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Questões de Concursos Concordância Verbal e Nominal

Resolva questões de Concordância Verbal e Nominal comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


281Q872274 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Inspetor de Alunos, Prefeitura de Cabreúva SP, Avança SP, 2024

Destaque a alternativa que não traz nenhum erro de concordância.

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282Q678512 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2019

Assinale a opção que não atende corretamente às regras de concordância nominal, de acordo com a norma culta:
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283Q916413 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Auxiliar Operacional/Motorista, Câmara de Mirabela MG, COTEC, 2024

Texto associado.

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.


Texto 01


Com gostinho de infância


Mariana Chagas

Quais eram suas brincadeiras preferidas quando criança? Parece até bobagem, mas o que gostávamos de fazer diz muito sobre quem somos hoje. É que a infância é o momento de maior desenvolvimento neurológico da vida. Todas as interações com outras pessoas e com o ambiente durante essa fase são essenciais para moldar as principais estruturas de quem essa pessoa vai se tornar. E, por isso, as brincadeiras e as atividades educacionais são de tamanha importância.

Esses passatempos servem para estimular os sentimentos intrínsecos da infância: a curiosidade, o encantamento, a diversão. São essas emoções que deixam a criança tão interessada pela vida e fascinada com coisas que parecem simples, mas, para elas, são um universo realmente novo.

Conforme crescemos, é comum que esses sentimentos diminuam. A autora Kasey Tross trouxe um questionamento importante em seu texto “Subindo o escorregador”. Ela aponta que muitas crianças tentam subir pelo escorregador dos parquinhos, sendo que estes foram feitos apenas para descer. Seja por curiosidade, ou apenas para testar a própria capacidade, elas continuam mesmo após cair e levar bronca dos adultos. Então ela questiona por que perdemos essa curiosidade tão determinante depois que viramos adultos.

É importante tentar resgatar, preservar e manter essas emoções atreladas a nossa infância, mesmo durante a vida adulta.

Quem explica isso é Patrícia Stankowich, psicanalista com ênfase nas temáticas sobre infância, adolescência e inclusão.

“Essa pode ser uma forma de manter a espontaneidade e alegria no viver, apesar dos percalços e dos imprevistos que a vida nos traz”, argumenta.

De acordo com a psicanalista, os sentimentos característicos da infância, como o encantamento, a curiosidade e a criatividade, são fundamentais no nosso dia a dia porque estão associados aos aspectos fundamentais do desenvolvimento emocional e cognitivo.

“Manter o encantamento, a curiosidade e a criatividade podem trazer benefícios, como um melhor bem-estar emocional”, elucida a profissional. “O encantamento, por exemplo, nos conecta com a capacidade de nos maravilharmos com as pequenas coisas da vida, promovendo uma sensação de alegria e de admiração”, relata.

Também é importante o estímulo à criatividade. A pesquisadora explica que ela é útil não só para a resolução de problemas, mas também para a inovação e para o desenvolvimento pessoal. Quem diria que a infância poderia nos ajudar a encontrar soluções originais na vida adulta?

Já a curiosidade nos impulsiona a buscar conhecimento e explorar novas experiências. “Ela pode levar a um contínuo desenvolvimento pessoal intelectual, essencial para o crescimento durante toda a vida”, complementa a psicanalista.

Mesmo na vida adulta, existem brincadeiras e atividades que podem ser realizadas, sozinho ou acompanhado, para manter o encantamento pela vida e cultivar o mundo de forma mais positiva. [...]


Disponível em: https://vidasimples.co/emocoes/com-gostinho-de-infancia. Acesso em: 4 jun. 2024. Adaptado.

No trecho “Mesmo na vida adulta, existem brincadeiras e atividades que podem ser realizadas, sozinho ou acompanhado, para manter o encantamento pela vida e cultivar o mundo de forma mais positiva.”, se no lugar do verbo “existir” fosse usado o verbo “haver”, a forma CORRETA seria

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284Q951863 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Guarda Municipal, Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe PE, Instituto Darwin, 2025

Texto associado.
Envelhecer no Brasil não é igual para todo mundo

Questões sociais, de raça e de gênero têm um grande impacto no processo de envelhecimento.


