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Questões de Concursos Intertextualidade

Resolva questões de Intertextualidade comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


21Q947109 | Português, Intertextualidade, Inglês, UEG, UEG, 2018

Considerando-se o aspecto estilístico do texto, verifica-se que ele está escrito em um estilo mais próximo da linguagem
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22Q950988 | Português, Intertextualidade, Vestibular, IFPR, FUNTEF PR, 2018

Texto associado.
O adiado avô.

Mia Couto.
Nossa irmã Glória pariu e foi motivo de contentamentos familiares. Todos festejaram, exceto o nosso velho, Zedmundo Constantino Constante, que recusou ir ao hospital ver a criança. No isolamento de seu quarto hospitalar, Glória chorou babas e aranhas. Todo o dia seus olhos patrulharam a porta do quarto. A presença de nosso pai seria a bênção, tão esperada quanto o seu próprio recém-nascido. - Ele há-de vir, há-de vir. Não veio. Foi preciso trazerem o miúdo a nossa casa para que o avô lhe passasse os olhos. Mas foi como um olhar para nada. Ali no berço não estava ninguém. Glória reincidiu no choro. (...). Suplicou a sua mãe Dona Amadalena. Ela que falasse com o pai para que este não mais a castigasse. Falasse era fraqueza de expressão: a mãe era muda, a sua voz esquecera de nascer. O menino disse as primeiras palavras e, logo, o nosso pai Zedmundo desvalorizou: - Bahh! Contrariava a alegria geral. À mana Glória já não restava sombra de glória. (...) O homem sempre acinzentava a nuvem. Mas Zedmundo, no capítulo das falas, tinha a sua razão: nós, pobres, devíamos alargar a garganta não para falar, mas para melhorengolir sapos. - E é o que repito: falar é fácil. Custa é aprender a calar. E repetia a infinita e inacabada lembrança, esse episódio que já conhecíamos de salteado. Mas escutamos, em nosso respeitoso dever. Que uma certa vez, o patrão português, perante os restantes operários, lhe intimou: - Você, fulano, o que é que pensa? Ainda lhe veio à cabeça responder: preto não pensa, patrão. Mas preferiu ficar calado. - Não fala? Tem que falar, meu cabrão. Curioso: um regime inteiro para não deixar nunca o povo falar e a ele o ameaçavam para que não ficasse calado. E aquilo lhe dava um tal sabor de poder que ele se amarrou no silêncio. E foram insultos. Foram pancadas. E foi prisão. Ele entre os muitos cativos por falarem de mais: o único que pagava por não abrir a boca. - Eu tão calado que parecia a vossa mãe, Dona Amadalena, com o devido respeito... Meu velho acabou a história e só minha mãe arfou a mostrar saturação. Dona Amadalena sempre falara suspiros. Porém, em tons tão precisos que aquilo se convertera em língua. Amadalena suspirava direito por silêncios tortos. (...) A mulher puxou-o para o quarto. Ali, no côncavo de suas intimidades, o velho Zedmundo se explicou. (...). Eu não sou avô, eu sou eu, Zedmundo Constante. Agora, ele queria gozar o merecido direito: ser velho. A gente morre ainda com tanta vida! - Você não entende, mulher, mas os netos foram inventados para, mais uma vez, nos roubarem a regalia de sermos nós. E ainda mais se explicou: primeiro, não fomos nós porque éramos filhos. Depois, adiámos o ser porque fomos pais. Agora, querem-nos substituir pelo sermos avós. (...)

Mia Couto, autor moçambicano, é conhecido por abordar o passado colonial de sua terra natal, a opressão feminina, a família patriarcal e a luta do povo em busca de sua identidade. Metaforicamente, de modo implícito, ou explícito, essas marcas se evidenciam nesse texto, nas situações:

I) silêncio de Amadalena.

II) insistência de Zedmundo em ser ele mesmo.

III) insistência de Glória na bênção do pai ao neto.

IV) postura autoritária do patrão português.

V) mágoa explícita do narrador.

Estão corretos apenas:

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23Q963849 | Português, Intertextualidade, Área Administrativa, TRF 4ª REGIÃO, FCC

Texto associado.
O cosmopolita desenraizado

Quando Edward Said morreu, em setembro de 2003,após batalhar por uma década contra a leucemia, era provavelmenteo intelectual mais conhecido do mundo. Orientalismo,seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literaturae pelo pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplinaacadêmica por conta própria: um quarto de século após suapublicação, a obra continua a provocar irritação, veneração eimitação. Mesmo que seu autor não tivesse feito mais nada,restringindo-se a lecionar na Universidade Columbia, em NovaYork - onde trabalhou de 1963 até sua morte ?, ele ainda teriasido um dos acadêmicos mais influentes do final do século XX.

