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Questões de Concursos Morfologia

Resolva questões de Morfologia comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1041Q255486 | Português, Morfologia, Técnico Judiciário Área Administrativa, TRE SC, FAPEU

De acordo com o modelo abaixo, analise as frases que foram modificadas com base na mesma regra, sem alterar o sentido.

Meus sogros comemoraram cinqüenta anos de união.
? Cinqüenta anos de união foram comemorados por meus sogros.


I - O jornal local publicou a reportagem. ? A reportagem de um jornal local foi publicada.

II - A doença de Chagas atingiu várias pessoas no norte do Estado. ? Várias pessoas foram atingidas pela doença de Chagas no norte do Estado.

III - Os três irmãos tiveram seus bens confiscados pela justiça. ? Os bens dos três irmãos foram confiscados pela justiça.

IV - Viram-me saindo da faculdade ontem à noite. ? Ontem à noite, eu fui vista saindo da faculdade.

V - Um estranho atacou-a dentro da própria casa. ? Ela foi atacada por um estranho dentro da própria casa.

Assinale a alternativa que contém TODAS as afirmativasCORRETAS.

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1042Q687966 | Português, Morfologia, Perito Oficial Criminal Área 7 Medicina Veterinária, Polícia Civil ES, AOCP, 2019

Texto associado.
Utilize o Texto I para responder a questão.

Projetos e Ações: Papo de Responsa
O Programa Papo de Responsa foi criado por policiais civis do Rio de Janeiro. Em 2013, a Polícia Civil do Espírito Santo, por meio de policiais
da Academia de Polícia (Acadepol) capixaba, conheceu o programa e, em parceria com a polícia carioca, trouxe para o Estado.
O ‘Papo de Responsa’ é um programa de educação não formal que – por meio da palavra e de atividades lúdicas – discute temas diversos
como prevenção ao uso de drogas e a crimes na internet, bullying, direitos humanos, cultura da paz e segurança pública, aproximando os
policiais da comunidade e, principalmente, dos adolescentes.
O projeto funciona em três etapas e as temáticas são repassadas pelo órgão que convida o Papo de Responsa, como escolas, igrejas e
associações, dependendo da demanda da comunidade. No primeiro ciclo, denominado de “Papo é um Papo”, a equipe introduz o tema e
inicia o processo de aproximação com os alunos. Já na segunda etapa, os alunos são os protagonistas e produzem materiais, como músicas,
poesias, vídeos e colagens de fotos, mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada. No último processo, o “Papo no Chão”, os
alunos e os policiais civis formam uma roda de conversa no chão e trocam ideias relacionadas a frases, questões e músicas direcionadas
sempre no tema proposto pela instituição. Por fim, acontece um bate-papo com familiares dos alunos, para que os policiais entendam a
percepção deles e também como os adolescentes reagiram diante das novas informações.
Disponível em . Acesso em: 30/ jan./2019.
No excerto “[...] aproximando os policiais da comunidade e, principalmente, dos adolescentes.”, a preposição “da”, na expressão em destaque, indica
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1043Q182375 | Português, Morfologia, Engenheiro Civil Júnior, Petrobras, CESGRANRIO

I _____________ ontem, na reunião, as questões sobre ética e moral.


II ____________ muito, atualmente, sobre po- lítica.

III ____________ considerar as ponderações que ela tem feito sobre o assunto.

As palavras que, na sequência, completam corretamente as frases acima são:

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1044Q832484 | Português, Morfologia, Prefeitura de São José do Cedro SC Agente Comunitário Saúde, AMEOSC, 2021

TEXTO

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

Uma década em guerra

Urge que potências redobrem pressão para sustar tragédia humanitária na Síria

O que a Folha pensa - 17 mar. 2021

Ao longo de dez anos, o conflito na Síria produziu uma das maiores catástrofes humanitárias já vistas desde a Segunda Guerra Mundial.

Conforme estimativas conservadoras, os combates deixaram quase 400 mil mortos, embora outras fontes apontem até 600 mil. Para além dos óbitos, cerca de 2 milhões de civis sofreram ferimentos graves ou deficiências permanentes.

O uso maciço de armas explosivas e os bombardeios em áreas urbanas reduziram algumas das principais cidades do país a pouco mais que escombros, além de destruir boa parte da infraestrutura nacional. Mais da metade dos 22 milhões que viviam na Síria antes da guerra tiveram de deixar suas casas, gerando um dos maiores êxodos populacionais da história recente.

