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Questões de Concursos Escolas Literárias

Resolva questões de Escolas Literárias comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


221Q680971 | Literatura, Escolas Literárias, Física Espanhol e Literatura, UFRGS, UFRGS

Leia o poema abaixo, presente em Mensagem, de Fernando Pessoa.


Noite

A nau de um deles tinha-se perdido

No mar indefinido.

O segundo pediu licença ao Rei

De, na fé e na lei

Da descoberta, ir em procura

Do irmão no mar sem fim e a névoa escura.


Tempo foi. Nem primeiro nem segundo

Volveu do fim profundo

Do mar ignoto à pátria por quem dera

O enigma que fizera.

Então o terceiro a El-Rei rogou

Licença de os buscar, e El-Rei negou.


Como a um cativo, o ouvem a passar

Os servos do solar.

E, quando o veem, veem a figura

Da febre e da amargura,

Com fixos olhos rasos de ânsia

Fitando a proibida azul distância.


Senhor, os dois irmãos do nosso Nome

— O Poder e o Renome —

Ambos se foram pelo mar da idade

À tua eternidade;

E com eles de nós se foi

O que faz a alma poder ser de herói.


Queremos ir buscá-los, desta vil

Nossa prisão servil:

É a busca de quem somos, na distância

De nós; e, em febre de ânsia,

A Deus as mãos alçamos.


Mas Deus não dá licença que partamos.


Considere as seguintes afirmações sobre o poema e suas relações com o livro Mensagem.


I - As três primeiras estrofes estão relacionadas a um episódio real: a história dos irmãos Gaspar e Miguel Corte Real que desapareceram em expedições marítimas, no início do século XVI, para desespero do terceiro irmão, Vasco, que queria procurá-los, mas não obteve a autorização do rei.

II - O sujeito lírico, na quarta e na quinta estrofes, assume a primeira pessoa do plural, sugerindo que o drama individual dos irmãos pode representar um problema coletivo: a perda de poder e renome de Portugal, perda esta já associada à difícil situação do país no início do século XX, momento da escritura do poema.

III- O diagnóstico das perdas de Portugal está ausente em outros poemas de Mensagem, por exemplo, Mar português, Autopsicografia e Nevoeiro, que apresentam a visão eufórica e confiante do sujeito lírico em relação ao futuro de Portugal.


Quais estão corretas?

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222Q937785 | Literatura, Escolas Literárias, Primeiro e Segundo Dia, ENEM, INEP

Vida obscura

Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro,
ó ser humilde entre os humildes seres,
embriagado, tonto de prazeres,
o mundo para ti foi negro e duro.

Atravessaste no silêncio escuro
a vida presa a trágicos deveres
e chegaste ao saber de altos saberes
tornando-te mais simples e mais puro.

Ninguém te viu o sentimento inquieto,
magoado, oculto e aterrador, secreto,
que o coração te apunhalou no mundo,

Mas eu que sempre te segui os passos
sei que cruz infernal prendeu-te os braços
e o teu suspiro como foi profundo!

SOUSA, C. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1961.

Com uma obra densa e expressiva no Simbolismo brasileiro, Cruz e Sousa transpôs para seu lirismo uma sensibilidade em conflito com a realidade vivenciada. No soneto, essa percepção traduz-se em
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223Q680542 | Literatura, Escolas Literárias, PROVA II, URCA, CEV URCA

Texto associado.

ESPINHOSEFLORES


Os subúrbios do Rio de Janeiro são a mais curiosa cousa em matéria de edificação de cidade. A topografia do local, caprichosamente montuosa, influiu decerto para tal aspecto, mais influíram, porém, os azares das construções. Nada mais irregular, mais caprichoso, mais sem plano qualquer, pode ser imaginado. As casas surgiam como se fossem semeadas ao vento e, conforme as casas, as ruas se fizeram. Há algumas delas que começam largas como boulevards e acabam estreitas que nem vielas; dão voltas, circuitos inúteis e parecem fugir ao alinhamento reto com um ódio tenaz e sagrado. Às vezes se sucedem na mesma direção com uma frequência irritante, outras se afastam, e deixam de permeio um longo intervalo coeso e fechado de casas. Num trecho, há casas amontoadas umas sobre outras numa angústia de espaço desoladora, logo adiante um vasto campo abre ao nosso olhar uma ampla perspectiva.

