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Questões de Concursos Morfologia

Resolva questões de Morfologia comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1741Q1084996 | Português, Morfologia, Classe I, SAP SP, VUNESP

Texto associado.
Como evitar que motoristas bêbados fiquem impunes e continuem a matar no trânsito

Rodrigo Cardoso, Paula Rocha, Michel Alecrim e Luciani Gomes

O Brasil possui uma legislação que dificulta a redução do número de mortes em acidentes de trânsito.Nem mesmo a Lei n.º 11.705,a chamada Lei Seca, que entrou em vigor em meados de 2008 para frear o ímpeto de brasileiros que insistem em guiar sob o efeito do álcool, tem conseguido conter o avanço desse tipo de tragédia.É fácil identificar o porquê.Está disseminado no país o sentimento de que é possível combinar a bebida com a direção sem que haja punição.
As garras do Judiciário, na maioria dos casos, não têm alcançado esses motoristas porque a lei é falha. O exame do bafômetro, necessário para que se detecte a quantidade de álcool ingerida passível de penalidade, pode ser recusado pelo infrator.Sem o teste, não há como se punir com rigor. Há pelo menos 170 projetos de lei propondo alterações na Lei Seca na Câmara dos Deputados. “Do jeito que está, não existe Lei Seca no País”, diz o advogado Maurício Januzzi.
Os números mostram a ineficácia do atual Código de Trânsito.No ano seguinte à implantação da Lei Seca, quando a fiscalização marcava presença nas ruas e os veículos de comunicação a divulgavam, houve uma redução de 1,8% nas mortes de trânsito.
Nos últimos meses,uma sequência de acidentes com vítimas fatais em ruas e avenidas tem chocado a opinião pública.
Na última década, enquanto nos países da Europa as mortes no trânsito decresceram em 41%, no Brasil verificou-se um crescimento de 40%.
Aumentar a punição de quem dirige embriagado é um dos caminhos para inibir as pessoas de dirigir depois de beber.
Um dos maiores problemas da eficácia da Lei Seca é a fiscalização.O jurista Luiz Flávio Gomes acredita que o controle tem que ser implacável. “A fiscalização não pode ser flexibilizada, afrouxada”, afirma.
Mostrar o caminho e reger o comportamento. É assim que campanhas de segurança no trânsito mundo afora tiveram sucesso.Se educar deve vir primeiro do que a repressão, rever socialmente o conceito que temos sobre o álcool, porém, não é fácil. O uso da bebida alcoólica está culturalmente presente na vida do brasileiro. É uma das poucas drogas consumidas – por ser lícita – com a família reunida. O álcool ganha poder de sedução por meio de propagandas direcionadas ao público jovem que o associa a situações de poder, conquista, de belas companhias, velocidade.
Para dirigir, porém, não se deve beber.
(ISTO É, nov. 2011. Adaptado)

Em – … rever socialmente o conceito que temos sobre o álcool, porém, não é fácil. (8.º parágrafo) – a conjunção em destaque na frase estabelece, entre as orações, sentido de
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1742Q987205 | Português, Morfologia, Assistente Social, Prefeitura de Nonoai RS, OBJETIVA, 2025

Texto associado.
A inclusão da Internet na educação e a cibercultura


O uso da Internet na escola é uma exigência da cibercultura, ou seja, do novo ambiente comunicacional e cultural que surge com a interconexão mundial de computadores em forte expansão no início do século XXI. Trata-se de um novo espaço de sociabilidade, organização, informação, conhecimento e educação.

A educação do cidadão não pode estar alheia ao novo contexto socioeconômico e tecnológico, cuja característica geral não se encontra mais na centralidade da produção fabril ou da mídia de massa, mas na informação digitalizada como nova infraestrutura básica e como novo modo de produção.

