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Questões de Concursos Interpretação de Textos

Resolva questões de Interpretação de Textos comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


3041Q140286 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário Medicina, TRT 24a REGIÃO, FCC

(...) as leis civis versam mais sobre a bondade moral dos homens em geral do que sobre a dos indivíduos.

Pode-se substituir o segmento sublinhado na frase acima, sem prejuízo para a correção e o sentido, por:

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3042Q681253 | Português, Interpretação de Textos, Engenheiro Elétrica, UFMA, UFMA, 2019

Marque a alternativa que pode substituir o conectivo destacado, sem alterar o sentido original do enunciado: “ No
entanto, a doença retornou ...”
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3043Q121381 | Português, Interpretação de Textos, Analista de TI Analista de Rede MCP, PRODAM AM, FUNCAB

Texto associado.

imagem-retificada-texto-001.jpg

Dos trechos abaixo transcritos do texto, aquele em que em meio à narração está inserida uma afirmação própria de um texto dissertativo é:

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3044Q834881 | Português, Interpretação de Textos, CRF MS Assistente Administrativo, IDIB, 2021

TEXTO I

É assim que acontece a bondade

Rubem Alves

(...)

O que pode ser ensinado são as coisas que moram no mundo de fora:

astronomia, física, química, gramática, anatomia, números, letras, palavras.

Mas há coisas que não estão do lado de fora, coisas que moram dentro do corpo.

Estão enterradas na carne, como se fossem sementes à espera…

Sim, sim! Imagine isto: o corpo como um grande canteiro!

Nele se encontram, adormecidas, em estado de latência, as mais variadas sementes.

Elas poderão acordar, como a Bela Adormecida acordou com um beijo.

Mas poderão também não brotar.

Tudo depende…

As sementes não brotarão se sobre elas houver uma pedra.

E também pode acontecer que, depois de brotar, elas sejam arrancadas…

De fato, muitas plantas precisam ser arrancadas, antes que cresçam:

as pragas, tiriricas, picões…

Uma dessas sementes é a “solidariedade”.

A solidariedade não é uma entidade do mundo de fora,

ao lado de estrelas, pedras, mercadorias, dinheiro, contratos.

Se ela fosse uma entidade do mundo de fora poderia ser ensinada e produzida.

A solidariedade é uma entidade do mundo interior.

Solidariedade nem se ensina, nem se ordena, nem se produz.

A solidariedade tem de brotar e crescer como uma semente…

Veja o ipê florido!

Nasceu de uma semente.

Depois de crescer não será necessária nenhuma técnica,

nenhum estímulo, nenhum truque para que ele floresça.

Angelus Silesius, místico antigo, tem um verso que diz:

“A rosa não tem porquês. Ela floresce porque floresce”.

O ipê floresce porque floresce.

Seu florescer é um simples transbordar natural da sua verdade.

A solidariedade é como o ipê:

nasce e floresce. 

Mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos.

Não se pode ordenar: “Seja solidário!”

A solidariedade acontece como um simples transbordamento:

as fontes transbordam…

Já disse que solidariedade é um sentimento.

É esse o sentimento que nos torna humanos.

A solidariedade me faz sentir sentimentos que não são meus, que são de um outro. Acontece assim: eu vejo uma criança vendendo balas num semáforo.

Ela me pede que eu compre um pacotinho das suas balas.

Eu e a criança – dois corpos separados e distintos.

Mas, ao olhar para ela, estremeço:

algo em mim me faz imaginar aquilo que ela está sentindo.

E então, por uma magia inexplicável, esse sentimento imaginado se aloja junto dos meus próprios sentimentos.

Na verdade, desaloja meus sentimentos, pois eu vinha, no meu carro, com sentimentos leves e alegres,

e agora esse novo sentimento se coloca no lugar deles.

O que sinto não são meus sentimentos.

Foram-se a leveza e a alegria que me faziam cantar.

Agora, são os sentimentos daquele menino que estão dentro de mim.

Meu corpo sofre uma transformação:

ele não é mais limitado pela pele que o cobre.

Expande-se.

Ele está agora ligado a um outro corpo que passa a ser parte dele mesmo.

Isso não acontece nem por decisão racional, nem por convicção religiosa, nem por um mandamento ético.

É o jeito natural de ser do meu próprio corpo, movido pela solidariedade.

Pela magia do sentimento de solidariedade meu corpo passa a ser morada do outro.

É assim que acontece a bondade.

O menino me olhou com olhos suplicantes.

E, de repente, eu era um menino que olhava com olhos suplicantes…


Disponível em https://rubemalvesdois.wordpress.com/2010/09/11/e-assim-que-acontece-a-bondade/

De acordo com o TEXTO I, para Rubem Alves, a solidariedade é um sentimento que
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3045Q848968 | Português, Interpretação de Textos, Técnico de Enfermagem, EDUCA, 2020

Texto I para a questão.