O envelhecimento é um processo natural que envolve alterações fisiológicas, estruturais e químicas nas células das pessoas. Mas essa mudança biológica inerente à vida não é igual para todo mundo. Além das questões físicas, o gênero, o contexto social e a raça têm um peso enorme nesse processo, principalmente em países subdesenvolvidos como o Brasil, repleto de desigualdades e com um racismo estrutural que permeia a cultura.


O primeiro dado que mostra a realidade do cenário local é a relação entre expectativa de vida e riqueza. Em Santa Catarina, estado com uma das maiores rendas médias per capita do Brasil, uma pessoa vivia em média 79,9 anos em 2019, segundo a última pesquisa sobre o assunto divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, no Maranhão, cuja renda é a menor do Brasil, a expectativa média de vida naquele ano foi de 71,4 anos.


“O envelhecimento não é igual para pobres e para ricos, não é igual para alfabetizados e letrados, assim como também envelhecer na região Nordeste, por exemplo, não é a mesma coisa que envelhecer no Sul”, explicou Adelaide Paredes Moreira, professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e coordenadora do mestrado profissional em gerontologia da mesma instituição.


De acordo com Adelaide, estudos mostram que pessoas nascidas em lugares mais pobres tendem a ter de 10 a 20 anos a menos de expectativa de vida do que aquelas nascidas em locais mais ricos ou com situações econômicas melhores. O Mapa da Desigualdade da Capital Paulista de 2021, divulgado pela Rede Nossa São Paulo, mostra essa realidade dentro da maior cidade do país. No Jardim Paulista, bairro da região central de São Paulo, a média de vida dos moradores é de 80 anos, enquanto no Iguatemi, na zona leste, é de 60 anos – uma diferença gritante de 20 anos.


“O Brasil tem uma desigualdade social muito presente, e isso vai refletir diretamente na esperança de vida dessas pessoas”, disse Adelaide. (...)


Envelhecimento ativo para todos?


A população mundial está ficando cada vez mais velha, e o Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), será a sexta nação do mundo com o maior número de idosos até 2025. Prevendo esse cenário global, a entidade adotou no final dos anos 1990 o termo “envelhecimento ativo”. O conceito diz que para o processo se tornar uma experiência positiva, a vida deve ser acompanhada de oportunidades contínuas de saúde, participação (social) e segurança. Dessa forma, o idoso pode passar dos 60 anos com autonomia, independência, qualidade de vida e saúde.


As desigualdades sociais e raciais, no entanto, dificultam o envelhecer ativo e saudável para alguns grupos. “As pessoas idosas negras, atualmente, são aquelas que menos aprenderam a ter vida social, porque elas são aquelas que menos recebem pessoas em casa, que menos frequentam a casa das pessoas, ou seja, elas só trabalham – e em um trabalho de baixa qualidade. E não dá para falar que a pessoa não quis se preparar para envelhecer. Ela até pensou nisso, mas tinha que pagar contas, acordar cedo, trabalhar mais tempo para o filho viver um pouquinho melhor”, falou Silva.


Os próprios espaços com maior concentração de negros e pardos, como favelas, por exemplo, não facilitam um envelhecimento ativo prático, e ainda criam uma espécie de “segregação residencial”, disse Silva. “Você já foi em um local que tem muitas pessoas negras? Você percebe que o território não é bom para se viver, a qualidade e o acesso dos serviços não são bons, então as pessoas – tanto negras quanto brancas – que envelhecem nesses espaços não têm muitas possibilidades.” (...)


Longevidade e políticas públicas


O Brasil tem políticas públicas robustas para o envelhecimento, que abordam capacitação, garantia de acesso à rede de serviços de saúde, acolhimento, entre outros pontos. Uma das principais legislações é o Estatuto da Pessoa Idosa, instituído em outubro de 2003 por meio da Lei nº 10.741. O grande problema desse arcabouço jurídico, no entanto, é que ele muitas vezes não é colocado em prática pela sociedade, segundo Adelaide.


“O estatuto do idoso é realmente um dos principais instrumentos que veio dar suporte à política nacional de atenção à pessoa idosa. Eu acho que o que falta é a sociedade realmente tornar essa política algo efetivo, não só na saúde, mas também na educação, na habitação, na segurança social, e em políticas que garantam que a pessoa chegue à velhice e que, ao chegar lá, possa usufruir, nessa fase, de uma vida mais plena, de uma vida digna, e de uma vida feliz”, falou.