Cada vez mais, produz-se informação on-line socialmente partilhada. O número de pessoas cujo trabalho é informar on-line cresce continuamente, e cada vez mais pessoas dependem da informação on-line para trabalhar e viver. A economia baseia-se na informação on-line. Entidades financeiras, bolsas de valores, empresas nacionais e multinacionais dependem dos novos sistemas de informação on-line e progridem, ou não, à medida que os absorvem e desenvolvem. A informação on-line penetra a sociedade como uma rede capilar e, ao mesmo tempo, como infraestrutura básica. A educação on-line ganha adesão nesse contexto, oferecendo flexibilidade e interatividade, características próprias da Internet.

Se a escola não inclui a Internet na educação das novas gerações, está na contramão da história, alheia ao espírito do tempo. Por outro lado, estar on-line não significa estar incluído na cibercultura. Não basta apenas indicar um site para promover essa inclusão.

Assim, mesmo com a Internet presente na escola, a educação pode continuar sendo o que sempre foi: uma mera distribuição de conteúdos empacotados para assimilação e repetição, sem realmente incorporar as dinâmicas interativas e colaborativas da cibercultura.


Fonte: Portal Ministério da Educação. Adaptado.

Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para os vocábulos e trechos destacados, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Em “[...] que surge com a interconexão mundial de computadores em forte expansão no início do século XXI” (1º parágrafo), não há prejuízo em se substituir o termo sublinhado por “na qual”.

( ) Em “[...] mesmo com a Internet presente na escola, a educação pode continuar sendo o que sempre foi [...]” (5º parágrafo), não há prejuízo em se substituir a parte destacada por “ainda que a Internet esteja presente na escola”.

( ) Em “Não basta apenas indicar um site para promover essa inclusão” (4º parágrafo), não há prejuízo em se substituir o termo destacado por “tal”.

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1743Q1028428 | Português, Morfologia, Oficial de Justiça Avaliador Federal Reaplicação, TRT 24 REGIÃO MS, FGV, 2025

A paciência torna mais leve o que não é possível remediar.
Assinale a opção que indica uma observação correta a respeito da significação e/ou da estruturação da frase acima.
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1744Q1083221 | Português, Morfologia, US, Prefeitura de Varginha MG, Avança SP, 2025

Assinale a alternativa cujo enunciado apresenta todas as formas verbais empregadas corretamente.
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1745Q1048191 | Português, Morfologia, Arquivo, Prefeitura de Macaé RJ, FGV, 2024

Texto associado.
Sempre dá para separar um dinheirinho para o futuro. Em sete passos fáceis, veja como:


1. Ande com um caderninho na bolsa e anote tudo o que gasta para saber para onde está indo seu dinheiro.

2. Se você não tem certeza de que conseguirá conter seus impulsos, deixe em casa cartões de crédito e cheques. Estabeleça um limite em dinheiro para carregar na carteira.

3. Planeje suas compras, todas elas, e pague apenas à vista.

4. Sempre pesquise preços e pechinche.

5. Só compre pela internet ou por telefone se for algo necessário, oferecido a um preço ótimo (a internet é um prato cheio para compradores compulsivos). 6. Passe longe das liquidações.

7. Pesquise pacotes econômicos para celular, telefone fixo, internet e TV a cabo.


Elaine Toledo, Cláudia, SP, fev. 2009, p. 83.
Muitas palavras em língua portuguesa são substantivos formados com sufixos a partir de verbos. Assinale a opção que indica o substantivo do texto que está nesse caso.
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1746Q1057153 | Português, Morfologia, Oficial Bombeiro Militar, CBM MG, FUNDEP Gestão de Concursos, 2021

Texto associado.

Leia este texto.

Nem tudo são más notícias, em termos gramaticais. Em português, é muito difícil uma pessoa ir à falência. Justifico esta ideia com a seguinte teoria fascinante: normalmente, considera-se que o verbo falir é defectivo. Significa isso que lhe faltam algumas pessoas, designadamente a primeira, a segunda e a terceira do singular e a terceira do plural do presente do indicativo e todas as do presente do conjuntivo. Não se diz “eu falo”, “tu fales”, nem “ele fale”. Não se diz “eles falem”.

