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Questões de Concursos Crase

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601Q1056084 | Português, Crase, Administrador, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Texto associado.
Procrastinação: entenda essa inimiga. E livre-se dela.

Adiar tarefas importantes em prol de atividades inúteis é uma tendência universal, com raízes biológicas.
Mas quando o problema se torna crônico pode (e vai) arruinar sua carreira. Conheça as causas
da procrastinação e veja estratégias científicas para combatê-la. Só não deixe para ler depois.

“O homem que adia o trabalho está sempre a lutar com desastres.” A frase é da obra “Os trabalhos e os dias”, do poeta grego Hesíodo, que viveu e escreveu no século 8 a.C. No texto em questão, ele aconselha o seu irmão Perses, com quem tem desavenças, sobre a questão do trabalho – alertando-o para nunca deixar as tarefas importantes para depois.
“Não adies para amanhã nem depois de amanhã, pois não enche o celeiro o homem negligente, nem aquele que adia: a atenção faz o trabalho prosperar”, continua o poeta.
A obra grega em questão é tão antiga quanto os trechos mais ancestrais da Bíblia, escritos na mesma época. E registra a luta da humanidade contra um demônio persistente: a procrastinação – o ato de não deixar para amanhã aquilo que pode ser feito depois de amanhã.
Pior. Tecnologias que facilitam a vida sempre trouxeram como efeito colateral um convite ao adiamento sem fim. Em 1920, por exemplo, a escritora inglesa Virginia Woolf reclamou sobre estar perdendo tempo demais com as novidades de sua época em vez de se concentrar naquilo que realmente importava. “Planejei uma manhã de escrita tão boa, e gastei a nata do meu cérebro no telefone”, escreveu em seu diário.
Tudo bem, Mrs. Woolf. Até este texto foi finalizado poucas horas antes do prazo derradeiro – em parte por conta da procrastinação deste que vos escreve.
A culpa não é (só) nossa. A procrastinação é um fenômeno universal e atemporal porque tem causas biológicas, psicológicas e sociais. Embora alguns sofram mais com ela do que outros, ninguém consegue fugir totalmente da tentação de adiar tarefas.
Na dúvida, culpe Darwin. Humanos não são muito afeitos a tarefas cuja recompensa só vem em longo prazo. “Nosso cérebro é bom em escolher o que nos traz benefício no aqui e agora”, explica Claudia Feitosa-Santana, neurocientista pela Universidade de São Paulo (USP) e autora do livro “Eu controlo como eu me sinto” (2021). “Tudo que é visto como algo que está lá no futuro, o cérebro é bom em literalmente não escolher”.
Curtir memes no TikTok, jogar um game ou ver aquele episódio a mais de uma série na Netflix à 1h da manhã trazem doses de prazer e felicidade instantaneamente. Adiantar o relatório, estudar para a prova ou organizar o guarda-roupas são tarefas que, além de desagradáveis, seguem uma lógica de longo prazo – e podem (quase) sempre ser deixadas para depois. O lado primitivo do seu cérebro sempre vai preferir gastar energia e atenção com algo que traga resultado imediato.
Os primatas do gênero Homo, que deram origem à nossa espécie, evoluíram por dois milhões de anos em ambiente selvagem. Nossa massa cinzenta foi forjada ali, não no relativo conforto da civilização. E segue programada para viver sob aquelas condições. Gastar energia com tarefas que só trarão algum benefício lá na frente simplesmente não é a melhor opção para um cérebro que está a todo momento tentando achar comida e fugir de predadores. O melhor mesmo é focar no agora.
Mas claro que nosso cérebro também tem um lado 100% racional – é o córtex pré-frontal, a parte que, como o nome diz, fica bem na frente da nossa cabeça. Ele é responsável por aquilo que nos diferencia dos animais – o pensamento a longo prazo, o planejamento. O córtex pré-frontal sabe que estudar matemática, ler um pouquinho por dia e adiantar o trabalho para não deixar acumular em cima do prazo são decisões importantes.
A procrastinação, no fim das contas, é o resultado de uma briga entre a parte primitiva do cérebro, que quer guardar sua energia para missões mais imediatistas, e a parte racional, que puxa para empreitadas desagradáveis, mas necessárias. E o resultado às vezes é um “bug” que faz a gente travar, sem saber se inicia ou não a tarefa – tudo isso enquanto sente culpa e tensão, porque seu córtex pré-frontal faz questão de te lembrar que deveria estar na ação.
Mas, para ser justo, apontar o dedo para Darwin não é lá a melhor desculpa. É que as origens biológicas são apenas uma parte da causa – e nem são as mais relevantes. O vício de adiar até o último momento não afeta todo mundo de maneira igual. “Embora todo mundo procrastine, nem todo mundo é um procrastinador”, diz Joseph Ferrari, professor de psicologia da Universidade de Chicago (EUA).
Uma das estratégias mais indicadas para vencer a procrastinação é tentar vencer a ideia de que as tarefas são difíceis ou desafiadoras demais. Lembra daquele conceito de que, quanto mais procrastinamos, mais a bola de neve aumenta e parece ameaçadora? Para evitar isso, quebre as obrigações em missões menores, e vá cumprindo-as uma a uma ao longo de todo o prazo. Ao vencer as primeiras etapas, as restantes vão se tornando menos e menos amedrontadoras – afinal, você percebe que consegue cumpri-las mais rápido do que pensava.
Nessa mesma lógica, é preciso elencar o que fazer primeiro. Gastar tempo com atividades fáceis e deixar o grosso para o final do prazo é justamente uma estratégia de procrastinação. E fazer o mais difícil primeiro serve de incentivo para matar o resto – na lógica do “o pior já passou”. Também dá para aplicar a estratégia das recompensas aqui. Para cada “etapa” da empreitada cumprida com antecedência, se dê algum benefício – uma pausa maior, um episódio da série, uma partida de seu game favorito etc. Se você estiver numa posição de liderança, considere o mesmo para toda a equipe.
Para aquelas tarefas pequenas e simples, a dica é encaixá-las nos momentos em que a produção de outras atividades já está rolando, de modo que elas não fiquem sendo eternamente procrastinadas.
Outra dica realista é aceitar um pouco de procrastinação. Como vimos, ela é um comportamento universal, que não será 100% evitável. Mesmo rotinas saudáveis e organizadas, com períodos de descanso e lazer bem encaixados, vão eventualmente encontrar a tentação de deixar atividades para depois do planejado inicialmente.

