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Questões de Concursos Interpretação de Textos

Resolva questões de Interpretação de Textos comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


2401Q851272 | Português, Interpretação de Textos, Professor Educação Básica II Língua Portuguesa, CPCON, 2020

Conforme a BNCC, as multimodalidades da linguagem e as habilidades devem ser consideradas sob as perspectivas da continuidade das aprendizagens e da integração dos eixos organizadores e suas unidades temáticas e objetos de conhecimento ao longo dos anos de escolarização. (Doc. BNCC, p. 65). É pertinente, pois, que
I- a sala de aula não adote unicamente as linguagens formais e literárias, mas, sim, ofereça uma gama de linguagens que estão fora dos muros escolares. II- o discurso professoral deverá renunciar à sua natureza dogmática, representada pela indiscutível verdade e que está escrita no livro-texto. III- a escola dê respostas às exigências de nossa sociedade atual, moderna e democrática, sendo capaz de realizar uma revolução interna e uma mudança radical que a converta em uma escola para todos.
Dentre as proposições acima, é CORRETO o que se afirma em:
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2402Q49226 | Português, Interpretação de Textos, Agente Administrativo, Ministério das Cidades, CETRO

Texto associado.
                                                  Sem ódio 

      Ao término de laboriosas pesquisas, mesas-redondas, simpósios, inquéritos e análises em laboratórios de psicologia,descobriu-se que os motoristas guiavam com ódio. Agora que isto ficou esclarecido, a solução, fácil e independente do Código Nacional de Trânsito, que por ser código não costuma ser cumprido, está na frase: GUIE SEM ÓDIO. 
      — Como é que eu vou fazer daqui por diante — bramia aquele agraciado com a grã-cruz da Ordem do Mérito dos Atropeladores da Guanabara e do Grande Rio —, se não sei guiar com outro aditivo? 
      Diversos motoristas, aspiran+tes ao mesmo galardão,cogitam de substituir o ódio, que está proibido, por sucedâneos mais ou menos eficazes, e verificam as propriedades estimulantes do rancor (esse ódio de segunda categoria), da aversão, da raiva, da antipatia generalizada. Mas a impressão comum é esta: 
      — Se ao menos recomendassem “Guie com pouco ódio”,a gente procurava maneirar. Assim não dá. 
      Todo resultado científico pode ser contestado. Por isso, começam a aparecer os que negam validade aos estudos feitos.Garantem não nutrir ódio algum ao pedestre. Se acabam com este, não é por detestarem a espécie, que lhes é indiferente.Como também não odeiam os muros, paredes, árvores e postes que derrubam. É porque eles atravessam o caminho. Portanto,se alguma recomendação deve ser feita, a melhor seria esta,inclusive aos postes: FOGE QUE ELE VEM LÁ. 
      Ouvi dizer que a Companhia Telefônica pensa em lançar uma variante, dirigida aos usuários que tiveram suas contas aumentadas com impulsos fantasmas: PAGUE SEM ÓDIO. 
      O filme não presta? Assista sem ódio. Bife de pedra no restaurante? Coma sem ódio. O livro é chatíssimo? Leia sem ódio. O conferencista dá sono? Durma sem ódio. Se tiver de brigar, brigue sem ódio. Se possível. Se de todo for impossível,odeie sem ódio, tá? 

ANDRADE, Carlos Drummond de. “Sem ódio”. 
In: Os dias lindos. Rio de Janeiro: Record, 2008 (Adaptado).
Considerando os três últimos parágrafos e as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos na modalidade padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta sobre o texto.
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2403Q133198 | Português, Interpretação de Textos, Analista do Ministério Público Especialidade Serviço Social, MPE SE, FCC

Texto associado.

