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Questões de Concursos Morfologia

Resolva questões de Morfologia comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1381Q1040388 | Português, Morfologia, Auxiliar, TJ SC, TJ SC

: Marque a proposição em que o verbo ou locução verbal NÃO apresenta nenhum tipo de erro:
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1382Q1039371 | Português, Morfologia, Agente de Polícia Judicial, TJ AC, IV UFG, 2024

Texto associado.
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


A conexão do aluno deve ser com a escola, não com o celular. Esse é o lema da Prefeitura do Rio de Janeiro para o início do ano letivo na rede municipal. A volta às aulas traz novidades: o uso do telefone está proibido.
Desde agosto do ano passado, os estudantes só podiam pegar aparelhos nos intervalos. Mas agora um decreto do prefeito Eduardo Paes ampliou essa proibição — o celular está vetado no horário de aula, durante o recreio e fora da sala quando houver explanação do professor e realização de trabalhos individuais ou em grupo.
Os smartphones devem ficar na mochila ou na bolsa, desligados ou em modo silencioso. Sequer a vibração é permitida. Exceções estão previstas para casos específicos, como alunos com deficiência ou em situações de força maior – como doença.
Os pais aprovaram a intervenção. Não à toa, a consulta pública realizada pela Secretaria Municipal de Educação do Rio, entre dezembro e janeiro, recebeu 10.437 contribuições, sendo 83% favoráveis à proibição.


EDITORA 3. Celular na escola: usar ou não usar? Eis a questão resolvida pelo
Rio de Janeiro. Disponível em: <https://istoe.com.br/celular-na-escola-usar-ounao-usar-eis-a-questao-resolvida-pelo-rio-de-janeiro/>. Acesso em: 9 fev.
2024. [Adaptado].
No trecho “Os smartphones devem ficar na mochila ou bolsa, desligados ou em modo silencioso”, o termo “desligados” é classificado morfologicamente e sintaticamente, respectivamente, como:
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1383Q1057570 | Português, Morfologia, Aeronavegantes e Não Aeronavegantes Turma 2, EEAR, Aeronáutica, 2022

Quantos advérbios há nos versos?
O relógio “Passa, tempo, tic-tac Tic-tac, passa, hora Chega logo, tic-tac Tic-tac, e vai-te embora Passa, tempo Bem depressa Não atrasa” (...) (Vinícius de Moraes)
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1384Q1046325 | Português, Morfologia, PEB II, Prefeitura de Cunha SP, AGIRH, 2024

Texto associado.
Rosa murcha


Esta rosa desbotada
Já tantas vezes beijada,
Pálido emblema de amor;
É uma folha caída
Do livro da minha vida,
Um canto imenso de dor!



Há que tempos! Bem me lembro...
Foi num dia de Novembro:
Deixava a terra natal,
A minha pátria tão cara,
O meu lindo Guanabara,
Em busca de Portugal.




Na hora da despedida
Tão cruel e tão sentida
P’ra quem sai do lar fagueiro;
Duma lágrima orvalhada,
Esta rosa foi-me dada
Ao som dum beijo primeiro.



Deixava a pátria, é verdade,
Ia morrer de saudade
Noutros climas, noutras plagas;
Mas tinha orações ferventes
Duns lábios inda inocentes
Enquanto cortasse as vagas.



E hoje, e hoje, meu Deus?!
— Hei de ir junto aos mausoléus
No fundo dos cemitérios,
E ao baço clarão da lua
Da campa na pedra nua
Interrogar os mistérios!



Carpir o lírio pendido
Pelo vento desabrido...
Da divindade aos arcanos
Dobrando a fronte saudosa,
Chorar a virgem formosa
Morta na flor dos anos!



Era um anjo! Foi pr’o céu
Envolta em místico véu
Nas asas dum querubim;
Já dorme o sono profundo,
E despediu-se do mundo
Pensando talvez em mim!



