Início

Questões de Concursos Interpretação de Textos

Resolva questões de Interpretação de Textos comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


4061Q833397 | Português, Interpretação de Textos, Professor de Sala de Informática Pedagógica, IESES, 2021

Leia o texto abaixo:
O envelhecimento da população é um fato demográfico insuperável. Sabemos que existe uma possibilidade de aumento da solidão na terceira idade por motivos variados, inclusive pela dificuldade de estabelecer novos laços significativos e até por questões neuroquímicas. Porém, não é um destino: a sociabilidade pode ser explorada, e jovens também podem sentir solidão aguda.
(Leandro Karnal. Adaptado. G1 – Portal de Notícias. 2018).
Considerando que o fragmento acima foi retirado de uma entrevista do historiador Leandro Karnal, pode-se afirmar que as marcas linguísticas empregadas indicam uma linguagem:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

4062Q666999 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular ENEM, ENEM, INEP

Texto associado.
O nome do inseto pirilampo (vaga-lume) tem uma interessante certidão de nascimento. De repente, no fim do século XVII, os poetas de Lisboa repararam que não podiam cantar o inseto luminoso, apesar de ele ser um manancial de metáforas, pois possuía um nome “indecoroso” que não podia ser “usado em papéis sérios”: caga-lume. Foi então que o dicionarista Raphael Bluteau inventou a nova palavra, pirilampo, a partir do grego pyr, significando “fogo”, e lampas, “candeia”.
FERREIRA, M. B. Caminhos do português: exposição comemorativa do Ano Europeu das Linguas. Portugal: Biblioteca Nacional, 2001 (adaptado).
O texto descreve a mudança ocorrida na nomeação do inseto, por questões de tabu linguístico. Esse tabu diz respeito à
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4063Q121207 | Português, Interpretação de Textos, Analista de Tecnologia da Informação, UNIFESP, INSTITUTO CIDADES

Texto associado.

Imagem 001.jpg
Imagem 002.jpg

O objetivo do texto I é a defesa de modelo de vida sustentável. Para tanto, desenvolve as argumentações a seguir, EXCETO:

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

4064Q703115 | Português, Interpretação de Textos, Técnico de Segurança do Trabalho, Prefeitura de Maringá PR, FAUEL, 2019