Número de denúncias de violência contra a mulher aumenta mais de 100% no isolamento social, na PB

O número de denúncias de violência contra a mulher aumentou 105,6% no primeiro mês de isolamento social, na Paraíba, com relação ao mês anterior. O período analisado pelo aplicativo SOS Mulher PB é de 21 de fevereiro a 21 de março e de 21 de março a 21 de abril. No primeiro mês de análise foram 142 denúncias, saltando rapidamente, no mês de isolamento social, para 292 denúncias.

Os dados são do aplicativo SOS Mulher PB, que é independente e foi criado pelo professor e empresário Fábio César, com reconhecimento do Governo Federal.

De acordo com a promotora da violência doméstica em João Pessoa, Dulcerita Alves, que conversou com o G1 sobre os dados, as estatísticas refletem o isolamento social. "Imagina você se isolar com o inimigo? Os ânimos se acirram, o estresse aumenta, ainda mais se o inimigo consome álcool ou tem outro vício. Tudo isso junto aumenta com certeza a violência", ressalta a promotora. "Pode acreditar que são muito mais (casos). Eu tenho certeza da subnotificação, porque as mulheres acham que os serviços pararam", completa.

O maior aumento registrado entre o mês anterior e o mês de isolamento social ocorreu em casos de violência moral que, segundo cartilha da ONU, acontece quando as mulheres são vítimas de ofensas, calúnias, xingamentos, difamações e injúrias; quando são humilhadas publicamente ou até mesmo acusadas de um crime que não cometeram.

No mês de isolamento social foram 21 denúncias, enquanto que no mês anterior 8 mulheres realizaram as denúncias. O aumento percentual registrado, portanto, ultrapassou os 162%. 

O segundo maior aumento é o da violência psicológica, saindo de 57 denúncia entre fevereiro e março, para 137 denúncias nos trinta dias de isolamento social, provocando um aumento de 132% no número total de denúncias.

A violência psicológica se trata de ofensas disfarçadas de brincadeiras, humilhações, críticas sobre tudo o que as mulheres fazem. Ou quando tentam controlar a forma de vestir, comer, pensar ou se expressar. Quando vigiam as mulheres, ameaçam, chantageiam e as isolam dos amigos e familiares.

O aplicativo também registra denúncias de violência física, sexual e patrimonial. A violência física sofreu um aumento de 53,3% durante o isolamento social, enquanto que a violência sexual aumentou 54,5% e a violência patrimonial sofreu um aumento superior a 97%.

O aplicativo SOS Mulher PB está disponível para celulares com sistemas operacionais Android e IOS e tem diversos recursos, como a denúncia via telefone pelo 180, por formulário e e-mail. As informações são enviadas diretamente para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, que fica encarregado de providenciar as investigações.

Dulcerita alerta que a mulher precisa entender que está isolada, mas não está só. Os órgãos de apoio continuam funcionando e, além disso, os canais não presenciais de ajuda também são essenciais, como o Disque 180.

Fonte: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia 
De acordo com o texto, julgue como VERDADEIRA (V) ou FALSA (F), as seguintes afirmações.
( ) O isolamento social revelou ainda mais as vulnerabilidades das mulheres em relação à violência doméstica no estado da Paraíba. ( ) O aumento de incidência de violência contra a mulher é uma das causas relevantes do isolamento social vivido durante a pandemia do Coronavírus. ( ) O fato de se isolar com o inimigo favoreceu a elevação da violência sexual contra a mulher, de modo que esse tipo de violência ocupa o terceiro lugar na análise dos dados do aplicativo SOS Mulher PB. ( )Em tempo de isolamento social, os canais de proteção a mulheres de forma remota, a exemplo do aplicativo SOS Mulher PB, realizam as investigações dos casos denunciados.
A sequência CORRETA é:
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3046Q932940 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular 2 dia UFRGS, UFRGS, UFRGS, 2019

