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Questões de Concursos Crase

Resolva questões de Crase comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


241Q854032 | Português, Crase, Prefeitura de Areal RJ Agente de Combate à Endemias, GUALIMP, 2020

Assinale a alternativa onde o uso da crase está corretamente aplicado:
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242Q691778 | Português, Crase, Técnico Especializado em Linguagens de Sinais, UFC, CCV UFC, 2019

Texto associado.
Texto
    A linguagem de sinais é uma língua real que requer habilidades expressivas e comunicativas
assim como ocorre nas línguas faladas. Os cientistas têm demonstrado que os circuitos cerebrais que
dirigem a construção de orações na linguagem falada e na linguagem de sinais são essencialmente
os mesmos, apesar da diferença das vias neurais que atuam para sua articulação.
    Assim como no caso de uma língua falada, as crianças aprendem os rudimentos da linguagem
observando e interagindo com as pessoas ao redor, e através de várias tentativas que levam a um
aprendizado natural sem prender-se às regras gramaticais. De fato, até mesmo as linguagens de
sinais têm um sistema muito preciso de regras gramaticais e de pontuação. Além disso, assim como
as línguas faladas, as línguas de sinais evoluem naturalmente através do uso e da interação social
entre as pessoas.
Um exemplo é o desenvolvimento de uma linguagem de sinais na Nicarágua na primeira escola
para surdos, aberta em 1980. Os alunos que até então estavam isolados da comunidade de surdos, de
repente, encontraram-se e desenvolveram uma espécie de pidgin da linguagem de sinais que foi
transmitida naturalmente às novas gerações, a ponto de fazer o governo reconhecê-la como língua
oficial e padronizá-la, reconhecendo seu vocabulário e gramática. Assim nasceu a linguagem de
sinais da Nicarágua.
Inclusive onde já existe uma linguagem de sinais reconhecida, não é raro que as escolas para
surdos desenvolvam gírias juvenis ou verdadeiros dialetos dessas línguas. No Sri Lanka, por
exemplo, cada escola tem sua própria língua de sinais! Em resumo, mesmo no mundo dos surdos, a
língua é uma verdadeira Babilônia.
Mas, há alguma relação entre a linguagem de sinais e a língua falada? Não necessariamente. Os
países onde se fala um mesmo idioma, como por exemplo o inglês, podem ter línguas de sinais
totalmente diferentes. No entanto, isso não exclui o fato de que uma linguagem de sinais possa
desenvolver um determinado link com o idioma falado no lugar, porque as pessoas surdas leem os
textos nesse idioma e os compreendem, e isso, inevitavelmente, pode influenciar a sua forma de
pensar e de se expressar. Mas as maneiras em que isso acontece são muito complexas e, na grande
maioria, representam um mistério.
THE ABA JOURNAL. Disponível em: <https://blog.abaenglish.com/pt/a-linguagem-de-sinais-e-o-ingles/
Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase está empregado adequadamente, do mesmo modo que em “prender-se às regras gramaticais” (linha 07).
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243Q374718 | Português, Crase, Analista de Saneamento, Companhia de Saneamento de Minas Gerais MG, FUMARC, 2018

Atente para os excertos:

I. “O neoliberalismo rechaça a nossa condição de seres pensantes e cidadãos.” [Substituir “rechaçar” por “remeter”].

II. “Já em 1985, Freud havia diagnosticado a síndrome de pânico sob o nome de neurose de angústia.” [Substituir “diagnosticar” por “referir-se”].

III. “Submeta seu filho a um diagnóstico precoce.” [Substituir “um diagnóstico” por “uma avaliação”].

IV. “[...] não somos nós os doentes, e sim a sociedade que, submissa ao paradigma do mercado...” [Substitua “paradigma” por “injunção”].

Efetuando as alterações indicadas, haverá crase obrigatória apenas em:

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244Q247549 | Português, Crase, Técnico de Gestão Administrativa Revisor, AL MA, FGV

Assinale a frase em que o emprego do acento grave indicativo da crase é optativo.