(Bruno Carbinatto. Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/desenvolvimento-pessoal/procrastinacao-entenda-essa-inimiga-e-livre-se-dela/. Acesso em: 20/07/2023. Fragmento.)
No trecho “Os primatas do gênero Homo, que deram origem à nossa espécie, evoluíram por dois milhões de anos em ambiente selvagem.” (10º§), o uso do acento grave indicador de crase é facultativo como em:
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602Q1057109 | Português, Crase, Cadete do Exército, EsPCEx, Exército, 2020

Texto associado.

Sobre a importância da ciência


Parece paradoxal que, no início deste milênio, durante o que chamamos com orgulho de “era da ciência”, tantos ainda acreditem em profecias de fim de mundo. Quem não se lembra do bug do milênio ou da enxurrada de absurdos ditos todos os dias sobre a previsão maia de fim de mundo no ano 2012?

Existe um cinismo cada vez maior com relação à ciência, um senso de que fomos traídos, de que promessas não foram cumpridas. Afinal, lutamos para curar doenças apenas para descobrir outras novas. Criamos tecnologias que pretendem simplificar nossas vidas, mas passamos cada vez mais tempo no trabalho. Pior ainda: tem sempre tanta coisa nova e tentadora no mercado que fica impossível acompanhar o passo da tecnologia.

Os mais jovens se comunicam de modo quase que incompreensível aos mais velhos, com Facebook, Twitter e textos em celulares. Podemos ir à Lua, mas a maior parte da população continua mal nutrida.

Consumimos o planeta com um apetite insaciável, criando uma devastação ecológica sem precedentes. Isso tudo graças à ciência? Ao menos, é assim que pensam os descontentes, mas não é nada disso.

Primeiro, a ciência não promete a redenção humana. Ela simplesmente se ocupa de compreender como funciona a natureza, ela é um corpo de conhecimento sobre o Universo e seus habitantes, vivos ou não, acumulado através de um processo constante de refinamento e testes conhecido como método científico.

A prática da ciência provê um modo de interagir com o mundo, expondo a essência criativa da natureza. Disso, aprendemos que a natureza é transformação, que a vida e a morte são parte de uma cadeia de criação e destruição perpetuada por todo o cosmo, dos átomos às estrelas e à vida. Nossa existência é parte desta transformação constante da matéria, onde todo elo é igualmente importante, do que é criado ao que é destruído.

A ciência pode não oferecer a salvação eterna, mas oferece a possibilidade de vivermos livres do medo irracional do desconhecido. Ao dar ao indivíduo a autonomia de pensar por si mesmo, ela oferece a liberdade da escolha informada. Ao transformar mistério em desafio, a ciência adiciona uma nova dimensão à vida, abrindo a porta para um novo tipo de espiritualidade, livre do dogmatismo das religiões organizadas.

A ciência não diz o que devemos fazer com o conhecimento que acumulamos. Essa decisão é nossa, em geral tomada pelos políticos que elegemos, ao menos numa sociedade democrática. A culpa dos usos mais nefastos da ciência deve ser dividida por toda a sociedade. Inclusive, mas não exclusivamente, pelos cientistas. Afinal, devemos culpar o inventor da pólvora pelas mortes por tiros e explosivos ao longo da história? Ou o inventor do microscópio pelas armas biológicas?

A ciência não contrariou nossas expectativas. Imagine um mundo sem antibióticos, TVs, aviões, carros. As pessoas vivendo no mato, sem os confortos tecnológicos modernos, caçando para comer. Quantos optariam por isso?

A culpa do que fazemos com o planeta é nossa, não da ciência. Apenas uma sociedade versada na ciência pode escolher o seu destino responsavelmente. Nosso futuro depende disso.

Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College (EUA).

