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Questões de Concursos Vestibular e ENEM

Resolva questões de Vestibular e ENEM comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


821Q934880 | Filosofia, Filosofia Política, ENEM

Texto associado.

(UEMA) Leia o texto para responder à questão.

Assim diz o filósofo francês Gérard Lebrun: Se, numa democracia, um partido tem o peso político, é porque tem força para mobilizar um certo número de eleitores. Se um sindicato tem peso político, é porque tem força para deflagrar uma greve. Assim, força não significa necessariamente a posse de meios violentos de coerção, mas de meios que me permitam influir no comportamento de outra pessoa. À força não é sempre (ou melhor, é rarissimamente) um revólver apontado para alguém; pode ser o charme de um ser amado, quando me extorque alguma decisão (uma relação amorosa é, antes de mais nada, uma relação de força; conferir as Ligações perigosas, de Lactos).

Em suma, a força é a canalização da potência, é a sua determinação. E é graça a ela que se pode definir a potência na ordem nas relações sociais ou, mais especificamente, políticas.

Fonte: LEBRUN, Gérard. O que é o poder. São Paulo: Brasiliense, 1981. (coleção Primeiros Passos)

Do exposto pelo filósofo Gérard Lebrun, pode-se afirmar que, do ponto de vista político, o conceito de poder e de força significa

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822Q933181 | Geografia, Médico PUC RS, PUC RS, PUC RS, 2023

Texto associado.

Os textos a seguir caracterizam dois biomas brasileiros. 

Texto 1

No contexto da disponibilidade de água através da precipitação, destaca-se a questão do déficit hídrico na maior parte da área abrangida pelo bioma. O clima na região varia do superúmido (com pluviosidade em torno de 2 000 mm/ano), num pequeno trecho, até o semiárido, em área maior, com pluviosidade entre 300-500 mm/ano e chuvas restritas a poucos meses durante o ano.

Extraído de https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv97884_cap7.pdf


Texto 2

Todos os habitantes do(a) [-----] têm suas vidas marcadas pelo eterno ciclo das águas, desde o dourado, um peixe de escamas, até o ribeirinho. O início do período chuvoso ocorre, geralmente, de outubro a março com precipitação média de 1200 mm a 1400 mm e a estação de seca, entre abril e setembro. O ciclo hidrológico e a dinâmica hídrica do bioma são condicionantes importantes que garantem a alta biodiversidade e possibilitam o funcionamento ecológico de toda região.

Extraído de: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv97884_cap7.pdf

Os textos 1 e 2 descrevem, respectivamente, a _________ e o(a) _________.

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823Q667155 | Matemática Financeira, Porcentagem, Vestibular ENEM, ENEM, INEP

Os vidros para veículos produzidos por certo fabricante têm transparências entre 70% e 90%, dependendo do lote fabricado. Isso significa que, quando um feixe luminoso incide no vidro, uma parte entre 70% e 90% da luz consegue atravessá-lo. Os veículos equipados com vidros desse fabricante terão instaladas, nos vidros das portas, películas protetoras cuja transparência, dependendo do lote fabricado, estará entre 50% e 70%. Considere que uma porcentagem P da intensidade da luz, proveniente de uma fonte externa, atravessa o vidro e a película.
De acordo com as informações, o intervalo das porcentagens que representam a variação total possível de P é
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824Q596023 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular UERJ, UERJ, UERJ