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245Q854044 | Português, Crase, Prefeitura de Massaranduba SC Professor de Português, FURB, 2020

A questão se refere ao texto a seguir:

Roman Starovoyt, governador da região de Kursk, no sudoeste da Rússia, começou a punir os funcionários que cometam erros de ortografia ou imprecisões nos documentos oficiais, segundo publicou [...] o site "Sekunda Media".
"Durante o último ano, eu mesmo encontrei erros ortográficos em seis ou sete cartas oficiais. Na Administração de Kursk, há um corretor, mas as vezes a revisão do texto precisa de emendas e acréscimos urgentes. Daí vêm as erratas", disse o líder regional.
O governador explicou que costumava chamar a atenção dos funcionários, mas que precisou se tornar mais rigoroso. "Depois de alguns últimos casos, tive que tomar medidas disciplinares e privei os responsáveis da bonificação trimestral", afirmou Starovoyt.
Segundo o governador, o valor recebido e, que será afetado, equivale a metade do salário e pagamentos extras pelo cargo que ocupam. Para um assessor, por exemplo, representa 3 mil rublos (R$ 229,14), e para um presidente de comitê, 10 mil rublos (R$ 763,80).
"Considero inadmissível qualquer erro na correspondência oficial. Uma vírgula mal colocada pode tergiversar todo o sentido da carta", explicou o político, que lembrou que todos os funcionários públicos estaduais passam por teste do idioma russo para conseguir os postos de trabalho. [...]
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2020/07/14/ na-russia-governador-pune-funcionarios-publicos-por-erros-de-ortografia.htm. Acesso em: 14/jul/2020. [modificado]

Propositadamente, foram retirados os acentos indicativos de crase de toda a notícia. Isso posto, analise as afirmativas abaixo e identifique a alternativa que, correta e respectivamente, preenche as lacunas dos trechos a seguir:
I- ...mas ____ vezes a revisão do texto precisa de emendas e acréscimos urgentes. II- ...equivale ____ metade do salário e pagamentos extras pelo cargo que ocupam. III- ...costumava chamar ____ atenção dos funcionários... IV- ...começou ____ punir os funcionários... V- Daí vêm ____ erratas...
Assinale a alternativa com a sequência correta:
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246Q373565 | Português, Crase, Escriturário, Prefeitura de Biguaçu SC, IESES

Leia o trecho a seguir para responder as duas próximas questões.

“Por que não pergunta àquela turma que ficou rindo do bolso traseiro rasgado das calças dele?”

Observe a crase empregada no trecho citado. Agora escolha a alternativa em que deveria, obrigatoriamente, aparecer o sinal de crase para que estivesse de acordo com a norma padrão.
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247Q856643 | Português, Crase, Câmara de Divino MG Auxiliar Administrativo, GUALIMP, 2020

Delírios de Honestidade.