Hoje, 6,6 milhões de refugiados sírios estão espalhados por 130 países, segundo a ONU, embora cerca de 90% deles tenham se estabelecido em condições precárias em nações vizinhas -Líbano, Jordânia e Turquia. Existem, ademais, 6,7 milhões de deslocados internos, a maioria em campos improvisados.

O que começou em 2011 como uma revolta popular contra o governo tirânico de Bashar al-Assad, surgida no contexto da Primavera Árabe, aos poucos degringolou para uma guerra ainda em curso envolvendo potências regionais e globais, uma facção terrorista e o uso de armas químicas contra civis.

Desafiando as previsões de que não resistiria por muito tempo, Assad logrou manter-se no poder e, escudado por Rússia e Irã, vem-se impondo militarmente. Sua sobrevivência, contudo, esconde o fracasso representado pela perda de mais de um terço do território e a ruína econômica. Estima-se que nada menos que 90% da população viva abaixo da linha da pobreza.

Não obstante o estado terminal em que se encontra o país, o regime sírio se recusa a aceitar a solução política oferecida pela ONU, que prevê a redação de uma nova Constituição por um comitê formado por membros do governo, da oposição e da sociedade civil, seguida de eleições livres e limpas.

Urge, portanto, que as potências mundiais se engajem no processo de paz e intensifiquem a pressão sobre Assad -só assim será possível cessar a carnificina e dar início à hercúlea tarefa de reconstrução.

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/03/uma-decada-em-guerra.shtml Acessado em 30/03/2021

A classe dos advérbios e suas funções adverbiais nas orações são muito importantes na construção do texto jornalístico. Assinale abaixo a alternativa que apresenta APENAS palavras ou termos adverbiais:
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1045Q857674 | Português, Morfologia, Fiscal de Transporte Coletivo, GUALIMP, 2020

Leia o texto a seguir para responder a questão.


A vida sem celular

        O inevitável aconteceu: perdi meu celular. Estava no bolso da calça. Voltei do Rio de Janeiro, peguei um táxi no aeroporto. Deve ter caído no banco e não percebi. Tentei ligar para o meu próprio número. Deu caixa postal. Provavelmente eu o desliguei no embarque e esqueci de ativá-lo novamente. Meu quarto parece uma trincheira de guerra de tanto procurá-lo. Agora me rendo: sou um homem sem celular.

        O primeiro sentimento é de pânico. Como vou falar com meus amigos? Como vão me encontrar? Estou desconectado do mundo. Nunca botei minha agenda em um programa de computador, para simplesmente recarregá-la em um novo aparelho. Será árduo garimpar os números da família, amigos, contatos profissionais. E se alguém me ligar com um assunto importante? A insegurança é total. Reflito. Podem me achar pelo telefone fixo. Meus amigos me encontrarão, pois são meus amigos. Eu os buscarei, é óbvio. Então por que tanto terror?

        Há alguns anos - nem tantos assim - ninguém tinha celular. A implantação demorou por aqui, em relação a outros países. E a vida seguia. Se alguém precisasse falar comigo, deixava recado. Depois eu chamava de volta. Se estivesse aguardando um trabalho, por exemplo, eu ficava esperto. Ligava perguntando se havia novidades. Muitas coisas demoravam para acontecer. Mas as pessoas contavam com essa demora. Não era realmente ruim.

        Saía tranquilo, sem o risco de que me encontrassem a qualquer momento, por qualquer bobagem. A maior parte das pessoas vê urgência onde absolutamente não há. Ligam afobadas para fazer uma pergunta qualquer. Se não chamo de volta, até se ofendem.

        — Eu estava no cinema, depois fui jantar, bater papo.

        — É... Mas podia ter ligado!

        Como dizer que podia, mas não queria?

        Vejo motoristas de táxi tentando se desvencilhar de um telefonema.

        — Agora não posso falar, estou dirigindo.

        — Só mais uma coisinha...

        Fico apavorado no banco enquanto ele faz curvas e curvas, uma única mão no volante. Muita gente não consegue desligar mesmo quando se explica ser impossível falar. Dá um nervoso!