Texto associado.
A inacreditável esperança do mineiro
“Detesta o que é fácil, desconfia do que surge de mão beijada. Admira o empenho, o esforço, a superação, a oração”
Mesmo quando não acredita mais, mineiro continua esperançoso. Dentro dele, vem uma inesgotável e misteriosa crença de êxito após a frustração.
A esperança é apenas a primeira camada da cebola de muitas esperanças. Ele descasca o choro pelo brilho dos olhos.
Se alguém diz que não tem chance nenhuma, daí que ele ficará motivado. Se alguém o adverte de que é impossível, ele se sente mais confiante. É alertá-lo que não poderá remediar a situação, ele junta as suas forças para derrotar os diagnósticos.
Ele realiza muito além do que é pedido. Se Noé fosse mineiro e Deus solicitasse uma arca, ele faria uma represa.
Não há como desanimá-lo. Mineiro não desiste. É o último a apagar a luz e, se precisar, permanece vivendo no escuro tentando encontrar um jeito de iluminar as adversidades.
Ele prefere reverter um placar de 4 a 0 a desfrutar da vantagem de um empate. Traz uma queda pelas missões inacreditáveis. As conquistas razoáveis e normais não o interessam. Percebe o sucesso como fruto de árduo trabalho.
Detesta o que é fácil, desconfia do que surge de mão beijada. Admira o empenho, o esforço, a superação, a oração. A vida só tem sentido depois de feita uma promessa.
Esperança tem outro nome em Minas: é graça alcançada. Por isso é o Estado dos santos, das peregrinações, das romarias.
Em suas artérias, correm ave-marias e pai-nossos, refrões de incentivo, murmúrios de gratidão pelo porvir.
Já inventei de ser honesto para a minha esposa mineira e confessar que não contaríamos com dinheiro para férias, ela pensou que estava preparando uma surpresa. Não houve jeito de despregar o riso do alto da fé de seu rosto.
Ela sempre acha que vamos dar um jeito, que vai acontecer um milagre, que tudo mudará no dia seguinte.
Mineiro não aceita má notícia. Fica esperando a boa-nova depois dela.
Não que ele seja santo e não reclame dos problemas. Sua estratégia é xingar muito a realidade para amigos e familiares, xingar até cansar, até não aguentar mais o assunto, exorcizando a raiva e aliviando a alma. Depois de desabafar, está disposto a recomeçar. Esgota os palavrões para ressignificar as atitudes.
Ainda tem que ser preparado um estudo sobre o seu coração. Entender o que bombeia o seu entusiasmo de viver, o seu completo ceticismo contra o ceticismo, a sua vontade de se rebelar contra as evidências.
A esperança do mineiro é uma louca teimosia, uma imponderável resiliência. Não se assusta com o sofrimento, não se imobiliza pela dor.
Ele ensina as montanhas a caminharem e o céu a se agachar.
Se os obstáculos são imperiosos, é pelo momento, não será sempre assim, logo diminuirão. Mineiro tem paciência para esperar. Não se entrega para os resultados negativos da ansiedade, para as hipóteses catastróficas do medo.
Não é talvez, nunca é depois, jamais é feito de exceções.
Não admite que algo é inviável, parte do princípio de que simplesmente não é a hora certa. Aguarda o contexto favorável para repetir, dar o bote e desmerecer as falsas expectativas.
O que o mineiro mais gosta é provar que o destino estava errado, e assim cumprir o seu próprio destino.
(Fabrício Carpinejar, Jornal O tempo, 27/10/19. Disponível em:
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/a-inacreditavel-esperanca-do-mineiro-1.2254200)
Assinale a alternativa em que a frase NÃO contém figura de linguagem.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

4065Q703117 | Português, Interpretação de Textos, Guarda Municipal, Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho PE, IBFC, 2019

Texto associado.
“Dá pra viver Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau É só não permitir que a maldade do mundo Te pareça normal Pra não perder a magia de acreditar Na felicidade real E entender que ela mora no caminho E não no final” (Kell Smith)
De acordo com o texto, analise as afirmativas abaixo. 
I. Descobrir que o mundo ficou ruim é triste e torna quimérica a possibilidade de viver nele. 
II. A felicidade verdadeira está no dia a dia; é vivida na trajetória que é construída dia após dia. 
III. Não devemos permitir que a maldade do mundo nos pareça anômala e lesiva.
Assinale a alternativa correta. 
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

4067Q110749 | Português, Interpretação de Textos, Analista de Controle Externo Controle Externo, TCE AP, FCC

Texto associado.

Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto abaixo.

Imagem 001.jpg

A formulação que equivale ao segmento original transcrito é:

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4068Q136116 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário Área Judiciária Execução de Mandados, TRF 3a, FCC

Texto associado.

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

Os sonhos dos adolescentes

Se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de
dez ou vinte anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos,
nossos jovens sabem que sua origem não fecha seu destino:
sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde
nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de
seus pais. Pelo acesso a uma proliferação extraordinária de
ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita
de vidas possíveis.
Apesar disso, em regra, os adolescentes e os préadolescentes
de hoje têm devaneios sobre seu futuro muito
parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-a-dia
que, para nós, adultos, não é sonho algum, mas o resultado
(mais ou menos resignado) de compromissos e frustrações.
Eles são "razoáveis": seu sonho é um ajuste entre suas
aspiraçõesheróico-ecológicas e as "necessidades" concretas
(segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria).
Alguém dirá: melhor lidar com adolescentes tranqüilos do
que com rebeldes sem causa, não é? Pode ser, mas, seja qual
for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse
quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para
ter uma vida mais próxima de seus sonhos. É bom que a escola
não responda apenas à "dura realidade" do mercado de
trabalho, mas também (talvez, sobretudo) aos devaneios de
seus estudantes; sem isso, qual seria sua promessa? "Estude
para se conformar"? Conseqüência: a escola é sempre
desinteressante para quem pára de sonhar.
É possível que, por sua própria presença maciça em
nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e
sejam contempladas não como um repertório arrebatador de
vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os
olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o
mundo matandodragões, defendendo causas e encontrando
amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem,
enquanto, comportadamente, aspiramos a um churrasco no
domingo e a uma cerveja com os amigos.
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior)
que os adultos não saibam mais sonhar muito além de seu
nariz. Ora, a capacidade de os adolescentes inventarem seu
futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode
ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas
falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem
apenas com versões melhoradas da mesma vida acomodada
que, mal ou bem, conseguimos arrumar. Cada época tem os
adolescentes que merece.