Outro dia eu estava pensando em como seria o mundo se ___ pessoas fossem realmente honestas. Inclusive no mais prosaico cotidiano. Eu me imagino entrando em uma dessas churrascarias de luxo. Sento-me ___ mesa e peço um filé bem passado ao garçom. Ele me alerta:
— Não aconselho. O filé hoje está uma sola de sapato.
— Peço o quê?
— Peça licença e vá para outro lugar. Olhe bem o cardápio. Pelo preço de um bife o senhor compra mais de um quilo no açougue. Quer jogar seu dinheiro fora?
Vou para outro e escolho: salmão. O garçom:
— Se o senhor quiser, eu trago. Mas salmão, salmão, não é. É surubim, alimentado de forma ___ ficar com a carne rosada. Ainda quer?
— Nesse caso fico com escargots.
— Lesmas, quer dizer? Por que não vai catar no jardim?
Ou então entro numa butique de griffe. Experimento um jeans, que está apertadinho na barriga. O vendedor aproxima-se:
— Ficou bom? Ah, não ficou, não, está apertado e não tenho um número maior.
— Acho que dá... ando pensando em fazer regime.
— Pois compre depois de obter algum resultado. Se bem que não sei, não... essa barriga parece coisa consolidada.
— Eu quero o jeans. Quero e pronto!
— Não vou deixar que cometa essa loucura. Aliás, falando francamente, o que o senhor viu nesse jeans, que nem cai bem nas suas adiposidades? Só pode ser a etiqueta. Meu amigo, ainda acredita em griffe?
Corro ___ casa de chocolates e peço um dietético. A mocinha no balcão:
— Confia nessa história de dietético? Ou só quer calar ___ sua consciência?
— E se eu quiser confiar, estou proibido?
— Pois saiba que engorda. Menos que o chocolate comum, mas engorda. E o senhor não me parece em condição de fazer concessões a doces. Não vou contribuir para o seu auto-engano, jamais poria esse chocolate nas suas mãos. Vá ___ feira e peça um jiló.
Resolvo trocar de carro. Passeio pela concessionária, escolho:
— Este vermelho, que tal?
— O motor funde mais dia, menos dia - alerta o vendedor.
— Parece tão bonitinho...
— Desculpe, mas você acha que a lataria anda sozinha? Já alertei o dono da loja, este carro está péssimo. Fique com aquele.
— Mas é velho e horroroso!
— Pode ser, mas anda. Está decidido, leve aquele. E não discuta!
O embate com a honestidade absoluta também poderia ser uma galeria de arte.
— Gostei daquele - aponto o quadro à marchande.
— Está precisando de pano de chão?
— Não... é que... bem, posso não entender de arte, mas achei bonito.
— Sinceramente, o senhor não entende mesmo. Isso aqui é um horror. Não vale a tinta que gastou. Está exposto porque o dono da galeria insistiu. Leve aquele, é valorização na certa. — Aquele? É muito sombrio... eu queria alguma coisa alegre e ...
— Não insista. Sombrio ou não, vou embrulhar. Faça o cheque, é melhor pra você.
E numa loja de móveis? Mostro as cadeiras que me interessam. O decorador:
— É amigo de algum ortopedista?
— Está precisando de um? Posso indicar...
— Você é quem vai precisar. Essas cadeiras vão desmontar na terceira vez em que alguém se sentar. Fratura na certa.
— Caras assim e desmontam? Eu devia chamar o Procon.
— Se quiser, eu chamo para o senhor!
Pior seria alguma vaidosa querendo fazer plástica. O cirurgião examina:
— Hum... hum...
— Meu nariz vai ficar bom, doutor?
— Se a senhora se contenta em trocar uma picareta por um parafuso, fica! Agora, se ambiciona uma melhora significativa, o melhor é morrer e reencarnar de novo. Pode ser tenha mais sorte.
A paciente sai chorando. Eu, que vivo me irritando com vendedores, chego a uma conclusão: quero comprar o jeans que me oprime a barriga, o chocolate que não emagrece e o quadro colorido. Deliciar-me com as pequenas fantasias. Feitas as contas, delírios de honestidade podem transformar-se em pesadelos cruéis. Os pequenos enganos abrem as comportas dos pequenos sonhos e adoçam o dia-a-dia.

Walcyr Carrasco. O golpe do aniversariante. São Paulo, Ática, 1989. 

Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas existentes no texto:
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248Q856232 | Português, Crase, Assistente em Administração, FAPEC, 2020

Com relação ao uso do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa correta.
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249Q850888 | Português, Crase, Médico ESF, CPCON, 2020

Com base no texto 4, responda à questão.

Texto 4: 


Copa do Mundo no Brasil: um espaço para a criação de neologismos 

Benilde Socreppa Schultz

Márcia Sipavicius Seide


RESUMO: O léxico de uma língua pode ser considerado como o retrato de uma sociedade em seus diversos níveis de manifestação, pois é através das unidades lexicais que são representadas as mais variadas situações sociais e culturais. A realização de um evento nas proporções da Copa do Mundo no Brasil é um espaço que se configura ideal para a criação de itens lexicais novos e lúdicos. Para Alves (2014), o aspecto lúdico na criação de neologismos está presente em todos os gêneros discursivos, como o humorístico, o literário, o publicitário e o jornalístico. Para este artigo, coletamos, durante o mês da realização da Copa do Mundo de 2014, os neologismos presentes em três revistas e jornais on-line: Globo Esporte, Revista Veja e Gazeta do Povo. A análise dos dados mostrou que esse grande evento deu vazão a uma explosão de novas palavras e novas significações para cuja identificação a utilização de informação lexicográfica como critério não foi suficiente, sendo recomendada a adoção de critérios adicionais para tornar a análise mais precisa.