        A maioria dos chefes sente-se no direito de ligar para o subordinado a qualquer hora. Noites, fins de semana, tudo submergiu numa contínua atividade profissional. No relacionamento pessoal ocorre o mesmo.

        — Onde você está? Estou ouvindo uma farra aí atrás.

        — Vendo televisão! É um comercial de cerveja!

Um amigo se recusa a ter celular.

         — Fico mais livre.

        Às vezes um colega de trabalho reclama:

         — Precisava falar com você, mas não te achei.

         — Não era para achar mesmo.

         Há quem desfrute o melhor. Conheço uma representante de vendas que trabalha na praia durante o verão. Enquanto torra ao sol, compra, vende, negocia. Mas, às vezes, quando está para fechar o negócio mais importante do mês, o aparelho fica fora de área. Ela quase enlouquece!

         Pois é. O celular costuma ficar fora de área nos momentos mais terríveis. Parece de propósito! Como em um recente acidente automobilístico que me aconteceu. Eu estava bem, mas precisava falar com a seguradora. O carro em uma rua movimentada. E o celular mudo! Quase pirei! E quando descarrega no melhor de um papo, ou, pior, no meio da briga, dando a impressão de que desliguei na cara?

          Na minha infância, não tinha nem telefone em casa. Agora não suporto a ideia de passar um dia desconectado. É incrível como o mundo moderno cria necessidades. Viver conectado virou vício. Talvez o dia a dia fosse mais calmo sem celular. Mas vou correndo comprar um novo!

                              CARRASCO, Walcyr. A vida sem celular. Veja São Paulo. Adaptado

São características do título do texto, EXCETO:
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1046Q945520 | Português, Morfologia, Técnico Integrado, IFPE, FUNCERN, 2025

Texto associado.
A questão refere-se ao texto a seguir.

No dia em que o gato falou

Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siamês. Gato de raça, de bom-tom, de filiação, de ânimo cristão. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos deuses egípcios. Esse gato só faltava falar. Manso e inteligente, seu olhar era humano. Mas falar, não falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo sílabas e palavras para ele, na esperança de que um dia aquela inteligência que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!

A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fenômeno. Tanto mais que ali mesmo à sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, também animal, inferior até ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa natureza, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio cretino mas parlapatão. E quanto mais meditava mais tempo gastava com o gato no colo, tentando métodos, repetindo sílabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.

Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu cérebro, veio acompanhada da crítica, autocrítica: “Mas, como não me ocorreu isso antes?”, perguntou ela para si própria, muito gentil e senil como sempre, mas agora também autopunitiva. “Como não me ocorreu isso antes?” O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terrível destino e tentou escapar. Mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o raciocínio da mulher era lógico e científico: se desse ao gato o papagaio como alimentação, não era evidente que o gato começaria a falar? Era? Não era? Veria. O gato, a princípio, não quis comer o companheiro. Temendo ver fracassado o seu intuito, a dama gentil e senil procurou forçá-lo. Não conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateulhe mesmo — horror! — pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, porém, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma ânsia no estômago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, começou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-au, mas perfeitamente compreensível):

— Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o prédio vai cair! Corre, madame, que o prédio vai cair!

A mulher, tremendo de emoção e alegria, chorando e rindo, pôs-se a gritar por sua vez:
— Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Milagre! Fala o meu gatinho!

Mas o gato, fugindo ao seu abraço, saltou para a janela e gritou de novo:

— Foge, madame, que o prédio vai cair! Madame, foge! — e pulou para a rua.

Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o prédio inteiro veio abaixo, sepultando a dama gentil e senil em meio aos seus escombros.

O gato, escondido melancolicamente num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava:

— Veja só que cretina. Passou vida inteira para me fazer falar e, no momento em que falei, não me prestou a mínima atenção.


Moral: O mal do artista é não acreditar na própria criação.


FERNANDES, Millôr. In: Antologia do Pasquim, volume III: 1973-1974. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
No primeiro parágrafo, os verbos utilizados representam, em conjunto,
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1047Q375461 | Português, Morfologia, Gestão de Concursos, 2020

INSTRUÇÃO: Leia o texto IV a seguir para responder à questão .
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1048Q167361 | Português, Morfologia, Auditor Fiscal do Tesouro Estadual, SET RN, ESAF

Marque a assertiva errada em relação ao texto seguinte:

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1049Q255120 | Português, Morfologia, Técnico Judiciário Enfermagem, TRT 23a REGIÃO, FCC

Texto associado.

