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Questões de Concursos Interpretação de Textos

Resolva questões de Interpretação de Textos comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


3221Q694286 | Português, Interpretação de Textos, Técnico em Eletrotécnica, UFGD, UFGD, 2019

Texto associado.
Leia o texto a seguir.
                                                                                   O ESCRETE DE LOUCOS
     [...]
     Amigos, ninguém pode imaginar a frustração dos 
times europeus. Eles trouxeram, para 62, a enorme 
experiência de 58. Jogaram contra o Brasil na Suécia,
trataram de desmontar o nosso futebol, peça por 
peça. Toda a nossa técnica e toda a nossa tática 
foram estudadas com sombrio élan. Sobre Garrincha,
eis o que diziam os técnicos do Velho Mundo: —
“Só dribla para a direita!” Era a falsa verdade que 
se tornaria universal. O próprio Pelé parecia um 
mistério dominado.
     Após quatro anos de meditação sobre o nosso 
futebol, o europeu desembarca no Chile. Vinha certo,
certo, da vitória. Havia, porém, em todos os seus 
cálculos, um equívoco pequenino e fatal. De fato,
ele viria a apurar que o forte do Brasil não é tanto o 
futebol, mas o homem. Jogado por outro homem o 
mesmíssimo futebol, seria o desastre. Eis o patético 
da questão: — a Europa podia imitar o nosso jogo e 
nunca a nossa qualidade humana. Jamais, em toda a 
experiência do Chile, o tcheco ou o inglês entendeu 
os nossos patrícios. Para nos vencer, o alemão ou o 
suíço teria de passar várias encarnações aqui. Teria 
que nascer em Vila Isabel, ou Vaz Lobo. Precisaria 
ser camelô no largo da Carioca. Precisaria de toda 
uma vivência de botecos, de gafieira, de cachaça, de 
malandragem geral.
     Aí está: — no Velho Mundo os sujeitos se parecem,
como soldadinhos de chumbo. A dessemelhança 
que possa existir de um tcheco para um belga, ou 
um suíço, é de feitio do terno ou do nariz. Mas o 
brasileiro não se parece com ninguém, nem com 
os sul-americanos. Repito: o brasileiro é uma nova 
experiência humana.
     O homem do Brasil entra na história com um 
elemento inédito, revolucionário e criador: a 
molecagem. Citei a brincadeira de Garrincha num 
final dramático de jogo. Era a molecagem. Aqueles 
quatro ou cinco tchecos, parados diante de Mané,
magnetizados, representavam a Europa. Diante de 
um valor humano insuspeitado e deslumbrante,
a Europa emudecia, com os seus túmulos, as suas torres, 
os seus claustros, os seus rios.
     [...]
     E mesmo fora do futebol, o europeu faz uma 
imitação da vida, enquanto que o brasileiro vive de 
verdade e ferozmente. Ninguém compreenderá que 
foi a nossa qualidade humana que nos deu esta Copa 
tão alta, tão erguida, de fronte de ouro. E mais: — foi
o mistério de nossos botecos, e a graça das nossas 
esquinas, e o soluço dos nossos cachaças, e a euforia 
dos nossos cafajestes. Jogamos no Chile com ardente 
seriedade. Mas a última jogada de Mané, no adeus 
aos Andes, foi uma piada, tão linda e tão plástica. No 
mais patético das batalhas, o escrete soube brincar.
Esse toque de molecagem brasileira é que deu à 
vitória uma inconcebível luz.
RODRIGUES, Nélson. A Pátria de Chuteiras. 2013. (Fragmento).
Assinale a alternativa que indica o gênero desse texto.
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3222Q834320 | Português, Interpretação de Textos, Auxiliar de Serviços Gerais, AMEOSC, 2021

TEXTO
O texto abaixo servirá de base para responder a questão. 