(Adaptado de Contardo Calligaris. Folha de S. Paulo, 11/01/07)

Está inteiramente correta a construção da seguinte frase:

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4069Q861108 | Português, Interpretação de Textos, Especialista em Educação Básica, SEE MG, FUMARC, 2018

Texto associado.

Texto I

                                 Direito à fantasia

                                                                    Frei Betto 05/08/2017 - 06h00

      A fantasia é a matéria-prima da realidade. Tudo que é real, do computador ao jornal no qual você lê este texto, nasceu da fantasia de quem criou o artigo, concebeu o computador e editou a publicação.

      A cadeira na qual me sento teve seu desenho concebido previamente na mente de quem a criou. Daí a força da ficção. Ela molda a realidade.

      A infância é, por excelência, a idade da fantasia. A puberdade, o choque de realidade. Privar uma criança de sonhos é forçá-la a, precocemente, antecipar seu ingresso na idade adulta. E esse débito exige compensação. O risco é ele ser pago com as drogas, a via química ao universo onírico.

      As novas tecnologias tendem a coibir a fantasia em crianças que preferem a companhia do celular à dos amigos. O celular isola; a amizade entrosa. O celular estabelece uma relação monológica com o real; a amizade, dialógica. O risco é a tecnologia, tão rica em atrativos, "roubar" da criança o direito de sonhar.

      Agora, sonham por ela o filme, o desenho animado, os joguinhos, as imagens. A criança se torna mera espectadora da fantasia que lhe é oferecida nas redes sociais, sem que ela crie ou interaja.

      Na infância, eu escutava histórias contadas por meus pais, de dona Baratinha à Branca de Neve e os sete anões. Eu interferia nos enredos, com liberdade para recriá-los. Isso fez de mim, por toda a vida, um contador de histórias, reais e fictícias.

      Hoje, a indústria do entretenimento sonha pelas crianças. Não para diverti-las ou ativar nelas o potencial onírico, e sim para transformá-las em consumistas precoces. Porque toda a programação está ancorada na publicidade voltada ao segmento mais vulnerável do público consumidor.

      Embora a criança não disponha de dinheiro, ela tem o poder de seduzir os adultos que compram para agradá-la ou se livrar de tanta insistência. E ela não tem idade para discernir ou valorar os produtos, nem distinguir entre o necessário e o supérfluo.

      Fui criança logo após a Segunda Grande Guerra. O cinema e as revistas em quadrinhos, em geral originados nos EUA, exaltavam os feitos bélicos, do faroeste aos combates aéreos. No quintal de casa eu e meus amigos brincávamos de bandido e mocinho. Nossos cavalos eram cabos de vassoura.

      Um dia, o Celsinho ganhou do pai um cavalinho de madeira apoiado em uma tábua com quatro rodinhas. Ficamos todos fascinados diante daquela maravilha adquirida em uma loja de brinquedos.

      Durou pouco. Dois ou três dias depois voltamos aos nossos cabos de vassoura. Por quê? A resposta agora me parece óbvia: o cabo de vassoura "dialogava" com a nossa imaginação. Assim como o trapo que o bebê não larga nem na hora de dormir.