PALAVRAS-CHAVE: Neologismos. Aspectos lúdicos. Copa do Mundo.


Fonte: Revista GTLex | Uberlândia | v.2 n.1 | jul./dez. 2016



Analise as assertivas a seguir e atribua (V) para as verdadeiras ou (F) para as falsas:

( ) Apesar de bem escrito, o texto apresenta um problema sintático: a ausência da crase no trecho em negrito: “A análise dos dados mostrou que esse grande evento deu vazão a uma explosão de novas palavras [...]”.

( ) É possível afirmar que o texto é um bom exemplo do uso da norma padrão do português brasileiro, pois não apresenta problemas morfossintáticos.

( ) No trecho: “O léxico de uma língua pode ser considerado como o retrato de uma sociedade em seus diversos níveis de manifestação”, há um problema de concordância. O correto seria: “O léxico de uma língua pode ser considerada como o retrato de uma sociedade em seus diversos níveis de manifestação”.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses:

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250Q55499 | Português, Crase

Ao filósofo americano Daniel Dennett, os editores da revista Edge perguntaram: “Em 2013, o que deve nos preocupar?”. Ele contou que em 1980 se temia que a revolução do computador aumentasse a distância entre os países ricos “do Ocidente” e os países pobres, que não teriam acesso à nova tecnologia e a seus aparelhos. A verdade é que a informática criou fortunas enormes, mas permitiu também a mais profunda disseminação niveladora da tecnologia que já se viu na história. “Celulares e laptops e, agora, smartphones e tablets puseram a conectividade nas mãos de bilhões”, afirmou Dennett.
O planeta, segundo o filósofo, ficou mais transparente na informação como ninguém imaginaria há 40 anos. Isso é maravilhoso, disse Dennett, mas não é o paraíso. E citou a lista daquilo com que devemos nos preocupar: ficamos dependentes e vulneráveis neste novo mundo, com ameaças à segurança e à privacidade. E sobre as desigualdades, ele disse que Golias ainda não caiu; milhares de Davis*, porém, estão rapidamente aprendendo o que precisam. Os “de baixo” têm agora meios para confrontar os “de cima”. O conselho do filósofo é que os ricos devem começar a pensar em como reduzir as distâncias criadas pelo poder e pela riqueza de poucos.
* referência ao episódio bíblico em que Davi, aparentemente mais fraco, derrota o gigante Golias.

(Míriam Leitão. História do futuro: o horizonte do Brasil no século XXI. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2015)
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna da frase a seguir, quanto ao emprego do sinal indicativo da crase.

O que deve causar preocupação à _______________ ?
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251Q373728 | Português, Crase, Advogado, Prefeitura Morro da Fumaça SC, FAEPESUL

Em uma das frases abaixo, o acento indicativo de crase está empregado em DESACORDO com a norma culta da Língua Portuguesa. Assinale essa frase.
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252Q256042 | Português, Crase, Técnico Judiciário Área Administrativa, TRT 21a Região, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Julgue os itens que se seguem, relativos a aspectos gramaticais e semânticos do texto.

Em “O tempo destinado à formação” (L.7), o emprego do sinal indicativo de crase em “à” deve-se à forma nominal “destinado” que rege complemento com a preposição a e à presença do artigo definido feminino.

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253Q701763 | Português, Crase, Procurador, prefeitura de Lucena PB, CONTEMAX, 2019

Texto associado.

Bloqueio de comunicação:

  A timidez é um problema que atinge um contingente imenso da população

    mundial. Todos podem ficar inibidos em alguma situação, mas há casos

                    mais graves, que levam a pessoa à frustração


      Existem exemplos surpreendentes de tímidos famosos. A cantora Cássia Eller, por exemplo, tinha uma performance de palco intensa e ousada, chegando, algumas vezes, à levantar a blusa e mostrar os seios ao final das apresentações. No entanto, era tímida a ponto de ter medo de entrevistas.