Jornalismo e universo jurídico

É frequente, na grande mídia, a divulgação de
informações ligadas a temas jurídicos, muitas vezes essenciais
para a conscientização do cidadão a respeito de seus direitos.
Para esse gênero de informação alcançar adequadamente o
público leitor leigo, não versado nos temas jurídicos, o papel do
jornalista se torna indispensável, pois cabe a ele transformar
informações originadas de meios especializados em notícia
assimilável pelo leitor.
Para que consiga atingir o grande público, ao elaborar
uma notícia ou reportagem ligada a temas jurídicos, o jornalista
precisa buscar conhecimento complementar. Não se trata de
uma tarefa fácil, visto que a compreensão do universo jurídico
exige conhecimento especializado. A todo instante veem-se nos
meios de comunicação informações sobre fatos complexos
relacionados ao mundo da Justiça: reforma processual, controle
externo do Judiciário, julgamento de crimes de

O trecho citado de Leão Serva ressalta o fato de que

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2404Q596314 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular UFRGS, UFRGS, UFRGS, 2018

Texto associado.
Leia o trecho final de O cortiço .
A negra, imóvel, cercada de escamas e tripas de peixe, com uma das mãos espalmada no chão
e com a outra segurando a faca de cozinha, olhou aterrada para eles, sem pestanejar.
Os policiais, vendo que ela se não despachava, desembainharam os sabres. Bertoleza então,
erguendo-se com ímpeto de anta bravia, recuou de um salto e, antes que alguém conseguisse alcançála,
já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado.
E depois embarcou para a frente, rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue.
João Romão fugira até ao canto mais escuro do armazém, tapando o rosto com as mãos.
Nesse momento parava à porta da rua uma carruagem. Era uma comissão de abolicionistas que
vinha, de casaca, trazer-lhe respeitosamente o diploma de sócio benemérito.
Ele mandou que os conduzissem para a sala de visitas.
 
Considere as seguintes afirmações sobre o trecho.
I - O narrador em terceira pessoa aproxima-se de Bertoleza, assumindo seu ponto de vista para
desmascarar o falso abolicionismo de João Romão; ao mesmo tempo, mantém-se distante dela
ao descrevê-la com traços animalescos.
II - A morte terrível de Bertoleza destoa do andamento geral do romance, marcado pelo lirismo da
narração, característica naturalista presente no texto de Aluísio Azevedo.
III- A última frase do trecho sugere que João Romão receberá a comissão a despeito do fim de
Bertoleza, em uma alegoria do Brasil: abolicionista na sala de visitas, escravocrata na cozinha.
Quais estão corretas?
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2405Q833627 | Português, Interpretação de Textos, Agente de Pesquisas, IBGE, CESPE CEBRASPE, 2021

Texto 1A2-I

    

    Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura.

     A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado.

     Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.

     A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor.

     A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável.

Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos.

5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações).

No trecho “Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado” (segundo parágrafo do texto 1A2-I), o autor estabelece uma relação de
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2406Q110172 | Português, Interpretação de Textos, Analista de Controle Externo, TCU, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

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Com referência às idéias e às estruturas lingüísticas do texto
acima, e considerando o atual cenário econômico-financeiro
mundial, julgue os itens de 21 a 29.

Mencionados no texto, os chamados Tigres Asiáticos também têm em comum a decisão estratégica de investir maciçamente na educação, fato que analistas consideram essencial para os bons resultados econômicos por eles obtidos.

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2407Q37469 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário, TRT SP, FCC