Todos os modos e tempos verbais do verbo falir se admitem, com exceção de quatro pessoas do presente do indicativo e todo o presente do conjuntivo. Em que medida é que isso é bom? [...] Não é possível falir, presentemente, no Brasil.

“Eu falo” é uma declaração ilegítima. Podemos aventar a hipótese de vir a falir, porque “eu falirei” é uma forma aceitável do verbo falir. E quem já tiver falido não tem salvação, porque também é perfeitamente legítimo afirmar: “eu fali”. Mas ninguém pode dizer que, neste momento, fale.

Acaba por ser justo que o verbo falir registre essas falências na conjugação. Justo e útil, sobretudo em tempos de crise. Basta que os brasileiros vivam no presente — que, além do mais, é dos melhores tempos para se viver — para que não falam (outra conjugação impossível).

Não deixa de ser misterioso que a língua portuguesa permita que, no passado, se possa ter falido e até que se possa vir a falir, no futuro, ao mesmo tempo que inviabiliza que se fala, no presente. Se eu nunca falo, como posso ter falido? Se ninguém fale, por que antever que alguém falirá?

PEREIRA, Ricardo Araújo. Disponível em: <https://www1.folha.

uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2020/08/na-lingua-portuguesa-o-melhor-e-a-gente-se-afastar-de-certos-verbos.

shtml>. Acesso em: 25 ago. 2020. [Fragmento]

Em tom humorístico, o autor defende, em seu texto, o fato de que, sendo o verbo falir defectivo,
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1747Q978060 | Português, Morfologia, Simulado 1, CNU, 2025

Texto associado.
Negociações com EUA (e Rússia) para paz na Ucrânia impõem desafios a Zelensky


Prestes a obter um cessar-fogo, após três anos de guerra, ucraniano precisa se equilibrar entre a pressão por concessões de Trump e a necessidade de uma saída honrosa

Por Filipe Barini

A proposta para um cessar-fogo temporário na Ucrânia, apresentado pelos EUA e válido por 30 dias, foi um dos passos mais importantes para encerrar um conflito que, ao longo de três anos, deixou centenas de milhares de mortos e causou uma ampla devastação em solo ucraniano. Kiev deu seu aval após uma reunião com representantes americanos na Arábia Saudita, mas falta combinar com os russos, que dizem "não descartar" contatos com Washington "nos próximos dias".

Mas o anúncio deixou evidente a posição delicada do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Ele está sob pressão da Casa Branca para fazer concessões territoriais e econômicas, da Rússia, com suas bombas e avanços militares, e dos próprios ucranianos, que não querem uma paz a qualquer custo. Sua margem de ação é cada vez mais estreita.

Nas conversas em Jedá, a proposta de cessar-fogo que prevaleceu não era exatamente a que queria Zelensky: antes do encontro, ele defendia uma pausa nos combates por ar e por mar, citando os ataques contra instalações energéticas, enquanto condicionava a suspensão das operações terrestres a garantias de segurança de seus aliados ocidentais.

Em declarações na véspera, afirmou que um cessar-fogo total e sem garantias daria tempo ao Kremlin para “curar os feridos, recrutar infantaria da Coreia do Norte e recomeçar esta guerra”. Ao final, foi voto vencido e apoiou uma pausa completa e válida por 30 dias, a partir da concordância dos russos. Por outro lado, obteve a retomada da ajuda militar e de inteligência dos EUA e avançou nas discussões sobre um acordo que abre caminho para os americanos explorarem os recursos minerais do país.

Apesar dos apertos de mãos e sorrisos, Zelensky sabe que a relação com a Casa Brancanão será exatamente um conto de fadas como os resgatados por Alexander Afanasyev no século XIX. Desde seu retorno ao poder, o presidente Donald Trump sinaliza que vê em Moscou, não em Kiev ou Bruxelas, o caminho preferencial para resolver a guerra.

