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Questões de Concursos Crase

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421Q875693 | Português, Crase, Auxiliar de Manutenção, FundArt de Ubatuba SP, Avança SP, 2024

Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que se verifica o emprego incorreto do acento indicativo de crase.

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422Q863500 | Português, Crase

Assinale a alternativa em que o uso da crase está incorreto:

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423Q913782 | Português, Crase, Auxiliar de Limpeza, COREMG, Consulplan, 2023

Texto associado.
O padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é o lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
– Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?”
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “Não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém.
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação do jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar: e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”. E assobiava pelas escadas.

(BRAGA, Rubem. Diário de notícias. Crônicas Escolhidas. Rio de Janeiro. Record. 1977.)
No fragmento “Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento [...]” (2º§), ocorre o emprego do sinal indicativo de crase. Sobre o acento grave indicador de crase, assinale a afirmativa INCORRETA.
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424Q919506 | Português, Crase, Almoxarife, Prefeitura de Sertãozinho SP, VUNESP, 2025

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase.

Quando fui __________ biblioteca pública da cidade, pus-me _________ procurar pelo livro _________ o professor falara.
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425Q1058222 | Português, Crase, Médio, Comando do 5 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.
Texto 2


Por parte de pai


Debruçado na janela meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no Alto de São Francisco.

[...] Eu brincava na rua, procurando o além dos olhos, entre pedras redondas e irregulares calçando a rua da Paciência. Depois das chuvas, essas pedras centenárias, cinza, ficavam lisas e limpas, cercadas de umidade e areia lavada. Nas enxurradas desciam lascas de malacheta brilhando como ouro e prata, conforme a luz do sol.

[...] Meu avô, pela janela, me vigiava ou abençoava, até hoje não sei, com seu olhar espantado de quem vê cada coisa pela primeira vez. E aqueles que por ali passavam lhe cumprimentavam: “Oi, seu Queirós”. Ele respondia e rimava: "Tem dó de nós". Minha avo, assentada na sala, fazendo bico de croché em pano de prato, não via a rua.

[...] O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar. O quintal se estendia para muito depois do olhar, acordando surpresa em cada sombra. Torrado em panela de ferro, o café era moído preso no portal da cozinha. O café do bule era grosso e forte, o da cafeteira, fraco e doce. Um para adultos e outro para crianças. O aroma do café se espalhava pela casa, despertando a vontade de mastigar queijo, saborear bolo de fubá, comer biscoito de polvilho, assado em forno de cupim. [...] Minha avó, coado o café, deixava o bule e a cafeteira sobre a mesa forrada com toalha de ponto cruz, e esperava as quitandeiras.

Tudo se comprava na porta: verduras, leite, doces, pães. Com a caderneta do armazém comprava-se o que não podia ser plantado em casa. No final do mês, ao pagar a conta ganhava-se uma lata de marmelada.

Depois do cafezal, na divisa com a serra, corria o córrego, fino e transparente. Tomávamos banho pelados, até a ponta dos dedos ficarem enrugadas. Meu avô raras vezes, nos fazia companhia.

[...] Meu avô conhecia o nome das frutas. Na hora de voltar, ele trazia, se equilibrando pelos caminhos, uma lata de areia para minha avó arear as panelas de ferro.

[...] Atrás da horta havia chiqueiro onde três ou quatro porcos dormiam e comiam, sem desconfiar do futuro. Se eu fosse porco não engordava nunca, imaginava. lá passar fome, fazer regime, para continuar vivendo.

[...] Meu avô me convidou, naquela tarde, para me assentar ao seu lado nesse banco cansado. Pegou minha mão e, sem tirar os olhos do horizonte, me contou:

O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, arvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, as estrelas. Ele é o dono de tudo. Pacientemente ele engole todas as coisas, degustando nuvens, chuvas, terras, lavouras. Ele consome as historias e saboreia os amores. Nada fica para depois do tempo.

[..] As madrugadas, os sonhos, as decisões, duram na boca do tempo. Sua garganta traga as estações, os milénios, o ocidente, o oriente, tudo sem retorno. E nós, meu neto, marchamos em direção à boca do tempo.

Meu avô foi abaixando a cabeça e seus olhos tocaram em nossas mãos entrelaçadas. Eu achei serem pingos de chuva as gotas rolando sobre os meus dedos, mas a noite estava clara, como tudo mais.