      Segundo Sérgio Savian, que há 22 anos trabalha com terapia corporal e já está no sexto livro (Emoções, Editora Celebris) sobre questões ligadas a relacionamentos amorosos, casos como o da cantora são bastante comuns. "Enquanto a pessoa está no papel profissional, vai bem", explica. "Mas fica tímida quando enfrenta outras situações."

      É fácil reconhecer um tímido ou uma tímida: eles falam baixinho, não conseguem olhar nos olhos; muitas vezes, têm uma postura encurvada, transpiram em excesso, dão respostas monossilábicas e podem ficar com as mãos geladas em algumas situações.

      Os especialistas dizem que toda essa inibição é resultado de uma autocrítica exagerada, aliada à insegurança e a uma autoestima muito frágil, insuficiente para contrabalançar a equação que nos leva a agir com firmeza nas situações reais. O resultado: alto nível de frustração pela falta de realizações plenas. "O tímido tem muita dificuldade em lidar com críticas, então, cria bloqueios de comunicação para não ser criticado."

      Uma situação típica: o tímido vai ao cinema ou a uma festa e tem a impressão de que todas as pessoas presentes param para observá-lo. Essa supervalorização de si mesmo, às vezes tem relação com um “alto grau de narcisismo”, segundo a opinião de Savian.

      Por causa de sua postura introvertida, o indivíduo tímido também pode se passar por arrogante. Acaba perdendo a naturalidade porque tem essa atitude extremamente autocentrada. "São conscientes de cada ato que praticam, todo gesto é ensaiado", diz Savian. "A cura passa pela volta da espontaneidade."

      E qual seria a causa para tamanho bloqueio de comunicação? "Podem ser traumas de infância, críticas negativas ou, ainda, uma situação de deboche que ficou gravada no inconsciente", afirma Savian. "Uma questão do passado com a qual não se soube lidar pode acionar a timidez no presente."

      Há um exemplo claro de um de seus clientes. Toda vez que ele tem uma reunião em grupo, tem medo de falar bobagem. Com técnicas de regressão, lembrou que, um dia, uma professora o colocou na "fileira dos burros", embora ele tivesse absoluta consciência de que aquele lugar não equivalia à sua inteligência. Ele pulou a janela e foi para casa. Essa experiência traumática fazia com que tivesse medo perante situações coletivas: ele temia falar "asneira" e sofrer uma punição em seguida.

      Por incrível que pareça em sua experiência profissional Savian encontrou muito mais homens tímidos do que mulheres. Mas a verdade é que todos nós temos nossas inibições. "A pessoa, às vezes, se dá bem profissionalmente, faz novas amizades, mas trava quando o assunto é relacionamento amoroso." E há aqueles que têm um temperamento introvertido por natureza: gostam de ficar sozinhos e falam pouco, mas estão felizes nessa situação. O problema ocorre quando o indivíduo quer se comunicar e não consegue.

      Mas que não se desesperem os tímidos, pois há várias saídas para solucionar o problema. "O primeiro passo é reconhecer a timidez", aponta Savian. Nas sessões, ele pede para o paciente escrever suas dez principais vergonhas e, ao lado de cada uma, localizar o momento em que ela começou. A doutora Susan Leibig, do Instituto de Engenharia Humana, acrescenta pontuações de 1 a 10 para o nível de vergonha que se sente diante de cada situação descrita. "Comece enfrentando as de nível 1 ou 2 e, depois, vá para as mais intensas." Depois do reconhecimento das inseguranças, Savian coordena "vivências de aconchego" para fortalecer a autoestima das pessoas. A partir disso, é trabalhada a capacidade de se defender do mundo, numa espécie de laboratório de situações.

      Agora, para quem não pode fazer terapia corporal ou psicoterapia convencional, Savian recomenda cursos de arte, especialmente o de teatro, aulas de dança e coral. Para aqueles que têm vergonha de falar em público, o conselho é a repetição da experiência. "O melhor é começar falando para uma pessoa, depois, para duas, cinco", aconselha. "De repente, ela estará gostando de discursar para uma plateia de 20 ou 30 pessoas." 

