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Questões de Concursos Interpretação de Textos

Resolva questões de Interpretação de Textos comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


5321Q710312 | Português, Interpretação de Textos, Engenheiro Civil, IDAM, IBFC, 2019

Texto associado.

Leia atentamente a notícia e o artigo de opinião abaixo para responder a questão.


   Texto I

   (Adaptado)

   Fogo destrói Museu Nacional, mais antigo centro de ciência do País

   RIO - Um incêndio de grandes proporções destruiu o acervo do Museu Nacional, na zona norte do Rio, na noite deste domingo, 2. Especializado em história natural e mais antigo centro de ciência do País, o Museu Nacional completou 200 anos em junho em meio a uma situação de abandono. Não houve feridos.

   O Corpo de Bombeiros foi acionado às 19h30 e rapidamente chegou ao local, mas, na madrugada de segunda, o fogo permanecia fora de controle. Dois andares foram bastante destruídos, e parte do teto, de madeira, caiu. Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio, o coronel Roberto Robadey, o prédio não corre risco de desabar. As paredes externas do prédio são bastante grossas, diz ele, e, embora antigas, resistiram ao fogo. “Algumas partes internas desabaram”, afirmou.

   Segundo informações do canal GloboNews, às 3h desta segunda-feira, já havia sido iniciado pelos Bombeiros o trabalho de rescaldo após apagar os últimos focos do incêndio. A equipe que trabalha no local trata de resfriar os escombros para, em seguida, fazer uma avaliação do estado do edifício e, finalmente, adentrar o museu.

   O comandante dos bombeiros contou também que os dois hidrantes existentes ao redor do imóvel não funcionaram. Por isso, o combate ao fogo começou com atraso. (...)

   Segundo Robadey, o prédio não tinha um sistema adequado de proteção contra incêndios. A legislação que exige esse tipo de estrutura é de 1976, quando o prédio já tinha mais de cem anos. Conforme o comandante dos bombeiros, há cerca de um mês representantes do museu procuraram os bombeiros para tratar da instalação de um sistema de proteção contra incêndios.

   “Não vai sobrar praticamente nada. Todo o prédio foi atingido. Um absurdo o descaso e abandono que estava esse museu icônico. É como se queimassem o Louvre ou o Museu de História Natural de Londres”, lamentou o vice-diretor do Museu Nacional, Luiz Fernando Dias Duarte. (...)

(Fonte: o Estado de São Paulo)


   Texto II

   (Adaptado)

   Incêndio do Museu Nacional foi um crime

   JOSÉ NÊUMANNE, O Estado de S.Paulo

Os 20 milhões de itens expostos ao público, objetos de pesquisa e testemunhas à mão da memória e da História do Brasil, ainda ardiam no incêndio que devastou o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, por não haver água nos hidrantes do prédio enquanto vários oportunistas já vinham à tona para se aproveitarem da tragédia.

    O esqueleto de Luzia, a mulher mais antiga do continente, resistente a 12 mil anos de intempéries, era apenas uma imagem virtual quando os repórteres dos telejornais, enfrentando a desinformação absoluta com a necessidade de falar alguma coisa, noticiaram que a polícia terá de descobrir e revelar se o incêndio foi acidental ou criminoso. (...) Minhas senhoras, meus senhores, o que se assistiu na noite de domingo passado foi ao assassinato sem piedade de milhares de anos da História do País e da humanidade pelas castas que dilapidam há séculos o patrimônio público. A documentação do registro da passagem do mamífero bípede, impropriamente definido como racional, e da identidade nacional de uma pretensa civilização, instalada nestes tristes trópicos em substituição à barbárie dos silvícolas, anterior a ela, virou cinzas molhadas pelos jatos impotentes de uma (!) escada de bombeiros jorrando água suficiente para apagar uma fogueira junina, se muito.

    (...)

   O ministro da Cultura, Sérgio de Sá Leitão, disse que “certamente a tragédia poderia ter sido evitada”, numa tentativa absurda de transferir apenas para os governos anteriores as causas do desastre, que, segundo Walter Neves, antropólogo que pesquisava o esqueleto de Luzia, foi “anunciado”. A culpa não é apenas do governo atual, é claro, mas é principalmente deste. Leitão age como um sujeito que cai do décimo andar, sai caminhando e pergunta aos transeuntes o que aconteceu. E ninguém foi demitido! (...)

(Fonte: o Estado de São Paulo)

A partir da leitura atenta dos dois textos acima, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.


I. O objetivo principal do texto 1 é o de informar o leitor, o que é conseguido pelo predomínio de trechos argumentativos em relação aos narrativos.

II. No último parágrafo do texto 1, há um trecho argumentativo enunciado pelo vice-diretor do Museu Nacional, que, por meio do discurso direto, opina sobre o fato ocorrido.

III. O texto 2 é marcado pela enunciação subjetiva, que intenciona, por meio de estratégias argumentativas, expor uma convicção, um julgamento, do seu autor.

IV. A transcrição literal da fala do ministro da Cultura é utilizada, no último parágrafo do texto 2, como estratégia argumentativa pelo autor do texto, já que, assim como Sérgio de Sá Leitão, ele culpabiliza os governos anteriores e o atual pelo incêndio ocorrido.
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5322Q854697 | Português, Interpretação de Textos, Analista de Tecnologia da Informação, CESPE CEBRASPE, 2020

Texto CG1A1-I

       Algumas das primeiras incursões pelos mundos paralelos ocorreram na década de 50 do século passado, graças ao trabalho de pesquisadores interessados em certos aspectos da mecânica quântica — teoria desenvolvida para explicar os fenômenos que ocorrem no reino microscópico dos átomos e das partículas subatômicas. A mecânica quântica quebrou o molde da mecânica clássica, que a antecedeu, ao firmar o conceito de que as previsões científicas são necessariamente probabilísticas. Podemos prever a probabilidade de alcançar determinado resultado ou outro, mas em geral não podemos prever qual deles acontecerá. Essa quebra de rumo com relação a centenas de anos de pensamento científico já é suficientemente chocante, mas há outro aspecto da teoria quântica que nos confunde ainda mais, embora desperte menos atenção. Depois de anos de criterioso estudo da mecânica quântica, e depois da acumulação de uma pletora de dados que confirmam suas previsões probabilísticas, ninguém até hoje soube explicar por que razão apenas uma das muitas resoluções possíveis de qualquer situação que se estude torna-se real. Quando fazemos experimentos, quando examinamos o mundo, todos estamos de acordo com o fato de que deparamos com uma realidade única e definida. Contudo, mais de um século depois do início da revolução quântica, não há consenso entre os físicos quanto à razão e à forma de compatibilizar esse fato básico com a expressão matemática da teoria.