Uma crônica sobre o vazio deixado pelas festas de Natal durante a pandemia

domingo 03 janeiro 2021 0:00 Por Italo Wolff

Pela primeira vez em minha vida, eu passei a noite do dia 24 de dezembro distante de minha família. Sendo órfão e tendo sido criado pelos avós em uma casa marcada pela tragédia, o Natal sempre foi para mim uma reafirmação dos laços de parentesco e da normalidade. Nunca fomos religiosos, mas o pinheiro cheio de enfeites, o presépio com seus pequenos camelos de plástico e o forro de mesa verde e vermelho e dourado pareciam querer dizer que, apesar de tudo, estávamos juntos - éramos uma família unida por tradições estranhas, mas capaz de demonstrar o amor que sentimos uns pelos outros.

Neste ano, a celebração seria mais do que bem-vinda. A estoica matriarca da família, de 94 anos, hoje viúva e solitária, disse que não se importava com pandemia alguma; preferia contrair uma doença mortal do que admitir em seus últimos anos que o caos e a tragédia do mundo haviam vencido. Na­tura­lmente, o restante da família desconsiderou a ideia e obrigou o amor, desajeitado, a procurar outras vias para se manifestar: telefonemas, chamadas de vídeo e entrega de presentes a distância.

Entretanto, percebemos - eu percebi, na voz da matriarca da família - que alguma coisa se rompeu neste Natal. Não houve o reassegurar de normalidade nenhuma - porque nada está normal - e nem a tranquilização da presença dos parentes que, de uma forma ou outra, calharam de sobreviver juntos e decidem continuar unidos. Talvez a matriarca não esteja mais por aqui no ano que vem; talvez os primos decidam aproveitar essa suspensão temporária para interromper o Natal de vez, passando a dedicar as noites do dia 24 às festas nas casas das famílias de seus respectivos cônjuges.

Famílias que vivem espalhadas em duas casas ou mais precisam de oportunidades para elaborar sua identidade enquanto grupo. Ainda que o afeto esteja presente no dia a dia, as datas comemorativas fazem parte de quem somos. Individualmente, sei que o núcleo de minha família perdeu membros demais e começou a ganhar novos integrantes distantes demais para que consiga permanecer unida por mais muito tempo, com pandemia ou sem. Mas, em larga escala, me pergunto o impacto geral que um ano de Natal proibido teve na sociedade.

https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/o-ultimo-natal-304313/ Acessado em 29/03/2021
A respeito das estratégias de coesão e coerência textual, bem como das regras de concordância verbo-nominal utilizadas na crônica, assinale abaixo a alternativa CORRETA:
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3223Q833817 | Português, Interpretação de Textos, Prefeitura de Ermo SC Professor de Português, PS Concursos, 2021

Como incentivar a leitura na sala de aula? 4 dicas!

    Aprender a ler é uma das principais conquistas do início da vida. O contato com a literatura favorece todo o desenvolvimento da criança, sendo capaz de melhorar a comunicação, fortalecer os laços afetivos e instigar o raciocínio lógico e a concentração. Saber como incentivar a leitura na sala de aula então é fundamental como exemplo e estímulo para adquirir esse hábito.
    Em qualquer momento da vida, ler é prazeroso e educativo. Se para as crianças e adolescentes faz parte das tarefas e da descoberta do mundo, para adultos e idosos pode ser uma bela companhia para relaxar. O importante é que esta atividade nunca desapareça da sua rotina!
    [...]

Por que investir na leitura
    Ler é uma atividade com múltiplos benefícios: ativa o cérebro, desperta a criatividade, melhora a capacidade de interpretação, traz conhecimento, exercita a memória e trabalha a concentração. Sobretudo para o desenvolvimento infantil, é um exercício completo que ainda proporciona o aumento do vocabulário da criança, facilitando a sua comunicação e diversos outros aprendizados.
    A leitura em sala de aula reforça diariamente a aprendizagem, além de ajudar a criar esse hábito. Apesar de o período escolar ser cheio de conteúdos e livros didáticos a serem devorados, é importante estimular a criança a ler nas suas horas vagas assuntos de seu interesse, que lhe tragam prazer, informação e lazer.