      O direito à fantasia deveria constar da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/direito-%C3%A0-fantasia-1.550900. Adaptado. Acesso em: 18 jan. 2018.

A compreensão das formas de organização dos enunciados em textos orais e escritos é crucial ao(à) professor(a) de qualquer disciplina. Atente para o excerto:

“As novas tecnologias tendem a coibir a fantasia em crianças que preferem a companhia do celular à dos amigos.”

Com esse enunciado, o autor constrói sua argumentação por meio de alguns expedientes linguísticos:

I. Dá a entender que fala de “novas tecnologias” que são identificáveis pelos leitores, por isso utiliza artigo definido “as”.

II. Faz uma generalização: a de que todas as crianças preferem a companhia do celular à dos amigos.

III. Relativiza sua afirmação pela escolha do verbo “tender” (inclinar-se, pender) na locução “tendem a coibir”.

IV. Utiliza um verbo semanticamente forte – “coibir” –, o qual significa bridar, refrear, tolher, reprimir.

Estão CORRETAS as afirmações:

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4070Q709568 | Português, Interpretação de Textos, Assistente em Administração, UFG, CS UFG, 2019

Texto associado.
O jovem e os cientistas, por uma narrativa que inclua o ser humano concreto 
Isso se faz conectando disciplinas, como preconiza Edgar Morin 

    [...] É assustador saber que 93% dos jovens brasileiros não conhecem o nome de um cientista brasileiro, de acordo com pesquisa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, divulgado na semana passada. 
    Em resposta a isso, alguns lembram a carência de professores que temos nas áreas científicas do ensino médio, particularmente em física e química. 
    Na verdade, embora ocorra, de fato, falta de professores, o problema é mais complexo. Para além da carência de mestres, trata-se da forma como ensinamos história e, em especial, a história da ciência no país. 
    É como se houvesse um determinismo histórico absoluto, em que processos econômicos governassem os fatos, sem interferências da subjetividade. 
    Assim, alunos perdem a chance de compreender que somos nós, seres humanos, claro que em condições dadas, que individual ou coletivamente construímos comunidades, nações e instituições. 
    Foram pessoas singulares que fizeram pesquisas, desvendaram os fenômenos da natureza e criaram soluções para os mais diferentes desafios enfrentados pela humanidade, inclusive no Brasil. 
    No passado, padecemos do fenômeno oposto e as aulas se tornavam um recital de nomes e fatos a serem memorizados. Mas ao romper com uma abordagem equivocada, caímos muitas vezes no outro extremo. E, com isso, ao enfatizar processos frente a pessoas, o ensino de história patina. 
    É urgente integrar os enfoques e ensinar aos jovens, desde o ensino fundamental, sobre a incrível aventura de seres humanos concretos no planeta, inclusive formulando hipóteses e produzindo conhecimento. Isso se faz, inclusive, conectando disciplinas, como preconiza Edgar Morin, em seu clássico "Religando os Saberes", em que analisa a escola secundária francesa. 
    Felizmente, a Base Nacional Comum Curricular avança nesta direção e possibilita que se aprenda em todo o país sobre as contribuições de nomes como Oswaldo Cruz, Adolpho Lutz, Carlos Chagas, Mario Schenberg e o recentemente premiado físico e cosmólogo Marcelo Gleiser, entre outros. A possibilidade de um ensino que construa convergências entre matérias possibilitaria também assegurar que crianças e jovens aprendam mais sobre brasileiros que se destacaram em geografia, como Milton Santos, ou artistas nossos de renome, como Tarsila do Amaral 
    E, assim, os alunos terão condições de entender as relações de produtores de conhecimento com seu tempo e imaginar cenários futuros em que eles possam ser cientistas, artistas ou nomes que contribuam para a construção de um país melhor e mais bonito. 

COSTIN, Cláudia. Colunas e Blogs. Folha de S. Paulo. 5 jul. 2019. Disponível em: httpss://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudia-costin/2019/07/o-jovem-e-os-cientis-tas-por-uma-narrativa-que-inclua-o-ser-humano-concreto.shtml . Acesso em: 5 jul. 2019. (Adaptado).