Em “a ciência adiciona uma nova dimensão à vida”, o acento grave é usado porque houve a fusão de preposição “a”, exigida pelo objeto indireto do verbo adicionar, e o artigo que define o substantivo “vida”. A frase em que o uso do acento grave ocorre pelo mesmo motivo está na alternativa
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603Q1061516 | Português, Crase, AgenteAdministrativo, PC DF, CESPE CEBRASPE, 2025

Texto associado.
Texto CB1A1

Embora as instituições nacionais ligadas à soberania venham atuando nas últimas décadas em suporte às políticas ambientais brasileiras, a relação entre as duas esferas nem sempre se deu em bases cooperativas. Partindo-se de uma compreensão estreita da segurança, a preservação do meio ambiente foi vista, durante certo tempo, não como uma precondição para se garantir a segurança nacional e humana, mas como uma ameaça à integridade territorial e aos interesses nacionais brasileiros. Temia-se, nesse sentido, que as inestimáveis riquezas naturais do Brasil despertassem a cobiça internacional, de forma a representar riscos às fronteiras nacionais e ao direito soberano do país de gerenciar seus recursos naturais de maneira autônoma, em busca do desenvolvimento.
Vigorava, portanto, a compreensão de que assumir compromissos de cooperação na arena ambiental implicaria o decréscimo da soberania nacional. O posicionamento defendido pela delegação brasileira durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano (CNUMAH), realizada em Estocolmo em 1972, seria sintomático desse entendimento: “Na área do aproveitamento de recursos naturais, os interesses nacionais, em termos econômicos e de segurança, são de tal monta, que qualquer fórmula que, sob o pretexto ecológico, impusesse uma sistemática de consulta para projetos de desenvolvimento seria simplesmente inaceitável para o Brasil.”
Nas décadas posteriores, as interpretações relativas às preocupações ambientais foram gradualmente transformadas, tanto no âmbito da sociedade quanto em meio às instituições de defesa. O processo de redemocratização, o fortalecimento de organizações da sociedade civil, o avanço dos estudos científicos e a consolidação de uma estrutura federal de governança ambiental favoreceram essas novas percepções e, sobretudo, a aproximação desses dois setores.

Internet: <soberaniaeclima.org.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1.

É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “às” em “às fronteiras” (terceiro período do primeiro parágrafo).

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604Q1002434 | Português, Crase, Auxiliar Legislativo, Câmara de Bebedouro SP, IBAM, 2025

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A lição do pavão

Conheci Lisboa aos 20 anos, cheio de emoção ao desembarcar do navio "Augustus". Hospedado numa pensão nos Restauradores, sobrevivi com trocados de bicos no Teatro ABC.

Portugal foi uma volta às minhas raízes maternas, e eu me deliciava com os encantos visuais, culturais e, principalmente, sonoros do lugar. Aquela língua parecia uma canção constante, livre dos irritantes gerúndios. Nesse país o português é claro e direto, enquanto os mal-entendidos restam ao português-brasileiro.

Um episódio curioso aconteceu numa feira donde um paulista perguntou se as laranjas eram doces, recebendo a genial resposta: "São laranjas; os doces estão do outro lado". Isso exemplifica a clareza e humor dos lusitanos.

Esses dias um político brasileiro fez uma série de gafes em entrevistas com jornalistas portugueses, mostrando que certos indivíduos são mestres em embromação e desfaçatez. Como se diz em Lisboa: "o pavão, quanto mais levanta a cauda, mais se lhe vê o rabo".


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/a-licao-do-pavao1.2857724
Com base no trecho do texto: "Portugal foi uma volta às minhas raízes maternas, e eu me deliciava com os encantos visuais, culturais e, principalmente, sonoros do lugar", analise a crase no termo "às minhas raízes maternas". Assinale a alternativa correta.
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605Q1057786 | Português, Crase, Cirurgia E Traumatologia Bucomaxilo Facial, PM MG, PM MG, 2023

Marque a alternativa CORRETA. A crase é OBRIGATÓRIA em:
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606Q1079570 | Português, Crase, Sargento da Polícia Militar, PM SP, VUNESP

Texto associado.
O “Anuário Brasileiro de Segurança Pública” detalhou pela primeira vez os crimes que resultam em mortes nas capitais. O panorama é sombrio: 15932 vítimas em 2014, quase dois óbitos por hora nas principais cidades do país.
No levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (organização privada que congrega especialistas na área), não se observa ________________ com relação ao ano anterior. Em 2013, ______________sido 15804 mortos por violência intencional nas capitais, acréscimo de mero 0,8%. Tal evolução acompanha de perto o crescimento populacional, o que manteve _______________ a taxa de 33 por grupo de 100 mil habitantes. Quando se consideram as cifras de cada capital, por outro lado, ______________algumas evidências chocantes.
Assinale a alternativa em que o uso ou não do acentoindicativo da crase e a regência estão em conformidadecom a norma-padrão da língua portuguesa.
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607Q1031208 | Português, Crase, Sem Especialidade, TRT 24 REGIÃO MS, FGV, 2025

Texto associado.
Texto I.


Mensagem Publicitária

Atrás de cada criatura do universo existe um segredo muito simples: todas as espécies trabalham para proteger o nosso meio ambiente.

O colibri é um pequeno exemplo da colaboração dos pássaros nessa tarefa. Ele é um importante agente polinizador. Voando a uma velocidade de quase 50Km por hora, cada espécie de beija-flor visita uma grande quantidade de flores em busca de néctar e insetos.

Essa ave presta também um grande serviço à medicina. Sem a sua ajuda as lobeliáceas não se poderiam reproduzir. Dessa planta de belíssimas flores azuis se extrai a lobelina, usada como ressuscitador na insuficiência respiratória e no colapso periférico.

Entre os colibris há um gênero que se alimenta dos insetos transmissores da malária e febre amarela, desenvolvendo um combate biológico muito mais eficiente do que qualquer agente químico até hoje conhecido. Nos laboratórios, os beija-flores têm prestado relevantes serviços às pesquisas das doenças cardíacas e hepáticas.