Como incentivar a leitura na sala de aula
    Talvez um dos grandes desafios de um professor seja saber como incentivar a leitura na sala de aula e fazer uma criança se apaixonar por esse hábito. Não é incomum ouvir que, nessa fase, eles preferem brincar, praticar algum esporte, jogar videogame ou se dedicar a outras atividades.
    A leitura em sala de aula pode ser o ponto de partida para adquirir esse hábito, principalmente se dentro de casa não há muitos estímulos. Estar atento aos pequenos costumes faz toda a diferença no resultado final, confira algumas dicas de como incentivar a leitura na sala de aula.

Sinalize a importância da leitura
    O passo primordial é demonstrar sempre a importância da leitura como fonte de informação, imaginação, cultura, vocabulário, valores. Incentive o contato e o respeito pelo livro e faça com que este não seja um objeto distante, mas sim parte do seu cotidiano. Essas são boas atividades para incentivar a leitura.

Facilite o acesso às obras
    A criação de um espaço lúdico e propício para a leitura, onde os estudantes tenham acesso às unidades literárias, também deve ser uma preocupação da instituição e é também um ponto fundamental de como incentivar a leitura na sala de aula.
    Atualmente, isso pode ser facilitado e viabilizado até mesmo pela internet, reduzindo custos de aquisição de material, armazenamento ou problemas como perdas. As bibliotecas digitais permitem que todo o grupo de alunos consiga acessar diversos títulos, sem limitações de tempo ou unidades.

Promova eventos
    O teatro, a música, a dança e até a culinária podem ser bons aliados em como incentivar a leitura na sala de aula. Declamar poesias, representar romances ou comédias, testar receitas e diversos outros tipos de apresentações, ajudam a movimentar o ambiente escolar utilizando bases literárias e os talentos de cada um.
    Você ainda pode sugerir a criação de um jornal ou revista da turma. Para isso, divida produção do conteúdo entre os alunos e programe um evento para o lançamento.

Diversifique os temas e os gêneros
    Muitas crianças não se dedicam a ler as mesmas histórias que os outros colegas, mas gostam de ler enciclopédias, livros sobre animais, mapas ou outras curiosidades. Essa é uma maneira generosa de como incentivar a leitura na sala de aula. O essencial é não deixar que esse prazer seja perdido ou visto como uma obrigação, apresentando diversos gêneros e formas de praticar a leitura até que cada uma encontre a que mais lhe agrada.

Assinale a alternativa em que a palavra entre parênteses NÃO seja sinônimo da palavra destacada na frase:
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3224Q234793 | Inglês, Interpretação de Textos, Profissional Básico Análise de Sistemas Suporte, BNDES, NCE UFRJ

Texto associado.

READ TEXT I AND ANSWER QUESTIONS 21 TO 25:

TEXT I

The integral approach strategies adopted by
Favela-Bairro consist of proposals of integrated and
participative actions. The path that goes from welfare
to work should combine programs and services for
human and social development with labor and incomegeneration
opportunities. To be viable, however, social
promotion interventions should be focused on
geographical areas with a high concentration of poverty,
specifically on the poorest families.
An intersectoral decentralized and participative
approach can produce synergetic effects capable of
providing greater impact for poverty and inequality
reduction policies, and capable of contributing to their
sustainability.
Although Favela-Bairro has been based on the idea
of integrated urban infrastructure interventions, initially
the program did not incorporate all the basic components
of an integral approach strategy. These components
weregradually incorporated into its design as a result
of the participatory process and the transformations
that occurred in the municipal administration.
Favela-Bairro is the result of an evolving process
that resulted in the creation of a typical integral
development model with a territorial base that
incorporates life-cycle perspectives.
Rio de Janeiro inhabitants, either living in favelas
or not, recognize the importance of the Favela-Bairro
program. A public opinion poll carried out in 2003 asked
cariocas (as Rio residents are called) to choose from
a list of governmental programs the one to which the
next mayor should give priority. Favela-Bairro was
chosen in first place in all three rounds of the survey.
The same institute asked respondents about the most
important project for the city, and again Favela-Bairro
ranked first: 26.1 percent of respondents have elected
Favela-Bairro as more important than programs such
as minimum income, popularrestaurants, and even
essential works in major city roads.