De acordo com a professora, a promoção e a efetivação de políticas públicas são poderosas ferramentas para aumentar a longevidade. Uma vida longeva, ainda de acordo com Adelaide, também está relacionada com alimentação saudável, prática de exercícios físicos, leituras, jogos e, principalmente, relações sociais – com familiares, amigos e a comunidade no geral.


Sobre o autor: Lucas Gabriel Marins é jornalista e futuro biólogo. Disponível em https://drauziovarella.uol.com.br/60mais/envelhecer-bem/envelhecer-no-brasil-nao-e-igual-para-todo-mundo/. Com adaptações.




Ao analisar a função e o sentido da expressão “dessa forma” em destaque no trecho “Dessa forma, o idoso pode passar dos 60 anos com autonomia, independência, qualidade de vida e saúde.”, assinale a alternativa que apresenta uma palavra/expressão com o mesmo sentido.
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285Q919904 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Agente Administrativo, Câmara de Araraquara SP, Consulplan, 2025

Texto associado.
Texto para responder à questão.

Há cidadãos neste país?

Cabem, pelo menos, duas perguntas em um país onde a figura do cidadão é tão esquecida. Quantos habitantes, no Brasil, são cidadãos? Quantos nem sequer sabem que não o são?
O simples nascer investe o indivíduo de uma soma inalienável de direitos, apenas pelo fato de ingressar na sociedade humana. Viver, tornar-se de um ser no mundo, é assumir, com os demais, uma herança moral, que faz de cada qual um portador de prerrogativas sociais. Direito a um teto, à comida, à educação, à saúde, à proteção contra o frio, a chuva, as intempéries; direito ao trabalho, à justiça, à liberdade e a uma existência digna.
O discurso das liberdades humanas e dos direitos seus garantidores é, certamente, ainda mais vasto. Tantas vezes proclamado e repetido, tantas vezes menosprezado. É isso, justamente, o que faz a diferença entre a retórica e o fato. O respeito ao indivíduo é a consagração da cidadania, pela qual uma lista de princípios gerais e abstratos se impõem como um corpo de direitos concretos individualizados. A cidadania é uma lei da sociedade que, sem distinção, atinge a todos e investe cada qual com a força de se ver respeitado contra a força, em qualquer circunstância.
A cidadania, sem dúvida, se aprende. É assim que ela se torna um estado de espírito, enraizado na cultura. É, talvez, nesse sentido, que se costuma dizer que a liberdade não é uma dádiva, mas uma conquista, uma conquista a se manter. Ameaçada por um cotidiano implacável, não basta à cidadania ser um estado de espírito ou uma declaração de intenções. Ela tem o seu corpo e os seus limites como uma situação social, jurídica e política. Para ser mantida pelas gerações sucessivas, para ter eficácia e ser fonte de direitos, ela deve se inscrever na própria letra das leis, mediante dispositivos institucionais que assegurem a fruição das prerrogativas pactuadas e, sempre que haja recusa, o direito de reclamar e ser ouvido.
A cidadania pode começar por definições abstratas, cabíveis em qualquer tempo e lugar, mas para ser válida deve poder ser reclamada. A metamorfose dessa liberdade teórica em direito positivo depende de condições concretas, como a natureza do Estado e do regime, o tipo de sociedade estabelecida e o grau de pugnacidade que vem da consciência possível dentro da sociedade civil em movimento. É por isso que, desse ponto de vista, a situação dos indivíduos não é imutável, está sujeita a retrocessos e avanços. Os homens, pela sua própria essência, buscam a liberdade. Não a procuram com a mesma determinação porque o seu grau de entendimento do mundo não é o mesmo. As sociedades, pela sua própria história, são mais ou menos abertas às conquistas do homem.


(SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. 7. ed. São Paulo: Edusp, 2007. p. 19. Adaptado.)
Assinale a alternativa a seguir cuja concordância verbal está INCORRETA.
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286Q956282 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Técnico em Enfermagem, Prefeitura de Cariacica ES, IDESG, 2025

Texto associado.
O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.