Brian Greene. A realidade oculta: universos paralelos e as leis
profundas do cosmo. José Viegas Jr. (Trad.) São Paulo:
Cia das Letras, 2012, p. 15-16 (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir.

No segundo período do texto, o termo “a”, em “que a antecedeu”, faz referência a “mecânica quântica”.

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5323Q681396 | Português, Interpretação de Textos, Redator, Câmara Municipal de Fortaleza CE, FCC, 2019

Texto associado.
   Estabelecida na Sicília no século V a.C., a retórica terá como primeiros cultores a Empédocles, Córax e Tísias. Segundo Armando Plebe
(1968, p. 3-6, passim), já nesse momento nebuloso de suas origens, a disciplina conheceria duas linhagens: primeira, uma demonstração
técnica e racional do verossímil; segunda, uma psicagogia (literalmente, “condução da alma”), isto é, exploração do potencial de sedução da
palavra, aquém ou além de sua inteligibilidade. A primeira linhagem aspira a tornar mais potente o discurso válido de uma perspectiva
lógica, tendo como fonte Córax, Tísias e Protágoras; a segunda, mergulhada em princípios pitagóricos - magia, medicina e música como
terapias - e parmenídicos - distinção entre a via da verdade e a da opinião - pretende trabalhar o fascínio enganador a que se presta a
palavra, originando-se no pensamento de Empédocles, para daí passar a Górgias e depois a Isócrates.
   A partir de fins do século V a. C., a retórica entra num período que ficou melhor documentado, podendo-se dizer, contudo, que a
controvérsia já referida, entre a arte da palavra como embalagem do raciocínio ou como encantamento e ilusionismo, se transforma em
verdadeiro mote do debate filosófico que atravessaria os séculos. Desse período, são de destacar as obras de Platão - que em geral reagiu
contra a retórica enquanto hipertrofia da linguagem como forma sedutora, ou então a avaliou positivamente, desde que identificada com a
dialética - e de Aristóteles - que lhe dedicou um tratado específico destinado a ampla influência, concebendo-a como técnica rigorosa de
argumentação e como arte do estilo, além de estudá-la sob os pontos de vista do ethos do orador e do pathos dos ouvintes.
(Adaptado de ACÍZELO, Roberto. O império da eloquência: retórica e poética no Brasil oitocentista. Rio de Janeiro: EdUERJ: EdUFF,
1999, p. 7)
O texto atribui a Platão e a Aristóteles concepções distintas sobre a retórica. Para Platão, a retórica
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5324Q699069 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário Área Judiciária, TRF 3a, FCC, 2019

Texto associado.
[Como se estrutura uma sociedade?]
    A pergunta formulada acima é uma constância da história social. Alguns antropólogos têm afirmado que a estrutura social é a rede de todas as relações de pessoa-a-pessoa, numa dada sociedade. Mas tal definição é por demais ampla. Não estabelece distinção entre os elementos efêmeros e os mais persistentes na atividade social, e torna quase impossível distinguir a noção de estrutura de uma sociedade da totalidade da própria sociedade. 
    No extremo oposto, está a noção de estrutura social compreendendo, somente, as relações entre os grupos principais na sociedade, que persistem por muitas gerações, mas exclui outros como a família, que se dissolve de uma geração para outra. Essa definição é limitada demais. 
    Uma terceira noção de estrutura social enfatiza não tanto as relações reais entre pessoas ou grupos, mas as relações esperadas ou mesmo as relações ideais. De acordo com esse ponto de vista, o que realmente dá à sociedade sua forma e permite a seus membros exercerem suas atividades são as expectativas ou mesmo as crenças idealizadas do que está feito, ou do que deverá ser feito pelos outros membros. Não falta quem veja tal formulação como bastante insatisfatória. 
    Em vez de respostas prontas à pergunta aqui tratada, será preciso sempre reconhecer que a validade de qualquer uma delas estará presa à validação do critério que a sustenta.
(Adaptado de: FIRTH, Raymond. In: VV.AA. Homem e sociedade. Trad. Amadeu José Duarte Lanna. São Paulo: Nacional, 1975, p. 35-36) 
Deve-se entender da leitura do texto que, ao se considerar a pergunta formulada no título,
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5325Q112584 | Inglês, Interpretação de Textos, Analista de Informática, SPTrans, VUNESP

Texto associado.

Leia o texto, retirado do site www.java.net, para responder às
questões de números 59 e 60.

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Segundo relato do autor, a equipe de desenvolvimento da Amway Corp tornou-se

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5326Q217289 | Português, Interpretação de Textos, Oficial Técnico de Inteligência Área de Serviço Social, ABIN, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Os itens a seguir são excertos adaptados do texto A atividade
operacional em benefício da segurança pública: o combate ao
crime organizado (op. cit.). Julgue-os no que se refere à correção
gramatical e à coerência das ideias.

Os crimes transnacionais proliferam à velocidade altíssima, por conseguinte, beneficiam-se do avanço das telecomunicações, razão porque a inteligência torna-se essencial para o combate dos mesmos.

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5327Q375256 | Português, Interpretação de Textos, Gestão de Concursos, 2020

TEXTO I


                                     Para o futuro chegar mais rápido

É verdade: 15% de mulheres no Congresso é uma cifra constrangedora, e coloca o Brasil no rodapé dos rankings globais de participação feminina na política. Mas é motivo de orgulho o aumento de 50% registrado nas últimas eleições. [...]

Estaremos avançando? Na verdade, há bem pouco a se celebrar.