Marcham assim ao acaso as edificações e conseguintemente o arruamento. Há casas de todos os gostos e construídas de todas as formas. Vai-se por uma rua a ver um correr de chalets, de porta e janela, parede de frontal, humildes e acanhados, de repente se nos depara uma casa burguesa, dessas de compoteiras na cimalha rendilhada, a se erguer sobre um porão alto com mezaninos gradeados. Passada essa surpresa, olha-se acolá e dá-se com uma choupana de pau-a-pique, coberta de zinco ou mesmo palha, em torno da qual formiga uma população; adiante, é uma velha casa de roça, com varanda e colunas de estilo pouco classificável, que parece vexada a querer ocultar-se, diante daquela onda de edifícios disparatados e novos. Não há nos nossos subúrbios cousa alguma que nos lembre os famosos das grandes cidades européias, com as suas vilas de ar repousado e satisfeito, as suas estradas e ruas macadamizadas e cuidadas, nem mesmo se encontram aqueles jardins, cuidadinhos, aparadinhos, penteados, porque os nossos, se os há, são em geral pobres, feios e desleixados.

Os cuidados municipais também são variáveis e caprichosos. Às vezes, nas ruas, há passeios em certas partes e outras não; algumas vias de comunicação são calçadas e outras da mesma importância estão ainda em estado de natureza. Encontra-se aqui um pontilhão bem cuidado sobre um rio seco e passos além temos que atravessar um ribeirão sobre uma pinguela de trilhos mal juntos. Há pelas ruas damas elegantes, com sedas e brocados, evitando a custo que a lama ou o pó lhes empane o brilho do vestido; há operário de tamancos; há peralvilhos à última moda; há mulheres de chita; e assim pela tarde, quando essa gente volta do trabalho ou do passeio, a mescla se faz numa mesma rua, num quarteirão, e quase sempre o mais bem posto não é que entra na melhor casa. Além disto, os subúrbios têm mais aspectos interessantes, sem falar no namoro epidêmico e no espiritismo endêmico; as casas de cômodos (quem as suporia lá!) constituem um deles bem inédito. Casas que mal dariam para uma pequena família, são divididas, subdivididas, e os minúsculos aposentos assim obtidos, alugados à população miserável da cidade. Aí, nesses caixotins humanos, é que se encontra a fauna menos observada da nossa vida, sobre a qual a miséria paira com um rigor londrino. Não se podem imaginar profissões mais tristes e mais inopinadas da gente que habita tais caixinhas. Além dos serventes de repartições, contínuos de escritórios, podemos deparar velhas fabricantes de rendas de bilros, compradores de garrafas vazias, castradores de gatos, cães e galos, mandingueiros, catadores de ervas medicinais, enfim, uma variedade de profissões miseráveis que as nossas pequena e grande burguesias não podem adivinhar. Às vezes, num cubículo desses se amontoa uma família, e há ocasiões em que os seus chefes vão a pé para a cidade por falta do níquel do trem. Ricardo Coração dos Outros morava em uma pobre casa de cômodos de um dos subúrbios. Não era das sórdidas, mas era uma casa de cômodos dos subúrbios. Desde anos que ele a habitava e gostava da casa que ficava trepada sobre uma colina, olhando da janela do seu quarto para uma ampla extensão edificada que ia da Piedade a Todos os Santos.