Pesquisadores da USP encontram microplásticos nos cérebros de oito pessoas


De tão pequenas, é impossível vê-las a olho nu. Mas elas existem e estão em todos os lugares. No mexilhão comprado direto do pescador, nas frutas e nos legumes da feira ou nos alimentos industrializados do mercado. Também já foram encontradas na cerveja, no chá, no leite, na água (em especial a engarrafada) e ainda no solo e no ar.

Em formato de esfera, fios ou fragmentos de filmes ou espuma, as partículas de plástico de tamanho microscópico são hoje mais abundantes do que nunca no planeta. Com a vida imersa em plásticos, era esperado que, em algum momento, diminutos fragmentos do material fossem encontrados até mesmo no mais protegido dos órgãos humanos, o cérebro. Agora foram.

Na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), a patologista Thais Mauad, o engenheiro ambiental Luís Fernando Amato Lourenço e a bióloga Regiani Carvalho de Oliveira identificaram partículas de microplástico no cérebro de oito pessoas que viveram ao menos cinco anos na cidade de São Paulo. Após a morte, elas foram submetidas a autopsia no Serviço de Verificação de Óbitos da Capital, onde os pesquisadores coletaram amostras de uma estrutura chamada bulbo olfatório.

Localizado no interior do crânio logo acima do nariz, os bulbos olfatórios - há dois, um em cada hemisfério cerebral - são a primeira parte do sistema nervoso central a que chegam as informações sobre os cheiros. Eles estão em contato com neurônios que detectam moléculas de odor no fundo do nariz e funcionam como uma potencial via de entrada dessas e de outras partículas, além de microrganismos, no cérebro.

Os pesquisadores precisaram resgatar equipamentos que não eram usados havia mais de 40 anos, como seringas de vidro, para lidar com esse material biológico. Também tiveram de adotar um protocolo rigoroso de limpeza dos utensílios - com lavagens com água filtrada três vezes e o uso de acetona -, além de substituir o plástico por papel alumínio ou vidro para cobrir ou fechar os recipientes. Nos dias de manipulação do material, só se podia usar roupas de algodão.

Eles congelaram as amostras do bulbo olfatório e as fatiaram em lâminas com 10 micrômetros (µm) - cada micrômetro corresponde ao milímetro dividido em mil partes iguais. Uma parte do material foi digerida por enzimas para que fosse possível detectar partículas eventualmente situadas em regiões profundas das amostras. Depois de preparado, o material foi levado para o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. Lá fica o Sirius, uma das mais brilhantes fontes de radiação síncrotron em atividade no mundo.

Ele produz um tipo especial de luz altamente energética que alimenta 10 estações de trabalho. Com o auxílio do físico Raul de Oliveira Freitas e da química Ohanna Menezes, ambos do CNPEM, a equipe da USP usou uma dessas estações - a Imbuia - ao longo de uma semana para iluminar as amostras com um feixe de radiação infravermelha e caracterizar a composição de partículas de plástico encontradas nelas.

Ao comparar a quantidade de micro e nanoplásticos (MNP) nos três órgãos, os pesquisadores observaram que ela era até 20 vezes mais elevada no cérebro do que no fígado, onde foi encontrada a menor concentração. Também notaram que a quantidade de micro e nanoplásticos mais do que dobrou de um período para outro. Nas amostras de 2024, havia, em média, 8.861 microgramas (µg) de micro e nanoplásticos por grama (g) de tecido cerebral. Oito anos antes, a concentração média era de 3.057 µg/g.

No fígado, ela era 145 µg/g em 2016 e subiu para 465 µg/g em 2024. Nos rins, a quantidade foi intermediária (cerca de 600 µg/g) nos dois períodos. Em todos os casos, o material detectado em maior abundância foi o polietileno. Também derivado do petróleo, esse polímero plástico foi sintetizado casualmente em 1898 pelo químico alemão Hans von Pechmann (1850-1902) e hoje é o plástico mais produzido no mundo (34% do total), usado em sacolas, garrafas, copos e filmes plásticos.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/pesquisadores-da-usp-encontram-microplasticos-no-cerebro-de-oito-pessoas/ (adaptado).
No segmento "Em formato de esfera, fios ou fragmentos de filmes ou espuma, as partículas de plástico de tamanho microscópico são hoje mais abundantes do que nunca no planeta.", a palavra "microscópico" está flexionada no masculino singular para concordar com "tamanho". Se quisermos modificar a frase para que "microscópico" concorde com "partículas", quais alterações devem ser feitas?
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287Q1002389 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Analista de Compras Licitações e Contratos Administrativos, Câmara de Bebedouro SP, IBAM, 2025

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Amor borbulhante

O humor salva o casamento, desde que venha com doçura.