Texto associado.
    Não é preciso assistir a 12 Anos de Escravidão para saber que a prática foi uma das maiores vergonhas da humanidade. Mas é preciso corrigir o tempo do verbo. Foi? Melhor escrever a frase no presente. A escravidão ainda é uma das maiores vergonhas da humanidade. E o fato de o Ocidente não ocupar mais o topo da lista como responsável pelo crime não deve ser motivo para esquecermos ou escondermos a infâmia.
    Anos atrás, lembro-me de um livro aterrador de Benjamin Skinner que ficou gravado nos meus neurônios. Seu título era A Crime So Monstrous (Um crime tão monstruoso) e Skinner ocupava-se da escravidão moderna para chegar à conclusão aterradora: existem hoje mais escravos do que em qualquer outra época da história humana.
    Skinner não falava apenas de novas formas de escravidão, como o tráfico de mulheres na Europa ou nos Estados Unidos. A escravidão que denunciava com dureza era a velha escravidão clássica - a exploração braçal e brutal de milhares ou milhões de seres humanos trabalhando em plantações ou pedreiras ao som do chicote. [...]
    Pois bem: o livro de Skinner tem novos desenvolvimentos com o maior estudo jamais feito sobre a escravidão atual. Promovido pela Associação Walk Free, o Global Slavery Index é um belo retrato da nossa miséria contemporânea. [...]
    A Índia, tal como o livro de Benjamin Skinner já anunciava, continua a espantar o mundo em termos absolutos com um número que hoje oscila entre os 13 milhões e os 14 milhões de escravos. Falamos, na grande maioria, de gente que continua a trabalhar uma vida inteira para pagar as chamadas "dívidas transgeracionais" em condições semelhantes às dos escravos do Brasil nas roças.
    Conclusões principais do estudo?  Pessoalmente, interessam-me duas. A primeira, segundo o Global Slavery Index, é que a escravidão é residual, para não dizer praticamente inexistente, no Ocidente branco e "imperialista".
    De fato, a grande originalidade da Europa não foi a escravidão; foi, pelo contrário, a existência de movimentos abolicionistas que terminaram com ela. A escravidão sempre existiu antes de portugueses ou espanhóis comprarem negros na África rumo ao Novo Mundo. Sempre existiu e, pelo visto, continua a existir.
    Mas é possível retirar uma segunda conclusão: o ruidoso silêncio que a escravidão moderna merece da intelectualidade progressista. Quem fala, hoje, dos 30 milhões de escravos que continuam acorrentados na África, na Ásia e até na América Latina? [...]
    O filme de Steve McQueen, 12 Anos de Escravidão, pode relembrar ao mundo algumas vergonhas passadas. Mas confesso que espero pelo dia em que Hollywood também irá filmar as vergonhas presentes: as vidas anônimas dos infelizes da Mauritânia ou do Haiti que, ao contrário do escravo do filme, não têm final feliz.

(Adaptado de: COUTINHO, João Pereira. "Os Escravos". Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br)
Atente para as afirmações, abaixo, sobre o texto:

I. Com a substituição de que(1° parágrafo) por "se", atribui-se caráter hipotético ao que se diz em seguida.
II. Sem prejuízo para a correção, pode-se isolar com vírgulas o título do livro A Crime So Monstrous(2 oparágrafo), como ocorre, no último parágrafo, com o título do filme 12 Anos de Escravidão.
III. O travessão empregado no 3o parágrafo introduz uma explicação, função semelhante à dos dois-pontos empregados no último parágrafo.

Está correto o que consta APENAS em
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2408Q29282 | Português, Interpretação de Textos, Administrador, CODEBA, FGV

Texto associado.
Texto I
Do relatório à pizza

     Nos últimos anos, relatórios produzidos por Comissões Parlamentares de Inquérito têm merecido destaque na mídia nacional por impactos das denúncias que investigam. Algumas das sessões de inquérito são transmitidas por canais de televisão e acompanhadas por milhares de brasileiros interessados no resultado das investigações conduzidas por seus representantes legislativos. Muitos jornais publicam trechos dos relatórios produzidos por essas comissões de inquérito. De modo geral, porém, as expectativas dos eleitores são frustradas quando veem relatórios que apontam responsabilidades por crimes de corrupção e desvio de verbas públicas serem “engavetados” sem que os responsáveis sejam punidos.

(João MontanaroFolha de São Paulo, 19-05-2012)
O segundo período do texto tem a função de
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2409Q833900 | Português, Interpretação de Textos, Supervisor de Coleta e Qualidade, IBGE, CESPE CEBRASPE, 2021

 O termo “dado de pesquisa” tem uma amplitude de significados que vão se transformando de acordo com domínios científicos específicos, objetos de pesquisas, metodologias de geração e coleta de dados e muitas outras variáveis. Pode ser o resultado de um experimento realizado em um ambiente controlado de laboratório, um estudo empírico na área de ciências sociais ou a observação de um fenômeno cultural ou da erupção de um vulcão em um determinado momento e lugar. Dados digitais de pesquisa ocorrem na forma de diferentes tipos de dados, como números, figuras, vídeos, softwares; com diferentes níveis de agregação e de processamento, como dados crus ou primários, dados intermediários e dados processados e integrados; e em diferentes formatos de arquivos e mídias. Essa diversidade, que vai sendo delineada pelas especificidades de cada disciplina, suas condicionantes metodológicas, protocolos, workflows e seus objetivos, se torna um desafio — pelo alto grau de contextualização necessário — para o pesquisador na sua tarefa de definir precisamente o que é dado de pesquisa de uma forma transversal aos diversos domínios disciplinares.
    As definições encontradas nos dicionários e enciclopédias falham em capturar a riqueza e a variedade dos dados no mundo da ciência ou falham em revelar as premissas epistemológicas e ontológicas sobre as quais eles são baseados. Na esfera acadêmica, grande parte das definições são uma enumeração de exemplos: dados são fatos, números, letras e símbolos. Listas de exemplos não são verdadeiramente definições, visto que não estabelecem uma clara fronteira entre o que inclui e o que não inclui o conceito.