Texto associado.
TEXTO
01. – Para mim esta é a melhor hora do dia –
02. Ema disse, voltando do quarto dos meninos. –
03. Com as crianças na cama, a casa fica tão
04. sossegada.
05. – Só que já é noite – a amiga corrigiu, sem
06. tirar os olhos da revista. Ema agachou-se para
07. recolher o quebra-cabeça esparramado pelo
08. chão.
09. – É força de expressão, sua boba. O dia
10. acaba quando eu vou dormir, isto é, o dia tem
11. vinte quatro horas e a semana tem sete dias,
12. não está certo? – Descobriu um sapato sob a
13. poltrona. Pegou-o e, quase deitada no tapete,
14. procurou, depois, o par ........ dos outros
15. móveis.
16. Era bom ter uma amiga experiente. Nem
17. precisa ser da mesma idade – deixou-se cair
18. no sofá – Bárbara, muito mais sábia.
19. Examinou-a a ler: uma linha de luz dourada
20. valorizava o perfil privilegiado. As duas eram
21. tão inseparáveis quanto seus maridos, colegas
22. de escritório. Até ter filhos juntas
23. conseguiram, acreditasse quem quisesse. Tão
24. gostoso, ambas no hospital. A semelhança
25. física teria contribuído para o perfeito
26. entendimento? “Imaginava que fossem
27. irmãs”, muitos diziam, o que sempre causava
28. satisfação.
29. – O que está se passando nessa cabecinha?
30. – Bárbara estranhou a amiga, só doente
31. pararia quieta. Admirou-a: os cabelos soltos,
32. caídos no rosto, escondiam os olhos ...........,
33. azuis ou verdes, conforme o reflexo da roupa.
34. De que cor estariam hoje seus olhos?
35. Ema aprumou o corpo.
36. – Pensava que se nós morássemos numa
37. casa grande, vocês e nós...
38. Bárbara sorriu. Também ela uma vez tivera
39. a ideia. – As crianças brigariam o tempo todo.
40. Novamente a amiga tinha razão. Os filhos
41. não se suportavam, discutiam por qualquer
42. motivo, ciúme doentio de tudo. O que
43. sombreava o relacionamento dos casais.
44. – Pelo menos podíamos morar mais perto,
45. então.
46. Se o marido estivesse em casa, seria
47. obrigada a assistir à televisão, ........, ele mal
48. chegava, ia ligando o aparelho, ainda que
49. soubesse que ela detestava sentar que nem
50. múmia diante do aparelho – levantou-se,
51. repelindo a lembrança. Preparou uma jarra de
52. limonada. ........ todo aquele interesse de
53. Bárbara na revista? Reformulou a pergunta
54. em voz alta.
55. – Nada em especial. Uma pesquisa sobre o
56. comportamento das crianças na escola, de
57. como se modificam as personalidades longe
58. dos pais.
Adaptado de: VAN STEEN, Edla. Intimidade.
In: MORICONI, Italo (org.) Os cem melhores
contos brasileiros do século. 1. ed. Rio de
Janeiro: Objetiva, 2009. p. 440-441.
Assinale a alternativa com a afirmação que melhor expressa a ideia central do texto.
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3047Q202832 | Português, Interpretação de Textos, Escriturário, Banco do Brasil, CESPE CEBRASPE

Texto associado.
Texto VII questões 23 e 241 Uma das novas tendências brasileiras é ademanda popular, mesmo nas camadas mais pobres, porvaga nas universidades, especialmente nas públicas, livres4 das pesadas mensalidades. Emparelha-se, para centenas demilhares de jovens de escolas públicas, ao sonho da casaprópria. Mas, pela falta de recursos, essas instituições têm7 cada vez menos condições de abrir novas vagas e garantira qualidade de ensino.Como o Brasil convive simultaneamente com10 diferentes décadas (ou mesmo séculos), enfrentam-se, ladoa lado, a fome mais primitiva, o trabalho escravo e infantile a pressão dos milhões de estudantes de escolas públicas13 que correm atrás de um diploma de faculdade, exigido poruma sociedade com forte impacto tecnológico.Sinais desse movimento são algumas inovações16 que serão lançadas ainda neste semestre em São Paulo ecompõem o novo perfil do Brasil. A prefeitura decidiufortalecer oscursinhos pré-vestibulares gratuitos e garantir19 bolsas nos que são pagos. É algo que, até há pouco tempo,ninguém poderia imaginar como papel de uma prefeitura,encarregada, pela lei, do ensino fundamental. Percebeu-se22 que, sem determinado tipo de habilitação e formaçãoescolar, o jovem, mesmo de classe média baixa, entra nocírculo da marginalidade.25 Muitas empresas estão exigindo diploma deensino médio a trabalhadores para executarem atividadesque, no passado, ficavam nas mãos de analfabetos ou de28 semi-analfabetos. Indústrias mais sofisticadas preferemoperários com cursos universitários.Internet: <http://www.folhauol.com.br> (com adaptações).Ainda com relação ao texto VII, julgue os seguintes itens.

Infere-se da última oração do texto que as indústrias estão se tornando mais sofisticadas porque empregam operários com cursos universitários.