Pergunta: Por que o senhor acha que Cem anos de solidão fez
tanto sucesso?
García Marquez: Não tenho a menor ideia, sou um péssimo
crítico de meus próprios trabalhos.

Pergunta: Por que acha que a fama é destrutiva para um
escritor?
García Marquez: Primeiro, porque ela invade sua vida particular.
Acaba com o tempo que você passa com amigos e com o
tempo em que você pode trabalhar. Tende a isolar você do
mundo real.

Pergunta: O senhor já pensou em fazer filme?
García Marquez: Houve uma ocasião em que desejava ser
diretor de cinema. Sentia que o cinema era um meio de co-
municação que não tinha limites, no qual tudo era possível. Mas
há uma grande limitação no cinema pelo fato de que ele é uma
arte industrial. É muito difícil expressar no cinema o que você
realmente quer dizer. Entre ter uma companhia cinematográfica
e um jornal, eu escolheria um jornal.

[...]

Pergunta: Ouvi falar de uma famosa entrevista com ummari-
nheiro que havia sofrido um naufrágio.
García Marquez: Não foi com perguntas e respostas. O mari-
nheiro apenas contou suas aventuras e eu as reescrevi, ten-
tando usar as palavras dele, na primeira pessoa, como se fosse
ele quem estivesse escrevendo. Quando o trabalho foi publi-
cado, na forma de uma série de reportagens em um jornal, uma
parte por dia, durante duas semanas, foi assinado pelo ma-
rinheiro e não por mim. Só vinte anos depois a reportagem foi
publicada em livro e as pessoas descobriram que havia sido
escrita por mim. Nenhum editor de texto percebeu que ela era
boa, até eu escrever Cem anos de solidão.


(Adaptado de Peter M. Stone. Os escritores, 2: as históricas
entrevistas da Paris Review
. Trad. Cecília C. Bartalotti. São
Paulo: Cia. das Letras, 1989, p. 326 e pp.340-341)

... e com o tempo em que você pode trabalhar.

O segmento grifado na frase acima preenche corretamente a lacuna da frase:

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1050Q140223 | Português, Morfologia, Analista Judiciário Execução de Mandados, TRT 4a REGIÃO, FCC

Texto associado.
“A conciliação, antes de tudo, tem proporcionado às partes
o efetivo acesso à Justiça, pois elas participam diretamente
no resultado apaziguador do conflito. Além de despertar no
cidadão o sentimento de segurança e confiança, encorajando-o
na defesa de seus direitos, a conciliação devolve credibilidade,
eficiência e, sobretudo, rapidez na prestação jurisdicional”. Com
essas palavras, o desembargador federal coordenador do gabinete
da Conciliação do Tribunal Regional Federal da 3a Região
(TRF3), Antonio Cedenho, define o que é este ato capaz de
reduzir processos na justiça.

(Viviane Ponstinnicoff. “Conciliação é a solução”. Justiça em
Revista - publicação bimestral da Justiça Federal de Primeiro
Grau em São Paulo. Ano IV- dezembro 2010, n. 20, p. 6)
A conciliação, antes de tudo, tem proporcionado às partes o efetivo acesso à Justiça, pois elas participam diretamente no resultado apaziguador do conflito.

Transpondo o segmento destacado na frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante é:
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1051Q698981 | Português, Morfologia, Auxiliar Administrativo, Prefeitura de Paulistana PI, Crescer Consultoria, 2019