Luis Fernando Sayão; Luana Farias Sales. Afinal, o que é dado de pesquisa? In: Biblos: Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação, Rio Grande. v. 34, n. 02, jul.-dez./2020, p.32-33. Internet: . (com adaptações).
No último período do primeiro parágrafo do texto 1A1-I, seriam mantidas a coerência e a ideia expressa no texto caso o vocábulo “delineada” fosse substituído por
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2410Q932468 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular CEDERJ, CEDERJ, CECIERJ, 2018

BOOM MACHADIANO?

Críticos estrangeiros apontam Machado como autor livre de clichês latino-americanos e distante da exuberância tropical e da crítica social.

Ruan de Sousa Gabriel
“Machado de Assis já não pertence apenas à literatura
brasileira. Suas obras passaram a interessar a
outras culturas, sucedendo-se as traduções em várias línguas”,
escreveu o crítico literário Eugenio Gomes no jornal
5 carioca Correio da Manhã em 8 de dezembro de 1951.
Gomes enumerou entusiasmado as novas traduções de
Machado mundo afora: uma edição alemã de Memórias
póstumas de Brás Cubas e “outra deste mesmo romance
em castelhano”, e a publicação, nos Estados Unidos, de
10 mais uma tradução, assinada por William L. Grossman.
Dedicou boa parte de seu texto a comentários elogiosos
(apesar “de alguns lapsos”) às Memórias póstumas de
Grossman para indicar o “interesse excepcional que o escritor
brasileiro está despertando naquele país”.
15 Quase 70 anos mais tarde, esse “interesse excepcional”
citado por Gomes poderia ser incluído no famoso
capítulo “Das negativas”, de Memórias póstumas, que lista
o que não aconteceu. Um ensaio de Benjamin Moser, biógrafo
de Clarice Lispector, publicado no mês passado na
20 revista americana The New Yorker, perguntava por que Machado
ainda era tão pouco lido nos EUA. Além do ensaio
de Moser, outros textos sobre Machado apareceram na
imprensa americana nas últimas semanas por ocasião da
publicação de The collected stories of Machado de Assis,
25 uma reunião de 76 contos traduzidos para o inglês pelos
britânicos Margaret Jull Costa e Robin Patterson. A editora
W. W. Norton & Company, responsável pela publicação
das Collected stories, não divulgou a tiragem do livro, mas
informou que os editores “estão muito contentes — mais do
30 que contentes, na verdade — com a recepção do livro nos
EUA”.
O aplauso da imprensa americana reavivou o desejo
expresso por Gomes nos anos 50: será que agora os
estrangeiros acordam para o talento de Machado? “Há poucos
35 dias, vi uma coisa insólita na London Review of Books:
um retrato de página inteira de Machado e capas de livros
dele, inclusive das Collected stories”, disse o britânico John
Gledson, tradutor do estudo Dom Casmurro e autor do estudo
Machado de Assis: impostura e realismo. Em agosto,
40 Machado foi eleito o autor do mês pela prestigiosa revista
literária britânica. “Trabalho com a obra de Machado desde
os anos 80 e ele nunca teve esse tipo de destaque na Inglaterra,
onde se publicam traduções dele esporadicamente. A
tradutora das Collected stories tem uma ótima reputação,
45 o que me dá esperança de que ela ajude a reputação de
Machado em inglês.” (...)
Texto adaptado. GABRIEL, Ruan de Sousa. Boom machadiano?
Um novo despertar estrangeiro para a obra de Machado. Revista
Época, nº 1054. Editora Globo, 10 set. 2018, p. 78-81.
A pergunta-título “Boom machadiano?” refere-se à seguinte informação da reportagem:
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2411Q248453 | Português, Interpretação de Textos, Técnico de enfermagem do trabalho, DATAPREV, Quadrix