(www.worldbank.org on September 10, 2005)

should in "to which the next mayor should give priority" (l. 30/31) expresses a(n):

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3225Q43051 | Português, Interpretação de Textos, Soldado do Corpo de Bombeiro, Bombeiro Militar TO, CONSULPLAN

Texto associado.
Texto I para responder à questão.

Uma chance de proteger o futuro


   Imagine um mundo com secas, tempestades e fome, com ilhas e regiões costeiras inundadas, onde milhões de pessoas morrem por causa da poluição do ar e das águas, enquanto outras buscam refúgio em lugares mais seguros e alguns ainda lutam entre si pelos escassos recursos naturais.
   Em contraponto, imagine um mundo com ar e água limpos, com tecnologia, onde casas, transportes e indústrias estejam a serviço de toda a população, onde todos compartilhem os benefícios do desenvolvimento, da industrialização e de recursos naturais; imagine ainda que esta situação possa se sustentar de uma geração para a outra.    A escolha entre esses dois futuros cabe a nós.

(Kofi Annan, secretário geral da ONU. Folha de S. Paulo. São Paulo, 30/06/2002. Fragmento.)
A forma verbal “Imagine” foi usada no texto com a finalidade de
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3226Q29741 | Português, Interpretação de Textos, Auxiliar Operacional Portuário, CODESP SP, VUNESP

Texto associado.
Jair não trabalhava, não ganhava um centavo, bebia o dia todo, às vezes pegava a guitarra e ao lado do portão de madeira, dedilhava algumas notas, com o desejo de se tornar um compositor famoso, mas não passava dessas raras e frustradas tentativas. Você é um lixo, dizia-lhe Marta, sua mulher, de manhã e de noite, mas Jair não a contestava, sabia que Marta tinha razão. Marta é que tinha de providenciar o sustento de ambos, ela labutava muito. Sim, ele reconhecia que era um lixo, mas, em silêncio, já não aguentava os insultos da mulher. E um dia, fora de si de tanta angústia, resolveu pôr um fim naquilo. Num impulso, abriu a janela do apartamento do oitavo andar em que moravam e pulou para fora, certo de que iria morrer.

    Não morreu. Viu estrelas, ao meio dia, sentindo dor. Perdeu os sentidos e, quando acordou, viu-se deitado sobre uma desconfortável, horrorosa e triste montanha de sacos de lixo. E não pode deixar de sorrir: ele, lixo, tinha sido salvo pelo lixo que havia provocado a redução do impacto da queda. Lixo cuja origem ele conhecia desde a semana anterior, quando, na entrada do prédio, escutou comentários: eram coisas que Joana, a moradora do apartamento térreo, acumulara durante anos e das quais fora obrigada, pelos bombeiros, a se livrar, pondo-as na calçada, em sacos plásticos, depois que os moradores do prédio a haviam denunciado.

    De imediato, foi levado para o hospital, de ambulância. Sua mulher, torturada pela culpa, não saía de perto dele, mas não era nela que ele pensava. Era em Joana. E logo que recebeu alta foi visitá-la e lhe disse: Seu lixo me salvou, serei eternamente grato.

    Não era lixo, disse Joana. Era minha vida que estava ali naqueles sacos plásticos, coisas antigas … roupas … objetos. Eu, a minha existência!

    Jair concordou em silêncio. Sabia o que ela estava querendo dizer. E sabia que, daí em diante, viria visitá-la continuamente. No lixo, havia encontrado sua alma gêmea.

                                                                     (Moacyr Scliar. Folha de S.Paulo,10.01.11. Adaptado)
Leia as afirmações:

I. Jair juntou muito lixo no seu apartamento.
II. Marta sentiu-se culpada por Jair ter-se jogado do oitavo andar.
III. Joana arrependeu-se de ter acumulado lixo.

Segundo o texto, está correto apenas o que se afirma em
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3227Q155441 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário Taquigrafia, TRF 2a, FCC

Logo após a audição de uma peça de John Cage, "Concerto para Piano", Adorno volta para casa e escreve: "Eu não sei exatamente o que pensar".