No texto, a expressão “abordagem equivocada” faz referência a 
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

4071Q257987 | Português, Interpretação de Textos, Técnico Judiciário Área Administrativa, TRF 3a, FCC

Por mais desacreditado que esteja este conceito,
nada encapsula tão bem o caráter nacional dos povos
quanto o senso de humor de cada qual ou sua falta.
Pode-se, assim, dividir o mundo em duas categorias de
nações, a saber, aquelas que são capazes de zombar de
si mesmas, e aquelas avessas a qualquer autocrítica
zombeteira.

(ASCHER, Nelson. Você já ouviu a última? Folha de S.
Paulo, E-8 ilustrada, 18 de junho de 2007)

As idéias expressas no texto acima estão preservadas, em
redação clara e correta, em:

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4072Q688589 | Português, Interpretação de Textos, Encarregado de Faturamento, Prefeitura de Arujá SP, VUNESP, 2019

Texto associado.
Tudo o que não puder contar, não faça: 
integridade é não agir errado mesmo sozinho 

    Immanuel Kant, famoso filósofo alemão do século 18, dizia: “Tudo o que não puder contar como faz, não faça!”. Ao jogarmos um simples papelzinho pela janela não temos consciência alguma de que não se trata apenas de um simples papelzinho. O que está por trás disso é absolutamente sério. O que estamos fazendo conosco, com o meio em que vivemos e com o mundo? Há que se dizer que culpar terceiros sempre nos traz alívio. 
    Mas não é um simples papelzinho... Se jogarmos três ao dia, serão quatorze por semana, e se milhões de pessoas de todo o mundo jogarem três míseros papéis por dia? Um dos maiores responsáveis por alagamentos nas cidades é o lixo, acarreta entupimento de bueiros e canalizações, levando a dispersar doenças e incômodo à população em geral. 
    O âmago desta questão é a consciência. Nos dias de hoje coletamos informações prontas e não levamos questões reflexivas ao cotidiano agitado e quase atropelado pelo que não nos afeta tanto por enquanto. O que seremos no futuro? Seremos seres abastecidos virtualmente, mas submergidos no lixo? A grande preocupação é que a realidade virtual se sobreponha à realidade real! 
    A vida no planeta como a conhecemos acabará de forma dramática, e somente através desse processo de conscientização poderemos garantir a sustentabilidade ambiental. Sustentabilidade: “Pensar globalmente, agir localmente”. Não é um simples papelzinho. É questão de educação, caráter, reflexão! 
(Mario Sergio Cortella. http://mariosergiocortella.com. Adaptado) 
Ao substituir-se a forma verbal destacada na frase “Tudo o que não puder contar como faz, não faça!” pela forma do verbo ir flexionada no modo e no tempo correspondentes, tem-se:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4073Q693231 | Português, Interpretação de Textos, Perito Oficial Criminal, Polícia Civil ES, AOCP, 2019

Texto associado.
Projetos e Ações: Papo de Responsa O Programa Papo de Responsa foi criado por policiais civis do Rio de Janeiro. Em 2013, a Polícia Civil do Espírito Santo, por meio de policiais da Academia de Polícia (Acadepol) capixaba, conheceu o programa e, em parceria com a polícia carioca, trouxe para o Estado. O ‘Papo de Responsa’ é um programa de educação não formal que – por meio da palavra e de atividades lúdicas – discute temas diversos como prevenção ao uso de drogas e a crimes na internet, bullying, direitos humanos, cultura da paz e segurança pública, aproximando os policiais da comunidade e, principalmente, dos adolescentes. O projeto funciona em três etapas e as temáticas são repassadas pelo órgão que convida o Papo de Responsa, como escolas, igrejas e associações, dependendo da demanda da comunidade. No primeiro ciclo, denominado de “Papo é um Papo”, a equipe introduz o tema e inicia o processo de aproximação com os alunos. Já na segunda etapa, os alunos são os protagonistas e produzem materiais, como músicas, poesias, vídeos e colagens de fotos, mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada. No último processo, o “Papo no Chão”, os alunos e os policiais civis formam uma roda de conversa no chão e trocam ideias relacionadas a frases, questões e músicas direcionadas sempre no tema proposto pela instituição. Por fim, acontece um bate-papo com familiares dos alunos, para que os policiais entendam a percepção deles e também como os adolescentes reagiram diante das novas informações.Disponível em <https://pc.es.gov.br/projetos-e-acoes> . Acesso em: 30/ jan./2019.
O nome escolhido para o projeto revela uma variante linguística escolhida com o objetivo comunicativo de 
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4074Q849661 | Português, Interpretação de Textos, Professor Educação Básica II Língua Portuguesa, CPCON, 2020