Se seguirmos no ritmo atual, ainda serão necessários 108 anos para que o mundo alcance a igualdade de gênero. A previsão – a maldição – é do Global Gender Report, estudo anual do Fórum Econômico Mundial. É uma projeção que precisa ser lida como um compêndio gigantesco de corpos estuprados – perto de 500.000 por ano só no Brasil, diz o IPEA –, de meninas sem acesso à educação básica, de barrigas de grávida em corpinhos ainda em formação, de noivas que deveriam estar brincando – de boneca ou de carrinho.

Cento e oito anos é muito tempo. É tempo demais. Mas há uma nova força entrando no tabuleiro. Uma palavra cujo novo significado ainda não foi compreendido pela geração que hoje está no poder: meninas.

Desde 2012, por iniciativa da ONU, 11 de outubro é o Dia Internacional da Menina. É uma palavra em transição, menina. Uma busca pelo termo no Google Images revela um sem fim de garotinhas maquiadas, quase sempre sozinhas e em um jogo de sedução com a câmera. Nada poderia estar mais distante do que vejo.

Sou a coordenadora nacional do Girl Up, um movimento global da Fundação ONU que treina, inspira e conecta meninas para que sejam líderes na mudança em direção a um mundo melhor, aqui definido pelos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Se você está entre aqueles para quem o termo menina denota condescendência, permita-me contar o que elas andam aprontando.

Lia tem 16 anos e um dia me procurou com um contato dentro da Globosat na mão. Era Copa do Mundo e ela, que lidera o primeiro Clube Girl Up da capital fluminense, queria fazer um evento para algumas dezenas de meninas. Meia hora de Skype para pensar com ela o teor da reunião: foi tudo que ofereci. Os adultos da Globosat devem ter ficado embasbacados – como ficam os adultos que ainda não entenderam do que elas são capazes – quando um par de meninas sentou à sua frente para negociar os detalhes de uma tarde que envolveu tour pelos estúdios, jogo da Copa no telão da sede e bate-papo com Glenda Kozlowski, uma das maiores jornalistas esportivas do país.

Maria Antônia, 18 anos. Dinheiro da família para sair do país, nem em sonho. Assim mesmo, enfiou na cabeça que iria no Congresso de Liderança do Girl Up, que todos os anos reúne cerca de 400 meninas dos cinco continentes em Washington. Contando com uma rede enorme – elas aprendem cedo o poder das redes – Maria Antônia, idealizou e liderou o crowdfunding que viabilizou sua ida. Em setembro esteve entre os 78 estudantes selecionados para participar do Parlamento Jovem Brasileiro, sentando-se na cadeira da Presidência da Câmara.

Bruna, também 18. Me ligou em abril pra contar que havia agendado uma audiência pública na Câmara Municipal de Goiânia para discutir denúncias de assédio no ambiente escolar. O Clube que ela fundou na cidade tem particular interesse por advocacy, e essas meninas cavaram sozinhas o apoio da vereadora Dra. Cristina, que encampou o plano do Clube.

A Marina eu conheci no fim de agosto, quando ela nos procurou pelo Instagram pra falar de seu projeto. Ela preencheu com absoluta facilidade os requisitos que me permitiram justificar, à matriz americana do Girl Up, a viagem a São João Evangelista, cidadela de 14.000 habitantes a seis horas de ônibus ao norte de Belo Horizonte. Marina agendou visitas em cinco escolas públicas da região. Uma delas – a escola onde a Marina estudou – fica na zona rural. Ela tem 18 anos e a rotina espartana começa todos os dias às 3 da manhã com o estudo do inglês.

A diferença na renda familiar entre as quatro meninas é abismal. A cor da pele não é a mesma, e enquanto uma delas vive em um dos metros quadrados mais caros do país, outra não tinha energia elétrica em casa até cinco anos atrás. Mas não acredite nas imagens do Google: elas não estão sozinhas.

Lia, Maria Antônia, Bruna e Marina se conhecem e estão em um grupo de WhatsApp onde trocam informações sobre processos seletivos de universidades no exterior, um sonho partilhado pelas quatro. E elas são muitas, muito mais do que eu poderia contar. Quando garantimos às meninas uma vida livre de violências e asseguramos seus direitos básicos, todo o potencial que por séculos esteve enterrado aflora, originando um ciclo virtuoso benéfico para todos nós.

É hora de atualizar o navegador. A sueca de 16 anos que pode se tornar a pessoa mais jovem da História a ser laureada com o Nobel da Paz, se realizar o feito, ocupará o posto que hoje é de outra menina. Greta Thunberg e Malala não são exceções: são expoentes de uma onda poderosa, inteligente, conectada e crescente. Meninas: são elas a força capaz de acelerar os 108 anos que nos separam da igualdade de gênero.

Disponível em:<https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/10/opinion/1570715827_ 082487.html > . Acesso em: 14 out. 2019.

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5328Q101082 | Português, Interpretação de Textos, Analista Administrativo, CFA, IADES

Texto associado.

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Julgue os itens a seguir, de acordo com o texto III.

I O trabalho do administrador é semelhante em qualquer organização e independe da posição que ele ocupa.

II Pode se depreender da leitura do texto que os objetivos somente são alcançados com cooperação dos fornecedores.

III O autor afirma que a Administração somente existe para empresas de grande porte.

IV Considerando o texto, pode-se afirmar que somente há cooperação quando há limitação física.