Suponha-se que o autor quisesse relatar, com suas próprias palavras, o que Adorno escreveu, em vez de citar a frase deste filósofo. A formulação aceitável para o segmento em destaque, considerado o contexto e o padrão culto escrito, seria:

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3228Q99128 | Português, Interpretação de Textos, Analista Administrativo, MPU, FCC

Texto associado.

Imagem 001.jpg

No primeiro parágrafo, o autor

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3229Q932940 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular 2 dia UFRGS, UFRGS, UFRGS, 2019

Texto associado.
TEXTO
01. – Para mim esta é a melhor hora do dia –
02. Ema disse, voltando do quarto dos meninos. –
03. Com as crianças na cama, a casa fica tão
04. sossegada.
05. – Só que já é noite – a amiga corrigiu, sem
06. tirar os olhos da revista. Ema agachou-se para
07. recolher o quebra-cabeça esparramado pelo
08. chão.
09. – É força de expressão, sua boba. O dia
10. acaba quando eu vou dormir, isto é, o dia tem
11. vinte quatro horas e a semana tem sete dias,
12. não está certo? – Descobriu um sapato sob a
13. poltrona. Pegou-o e, quase deitada no tapete,
14. procurou, depois, o par ........ dos outros
15. móveis.
16. Era bom ter uma amiga experiente. Nem
17. precisa ser da mesma idade – deixou-se cair
18. no sofá – Bárbara, muito mais sábia.
19. Examinou-a a ler: uma linha de luz dourada
20. valorizava o perfil privilegiado. As duas eram
21. tão inseparáveis quanto seus maridos, colegas
22. de escritório. Até ter filhos juntas
23. conseguiram, acreditasse quem quisesse. Tão
24. gostoso, ambas no hospital. A semelhança
25. física teria contribuído para o perfeito
26. entendimento? “Imaginava que fossem
27. irmãs”, muitos diziam, o que sempre causava
28. satisfação.
29. – O que está se passando nessa cabecinha?
30. – Bárbara estranhou a amiga, só doente
31. pararia quieta. Admirou-a: os cabelos soltos,
32. caídos no rosto, escondiam os olhos ...........,
33. azuis ou verdes, conforme o reflexo da roupa.
34. De que cor estariam hoje seus olhos?
35. Ema aprumou o corpo.
36. – Pensava que se nós morássemos numa
37. casa grande, vocês e nós...
38. Bárbara sorriu. Também ela uma vez tivera
39. a ideia. – As crianças brigariam o tempo todo.
40. Novamente a amiga tinha razão. Os filhos
41. não se suportavam, discutiam por qualquer
42. motivo, ciúme doentio de tudo. O que
43. sombreava o relacionamento dos casais.
44. – Pelo menos podíamos morar mais perto,
45. então.
46. Se o marido estivesse em casa, seria
47. obrigada a assistir à televisão, ........, ele mal
48. chegava, ia ligando o aparelho, ainda que
49. soubesse que ela detestava sentar que nem
50. múmia diante do aparelho – levantou-se,
51. repelindo a lembrança. Preparou uma jarra de
52. limonada. ........ todo aquele interesse de
53. Bárbara na revista? Reformulou a pergunta
54. em voz alta.
55. – Nada em especial. Uma pesquisa sobre o
56. comportamento das crianças na escola, de
57. como se modificam as personalidades longe
58. dos pais.
Adaptado de: VAN STEEN, Edla. Intimidade.
In: MORICONI, Italo (org.) Os cem melhores
contos brasileiros do século. 1. ed. Rio de
Janeiro: Objetiva, 2009. p. 440-441.
Assinale a alternativa com a afirmação que melhor expressa a ideia central do texto.
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3230Q215118 | Português, Interpretação de Textos, Médico urologista, Polícia Militar MG, CRSP

Texto associado.

Uma Galinha

Clarice Lispector

Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da

manhã.

Parecia calma. Desde sábado encolhera–se num canto da cozinha. Não olhava para

ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua

intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se

adivinharia nela um anseio.

Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e,

em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou —

o tempo da cozinheira dar um grito — e em breve estava no terraço do vizinho, de

onde, em outro vôo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno

deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e

consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando–se da

dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu

radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos

cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com

urgência outro rumo. A perseguição tornou–se mais intensa. De telhado a telhado foi

percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem

pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem

nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por

mais ínfima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.

Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às

vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava

outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia

tão livre.

Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia

nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se

poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo

crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo

uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.

Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou–a.

Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida carregada em triunfo por uma asa

através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta,

sacudiu–se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos. Foi então que aconteceu.

De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse

prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia uma

velha mãe habituada. Sentou–se sobre o ovo e assim ficou, respirando, abotoando e

desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava e abaixava

as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina

estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar–se do

acontecimento, despregou–se do chão e saiu aos gritos:

— Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! ela quer o nosso

bem!

Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente.

Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste,

não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O

pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento

qualquer. Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. O pai afinal decidiu–se

com certa brusquidão:

— Se você mandar matar esta galinha nunca mais comerei galinha na minha vida!

— Eu também! jurou a menina com ardor. A mãe, cansada, deu de ombros.

Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família.

A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para

a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: "E dizer que a obriguei a

correr naquele estado!" A galinha tornara–se a rainha da casa. Todos, menos ela, o

sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas

capacidades: a de apatia e a do sobressalto.

Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê–la esquecido, enchia–se

de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga — e circulava pelo ladrilho, o

corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena

cabeça a traísse: mexendo–se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já

mecanizado.

Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se

recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos

enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar,

ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a

expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à

luz ou bicando milho — era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada

no começo dos séculos.

Até que um dia mataram–na, comeram–na e passaram–se anos.

Texto extraído do livro "Laços de Família", Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998, pág. 30. Selecionado por Ítalo

Moriconi, figura na publicação "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século".

Marque a alternativa CORRETA que corresponda ao sentido dado à palavra apatia, na passagem do texto relacionada ao comportamento da galinha quando ela passou a viver com a família:

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3231Q684369 | Português, Interpretação de Textos, Analista em Segurança do Trabalho, Prefeitura de Salvador BA, FGV, 2019

Texto associado.
Leia o texto a seguir
 “Por que todos os povos deste planeta gostam de futebol? Talvez porque o futebol, além de ser uma linguagem gestual, fácil de ser decodificada, é, acima de tudo, uma grande metalinguagem. Isso quer dizer que o seu significado ou sentido é explicado por seus próprios movimentos, entendidos por quase todos, independentemente de classe social, cultural ou econômica”. 
Luiz César Saraiva Feijó, Futebol falado.
Segundo o conteúdo do texto, assinale a opção que mostra a melhor resposta para a pergunta inicial.
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3232Q596826 | Português, Interpretação de Textos, UFRGS Vestibular 1 dia UFRGS, UFRGS, UFRGS, 2018

Texto associado.
Instrução: A questão refere-se ao romance a máquina de fazer espanhóis, de Valter Hugo Mãe. 
Assinale a alternativa correta sobre o romance. 
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3233Q595550 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular UFRGS, UFRGS, UFRGS, 2018

Texto associado.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
( ) As interrogações servem para o autor problematizar o tema do texto e exigir uma resposta do leitor.
( ) Os usos de futuro do pretérito, no primeiro parágrafo, funcionam como um recurso para o autor sugerir
possibilidades ao leitor.
( ) O uso da forma verbal julgamos (l. 39), no plural, refere-se ao autor e aos demais falantes da língua
portuguesa, incluindo os leitores.
( ) As aspas (l. 27-28) referem o dizer de uma pessoa indeterminada, que o autor traz para se contrapor por meio
de um contra-argumento.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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3234Q204392 | Português, Interpretação de Textos, Escriturário, Banco do Brasil, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

1 A indústria armamentista movimenta anualmente cerca de 800 bilhões de dólares. É uma quantia equivalente a 2,5% do PIB mundial. Com um investimento de apenas 8 bilhões de dólares - 4 menos do que quatro dias de gastos militares mundiais -, todas as crianças do planeta que hoje estão fora da escola poderiam freqüentar uma sala de aula. Aliás, a fabricação de um único tanque de guerra 7 consome o equivalente à construção de 520 salas de aula, e o custo de um avião de caça supersônico daria para equipar 40 mil consultórios médicos.

