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Questões de Concursos Morfologia

Resolva questões de Morfologia comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1921Q1058257 | Português, Morfologia, Oficial Bombeiro Militar, CBM BA, UNEB, 2025

Texto associado.
Tempo da ansiedade


Olhou para o celular três vezes, no intervalo de dois minutos. Sentiu uma pontada na têmpora, prenúncio de enxaqueca. Será que ninguém vai responder? Ou não receberam, deixe checar se aparece o sinal de que a mensagem foi entregue... foi sim, para todos. O que pode estar acontecendo? Acho que não foi uma boa ideia disparar os convites por WhatsApp montando uma lista, para que todos recebessem ao mesmo tempo, alguma coisa deu errado, não é comum demorarem tanto para responder.


Dois minutos − esse é o tempo médio que, hoje em dia, se espera pela resposta quando enviamos uma mensagem, seja esse retorno um texto, um áudio ou mesmo um emoji de agradecimento ou de entusiasmo.


Isso me faz refletir sobre o grau de ansiedade que o avanço da tecnologia, das redes sociais e da comunicação digital nos impôs. Acredito que pouquíssimas pessoas no Brasil não façam uso de um desses recursos, e que não esteja com o celular sempre à mão para não perder a oportunidade de trocar mensagens. E não me refiro somente a conversas de cunho pessoal − marcar a revisão do carro, contratar um serviço para casa, receber resultado de exames de laboratório, fazer compras, tudo isso passa, de alguma maneira, pela comunicação digital.


Sem dúvida alguma a revolução digital nos trouxe o benefício de uma grande economia de tempo. Tudo pode ser resolvido com dois cliques, mas fica aqui a pergunta para reflexão: a que custo? Será que não estamos amplificando essa ansiedade do imediato para tudo o que fazemos? Será que não estamos perdendo a capacidade de paciência, de contemplação, de recolhimento e de, simplesmente, administrar a vida de acordo com o nosso próprio tempo interno?


Ana Helena Reis - Texto Adaptado


https://www.pinceldecronica.blog/post/tempo-da-ansiedade
No trecho "e que não estejam com o celular sempre à mão para não perder a oportunidade de trocar mensagens", a expressão destacada contém o uso da crase. Sobre esse uso, analise as alternativas e escolha a correta:
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1922Q1057246 | Português, Morfologia, Direito, EsFCEx, Exército, 2020

Texto associado.
Leia o texto para responder à questão.

Qual é o papel de um museu que
conta histórias de vida?


O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se desligam a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante as longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e patronais, de variadas idades e regiões do país.
Karen Worcman, uma curadora e fundadora do Museu da Pessoa, teve a ideia de criar uma instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de escolha com imigrantes no Rio e aproveitou que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história ampla mais do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, como pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.

(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)

Bechara (2019) define as conjunções coordenativas como aquelas que “reúnem orações que pertencem ao mesmo nível sintático”. Nesse sentido, é correto afirmar que a alternativa em que uma conjunção coordenativa aparece em destaque é:
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1923Q1057759 | Português, Morfologia, Oficial, Comando do 1 Distrito Naval, Marinha, 2023

Texto associado.
Texto 02

Livros, livros, livros

A velha estante que eu tinha na sala foi embora, substituída por uma outra, mais simples, mas que abriga o dobro de livros da antecessora. O processo da troca me faz pensar muito na nossa relação com os livros. Pois ainda que ler em papel continue sendo uma experiência muito mais completa do que ler em formato digital, e presentear e receber livros continue sendo uma felicidade, guardá-los em casa não é mais tão necessário quanto era antes dos tempos da nuvem.

Guardamos livros por vários motivos: ou porque têm dedicatórias, ou porque gostamos particularmente deles, ou porque nos lembram momentos específicos das nossas vidas. Alguns, todavia, guardamos apenas para garantir o acesso ao seu conteúdo caso tenhamos necessidade disso no futuro; mas, podendo encontrá-los tão rapidamente on-line, fica cada vez mais fácil passá-los adiante.