As críticas a Zelensky são recorrentes e já incluíram comentários sugerindo sua renúncia e zombando de sua popularidade (Trump usou um número falso, 4%, quando na verdade o apoio era superior a 50%). No final de fevereiro, os dois bateram boca no Salão Oval, no dia em que deveria ser assinado um acordo sobre o acesso aos minerais. Em seguida, Trump suspendeu a ajuda militar e o acesso ucraniano à inteligência americana, uma decisão derrubada nesta terçafeira.

Mas os ataques, em vez de enfraquecerem Zelensky, lhe deram um impulso no momento ideal. A falta de soluções para o conflito, disputas internas e questões sobre sua legitimidade — seu mandato terminou em maio do ano passado, mas a lei marcial em vigor impede novas eleições — tinham levado sua popularidade, em dezembro, ao nível mais baixo desde a invasão. Após a discussão, houve um salto nos índices de aprovação e nas declarações de apoio interno.

Mesmo entre seus rivais, o discurso era um só: os arroubos do republicano não eram apenas contra alguém cujo primeiro cargo público foi o de presidente de um país que enfrentou uma pandemia e uma guerra, mas sim contra toda a Ucrânia.

— Algumas pessoas esperavam que eu criticasse Zelensky — disse Petro Poroshenko, expresidente, rival de Zelensky na eleição de 2019 e um crítico mordaz do atual governo. — Mas não, não haverá críticas, porque não é disso que o país precisa agora.


https://oglobo.globo.com/mundo/noticia
No período “Kiev deu seu aval após uma reunião com representantes americanos na Arábia Saudita, mas falta combinar com os russos, que dizem ‘não descartar’ contatos com Washington ‘nos próximos dias’.” (1º parágrafo), há variados mecanismos de coesão. Marque a alternativa com mecanismo de coesão identificado equivocadamente:
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1748Q1062553 | Português, Morfologia, Técnico Federal de Controle Externo, TCU, CESPE CEBRASPE, 2025

Texto associado.
Texto CB1A1

Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente.

Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas.

Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca.

O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada.

Fábio Túlio Filgueiras Nogueira. O tribunal de contas contemporâneo, o processo de transformação e a pandemia. In: Edilberto Carlos Pontes Lima (coord.). Os tribunais de contas, a pandemia e o futuro do controle. Belo Horizonte: Fórum, 2021, p. 245-254 (com adaptações)

Julgue o item a seguir, referente a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.

Estaria mantida a correção gramatical do texto caso o pronome “os”, em “os cerca” (final do terceiro parágrafo), fosse empregado em posição enclítica, da seguinte forma: cerca-os.

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1750Q1031383 | Português, Morfologia, Agente de Serviços de Culinária, Prefeitura de Canaã dos Carajás PA, FGV, 2025

Leia as frases a seguir.

Falei com Fátima e João.
Fátima é minha irmã.

Junte as duas frases em uma só, com o auxílio de um pronome relativo.
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1751Q1057497 | Português, Morfologia, Aeronavegantes e Não Aeronavegantes Turma 1, EEAR, Aeronáutica, 2022

Leia:
“E todo aquele retintim de ferramentas, e o martelar da forja, e o coro dos que lá em cima brocavam a rocha para lançar-lhe fogo, e a surda zoada de longe, que vinha do cortiço, como de uma aldeia alarmada; tudo dava a ideia de uma atividade feroz, de uma luta de vingança e de ódio.” (Aluísio Azevedo)
As palavras em destaque no texto acima são formadas, respectivamente, pelos processos de
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1752Q954876 | Arquivologia, Morfologia, Auxiliar Agropecuário, UNESP, VUNESP, 2025

Texto associado.
Um dos grandes homens da história humana, Jesus de Nazaré, tem uma frase que considero uma das mais importantes, que é: “Quero que tenhais vida, e vida em abundância”. Não é pouca vida, menos vida, subvida, sobrevivência: “Quero que tenhais vida, e vida em abundância”. A beleza da frase é que está no plural: quero que tenhais, em vez de apenas quero que você tenha.

Esse plural é um projeto de Vida coletiva ameaçado pela pior força negativa dos tempos atuais, o apodrecimento da esperança. Muitos homens e mulheres vivem o apodrecimento da esperança: a ideia de que as coisas são como são e não há outro modo de elas serem.