Queirós, Bartolomeu Campos. Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
Observe o uso da crase no trecho abaixo:
"E nós, meu neto, marchamos em direção à boca do tempo.” (11º §)
O uso da crase no trecho acima respeita a norma culta. Em qual opção o emprego do acento indicativo de crase também está correto?
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426Q888370 | Português, Crase, Área Judiciária, TJ AL, FCC, 2024

Considerando a gramática normativa ou prescritiva, está correta a seguinte oração:
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427Q878558 | Português, Crase, Agente de Suporte Operacional Limpeza Pública, Prefeitura de Iúna ES, IBADE, 2024

Assinale a alternativa em que o uso da crase é obrigatório:
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428Q952241 | Português, Crase, Monitor Socioeducativo, Prefeitura de Sério RS, OBJETIVA, 2025

Qual das alternativas apresenta um dígrafo vocálico e um consonantal, respectivamente?
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429Q876032 | Português, Crase, Agente de Saúde ACS, Prefeitura de Nova Glória GO, Itame, 2024

Em relação ao uso do sinal indicativo de crase, assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do fragmento de texto a seguir.
É provável que daqui __alguns anos, até mesmo __ partir de uma simples observação __olho nu, __ medida que __ ciências avancem em suas descobertas e estas estejam __ disposição do público comum, seja possível detectar, nas pessoas com __ quais convivemos mais de perto, indícios de algum distúrbio mental ainda em fase principiante.
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430Q920264 | Português, Crase, Serviços Gerais e Auxiliares, Câmara de Itupeva SP, Avança SP, 2025

Assinale a alternativa que o uso da crase é facultativo.
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431Q875746 | Português, Crase, Servente de Limpeza, SAEP de Pirassununga SP, Avança SP, 2024

Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está correto.

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432Q867876 | Português, Crase, Merendeira, Prefeitura de Lins SP, VUNESP, 2024

Assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase obedece à norma-padrão da língua portuguesa.
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433Q876412 | Português, Crase, Agente de Serviços Operacionais, Prefeitura de Palhoça SC, FEPESE, 2024

Assinale a alternativa em que a crase foi corretamente utilizada.
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434Q1051950 | Português, Crase, azul, DETRAN AC, CESGRANRIO

Texto associado.

A vida dos outros

Almoço fora todos os dias. Isso não é problema,

porque meu escritório fica em local muito movimenta-

do e com grande variedade de restaurantes. Em ge-

ral, prefiro aqueles que oferecem comida a quilo, essa

5 maravilhosa invenção moderna (há quem garanta ser

invenção brasileira) que permite comer na medida cer-

ta, sem desperdícios, e observar os pratos antes de

fazer a escolha.

Mas gosto dos restaurantes a quilo também por

10 outra razão: são feitos sob medida para os solitários.

Neles, reinam os introvertidos, os retraídos, os tími-

dos. Você entra, escolhe, pesa, se senta, come, paga

e vai embora. Se não quiser, não precisa conversar

com ninguém, emitir um som, pronunciar uma só pa-

15 lavra.

Talvez por isso, os restaurantes a quilo vivam api-

nhados de pessoas sozinhas. Neles, elas não têm

qualquer pudor de se sentar à mesa sem ter compa-

nhia, nem nos fins de semana, que é tempo de famí-

20 lia, amigos, congregação. Os restaurantes a quilo são

também muito frequentados por turistas, pois é um

conforto para eles entrar e comer num lugar em que

não precisam tentar se entender com pessoas que só

falam essa língua secreta chamada português.

25___O restaurante a quilo é o lugar onde a palavra é

supérflua e onde deveria reinar o silêncio. Pois é –

deveria. Mas o que ocorre é justamente o contrário. E

por quê? Por culpa do telefone celular.

Por alguma razão, as pessoas precisam falar ao

30 celular quando se sentam para comer. Resolvem as-

suntos pendentes, pedem informações, fazem enco-

mendas, fecham negócios ou mesmo batem papo com

o amigo ou amiga que não vêem há tempos – e tudo

isso enquanto mastigam e engolem o almoço. Pobres

35 estômagos.

E pobre de mim. Não consigo ficar indiferente ao

que está sendo dito nos celulares à minha volta. As-

sim que a conversa se estabelece, começo a prestar

atenção ao que está sendo dito e, daqui a pouco, qua-

40 se sem perceber, me vejo vivendo a vida dos outros.

Sofro, brigo, peço ou dou informação, falo de traba-

lho, marco reuniões, fico estressada com a mercado-

ria que não chegou – e tudo sem ter nada a ver com

isso.