CASO, Fabiana. Bloqueio de comunicação. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 17/18 maio 2003, Suplemento Feminino, p. F5.

Propositalmente foi colocada a crase de forma incorreta em uma das passagens do texto abaixo, assinale a alternativa em que o termo em destaque não pode ser craseado:
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254Q688054 | Português, Crase, Assistente Técnico Fazendário, SEMEF Manaus AM, FCC, 2019

Texto associado.
1.                 A ideia do triunfo da democracia ficou associada à obra de Francis Fukuyama. Em controverso ensaio publicado nos anos 1980, Fukuyama afirmava que o encerramento da Guerra Fria levaria à “universalização da democracia liberal ocidental como forma definitiva de governo humano”. O triunfo da democracia, proclamou numa frase que veio a condensar o otimismo de 1989, marcaria o “fim da história”.
2.                 Muitos criticaram Fukuyama por sua suposta ingenuidade. Alguns alegavam que a democracia liberal estava longe de ser implementada em larga escala, porquanto muitos países se mostrariam resistentes a essa ideia importada do Ocidente. Outros afirmavam que era cedo para prever que tipo de avanço a engenhosidade humana seria capaz de conceber: talvez a democracia liberal fosse apenas o prelúdio de outras formas de governo, mais justas e esclarecidas.
3.                 A despeito das críticas sofridas, o pressuposto fundamental de Fukuyama se revelou de enorme influência. A maioria dos cientistas políticos acreditava que a democracia liberal permaneceria inabalável em certos redutos, ainda que o sistema não triunfasse no mundo todo. Na verdade, a maior parte dos cientistas políticos, embora evitando fazer grandes generalizações sobre o fim da história, chegou mais ou menos à mesma conclusão de Fukuyama.
4.                 Impressionados com a estabilidade das democracias ricas, cientistas políticos começaram a conceber a história do pós-guerra como um processo de consolidação democrática. Para sustentar uma democracia duradoura, o país devia atingir níveis altos de riqueza e educação. Tinha de construir uma sociedade civil forte e assegurar a neutralidade de instituições de Estado fundamentais. Todos esses objetivos frequentemente se revelaram fugidios. Mas a recompensa que acenava no horizonte era tão valiosa quanto perene. A consolidação democrática, segundo essa visão, era uma via de mão única.
                    (Adaptado de: MOUNK, Yascha. O povo contra a democracia. Trad. Cássio de Arantes Leite e Débora Landsberg. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, edição digital.)
Quanto à pontuação e ao emprego de crase, está plenamente correta a frase que se encontra em:
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255Q235876 | Português, Crase, Promotor de Justiça, MPE MS, MPE MS

Assinale a alternativa em que o sinal indicador da crase foi empregado incorretamente:

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256Q373239 | Português, Crase, Técnico em Agropecuária, IF SC, IESES

Assinale a alternativa em que deveria obrigatoriamente existir crase.
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257Q837226 | Português, Crase, Prefeitura de Palhoça SC Assistente Administrativo, IESES, 2021

Leia o fragmento a seguir apresentado, para responder à questão. 

     No dia seguinte, com efeito, ali pelas sete da manhã, quando o cortiço fervia já na costumada labutação, Jerônimo apresentou-se junto com ___ mulher, para tomarem conta da casinha alugada na véspera.

     A mulher chamava-se Piedade de Jesus; teria trinta anos, boa estatura, carne ampla e rija, cabelos fortes de um castanho fulvo, dentes pouco alvos, mas sólidos e perfeitos, cara cheia, fisionomia aberta; um todo de bonomia toleirona, desabotoando-lhe pelos olhos e pela boca numa simpática expressão de honestidade simples e natural.

     Vieram ambos ___ boleia da andorinha que lhes carregou os trens. Ela trazia uma saia de sarja roxa, cabeção branco de paninho de algodão e na cabeça um lenço vermelho de alcobaça.

     E os dois apearam-se muito atrapalhados com os objetos que não confiaram dos homens da carroça; Jerônimo abraçado a duas formidáveis mangas de vidro, das primitivas, dessas em que se podia ___ vontade enfiar uma perna; e a Piedade atracada com um velho relógio de parede e com uma grande trouxa de santos e palmas bentas. E assim atravessaram o pátio da estalagem, entre os comentários e os olhares curiosos dos antigos moradores, que nunca viam sem uma pontinha de desconfiança os inquilinos novos que surgiam.  