Oh! esta flor desbotada,
Já tantas vezes beijada,
Que de mistérios não tem!
Em troca do seu perfume
Quanta saudade resume
E quantos prantos também!
No verso “Oh! esta flor desbotada,”, a palavra “Oh!” é morfologicamente classificada como:
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1385Q1061433 | Português, Morfologia, Linguista, UNIVESP, CESPE CEBRASPE, 2025

Acrescentemos que, em português, a alternância vocálica pode ser o que podemos chamar submorfêmica. Isto acontece quando não é ela (como, ao contrário, sucede em fiz, em face de faz + er) a marca única da noção gramatical por expressar.

Ela entra no vocábulo formal como um reforço, por assim dizer, de um morfema gramatical.


Joaquim Mattoso Câmara Jr. Estrutura da língua portuguesa.

44. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011 (com adaptações).



O tipo de alternância vocálica referido no texto precedente é evidenciado no par

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1386Q1058362 | Português, Morfologia, Cadete I do Quadro de Praças Especiais, PM TO, FGV, 2025

Assinale a frase a seguir em que a preposição contra tem valor semântico diferente do das demais frases.
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1387Q1029184 | Português, Morfologia, Agente de Serviços de Culinária, Prefeitura de Canaã dos Carajás PA, FGV, 2025

Todas as frases abaixo mostram a presença do verbo TER; a única frase em que ele conserva o sentido original de “possuir” é:
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1388Q1056842 | Português, Morfologia, Gestor em Licenciamento Ambiental, FUNAI, Instituto Access, 2025

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Descoberta no sistema imunológico viabiliza novos antibióticos


Uma nova parte do sistema imunológico foi descoberta, e é uma mina de ouro para potenciais antibióticos, de acordo com cientistas.

Pesquisadores em Israel mostraram que uma parte do corpo conhecida por reciclar proteínas possui um modo secreto que libera um arsenal de substâncias químicas, eliminando bactérias.

Eles afirmam que isso transforma nossa compreensão de como estamos protegidos contra infecções e oferece uma nova fonte para a busca de antibióticos, no esforço para combater o problema crescente das superbactérias resistentes às drogas atuais.

A descoberta gira em torno do proteassoma, uma estrutura minúscula encontrada em todas as células do corpo.

Sua principal função é decompor as proteínas antigas em pedaços menores para que possam ser recicladas e utilizadas na produção de novas proteínas.

No entanto, uma série de experimentos, detalhados na revista científica Nature, revelou que o proteassoma detecta quando uma célula foi infectada por bactérias.

A partir desse momento, ele muda de estrutura e função, passando a transformar as proteínas antigas em armas capazes de romper a camada externa das bactérias para eliminá-las.

"Isso é realmente emocionante, porque nunca soubemos que esse processo ocorria", afirmou Yifat Merbl, do Instituto de Ciência, em Israel.

"Descobrimos um novo mecanismo de imunidade que nos permite ter uma defesa contra infecções bacterianas."

"Esse processo acontece em todo o nosso corpo, em todas as células, e gera uma classe totalmente nova de potenciais antibióticos naturais."

A equipe de pesquisa adotou um processo que eles chamam de "revirar o lixo" para encontrar esses antibióticos naturais.

Eles testaram essas substâncias em bactérias cultivadas em laboratório e em camundongos com pneumonia e sepse. Os pesquisadores relataram que os resultados foram comparáveis aos de alguns antibióticos já estabelecidos.

Além disso, ao pegarem células em laboratório e desativarem o proteassoma, perceberam que a infecção por bactérias como a Salmonella tornou-se significativamente mais fácil.

"O mais empolgante é que se trata de um processo totalmente desconhecido, pelo qual as moléculasantigermes são produzidas dentro de nossas células, o que é profundamente importante e surpreendente", diz Daniel Davis, professor de Imunologia da Universidade no Reino Unido.

No entanto, ele advertiu que transformar essa descoberta em uma nova fonte de antibióticos é uma hipótese que "ainda precisa ser testada" e que esse processo levará tempo.

Estima-se que mais de um milhão de pessoas morram por ano devido a infecções resistentes a medicamentos, como os antibióticos.

Diante desse cenário sombrio, a possibilidade de uma nova fonte de antibióticos traz otimismo para alguns cientistas.

"Em anos anteriores, foi necessário escavar o solo para encontrar novos antibióticos. É incrível pensar que possuímos essas substâncias dentro de nós, e que a questão principal é ter a tecnologia necessária para detectá-las", relata Davis.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2nvk7ypymo.adaptado.
Sua principal função é decompor "as proteínas antigas" em pedaços menores.