A quantidade de itens certos é igual a

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5329Q693981 | Português, Interpretação de Textos, Farmacêutico, UFSC, UFSC, 2019

Texto associado.
Texto 1

A linguagem e a constituição da subjetividade
 1  [...] O tema da “constitutividade” remete, de alguma forma, a questões que demandam
 2 explicitação, já que supõe uma teoria do sujeito e esta, por seu turno, implica a definição de
 3 um lugar nem sempre rígido a inspirar práticas pedagógicas e por isso mesmo políticas.
 4   Quando se admite que um sujeito se constitui, o que se admite junto com isso? Que
 5 energia põe em movimento este processo? É possível determinar seus pontos alfa e ômega?
 6   Em que sentido a prática pedagógica faz parte deste processo? Com que “instrumentos” ou
 7 “mediações” trabalha este processo?
 8   Obviamente, este conjunto de questões, a que outras podem ser somadas, põe em foco
 9  a totalidade do fenômeno humano, sua destinação e sua auto-compreensão. Habituados à
10 higiene da racionalidade, ao inescapável método de pensar as partes para nos aproximarmos
11 de respostas provisórias que, articuladas um dia – sempre posto em suspenso e remetido às
12 calendas gregas – possam dar do todo uma visão coerente e uniforme, temos caminhado e
13 nos fixado nas partes, nas passagens, mantendo sempre no horizonte esta suposição de que
14 o todo será um dia compreendido.
15   Meu objetivo é pôr sob suspeição a esperança que inspira a construção deste horizonte,
16 o ponto de chegada. E pretendo fazer isso discutindo precisamente a noção de
17 constitutividade e as seguintes implicações que me parecem acompanhá-la:
18 1. admitir a noção de constitutividade implica em admitir um espaço para o sujeito;
19 2. admitir a noção de constitutividade implica em admitir a inconclusibilidade;
20 3. admitir a noção de constitutividade implica em admitir o caráter não fechado dos
21 “instrumentos” com que se opera o processo de constituição;
22 4. admitir a noção de constitutividade implica em admitir a insolubilidade.
23   No movimento pendular da reflexão sobre o sujeito, os pontos extremos a que remete
24 nossa cultura situam o sujeito ora em um de seus lados, tomando-o como um deus ex-nihilo,
25 fonte de todos os sentidos, território previamente dado já que racional por natureza (e por
26 definição), espaço onde se processa toda a compreensão. Na outra extremidade, o sujeito é
27 considerado mero ergon, produto do meio ambiente, da herança cultural de seu passado.
28  Entre a metafísica idealista e o materialismo mecanicista, pontos extremos, movimenta-se o
29 pêndulo. E a força deste movimento é territorializada em um de seus pontos. A absorção de
30 elementos outros, não essenciais segundo o espaço em que se situa a reflexão, são acidentes
31 incorporados ao conceito de sujeito que cada corrente professa. Exemplifiquemos pelas
32 posições mais radicais.
33   Do ponto de vista de uma metafísica religiosa, destinando-se o homem a seu reencontro
34 paradisíaco com seu Criador, de quem é feito imagem e semelhança, os desvios de
35 rota, os pecados, enfim a vida vivida por todos nós, neste tempo de provação, a consciência
36 que, em sua infinita bondade, nos foi concedida pelo Criador, aponta-nos o bem e o mal,
37 ensina-nos, do nada, o arrependimento pela prática deste e a alegria pela prática daquele.
38 Deus e o Diabo, ambos energeia. Impossível um sem o outro, como mostra o “evangelista”
39 contemporâneo José Saramago em O Evangelho Segundo Jesus Cristo.
40   Do ponto de vista de um materialismo estreito, o sujeito na vida que vive apenas ocupa
41 lugares previamente definidos pela estrutura da sociedade, cujas formações discursivas e
42 ideológicas já estatuíram, desde sempre, o que se pode dizer, o que se pode pensar.
43   Recortaram o dizível e o indizível. Toda e qualquer pretensão de dizer a sua palavra, de
44 pensar a motu proprio não passa de uma ilusão necessária e ideológica para que o Criador,
45 agora o sistema, a estrutura se reproduza em sua igualdade de movimentos. Assujeitado
46 nestes lugares, o sujeito conduz-se segundo um papel previamente dado. Representamos na
47 vida. Infelizmente uma representação definitiva e sem ensaios. Sempre a representação final
48 de um papel que não escolhemos. E aqui a lembrança de leitor remete a Milan Kundera de A
49 Insustentável Leveza do Ser.
50  Em nenhum dos extremos a noção de constitutividade situa a essência do que define o
51 sujeito. Elege o fluxo do movimento como seu território sem espaço. Lugar de passagem e na
52 passagem a interação do homem com os outros homens no desafio de construir categorias de
53 compreensão do mundo vivido, nem sempre percebido e dificilmente concebido de forma
54 idêntica pela unicidade irrepetível que é cada sujeito. As interações são perpassadas por
55 histórias contidas e nem sempre contadas. Por interesses contraditórios, por incoerências.
56    São de um presente que, em se fazendo, nos escapa porque sua materialidade é inefável,
57 contendo no aqui e agora as memórias do passado e os horizontes de possibilidades de um
58 futuro. Ao associarem a noção de constitutividade à de interação, escolhendo esta como o
59 lugar de sua realização, as concepções bakhtinianas de linguagem e de sujeito trazem, ao
60 mesmo tempo, para o processo de formação da subjetividade, o outro, alteridade necessária,
61 e o fluxo do movimento, cuja energia não está nos extremos, mas no trabalho que se faz
62 cotidianamente, movido por interesses contraditórios, por lutas, mas também por utopias, por
63 sonhos. Presente limitado pelas suas condições de sua possibilidade, e porque limitado
64 mostra que há algo para além das margens (ou não haveria limites). Os instrumentos
65 disponíveis, construídos pela herança cultural e reconstruídos, modificados, abandonados ou
66 recriados pelo presente, têm um passado, mas seu sentido se mede pelo que no presente
67 constrói como futuro.
68    Professar tal teoria do sujeito é aceitar que somos sempre inconclusos, de uma
69 incompletude fundante e não casual. Que no processo de nos compreendermos a nós
70 próprios apelamos para um conjunto aberto de categorias, diferentemente articuladas no
71 processo de viver. Somos insolúveis (o que está longe de volúveis) no sentido de que não há
72 um ponto rígido, duro, fornecedor de todas as explicações.
73   Que papel reservar à educação e à leitura neste processo? Considerando que a
74 educação somente se dá pelo processo de mediação entre sujeitos e que a leitura é uma das
75 formas de interação entre os homens – um leitor diante de uma página escrita sabe que por
76 trás desta há um autor (seja ele da ordem que for) com que está se encontrando, então
77 devemos incluir todos os processos educacionais e a leitura entre as interações e por isso
78 mesmo dentro dos processos de constituição das subjetividades.
79   A leitura do mundo e a leitura da palavra são processos concomitantes na constituição
80 dos sujeitos. Ao “lermos” o mundo, usamos palavras. Ao lermos as palavras, reencontramos
81 leituras do mundo. Em cada palavra, a história das compreensões do passado e a construção
82 das compreensões do presente que se projetam como futuro. Na palavra, passado, presente e
83 futuro se articulam.
GERALDI, João Wanderley. A aula como acontecimento. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010, p. 30-32. [Adaptado].
Assinale a alternativa que melhor apresenta o resumo da ideia principal do texto 1.
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5330Q857826 | Português, Interpretação de Textos, Técnico de Enfermagem, GSA CONCURSOS, 2020