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3048Q597083 | Português, Interpretação de Textos, UFRGS Vestibular 1 dia UFRGS, UFRGS, UFRGS, 2018

Texto associado.
Instrução: A questão refere-se aos poemas de Fernando Pessoa. 
Leia as seguintes afirmações sobre os poemas “Autopsicografia” e “Isto”. 
I - Em ambos os poemas, são apresentados os princípios de Pessoa para a construção da poesia, constituindo-se como “arte poética”. 
II - Nos dois poemas, não há referência à figura do leitor. 
III- Em ambos os poemas, o sujeito lírico admite construir sua poética inventando e falseando.
Quais estão corretas?
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3049Q853110 | Português, Interpretação de Textos, Técnico de Complexidade Intelectual Arquivologia, CESPE CEBRASPE, 2020

    Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. Tia Tula, que achava que mormaço fazia mal, sempre gritava: “Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!” Mas eu ouvia o mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó protuberante que se abaixa e levanta no excitamento da perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os presidentes Justo e Getúlio, e gente muita, tanto assim que fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse a Prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina. Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os alegres incômodos e duvidosos encantos de uma coletividade democrática. Pois lá pelas tantas da noite, como eu pressentisse, em meu entredormir, um vulto junto à minha cama, sentei-me estremunhado e olhei atônito para um tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pala pendente e chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda interrogação, ele resolveu explicar-se, com a devida calma:

— Pois é! Não vê que eu sou o sereno...

Mário Quintana. In: As cem melhores crônicas brasileiras. São Paulo: Objetiva, 2007.

No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item. 
No trecho “E já estava devidamente grandezinho, pois devia contar uns trinta anos”, há um efeito surpresa decorrente da explicação oferecida pelo autor ao que ele considera “devidamente grandezinho”.
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3050Q596384 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular UnB, UnB, CESPE CEBRASPE, 2018

Texto associado.
Durante décadas, as mulheres lutaram pelo direito ao voto.
No Reino Unido, essa luta foi a mais ferrenha entre todos os países
da Europa. No início do século XX, algumas mulheres chegaram a
transgredir leis para conquistar seu direito ao voto, e o aparato do
Estado respondia duramente, desfazendo manifestações a golpes e
pauladas e encarcerando manifestantes. Apesar disso, o movimento
continuou e, em 6 de fevereiro de 1918, foi aprovada uma lei que
concedia às mulheres com idade acima de trinta anos e com
determinado patrimônio o direito de participar de eleições. Somente
dez anos depois, o direito de voto das mulheres foi igualado ao dos
homens. A luta das mulheres inglesas pelo direito ao voto é
retratada no filme As sufragistas, de 2015.
Peter Hille A longa luta das sufragistas pelo direito de votar
In: DW Brasil, 6/2/2018 Internet: (com adaptações)
Considerando o fragmento de texto apresentado e os diversos
aspectos por ele suscitados, julgue os itens seguintes.
O primeiro período apresenta a ideia central do texto.
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3051Q667057 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular ENEM, ENEM, INEP

Texto associado.
O senhor
    Carta a uma jovem que, estando em uma roda em que dava aos presentes o tratamento de você, se dirigiu ao autor chamando-o “o senhor”:
    Senhora:
    Aquele a quem chamastes senhor aqui está, de peito magoado e cara triste, para vos dizer que senhor ele não é, de nada, nem de ninguém.
    Bem o sabeis, por certo, que a única nobreza do plebeu está em não querer esconder sua condição, e esta nobreza tenho eu. Assim, se entre tantos senhores ricos e nobres a quem chamáveis você escolhestes a mim para tratar de senhor, é bem de ver que só poderíeis ter encontrado essa senhoria nas rugas de minha testa e na prata de meus cabelos. Senhor de muitos anos, eis aí; o território onde eu mando é no país do tempo que foi. Essa palavra “senhor”, no meio de uma frase, ergueu entre nós um muro frio e triste.
    Vi o muro e calei: não é de muito, eu juro, que me acontece essa tristeza; mas também não era a vez primeira.
BRAGA, R. A borboleta amarela. Rio de Janeiro: Record, 1991.
A escolha do tratamento que se queira atribuir a alguém geralmente considera as situações específicas de uso social. A violação desse princípio causou um mal-estar no autor da carta. O trecho que descreve essa violação é:
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3052Q174001 | Inglês, Interpretação de Textos, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

It has become clear that preventive diplomacy is only one
of a class of actions that can be taken to prevent disputes from
turning into armed conflict. Others in this class are preventive
deployment of military and(or) police personnel; preventive
humanitarian action, for example, to manage and resolve a
refugee situation in a sensitive frontier area; and preventive
peace-building, which itself comprises an extensive menu of
possible actions in the political, economic and social fields,
applicable especially to possible internal conflicts.
All these preventive actions share the following
characteristics: they all depend on early warning that the risk of
conflict exists; they require information about the causes and
likely nature of the potential conflict so that the appropriate
preventive action can be identified; and they require the consent
of the party or parties within whose jurisdiction the preventive
action is to take place.

The element of timing iscrucial. The potential conflict
should be ripe for the preventive action proposed. Timing is also
an important consideration in peace-making and peace-keeping.
The prevention, control and resolution of a conflict is like the
prevention, control and cure of a disease. If treatment is
prescribed at the wrong moment in the evolution of a disease, the
patient does not improve, and the credibility of both the treatment
and the physician who prescribed it is compromised.