Texto associado.
AS QUESTÕES DE 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
TEXTO
1 "Não existe uma definição para inteligência artificial (IA), mas várias. Basicamente, IA é fazer com que os
2 computadores pensem como os seres humanos ou que sejam tão inteligentes quanto o homem", explica Marcelo
3 Módolo, professor de Sistemas de Informação da Universidade Metodista de São Paulo. Assim, o objetivo final
4 das pesquisas sobre esse tema é conseguir desenvolver uma máquina que possa simular algumas habilidades
5 humanas e que os substitua em algumas atividades.
6 A inteligência artificial faz parte dos estudos de Ciências da Computação. Os programas utilizam a mesma
7 linguagem de sistemas convencionais, mas com uma lógica diferente. Existem várias maneiras de se fazer essa
8 programação. Em alguns casos, o sistema inteligente funciona com uma lógica simples - se a pergunta for x, a
9 resposta é y. Em outros casos, como os estudos em redes neurais, a máquina tenta reproduzir o funcionamento
10 dos neurônios humanos, em que as informações vão sendo transmitidas de uma célula a outra e se combinando
11 com outros dados para se chegar a uma solução.
12 Existem vários ramos de estudo em sistemas inteligentes, cada um se dedicando a um aspecto específico do
13 comportamento humano. "Por exemplo, há quem estude robôs e se preocupe com a parte motora. Outras áreas se
14 debruçam sobre a fala, com o objetivo de criar máquinas que possam conversar, entender a língua e seus
15 significados", diz Módolo. O professor também afirma que todas as pesquisas são muito especializadas e, por
16 isso, não há ninguém que se dedique a construir uma máquina que reproduza o ser humano em sua totalidade -
17 como acontece em filmes de ficção científica. Também, por essa razão, é muito pouco provável a produção de
18 robôs que se tornem mais inteligentes que os humanos e possam se "rebelar". "Eu não vejo a possibilidade de um
19 androide similar ao homem. Existem pesquisas que tentam fazer com que o computador seja capaz de aprender,
20 mas, mesmo assim, ele continua não tendo conhecimento de mundo", explica o professor.
21 Tudo isso pode parecer muito perto da ficção, mas a inteligência artificial já está presente no cotidiano de
22 todas as pessoas. Por exemplo, no desenvolvimento de videogames que utilizam esse tipo de estudo para criar
23 jogos cada vez mais complexos. "Nos games de futebol, cada jogador tem características muito específicas e
24 próximas às de um competidor real. Ou seja, um é melhor em passe, mas corre menos que o outro. Para simular
25 isso, são aplicadas técnicas de sistemas inteligentes", conta Módolo. Outro exemplo são as máquinas fotográficas
26 que fazem o foco automático no rosto das pessoas ou que disparam ao encontrar um sorriso. Até mesmo nos
27 corretores ortográficos dos processadores de texto de computador, é preciso um sistema inteligente para detectar
28 que há um problema de sintaxe na frase e oferecer uma possível correção. "Muita gente reclama que o corretor
29 sempre erra. Mas é preciso lembrar que, como os sistemas inteligentes simulam o ser humano, eles erram como
30 nós", explica Módolo.
FONTE: https://novaescola.org.br/conteudo/1115/o-que-e-inteligencia-artificial
I. Ou seja, um é melhor em passe, (L.24).
II. mas corre menos que o outro. (L.24).
Em relação a I, o segundo fragmento expressa uma             
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1052Q854685 | Português, Morfologia, Guarda Municipal, FAFIPA, 2020

Infância


Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.

Minha mãe ficava sentada cosendo.

Meu irmão pequeno dormia.

Eu sozinho menino entre mangueiras lia a história de Robinson Crusoé,

comprida história que não acaba mais.


No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu

a ninar nos longes da senzala - e nunca se esqueceu

chamava para o café.

Café preto que nem a preta velha

café gostoso

café bom.


Minha mãe ficava sentada cosendo

olhando para mim:

- Psiu... Não acorde o menino.

Para o berço onde pousou um mosquito.

E dava um suspiro... que fundo! 


Lá longe meu pai campeava

no mato sem fim da fazenda.


E eu não sabia que minha história

era mais bonita que a de Robinson Crusoé.


Carlos Drummond de Andrade. Antologia poética. Rio de Janeiro:Record,2000 p. 67


Nos versos:


“Café preto que nem a preta velha

café gostoso

café bom.” As palavras em destaque pertencem à classe dos:

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1053Q261684 | Português, Morfologia, Técnico Judiciário Informática, TJ PI, FCC

Texto associado.

Os recifes de corais desempenham um papel vital nos
oceanos, abrigando um quarto da biodiversidade marinha. Eles
são usados pelos peixes para alimentação e reprodução, além
de servir de abrigo contra predadores. Para multiplicar esses
santuários ecológicos, tornou-se comum em muitos países a
criação de recifes artificiais - em geral, grandes navios já fora
de uso são afundados e aos poucos se cobrem de algas,
moluscos e crustáceos.