Texto associado.
COM O OUTRO NO CORPO, O ESPELHO PARTIDO
O que acontece com o sentimento de identidade de uma pessoa que se depara, diante do
espelho, com um rosto que não é seu? Como é possível manter a convicção razoavelmente estável
que nos acompanha pela vida, a respeito do nosso ser, no caso de sofrermos uma alteração radical
em nossa imagem? Perguntas como essas provocaram intenso debate a respeito da ética médica
5 depois do transplante de parte da face em uma mulher que teve o rosto desfigurado por seu
cachorro em Amiens, na França.
Nosso sentimento de permanência e unidade se estabelece diante do espelho, a despeito de
todas as mudanças que o corpo sofre ao longo da vida. A criança humana, em um determinado
estágio de maturação, identifica-se com sua imagem no espelho. Nesse caso, um transplante
10 (ainda que parcial) que altera tanto os traços fenotípicos quanto as marcas da história de vida
inscritas na face destruiria para sempre o sentimento de identidade do transplantado? Talvez não.
Ocorre que o poder do espelho – esse de vidro e aço pendurado na parede – não é tão absoluto:
o espelho que importa, para o humano, é o olhar de um outro humano. A cultura contemporânea
do narcisismo*, ao remeter as pessoas a buscar continuamente o testemunho do espelho, não
15 considera que o espelho do humano é, antes de mais nada, o olhar do semelhante.
É o reconhecimento do outro que nos confirma que existimos e que somos (mais ou menos) os
mesmos ao longo da vida, na medida em que as pessoas próximas continuam a nos devolver nossa
“identidade”. O rosto é a sede do olhar que reconhece e que também busca reconhecimento. É
que o rosto não se reduz à dimensão da imagem: ele é a própria presentificação de um ser humano,
20 em sua singularidade irrecusável. Além disso, dentre todas as partes do corpo, o rosto é a que faz
apelo ao outro. A parte que se comunica, expressa amor ou ódio e, sobretudo, demanda amor.
A literatura pode nos ajudar a amenizar o drama da paciente francesa. O personagem Robinson
Crusoé do livro Sexta-feira ou os limbos do Pacífico, de Michel Tournier, perde a noção de sua
identidade e enlouquece, na falta do olhar de um semelhante que lhe confirme que ele é um
25 ser humano. No início do romance, o náufrago solitário tenta fazer da natureza seu espelho. Faz
do estranho, familiar, trabalhando para “civilizar” a ilha e representando diante de si mesmo o
papel de senhor sem escravos, mestre sem discípulos. Mas depois de algum tempo o isolamento
degrada sua humanidade.
A paciente francesa, que agradeceu aos médicos a recomposição de uma face humana, ainda que
30 não seja a “sua”, vai agora depender de um esforço de tolerância e generosidade por parte dos
que lhe são próximos. Parentes e amigos terão de superar o desconforto de olhar para ela e não
encontrar a mesma de antes. Diante de um rosto outro, deverão ainda assim confirmar que ela
continua sendo ela. E amar a mulher estranha a si mesma que renasceu daquela operação.
MARIA RITA KEHL
Adaptado de folha.uol.com.br, 11/12/2005.
*narcisismo ? amor do indivíduo por sua própria imagem
Guimarães Rosa afirmou, em uma entrevista, que somente renovando a língua é que se pode renovar o mundo. Visando a essa renovação, recorria a neologismos e inversões pouco usuais de termos, explorando novos sentidos em seus textos. Um exemplo dessas inversões encontra-se em:
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825Q54102 | Matemática, Geometria Espacial, Vestibular, Vestibular

(UCS INV/2013) De uma caixa d"água de forma cúbica, cujas arestas medem 0,9 metros e que contém água até a altura de 0,7 metros, devem ser retirados 162 litros de água.

Com essa retirada, a altura do nível de água irá baixar ________, restando ________ de água na caixa. Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas acima. (dado 1 litro = 1 dm³)
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826Q54085 | Matemática, MMC, Vestibular, Vestibular

Numa linha de produção, certo tipo de manutenção é feito na máquina A a cada 3 dias, na máquina B a cada 4 dias e na máquina C a cada 6 dias. Se no dia 2 de dezembro foi feita a manutenção nas três máquinas, a próxima vez em que a manutenção das três ocorreu no mesmo dia foi:
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827Q934561 | Biologia, Biomas Brasileiros, ENEM

(FATEC) Associe as colunas abaixo e marque a alternativa que contém a associação correta:

COLUNA A

I.    Plâncton
II.   Nécton
III.  Bentos

COLUNA B

1. Organismos capazes de nadar ativamente contra as correntes marinhas.
2. Organismos característicos do fundo do mar.
3. Organismos flutuantes incapazes de nadar contra as correntes marinhas.

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828Q933691 | Português, Textualidade

O que é a situcionalidade na textualidade?