Ajudando o homem nos estudos científicos ou trabalhando em liberdade na floresta, o pequeno beija-flor nos mostra a importância desta verdade: proteger a natureza é garantir o futuro.


Grupo Comind. 1977.

No fragmento a seguir,

“...presta também um grande serviço à medicina.”

o uso do acento grave indicativo da crase está correto.

Assinale a frase em que a utilização do acento grave indicativo da crase também está correta.

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608Q999005 | Português, Crase, Cargos de Nível Médio, IMBEL, IBFC, 2024

Texto associado.

Texto I



Como lidar com colegas desagradáveis no ambiente de trabalho (por João Xavier)



Veja o que fazer para sobreviver à influência dos colegas desagradáveis sem prejudicar seu desenvolvimento



Colegas de trabalho desagradáveis não são raridade. Aprendemos desde cedo a lidar com quem nos desagrada. Isso porque toda família, toda escola, todo condomínio (ou turma da rua) tem aquele coleguinha que extrapola nas piadinhas, é “grudento”, desanimado ou inconveniente.


A primeira estratégia que desenvolvemos é a de fugir da pessoa, evitando compartilhar do mesmo espaço físico. Essa tática parece estar ligada ao nosso instinto de sobrevivência, pois é natural ao ser humano evitar aquilo que causa desconforto – reagimos de maneira automática quando sentimos frio, calor, medo ou nojo.


Essa técnica funciona bem, mas o problema é que em ambientes profissionais nem sempre é possível evitar o contato, principalmente quando há relações de troca, cooperação ou subordinação com pessoas chatas.


Como se trata de uma estratégia primitiva, será que podemos desenvolver algo mais eficiente para lidar com essa situação?


Sugestões de como lidar com essas pessoas no ambiente de trabalho:



1. Saiba o que incomoda


Primeiramente faça uma análise profunda sobre o que mais o(a) incomoda em determinada pessoa. Como disse Freud: “Aquilo que te incomoda nos outros tem muito a dizer sobre você”. É provável encontrar pontos de simetria, o que poderá contribuir com o seu autoconhecimento, conhecimento do colega e consequente melhoria da relação.


2. Não compartilhe defeitos


Feita a análise, por favor: não compartilhe os defeitos encontrados naquela pessoa nem com ela e nem com outros colegas. Guarde para si todas as imperfeições e compartilhe apenas aquilo que contém potencial de melhoria. A técnica do reforço positivo é muito mais eficiente do que a crítica – acredite!


3. Não forneça muita informação sobre você


Uma versão mais elaborada do “fugir da pessoa” é o que chamo de não dar ousadia. A principal diferença entre elas é que não dar ousadia significa não fornecer informações que possam aumentar o contato com a pessoa, como pontos em comum, assuntos para conversas, informações pessoais. A ideia é manter as transações apenas no que tange as relações profissionais. E por falar em relações profissionais, ser profissional em suas relações significa: ser educado, respeitoso, cooperativo e facilitador.


4. Preserve seu (bom) humor


Por fim, não se deixar abalar com a situação. Só existe uma pessoa capaz de alterar seu humor: você! No final das contas é você quem decide como vai lidar internamente com os acontecimentos do seu dia a dia. Como disse Dalai Lama: “não deixe que o comportamento dos outros tire a sua paz”.


Importante: lembre-se de que ninguém é chato porque quer. O chato, normalmente, não sabe que é chato e por isso é digno de compaixão. Posso ser eu, pode ser você ou seu irmão Então, depende de nós encontrarmos meios de transformar as relações conflituosas em cooperativas e amistosas.



(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto base está disponível em https://profissoes.vagas.com.br/4-passos-paralidar-com-colegas-de-trabalho-desagradaveis/ sob o título: 4 passos para lidar com colegas de trabalho desagradáveis, de João Xavier)

Assinale a alternativa em que há uso incorreto do sinal da crase.
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609Q1050219 | Português, Crase, Reabertura, Prefeitura de São José dos Campos SP, FGV, 2024

Assinale a frase que mostra o acento grave indicativo da crase de forma correta.
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610Q1038708 | Português, Crase, Área Administração de Banco de Dados, BANRISUL, CESPE CEBRASPE, 2025

Texto associado.

Texto CB1A1


Podemos atribuir a origem do dinheiro às transações que eram feitas há milhares de anos com cereais, gramas de prata, objetos de argila, conchas do mar ou grãos de cacau, até serem criadas as moedas metálicas cunhadas oficialmente pelos reis do antigo Iraque. Mas quando as cédulas de papel apareceram oficialmente?


Durante muito tempo, a unidade monetária básica na China foram as moedas de cobre ou bronze com um orifício quadrado no centro, que permitia pendurá-las em um fio para formar uma corrente.


No entanto, à medida que as viagens e o comércio se expandiam, também aumentava a demanda por moedas para realizar transações. Houve uma época em que o cobre se tornou escasso, e os governantes perceberam que era essencial manter o controle das divisas.


Como não queriam que suas valiosas moedas escapassem para terras estrangeiras, eles estabeleceram uma regra: apenas moedas feitas de ferro poderiam ser usadas, só que as moedas de ferro eram tão pesadas que nem as mulas nem as carroças com bois resistiam a tanta carga quando era preciso fazer grandes transações. Imagine que, por um punhado de prata, dessem a você um saco gigante de moedas de ferro, do tamanho do corpo de uma pessoa.