O uso de embarcações como recifes envolve desafios.
Para que a estrutura seja tomada por vegetais e peixes, é
preciso submergi-la em locais com a profundidade ideal e
condições adequadas de temperatura, luminosidade e
salinidade. Outro pré-requisito é a rigorosa limpeza de todo o
navio, para evitar a introdução na cadeia alimentar marinha de
substâncias tóxicas presentes nos óleos, nos cabos e na pintura
do casco. Os ambientalistas advertem que é necessário
monitorar constantemente os recifes artificiais. "A concentração
depeixes faz com que eles se tornem expostos à pesca
predatória, inclusive com redes", explica um biólogo, especialista
em corais.

O Brasil também tem navios usados como recifes
artificiais. Um dos casos mais bem documentados é o do
cargueiro Victory 8-B, afundado em 2003 a 8 quilômetros da
costa de Guarapari, no Espírito Santo. O navio aumentou o
turismo de mergulho na região, mas também provoca críticas de
ambientalistas por atrair barcos de pesca que lançam redes de
arrasto e gaiolas. Como não há fiscalização suficiente, as
próprias escolas de mergulho assumem a tarefa de zelar pelo
recife, retirando redes e denunciando a pesca irregular ao
Ibama.

(Adaptado de Vanessa Vieira. Veja. 10/09/2008. p. 74-75)

Identifica-se noção de causa no segmento:

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1054Q855370 | Português, Morfologia, Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista PE Nutricionista, ADM TEC, 2020

Analise as afirmativas a seguir:

I. Substantivo abstrato é o que designa ser de existência independente: prazer, beijo, trabalho, saída, beleza, cansaço, por exemplo.

II. É correto afirmar que, na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece exclusivamente na forma ampliada, e nunca erudita.


Marque a alternativa CORRETA:

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1055Q185260 | Português, Morfologia, Engenheiro Eletrônico, METRÔ SP, FCC

Texto associado.

Metrô: próxima parada

Não fique com medo de embarcar caso chegue à plataforma
de uma das estações do Metrô em São Paulo e veja um
trem sem condutor. Os novos vagões da linha amarela dispensam
o profissional a bordo. Esse é apenas um detalhe de
uma lista de recursos tecnológicos que estão sendo implementados
para transportar os paulistas com mais eficiência. Escadas
rolantes com sensores de presença, câmeras de vídeo que
enviam imagens para a central por Wi-Fi, comunicação com os
passageiros por VoIP e freios inteligentes são outras novidades.

O Metrô está passando por uma modernização que
não é só cosmética. Com ar condicionado, os novos trens não
precisam de muitas frestas para entrada de ar. Não é só uma
questão de conforto térmico, mas acústico. Nas novas escadas
rolantes, sensores infravermelho detectam a presença de pessoas;
não havendo ninguém, a rolagem é mais lenta, e economiza-
se energia elétrica.


(Adaptado de KátiaArima, da INFO. http://info.abril.com.br/noticias)

A correlação entre tempos e modos verbais está adequadamente estabelecida na frase:

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1056Q258992 | Português, Morfologia, Técnico Judiciário Enfermagem, TRE AM, FCC

Texto associado.

Nos anos setenta, no auge dos grandes projetos de
infraestrutura implantados pelos governos militares, a Amazônia
era conhecida como o inferno verde. Uma mata fechada e
insalubre, empesteada de mosquitos e animais peçonhentos,
que deveria ser derrubada a todo custo - sempre com incentivo
público - pelos colonos, operários e garimpeiros que se aventuravam
pela região. Essa visão mudou bastante nas últimas duas
décadas, à medida que os brasileiros perceberam que a região
é um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado sem
comprometer o futuro do próprio país.

Com seus 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia
representa mais da metade do território brasileiro, 3,6%
da superfície seca do planeta, área equivalente a nove vezes o
território da França. O rio Amazonas, o maior do mundo em
extensão e volume, despeja no mar em um único dia a mesma
quantidade de água que o Tâmisa, que atravessa Londres, leva
um ano para lançar. O vapor de água que aAmazônia produz
por meio da evaporação responde por 60% das chuvas que
caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Mesmo agora, com o reconhecimento de sua grandeza,
a Floresta Amazônica permanece um domínio da natureza no
qual o homem não é bem-vindo. No entanto, vivem lá 25 milhões
de brasileiros, pessoas que enfrentaram o desafio do ambiente
hostil e fincaram raízes na porção norte do país. Assusta
observar que, no intenso debate que se trava sobre a melhor
forma de preservar (ou, na maior parte das vezes, ocupar) a
floresta, esteja praticamente ausente o maior protagonista da
saga amazônica: o homem.