45___Outro dia, durante um almoço, participei de duas

conversas inquietantes. A primeira foi quando uma jo-

vem na mesa à minha esquerda atendeu um telefone-

ma a respeito de uma encomenda. Do outro lado do

fio, alguém tinha dúvidas e queria que ela confirmas-

50 se certas coisas. Não consegui entender a que produ-

to se referiam, mas sei que a moça parou de comer e,

segurando o celular entre a orelha e o ombro, catou

na bolsa um caderninho e repetiu, aos gritos (a liga-

ção parecia estar ruim), números de série do artigo

55 encomendado. Enquanto isso, a comida em seu prato

esfriava. E a minha também. Como eu poderia comer

sem ver aquele assunto resolvido?

Mal ela desligou e já tocava o celular de outra

senhora, duas ou três mesas à minha frente. Estava

60 encoberta e não pude ver-lhe o rosto. Mas acompa-

nhei, acabrunhada, sua conversa sobre a amiga inter-

nada, que acabara de ser operada. Perdi a fome de

vez.

Com o advento do celular, minha vida ficou as-

65 sim. Já não tenho noção dos limites (onde acaba a

minha vida e começa a do outro?). Ou talvez tenham

sido as pessoas que perderam esses limites. Porque

a tecnologia transformou o mundo, mas não surgiram

novas regras para acompanhar as transformações.

70 Será que algum dia uma nova etiqueta vai entrar em

vigor, estabelecendo que é falta de educação falar

enquanto se almoça num restaurante (estando ou não

de boca cheia)? Espero que sim. Mas enquanto isso

não acontece, vou vivendo a vida dos outros.


SEIXAS, Heloisa. Disponível em: www.selecoes.com.br.

Acesso em: set. 2008. (Adaptado).

Analise as frases a seguir, quanto ao uso do acento indicativo de crase.

I – Heloísa não sabe se a comida está à altura dos convidados.

II – Os telefones começaram a tocar à partir daquele momento.

III – Ao sair à rua, percebeu que esquecera o celular.

IV – A moça teria de informar se o pagamento seria feito à vista ou à prazo.

O acento indicativo de crase está empregado de forma totalmente correta APENAS nas frases

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435Q1054305 | Sem disciplina, Crase, Assistente Social Judiciário, TJ SP, VUNESP, 2025

Texto associado.

Leia o trecho da crônica a seguir para responder à questão.

Solidariedade africana


Se me perguntassem o que me despertou maior atenção no corrente verão de 2014, no que diz respeito ao nosso comportamento em sociedade, à parte o conflito Israel-Palestina na Faixa de Gaza e a proliferação do vírus do ebola na África Central, responderia que foram os acontecimentos trágicos na pequena localidade de Ferguson, Missouri. O número crescente de afro-americanos que morrem nas ruas dos Estados Unidos pela mão das autoridades policiais é assustador, porque embora esteja a acontecer a milhas de distância, diz respeito a todos nós, homens e mulheres e, em particular, a nós os negros.

Nenhum negro, em parte nenhuma do mundo, estará seguro enquanto não houver justiça e igualdade de tratamento entre os povos. Nenhum negro se sentirá seguro, porque o valor que é atribuído à nossa vida, independentemente do país ou continente a que chamemos de casa, vale menos do que uma bala. É difícil ser negro, e não apenas pelo racismo que nos vitima, mas acima de tudo porque nós, os negros, nos desrespeitamos e continuamos a perpetuar as políticas discriminatórias e racistas herdadas dos países que nos colonizaram. Isso explica, em boa parte, a falta de influência que as nações africanas detêm em organismos como as Nações Unidas. O que se passa nas ruas da América, desde a fundação daquela grande nação, é um ataque aos direitos humanos.


(Kalaf Epalanga, Minha pátria é a língua pretuguesa, 2023)

Assinale a alternativa em que a frase atende à norma- -padrão, considerando-se os aspectos de regência nominal, regência verbal, uso ou não do acento indicativo da crase e colocação pronominal.
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436Q913332 | Português, Crase, Auxiliar de Limpeza, IBHASES, IESES, 2023

Em qual das frases abaixo há ERRO no emprego da crase?
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437Q863499 | Português, Crase

Em qual das opções o uso da crase está correto?

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438Q879008 | Português, Crase, Agente de Saúde ACS, Prefeitura de Palmeiras de Goiás GO, Itame, 2024

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto, considerando a necessidade (ou não) de uso do acento grave (crase):

Nem sempre __ nossa racionalidade funciona como deveria; __ vezes, somos tomados por sentimentos confusos e inexplicáveis __ ponto de nos fazer incapazes de reagir __ alguma situação e resolver problemas aparentemente fáceis e comuns.
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439Q991903 | Português, Crase, Inspetor Penitenciário, SEJUSES, IBADE, 2023

Texto associado.
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Educação profissional para o século XXI

Novo Ensino Médio facilitará a integração dos jovens à sociedade do trabalho, com impactos sociais relevantes.