Veja as expresso?es:

“O sol ta? queimando mais atualmente”

“Dizem que e? o tal buraco da camada de ozo?nio”

Com base na tirinha acima assinale a alternativa correta:

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5331Q156143 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário Tecnologia da Informação, TRE AL, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Texto I - itens de 1 a 20
Apostando na leitura
1 Se a chamada leitura do mundo se aprende por aí, na tal escola da vida, a leitura de livros carece de aprendizado mais
regular, que geralmente acontece na escola. Mas leitura, quer do mundo, quer de livros, só se aprende e se vivencia, de forma
plena, coletivamente, em troca contínua de experiências com os outros. É nesse intercâmbio de leituras que se refinam, se
4 reajustam e se redimensionam hipóteses de significado, ampliando constantemente a nossa compreensão dos outros, do mundo
e de nós mesmos. Da proibição de certos livros (cuja posse poderia ser punida com a fogueira) ao prestígio da Bíblia, sobre a qual
juram as testemunhas em júris de filmes norte-americanos, o livro, símbolo da leitura, ocupa lugar importante em nossa sociedade.
7 Foi o texto escrito, mais que o desenho, a oralidade ou o gesto, que o mundo ocidental elegeu como linguagem que cimenta a
cidadania, a sensibilidade, o imaginário. É ao texto escrito que seconfiam as produções de ponta da ciência e da filosofia; é ele
que regula os direitos de um cidadão para com os outros, de todos para com o Estado e vice-versa. Pois a cidadania plena, em
10 sociedades como a nossa, só é possível - se e quando ela é possível - para leitores. Por isso, a escola é direito de todos e dever
do Estado: uma escola competente, como precisam ser os leitores que ela precisa formar. Daí, talvez, o susto com que se observa
qualquer declínio na prática de leitura, principalmente dos jovens, observação imediatamente transformada em diagnóstico de
13 uma crise da leitura, geralmente encarada como anúncio do apocalipse, da derrocada da cultura e da civilização. Que os jovens
não gostem de ler, que lêem mal ou lêem pouco é um refrão antigo, que de salas de professores e congressos de educação ressoa
pelo país afora. Em tempo de vestibular, o susto é transportado para a imprensa e, ao começo de cada ano letivo, a terapêutica
16 parece chegar à escola, na oferta decoleções de livros infantis, juvenis e paradidáticos, que apregoam vender, com a história que
contam, o gosto pela leitura. Talvez, assim, pacifique corações saber que desde sempre - isto é, desde que se inventaram livros
e alunos - se reclama da leitura dos jovens, do declínio do bom gosto, da bancarrota das belas letras! Basta dizer que Quintiliano,
19 mestre-escola romano, acrescentou a seu livro uma pequena antologia de textos literários, para garantir um mínimo de leitura aos
estudantes de retórica. No século I da era cristã! Estamos, portanto, em boa companhia. E temos, de troco, uma boa sugestão: se
cada leitor preocupado com a leitura do próximo, sobretudo leitores-professores, montar sua própria biblioteca e sua antologia
22 e contagiar por elas outros leitores, sobretudo leitores-alunos, por certo a prática de leitura na comunidade representada por tal
círculo de pessoas terá um sentido mais vivo. E a vida será melhor, iluminada pela leitura solidária de histórias, de contos,de
poemas, de romances, de crônicas e do que mais falar a nossos corações de leitores que, em tarefa de amor e paciência, apostam
25 no aprendizado social da leitura.

Marisa Lajolo. Folha de S. Paulo, 19/9/1993 (com adaptações).

De acordo com as idéias do texto I, julgue os itens seguintes.

Segundo Marisa Lajolo, o desinteresse pela leitura é um
problema antigo, que coincidiu com o advento dos modernos
veículos de comunicação e aumentou com o surgimento da
Internet.

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5332Q931574 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular Primeira Fase USP, USP, FUVEST

Texto associado.
Mas o pecado maior contra a Civilização e o Progresso, 
contra o Bom Senso e o Bom Gosto e até os Bons Costumes, 
que estaria sendo cometido pelo grupo de regionalistas a 
quem se deve a ideia ou a organização deste Congresso, 
estaria em procurar reanimar não só a arte arcaica dos 
quitutes finos e caros em que se esmeraram, nas velhas casas  
patriarcais, algumas senhoras das mais ilustres famílias da 
região, e que está sendo esquecida pelos doces dos 
confeiteiros franceses e italianos, como a arte - popular 
como a do barro, a do cesto, a da palha de Ouricuri, a de 
piaçava, a dos cachimbos e dos santos de pau, a das esteiras, 
a dos ex-votos, a das redes, a das rendas e bicos, a dos 
brinquedos de meninos feitos de sabugo de milho, de canudo 
de mamão, de lata de doce de goiaba, de quenga de coco, de 
cabaça - que é, no Nordeste, o preparado do doce, do bolo, 
do quitute de tabuleiro, feito por mãos negras e pardas com 
uma perícia que iguala, e às vezes excede, a das sinhás 
brancas. 
                 Gilberto Freyre. Manifesto regionalista (7a ed.). 
                                   Recife: FUNDAJ, Ed. Massangana, 1996.
De acordo com o texto de Gilberto Freyre, o Manifesto regionalista, publicado em 1926,
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5333Q711159 | Português, Interpretação de Textos, Agente Administrativo, Prefeitura de São Gonçalo do Amarante CE, CETREDE, 2019

Texto associado.

Os três pássaros do Rei Herodes


      Pela triste estrada de Belém, a Virgem Maria, tendo o Menino Jesus ao colo, fugia do rei Herodes.