"O desperdício da indústria da guerra". In: Família Cristã, ano 68, n./ 795, mar./2002, p. 12 (com adaptações).

A partir do texto acima, julgue os itens subseqüentes.

Considerando que 1 dólar seja igual a R$ 2,50, infere-se do texto que, anualmente, os "gastos militares mundiais" (l.4) são superiores a R$ 1,8 trilhão.

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3235Q254062 | Português, Interpretação de Textos, Técnico Judiciário, TRT 23a, FCC

O segmento do texto que está reproduzido com outras palavras, sem alteração do sentido original, é:

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3236Q201373 | Português, Interpretação de Textos, Escriturário, Banco do Brasil, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

1 Na Dinamarca, na Holanda, na Itália e no sul da Alemanha, há um "enorme potencial" para se formar um movimento europeu de direita, segundo o extremista austríaco Jörg Haider. Líder do Partido 4 da Liberdade (PL), Haider, que integra a coalizão de poder no seu país, propõe aos "partidos irmãos" juntar seus esforços para se apresentarem unidos nas eleições para o Parlamento Europeu em 7 2004. Em sua proposta, Haider não citou a Frente Nacional, de Jean- Marie Le Pen. Haider assegura que são precisamente as "posições racistas" de Le Pen o que o tornam inaceitável "em um mundo 10 moderno". Não obstante, o PL austríaco nunca se apartou de seu discurso xenófobo.

Julieta Rudich. "Haider quer unir extrema direita européia, sem Le Pen". In: Folha de S. Paulo, 3/5/2002, p. A10 (com adaptações).

Tendo em vista o texto acima e o tema que ele focaliza, julgue os itens que se seguem.

Textualmente, a expressão "Não obstante" (l.10) estabelece uma relação de conseqüência em relação à crítica de Haider a Le Pen, na oração anterior, tomada como causa.

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3237Q151965 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário Taquigrafia, TRF 4a, FCC

Texto associado.

A literatura é necessária à política quando ela dá voz
àquilo que não tem voz, quando dá um nome àquilo que ainda
não tem um nome, e especialmente àquilo que a linguagem política
exclui ou tenta excluir. Refiro-me, pois, aos aspectos, situações,
linguagens tanto do mundo exterior como do mundo
interior; às tendências reprimidas no indivíduo e na sociedade.
A literatura é como um ouvido que pode escutar além daquela
linguagem que a política entende; é como um olho que pode ver
além da escala cromática que a política percebe. Ao escritor,
precisamente por causa do individualismo solitário do seu trabalho,
pode acontecer explorar regiões que ninguém explorou
antes, dentro ou fora de si; fazer descobertas que cedo ou tarde
resultarão em campos essenciais para a consciência coletiva.
Essa ainda é uma utilidade muito indireta, não intencional,
casual. O escritor segue o seu caminho, e o acaso ou as
determinações sociais e psicológicas levam-no a descobriralguma
coisa que pode se tornar importante também para a ação
política e social.
Mas há também, acredito eu, outro tipo de influência,
não sei se mais direta, mas decerto mais intencional por parte
da literatura, isto é, a capacidade de impor modelos de linguagem,
de visão, de imaginação, de trabalho mental, de correlação
dos fatos, em suma, a criação (e por criação entendo
organização e escolha) daquele gênero de valores modelares
que são a um tempo estéticos e éticos, essenciais em todo
projeto de ação, especialmente na vida política.
Se outrora a literatura era vista como espelho do mundo,
ou como uma expressão direta dos sentimentos, agora nós não
conseguimos mais esquecer que os livros são feitos de palavras,
de signos, de procedimentos de construção; não podemos
esquecer que o que os livros comunicam por vezes permanece
inconsciente para o próprio autor, que em todo livro há uma
parte que é do autor e uma parte que é obra anônima e coletiva.
(Adaptado de Ítalo Calvino, Assunto encerrado)

Para Ítalo Calvino, a relação entre política e literatura ocorre de modo produtivo quando

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3238Q201635 | Português, Interpretação de Textos, Escrivão de Polícia Civil, Polícia Civil SP, VUNESP

Texto associado.