Nossa relação com os livros está mudando muito rápido, sob todos os aspectos. Quando os primeiros CD-ROMs (lembram deles?) com enciclopédias foram lançados, não botei muita fé na sua universalização. Entendi imediatamente o seu potencial e o que representavam em termos de difusão cultural, mas continuei apegada á minha Britannica e aos dicionários de papel, que me permitiam encontrar, ao acaso, muitas palavras e verbetes interessantes.

Livros de referência e o formato digital foram, sem dúvida, feitos uns para os outros, mas o mesmo não se pode dizer de todos os livros, indistintamente. Quando os primeiros leitores de e-books chegaram ao mercado, muitas matérias foram escritas decretando o fim dos livros em papel. A substituição da velha tecnologia pela nova seria apenas uma questão de tempo, pensava-se, então. Mas o tempo, ele mesmo, tem provado que nada é tão simples: no ano passado, as vendas de livros impressos cresceram mais do que as vendas de e-books.

Na verdade, nota-se menos uma guerra entre os dois formatos do que um convívio bastante pacifico. Quem gosta de ler compra impressos e e-books indistintamente. Muitas vezes, o mesmo título acaba sendo comprado duas vezes pelo mesmo leitor, em papel para ficar em casa, em formato eletrônico para poder ser levado para cá e para lá. Cheguei à conclusão de que continuo gostando mais dos meus livrinhos em papel, mas também adoro o meu Kindle, cada vez mais bem recheado.

(RÓNAI, Cora. "Livros, livros.livros". ln: Jornal O Globo. Terça-feira 8.9.2015, p. 11. Texto adaptado)

Analise o trecho abaixo:

"Entendi imediatamente o seu potencial e o que representavam em termos de difusão cultural [ ... ]" (3°§)

Assinale a opção em que os termos destacados possuem o mesmo valor, com relação à classe gramatical, dos que estão destacados no trecho acima, respectivamente.

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1924Q994018 | Arquivologia, Morfologia, Gestão, IBGE, SELECON, 2023

Texto associado.
Leia o Texto 1:


Virou moda


Oferta de obras que tratam do mundo dos livros cresce a
olhos vistos. Aqui em casa há uma pilha delas... e continuo
comprando outras


Por Cora Rónai, Rio de Janeiro


Sempre houve livros sobre livros, mas não me lembro de uma época em que houvesse tantos livros sobre livreiros, livrarias e bibliotecas. Não foi caso pensado, mas, semana passada, às voltas com os livros selvagens (aqueles que ainda não encontraram o seu lugar na estante) percebi que certas palavras andam se repetindo pelos títulos. Fui juntando os que me pareciam meio irmãos, e logo tinha mais de dez volumes empilhados. Estendi a pesquisa à internet — e acabei comprando mais dois, como se ainda tivesse espaço sobrando em casa.


Mas reparem só: “A livraria mágica de Paris”, “O segredo da livraria de Paris”, “A biblioteca de Paris”, “A livreira de Paris”. Depois há Londres: “A biblioteca secreta de Londres”, “A última livraria de Londres”. E “A pequena livraria dos sonhos”, “A livraria dos achados e perdidos”, “A biblioteca da meia-noite”, “O diário de um livreiro”, “O passeador de livros”.


E nem falo de livros mais antigos, como “O livreiro de Cabul”, ou “84, Charing Cross Road”, que deu origem ao filme “Nunca te vi, sempre te amei”, e que continua sendo o meu livro favorito sobre livros, livreiros e livrarias.


O fenômeno não é apenas ocidental. “Bem-vindos à livraria Hyunam-Dong” vendeu mais de 250 mil exemplares na Coreia do Sul, e “O que você procura está na biblioteca” é um sucesso no Japão e nos países para os quais já foi traduzido (o Brasil não é um deles, por enquanto, mas escrevi o título em português porque não faria sentido usar alemão, francês ou inglês; em Portugal ele se chama “O que procuras está na biblioteca”).