Vistos assim do alto, os subúrbios têm a sua graça. As casas pequeninas, pintadas de azul, de branco, de oca, engastadas nas comas verde-negras das mangueiras, tendo de permeio, aqui e ali, um coqueiro ou uma palmeira, alta e soberba, fazem a vista boa e a falta de percepção do desenho das ruas põe no programa um sabor de confusão democrática, de solidariedade perfeita entre as gentes que as habitavam; e o trem minúsculo, rápido, atravessa tudo aquilo, dobrando à esquerda, inclinando-se para a direita, muito flexível nas suas grandes vértebras de carros, como uma cobra entre pedrouços. Era daquela janela que Ricardo espraiava as suas alegrias, as suas satisfações, os seus triunfos e também os seus sofrimentos e mágoas. Ainda agora estava ele lá, debruçado no peitoril, com a mão em concha no queixo, colhendo com a vista uma grande parte daquela bela, grande e original cidade, capital de um grande país, de que ele a modos que era e se sentia ser, a alma, consubstanciado os seus tênues sonhos e desejos em versos discutíveis, mas que a plangência do violão, se não lhes dava sentido, dava um quê de balbucio, de queixume dorido da pátria criança ainda, ainda na sua formação... Em que pensava ele? Não pensava só, sofria também. Aquele tal preto continuava na sua mania de querer fazer a modinha dizer alguma cousa, e tinha adeptos. Alguns já o citavam como rival dele, Ricardo; outros já afirmavam que o tal rapaz deixava longe o Coração dos Outros, e alguns mais – ingratos! – já esqueciam os trabalhos, o tenaz trabalhar de Ricardo Coração dos Outros em prol do levantamento da modinha e do violão, e nem nomeavam o abnegado obreiro.


(TristeFimdePolicarpoQuaresma,pp.160­-165)

É correto afirmar sobre as personagens da narrativa de Lima Barreto, EXCETO:
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224Q948604 | Literatura, Escolas Literárias, Medicina, FAG, FAG

“Nunca, em tempo algum, qualquer vítima de atropelamento, tentativa de morte, conflito, briga ou simples indisposição intestinal foi parar num hospital”. Pela afirmativa do narrador, depreendesse que:
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225Q942836 | Literatura, Escolas Literárias, Prova de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, UNIFESP, VUNESP

Uma análise mais atenta do livro mostra que ele foi construído a partir da combinação de uma infinidade de textos preexistentes, elaborados pela tradição oral ou escrita, popular ou erudita, europeia ou brasileira. A originalidade estrutural deriva, deste modo, do fato de o livro não se basear na mímesis, isto é, na dependência constante que a arte estabelece entre o mundo objetivo e a ficção; mas em ligar-se quase sempre a outros mundos imaginários, a sistemas fechados de sinais, já regidos por significação autônoma. Esse processo, parasitário na aparência, é no entanto curiosamente inventivo; pois, em vez de recortar com neutralidade nos entrechos originais as partes de que necessita para reagrupá-las, intactas, numa ordem nova, atua quase sempre sobre cada fragmento, alterando-o em profundidade.
(Gilda de Mello e Souza. O tupi e o alaúde, 1979. Adaptado.)
Tal comentário aplica-se ao livro
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226Q680968 | Literatura, Escolas Literárias, Física Espanhol e Literatura, UFRGS, UFRGS

Considerando os estudos sobre o romance Dom Casmurro, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
( ) No final do século XIX e início do XX, a interpretação do romance tende à aderência ao ponto de vista do narrador. Assim, em geral, os leitores aceitam os fatos narrados por Bentinho sem muita desconfiança da sua narração comprometida. ( ) Em torno de 1960, talvez por influência de leituras feministas, críticos problematizam a visão unilateral de Bentinho e passam a ponderar que o ponto de vista de Capitu não vinha sendo considerado e que a sua traição deveria ser ao menos discutida. ( ) Perto de 1980, são comuns as leituras que desviam o foco do debate sentimental para o social, e a diferença de classe entre o filho do deputado (Bentinho) e a filha do vizinho pobre (Capitu) passa a figurar como um dos tópicos do romance. ( ) Atualmente, e por obra das muitas adaptações do romance para o cinema e para a televisão, que revelaram conteúdos da narrativa antes ocultos, é consenso que a traição de Capitu é o centro do enredo e que esta pode ser comprovada pelas pistas deixadas no texto por Machado de Assis.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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227Q680970 | Literatura, Escolas Literárias, Física Espanhol e Literatura, UFRGS, UFRGS

Assinale a alternativa correta a respeito da vida e da obra do poeta português Fernando Pessoa.
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228Q676929 | Literatura, Escolas Literárias, PPL, ENEM, INEP