Teriam sido os comerciantes as pessoas que começaram a experimentar instrumentos financeiros de papel para evitar o transporte de grandes quantidades de moedas. Foi durante a dinastia Song, por volta do ano 1.000 da nossa era, na província chinesa de Sichuan, que o império emitiu oficialmente o primeiro papel-moeda do mundo, o jiaozi, feito a partir da casca da amoreira.


Desde então, os comerciantes deixaram de usar suas próprias notas promissórias, e os governantes assumiram o controle do sistema, tornando o jiaozi uma nota oficial.


Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).

A correção gramatical e os sentidos originais do trecho “Podemos atribuir a origem do dinheiro às transações que eram feitas há milhares de anos”, no primeiro parágrafo do texto CB1A1, seriam mantidos caso fosse
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611Q1057667 | Português, Crase, Soldado, PM BA, FCC, 2023

Texto associado.
Atenção: Leia o texto do economista Ignacy Sachs para responder à questão.

Será o Brasil o eterno país do futuro? Quase sessenta após ...I... publicação do conhecido livro de Stefan Zweig, não obstante um século de crescimento econômico sobremodo rápido e de modernização espetacular no decurso do qual a sua produção decuplicou e o PIB foi multiplicado por quarenta, o Brasil não consegue superar o seu fantástico atraso social. Graças ...II... bem- -sucedida industrialização substitutiva das importações, conduzida nas décadas de 1950, 1960 e 1970, o Brasil se ergueu ...III... posição de nona potência econômica do mundo. É hoje um país mal desenvolvido por ter adotado um padrão de crescimento socialmente perverso. Ostenta uma das mais regressivas repartições da renda no mundo, com diferenças abismais entre a minoria dos ganhadores e a massa dos sacrificados.

(Adaptado de: PINHEIRO, Paulo Sérgio et al. (orgs.). Brasil: um século de transformações. São Paulo: Companhia das Letras, 2001)
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas I, II e III devem ser preenchidas, respectivamente, por:
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612Q1057930 | Português, Crase, Administração, EEAR, Aeronáutica, 2024

Analise as orações a seguir e assinale a alternativa incorreta quanto ao uso do acento indicador de crase.
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613Q1057168 | Português, Crase, Marinheiro, EAM, Marinha, 2020

Assinale a opção na qual o acento indicativo de crase foi utilizado de acordo com a modalidade padrão.
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614Q1049018 | Português, Crase, Advogado, EBSERH, VUNESP, 2020

Texto associado.

A crise da saúde mental no Brasil.


Conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o primeiro norankinginternacional de países com o maior número de pessoas com transtorno de ansiedade. O país é também o quarto com maior número de pessoas com depressão. E qual é o motivo desse alto número de pessoas com transtornos mentais? Os altos índices de violência são um motivo – de acordo com o Atlas da Violência 2018, o Brasil tem taxa de homicídio 30 vezes maior que a da Europa. Além disso, uma grande causa de sofrimento psíquico é a instabilidade financeira. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,5% no trimestre de fevereiro a abril, o que corresponde a mais de 13 milhões de pessoas desempregadas. Até mesmo o estilo de vida nas cidades, que é muito urbanizado – barulho demais, poluição demais, horas infindáveis no trânsito – tudo isso somado aumenta o risco de problemas de saúde mental.

Se a sociedade brasileira não começar a lidar seriamente com os problemas de saúde mental, vamos enxergar cada vez mais uma piora nos índices de transtornos e em tudo que a saúde mental acarreta: pioras na saúde física, aumento dos índices de suicídio, menor produtividade da força de trabalho.

(Michael Kapps.Folha de S.Paulo, 30 de agosto de 2019. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do trecho a seguir, considerando as regras de emprego da crase.

É importante criar políticas que atendam ____ necessidade da população de acesso ___ formas de vida favoráveis ____ saúde mental.

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615Q994248 | Português, Crase, Ciências, Prefeitura de Guaçuí ES, IBADE, 2022

Assinale a alternativa em que a frase apresenta um desvio de colocação do acento indicativo de crase.
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616Q1040334 | Português, Crase, Técnico Judiciário, TRE SC, MS CONCURSOS

Texto associado.
A"NÃO­ME­TOQUES" !

ArturAzevedo

I

Passavam­se os anos, eAntonieta ia ficandopara tia, ­ não que lhe faltassem candidatos,
mas ­ infeliz moça! ­ naquela capital de província não havia um homem, um só, que ela
considerassedignodeserseumarido.AoComendadorCostacomeçavamainquietarseriamenteas
exigências da filha, que repelira, já, comdesdenhososmuxoxos, uma boa dúzia de pretendentes
cobiçadospelasprincipaisdonzelasdacidade.Nenhumadestassecasoucomrapazquenãofosse
primeiramenteenjeitadopelaaltivaAntonieta.
­-Que diabo! dizia o comendador à suamulher,D.Guilhermina, ­ estou vendo que será
precisoencomendar­lheumpríncipe!
­- Ou então, acrescentava D. Guilhermina, esperar que algum estrangeiro ilustre, de
passagemnestacidade..
­-Estávocêbemaviada!Emquarentaanosqueaquiestou,sódoisestrangeiros ilustrescá
têmvindo:oAgassizeoHerman.
Entretanto, eram os pais os culpados daquele orgulho indomável. Suficientemente ricos
tinhamdadoà filhaumaeducaçãode fidalga,habituando­adesdepequenina aver imediatamente
satisfeitososseusmaiscustososeextravagantescaprichos.
Bonita,rica,elegante,vestindo­sepeloúltimofigurino,falandocorrentementeofrancêseo
inglês, tocandomuito bem o piano, cantando que nem uma prima­dona, tinhaAntonieta razões
sobejasparasejulgarumavisraranasociedadeemquevivia,enãoencontraremnenhumaclasse
homemquemerecesseahonrainsignedeacompanhá­laaoaltar.
UmagrandeviagemàEuropa,empreendidapelocomendadoremcompanhiadaesposaeda
filha, completara a obra. Ter estado em Paris constituía, naquela boa terra, um título de
superioridade.
Ao cabo de algum tempo, ninguém mais se atrevia a erguer os olhos para a filha do
ComendadorCosta,contraaqualseestabeleceupoucoapoucocertacorrentedeanimadversão.
Começaramtodosanotar­lhedefeitosparecidoscomosdasuvasdeLaFontaine,e,comoa
qualquerindivíduo,machooufêmea,queestivesseemtalouqualevidência,eradifícilescaparalia
umaalcunha,embreveAntonietasetornouconhecidapela"Não­me­toques".