É uma forma atravessada de ver a situação, pois o destino
da região depende muito mais de seus habitantes do que
de medidas adotadas por autoridades do governo ou por organizações
não-governamentais. A prioridade de todas as iniciativas
deveria ser melhorar a qualidade de vida e criar condições
econômicas para que seus habitantestenham alternativas
à exploração predatória. Só assim eles vão preservar a
floresta em vez de destruí-la, porque terão orgulho de sua
riqueza natural, única no mundo.

(O fator humano. Veja especial, São Paulo, Ano 42, Setembro
2009, pp. 22-24, com adaptações)

... que deveria ser derrubada a todo custo pelos colonos, operários e garimpeiros ... (1º parágrafo)

Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal corretamente obtida será:

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1057Q691951 | Português, Morfologia, Administrador, UFF, COSEAC, 2019

Texto associado.
TEXTO 2 (Editado)

                A pesquisa científica sobre os efeitos terapêuticos da relação entre seres humanos e animais de
estimação começou nos Estados Unidos em meados de 1960. Depois de muitos estudos e observação,
ficaram claros os benefícios que são gerados nessa interação. Pensando nisso, a Associação Brasileira da
Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) possui um Grupo de Estudos sobre a Interação
Humano e Animal (GE-INTERHA) para fomentar pesquisas que demonstrem a importância dos animais de
estimação para a qualidade de vida das pessoas.
                Essa convivência, segundo pesquisadores, é capaz de melhorar a autoestima, diminuir problemas do
coração e auxiliar a família na diminuição do estresse, na queda da pressão em hipertensos e,
principalmente, de melhorar a interação social.
                Em um estudo realizado recentemente, ficou comprovado que, em geral, as famílias que têm animais
de estimação gastam menos com remédios. Além disso, foi criada a Terapia Assistida por Animais, que pode
ser aplicada em diferentes casos médicos, com grandes melhorias para os pacientes. Alguns casos mais
conhecidos são os tratamentos de idosos e de crianças com paralisia cerebral, autismo ou hiperatividade.
                Os cães e gatos são muito usados, pois são os animais mais próximos do ser humano. As suas visitas
causam melhoras sociais, emocionais, físicas e cognitivas de pacientes em tratamento. Acariciar um animal,
por si só, já ajuda o paciente a relaxar. Cães e gatos também servem como companhia para idosos solitários,
evitando casos de depressão.
A relação entre seres humanos e animais de estimação. Jornal Cruzeiro do Sul, 24/05/13. Disponível em< https://www2.jornalcruzeiro.com.br/materia/474869/a-relacaoentre-seres-humanos-e-animais-deestimacao>. Acesso em jan. 2019. (Adaptado)
As palavras “pesquisa”, “capaz” e “social”, ao serem flexionadas em número, passam por processos ligeiramente diferentes. Outras formas nominais flexionadas da mesma maneira são, respectivamente,
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1059Q172046 | Português, Morfologia, Auxiliar de Trânsito, DETRAN DF, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

No que se refere à correção gramatical e adequação da redação
oficial, julgue os próximos itens.

Expediente que seja emitido em qualquer repartição do DETRAN/DF e se destine ao diretor-geral desse órgão deverá apresentar, no texto, o tratamento Vossa Excelência.

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1060Q176192 | Português, Morfologia, Diplomata Bolsa prêmio de vocação para a Diplomacia, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Considerando que os fragmentos incluídos nos itens seguintes, na
ordem em que estão apresentados, são partes sucessivas de um texto
adaptado de Aryon DallIgna Rodrigues Sobre as línguas
indígenas e sua pesquisa no Brasil
. : Revista Ciência e
Cultura
, ano 57, n.º 2, abril/maio/jun./2005, p. 35-6 , julgue-os
quanto à correção gramatical.

A única estimativa de que dispomos sobre a diversidade das línguas indígenas existentes no Brasil há 500 anos, antes do início da colonização desta parte da América do Sul pelos europeus, é de 1992.

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