstico:
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1139Q1040897 | Legislação dos TRFs, Conselho Nacional de Justiça Cnj, Agente da Polícia Judicial, TRT 21 Região RN, FCC, 2023

De acordo com o previsto na Resolução CNJ nº 467/2022, a revogação, suspensão ou cassação do porte de arma de fogo implicará em
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1140Q1019299 | Espanhol, Ensino de Língua Espanhola, Espanhol, SEDUCTO, FGV, 2023

Teniendo en cuenta la propuesta de letramento y multialfabetizaciones para la enseñanza de Lenguas Extranjeras de las OCEM son válidas las siguientes afirmaciones a la excepción de
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