II

Teria sido realmente amada?Não,mas apenas desejada, ­ tanto assim que todos os seus
namoradosseesqueceramdela...
Todos,menos omais discreto, omais humilde, o único talvez, que jamais se atrevera a
revelarosseussentimentos.
Chamava­se José Fernandes, e era o primeiro empregado da casa doComendadorCosta,
ondeentraraaosdezanosdeidade,nomesmo diaemquechegaradePortugal.
Por esse tempo veio aomundoAntonieta. Ele vira­a nascer, crescer, instruir­se, fazer­se
altivaebela.Quantasvezesatrouxeraaocolo,quantasvezesaacalentaranosbraçosouaembalara
noberço!E,algunsanosdepois,eraaindaelequemtodasasmanhãsa levavae todasastardesia
buscá­lanocolégio.
QuandoAntonietachegouaosquinzeanoseeleaosvinteecinco,"SeuJosé"(eraassimque
lhe chamavam) notouque a sua afeiçãopor aquelameninase transformava, tomandoum caráter
estranhoeindefinível;mascalou­se,ecomeçoudeentãopordianteaviverdoseusonhoedoseu
tormento. Mais tarde, todas as vezes que aparecia um novo pretendente à mão da moça, ele
assustava­se,tremia,tinhaacessosdeciúmes,quelhecausavamfebre,masopretendenteera,como
todososoutros,repelido,eeleexultavanasolidãoenosilênciodoseuplatonismo.
Materialmente,SeuJosésacrificara­sepeloseuamor.Eraele,comosecostumadizer(não
seicomquepropriedade)o"tombo"dacasacomercialdoComendadorCosta;entretanto,depoisde
tantosanosdededicaçãoeamizade,asuasituaçãoeraaindaadeumsimplesempregado;opatrão,
ingratoeegoísta,pagava­lheemconsideraçãoeelogiosoque lhedeviaem fortuna.Maisdeuma
vezapareceramaSeuJoséocasiõesdetrocaraqueleempregoporumasituaçãomaisvantajosa;ele,
porém,nãotinhaânimodedeixaracasaondeaoseuladoAntonietanasceraecrescera.

III

Umdia,tudomudouderepente.
Sem dar ouvidos a Seu José, que lhe aconselhava o contrário, o Comendador Costa
empenhouasuacasanumagrandeespeculação,cujosefeitosforamdesastrosos,e,paranãofechar
aporta,viu­seobrigadoafazerumaconcordatacomoscredores.Foiesteoprimeirogolpeatirado
pelodestinocontraaaltivezda"Não­me­toques".
Acasa iadenovose levantando,e jáestavaquase livredosseuscompromissosdehonra,
quando oComendadorCosta, adoecendo gravemente, faleceu,deixando a família numa situação
embaraçosa.
Um verdadeiro deus exmachina apareceu então na figura de Seu José que, reunindo as
suadas economias que ajuntara durante trinta anos, e associando­se aD.Guilhermina, fundou a
firmaViúvaCosta&Fernandes,esalvoudeumaruínaiminenteacasadoseufinadopatrão.

IV

Oestabelecimentoprosperavaaolhosvistoseeraapontadocomoumaprovaeloqüentede
quanto podem a inteligência, a boa fé e a força de vontade, quando o falecimento da viúvaD.
Guilherminaveiocolocara filhanumasituaçãodifícil...Sozinha,sempainemmãe,nemamigos,
aostrintaedoisanosdeidade,semprebelaearroganteemquepesasseatodososseusdissabores,
aonde iria a "Não­me­toques"?Antonieta foi a primeira a pensar queo seu casamento com José
Fernandeseraumatoqueascircunstânciasimpunham...[...]
Começou então uma nova existência para Antonieta, que, não obstante aproximar­se da
medonhacasadosquarenta,erasempreformosa,comoseuportederainhaeoseucoloopulento,
de uma brandura de cisne. As suas salas, profundamente iluminadas, abriam­se quase todas as
noitesparagrandesepequenasrecepções:eram festassobrefestas.Agora já lhenãochamavama
"Não­me­toques"; ela tornara­se acessível, amável, insinuante, com um sorriso sempre novo e
espontâneo para cada visita.Fizeram­lhe a corte, e ela, outrora impassível diante dos galanteios,
escutava­os agora com prazer. Um galã, mais atrevido que os outros, aproveitou o momento
psicológicoeconseguiuumaentrevista­Esseprimeiroamantefoiprontamentesubstituído.Seguiu­
seoutro,maisoutro,seguiram­semuitos...