Quem você ama tem esse poder de desarmar a sua raiva. Não resisto à candura, ao carinho imprevisto. Minha esposa têm essa habilidade ninja de converter as minhas reclamações em momentos românticos.

Vive me acalmando e me amaciando com os seus ataques de fofura.

Eu fico sem reação, ilhado no pedestal da cólera. Eu perco a vontade de brigar, de disparar uma discussão de relacionamento.

No Natal do ano passado, ela me deu um tênis de corrida. Fez toda uma propaganda de que ele era impermeável, não molhava, resistiria ao aguaceiro do verão em Belo Horizonte.

Realizei a sua estreia não numa academia, não numa esteira, não nas andanças pelo parque, mas no cinema.

Nos filmes, sempre compro um balde de pipoca, o maior que existir, metade doce e metade salgada. E dividimos. É nossa transgressão consentida à dieta, com aqueles copos gigantes de refrigerante.

Sou o responsável por carregar a bandeja. No momento de me sentar, pedi que ela segurasse um pouco para me ajeitar. Ela pegou tudo, desajeitada, equilibrando-se com a bolsa.

Eu me acomodei, ela inventou de me alcançar o balde de pipoca primeiro, esquecendo o contrapeso que ele exercia aos refrigerantes no canto da bandeja, que viraram em cima de mim.

Tomei um banho de duas Cocas. A camisa e a bermuda ficaram encharcadas. Pingava Coca-Cola da minha cabeça. Eu podia ser bebido de canudinho.

A vontade era xingá-la até seus ancestrais mais remotos. Se ela tinha culpa ou não, não importava. Eu queria um responsável por todo o grude em meu corpo.

Ela limpou as minhas sobrancelhas e disse com uma voz suave, tranquilizadora:

− Que bom! Já testamos o seu tênis. Ele é impermeável, percebeu? Não entrou refrigerante nele.

Eu tive que rir. Deixei o ar-condicionado me secar. Foi um grande teste para o tênis e para o nosso amor.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/amor-borbulhant e-1.3318258
Assinale a alternativa que apresenta um erro de concordância verbal.
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288Q955035 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Agente de Endemias, Prefeitura de União do Oeste SC, Instituto Fênix, 2025

Texto associado.

SC fecha 2024 com 7 vezes mais casos prováveis de dengue que no mesmo período do ano anterior


Os últimos dias de 2024 acenderam o alerta para a alta expressiva nos registros de dengue em Santa Catarina. Entre 15 e 28 de dezembro, foram 1.792 casos prováveis da doença - uma alta de 717% em relação ao mesmo período em 2023. Os dados são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC).

Dos casos prováveis de dengue, 31 deles já foram confirmados, sendo que um é considerado caso de dengue com sinais de alarme. Os outros 1.760 são suspeitos.

O mês de dezembro teve crescimento gradual do número de casos de dengue: 1ª semana: 351 casos; 2ª semana: 670 casos; 3ª semana: 969 casos; 4ª semana: 822 casos.

A Grande Florianópolis, que concentra grande parte da população de Santa Catarina, lidera o número de casos prováveis. Em seguida aparece a região Nordeste, que engloba a cidade de Joinville, a mais populosa do estado.


Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2025/01/06/altacasos-dengue-santa-catarina.ghtml(adaptado).

No trecho "Os últimos dias de 2024 acenderam o alerta para a alta expressiva nos registros de dengue", o verbo "acenderam" está no plural para concordar com:
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289Q947624 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Prova de Medicina 2018, CESMAC, CEPROS, 2018

Texto associado.