A postura conformada expressa uma determinada atitude e convicção que cria um modelo mental extremamente perigoso. Basta ver nos poucos circos que ainda sobraram com o uso de animais não humanos: do lado de fora, um elefante parado. O elefante não pode ficar guardado numa jaula. Como é que ele fica do lado de fora do circo? Ele não consegue sair dali onde o deixaram. É uma coisa desesperadora.

O elefante fica se movimentando pra lá e pra cá, com aquele jeito melancólico e que nos deixa entristecidos. Porque, afinal de contas, é a ausência da liberdade. Ele fica preso numa estaca pequenina, que qualquer criança tira. Por que é que tem um guarda ao lado do elefante? Não é para tomar conta dele, é para tomar conta da criança, para que ela não arranque aquilo. O elefante, que é capaz de puxar o circo, se for amarrado no mastro central, um bicho de quatro toneladas e meia, o animal mais forte da natureza, não consegue arrancar uma simples estaca. Por quê? Porque ele foi formado daquelejeito. Quando ele era pequeno, alguém amarrou uma corrente na pata dele e a cravou em uma estaca. Ele deu o primeiro tranco e não saiu, deu o segundo e não saiu, nunca mais ele tentou.

Tem gente que funciona como um elefante do lado de fora do circo. São aqueles que acham que não tem jeito e não tentam. Acham que não pode ser feito, então não fazem. Acham que o único jeito de fazer é daquele modo.

(Mario Sergio Cortella, Não se desespere!: provocações filosóficas,
Editora Vozes, 2014. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as duas formas verbais em destaque estão no tempo passado.
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1753Q1058331 | Português, Morfologia, Oficial da Polícia Militar, Polícia Militar SP, VUNESP, 2022

Texto associado.

Leia o texto para responder a questão.

Foco no cerrado



O tema da preservação ambiental, no Brasil, sempre vai associado a desmatamento da Amazônia, fogo no Pantanal e a quase extinção da mata atlântica. Raramente vem à tona a defesa do cerrado, bioma que perdeu 8531 km2 da vegetação original em 2021, quase seis vezes a área do município de São Paulo. Esse dado desanimador teve divulgação no último dia de 2021.



Existe algo de preconceito nessa visão desfocada do cerrado, paisagem que domina o centro do país. Na estiagem, suas fisionomias campestres e florestais assumem aparência seca, um mosaico de capim, arbustos e árvores retorcidas não raro descrito como reles “mato”.



É o segundo maior bioma do Brasil, contudo, e o que se chama de “hotspot”: área de imensa biodiversidade sob grave ameaça. Metade do cerrado já foi destruída, ante um quinto da floresta amazônica.



A imagem de terra sem valor favoreceu a expansão imprevidente do agronegócio. Hoje a savana brasileira produz 55% da carne bovina, 49% da soja, 49% do milho, 98% do algodão e 47% da cana-de-açúcar, segundo a Embrapa Cerrados.



Foi uma façanha épica e tecnológica convertê-la no celeiro de grãos do país, a partir dos anos 1970. No entanto tal história de sucesso comportou boa dose de negligência com a devastação continuada.


(Editorial. Folha de S.Paulo, 01.01.2022. Adaptado)


Assinale a alternativa em que o conectivo empregado mantém o sentido do texto e a regência nominal está em conformidade com a norma-padrão.
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1755Q1063971 | Português, Morfologia, Ciências Contábeis, TCE GO, FGV, 2024

Assinale a opção em que houve erro na construção da frase, por troca indevida entre O/LHE.
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1757Q1060409 | Português, Morfologia, Administração Geral Administração, EPE, FGV, 2024

Assinale a opção que apresenta a frase em que a locução adverbial sublinhada foi substituída, adequadamente, por um advérbio de mesmo significado.
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1758Q1064505 | Português, Morfologia, Agente Comunitário de Saúde, Prefeitura de Belém do Piauí PI, Inovaty, 2025

Texto associado.
Texto para a questão.