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829Q931256 | Português, Variação Linguística, Vestibular ENEM, ENEM, INEP

Texto associado.
Palavras jogadas fora
Quando criança, convivia no interior de São Paulo com o curioso verbo pinchar e ainda o ouço por lá esporadicamente. O sentido da palavra é o de “jogar fora” (pincha fora essa porcaria) ou “mandar embora” (pincha esse fulano daqui). Teria sido uma das muitas palavras que ouvi menos na capital do estado e, por conseguinte, deixei de usar. Quando indago às pessoas se conhecem esse verbo, comumente escuto respostas como “minha avó fala isso”. Aparentemente, para muitos falantes, esse verbo é algo do passado, que deixará de existir tão logo essa geração antiga morrer. As palavras são, em sua grande maioria, resultados de uma tradição: elas já estavam lá antes de nascermos. “Tradição”, etimologicamente, é o ato de entregar, de passar adiante, de transmitir (sobretudo valores culturais). O rompimento da tradição de uma palavra equivale à sua extinção. A gramática normativa muitas vezes colabora criando preconceitos, mas o fator mais forte que motiva os falantes a extinguirem uma palavra é associar a palavra, influenciados direta ou indiretamente pela visão normativa, a um grupo que julga não ser o seu. O pinchar, associado ao ambiente rural, onde há pouca escolaridade e refinamento citadito, está fadado à extinção?
É louvável que nos preocupemos com a extinção de ararinhas-azuis ou dos micos-leão-dourados, mas a extinção de uma palavra não promove nenhuma comoção, como não nos comovemos com a extinção de insetos, a não ser dos extraordinariamente belos. Pelo contrário, muitas vezes a extinção das palavras é incentivada.
VIARO, M. E. Língua Portuguesa, n. 77, mar. 2012 (adaptado).
A discussão empreendida sobre o (des)uso do verbo “pinchar” nos traz uma reflexão sobre a linguagem e seus usos, a partir da qual compreende-se que:
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830Q935096 | Artes, Arte Indígena, ENEM

A respeito das formas expressivas ameríndias e sua relação com a noção de arte ocidental, leia os trechos a seguir.

I. “Trata-se de povos que não partilham nossa noção de arte. Não têm palavra ou conceito equivalente aos de arte e estética da tradição ocidental. Entretanto, não é porque inexistem o conceito de estética e os valores que o campo das artes agrega na tradição ocidental que outros povos não teriam formulado seus próprios termos e critérios para distinguir e produzir beleza”.
Adaptado de LAGROU, M. “Arte ou artefato. Agência e significado nas artes indígenas”, in Proa - Revista de Antropologia e Arte, 2010, p. 1.
II. “No contexto das culturas indígenas, a estética não pode ser desprendida de um sistema simbólico que funde os campos diferenciados pelo pensamento ocidental moderno, tais como ‘arte’, ‘política’, ‘religião’, ‘direito’ ou ‘ciência’”.

Adaptado de ESCOBAR, T. “Arte indígena: o desafio do universal”, in Escrita da história e(re)construção das memórias: arte e arquivos em debate. São Paulo: Museu de Arte Contemporânea da USP,2016, p. 20.

Para os autores, nas culturas ameríndias,

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831Q934876 | Filosofia, Filosofia Política, ENEM

Texto associado.

(UEL) Leia o texto a seguir.

As leis da natureza (como a justiça, a equidade, a modéstia e a piedade) por si mesmas, na ausência do temor de algum poder capaz de levá-las a ser respeitadas, são contrárias às nossas paixões naturais, as quais nos fazem tender para a parcialidade, o orgulho e a vingança. Os pactos sem a espada não passam de palavras, sem força para dar qualquer segurança a ninguém. Portanto, apesar das leis da natureza (que cada um respeita quando tem vontade de respeitá-las e quando pode fazê-lo com segurança), se não for instituído um poder suficientemente grande para nossa segurança, cada um confiará, e poderá legitimamente confiar, apenas em sua própria força e capacidade, como proteção contra todos os outros.

(Adaptado de: HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Victor Civita, 1974. p.107.)