(Aluisio Azevedo. “O cortiço”.) 

Considerando o emprego da crase, qual alternativa preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto?
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258Q831689 | Português, Crase, CRB 14 Região SC Auxiliar Administrativo, IESES, 2021

Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, leia as assertivas:

De tanto andar uma região

que não figurava nos livros

acostumei-me às terras tenazes

em que ninguém me perguntava

se me agradavam as alfaces ou se preferia a menta

que devoram os elefantes.

E de tanto não responder tenho o coração amarelo.

(Pablo Neruda. “Outro”. In: O coração amarelo. 2018, p.11.)

I. Em acostumei-me tem-se um caso de ênclise.

II. A regência do verbo “acostumar”, no contexto em que se encontra, exige uma preposição, motivo pelo qual há crase em às terras tenazes.

III. Em me perguntava, tem-se um caso de mesóclise.
A sequência correta é:
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259Q832503 | Português, Crase, Prefeitura de Bandeirante SC Fiscal de Tributos, AMEOSC, 2021

Assinale abaixo a alternativa em que o uso da crase está INCORRETO:
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260Q670023 | Português, Crase, UFRGS Vestibular 2 dia UFRGS, UFRGS, UFRGS, 2018

Texto associado.
01. – Temos sorte de viver no Brasil – dizia
02. meu pai, depois da guerra. – Na Europa
03. mataram milhões de judeus.
04. Contava as experiências que os médicos
05. nazistas faziam com os prisioneiros.
06.  Decepavam-lhes as cabeças, faziam-nas
07. encolher – à maneira, li depois, dos índios
08. Jivaros. Amputavam pernas e braços.
09. Realizavam estranhos transplantes: uniam a
10. metade superior de um homem ........ metade
11. inferior de uma mulher, ou aos quartos
12. traseiros de um bode. Felizmente morriam
13. essas atrozes quimeras; expiravam como
14. seres humanos, não eram obrigadas a viver
15. como aberrações. (........ essa altura eu tinha
16. os olhos cheios de lágrimas. Meu pai pensava
17. que a descrição das maldades nazistas me
18. deixava comovido.)
19. Em 1948 foi proclamado o Estado de
20. Israel. Meu pai abriu uma garrafa de vinho –
21. o melhor vinho do armazém –, brindamos ao
22. acontecimento. E não saíamos de perto do
23. rádio, acompanhando ........ notícias da guerra
24. no Oriente Médio. Meu pai estava
25. entusiasmado com o novo Estado: em Israel,
26. explicava, vivem judeus de todo o mundo,
27. judeus brancos da Europa, judeus pretos da
28. África, judeus da Índia, isto sem falar nos
29. beduínos com seus camelos: tipos muito
30 esquisitos, Guedali.
31. Tipos esquisitos – aquilo me dava ideias.
32. Por que não ir para Israel? Num país de
33. gente tão estranha – e, ainda por cima, em
34. guerra – eu certamente não chamaria a
35. atenção. Ainda menos como combatente,
36. entre a poeira e a fumaça dos incêndios. Eu
37. me via correndo pelas ruelas de uma aldeia,
38. empunhando um revólver trinta e oito,
39. atirando sem cessar; eu me via caindo,
40. varado de balas. Aquela, sim, era a morte que
41. eu almejava, morte heroica, esplêndida
42. justificativa para uma vida miserável, de
43. monstro encurralado. E, caso não morresse,
44. poderia viver depois num kibutz . Eu, que
45. conhecia tão bem a vida numa fazenda, teria
46. muito a fazer ali. Trabalhador dedicado, os
47. membros do kibutz terminariam por me
48. aceitar; numa nova sociedade há lugar para
49. todos, mesmo os de patas de cavalo.
                   Adaptado de: SCLIAR, M. O centauro no jardim . 9.
                                                           ed. Porto Alegre: L&PM, 2001.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 10, 15 e 23, nessa ordem.
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