O último poema

Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
[…]

BANDEIRA, Manuel. “O último poema”. In: BANDEIRA, Manuel. 50 poemas escolhidos. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
Nos versos “ Assim eu quereria o meu último poema. / Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais”, as formas verbais destacadas encontram-se, respectivamente, no
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1759Q1040705 | Português, Morfologia, Judiciária, TJ SE, FGV, 2023

Texto associado.
Texto 1 – Bia Haddad se cobra após vitória inédita: "Fiquei um pouco insatisfeita" (adaptado)
Paulista supera Jaqueline Cristian, carimba vaga na terceira rodada – seu melhor resultado no Grand Slam –, mas não fica satisfeita com o próprio desempenho em quadra
Por Redação do GE — Londres, Inglaterra

A vitória sobre Jaqueline Cristian, por 2 sets a 1, nesta quintafeira, alçou Bia Haddad Maia a uma inédita terceira rodada em Wimbledon. A paulista, porém, não ficou satisfeita com a própria performance na quadra: ela admite que precisou ser conservadora para conquistar o resultado e promete melhorar na próxima fase.

— Estou na terceira rodada em Wimbledon pela primeira vez. Estou feliz pela minha luta, pela briga, mas fiquei um pouco insatisfeita com meu nível de tênis. Quero parabenizar minha adversária, que jogou em alto nível bastante tempo, foi mais competitiva durante todo o jogo. Estou feliz pela minha luta, consegui dar um jeito de ganhar não me sentindo bem. Fui resultadista, o que fez meu nível baixar bastante. Fui bastante conservadora. Tenho a oportunidade de melhorar meu tênis. Quero agradecer a todo mundo pelo apoio e pela torcida – declarou a jogadora, que anotou sua nona vitória de virada em 2023, via assessoria de imprensa.

Décima terceira colocada do ranking, Bia Haddad vai enfrentar a romena Sorena Cirstea – que ocupa o 37º lugar – na terceira rodada, em data a ser anunciada pela organização.


Disponível em: https://ge.globo.com/tenis/noticia/2023/07/06/bi a-haddad-diz-que-foi-conservadora-mas-frisa-tenhooportunidade-de-melhorar.ghtml
“[...] ela admite que precisou ser conservadora para conquistar o resultado e promete melhorar na próxima fase.” (Texto 1, 1º parágrafo)
Nessa passagem, o emprego do verbo “admitir” sugere, implicitamente, que:
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1760Q1038153 | Português, Morfologia, Banco de Dados, BANPARÁ, CETAP, 2025

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O sono influencia a generosidade.

Escolher ou não ajudar os outros depende, em parte, de estarmos repousados, conclui um relatório do campus de Berkeley da Universidade da Califórnia. O documento descreve um estudo recente que analisou as imagens cerebrais de 24 voluntários depois de 8 horas de sono e depois de virar a noite. As áreas cerebrais envolvidas no entendimento do que os outros sentem ou precisam ficaram menos ativas quando os participantes estavam cansados.

Em outro estudo no mesmo relatório, os participantes se sentiram mais dispostos a realizar atos de gentileza após uma boa noite de sono. Um terceiro estudo examinou doações para caridade nos Estados Unidos e constatou que toda primavera elas caíam temporariamente 10% mas só em locais que adotavam o horário de verão, no qual as pessoas perdem uma hora de sono na noite em que os relógios são adiantados.

Todos esses resultados indicam que o sono insuficiente nos deixa menos compassivos e prestativos. Nos países desenvolvidos, mais da metade dos adultos não dorme o suficiente, mas todos deveríamos valorizar o sono adequado em vez de tratá-lo como algo opcional, ou improdutivo, argumentam os autores. Eles dizem que isso seria bom para todos, porque nos permitiria ser a melhor versão de nós mesmos.


(Seleções 2023, fevereiro, p.16)
Assinale a alternativa que apresenta inadequada relação entre pronome de tratamento e pessoa referida:
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