VII

EquandoSeuJosé,desesperado,fezsaltarosmioloscomumabala,deixouestafraseescritanum
pedaçodepapel:
"Enquanto foi solteira, achavaminhamulher que nenhum homem era digno de ser seumarido;
depoisdecasada(porconveniência)achouquetodoseleseramdignosdeserseusamantes.Mato­
me”.

Cor reiodaManhã, 12deoutubrode1902.
http://www.dominiopublico.gov.br /download/texto/bi000050.pdf


Releia o trecho: “Uma grande viagem à Europa”, a alternativa que deve receber o acento grave seguindo a mesma regra do trecho é:
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617Q1058006 | Português, Crase, Sargento, Polícia Militar SP, VUNESP, 2022

Texto associado.
Firmo andava pelos oitenta anos, mas quem o visse a cavalo, no campo, não lhe daria tanta idade.

Era um caboclo atirado, musculoso e rijo; grandes olhos negros brilhavam-lhe no rosto queimado pelos verões e os cachos do seu cabelo rolavam-lhe pelos ombros largos.

Velho, embora “ninguém lhe chegava ao pé sem muito jeito”, como ele próprio dizia sorrindo com os seus dentes limados, agudos como pontas de frechas. Apesar de alquebrado e enfermo, andava com arrogância e notava-se-lhe na voz, áspera e forte, o hábito de comando.

Em tempos de festa, quando vinham para a mesma eira moças do lugar e de longe, Firmo saltava na roda, sapateando, rasgando na viola a tirana dos campeiros, e quem ousava pegar no verso do caboclo?! As tabaroas morenas sorriam com os olhos fascinados e unidas desfaziam-se das flores para que o cantador as fosse pisando no sapateado. Por isso Firmo andava sempre de ponta com os companheiros e, mais de uma vez, o descante acabou varrido à faca; mas quem ficasse do lado do caboclo podia estar descansado – nunca fugiu de arrelia, fosse com um, fosse com dez ou mais.


(Coelho Neto, Sertão. Adaptado)



Vocabulário:
tirana: canção
tabaroa: pessoa que vive no interior, na roça
descante: canto
arrelia: confusão, desavença
O uso do acento indicativo da crase atende à norma-padrão em:
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618Q1045213 | Português, Crase, Português, Prefeitura de Novo Cabrais RS, FUNDATEC, 2023

Texto associado.

Rita me abriu uma porta e chamou: “vem comigo”.

Por Martha Medeiros

01 Resumida história do jeans: durante ... Corrida do Ouro, na Califórnia, mineradores

02 precisavam de roupas fortes e duráveis, então o industrial Levi Strauss inventou calças em tecido

03 rústico, usando toldos de barracas e carroças. O molde veio de uma calça de marinheiro genovês,

04 daí a palavra jeans.

05 A partir de 1930, essas calças começaram a ser usadas em filmes de cowboy. Nos anos

06 1950, James Dean e Marylin Monroe aderiram, e o jeans tornou-se um símbolo de rebeldia,

07 popularizando-se entre os jovens. Nos anos 1960 e 1970, o movimento hippie consagrou-o.

08 Revolução concluída, o jeans foi adotado pela moda nos anos 1980, com estilistas lançando suas

09 próprias marcas.

10 O resumo da minha história: nasci com o gene da obediência. Fui uma menina mais calada

11 do que extrovertida, e ser livre virou um ideal. Um dia, ouvi um jingle que definia liberdade como

12 sendo uma calça velha, azul e desbotada. Comprei e não tirei mais do corpo. Na adolescência,

13 só faltava dormir com as calças da Lixo, famosas pela boca pata de elefante. ... despeito da

14 marca, eu chamava todas elas de calça Lee em vez de jeans.

15 Virou peça curinga de pessoas de todas as idades, classes, credos e cruz-credos: é da

16 natureza do jeans, a democracia. Um uniforme que convida ... autenticidade: pode-se usá-lo

17 com pedrarias ou rasgões, pérolas no pescoço ou dreadlock no cabelo.

18 Está nos brechós e nas vitrines da Avenue Montaigne. São tantos os estilos, que buscar

19 o modelo perfeito se tornou um estresse, mas depois de experimentar uns 30 no provador de

20 uma loja de departamentos, a gente acaba dando match com algum (essa sou eu, a que prefere

21 um jeans “zé-ninguém” aos de grife).

22 Comecei a escrever este texto _________ foi em 20 de maio de 1873 que Levi Strauss

23 patenteou o jeans, dando início ao seu bombástico sucesso. Há exatos 150 anos. Achei que cabia

24 o registro em crônica, e estava exatamente aqui, nos parágrafos finais, quando soube da morte

25 de Rita. Foi um flechaço: adeus. Parecia que eu tinha perdido uma amiga íntima. Fiquei sem

26 palavras, abandonei o computador e fui fazer meu luto. Só mais tarde voltei ao texto, perplexa

27 com a coincidência luminosa: Lee.

28 Minha mais importante Lee. A que me ensinou o que era liberdade para além dos refrões

29 de jingles, a que salvou a menina perdida, procurando se encontrar. Rita me abriu uma porta e

30 chamou, “vem comigo”, e fui com ela bailar, amar, gozar e nunca mais me calei.