Assinale a alternativa correta quanto ao uso do pronome oblíquo na substituição do termo destacado.
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1389Q1057880 | Português, Morfologia, Combatente, PM PB, IBFC, 2023

Texto associado.
Texto I
O incendiador de caminhos

Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique destina-se a combater as chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento: trata-se de proteger ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos.
Contudo, eu receio que seja mais uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na realidade, nós não entendemos a complexa ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo, não param de me pedir para que fale com os camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar que nunca fui capaz de cumprir essa incumbência.
Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das razões que levam os camponeses a converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e queimada é uma das principais razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado que é uma personagem a que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste breve depoimento.
Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre a mulher a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas esse mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações invisíveis do homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de Moçambique.
O homem passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem não ter um propósito prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da sua viagem ele responde: “Só venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos e construir bons laços de harmonia que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais que garantam estabilidade.
Os visitadores gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de um sítio requer entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um dos lugares. Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que progridem, vão ateando fogo ao capim. A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio tem serviços e vantagens diversas que se manifestam claramente no regresso: define um mapa de referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o piso e torna o retorno mais fácil e seguro. [...]


(COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia das Letras. 2011)
A estrutura verbal destacada em “Sabe-se que a agricultura de corte e queimada” (3º§), manteria equivalência, em relação à voz passiva, com o uso de:
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1390Q1057883 | Português, Morfologia, Combatente, PM PB, IBFC, 2023

Texto associado.
Texto I
O incendiador de caminhos

Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique destina-se a combater as chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento: trata-se de proteger ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos.
Contudo, eu receio que seja mais uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na realidade, nós não entendemos a complexa ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo, não param de me pedir para que fale com os camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar que nunca fui capaz de cumprir essa incumbência.
Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das razões que levam os camponeses a converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e queimada é uma das principais razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado que é uma personagem a que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste breve depoimento.
Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre a mulher a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas esse mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações invisíveis do homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de Moçambique.
O homem passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem não ter um propósito prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da sua viagem ele responde: “Só venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos e construir bons laços de harmonia que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais que garantam estabilidade.
Os visitadores gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de um sítio requer entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um dos lugares. Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que progridem, vão ateando fogo ao capim. A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio tem serviços e vantagens diversas que se manifestam claramente no regresso: define um mapa de referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o piso e torna o retorno mais fácil e seguro. [...]


(COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia das Letras. 2011)
No título “O incendiador de caminhos”, o vocábulo destacado tem em sua formação um morfema que indica “aquele que realiza determinada ação”. O morfema que confere esse sentido chama-se:
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1391Q1037931 | Português, Morfologia, Gestão Tributária Manhã, Prefeitura de Cuiabá MT, FGV, 2024

Observe o seguinte fragmento textual.
“Há uma tendência, em nossa sociedade crescentemente complexa e altamente tecnológica, de esquecer que a democracia americana é menos uma forma de governo e mais uma romântica preferência por uma particular estrutura de valores”.
Sobre seu significado ou estruturação, é correto afirmar que
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1392Q912534 | Português, Morfologia, Operador de Máquinas Pesadas II, Prefeitura de Rio Verde GO, UniRV GO, 2023

Texto associado.

A seguir, observe o texto abaixo para responder a questão:

Tubarões preferem banhistas que usam preto e branco

Vem ni mim, tubarão!