Eles têm capas parecidas, sobretudo os que se passam em Paris e Londres, e que compõem um subgênero ambientado na Segunda Guerra: as suas capas são nostálgicas, com cenas que poderiam ter saído de filmes de época. A de “A livraria mágica de Paris” é luxuosa, com verniz, filetes dourados, corte pintado de rosa.


“A biblioteca da meia-noite” também capricha no brilho, mas fala menos sobre livros do que sobre oportunidades perdidas e vidas em planos paralelos, uma espécie de “Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo” em papel (mas menos confuso e mais tocante).


Ainda não li boa parte da pilha; folheei alguns, estou pelo meio de dois ou três. Todos têm uma enorme quantidade de resenhas positivas na Amazon, mas isso não significa necessariamente que sejam bons: é normal que pessoas que gostam de livros se sintam atraídas por livros que falam sobre livros, coletivos de livros e... pessoas que gostam de livros.


Apesar das coincidências de títulos, eles são animais distintos. “A livreira de Paris” é uma história de Sylvia Beach, da Shakespeare and Company e da antológica edição de “Ulisses”; “O diário de um livreiro” conta as aventuras do proprietário do maior sebo da Escócia.


Já “A pequena livraria dos sonhos” e “A livraria dos achados e perdidos” são sessões da tarde em papel, romances ligeiros para quem quer ler na praia sem pensar muito.


E vejam que coincidência: eu estava fotografando todos esses livros para o meu Instagram quando chegou um pacote vindo de Santos. Era “Um intrépido livreiro dos trópicos: crônicas, causos e resmungos”, de José Luiz Tahan, o destemido proprietário da Livraria Realejo.


Não estou dizendo?


Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/cora-ronai/noticia/2023/09/07/virou-moda.ghtml. Acesso em 06/09/2023
Leia o trecho a seguir, extraído do 6º parágrafo, para responder à questão:

“A biblioteca da meia-noite” também capricha nobrilho, mas fala menos sobre livros do quesobreoportunidades perdidasevidas em planos paralelos, uma espécie de “Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo” em papel (mas menos confuso e mais tocante)

Com relação às classes, as palavras destacadas são respectivamente:
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1925Q909801 | Português, Morfologia, Controlador Interno, Câmara de Apiaí SP, Instituto Access, 2024

Assinale a alternativa em que o verbo em destaque está conjugado corretamente.
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1926Q1057523 | Português, Morfologia, Aspirante da Polícia Militar, PM GO, INSTITUTO AOCP, 2022

Texto associado.

ILHA VISITÁVEL


Carlos Castelo

7 de abril de 2022



Eu sou a crônica, sou natural ali do Rio de Janeiro. Sou eu quem leva o dia a dia para milhões de brasileiros.

Esse ano completo 170 primaveras em nossas plagas. Não é pouca coisa. Após tanto tempo, posso afirmar até com certo orgulho: mesmo quem não frequenta jornais e revistas, me conhece. Já viu o Veríssimo, o Otto, a Clarice em minha companhia. Se não reparou, agora vou jogar pesado. Perdoe-me o leitor por abrir um parêntese tão avantajado, mas notem o que Machado de Assis – o próprio, de fardão e pincenê – declarou a meu respeito:

Essas vizinhas, entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia. Provavelmente começaram a lastimar-se do calor. Uma dizia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais ensopada do que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica.

Era só o começo. Andei na pena e no tinteiro de um sem-número de coroados das letras nacionais. Bandeira disse que sou um conjunto de quase nadas. Drummond foi mais longe, defendeu a minha inutilidade:

O inútil tem sua forma particular de utilidade. É a pausa, o descanso, o refrigério do desmedido afã de racionalizar todos os atos de nossa vida (e a do próximo) sob o critério exclusivo de eficiência, produtividade, rentabilidade e tal e coisa. Tão compensatória é essa pausa que o inútil acaba por se tornar da maior utilidade, exagero que não hesito em combater, como nocivo ao equilíbrio moral.