TEXTO 2


A “A língua dos índios é muito rudimentar”


Assim como outros mitos, esse aqui já começa completamente equivocado. Sua formulação já é, de saída, imprópria: não há uma “língua dos índios”. Há, na verdade, diversas línguas indígenas, faladas por diferentes comunidades indígenas. E nenhuma dessas línguas é “rudimentar”, em qualquer sentido que se possa pensar. As línguas indígenas são extremamente complexas – tão complexas quanto qualquer outra língua natural, como o português, o francês, o chinês ou o japonês.

Para tentar desconstruir a primeira parte deste mito (sobre haver apenas uma única “língua dos índios”), precisamos falar um pouco sobre a variedade linguística reinante entre as populações indígenas brasileiras.

Hoje, no Brasil, são faladas cerca de 180 línguas indígenas, por cerca de 220 povos indígenas. Por trás desse número, devo fazer algumas ressalvas. Em primeiro lugar, todo e qualquer método de contagem de línguas é impreciso por natureza, já que os limites entre língua e dialeto são corredios. O critério normalmente utilizado para afirmar que determinada língua é, de fato, uma língua e não um dialeto de uma outra – não é um critério de natureza estritamente linguística, mas de viés marcadamente político. Daí por que, entre os sociolinguistas, se diz que “uma língua é um dialeto com um exército e uma marinha”.

Além de o critério de contagem das línguas, em especial o de línguas indígenas, não ser preciso e uniforme, há ainda a questão que envolve a destruição das culturas indígenas, e, consequentemente, o desaparecimento de suas línguas. Se hoje temos cerca de 180 línguas indígenas faladas no Brasil, estima-se que, em 1500, à época da chegada portuguesa em terras brasileiras, o número era de 1.270 línguas, ou seja, um número sete vezes maior. Além de o número total de línguas ter sido drasticamente reduzido – e, com isso, o número de populações indígenas – todas as línguas indígenas brasileiras podem hoje ser consideradas línguas ameaçadas.

Isso significa que, a cada ano que passa, podemos perder uma língua no país. É uma perda terrível, não só para a linguística, mas para o patrimônio mundial cultural e humano. Quando uma língua deixa de existir, perdemos mais do que um sistema de comunicação complexo e estruturado; perdemos uma maneira de ver e de compreender o mundo.

Gabriel de Ávila Othero.Mitos de Linguagem. São Paulo: Editora Parábola, 2017, p. 109-111. (Adaptado).

Observe o seguinte trecho: “Além de o critério de contagem das línguas, em especial o de línguas indígenas, não ser preciso e uniforme, há ainda a questão que envolve a destruição das culturas indígenas, e, consequentemente, o desaparecimento de suas línguas”. Para entender o que está afirmado nesse trecho, é preciso identificar:

1) a relação de sinonímia plena entre os adjetivos ‘preciso’ e ‘uniforme’. 2) uma relação semântica de causa e consequência explicitamente estabelecida. 3) a expressão ‘além de’ como indicativo de acréscimo ou aumento de argumentos. 4) um duplo componente que torna, ainda mais complexa, a questão ora abordada. 5) o termo anterior que é retomado pelo pronome ‘suas’ em ‘suas línguas’.

Estão corretas:
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290Q678852 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Cursos Superiores, IFPR, FUNTEF PR, 2019

O texto a seguir é parte de uma entrevista dada a um jornal de grande circulação, cujo assunto era o nível de educação no Brasil.

"Segundo Claudia, isso se dá, principalmente, porque grande parte opta pela educação técnica com intenção secundária, e o torna uma espécie de "cursinho pré-vestibular".

(BARONE, Isabelle. Existe salvação fora da universidade? In:

Gazeta do Povo, ano 101 nº 31.994, 22 a 28 jun 2019, p. 35)

Há no texto da entrevista um problema de concordância. Marque, entre as alternativas abaixo, aquela que corrige o problema citado.

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291Q880204 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Agente de Saúde ACS, Prefeitura de Concórdia SC, FEPESE, 2024

Assinale a alternativa em que a concordância está correta de acordo com a norma-padrão.
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292Q919137 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Técnico de Enfermagem, Prefeitura de São Benedito CE, CETREDE, 2025

Marque a alternativa que apresenta erro de concordância nominal.
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293Q950894 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Segundo Semestre, IFRR, INEP, 2018

Identifique a única alternativa em que a relação escola literária – características - autor está incorreta:
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294Q884362 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Auxiliar em Farmácia, CISDESTE MG, IBADE, 2024

Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta:
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295Q951450 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Vestibular, UNIFESP, VUNESP, 2018

Texto associado.