“Sob o manto da correção, faço do outro, que produziu o trabalho, um simples procurador de meus próprios valores”. (BARTHES, Roland. In: Revista Língua Portuguesa. Ano 9. Nº 98, dezembro 2013, p. 07).
Analise as proposições abaixo:
I- A linguagem, de todos os instrumentos de controle e coerção social, talvez seja o mais complexo e sutil, apresentando-se com um entranhado preconceito social. II- A língua não pode ser vista tão simplistamente como uma questão, apenas, de erros e acertos de questões gramaticais. III- A constatação de que só se aprende a língua na escola é uma argumentação comprovada.
È CORRETO o que se afirma apenas em:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4075Q202804 | Português, Interpretação de Textos, Escriturário, Banco do Brasil, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Texto I questões 1 e 2

Afinal, o que é ser cidadão?
1 Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à
propriedade, à igualdade perante a lei: é, em resumo, ter
direitos civis. É também participar no destino da sociedade,
4 votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e
políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais,
aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza
7 coletiva: o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à
saúde, a uma velhice tranqüila. Exercer a cidadania plena é ter
direitos civis, políticos e sociais.

Jaime Pinsky. História da cidadania. (Org. Contexto 2003).

Considerando o texto I e a atualidade brasileira, julgue os itens seguintes.

Antes de "É" (L.3), está implícita a estrutura Seria cidadão.

  1. ✂️
  2. ✂️

4076Q851773 | Português, Interpretação de Textos, Professor de Educação Básica II, CPCON, 2020

Atente ao texto abaixo e responda o que se pede.
No poema “Procura da poesia”, Drummond escreve:
“Penetra surdamente no reino no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. Tem paciência, se obscuros. Calam, se te provocam. Espera que cada um se realize e consuma com seu poder de palavra e seu poder de silêncio. [...]
Nesta estrofe entende-se que:
( ) A própria palavra está em silêncio antes de transfigurar-se, aguardando, silente, a revelação, o deslumbramento. ( ) A palavra está sempre explícita, existe em si, como se fora um signo auto-suficiente, que subsiste independente dos jogos das forças sociais. ( ) Apalavra só existe no contraponto das relações, nas quais entram não só quem escreve ou fala e quem lê ou ouve, mas também, os que compõem toda uma ampla e intricada teia de formas de sociabilidade.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4077Q853897 | Português, Interpretação de Textos, Prefeitura de Coronel Freitas SC Auxiliar Administrativo, FEPESE, 2020

Leia o texto.

A Carroça

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.

Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou-me:

— Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

— Estou ouvindo um barulho de carroça.

— Isso mesmo - disse meu pai - e é uma carroça vazia!

Perguntei a ele:

— Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

— Ora - respondeu meu pai - é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grosseria inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar ser o dono da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

“Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz”.

Autor desconhecido
<https://www.refletirpararefletir.com.br/>
Assinale a alternativa que mostra o ensinamento que o texto traz.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4078Q119438 | Inglês, Interpretação de Textos, Analista de TI Analista de Rede MCP, PRODAM AM, FUNCAB

Texto associado.