Quem não se recorda de Aurélia Camargo, que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro, e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira seu fulgor? Tinha ela dezoito anos quando apareceu a primeira vez na sociedade. Não a conheciam; e logo buscaram todos com avidez informações acerca da grande novidade do dia. Dizia-se muita coisa que não repetirei agora, pois a seu tempo saberemos a verdade, sem os comentos malévolos de que usam vesti-la os noveleiros. Aurélia era órfã; tinha em sua companhia uma velha parenta, viúva, D. Firmina Mascarenhas, que sempre a acompanhava na sociedade. Mas essa parenta não passava de mãe de encomenda, para condescender com os escrúpulos da sociedade brasileira, que naquele tempo não tinha admitido ainda certa emancipação feminina. Guardando com a viúva as deferências devidas à idade, a moça não declinava um instante do firme propósito de governar sua casa e dirigir suas ações como entendesse. Constava também que Aurélia tinha um tutor; mas essa entidade era desconhecida, a julgar pelo caráter da pupila, não devia exercer maior influência em sua vontade, do que a velha parenta.

ALENCAR, J. Senhora. São Paulo: Ática, 2006.

O romance Senhora, de José de Alencar, foi publicado em 1875. No fragmento transcrito, a presença de D. Firmina Mascarenhas como "parenta" de Aurélia Camargo assimila práticas e convenções sociais inseridas no contexto do Romantismo, pois

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229Q939854 | Literatura, Escolas Literárias, Segunda Etapa, UFVJMMG, UFVJM MG, 2019

A dinâmica das artes nacionais no século XX passa diretamente pela importância do movimento modernista de 1922. Diversos movimentos artísticos subsequentes, como a Tropicália – na canção popular – ou o Cinema Novo – no cinema – tiveram relações diretas com as propostas estéticas de autores como Oswald de Andrade e Mário de Andrade. Um dos principais expoentes do Cinema Novo, o cineasta Cacá Diegues, não foge a essa relação.
A característica do Modernismo que não está presente no longa-metragem Xica da Silva (1976) é:
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230Q936796 | Literatura, Escolas Literárias, Edital 2022, ENEM, INEP, 2022

A senhora manifestava-se por atos, porgestos, esobretudo por um certo silêncio, que amargava, que esfolava. Porémdesmoralizar escancaradamente o marido, não eracom ela.[..]
As negras receberam ordem para meter no serviço agentedo tal compadre Silveira as cunhadas, ao fuso: os cunhados,ao campo, tratar do gado com os vaqueiros; a mulhere as irmãs, que se ocupassem da ninhada. Margarida não tivera filhos, e como os desejasse com a força de suas vontadestratava sempre bem aos pequenitos às mães que os estavacriando. Não era isso. uma sentimentalidade cristã, uma ternura, era o egoístae cru instinto da maternidade, obrando por mera simpatia carnal.Quanto ao pai do lote (refere-se ao Antônio)esse que fosse ajudar ao vaqueiro das bestas.
Ordens dadas, o Quinquim referendava. Cada ummoralizava o outro, para moralizar-se.
PAIVA, M. O. Dona Guidinha do Poço. Rio de Janeiro, Tecnoprint, s/d.
No trecho do romance naturalista, a forma como o narrador julga comportamentos e emoçõesdas personagens femininas revele influência do pensamento.
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231Q936797 | Literatura, Escolas Literárias, Edital 2022, ENEM, INEP, 2022

Era o êxodo da seca de 1898. Uma ressureição docemitérios antigos — esqueletos redivivos, com o aspectoterroso e o fedor das covas podres.
Os fantasmas estropiados como que iam dançandode tão trópegos e trêmulos, num passo arrastado déquem leva as pernas, em vez de ser levado por elas.
Andavam devagar, olhando para trás, como quemquer voltar. Não tinham pressa em chegar, porque nãosabiam aonde iam. Expulsos de seu paraíso por espadasde fogo, iam, ao acaso, em descaminhos, no arrastão dosmaus fados.
Fugiam do sol e o sol guiava-os nesse forçadonomadismo.
Adelgaçados na magreira cômica, cresciam, como seo vento os levantasse. E os braços afinados desciam-lhesaos joelhos, de mãos abanando.
Vinham escoteiros. Menos os hidrópicos — de asciteconsecutiva à alimentação tóxica — com os fardos dasbarrigas alarmantes.
Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma.Eram os retirantes. Nada mais.
ALMEIDA, J. A.. A bagacelra, Rio do Janeiro: J, Olýmpio, 1978.