Está todo mundo lá na praia, nadando feliz e contente, quando vem um tubarão. Como é que ele escolhe qual pessoa morder? Uni-duni-tê?
De acordo com a pesquisa do especialista em tubarões da Universidade da Flórida (EUA), George Burgess, a escolha fashion do banhista é um dos fatores que o bicho leva em consideração: quem usa trajes que combinem preto e branco tem mais chances de levar uma bela mordida.
Burgess analisou dados de ataques de tubarão registrados nos últimos 50 anos no município de Volusia, uma região costeira da Flórida conhecida pela alta incidência de ataques (no período analisado, foram 231). Nessa análise, percebeu que a maioria das pessoas mordidas estava usando branco e preto.
Mas por que o tubarão gosta dessa combinação? O cara ainda não sabe ao certo. Mas, segundo ele, é provável que o fenômeno esteja ligado à habilidade dos tubarões em enxergarem contrastes. Não por menos, a combinação de preto e amarelo também não se mostrou segura.
Além disso, Burgess constatou outras coisas interessantes (e outras nem tanto): a maioria dos ataques acontece aos domingos (provavelmente porque é o dia em que a praia está mais cheia), a menos de 2 metros de profundidade (porque é onde a maioria das pessoas geralmente fica) e (isso sim é legal) durante a Lua nova. “Isso porque as marés, afetadas pela Lua, trazem os peixes preferidos dos tubarões para mais perto da costa”, diz o especialista.
Disponível em:https://super.abril.com.br/coluna/cienciamaluca/tubarões-preferem-banhistas-que-usam-preto-e-branco/ . Acesso em: 13 jul. 2011
Leia: “Como é que ele escolhe qual pessoa morder?”
As palavras em destaque são, morfologicamente, chamadas de:
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1393Q1058232 | Sem disciplina, Morfologia, Fundamental, Comando do 5 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.
Texto 2


COBRANÇA


Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa, caminhando de um lado para outro. Carregava um cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos passantes: “Aqui mora uma devedora inadimplente.”

— Você não pode fazer isso comigo — protestou ela.

— Claro que posso — replicou ele. — Você comprou, não pagou. Você é uma devedora inadimplente. E eu sou o cobrador. Por diversas vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.

— Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta crise...

— Já sei - ironizou ele. — Você vai me dizer que por causa daquele ataque lá em Nova York seus negócios ficaram prejudicados. Problema seu, ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar. E é o que estou fazendo.

— Mas você podia fazer isso de uma forma mais discreta...

— Negativo. Já usei todas as formas discretas que podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada. Você fazia de conta que nada tinha a ver com o assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que não me restou outro recurso: vou ficar aqui, carregando esse cartaz, até você saldar a sua dívida.

Neste momento começou a chuviscar.

— Você vai se molhar — advertiu ela. — Vai acabar ficando doente.

— Ele riu, amargo:

— E dai? Se você esta preocupada com a minha saúde, pague o que deve.

— Posso lhe dar um guarda-chuva...

— Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um guarda-chuva.

Ela agora estava irritada:

— Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro. Afinal, você é meu marido, você mora aqui.

— Sou seu marido — retrucou ele — e você é minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e você é devedora. Eu a avisei: não compre essa geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as prestações. Mas não, você não me ouviu. É agora o pessoal lá da empresa de cobrança quer o dinheiro. O que você quer que eu faça? Que perca meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até você cumprir sua obrigação.

— Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava: continuava andando de um lado para o outro, diante da casa, carregando o seu cartaz.


SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001,
“Não paguei porque não tenho dinheiro.” Assinale a opção que se completa com a mesma forma de "“porque” empregado no trecho citado.
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1394Q946149 | Português, Morfologia, Primeiro Dia, UENP, UENP, 2018

Leia o poema a seguir.

tua mão

no meu seio

sim não

não sim

não é assim

que se mede

um coração

(RUIZ S., Alice. Dois em um. São Paulo: Iluminuras, 2018. p. 30.)

Sobre o poema, considere as afirmativas a seguir.

I. A referência ao corpo significa uma predisposição do sujeito lírico para o amor físico.

II. O terceiro e o quarto versos apontam para a ideia de dúvida quanto ao consentimento da carícia.

III. O quinto verso, apesar de proporcionar jogo de palavras com o verso anterior, representa um modo diferente de interpretar o gesto da mão no seio.

IV. Nos dois versos finais, a ideia de medir o coração é utilizada em linguagem figurada para remeter à avaliação de sentimentos.


Assinale a alternativa correta.