E não são apenas poetas apontando a minha conveniência. Eis aí o crítico Antonio Candido, que não me deixa mentir (apesar de que, como sou cruza de ficção com jornalismo, até poderia).

A crônica está sempre ajudando a estabelecer ou restabelecer a dimensão das coisas e das pessoas. Em lugar de oferecer um cenário excelso, numa revoada de adjetivos e períodos candentes, pega o miúdo e mostra nele uma grandeza, uma beleza ou uma singularidade insuspeitadas.

Era para ficar inflada de contentamento. Acontece que, apesar de tanta fortuna crítica, desafortunadamente os anos 20 de hoje não são os 50 do século passado. [...]

De lá para cá, muita coisa mudou. Jornais e revistas estão longe de ser o que foram sob Samuel Wainer ou Assis Chateaubriand. Minha presença era massiva, terminou sendo substituída por fotos de pratos de comida, gatinhos fofos, cãezinhos hilários, frases de autoajuda e dancinhas nas redes sociais.

Os candidatos a me representar foram minguando. Refiro-me aos ótimos, os regulares fervilham por aí. Entretanto, como os talentosos ainda existem e não desistem, vou ocupando espaços como este.

Afinal, eu sou a crônica. Nunca pretendi ser monumental, nem ciência exata. Sempre fui, e serei, como dizia o poeta, uma ilha visitável, sem acomodações de residência.


Adaptado de: https://revistacult.uol.com.br/home/ilha-visitavel/. Acesso em: 18 de abr. 2022.
Assinale a alternativa em que o item em destaque é um pronome relativo.
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1927Q1074677 | Português, Morfologia, Letras, INSS, FUNRIO

O uso adequado do pronome relativo é um dos temas que merece maior atenção por parte dos redatores e revisores. Extraídas de textos oficiais, quatro das frases abaixo têm problemas de construção justamente por não empregarem corretamente o pronome relativo segundo a linguagem padrão. Assinale a única que está correta.
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1929Q1048058 | Português, Morfologia, Professor de Língua Portuguesa, Prefeitura de São Lourenço da Mata PE, FGV, 2024

De acordo com o art. 5º do Estatuto da Criança e do Adolescente, “nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”. Portanto, a violação dos direitos infantojuvenis, seja por ação ou por omissão dos seus direitos, pode levar à responsabilidade civil e administrativa do agente.
Direitos da Criança e do Adolescente. Disponível em: https://servicosocialca.paginas.ufsc.br/. Acesso em: 19 jul. 2024. Avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) A expressão “de acordo com” é um conectivo que expressa a ideia de conclusão.
( ) A palavra “infantojuvenil” é formada por um processo de derivação sufixal.
( ) A vírgula em “violação dos direitos infantojuvenis, seja por ação ou por omissão” é considerada opcional e pode ser eliminada, mantendo-se as demais vírgulas do trecho, sem prejuízo da norma-padrão.

As afirmativas são, respectivamente,
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1930Q1055494 | Português, Morfologia, Bacharel em Ciências Contábeis, CFC, CONSULPLAN, 2022

Texto associado.

Texto para responder à questão.

Os valores relativos ao trabalho são apontados como fundamentais no desenvolvimento de estudos sobre a temática laboral, visto que eles revelam as preferências dos indivíduos (Dose, 1997). O conceito de valor do trabalho passou por intensa transformação quando comparado a outros conceitos da vida cotidiana (Lévy-leboyer, 1994). A pesquisa do grupo MOW (1987) identificou que as pessoas trabalham em busca de remuneração, reconhecimento social e relacionamento interpessoal e que os principais elementos considerados como importantes no ambiente de trabalho são: autonomia, organização, ambiente social agradável, liberdade e poder (Blanch, 2007). [...]