31 Se tive coragem para ser uma mulher independente, devo à Rita o empurrão e o caimento.

32 Agora é tratar de viver o daqui para frente, sobre o qual sei quase nada, apenas que, mesmo

33 que aos 90 anos, é de jeans que pretendo ser flagrada no final.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/05/rita-me-abriu-uma-porta-e-chamou-vem-comigo-clhtfxiuh008d0165t6g20fpv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 01, 13 e 16.

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619Q1004261 | Português, Crase, Artes, Prefeitura de Cubatão SP, IBAM, 2024

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Comida é dinheiro vivo


Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheir o-vivo-1.2223796
Com base nas regras da ortografia oficial da Língua Portuguesa, analise as alternativas abaixo e assinale a opção correta quanto ao uso do termo "à toa" em "É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite", considerando sua classificação e emprego do acento indicativo de crase.
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620Q954869 | Português, Crase, Técnico em Informática, Câmara de Araraquara SP, Consulplan, 2025

Texto associado.
Sempre que eu contrariava Luzia desobedecendo a suas ordens, contestando quase tudo com respostas agressivas, ela me dizia que eu era tão ruim que minha vinda ao mundo pôs um fim à vida da mãe. “Deu fim à nossa mãe”, era a sentença cruel, lançada para me atingir e evocar as complicações que se seguiram ao meu nascimento. Minha mãe se acamou, deprimida. “Nossa mãe se foi de melancolia”, era o que se contava em casa. Nunca soube ao certo o que Luzia sentia por mim, graças ao que nos aconteceu. Por ter sido a responsável por minha criação ainda muito jovem, dizia que ninguém quis se casar com ela por causa dessa obrigação. Nenhum homem iria aguentar minhas malcriações. Sua mágoa era duradoura. Caí feito um fardo sobre suas costas depois da morte da mãe e da partida dos nossos irmãos. Eu era mais uma atribulação para Luzia, além de todas as outras: cuidar da casa, do pai, da roupa da igreja, e ter que se esquivar dos humores do povo da Tapera.
Diferente da mãe e das mulheres da aldeia, Luzia, a irmã mais velha, parecia não ter se interessado pela arte do barro, nem mesmo pelo roçado. Dizia que lavoura era trabalho para homem. Repetia, ao ver a ruma de mulheres caminhando para o mangue à beira do Paraguaçu, que não foi feita para ficar sob o sol catando mariscos, e que se pudesse moraria na cidade grande. Desde cedo passei a seguir seus passos. Às terças e sextas-feiras Luzia andava até o mosteiro, recolhia cortinas, toalhas e estolas, e formava uma imensa trouxa. Equilibrava tudo sobre a cabeça com uma rodilha feita de peça menor, podia ser uma fronha de travesseiro ou uma toalha pequena. Cada entrada no mosteiro era precedida de reprimendas a mim: “Você não pode tocar em nada”, “Não fale alto, nem corra pelo pátio”, “Peça a bênção aos padres quando se dirigirem a você. Seja agradecido se lhe ofertarem algo”. E, claro, só poderia receber qualquer coisa se tivesse seu consentimento. Eu não fazia mais gestos de assentimento às suas recomendações. Planejava como contrariar as regras, em especial aquela que dizia que deveria olhar sempre para o chão e andar como se fosse invisível para não incomodar as orações. Tanta advertência não era por acaso, Luzia confessou num rompante de desabafo: queria manter seu ganha-pão como lavadeira do mosteiro e conseguir uma vaga para que eu estudasse na escola da igreja.
Nessa altura, meu irmão Joaquim tinha retornado de um tempo longo morando na capital. Ele levava uma vida errante, mas quando jovem aparecia vez ou outra para ajudar seu Valter nos carregamentos do saveiro Dadivoso, com sacas de grãos e caixas de verduras. Saíam às quintas-feiras em direção à Feira de São Joaquim e não tinham dia certo para regressar. Foi um tempo em que manejei os saveiros na imaginação, nas brincadeiras de menino, enquanto admirava o Dadivoso e outras embarcações navegando o Paraguaçu em direção à baía. Quando meu irmão começou a trabalhar com seu Valter, eu o seguia até o rio para observar o carregamento das sacas de farinha, dos barris de azeite de dendê e das caixas de inhame e aipim. Guardava a esperança de que me considerassem pronto para trabalhar. Sonhava ir embora de casa, não precisar mais olhar a carranca de Luzia me dizendo que eu era um fardo. Meus irmãos deixaram a Tapera antes mesmo de me conhecerem. Da maioria deles não havia fotografia nem recordação. Eu fiquei só com Luzia e meu pai. Como não havia quem cuidasse de mim na sua ausência, precisei seguir seus passos muito cedo, a todo canto, até que ela me considerasse pronto para ficar sozinho.

(VIEIRA JUNIOR, Itamar. Salvar o fogo. 2. ed. São Paulo: Todavia, 2023. p. 17-18. Fragmento.)
Analise os trechos a seguir.

I. “Deu fim à nossa mãe [...]” (1º§)
II. “Repetia, ao ver a ruma de mulheres caminhando para o mangue à beira do Paraguaçu [...]” (2º§)
III. “Eu não fazia mais gestos de assentimento às suas recomendações.” (2º§)

Sobre o acento indicativo de crase nas orações anteriores, pode-se afirmar que:
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