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1395Q1058044 | Português, Morfologia, Soldado Bombeiro Militar, CBM MG, IDECAN, 2024

Texto associado.
Contra o monopólio da IA, uma parceria global para aquisição de chips

Em 1999 um grupo de 34 pesquisadores internacionais se reuniu na Itália, na vila de Bellagio, para discutir o acesso à vacinação. Vacinas eram caras e inacessíveis. O grupo teve então uma ideia revolucionária: criar um consórcio de vários países para agregar poder de compra ("procurement") e com isso conseguir preços mais baixos, grandes quantidades e velocidade de entrega. Surgia então o Gavi (Aliança Global para Vacinas e Imunização), que logo teve adesão da ONU e de doadores privados. Hoje, 50% das crianças do planeta são vacinadas por causa da iniciativa. Na Covid, essa aliança teve também um papel crucial.

Corte para 2024. Um grupo de pesquisadores internacionais se reuniu em Bellagio na semana passada para discutir outro problema: tecnodiversidade. Assegurar que o desenvolvimento da tecnologia e da inteligência artificial seja plural e não excludente. Estamos atravessando um intenso processo de concentração. Por causa da IA, a demanda por computação explodiu. Uma IA atual usa 10 bilhões de vezes mais computação do que em 2010. A cada 6 meses esse uso computacional dobra.

O problema é que o poder computacional usado para a inteligência artificial é hoje controlado por um pequeno grupo de países e empresas. Em outras palavras, toda a "inteligência" do planeta pode ficar nas mãos de um clube exclusivo. Isso pode ser a receita para um desastre epistêmico, colocando em risco linguagens, cosmologias e modos de existir presentes e futuros. Tanta concentração limita a existência de modelos de IA diversos, construídos localmente.

Em outras palavras, a infraestrutura necessária para a inteligência artificial precisa estar melhor distribuída. Quanto mais países, setores da sociedade e comunidades tiverem a possibilidade de participar do desenvolvimento da IA, inclusive sem fins lucrativos, melhor. Um exemplo: há 10 anos, 60% da pesquisa sobre inteligência artificial era feita pelo setor acadêmico. Hoje esse percentual é próximo de 0%.

Esse curso precisa mudar. A solução proposta no encontro em Bellagio foi a criação de uma aliança similar ao GAVI, só que para a aquisição dos GPUs (chips) usados para treinar inteligência artificial. Os três pilares para treinar IA são: dados, capital humano e chips. O maior gargalo, de longe, está no acesso aos chips. Para resolver isso, os países podem se reunir para agregar seu poder de compra, integrando-se novamente a organizações internacionais e doadores interessados na causa. Tal como nas vacinas, seria possível derrubar os preços dos chips, assegurar sua quantidade e velocidade de entrega.

Isso permitiria a criação de polos nacionais, regionais e multinacionais para o treinamento de IA, capazes de cultivar diversidades. Por exemplo, uma IA da língua portuguesa, da América Latina e além. Permitiria a construção de infraestruturas acessíveis para a comunidade acadêmica e para outros atores no desenvolvimento da tecnologia. Essa proposta, vocalizada por Nathaniel Heller e refinada pelo grupo de Bellagio, pode ter um impacto profundo no futuro do desenvolvimento tecnológico.

O Brasil pode ser crucial na formulação dessa aliança. Seja atuando dentro do G20, seja incluindo o tema como parte do excelente Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, publicado na semana passada, que prevê 23 bilhões de investimentos em 4 anos. Pode ser a chance de o país se tornar mais uma vez protagonista na articulação do futuro do desenvolvimento tecnológico.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/
Assinale a alternativa em que a palavra "mais" desempenhe, no texto, papel adverbial.
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1396Q1057336 | Português, Morfologia, Soldado Combatente, PM AL, CESPE CEBRASPE, 2021

Texto associado.
As mãos que criam, criam o quê?



A ancestralidade de dona Irinéia mostra-se presente em suas peças feitas com o barro vermelho da sua região. São cabeças, figuras humanas, entre outras esculturas que narram, por meio da forma moldada no barro, episódios históricos, lutas e conquistas vividos pelos moradores de sua comunidade e do Quilombo de Palmares.

Um exemplo é a escultura que representa pessoas em cima de uma jaqueira e que se tornou uma peça muito conhecida de dona Irinéia. A jaqueira se tornou objeto de memória, pois remonta a uma enchente, durante a qual ela e suas três irmãs ficaram toda a noite em cima da árvore, esperando a água baixar.