Na área contábil, o recrutar pessoas que se encaixam nas expectativas dos empregadores da área parece ser um grande desafio (Holt, Burke-Smalley & Jones, 2017; Almeida & Silva, 2018). As transformações significativas pelas quais o cenário contábil passou nas últimas décadas, aliadas a mudanças de padrões, aumento de regulamentação, inovações tecnológicas, concorrência virtual e stress laboral (Almeida, 2020) reforçam a necessidade de compreender se as novas gerações de estudantes estão se preparando para a realidade do trabalho profissional, assim como reforçam a necessidade de refletir se as empresas estão atentas às expectativas dos trabalhadores dessas gerações. [...]

(Rayane Camila da Silva Sousahttps, Romualdo Douglas Colauto. REPeC – Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, ISSN 1981-8610, Brasília, v. 15, n. 4, art. 4, p. 450-466, out./dez. 2021. Disponível em: https://repec.emnuvens.com.br/repec/issue/view/111/54. Adaptado.)

Indique, a seguir, o trecho cuja reescrita (redação diferente daquela apresentada originalmente, mas que se aproxima quanto ao conteúdo da escrita original) pode ser estruturada tendo como critério o emprego da voz passiva, de modo que a correção gramatical seja preservada:
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1931Q1057798 | Português, Morfologia, Soldado, CBM PI, NUCEPE, 2023

Texto associado.

Texto para responder a questão.

Poema de Sete Faces

Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.


As casas espiam os homens

que correm atrás de mulheres.

A tarde talvez fosse azul,

não houvesse tantos desejos.


O bonde passa cheio de pernas:

pernas brancas pretas amarelas.

Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.

Porém meus olhos não perguntam nada.


O homem atrás do bigode

é sério, simples e forte.

Quase não conversa.

Tem poucos, raros amigos

o homem atrás dos óculos e do bigode.


Meu Deus, por que me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.


Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo,

mais vasto é meu coração.


Eu não devia te dizer

mas essa lua

mas esse conhaque

botam a gente comovido como o diabo.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

Sobre o poema de Drummond, avalie as seguintes afirmações:
I - Em “O homem atrás do bigode / é sério, simples e forte./ Quase não conversa”, o registro “homem” será retomado elipticamente no segundo período.
II - Em “Mundo mundo vasto mundo, /mais vasto é meu coração./ Eu não devia te dizer/ mas essa lua/ mas esse conhaque...”, o pronome “esse” recupera anaforicamente “Mundo”.
III - Em “As casas espiam os homens / que correm atrás de mulheres. / A tarde talvez fosse azul, / não houvesse tantos desejos”, o termo “tantos” retoma “homens, coerência textual no poema. mantendo a coesão e a
IV -Em “Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra / disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida”, o emprego de “ser” se justifica pela relação que mantém com “anjo”.
V - Em “Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra...”, verifica-se que “torto” funciona como um adjetivo, pois qualifica o seu termo antecedente.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
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1932Q1057562 | Português, Morfologia, Aeronavegantes e Não Aeronavegantes Turma 2, EEAR, Aeronáutica, 2022

Assinale a alternativa cujo plural do substantivo em destaque está correto.
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1933Q889639 | Português, Morfologia, Agente de Endemias ACE, Prefeitura de Novo Hamburgo RS, FUNDATEC, 2024

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras às suas respectivas classes gramaticais.

Coluna 1

1. Pronome.

2. Conjunção.

3. Preposição.

Coluna 2

( ) Em.

( ) Nosso.

( ) Contudo.

( ) Alguns.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

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1934Q1041706 | Português, Morfologia, Enfermagem, TRT 15 Região SP, FCC

Texto associado.

O termo saudade, monopólio sentimental da língua portuguesa, geralmente se traduz em alemão pela palavra “sehnsucht”. No entanto, as duas palavras têm uma história e uma carga sentimental diferentes. A saudade é um sentimento geralmente voltado para o passado e para os conteúdos perdidos que o passado abrigava. Embora M. Rodrigues Lapa, referindo-se ao sentimento da saudade nos povos célticos, empregue esse termo como “ânsia do infinito”, não é esse o uso mais generalizado. Emprega-se a palavra, tanto na linguagem corrente como na poesia, principalmente com referência a objetos conhecidos e amados, mas que foram levados pela voragem do tempo ou afastados pela distância.