Um dos problemas enfrentados pela Filosofia Política diz respeito às razões que levam os indivíduos a se unirem com o objetivo de constituir uma ordem civil. Trata-se do problema da ordem política requerer ou não um elemento coercitivo a fim de garantir a vida civil. Com base no texto e nos conhecimentos sobre Thomas Hobbes, assinale a alternativa correta.

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832Q930021 | Espanhol, Vestibular ENEM, ENEM, INEP

Jesulín y Cayetano Rivera salieron a hombros por la puerta grande aplaudidos por María José Campanario y la duquesa de Alba.
Expectación, mucha expectación fue la que se vivió el pasado sábado en la localidad gaditana de Ubrique. Un cartel de lujo para una tarde gloriosa formado por los diestros Jesulín, "El Cid", y Cayetano Rivera. El de Ubrique pudo presumir de haber sido "profeta en su tierra" en una tarde triunfal, con un resultado de tres orejas y salida por la puerta grande.
Desde primera hora de la tarde, numerosos curiosos y aficionados fueron llegando a los alrededores de la plaza y al hotel Sierra de Ubrique, donde hubo un gran ambiente previo a la cita taurina, dado que era el sitio donde estaban hospedados los toreros.
Revista ¡Hola! nº 3.427, Barcelona, 7 abr. 2010 (fragmento).
O texto traz informações acerca de um evento de grande importância ocorrido em Ubrique — uma tourada. De acordo com esse fragmento, alguns dos fatos que atestam a vitória nesse evento típico da cultura espanhola são

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833Q596365 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular USP, USP, FUVEST

Tendo como base o trecho “só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção...”, o termo em destaque foi empregado ironicamente por aludir ao inseto
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834Q54301 | História, História do Brasil, Vestibular, Vestibular

(UFRS) Leia as afirmativas a seguir, referentes à Guerra do Paraguai (1864-1870).

I. A forte retração demográfica verificada no Paraguai durante o confronto bélico ocorreu devido às mortes em combate, às epidemias e à fome.
II. Um dos elementos deflagradores dessa Guerra foi a intervenção brasileira no Uruguai, que culminou com a deposição do presidente Atanásio Aguirre.
III. O conflito envolvendo o Paraguai versus a Tríplice Aliança foi decorrência exclusiva dos interesses econômicos do imperialismo britânico na América do Sul.

Quais estão corretas?
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835Q54101 | Matemática, Geometria Espacial, Vestibular, Vestibular

(UCS INV/2013) A planificação da superfície lateral de um cone circular reto é um setor circular com ângulo central de 30°. Qual é a razão entre o comprimento C da circunferência da base do cone e o comprimento g da geratriz desse cone?
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836Q933689 | Português, Textualidade

O que a aceitabilidade indica na textualidade?

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837Q932358 | Física, Vestibular Primeiro Semestre PUC PR, PUC PR, PUC PR

Um sistema de cargas pontuais é formado por duas cargas positivas +q e uma negativa –q, todas de mesma intensidade, cada qual fixa em um dos vértices de um triângulo equilátero de lado r. Se substituirmos a carga negativa por uma positiva de mesma intensidade, qual será a variação da energia potencial elétrica do sistema? A constante de Coulomb é denotada por k
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838Q596273 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular UERJ, UERJ, UERJ