      Aflita e triste ia em meio do caminho quando encontrou um pombo, que lhe perguntou:

      - Para onde vais, Maria?

      - Fugimos da maldade do rei Herodes – respondeu ela. Mas como naquele momento se ouvisse o tropel dos soldados que a perseguiam, o pombo voou assustado.

      Continuou Maria a desassossegada viagem e, pouco adiante, encontrou uma codorniz que lhe fez a mesma pergunta que o pombo e, tal qual este, inteirada do perigo, tratou de fugir.

      Finalmente, encontrou-se com uma cotovia que, assim que soube do perigo que assustava a Virgem, escondeu-a e ao menino, atrás de cerrado grupo de árvores que ali existia.

      Os soldados de Herodes encontraram o pombo e dele souberam o caminho seguido pelos fugitivos. Mais para a frente a codorniz não hesitou em seguir o exemplo do pombo.

      Ao fim de algum tempo de marcha, surgiram à frente da cotovia. Viste passar por aqui uma moça com uma criança no regaço?

      - Vi sim – respondeu o pequenino pássaro. Foram por ali.

      E indicou aos soldados um caminho que se via ao longe. E assim afastou da Virgem e de Jesus os seus malvados perseguidores.

      Deus castigou o pombo e a codorniz.

       O primeiro, que tinha uma linda voz, passou a emitir, desde então, um eterno queixume.

      A segunda passou a voar tão baixo, tão baixo, que se tornou presa fácil de qualquer caçador inexperiente.

      E a cotovia recebeu o prêmio de ser a esplêndida anunciadora do sol a cada dia que desponta.

A astúcia de um personagem  
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5334Q833032 | Português, Interpretação de Textos, Professor de Educação Infantil, AMEOSC, 2021

TEXTO 

O texto abaixo servirá de base para responder a questões de 21 a 30.

As polêmicas que rondam as grandes plataformas digitais

Comportamento fragiliza publicidade, imprensa e liberdade de expressão

Dudu Godoy, 25.mar.2021


As transformações promovidas pela tecnologia, destacadamente com o surgimento das grandes plataformas digitais, já garantiram a alcunha de que este é o novo capitalismo, composto por gigantes que atuam com buscadores e redes sociais.

Movimentando bilhões de dólares globalmente, essas plataformas tornaram-se não só um negócio bilionário, mas também alvo de questionamentos sobre os deveres e direitos de suas atividades, com implicações nas práticas de concorrência e no cumprimento das regras e normas que regem mercados em âmbito global.

Uma dessas polêmicas diz respeito à remuneração do conteúdo jornalístico por parte dessas plataformas, que reproduzem os conteúdos da imprensa e angariam publicidade e anunciantes com base neles, mas sem remunerar os veículos -batalha que também ocupa a cena nacional devido ao inquérito administrativo aberto pela ANJ (Associação Nacional de Jornais) contra o Google.

Mas há outra questão que afronta a regra que ajudou a fortalecer essa indústria: a de que a publicidade deve remunerar veículos e agências com base nas normas-padrão estabelecidas pelo sistema de autorregulação do Cenp (Conselho Executivo das Normas-Padrão), que, até aqui, impediu a concorrência predatória e garantiu a sustentabilidade da atividade, com transparência e ética.

É conhecido que cerca de 80% do faturamento dessas plataformas provêm da publicidade, e o restante, de serviços. Basta ver o número de anúncios que perseguem os usuários para saber que acessar essas plataformas tem um custo, e ele é coberto pelos anunciantes.

Embora seja visível que atuam como veículos de comunicação -ou seja, veiculam conteúdo e vendem publicidade-, o modelo de operação das plataformas contraria as normas-padrão de remuneração praticadas há mais de duas décadas sob a alegação de que não são veículos. Mas como definir um negócio cuja receita provém 80% da venda de publicidade e veiculação de conteúdo? Se não são veículos, parece se tratar de falácia de nomenclatura -assim como alguns termos mudaram sem que a essência da atividade deixasse de ser a descrita pelas novas nomenclaturas.

Com o agravante de que, aqui, falamos de regras estabelecidas para definir obrigações financeiras com as partes de toda uma cadeia e, assim, evitar que o poder dos mais fortes se sobreponha a um sistema justo e sustentável.

Mesmo ignorando o impacto financeiro sobre os negócios das agências e dos veículos -desfavorecidos por uma concorrência fora do parâmetro da indústria-, ainda temos a questão da liberdade de expressão, ameaçada sob o aspecto econômico, pois a sobrevivência dos veículos e da imprensa depende dos anúncios, e os veículos que seguem as regras acabam ameaçados de perder receita, ao contrário dos que não as seguem.

Está em questão em que medida a disrupção tecnológica que essas plataformas trouxeram justifica a implosão de normas aprimoradas por toda uma indústria ao longo de décadas, como se o simples fato de serem novas tecnologias justificasse o não enquadramento a essas normas, e em que medida se justifica a defesa de uma suposta liberdade comercial cujo objetivo último é garantir o lucro máximo apenas para essas plataformas, sem observar a sustentabilidade de toda a cadeia, e com impacto direto sobre agências e veículos de comunicação.

Esse comportamento fragiliza essa indústria e gera um impacto negativo sobre os negócios da própria imprensa e a liberdade de expressão, que só pode existir com veículos fortes e independentes.

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/03/as-polemicas-que-rondam-as-grand es-plataformas-digitais.shtml Acessado em 30/03/2021

Com base na leitura do texto jornalístico acima, é CORRETO AFIRMAR que a tese presente no mesmo é a de que:
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5335Q139273 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário Área Judiciária Execução de Mandados, TRT 9a REGIÃO, FCC

Texto associado.

O poder nuclear e a civilização

Considerando que nosso futuro será, em grande parte,
determinado por nossa atitude perante a questão nuclear, é
bom nos perguntarmos como chegamos até aqui, com o poder
de destruir a civilização. O que isso nos diz sobre quem somos
como espécie?