A “sehnsucht” alemã abrange ao contrário tanto o passado como o futuro. Quando usada com relação ao passado, é mais ou menos equivalente ao termo português, sem que, contudo, lhe seja inerente toda a escala cromática de valores elaborados durante uma longa história de ausências e surgidos em consequência do temperamento amoroso e sentimental do português. Falta à palavra alemã a riqueza etimológica, o eco múltiplo que ainda hoje vibra na palavra portuguesa.

A expressão “sehnsucht”, todavia, tem a sua aplicação principal precisamente para significar aquela “ânsia do infinito” que Rodrigues Lapa atribuiu à saudade. No uso popular e poético emprega-se o termo com frequência para exprimir a aspiração a estados ou objetos desconhecidos e apenas pressentidos ou vislumbrados, os quais, no entanto, se julgam mais perfeitos que os conhecidos e os quais se espera alcançar ou obter no futuro.

Assim, a saudade parece ser, antes de tudo, um sentimento do coração envelhecido que relembra os tempos idos, ao passo que a “sehnsucht” seria a expressão da adolescência que, cheia de esperanças e ilusões, vive com o olhar firmado num futuro incerto, mas supostamente prometedor. Ambas as palavras têm certa equivalência no tocante ao seu sentido intermediário, ou seja, à sua ambivalência doce-amarga, ao seu oscilar entre a satisfação e a insatisfação. Mas, como algumas de suas janelas dão para o futuro, a palavra alemã é portadora de um acento menos lânguido e a insatisfação nela contida transforma-se com mais facilidade em mola de ação.


(Adaptado de: ROSENFELD, Anatol. Doze estudos. São Paulo, Imprensa oficial do Estado, 1959, p. 25-27)

Embora M. Rodrigues Lapa [...] empregue esse termo como “ânsia do infinito”... (1° parágrafo)

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está empregado em:

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1935Q880429 | Português, Morfologia, Auxiliar de Consultório Dentário, Prefeitura de Israelândia GO, Itame, 2024

No período: “O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta laranja de chuvas fortes e ventos intensos para 11 estados e o Distrito Federal entre hoje e amanhã”, os vocábulos destacados são morfologicamente classificados como:

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1936Q1068340 | Português, Morfologia, Magistério Português, EsFCEx, VUNESP, 2024

Texto associado.

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A vida humana


Certa feita, segundo os índios bororo, a pedra e a taquara deram início a um debate para saber qual das duas se assemelhava mais à vida humana.

– Sem dúvida alguma, a vida humana se parece mais comigo – disse a pedra, categoricamente –, pois a vida humana é tão resistente sobre a Terra quanto as pedras.

Neste ponto, a taquara contestou:

– De forma alguma, amiga pedra. A vida humana se parece comigo, e não com você. Os homens morrem como as taquaras, ao invés de durarem perpetuamente como as pedras.

A pedra alterou-se ligeiramente.

– Ora, tolices! A vida humana se parece comigo! Não vê, então, como ela resiste ao frio e ao calor, não se dobrando nem ao vento, nem às intempéries?

– Não, não, enganas-te – disse a taquara. – O homem, na verdade, tem bem pouco de pedra. Ele morre como nós, as taquaras, morremos, porém renasce nos seus filhos.

Então, mostrando à pedra os seus filhos – a taquara estava dentro de um enorme e ruidoso taquaral –, ela pôs, por assim dizer, uma pedra sobre a questão:

– Veja como somos parecidos com os homens: somos maleáveis, temos a pele frágil e, finalmente, nos reproduzimos sem parar.

Então a pedra, reconhecendo a derrota, ficou muda e nunca mais disse palavra.