*Por Horácio Lafer Piva, Pedro Passos e Pedro Wongtschowski
05/08/2023

O Novo Ensino Médio (NEM) entrou no debate público neste ano e foi alçado a um patamar compatível a sua importância. A etapa final da educação básica é complexa por muitas razões, sendo momento delicado de transição à vida adulta. É também a etapa que tem os piores resultados de aprendizagem e índices altos de evasão. Não há bala de prata em políticas públicas; não se chega facilmente a consensos em problemas complexos. Mas há um ponto específico que merece atenção redobrada nas alterações que podem ser feitas após a conclusão da acertada consulta pública realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que ouviu estudantes e professores.

Primeiramente, vale dizer que o NEM traz avanços que não podem retroceder. Destacamos aqui três pilares importantíssimos: a ampliação da carga horária, a flexibilização curricular para atender à diversidade de anseios de aprofundamento e vocações das juventudes e a expansão da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), modalidade possível de ser mais conectada com as demandas do século XXI que podem impulsionar a inserção profissional e a renda dos jovens.

A EPT não pode ser vista como ponto de chegada da formação, mas como opção que precede e cria oportunidades para o ingresso no ensino superior ou no mercado de trabalho. Isso é fundamental para um país mais próspero e justo. E também urgente para uma geração inteira de jovens que hoje ainda vê poucas opções para seu futuro.

Dada a relevância que a formação técnica e profissional pode ter para o ensino médio e para o país, são preocupantes algumas propostas apresentadas no debate público, por serem capazes de impor um freio relevante na expansão do ensino técnico. Elas dizem respeito à mudança na divisão de tempos entre a parte do ensino médio comum a todos (chamada de “formação geral básica”) e a constituída por opções de trilhas formativas (“chamada de itinerários formativos”).

Há um consenso expressivo de que a regra atual, que restringe a parte comum do currículo ao máximo de 1.800 horas (das 3 mil horas totais ao longo dos três anos), é um equívoco. Dependendo de como esse número for ampliado, pode causar grandes prejuízos à articulação da EPT com o ensino médio. Isso porque pode impedir que os cursos técnicos de nível médio sejam trabalhados na carga horária total de 3 mil horas. Caso exija-se um mínimo de 2.400 horas para a parte comum a todos os estudantes, restariam apenas 600 horas para os itinerários formativos, inviabilizando um curso técnico dentro das 3 mil horas.

Há soluções no debate que dão conta de superar os desafios atuais, sem prejudicar o avanço do EPT. E, também importante, dando flexibilidade aos estados para que possam pensar diferentes arranjos para seu ensino médio. As propostas do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) têm ido nesta linha.

O NEM representa uma grande oportunidade para a valorização da formação profissional dos jovens e, portanto, para o desenvolvimento inclusivo do país que não podemos perder. Mais que atender às demandas de um setor industrial e de serviços ávidos por jovens de boa formação, na sua busca contínua por aumento de produtividade, facilitará a integração dos jovens à sociedade do trabalho, com impactos sociais relevantes e redução do grave problema do desemprego nessa faixa etária.

Na reta final do debate sobre o NEM, o Brasil tem a chance de alcançar um desenho de política muito melhor que o originalmente proposto, mas mantendo os avanços trazidos. Em especial, a possibilidade de expandirmos para valer as oportunidades oferecidas aos jovens de cursar a EPT ao longo do ensino médio. O MEC acertou em abrir uma consulta pública e ampliar o diálogo. O mais importante, porém, reside na forma como a concluirá. Disso depende o futuro de milhões de estudantes. E, também, do próprio país.

Fonte: *Horácio Lafer Piva, Pedro Passos e Pedro Wongtschowski são empresários.
https://oglobo.globo.com
“Elas dizem respeito à mudança na divisão de tempos [...].”4º§
Considerando o trecho lido, marque a alternativa que apresenta uma adaptação correta, conforme as regras de uso do sinal indicativo de crase.
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440Q1040550 | Português, Crase, Tecnologia da Informação, TRT 17 Região ES, FCC, 2022

É a partir de certo momento da história que as cidades passam I se organizar em função do mercado, gerando um tipo de estrutura urbana que não só opera IIorganização do seu espaço interno, mas também redefine todo o espaço circundante, atraindo para III cidade grandes populações.
(Adaptado de: ROLNIK, Raquel. O que é cidade. São Paulo: Brasiliense, 1995)
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas I, II e III do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:
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