Mas ele não viveu confinado. Desde 1967, cada vez commais paixão e ímpeto, Edward Said tornou-se também um comentaristaeloquente e onipresente da crise do Oriente Médio edefensor da causa dos palestinos. O engajamento moral e políticonão chegou a constituir um deslocamento da atenção intelectualde Said - sua crítica à incapacidade do Ocidente em entendera humilhação palestina ecoa, afinal, em seus estudos sobreo conhecimento e ficção do século XIX, presentes em Orientalismoe em obras subsequentes. Mas isso transformou oprofessor de literatura comparada da Universidade de Columbianum intelectual notório, adorado ou execrado com igualintensidade por milhões de leitores.

Foi um destino irônico para um homem que não seencaixava em quase nenhum dos modelos que admiradores einimigos lhe atribuíam. Edward Said passou a vida inteira tangenciandoas várias causas com as quais foi associado. O"porta-voz" involuntário da maioria dos árabes muçulmanos daPalestina era cristão anglicano, nascido em 1935, filho de umbatista de Nazaré. O crítico intransigente da condescendênciaimperial foi educado em algumas das últimas escolas coloniaisque treinavam a elite nativa nos impérios europeus; por muitosanos falou com mais facilidade inglês e francês do que árabe,sendo um exemplo destacado da educação ocidental com aqual jamais se identificaria totalmente.

Edward Said foi o herói idolatrado por uma geração derelativistas culturais em universidades de Berkeley a Mumbai,para quem o "orientalismo" estava por trás de tudo, desde aconstrução de carreiras no obscurantismo "pós-colonial" atédenúncias de "cultura ocidental" no currículo acadêmico. Mas opróprio Said não tinha tempo para essas bobagens. A noção deque tudo não passava de efeito linguístico lhe parecia superficiale "fácil". Os direitos humanos, como observou em mais de umaocasião, "não são entidades culturais ou gramaticais e, quandoviolados, tornam-se tão reais quanto qualquer coisa que possamosencontrar".

(Adaptado de Tony Judt. "O cosmopolita desenraizado". Piauí, n. 41, fevereiro/2010, p. 40-43)

A afirmação de Edward Said, citada por Tony Judt no final do último parágrafo do texto, busca enfatizar a
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24Q1003830 | Português, Intertextualidade, Analista de Suporte, Prodesan SP, IBAM, 2025

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Vivendo de dúvidas

Em "Cartas a um Jovem Poeta", Rilke expõe um de seus mandamentos sagrados para jamais se afastar da sua essência: viver de dúvidas.

O mineiro é assim. Demora para se decidir. Não segura a primeira maçaneta que aparecer. Ainda que seja a única porta, vai olhar para os lados ou esperar alguém surgir por perto para ter uma segunda opinião.

Não é que seja desconfiado, mas precavido. É alucinado por queijo com goiabada, por exemplo, porém perguntará antes quais são as outras sobremesas. Ainda que seja para optar pelo queijo com goiabada. Tanto que ele não lê o cardápio, estuda o cardápio. Tanto que ele não recebe visitas, investiga as visitas.

A solitária certeza em Minas é a dúvida. Mineiro é do resumo, é do balanço, é da justiça. Não se pauta pelas aparências. Não se fia nas fachadas. Não age sem preliminares e sondagens. Quer entender onde está se metendo, pé por pé. Não se acomoda em tendências ou sugestões. Guia-se unicamente pela sua experiência.

Gasta a sola do seu sapato se precisar, torra a paciência se for necessário. Mineiro é olheiro de Deus na terra. Degusta de tudo um pouco para dizer o que presta. Se o paraíso existe, é que um mineiro já foi até lá. Uma compra não será passional, momentânea, mas fruto do cansaço. Não é que o mineiro achou o que procurava, apenas se cansou de procurar.

Seu maior medo é perder uma promoção, uma oferta, uma barbada por pressa. Tortura a si mesmo com a lentidão. Até pode acontecer amor à primeira vista, mas em Minas tarda-se para dar as mãos e namorar. Jamais serei ingênuo de crer que eu era a única opção de Beatriz. Sou romântico, mas não bobo. Para ela ter me escolhido, só imagino o tamanho da sua fila de pretendentes.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/1/17/vivend o-de-duvidas
Considerando o contexto apresentado no texto, como o autor usa a figura do mineiro para levantar questões sobre o valor da experiência individual versus a conformidade social?
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25Q990277 | Português, Intertextualidade, DT Língua Portuguesa, Prefeitura de Iúna ES, IBADE, 2024

O termo "intertextualidade" refere-se à relação entre textos, na qual um texto dialoga com outro, estabelecendo conexões e referências. Em que tipo de intertextualidade ocorre quando um texto faz citações explícitas de outro, incorporando trechos ou ideias?
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26Q994245 | Português, Intertextualidade, Ciências, Prefeitura de Guaçuí ES, IBADE, 2022

Observe a composição do trecho da canção “O último xote do ano” apresentado abaixo.