Para responder à questão, leia o trecho do livro Casa-grande e senzala, de Gilberto Freyre.


Mas a casa-grande patriarcal não foi apenas fortaleza, capela, escola, oficina, santa casa, harém, convento de moças, hospedaria. Desempenhou outra função importante na economia brasileira: foi também banco. Dentro das suas grossas paredes, debaixo dos tijolos ou mosaicos, no chão, enterrava-se dinheiro, guardavam-se joias, ouro, valores. Às vezes guardavam-se joias nas capelas, enfeitando os santos. Daí Nossas Senhoras sobrecarregadas à baiana de teteias, balangandãs, corações, cavalinhos, cachorrinhos e correntes de ouro. Os ladrões, naqueles tempos piedosos, raramente ousavam entrar nas capelas e roubar os santos. É verdade que um roubou o esplendor e outras joias de São Benedito; mas sob o pretexto, ponderável para a época, de que “negro não devia ter luxo”. Com efeito, chegou a proibir-se, nos tempos coloniais, o uso de “ornatos de algum luxo” pelos negros.

Por segurança e precaução contra os corsários, contra os excessos demagógicos, contra as tendências comunistas dos indígenas e dos africanos, os grandes proprietários, nos seus zelos exagerados de privativismo, enterraram dentro de casa as joias e o ouro do mesmo modo que os mortos queridos. Os dois fortes motivos das casas-grandes acabarem sempre mal-assombradas com cadeiras de balanço se balançando sozinhas sobre tijolos soltos que de manhã ninguém encontra; com barulho de pratos e copos batendo de noite nos aparadores; com almas de senhores de engenho aparecendo aos parentes ou mesmo estranhos pedindo padres-nossos, ave-marias, gemendo lamentações, indicando lugares com botijas de dinheiro. Às vezes dinheiro dos outros, de que os senhores ilicitamente se haviam apoderado. Dinheiro que compadres, viúvas e até escravos lhes tinham entregue para guardar. Sucedeu muita dessa gente ficar sem os seus valores e acabar na miséria devido à esperteza ou à morte súbita do depositário. Houve senhores sem escrúpulos que, aceitando valores para guardar, fingiram-se depois de estranhos e desentendidos: “Você está maluco? Deu-me lá alguma cousa para guardar?”

Muito dinheiro enterrado sumiu-se misteriosamente. Joaquim Nabuco, criado por sua madrinha na casa-grande de Maçangana, morreu sem saber que destino tomara a ourama para ele reunida pela boa senhora; e provavelmente enterrada em algum desvão de parede. […] Em várias casas-grandes da Bahia, de Olinda, de Pernambuco se têm encontrado, em demolições ou escavações, botijas de dinheiro. Na que foi dos Pires d’Ávila ou Pires de Carvalho, na Bahia, achou-se, num recanto de parede, “verdadeira fortuna em moedas de ouro”. Noutras casas-grandes só se têm desencavado do chão ossos de escravos, justiçados pelos senhores e mandados enterrar no quintal, ou dentro de casa, à revelia das autoridades. Conta-se que o visconde de Suaçuna, na sua casa-grande de Pombal, mandou enterrar no jardim mais de um negro supliciado por ordem de sua justiça patriarcal. Não é de admirar. Eram senhores, os das casas-grandes, que mandavam matar os próprios filhos. Um desses patriarcas, Pedro Vieira, já avô, por descobrir que o filho mantinha relações com a mucama de sua predileção, mandou matá-lo pelo irmão mais velho.

(In: Silviano Santiago (coord.). Intérpretes do Brasil, 2000.)

Ao se transpor a frase “Às vezes guardavam-se joias nas capelas, enfeitando os santos.” (1° parágrafo) para a voz passiva analítica, o termo sublinhado assume a seguinte forma:
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296Q1004455 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Eltetroencefalografia, Prefeitura de Guarulhos SP, IBAM, 2024

Os trechos são copiados do texto jornalístico "Paulista se acha melhor que resto do Brasil por herança europeia e passado bandeirante, diz sociólogo" do site do jornal BBC News Brasil.