Nossa aniquilação é inevitável ou será que seremos capazes
de garantir nossa sobrevivência mesmo tendo em mãos
armas de destruição em massa? Infelizmente, armas nucleares
são monstros que jamais desaparecerão. Nenhuma descoberta
científica "desaparece". Uma vez revelada, permanece viva, mesmo
se condenada como imoral por uma maioria. O pacto que
acabamos por realizar com o poder tem um preço muito alto. É
irreversível. Não podemos mais contemplar um mundo sem armas
nucleares. Sendo assim, será que podemos contemplar um
mundo com um futuro?

O medo e a ganância - uma combinação letal - trouxeram-
nos até aqui. Por milhares de anos, cientistas e engenheiros
serviram o Estado em troca de dinheiro e proteção. Cercamo-
nos de inimigos reais ou virtuais e precisamos proteger
nosso país e nossos lares a qualquer preço. O patriotismo é o
maior responsável pela guerra. Não é à toa que Einstein queria
ver as fronteiras abolidas.

Olhamos para o Brasil, os Estados Unidos e a Comunidade
Europeia, onde fronteiras são cada vez mais invisíveis, e
temos evidência empírica de que a união de Estados sem
fronteiras leva à estabilidade e à sobrevivência. A menos que as
coisas mudem profundamente, é difícil ver essa estabilidade
ameaçada. Será, então, que a solução - admito, extremamente
remota - é um mundo sem fronteiras, uma sociedade de fato
globalizada e economicamente integrada? Ou será que existe
outro modo de garantir nossa sobrevivência a longo prazo com
mísseis e armas nucleares apontando uns para os outros,
prontos a serem detonados? O que você diz?

(Adaptado de Marcelo Gleiser, Folha de S. Paulo, 18/04/2010)

Entre as razões que podem sustentar uma posição pessimista, no que toca ao futuro de uma civilização com o poder de se destruir, estão
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5336Q692745 | Português, Interpretação de Textos, Auditor de Controle Interno, Prefeitura de Porto Alegre RS, FUNDATEC, 2019

Texto associado.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.                                                                                                                    
                               Auditoria interna e sua importância para as organizações
                                                                                                                        
                                                                                                                         Equipe Portal da Contabilidade
01             A auditoria interna – constituída por um conjunto de procedimentos técnicos – ___ por
02 objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações
03 físicas, contábeis, financeiras e operacionais da Entidade.
04             Sem tais indagações, a organização pode ficar à mercê de fraudes, erros, ineficiências e
05 outras irregularidades, praticadas por agentes internos (administradores, colaboradores) ou
06 externos (clientes, fornecedores).
07             ___________-se procedimentos de auditoria interna: exames, incluindo testes de
08 observância e testes substantivos, que permitem ao auditor interno obter provas suficientes para
09 fundamentar suas conclusões e recomendações.
10             A auditoria interna é de suma importância para as organizações, desempenhando papel
11 de grande relevância, ajudando a eliminar desperdícios, simplificar tarefas, servir de ferramenta
12 de apoio à gestão e transmitir informações aos administradores sobre o desenvolvimento das
13 atividades executadas.
14             A gestão de controles implica na elaboração de procedimentos internos, sua execução e
15 avaliação, visando eficácia na manutenção e criação do controle interno. A ausência de controle
16 administrativo, dentre outras consequências, torna todo sistema de contabilidade inadequado,
17 por falta de confiança em suas informações e em seus relatórios.
18 Sendo a auditoria interna importante como controle administrativo, ela verifica a
19 existência dos controles internos e procura contribuir para o seu aprimoramento. Essa
20 ferramenta tão preciosa, além de verificar se as normas internas estão sendo seguidas, procura
21 avaliar se há necessidade de novas normas, procedimentos e controles mais adequados e ágeis.
22             O objetivo da auditoria interna é beneficiar a organização com melhor controle de seu
23 patrimônio, procurando reduzir a ineficiência, negligência, incapacidade, erros e fraudes. A
24 realização de procedimentos regulares visando identificar as falhas e preveni-las, reforçando os
25 controles, ______________ para qualquer gestão organizacional. Neste sentido, a auditoria
26 interna, preventivamente, realiza a análise da adequação dos mecanismos de controle, visando
27 maior segurança patrimonial e confiabilidade nos relatórios contábeis e gerenciais.
28             O auditor interno deve obter, analisar, interpretar e documentar as informações físicas,
29 contábeis, financeiras e operacionais para dar suporte aos resultados de seu trabalho.
30             Através do relatório, o auditor interno prescreverá recomendações e as providências, as
31 quais devem ser tomadas pela administração. Portanto, não basta a simples existência do
32 aparato de auditoria, mas a responsável implementação das recomendações e procedimentos
33 cabíveis às rotinas organizacionais. Daí sua importância como instrumento de mudança e
34 controle.
        Disponível em: Fonte: http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas – adaptação.
Considerando aspectos relacionados à concordância verbal e nominal, assinale a alternativa cujos vocábulos preenchem, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 01, 07 e 25.
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5337Q833291 | Português, Interpretação de Textos, Prefeitura de Marília SP Supervisor de Saúde, VUNESP, 2021

Leia o texto para responder à questão.

    O ponto final nas máquinas de escrever antigas parecia uma mancha preta do tamanho de uma letra. O advento dos computadores trouxe caracteres com espaçamento proporcional – e o ponto foi reduzido a uma pequena marca. Para mim, um ex-usuário de máquina de escrever, a ideia foi tornar esse ponto menos relevante. A parte mais importante de uma frase passou a ser uma simples manchinha: fácil de inserir sem pensar muito, fácil de ignorar por completo.
    Depois, vieram outras ameaças: as mensagens de texto e os chats on-line. Na linguagem visual dos diálogos com balões de mensagem de texto no celular, os pontos são de pouca utilidade. Uma única linha de texto não requer pontuação para deixar claro que você terminou.
    Em vez de digitar o ponto, pressionamos “enviar”. E agora o encerramento de um texto é marcado pelo emoji de um beijo ou de uma carinha, no lugar do ponto final. Estudos mostram, inclusive, que as pessoas tendem a interpretar um texto que termina com ponto como ríspido ou passivo-agressivo.
    Escrevemos como se estivéssemos dialogando. Esse tipo de escrita digital geralmente é feita de forma rápida, à espera de uma resposta imediata. É uma forma semicontínua de bater papo.
    Mas escrever não é bem uma conversa. Um dos propósitos de escrever de maneira eficaz é armazenar e disseminar informações de forma que não seja necessária a presença física de outra pessoa enquanto se escreve. Um texto escrito é sua própria ilha de significado, da qual o escritor se mudou e na qual ninguém mais precisa habitar.
(Joe Moran. Como os chats quase acabaram com o ponto final.
www.bbc.com, 06.12.2020. Adaptado)
Segundo o texto, é correto afirmar que
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5338Q216338 | Português, Interpretação de Textos, Médico do Trabalho, DATAPREV, Quadrix

Texto associado.
Para responder à questão, considere a letra de cançao a seguir.