Texto associado.
O poder criativo da imperfeição 


Já escrevi sobre como nossas teorias científicas sobre o mundo são aproximações de uma
realidade que podemos compreender apenas em parte. Nossos instrumentos de pesquisa, que
tanto ampliam nossa visão de mundo, têm necessariamente limites de precisão. Não há dúvida de
que Galileu, com seu telescópio, viu mais longe do que todos antes dele. Também não há dúvida
5 de que hoje vemos muito mais longe do que Galileu poderia ter sonhado em 1610. E certamente,
em cem anos, nossa visão cósmica terá sido ampliada de forma imprevisível.
No avanço do conhecimento científico, vemos um conceito que tem um papel essencial: simetria.
Já desde os tempos de Platão, há a noção de que existe uma linguagem secreta da natureza, uma
matemática por trás da ordem que observamos.
10 Platão – e, com ele, muitos matemáticos até hoje – acreditava que os conceitos matemáticos
existiam em uma espécie de dimensão paralela, acessível apenas através da razão. Nesse caso,
os teoremas da matemática (como o famoso teorema de Pitágoras) existem como verdades
absolutas, que a mente humana, ao menos as mais aptas, pode ocasionalmente descobrir. Para os
platônicos, a matemática é uma descoberta, e não uma invenção humana.
15 Ao menos no que diz respeito às forças que agem nas partículas fundamentais da matéria, a busca
por uma teoria final da natureza é a encarnação moderna do sonho platônico de um código secreto
20 da natureza. As teorias de unificação, como são chamadas, visam justamente a isso, formular todas
as forças como manifestações de uma única, com sua simetria abrangendo as demais.
Culturalmente, é difícil não traçar uma linha entre as fés monoteístas e a busca por uma unidade
da natureza nas ciências. Esse sonho, porém, é impossível de ser realizado.
Primeiro, porque nossas teorias são sempre temporárias, passíveis de ajustes e revisões futuras.
Não existe uma teoria que possamos dizer final, pois nossas explicações mudam de acordo com
o conhecimento acumulado que temos das coisas. Um século atrás, um elétron era algo muito
diferente do que é hoje. Em cem anos, será algo muito diferente outra vez. Não podemos saber
25 se as forças que conhecemos hoje são as únicas que existem.
Segundo, porque nossas teorias e as simetrias que detectamos nos padrões regulares da natureza
são em geral aproximações. Não existe uma perfeição no mundo, apenas em nossas mentes. De
fato, quando analisamos com calma as “unificações” da física, vemos que são aproximações que
funcionam apenas dentro de certas condições.
30 O que encontramos são assimetrias, imperfeições que surgem desde as descrições das
propriedades da matéria até as das moléculas que determinam a vida, as proteínas e os ácidos
nucleicos (RNA e DNA). Por trás da riqueza que vemos nas formas materiais, encontramos a força
criativa das imperfeições.
MARCELO GLEISER
Adaptado de Folha de São Paulo, 25/08/2013. 

Marcelo Gleiser sustenta que a ciência descreve a realidade por meio de uma série de aproximações. Desse modo, ele recusa a compreensão de que o objetivo da ciência seja estabelecer: 
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839Q934547 | Biologia, Sistema Nervoso, ENEM

(Cesgranrio-RJ) Os anestésicos, largamente usados pela Medicina, tornam regiões ou todo o organismo insensível à dor porque atuam:

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840Q931862 | Matemática, Sistemas de Numeração e Operações Fundamentais, Vestibular Primeira Fase UEL, UEL, COPS UEL, 2018

Texto associado.
Leia o texto a seguir.
No Brasil, o sistema de voto proporcional funciona assim: aplicam-se os chamados quocientes eleitoral e
partidário. O quociente eleitoral é definido pela soma do número de votos válidos (V) – que são os votos de
legenda e os votos nominais, excluindo-se os brancos e os nulos – dividida pelo número de cadeiras em disputa
(C).
A partir daí, calcula-se o quociente partidário, queéoresultado do número de votos válidos obtidos pelo partido
isolado ou pela coligação, dividido pelo quociente eleitoral. O quociente partidário é um número fundamental, pois
ele indica quantas cadeiras poderão ser ocupadas pelos candidatos aptos do respectivo partido ou coligação.
Adaptado de Revista Eletrônica da Escola Judiciária Eleitoral. Número 5. Ano 3.
Considere que a eleição para vereador em Amado Florêncio funciona como descrito anteriormente.
Suponha que existam 12 cadeiras em disputa e que nesta eleição para vereador a soma do número
dos votos válidos seja de 3996. A coligação “Por uma Nova Amado Florêncio” obteve 333 votos
válidos. Já a coligação “Amado Florêncio Renovada” obteve 666 votos válidos.
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o quociente partidário dessas
coligações: “Por uma Nova Florêncio” e “Amado Florêncio Renovada”.
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