Internet: (with adaptations).

From text II, it can be deduced that

preventive diplomatic actions should rely on previous intelligence.

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3053Q201933 | Português, Interpretação de Textos, Escriturário, Banco do Brasil, FCC

Texto associado.

Desde o início da evolução humana, buscamos formas
alternativas para o nosso desenvolvimento, seja por meio da
fala, de ferramentas ou de associações para superar barreiras.
Nos últimos tempos, nos acostumamos à expressão Tecnologia
Social, sem compreender exatamente o que isso significa.

Para a Fundação Banco do Brasil, o conceito de Tecnologia
Social percorre as experiências desenvolvidas nas comunidades
urbanas e rurais, nos movimentos sociais, nos centros
de pesquisa e nas universidades ? que podem produzir métodos,
técnicas ou produtos que contribuam para a inclusão e a
transformação social, em particular quando desenvolvidas em
um processo no qual se soma e se compartilha o conhecimento
científico com o saber popular.

Muitas experiências foram desenvolvidas no Brasil, nos
últimos anos, tendo como perspectiva a construção do desenvolvimento
local, com sustentabilidade. Nesse processo, o objetivo
é, ao mesmo tempo, dinamizar as potencialidadeslocais e
desbloquear aqueles entraves que impedem esse potencial de
se realizar. Grupos e comunidades organizadas, ou em organização,
presentes em todo o país, buscam levar adiante projetos
de geração de trabalho e renda nas mais diversas realidades,
seja no campo, seja nas pequenas, médias e grandes cidades.

Nos povoados com características do mundo rural, esses
projetos aparecem em atividades tradicionais que vão do
artesanato, casas de farinha, criação de galinha caipira, produção
de rapadura ou de cachaça até às atividades mais novas da
apicultura, piscicultura, fruticultura. Nas grandes cidades, na
reciclagem, nos espaços de inclusão digital e nas rádios comunitárias,
entre outras atividades, milhares de pessoas desenvolvem
empreendimentos econômicos e solidários, dos quais
muitos contam com a parceria da Fundação Banco do Brasil.


(Adaptado de artigo de Jacques de Oliveira Pena.
http://www.fbb.org.br/portal/pages/publico/expandir.fbb?cod
ConteudoLog=8577, acessado em 15 de janeiro de 2011)

O texto afirma que

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3054Q49123 | Português, Interpretação de Textos, Técnico Previdenciário, MANAUSPREV, FCC

Texto associado.
Na margem esquerda do rio Amazonas, entre Manaus e Itacoatiara, foram encontrados vestígios de inúmeros sítios indígenas pré-históricos. O que muitos de nós não sabemos é que ainda existem regiões ocultas situadas no interior da Amazônia e um povo, também desconhecido, que teria vivido por aquelas paragens, ainda hoje não totalmente desbravadas. 

Em 1870, o explorador João Barbosa Rodrigues descobriu uma grande necrópole indígena contendo vasta gama de peças em cerâmica de incrível perfeição; teria sido construída por uma civilização até então desconhecida em nosso país. Utilizando a língua dos índios da região, ele denominou o sítio de Miracanguera. A atenção do pesquisador foi atraída primeiramente por uma vasilha de cerâmica, propriedade de um viajante. Este informante disse tê-la adquirido de um mestiço, residente na Vila do Serpa (atual Itacoatiara), que dispunha de diversas peças, as quais teria recolhido na Várzea de Matari. Barbosa Rodrigues suspeitou que poderia se tratar de um sítio arqueológico de uma cultura totalmente diferente das já identificadas na Amazônia.

Em seu interior as vasilhas continham ossos calcinados, demonstrando que a maioria dos mortos tinham sido incinerados. De fato, a maior parte dos despojos dos miracangueras era composta de cinzas. Além das vasilhas mortuárias, o pesquisador encontrou diversas tigelas e pratos utilitários, todos de formas elegantes e cobertos por uma fina camada de barro branco, que os arqueólogos denominam de “engobe", tão perfeito que dava ao conjunto a aparência de porcelana. Uma parte das vasilhas apresentava curiosas decorações e pinturas em preto e vermelho. Outro detalhe que surpreendeu o pesquisador foi a variedade de formas existentes nos sítios onde escavou, destacando-se certas vasilhas em forma de taças de pés altos, as quais lembram congêneres da Grécia Clássica. 

Havia peças mais elaboradas, certamente para pessoas de posição elevada dentro do grupo. A cerâmica do sítio de Miracanguera recebia um banho de tabatinga (tipo de argila com material orgânico) e eventualmente uma pintura com motivos geomé- tricos, além da decoração plástica que destacava detalhes específicos, tais como seres humanos sentados e com as pernas representadas. 