Texto associado.
Pedro Pedreiro (Chico Buarque)Pedro pedreiro penseiro esperando o trem Manhã parece, carece de esperar também Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém Pedro pedreiro fica assim pensandoAssim pensando o tempo passa e a gente vai ficando pra trás Esperando, esperando, esperando Esperando o sol, esperando o trem Esperando aumento desde o ano passado para o mês que vemPedro pedreiro penseiro esperando o trem Manhã parece, carece de esperar também Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém Pedro pedreiro espera o carnavalE a sorte grande do bilhete pela federal todo mês Esperando, esperando, esperando, esperando o sol Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem Esperando a festa, esperando a sorte E a mulher de Pedro, esperando um filho pra esperar tambémPedro pedreiro penseiro esperando o trem Manhã parece, carece de esperar também Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintémPedro pedreiro tá esperando a morte Ou esperando o dia de voltar pro Norte Pedro não sabe, mas talvez no fundo Espere alguma coisa mais linda que o mundo(...) Esperando a festa, esperando a sorte Esperando a morte, esperando o Norte Esperando o dia de esperar ninguém Esperando enfim, nada mais além Da esperança aflita, bendita, infinita do apito de um tremPedro pedreiro pedreiro esperando Pedro pedreiro pedreiro esperando Pedro pedreiro pedreiro esperando o tremQue já vem Que já vem(Disponível em http://letras.mus.br/)
Sobre a letra da canção, analise as afirmações a seguir

I.Os sons de consoantes como "p" e "d" são utilizados para dar ritmo aos versos.

II. Pode-se imaginar que Pedro Pedreiro seja alguém que migrou em busca de uma vida melhor.

III., Pode-se deduzir que Pedro Pedreiro pertence a uma classe abastada da população.

Pode-se afirmar que:
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2412Q596106 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular UnB, UnB, CESPE CEBRASPE

Texto associado.
TEXTO
1 Há aproximadamente mil anos, no auge do
Renascimento islâmico, três irmãos em Bagdá projetaram um
dispositivo que era um órgão automatizado. Eles o chamaram
4 “o instrumento que toca sozinho”. O instrumento era
basicamente uma caixa de música gigante. O órgão podia ser
treinado para tocar várias músicas usando instruções
7 codificadas por meio de pinos colocados em um cilindro
giratório. Para a máquina tocar uma música diferente, era só
trocar um cilindro por outro com uma codificação diferente.
10 Esse foi o primeiro instrumento desse tipo. Ele era
programável. Conceitualmente, esse foi um imenso salto
adiante. Toda a ideia de hardware e de software se tornou
13 possível com essa invenção. Esse conceito incrivelmente
poderoso não veio para nós na forma de um instrumento de
guerra, de conquista ou de uma necessidade. De forma alguma,
16 ele veio do estranho prazer de ver uma máquina tocar música.
De fato, a ideia de máquinas programáveis foi mantida viva
exclusivamente pela música por aproximadamente setecentos
19 anos.
Existe uma longa lista de ideias e de tecnologias
transformadoras que vieram de brincadeiras: os museus
22 públicos, a borracha, a teoria das probabilidades, o negócio de
seguros e muito mais. A necessidade nem sempre é a mãe da
invenção. Um estado de espírito lúdico é fundamentalmente
25 exploratório e busca novas possibilidades no mundo ao seu
redor. Devido a essa busca, muitas experiências que
começaram como simples prazer e diversão, por fim,
28 resultaram em grandes avanços.
Stephen Johnson. O paraíso lúdico por trás das
grandes invenções. Internet: <www.ted.com>.
Tomando como base o fragmento de texto acima, julgue o item.
Conforme o texto, tanto um estado de espírito lúdico na busca por novas possibilidades quanto a necessidade podem propiciar invenções.
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2413Q239242 | Português, Interpretação de Textos, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar BA, FCC

Texto associado.