Os recursos composicionais que inserem a obra nochamado “Romance de 30” da literatura brasileira manifestam-se aqui no(a)
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232Q898963 | Literatura, Escolas Literárias, Professor de Português, Prefeitura de Anchieta SC, AMEOSC, 2024

A literatura passou por muitas transformações ao longo da história, sendo, por isso, organizada em movimentos literários que correspondem a diferentes épocas. Cada movimento apresenta características próprias, refletindo as particularidades dos contextos históricos em que se desenvolveu.
Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta um afirmação correta:
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233Q947630 | Literatura, Escolas Literárias, Prova de Medicina 2018, CESMAC, CEPROS, 2018

Texto associado.

Soneto de fidelidade.

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes.Poesia completa e prosa. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1998, p. 289.


As tendências defendidas por cada período literário estão coerentemente sintetizadas na seguinte alternativa:
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235Q680420 | Literatura, Escolas Literárias, Edital n 01 2020, FIMCA, CONSULPLAN, 2019

Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número. Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
(BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980.)
Pode-se afirmar acerca do poema modernista de Manuel Bandeira que:
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236Q948713 | Literatura, Escolas Literárias, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO

Assinale a opção que identifica corretamente a narrativa de Contos Novos, de Mario de Andrade, a que se refere o crítico Anatol Rosenfeld na seguinte afirmação: “Este conto magistral lança um clarão sobre as cisões e contradições que se manifestam numa sociedade em transição, ainda presa de padrões paternalistas, mas em vias de democratização, urbanização e industrialização”.
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237Q948467 | Literatura, Escolas Literárias, Medicina, FAG, FAG, 2018

Assinale a alternativa que contém uma assertiva que NÃO pode ser confirmada pelo texto 1.
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238Q680205 | Literatura, Escolas Literárias, Literatura e Inglês, UFRGS, UFRGS, 2019

Instrução: A questão refere-se a obra As meninas, de Lygia Fagundes Telles.


Leia o fragmento a seguir da obra, em que a personagem Lia conversa com o motorista de Lorena.


- A filha também lhe da alegria? Ele demora na resposta. Vejo sua boca entortar. - Essa moda que vocês tem, essa de liberdade. Cismou de andar solta demais e não topo isso. Agora inventou de estudar de novo. Entrou num curso de madureza.

- E isso não e bom? - S6 sei que antes de fechar os olhos quero ver a garota casada, e s6 o que peço a Deus. Ver ela casada.

- Garantida, o senhor quer dizer. Mas ela pode estudar, ter uma profissão e casar também, não e mais garantido assim? Se casar errado, fica desempregada. Mais velha, com filhos, entende [ ... ].

- A Loreninha também fala assim mas vocês são de família rica, podem ter esses luxos. Minha filha e moça pobre e lugar de moça pobre e em casa, com o marido, com os filhos. Estudar s6 serve pra atrapalhar a cabeça dela quando estiver lavando roupa no tanque.


Considere as afirmac;6es abaixo, a respeito da situação da mulher, tema ilustrado no fragmento acima e presente em outros momentos do romance.


I - 0 discurso do motorista e exemplo de postura patriarcalista, que desaprova a liberdade da mulher, especialmente se ela for de classe baixa, pois a maior aspiração que ela pode ter na vida e o casamento.

II - A sexualidade feminina não e tema tratado no romance, aparecendo apenas de modo difuso, a fim de escapar da censura vigente a época de sua publicação, em 1973.

III- As ideias de Lia mostram sua postura libertaria em relação ao papel da mulher na sociedade, contrariando as vis6es estereotipadas que a reduzem a um ser passivo e dependente dos homens.

Quais estao corretas?

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239Q680552 | Literatura, Escolas Literárias, PROVA II, URCA, CEV URCA

Ainda sobre o romance de Eça de Queirós é correto afirmar:
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240Q948420 | Literatura, Escolas Literárias, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2018

Assinale a opção que identifica correta mente uma característica de Sagarana, de Jo io Guimarães Rosa:
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