IMPORTANT NOTICE

CAUTION
PROPERHANDLINGOFTHE FINECARTRIDGES
Handle the FINE Cartridges of this product properly, observing
the cautions noted below. Improper handling causes
malfunction or other problems in the product, as well as
damage to the FINE Cartridges.
Note:

1) When you install the FINE cartridges in the product, insert
the FINE Cartridges into the FINE Cartridge Holder
carefully not to knock them against the sides of the holder.
Also be sure to install them in a well-lit environment.
For details, refer to your setup sheet.

2) Do not attempt to disassemble or modify the FINE
cartridges.

3) Do not handle the FINE Cartridges roughly such as
applying them excessive pressure or dropping them.

4) Do not rinse or wipe the FINE Cartridges.

5) Once you have installed the FINE Cartridges, do not
remove them unnecessarily.

(Taken from Canon Inc. 2008 - Printed in Vietnam)

Choose the only correct statement, according to the text.

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4079Q683416 | Português, Interpretação de Textos, Auditor Fiscal Tributário, Prefeitura de Itapevi SP, VUNESP, 2019

Leia o texto para responder à questão.
“Tire suas próprias conclusões” 
Essa é a frase que mais tenho ouvido recentemente. Passada a euforia de uma notícia qualificada como “bomba”, logo os atores de uma das partes corriam a público para disponibilizar a íntegra daquilo que antes foi veiculado em partes. É preciso saber de tudo e entender de tudo. 
É preciso tirar as próprias conclusões para não depender de ninguém, e é esse o grande e contraditório imperativo dos nossos tempos. É uma ordem a uma experimentação libertária, e uma quase contradição do termo. O imperativo que liberta também aprisiona: você só passa a ser, ou a pertencer, se tiver uma conclusão. Sobre qualquer coisa. 
Nas últimas décadas psicanalistas se debruçaram sobre as mudanças nos arranjos produtivos e sociais de cada período histórico para compreender e nomear as formas de sofrimento decorrentes delas. A revolução industrial, a divisão social do trabalho, a urbanização desenfreada e as guerras, por exemplo, fizeram explodir o número de sujeitos impacientes, irritadiços e perturbados com a velocidade das transformações e suas consequentes perdas de referências simbólicas. Pensando sobre o imperativo “Leia/Veja/Assista” e “Tire suas próprias conclusões”, começo a desconfiar de que estamos diante de uma nova forma de sofrimento relacionado a um mal-estar ainda não nomeado. Afinal, que tipo de sujeito está surgindo de nossa nova organização social? O que a vida em rede diz sobre as formas como nos relacionamos com o mundo? Que tipos de valores surgem dali? E, finalmente, que tipo de sofrimento essa vida em rede tem causado? Vou arriscar e sair correndo, já sob o risco de percorrer um campo que não é meu: estamos vendo surgir o sujeito preso à ideia da obrigação de ter algo a dizer. Ao longo dos séculos essa angústia era comum aos chamados formadores de opinião e artistas, responsáveis por reinterpretar o mundo. Hoje basta ter um celular com conexão 3G para ser chamado a opinar sobre qualquer coisa. Pensamos estar pensando mesmo quando estamos apenas terceirizando convicções ao compartilhar aquilo que não escrevemos. É uma nova versão de um conflito descrito por Clarice Lispector a respeito da insuficiência da linguagem. Algo como: “Não só não consigo dizer o que penso como o que penso passa a ser o que digo”. Se vivesse nas redes que atribuem a ela frases que jamais disse, o “dizer” e o “pensar” teriam a interlocução de um outro verbo: “compartilhar”. 
(Matheus Pichonelli, Carta Capital. 18.03.2016. www.cartacapital.com.br. Adaptado) 
Da menção ao conflito descrito por Clarice Lispector, no último parágrafo, deduz-se o seguinte:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

4080Q111770 | Português, Interpretação de Textos, Analista de Infraestrutura, MPOG, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Imagem 001.jpg

No que se refere à organização das ideias no texto acima, julgue os itens seguintes.

O advérbio “assim” (L.14) resume e retoma a ideia expressa na oração anterior àquela em que se insere.

  1. ✂️
  2. ✂️
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.