       “Se os cachorros correm livremente, por que eu não posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New Morning” . Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações coti­dianas com os outros.
       Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós alguma coisa que também quer se expressar.
       Os cachorros são uma constante fonte de diversão para nós porque não prestam atenção as nossas convenções so­ ciais. Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que as sentem,


                     (Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, 2005. p 250)

A substituição do elemento grifado pelo pronome corres­pondente, com os necessários ajustes, foi realizada corretamente em:

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2414Q596619 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular UERJ, UERJ, UERJ, 2019

Texto associado.
Violência e psiquiatria
O tipo de violência que aqui considerarei pouco tem a ver com pessoas que utilizam martelos para
golpear a cabeça de outras, nem se aproximará muito do que se supõe façam os doentes mentais.
Se se quer falar de violência em psiquiatria, a violência que brada, que se proclama em tão alta
voz que raramente é ouvida, é a sutil, tortuosa violência perpetrada pelos outros, pelos “sadios”,
5 contra os rotulados de “loucos”. Na medida em que a psiquiatria representa os interesses ou
pretensos interesses dos sadios, podemos descobrir que, de fato, a violência em psiquiatria é
sobretudo a violência da psiquiatria.
Quem são porém as pessoas sadias? Como se definem a si próprias? As definições de saúde mental
propostas pelos especialistas ou estabelecem a necessidade do conformismo a um conjunto de
10 normas sociais arbitrariamente pressupostas, ou são tão convenientemente gerais – como, por
exemplo, “a capacidade de tolerar conflitos” – que deixam de fazer sentido. Fica-se com a
lamentável reflexão de que os sadios serão, talvez, todos aqueles que não seriam admitidos na
enfermaria de observação psiquiátrica. Ou seja, eles se definem pela ausência de certa experiência.
Sabe-se, porém, que os nazistas asfixiaram com gás dezenas de milhares de doentes mentais,
15 assim como dezenas de milhares de outros tiveram seus cérebros mutilados ou danificados
por sucessivas séries de choques elétricos: suas personalidades foram deformadas, de modo
sistemático, pela institucionalização psiquiátrica. Como podem fatos tão concretos emergir na
base de uma ausência, de uma negatividade – a compulsiva não loucura dos sadios? De fato,
toda a área de definição de sanidade mental e loucura é tão confusa, e os que se arriscam
20 dentro dela são tão aterrorizados pela ideia do que possam encontrar, não só nos “outros”
como também em si mesmos, que se deve considerar seriamente a renúncia ao projeto.
DAVID COOPER
Adaptado de Psiquiatria e antipsiquiatria. São Paulo: Perspectiva, 1967.
 QUESTÃO REFERE-SE À OBRA “O ALIENISTA”, DE MACHADO DE ASSIS.

A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a
suspeitar que é um continente. (capítulo IV)
Ao definir o campo de seu objeto de estudos, o alienista recorre à figura de linguagem denominada:
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2415Q102543 | Português, Interpretação de Textos, Analista Administrativo, MPE RJ, NCE

Texto associado.

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O trecho "Durante esse mesmo período, a industrialização permitiu que o consumo aumentasse exponencialmente" (L 3) contém dois verbos. O primeiro deles está empregado com o valor literal de:

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2416Q243855 | Português, Interpretação de Textos, Técnico Bancário, Caixa Econômica Federal, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Texto para os itens de 75 a 80.

Conheça o título de pagamento único CAIXACAP DA SORTE, da CAIXA CAPITALIZAÇÃO, e dê mais chances à sua sorte. Você escolhe o valor que quer investir, de R$ 200,00 a R$ 900,00, múltiplos de R$ 100,00, paga uma única vez e concorre, todo mês, a 54 prêmios de até R$ 700 mil. E, ao final do prazo de capitalização, você recebe 100% do valor guardado, atualizado pela taxa referencial de juros (TR).
Além dos sorteios mensais, tem o sorteio nos meses de julho durante a vigência do título, com premiação em dobro: serão 2 clientes contemplados com o prêmio de até R$ 700 mil. Além de tudo isso, em julho de 2007 ocorrerá o sorteio especial, quando você concorrerá durante 1 semana a 7 prêmios, um por dia, de até R$ 1 milhão, como mostra a tabela abaixo, cujos valores estão em reais.
Os sorteios serão realizados pela Loteria Federal do Brasil, sempre no últimosábado de cada mês. Se você for sorteado, continua concorrendo, exceto ao sorteio especial, realizado em julho de 2007.