Leia o texto para responder às questões de números 18 a 30.

Sob ordens da chefia


Ah, os chefes! Chefões, chefinhos, mestres, gerentes, diretores, quantos ao longo da vida, não? Muitos passam em brancas nuvens, perdem-se em suas próprias e pequenas histórias. Mas há outros cujas marcas acabam ficando bem nítidas na memória: são aqueles donos de qualidades incomuns. Por exemplo, o meu primeiro chefe, lá no finalzinho dos anos 50: cinco para as oito da noite, e eu começava a ficar aflito, pois o locutor do horário ainda não havia aparecido. A rádio da pequena cidade do interior, que funcionava em três horários, precisava abrir às oito e como fazer? Bem, o fato é que eu era o técnico de som do horário, precisava "passar" a transmissão lá para a câmara, e o locutor não chegava para os textos de abertura, publicidade, chamadas. Meu chefe, de lá, tomou a iniciativa: – Ei rapaz, deixe ligado o microfone, largue isso aí, vá pro estúdio e ponha a rádio no ar. Vamos lá, firme, coragem! – foi a minha primeira experiência: fiz tudo como mandava e ele pôde, assim, transmitir tudo sem problemas. No dia seguinte, muita apreensão logo de manhã, aguardando o homem. Será que tinha alguma crítica? Mas eis que ele chega, simpático e sorridente como sempre, e me abraça. – Muito bem! Você está aprovado. Quer começar amanhã na locução? Alguns meses antes do seu falecimento, reencontrei-o num lançamento de livro: era o mesmo de cinquenta e tantos anos atrás: magrinho, calva luzidia, falante, sempre cheio de planos para o futuro. E o chefe das pestanas brancas, anos depois: estremecíamos quando ele nos chamava para qualquer coisa, fazendo-nos entrar na sua sala imensa, já suando frio e atentos às suas finas e cortantes palavras. Olhar frio, imperturbável, postura ereta, ágil, sempre trajando ternos impecáveis. Suas atitudes? Dinâmicas, surpreendentes. Uma vez, precisando de algumas instruções, perguntei a sua secretária se poderia "entrar". – Não vai dar. – Respondeu-me ela. – Está ocupadíssimo, em reunião. Mas volte aqui um pouco mais tarde. Vamos ver! Voltei uns cinquenta minutos depois, cauteloso, e quase não acreditei no que ouvi: – Sinto muito, o chefe está viajando para a Alemanha. Era bem diferente daquele outro da mesma empresa, descontraído, amigão de todos: não era somente um chefe, era um líder, bem conhecido entre os revendedores. Todos sentíamos prazer em trabalhar com ele, e para ele. Até quando o serviço resultava numa sonora bronca – sempre justificada, é claro. Jeitão simples, de fino humor, tratava tudo com o tempero da sua criatividade nata. "Punha para frente" até quem precisava demitir: intercedia lá fora em seu favor, o que víamos com nossos próprios olhos. Não chamava ninguém do seu pessoal a toda hora, a não ser que o assunto fosse sério mesmo: se tinha algo a tratar no dia a dia, chegava pessoalmente, numa boa, às vezes até sentava numa de nossas mesas para expor o assunto. Aliás, era o único chefe que se lembrava de me dar um abraço e dizer "parabéns" no dia do meu aniversário.

(Gustavo Mazzola, Correio Popular, 04.09.2013, http://zip.net/brl0k3. Adaptado)

O chefe que tratava o autor com maior intimidade é o

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3239Q683440 | Português, Interpretação de Textos, Técnico Judiciário, TJ CE, FGV, 2019

“Sem instrução, as melhores leis tornam-se inúteis”. 
Esse pensamento deve ser entendido do seguinte modo:
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3240Q105651 | Inglês, Interpretação de Textos, Analista Ambiental Oceanógrafo, Petrobras, CESGRANRIO

Texto associado.

Imagem 004.jpg

Based on Paragraph 1, it is correct to say that

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