O manejo da matéria-prima é feito com a retirada do barro que depois é pisoteado, amassado e moldado. As peças são então queimadas, e ganham uma coloração naturalmente avermelhada.

Irinéia Rosa Nunes da Silva é uma das mais reconhecidas artistas da cerâmica popular brasileira. A história de dona Irinéia, mestra artesã do Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2005, está entrelaçada com a história do povoado quilombola Muquém, onde nasceu em 1949. O povoado pertence ao município de União dos Palmares, na zona da mata alagoana, e se encontra próximo à serra da Barriga que carrega forte simbolismo, pois é a terra do Quilombo dos Palmares.

Por volta dos vinte anos, dona Irinéia começou a ajudar sua mãe no sustento da família, fazendo panelas de barro. Entretanto, o costume de fazer promessas aos santos de quem se é devoto, quando se está passando por alguma provação ou doença, fez surgir para a artesã outras encomendas. Quando a graça é alcançada, costuma-se levar a parte do corpo curado representado em uma peça de cerâmica, como agradecimento para o santo. Foi assim que dona Irinéia começou a fazer cabeças, pés e assim por diante.

Até que um dia, uma senhora que sofria com uma forte dor de cabeça encomendou da ceramista uma cabeça, pois ia fazer uma promessa ao seu santo devoto. A senhora alcançou sua graça, o que fez com que dona Irinéia ficasse ainda mais conhecida na região. Chegou, inclusive, ao conhecimento do SEBRAE de Alagoas, que foi até dona Irinéia e ofereceu algumas capacitações que abriram mais possibilidades de produção para a ceramista. O número de encomendas foi aumentando e, com ele, sua imaginação e criatividade que fizeram nascer objetos singulares.

Em Muquém, vivem cerca de quinhentas pessoas que contam com um posto de saúde, uma escola e a casa de farinha, onde as mulheres se reúnem para moer a mandioca, alimento central na comunidade, assim como de tantos outros quilombos no Nordeste. No dia a dia do povoado, o trabalho com o barro também preenche o tempo de muitas mulheres e alguns homens que se dedicam à produção de cerâmica, enquanto ensinam as crianças a mexer com a terra, produzindo pequenos bonecos.



Internet:(com adaptações)

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte.

Em “A jaqueira se tornou objeto de memória” (segundo parágrafo), o deslocamento da forma pronominal “se” para logo após a forma verbal “tornou” — escrevendo-se tornou-se — prejudicaria a correção gramatical do texto.

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1397Q1046076 | Português, Morfologia, Diretor Técnico Desportivo, Prefeitura de Buritizal SP, Creative Group, 2024

Texto associado.

LEIA O TEXTO E RESPONDA A QUESTÃO.


Já se sentiu vítima de algum tipo de marginalização e/ou discriminação dentro de sua universidade?


Infelizmente, devo dizer que sim. Não se trata de discriminação ou marginalização pelo fato de ser brasileiro, porém. Trata-se de uma dificuldade (talvez natural) que tem um “novo imigrante” em penetrar na “elite” da sociedade local, que controla as posições de poder. Essa elite é constituída por pessoas que estudaram juntas na escola, que fizeram o serviço militar juntas, que pertencem ao mesmo partido político e que se apóiam mutuamente. Tive a oportunidade de sentir esse tipo de hostilidade quando fui eleito diretor da Faculdade de Ciências Humanas. Cheguei mesmo a ouvir expressões como “a máfia latino-americana em nossa faculdade”, quando somos nada mais que dois professores titulares de procedência latinoamericana. Mas, verdade seja dita, trata-se de uma hostilidade proveniente dos que estavam habituados ao poder e não se conformavam em perdê-lo.

A maioria não só me elegeu, mas também me apoiou e continua apoiando as reformas que instituí em minha gestão.



(DASCAL, Marcelo. Entrevista publicada no caderno Mais / Folha de S. Paulo, 18/05/2003.)

Assinale a alternativa em que a voz verbal destoa das demais.
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1398Q1045324 | Português, Morfologia, Professor Polivalente, Prefeitura de Salgado de São Félix PB, APICE, 2024

Analise a conjugação dos verbos em destaque nas frases seguintes.