Oração Ao Tempo (Caetano Veloso)

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo..

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

(Disponível em http://letras.mus.br)

Sobre a letra da canção, analise as afirmações. 

I. O tempo é tratado na terceira pessoa do singular na maior parte dos versos.
II. O tempo aparece como interlocutor da voz que fala nos versos.
III,Os versos falam, majoritariamente, de uma relação amorosa problemática, ainda que isso não seja tratado claramente. 

Pode-se afirmar que:
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5339Q693271 | Português, Interpretação de Textos, Técnico de Laboratório Área Física, UFERSA, Ufersa, 2019

Texto associado.

A MARCHA DA FOME

As migrações maciças só se reduzirão quando a cultura democrática se estender pela África e demais países do Terceiro Mundo

Mário Vargas Llosa


Quando em 13 de outubro de 2018 saíram da cidade hondurenha de San Pedro Sula, eram umas poucas centenas. Três semanas depois, enquanto escrevo este artigo, são já quase oito mil. Somou-se a eles uma grande quantidade de salvadorenhos, guatemaltecos, nicaraguenses e sem dúvida também alguns mexicanos. Avançaram uns mil e tantos quilômetros, andando dia e noite, dormindo no caminho, comendo oque gente caridosa e tão miserável como eles mesmos lhes oferece ao passarem. Acabam de entrar em Oaxaca, e ainda lhes falta metade do percurso.

São homens e mulheres e crianças pobres, muito pobres, e fogem da pobreza, da falta de trabalho, da violência que antes era só dos maus patrões e da polícia, e agora é, sobretudo, a das maras, essas quadrilhas de foragidos que os obrigam a trabalhar para elas, carregando ou vendendo drogas, e, caso se neguem, matando-os a punhaladas e lhes infligindo atrozes torturas. Aonde vão? Aos Estados Unidos, claro. Por quê? Porque é um país onde há trabalho, onde poderão economizar e mandar remessas a seus familiares que os salvem da fome e do desamparo centro-americano, porque lá há bons colégios e uma segurança e uma legalidade que em seus países não existe. Sabem que o presidente Trump disse que eles são uma verdadeira praga de meliantes, de estupradores, que trazem doenças, sujeira e violência, e que ele não permitirá essa invasão e mobilizará pelo menos 15.000 policiais, e que, se lhes atirarem pedras, estes dispararão para matar. Mas, não se importam: preferem morrer tentando entrar no paraíso à morte lenta e sem esperanças que os espera onde nasceram, ou seja, no inferno. (...)

O avanço dos milhões de miseráveis deste mundo sobre os países prósperos do Ocidente gerou uma paranoia sem precedentes na história, a tal ponto que tanto nos Estados Unidos como na Europa Ocidental ressuscitam fobias que se acreditavam extintas, como o racismo, a xenofobia, o nacionalismo, os populismos de direita e de esquerda e uma violência política crescente. Um processo que, se continuar assim, poderia destruir talvez a mais preciosa criação da cultura ocidental, a democracia, e restaurar aquela barbárie da que acreditávamos nos haver livrado, a que afundou a América Central e a boa parte da África neste horror de que tentam escapar tão dramaticamente seus naturais. (...)

O problema da imigração ilegal não tem solução imediata, e tudo o que se diga em contrário é falso,começando pelos muros que Trump queria levantar. Os imigrantes continuarão entrando pelo ar ou pelo subsolo enquanto os Estados Unidos forem esse país rico e com oportunidades, o ímã que os atrai. E o mesmo se pode dizer da Europa. A única solução possível é que os países dos quais os migrantes fogem fossem prósperos, algo que está hoje em dia ao alcance de qualquer nação, mas que os países africanos, centro-americanos e de boa parte do Terceiro Mundo rejeitaram por cegueira, corrupção e fanatismo político. (...)

As migrações maciças só se reduzirão quando a cultura democrática se estender pela África e demais países do Terceiro Mundo, e os investimentos e o trabalho elevarem os níveis de vida de modo que nessas sociedades haja a sensação entre os pobres de que é possível sair da pobreza trabalhando. Isso agora está ao alcance de qualquer país, por mais necessitado que seja. Hong Kong o era há um século, e deixou de sê-lo em poucos anos ao se voltar para o mundo e criar um sistema aberto e livre, garantido por uma legalidade muito rigorosa. Tanto que a China Popular respeitou esse sistema, embora reduzindo radicalmente sua liberdade política.

Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em 19 novembro 2018. (adaptado)


Ainda no primeiro parágrafo, o autor anuncia que vai falar de determinadas pessoas, mas não as identifica de pronto, criando certa "estratégia de suspense". Indique a alternativa que apresenta os recursos linguísticos utilizados nessa estratégia.

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5340Q688156 | Português, Interpretação de Textos, Analista Médico do Trabalho, Prefeitura de Salvador BA, FGV, 2019

Ao longo dos últimos anos, a participação de pessoas com idade superior aos 60 anos vem aumentando na força de trabalho do país. Além do envelhecimento da população, os idosos estão adiando a saída do mercado. E para protegê-los, o Estatuto do Idoso, que completou 15 anos no dia 1º de outubro, também trata de direitos relativos a trabalho e renda. Entretanto, alguns ainda não saíram do papel.” 

                                                                                                                                    Tribuna da Bahia, 18/11/2018.
Assinale a opção que apresenta a substituição adequada de um segmento desse texto.
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