João Barbosa Rodrigues faleceu em 1909. Em 1925, o famoso antropólogo Kurt Nimuendaju tentou encontrar Miracanguera, mas a ilha já tinha sido tragada pelas águas do rio Amazonas. Arqueólogos americanos também vasculharam áreas arqueológicas da Amazônia, inclusive no Equador, Peru e Guiana Francesa, no final dos anos de 1940. Como não conseguiram achar Miracanguera, “decidiram" que a descoberta do brasileiro tinha sido “apenas uma subtradição de agricultores andinos". 

Porém, nos anos de 1960, outro americano lançou nova interpretação para aquela cultura, concluindo que o grupo indígena dos miracangueras não era originário da região, como já dizia Barbosa Rodrigues. Trata-se de um mistério relativo a uma civilização perdida que talvez não seja solucionado nas próximas décadas. Em pleno século 21, a cultura miracanguera continua oficialmente “inexistente" para as autoridades culturais do Brasil e do mundo. 

(Adaptado de: Museu Nacional do Rio de Janeiro. Disponível em: https://saemuseunacional.wordpress.com. SILVA, Carlos Augusto da. A dinâmica do uso da terra nos locais onde há sítios arqueológicos: o caso da comunidade Cai N"água, Maniquiri-AM / (Dissertação de Mestrado) - UFAM, 2010) 
Caso o segmento Arqueólogos americanos também vasculharam áreas arqueológicas da Amazônia... seja transposto para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
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3055Q100580 | Português, Interpretação de Textos, Analista Administrativo, ANA, ESAF

Em relação ao texto, assinale a opção correta.

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3056Q692461 | Português, Interpretação de Textos, Soldado, Bombeiro Militar MG, FUNDEP, 2019

Texto associado.
                                        Medo do futuro   
A temporada dos furacões começou com estardalhaço, causando danos devastadores pelo mundo. No Japão, três tufões em seguida deixaram uma trilha de morte e destruição. Na Indonésia, a situação é absolutamente trágica.
Mesmo assim, muitos ainda se recusam a associar o aumento da intensidade dos furacões e tempestades ao aquecimento global, ignorando dados e pesquisas científicas de alta qualidade. Obviamente, líderes como Trump, que são apoiados pela indústria de combustíveis fósseis, são os primeiros a ignorar a ciência como um mero incômodo. Lembra-me a imagem do imperador romano Nero, enlouquecido, tocando harpa enquanto Roma queimava. Tenho perguntado a amigos e colegas a razão da relutância de tantos em aceitar o óbvio. Por que pessoas com alto nível de educação, bem-informadas, quando se deparam com a correlação clara do aquecimento global e da poluição, recusam-se a mudar? [...]
Mesmo que não haja apenas uma resposta para isso, podemos dizer algumas coisas sobre essa apatia que afeta os que manipulam o poder e muitos outros. As pessoas só mudam sob pressão, seja ela real ou imaginária. Quanto maior a pressão, mais rápida a mudança. Historicamente, a mobilização social de larga escala só ocorre quando uma nação ou um grupo luta contra um inimigo comum. Quando líderes políticos invocam o patriotismo, fazem isso com a intenção clara de unificar a população, que lutaria, assim, contra uma ameaça à nação, seja ela real ou inventada. Os EUA só começaram a participar da Segunda Guerra Mundial após os japoneses terem bombardeado o porto de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941, ainda que a guerra já estivesse devastando a Europa desde 1939.
No caso da mudança climática e da correlata falta de mobilização social, o que falta é essa pressão que provoca mudanças. Muitas pessoas, incluindo as que entendem os princípios do aquecimento global como sendo provocado pelo excesso de poluição, encolhem os ombros, afirmando que isso é coisa para muito tempo no futuro. Por que fazer algo agora, certo? Para que proteger o uso e a qualidade da água, proteger o ambiente e as áreas litorâneas de baixo relevo, ou usar fontes de energia alternativas ou mais limpas? Para que essa pressa toda em mudar nosso estilo de vida?
Existem algumas cidades que estão tomando providências, e uma exemplar é Miami, nos EUA, cuja orla vem, já, sofrendo com o aumento do nível do mar. Obras estão elevando as ruas e avenidas, muralhas protetoras estão sendo construídas em áreas críticas, bombas e sistemas de drenagem estão sendo instalados. Por que em Miami? Porque na cidade já ocorreram diversos incidentes ligados a furacões e tempestades que são consequência do aquecimento global.
Quanto mais se espera, maiores serão os custos e maior será o número de mortos e feridos. O que Miami está fazendo deveria ser imitado por todas as cidades costeiras ameaçadas. O Rio de Janeiro é uma delas, e também Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, etc.
O aquecimento global é obviamente muito diferente das invasões nazistas durante a Segunda Guerra, mas a ameaça de uma grande catástrofe social é real. O problema, ao contrário de um inimigo bem definido durante uma guerra, é que, no aquecimento global, somos nossos próprios inimigos, e cada um de nós tem um papel na crise. A poluição global não enxerga fronteiras entre países ou diferenças culturais. A atmosfera, os oceanos, os rios, todos nós dividimos a culpa e arcamos com as consequências, mesmo que, obviamente, alguns tenham muito mais culpa do que outros.
O ponto é que o indivíduo raramente pensa no efeito cumulativo da ação de muitas pessoas: se eu jogo esse saco plástico no mar, é só um, não muda nada. E quando milhões de pessoas pensam do mesmo jeito e jogam sacos de plástico no mar? Veja o exemplo do Chile, proibindo sacos de plástico no país inteiro!
Se milhões devem escapar das regiões costeiras, para onde irão? E se 4 milhões de cariocas invadirem São Paulo? Quais seriam as perdas econômicas e ambientais? Quanto maior o envolvimento da mídia, mais cientistas participarão da iniciativa de educar a população sobre os riscos sociais do aquecimento global. E, com isso, espero, a pressão para uma mudança geral de perspectiva aumentará.
A questão é quanta pressão, quanta evidência, será necessária para promover uma mudança global da forma que precisamos sabendo que, para muitos, essas mudanças serão incômodas?
GLEISER, Marcelo. Folha de S.Paulo, São Paulo, 7 out. 2018. Disponível em:. Acesso em 7: out. 2018. [Fragmento].
Em relação à construção argumentativa desse texto, é incorreto afirmar que o articulista
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3057Q596479 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular UnB, UnB, CESPE CEBRASPE, 2018