I- Quando tu puderes, agradecerei tua ajuda.
II- Nós vínhamos caminhando na orla, quando fomos abordados por dois rapazes.
III- Se ele soubesse a verdade, ficaria arrasado.
IV- Quando tu disseres a novidade, ela ficará muito feliz.

Após análise das frases, assinale a alternativa que apresenta, na ordem correspondente, a correta conjugação dos verbos (pessoa, tempo e modo).
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1399Q1057897 | Português, Morfologia, Soldado, CBM PA, CESPE CEBRASPE, 2024

Texto associado.

Texto 1A1


Nos anos 70, quando eu estudava na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), um dos poemas mais lidos e comentados por estudantes e professores era Fábula de um arquiteto, de João Cabral de Melo Neto: “O arquiteto: o que abre para o homem / (tudo se sanearia desde casas abertas) / portas por-onde, jamais portas-contra; / por onde, livres: ar luz razão certa.”.

Esses versos pareciam nortear a concepção e a organização do espaço, trabalho do arquiteto. A utopia possível de vários estudantes era transformar habitações precárias (eufemismo para favelas) em moradias dignas. O exemplo mais famoso naquele tempo era o Conjunto Habitacional Zezinho Magalhães Prado (Parque Cecap) em Guarulhos. Esse projeto de Vilanova Artigas era um dos poucos exemplos de habitação social decente, mas seus moradores não eram ex-favelados.

Em geral, a política de habitação popular no Brasil consiste em construir pequenos e opressivos apartamentos ou casas de baixo padrão tecnológico, sem senso estético, sem relação orgânica com a cidade, às vezes sem infraestrutura e longe de áreas comerciais e serviços públicos. Vários desses conjuntos são construídos em áreas ermas, cuja paisagem desoladora lembra antes uma colônia penal.

Mas há mudanças e avanços significativos na concepção de projetos de habitação social, infraestrutura, lazer e paisagismo, projetos que, afinal, dizem respeito à democracia e ao fim da exclusão social. Um desses avanços é o trabalho da Usina. Fundada em 1990 por profissionais paulistas, a Usina tem feito projetos de arquitetura e planos urbanísticos criteriosos e notáveis. Trata-se de uma experiência de autogestão na construção, cujos projetos, soluções técnicas e o próprio processo construtivo são discutidos coletivamente, envolvendo os futuros moradores e uma equipe de arquitetos, engenheiros e outros profissionais.

Acompanhei jornalistas do Estadão em visitas a conjuntos habitacionais em Heliópolis e na Billings, onde está sendo implantado o Programa Mananciais. Em Heliópolis, Ruy Ohtake projetou edifícios em forma cilíndrica, daí o apelido de redondinhos. A planta dos apartamentos de 50 m² é bem resolvida, os materiais de construção e o acabamento são apropriados, todos os ambientes recebem luz natural. Esse projeto de Ohtake e o de Hector Vigliecca (ainda em construção) revelam avanço notável na concepção da moradia para camadas populares.

Um dos projetos do Programa Mananciais é uma ousada e bem-sucedida intervenção urbana numa das áreas mais pobres e também mais belas da metrópole. Situado às margens da Represa Billings, o Parque Linear é, em última instância, um projeto de cidadania que contempla milhares de famílias. Não por acaso esse projeto da equipe do arquiteto Marcos Boldarini recebeu prêmios no Brasil e no exterior.

Além do enorme alcance social, o projeto foi pensado para preservar a Billings e suas espécies nativas. Sem ser monumental, o Parque Linear é uma obra grandiosa e extremamente necessária, concebida com sensibilidade estética e funcional que dá dignidade a brasileiros que sempre foram desprezados pelo poder público. É também um exemplo de como os governos federal, estadual e municipal podem atuar em conjunto, deixando de lado as disputas e mesquinharias político-partidárias.

Além de arquitetos e engenheiros competentes, o Brasil possui recursos para financiar projetos de habitação popular em larga escala. Mas é preciso aliar vontade política a uma concepção de moradia que privilegie a vida dos moradores e sua relação com o ambiente e o espaço urbano. Porque morar é muito mais que sobreviver em estado precário e provisório.