valor do título: 900
1 prêmio mensal principal: 700 mil
3 prêmios mensais extras: 70 mil
50 prêmios mensais adicionais: 7.000
dupla chance: 700 mil
prêmio especial (jul./2007): 1 milhão

valor do título: 800
1 prêmio mensal principal: 622 mil
3 prêmios mensais extras: 62 mil
50 prêmios mensais adicionais: 6.200
dupla chance: 622 mil
prêmio especial (jul./2007): 888 mil

valor do título: 700
1 prêmio mensal principal: 544 mil
3 prêmios mensais extras: 54 mil
50 prêmios mensais adicionais: 5.400
dupla chance: 544 mil
prêmio especial (jul./2007): 777 mil

valor do título: 600
1 prêmio mensal principal: 466 mil
3 prêmios mensais extras: 46 mil
50 prêmios mensais adicionais: 4.600
dupla chance: 466 mil
prêmio especial (jul./2007): 666 mil

valor do título: 500
1 prêmio mensalprincipal: 388 mil
3 prêmios mensais extras: 38 mil
50 prêmios mensais adicionais: 3.800
dupla chance: 388 mil
prêmio especial (jul./2007): 555 mil

valor do título: 400
1 prêmio mensal principal: 311 mil
3 prêmios mensais extras: 31 mil 50
prêmios mensais adicionais: 3.100
dupla chance: 311 mil
prêmio especial (jul./2007): 444 mil

valor do título: 300
1 prêmio mensal principal: 233 mil
3 prêmios mensais extras: 23 mil
50 prêmios mensais adicionais: 2.300
dupla chance: 233 mil
prêmio especial (jul./2007): 333 mil

valor do título: 200
1 prêmio mensal principal: 155 mil
3 prêmios mensais extras: 15 mil
50 prêmios mensais adicionais: 1.500
dupla chance: 155 mil
prêmio especial (jul./2007): 222 mil

Com base nas informações relativas ao CAIXACAP DA SORTE apresentadas no texto, julgue os itens a seguir.

O prêmio especial de julho de 2007 é restrito àqueles investidores do CAIXACAP DA SORTE que não foram sorteados anteriormente na vigência do título.

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2417Q666530 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular ENEM, ENEM, INEP

Texto associado.
De domingo
– Outrossim…
– O quê?
– O que o quê?
– O que você disse.
– Outrossim?
– É.
– O que é que tem?
– Nada. Só achei engraçado.
– Não vejo a graça.
– Você vai concordar que não é uma palavra de todos os dias.
– Ah, não é. Aliás, eu só uso domingo.
– Se bem que parece mais uma palavra de segunda-feira.
– Não. Palavra de segunda-feira é “óbice”.
– “Ônus”.
– “Ônus” também. “Desiderato”. “Resquício”.
– “Resquício” é de domingo.
– Não, não. Segunda. No máximo terça.
– Mas “outrossim”, francamente…
– Qual o problema?
– Retira o “outrossim”.
– Não retiro. É uma ótima palavra. Aliás é uma palavra difícil de usar. Não é qualquer um
que usa “outrossim”.
VERISSIMO, L. F. Comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996 (fragmento).
No texto, há uma discussão sobre o uso de algumas palavras da língua portuguesa. Esse uso promove o(a)
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2418Q49575 | Português, Interpretação de Textos, Técnico Judiciário, TJ AL, FGV, 2018

Texto associado.
TEXTO - Ressentimento e Covardia
 
Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.
No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.
Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.
Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado)
“E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório”.
 
O verbo falsear apresenta como forma errada de conjugação:
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2419Q689330 | Português, Interpretação de Textos, Técnico Superior Jurídico, DPE RJ, FGV, 2019

A oposição de termos construída com as preposições com/sem gera um possível paradoxo em:
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2420Q117474 | Português, Interpretação de Textos, Analista de redes e comunicação de dados, DPE RJ, FGV

                  

Segundo a charge, o espaço do shopping deveria ser reservado:

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