Texto associado.
        O termo biopic é utilizado para denominar um filme que
dramatiza, em graus variados de exatidão histórica, a vida de
alguma personalidade real importante. Na história do cinema,
sobejam exemplos de biopics de músicos famosos, de contextos dos
mais variados. Exemplos de cinebiografias de músicos clássicos
incluem Amadeus (1984), que relata aspectos da vida do
compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, supostamente
contada por seu contemporâneo Antonio Salieri; Immortal Beloved
(Minha amada imortal, 1994), um retrato bem elaborado da
personalidade de Ludwig van Beethoven, a partir de uma carta de
amor escrita pelo compositor e encontrada após sua morte; e Coco
Chanel e Igor Stravinsky (2010), que conta a relação entre a
famosa estilista francesa e o consagrado compositor russo. No
cinema brasileiro, várias produções se baseiam na vida de músicos
populares, como Os dois filhos de Francisco (2005), sobre a
trajetória da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano; Gonzaga:
de pai para filho (2012), uma cinebiografia do rei do baião, Luís
Gonzaga, que destaca o relacionamento conturbado do cantor com
seu filho, o cantor e compositor Gonzaguinha; e Elis (2016), que
retrata a carreira artística de Elis Regina, uma das maiores vozes da
música brasileira.
Com relação às personalidades da música mencionadas no texto
precedente, bem como aos diversos aspectos relacionados às
informações nele contidas, julgue os itens seguintes.
Embora tenha sido propagada inicialmente por uma série de duplas de cantores, a música sertaneja abandonou gradativamente o formato de duplas em favor de cantores solistas e de outras formações vocais.
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3058Q847617 | Português, Interpretação de Textos, Prefeitura de Capanema PA Auditor Fiscal Municipal, CONSULPLAN, 2020