Identifique o trecho que apresenta erro de concordância verbal.
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297Q972508 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Nível Técnico, TJDFT, CIEE

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e em relação à concordância verbal, assinale a alternativa incorreta.
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298Q1001959 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Professor, Prefeitura de Rio das Ostras RJ, IBAM, 2019

Texto associado.
A FATIA ESTRANGEIRA DO IDIOMA

Está o português ameaçado? Está nosso idioma em decadência? Está corrompendo-se, desagregando-se? Essas inquietações não são novas, elas ocorreram em muitas épocas da nossa história. Quais são as ameaças à língua, segundo esse discurso? São duas: de um lado, os falares populares e, de outro, os empréstimos de palavras estrangeiras, os chamados estrangeirismos.
Segundo os que temem a decadência do idioma, os falares populares ameaçam, porque neles, dentre outros aspectos, não se observam as normas-padrão gramaticais que regem o chamado falar culto. Por exemplo, diz-se “eu amo ela” em lugar de “eu a amo”; “haviam muitas senhoras na sala” em lugar de “havia muitas senhoras na sala”: “a menina que os olhos dela são azuis esteve aqui” em lugar de “a meninacujosolhos são azuis esteve aqui"; “eu lhe adoro” em lugar de “eu a adoro”; “entre eu e ela não há mais nada” em lugar de “entremime ela não há mais nada”; “por favor, pegue esse livro pra mim ler” em lugar de “por favor, pegue esse livro paraeuler”.
Já os empréstimos estrangeiros ameaçariam a língua porque poderiam descaracterizá-la, imaginam os que temem a desagregação do idioma. Segundo eles, os estrangeirismos, principalmente provenientes da língua inglesa atualmente, são desnecessários porque existem correspondentes perfeitos em português. Não é verdade. Quando um estrangeirismo vem para a língua, ele entra no sistema lexical (o conjunto de palavras de um idioma) e inscreve-se numa rede de correlações de sentido que dá a ele um valor específico. Assim,deliverynão é igual a “entrega em domicílio”, pois aquela palavra é a entrega em domicílio daqueles produtos que, tradicionalmente, não eram entregues em casa, como, por exemplo, comida pronta. Brother não é “irmão”, mas “amigo”;booknão traduz “livro”, mas um álbum de fotografias que modelos divulgam nas agências. Destaque-se, também, que certos estrangeirismos podem acabar conferindostatusa quem os utiliza.
Apesar do que dizem os que têm medo da decadência do idioma, é preciso dizer que o português vai muito bem, não está decaindo, não está ameaçado de desagregação nem está corrompendo-se. Por quê? Uma língua viva não é estática. Ao contrário, ela varia de região para região, de uma faixa etária para outra, de um grupo social para outro, de uma situação de comunicação para outra. Dificilmente, um texto do século XIII será compreendido por um falante comum.
A língua do século XI será diferente da do século XXI, e isso ocorre porque a comunidade linguística vai tendo novas necessidades de comunicação. E, como se vê com a questão dos estrangeirismos, uma língua pode sofrer influência de outras línguas. A língua é edificada por seus usuários, que procuram expressar sua maneira particular de ver O mundo, e é construída entre forças de manutenção e transgressão. A primeira tenta assegurar acompreensão mútua; a segunda busca exprimir novas realidades e criar novas identidades. Isso é o que torna a língua viva. Isso não quer dizer que tudo valha em termos de linguagem. A questão do erro é um pouco mais complicada do que querem fazer crer os catastrofistas que acham que o português está em vias de descaracterizar-se ou mesmo de desaparecer.

JOSÉ LUÍS FIORIN
Adaptado deRevista da Língua Portuguesa, nº 27, 2007.
Um enunciado que não atende ao registro considerado culto para as concordâncias envolvendo o verbo “haver” é:
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299Q952070 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Auxiliar de Cozinha, Prefeitura de Caieiras SP, Avança SP, 2025

Analise os termos (negrito e sublinhado) e a classificação entre parênteses. Destaque a alternativa incorreta.
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300Q865036 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Pedreiro, Prefeitura de Barbosa Ferraz PR, UNIVIDA, 2024

Assinale a alternativa que apresenta o uso do singular e do plural empregado corretamente:

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