“Moça pra mim cê é final de libertadores

Uma obra-prima um Auto da Compadecida

Foguetes pra Nossa Senhora Aparecida

García Márquez, Gaza, Gozo, Gasolina

Moça bonita eu te quero todavia”

(Fi Barreto. O último xote do ano. 2021.)

A intertextualidade é estabelecida, nesta canção, por meio do uso da figura de linguagem denominada:

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27Q957628 | Português, Intertextualidade, Edital nº 6, CEFETMG, CEFET MG, 2025

Texto associado.
Leia os textos I e II para responder à questão.


Texto I - Capítulo VIII


Do bom sucesso que teve o valoroso D. Quixote na espantosa e jamais imaginada aventura dos moinhos de vento, com outros sucessos dignos de feliz recordação. Quando nisto iam, descobriram trinta ou quarenta moinhos de vento, que há naquele campo. Assim que D. Quixote os viu, disse para o escudeiro:

— A aventura vai encaminhando os nossos negócios melhor do que o soubemos desejar; porque, vês ali, amigo Sancho Pança, onde se descobrem trinta ou mais desaforados gigantes, com quem penso fazer batalha, e tirar-lhes a todos as vidas, e com cujos despojos começaremos a enriquecer; que esta é boa guerra, e bom serviço faz a Deus quem tira tão má raça da face da terra.

— Quais gigantes? — disse Sancho Pança.

— Aqueles que ali vês — respondeu o amo — de braços tão compridos, que alguns os têm de quase duas léguas.

— Olhe bem Vossa Mercê — disse o escudeiro — que aquilo não são gigantes, são moinhos de vento; e os que parecem braços não são senão as velas, que tocadas do vento fazem trabalhar as mós.

— Bem se vê — respondeu D. Quixote — que não andas corrente nisto das aventuras; são gigantes, são; e, se tens medo, tira-te daí, e põe-te em oração enquanto eu vou entrar com eles em fera e desigual batalha. Dizendo isto, meteu esporas ao cavalo Rocinante, sem atender aos gritos do escudeiro, que lhe repetia serem sem dúvida alguma moinhos de vento, e não gigantes, os que ia acometer. Mas tão cego ia ele em que eram gigantes, que nem ouvia as vozes de Sancho nem reconhecia, com o estar já muito perto, o que era; antes ia dizendo a brado: — Não fujais, covardes e vis criaturas; é um só cavaleiro o que vos investe.


CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote de La Mancha. 1605. Capítulo VIII. Da edição da Nova Cultural (2002). Tradução de Viscondes de Castilho e Azevedo. Adaptado.



Texto II - O poeta está vivo - Barão Vermelho


Baby, compra o jornal
E vem ver o sol
Ele continua a brilhar
Apesar de tanta barbaridade

Baby, escuta o galo cantar
A aurora dos nossos tempos
Não é hora de chorar
Amanheceu o pensamento

O poeta está vivo
Com seus moinhos de vento
A impulsionar
A grande roda da história

Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de vento

Se você não pode ser forte
Seja pelo menos humana
Quando o papa e seu rebanho chegar
Não tenha pena

Todo mundo é parecido
Quando sente dor
Mas nu e só ao meio-dia
Só quem está pronto pro amor

O poeta não morreu
Foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden
E nos contou

Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de vento


Composição: Dulce Quental / Frejat
A canção da banda Barão Vermelho, embora temporalmente distante da obra de Miguel de Cervantes, faz uma alusão ao personagem Dom Quixote em:
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28Q985265 | Português, Intertextualidade, Engenheiro Civil, Prefeitura de Arvorezinha RS, OBJETIVA, 2025

De acordo com a intertextualidade, analisar os textos abaixo (texto-fonte e intertexto) e assinalar a alternativa que corresponde à classificação do intertexto.

TEXTO-FONTE: Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá; As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. (“A Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias)
INTERTEXTO: Minha terra não tem palmeiras... E em vez de um mero sabiá, Cantam aves invisíveis Nas palmeiras que não há.
Minha terra tem relógios, Cada qual com sua hora Nos mais diversos instantes... Mas onde o instante de agora?
Mas onde a palavra "onde"? Terra ingrata, ingrato filho, Sob os céus da minha terra Eu canto a Canção do Exílio! (“Uma Canção”, de Mario Quintana)
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29Q985267 | Português, Intertextualidade, Engenheiro Civil, Prefeitura de Arvorezinha RS, OBJETIVA, 2025

Assinalar a alternativa na qual a frase foi escrita baseada em outra bastante conhecida.
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