Pela emancipação masculina
   Uma pequena aglomeração na orla da Barra da Tijuca. Homens, em sua esmagadora maioria. O carro de som parado, o zunido do microfone enquanto passam o som, a faixa ligeiramente torta. É a primeira passeata masculinista do Brasil.
  João Marcelo é aquele cara ali, vestindo regata. Ele organizou o evento pelo WhatsApp. Tudo começou por causa de um controle remoto. Sempre que Miriam, sua esposa, botava o pé para fora de casa, o controle da TV desaparecia. E só quando ela voltava, o mistério era solucionado: estava na cara dele o tempo todo.
  Foi nesse meio-tempo, assistindo ao Rodrigo Hilbert a contragosto, que João Marcelo se deu conta da violência diária e silenciosa que ele sofria: a dependência do sexo feminino.
   Agora, João Marcelo quer que todos os homens sejam livres. E ele não está sozinho. Paulão é segurança particular e já perdeu dois empregos por causa de seu terno “abarrotado” (sic). Depois que a Sandra foi embora, ele parece um cosplay de Agostinho Carrara. Vocifera ao megafone em defesa de meninos inocentes que dependem dos caprichos de uma mãe, às vezes até de um pai - “porque homem oprime homem também!” - para se alimentar e fazer a própria higiene pessoal. É um projeto de dominação diabólico que visa domesticar os homens para sempre, desde pequenos.  
   Uma ciclista curiosa interpela os manifestantes. Lidiane quer saber que injustiças são essas que esses homens alegam estar sofrendo. O tom da moça causa revolta. O feminismo é a pauta da vez, ninguém fala das mazelas do homem, só se ele for gay. Ela claramente não conhece a angústia de sair de casa para comprar rúcula e voltar com um ramo de espinafre. Ou de abrir uma gaveta cheia de meias soltas e não conseguir formar um par. Paulão tira a camisa envergonhado, exibindo os cravos que se alastram em suas costas.
    Indiferente àquele tumulto em prol do empoderamento masculino, Lidiane pedala para longe, sob algumas vaias.
    Os cartazes começam a despontar na pequena multidão, estampando frases de efeito como: “minha próstata, minhas regras”, “a cada 11 minutos, um homem é obrigado a trocar um pneu no Brasil” e “paternidade é uma escolha, não uma obrigação”. A passeata segue pacificamente até ser interrompida por um apelo emocionado do organizador ao microfone: “Alguém viu minha carteira?”.
(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/manuelacantuaria/2019/09/pela-emancipacao-masculina.shtml. Acesso em: 10/09/2019. Manuela Cantuária.)
“Uma pequena aglomeração na orla da Barra da Tijuca. Homens, em sua esmagadora maioria. O carro de som parado, o zunido do microfone enquanto passam o som, a faixa ligeiramente torta. É a primeira passeata masculinista do Brasil.” (1º§) Podemos afirmar que, nesse trecho, predomina a tipologia textual:
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3059Q857351 | Português, Interpretação de Textos, Enfermeiro, AGIRH, 2020

Leia atentamente a canção Alucinação, de Antonio Carlos Belchior, cantor e compositor brasileiro, para responder à questão.

Alucinação

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto
Ou oba oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos
Sonhos matinais 

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do oriente
Romances astrais
A minha alucinação
É suportar o dia a dia
E meu delírio
É a experiência
Com coisas reais 

Um preto, um pobre
Uma estudante
Uma mulher sozinha
Blue jeans¹ e motocicletas
Pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite
Revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque
Com os seus jornais 

Carneiros, mesa, trabalho
Meu corpo que cai do oitavo andar
E a solidão das pessoas
Dessas capitais
A violência da noite
O movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre 

Que canta e requebra
É demais!

Cravos, espinhas no rosto
Rock, Hot Dog
Play it cool, baby²
Doze Jovens Coloridos
Dois Policiais
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida 

Mas eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Longe o profeta do terror
Que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais
Amar e mudar as coisas
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais 

¹ Blue jeans: calça de tecido jean azul.

² Play it cool, baby: fique tranquilo, querido.



Leia atentamente as afirmações a seguir:

I - É possível afirmar que o eu lírico nega teorias em favor de uma vivência prática do cotidiano.

II - A figura de linguagem presente em “cravos, espinhas no rosto” é metonímia.

III - Para o eu lírico, o cotidiano é permeado por situações de violência, marginalidade e solidão.

É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):

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3060Q29708 | Português, Interpretação de Textos, Guarda Portuário, CODESP SP, VUNESP

Texto associado.
Profissionais da Esmola

     Atrás de dinheiro fácil, vale fazer de tudo nas esquinas de São Paulo. Vale se fantasiar com uma roupa surrada, fazer cara de pelo amor de Deus com criança no colo, cantar no farol ou até usar cadeira de rodas mesmo sendo capaz de andar.
     Uma reportagem constatou o sucesso dessas artimanhas ao acompanhar a rotina de sete pessoas que transformaram mendicância em profissão, ou seja, não se trata de miseráveis que não encontram outra forma de sobreviver. Todos têm residência fixa e declaram receber entre 30 e 100 reais por dia. Às vezes, fazem ponto em mais de um lugar. Sem nem sequer vender uma bala, essas pessoas faturam, em média, 600 reais por mês. Um bom negócio se comparado ao salário mínimo.
     A fonte que alimenta a mendicância é vasta. Quatro em cada dez paulistanos dão esmola nos semáforos. Em vez de ajudar, quem dá esmola faz da mendicância um trabalho rentável.
     Idade avançada ou problemas físicos, usados frequentemente como desculpa para justificar a situação da maioria desses pedintes, não os impedem de viajar horas de ônibus, da periferia até os cruzamentos escolhidos.
     Mendicância deixou de ser contravenção penal. O artigo que previa prisão de quinze dias a três meses para a prática foi revogado em 2009. Entretanto, a questão é delicada. É difícil separar quem está precisando de ajuda por uma circunstância infeliz da vida daqueles que fizeram da mendicância um emprego.

(Veja, ago.2009. Adaptado)
De acordo com o texto, para conseguir dinheiro fácil, as pessoas
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