Milton Hatoum. Moradia e (in)dignidade.

In: O Estado de S. Paulo, 28/8/2011, p. C8 (com adaptações).

No trecho “o Parque Linear é uma obra grandiosa e extremamente necessária, concebida com sensibilidade estética e funcional que dá dignidade a brasileiros que sempre foram desprezados pelo poder público”, (segundo período do penúltimo parágrafo do texto 1A1), as formas verbais “concebida” e “dá”
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1400Q980100 | Português, Morfologia, Psicólogo Educação, Prefeitura de Anchieta SC, AMEOSC, 2025

Texto associado.
A estrada construída para a COP30 em Belém na Amazônia

Uma nova rodovia de quatro faixas que corta dezenas de milhares de hectares de floresta amazônica protegida está sendo construída para a COP30 (30ª Conferênciadas Nações Unidas sobre Mudança do Clima), que acontece em Belém do Pará.

O objetivo é facilitar o tráfego para a capital paraense, que receberá mais de cinquenta mil pessoas — incluindo líderes mundiais — na conferência em novembro.

O governo estadual promove a rodovia como sustentável, mas moradores e ambientalistas criticam impacto ambiental.

A Amazônia desempenha um papel vital na absorção de carbono para o planeta e na preservação da biodiversidade, e críticos dizem que esse desmatamento contradiz o próprio desígnio de uma conferência climática.

Ao longo da estrada parcialmente construída, a densa floresta tropical se ergue dos dois lados — um lembrete do que já esteve ali.

Toras de madeira estão empilhadas nas áreas desmatadas, que se estendem por mais de treze quilômetros floresta adentro até Belém.

Escavadeiras e máquinas abrem caminho pelo chão da floresta, aterrando áreas úmidas para pavimentar a estrada que cortará uma área protegida.

Claudio Verequete mora a cerca de duzentos metros de onde a estrada passará. Ele costumava ganhar a vida colhendo açaí de árvores que antes ocupavam o local.

"Tudo foi destruído", diz ele, apontando para a clareira.

"Nossa colheita já foi derrubada. Não temos mais essa renda para sustentar a família."

Ele afirma que não recebeu nenhuma compensação do governo estadual e que, atualmente, vive com suas economias. Também receia que a construção da estrada leve a mais desmatamento no futuro, agora que a área se tornou mais acessível a empresas.

"Nosso medo é que um dia alguém chegue aqui e diga: 'Toma esse dinheiro. Precisamos dessa área para construir um posto de gasolina ou um galpão.' E então, teremos que sair daqui", diz.

Sua comunidade não terá acesso à estrada, devido aos muros que a cercam em ambos os lados.

"Para nós, que moramos ao lado da rodovia, não haverá benefícios. Os benefícios serão para os caminhões que passarão por ela. Se alguém ficar doente e precisar ir até o centro de Belém, não conseguirá usar a estrada."

A via deixa duas áreas de floresta protegida desconectadas. Cientistas estão preocupados com o risco de fragmentação do ecossistema e de interrupção no deslocamento da fauna.

A professora Silvia Sardinha é veterinária especializada em vida selvagem e pesquisadora em um hospital universitário de animais que fica de frente para o local onde a nova estrada está sendo construída.

Ela e sua equipe reabilitam animais silvestres feridos, principalmente por causas humanas ou atropelamentos.

Depois de recuperados, eles são devolvidos à natureza;algo que, segundo ela, será mais difícil com uma rodovia logo ao lado.

"Animais terrestres não poderão mais atravessar para a outra direção, reduzindo as áreas onde podem viver e se reproduzir."

O governo diz que o encontro será uma oportunidade para focar nas necessidades da região, mostrar a floresta ao mundo e apresentar o que tem feito para protegê-la.

A professora Sardinha diz que, embora essas conversas aconteçam "em um nível muito alto, entre empresários e autoridades governamentais", quem vive na Amazônia "não está sendo ouvido".


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp8v44gdjr2o.adaptado.
O governo diz que o encontro será uma oportunidade para focar nas necessidades da região, mostrar a floresta ao mundo e "apresentar" o que tem feito para protegê-la.
O verbo destacado, nesta frase, concorda com:
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