(Franchini, A. S. As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro)


Assinale a alternativa em que o emprego das formas verbais está em conformidade com a norma-padrão.
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1937Q1083189 | Português, Morfologia, Agente Operacional, Prefeitura de São José do Cedro SC, AMEOSC, 2025

Analise a seguinte sentença:

"O poeta sensível caminhava pela rua, enquanto a jovem sonhadora observava o movimento da cidade."


Considerando a classificação dos adjetivos quanto ao gênero, assinale a alternativa correta:

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1938Q976181 | Português, Morfologia, Engenheiro Ambiental, Prefeitura de Vinhedo SP, Avança SP, 2025

Texto associado.
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Votos para o Ano-Novo


Os cronistas mais organizados costumam escolher, no fim de ano, os dez melhores, os dez maiores, os dez mais isto ou aquilo do ano que passou. Essas escolhas públicas não têm o encanto das escolhas particulares, feitas em uma pequena roda, em que se costuma decidir, depois de severos debates, qual foi o maior “fora”, o pior vexame, o melhor golpe do baú, o maior chato do ano, a mais bela dor de cotovelo, o mais louvável infarto do miocárdio, o party mais fracassado, a cena mais ridícula, o marido mais manso etc. Note-se que para a escolha deste último deve-se levar em conta que há muitos cavalheiros que não podem ser aceitos no páreo, devem serconsiderados hors-concours. É preciso incentivar os valores novos.


Depois desse salutar exercício, proponho que cada pessoa faça um exame de consciência e pergunte a si mesma com que direito se arvora em juiz dos outros. Pense nos seus próprios pecados, nos seus próprios ridículos. Procure ver a si mesmo como se fosse alguém a quem quisesse ridicularizar. Como seria fácil! Quem sabe que a virtude de que você mais se envaidece é menos uma virtude do que medo da polícia, ou, mais comumente, do ridículo?


Dizem que o crime não compensa. E a virtude, compensará? Espero que sim, mas talvez só no outro mundo. Neste aqui não sei; mas conheço pessoas virtuosas que me parecem tão azedas, tão infelizes, tão entediadas, tão sem graça com a própria virtude que dão vontade da gente dizer:


― Está muito bem, nossa amizade, você é formidável. Mas assim também enjoa. Peque pelo menos uma vezinha, sim? É bom para relaxar.


Raul de Leoni sonhava com... “um cristianismo ideal, que não existe, onde a virtude não precisasse ser triste, onde a tristeza fosse um pecado venial...”.


Acho que a pessoa querer buscar a felicidade em pecados e sujeiras só não é um erro quando a pessoa tem mesmo muita vocação paraessas coisas. Mas isso é raríssimo. A maior parte dos sujos tem uma inveja secreta e imensa dos honrados, dos limpos. Sofre com isto. Sofre tanto quanto os que vivem além do gabarito da própria virtude.


Desejo a todos, no Ano-Novo, muitas virtudes e boas ações e alguns pecados agradáveis, excitantes, discretos, e, principalmente, bem-sucedidos.


BRAGA, R. Votos para o Ano-Novo. In: BRAGA, R. As boas coisas da vida. Rio de Janeiro: Record, 1989, p. 185-187. Disponível em .<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/14877/voto
s-para-o-ano-novo>.
Em “pergunte a si mesma com que direito se arvora em juiz dos outros”, a palavra “que” atua como pronome relativo. Esse vocábulo é substituído corretamente por outra palavra ou expressão de mesma função, de modo a preservar o sentido original da sentença, apenas em:
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1939Q1043000 | Português, Morfologia, Administração, Prefeitura de Vitória ES, FGV, 2024

Segundo o gramático Celso Cunha, os adjetivos mostram os seguintes valores: uma qualidade, uma característica, um estado ou uma relação.
Assinale a frase em que o adjetivo sublinhado é classificado como adjetivo de qualidade.
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1940Q1050684 | Português, Morfologia, Advogado, EPE, FGV, 2024

Um dos empregos mais frequentes dos pronomes possessivos é sua utilização para dar ideia de posse de algo.
Assinale a opção que apresenta a frase que exemplifica esse uso.
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