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Questões de Concursos Ortografia Convenções de Escrita

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21Q668596 | Português, Ortografia Convenções de Escrita, Analista do Legislativo Consultor Administrativo, Câmara de Montes Claros MG, COTEC, 2020

Texto associado.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder à questão que a ele se refere.
O EFEITO TERRA

   “Quando me encontrava preso, na cela de uma cadeia/Foi que vi pela primeira vez, as tais fotografias/ Em que apareces inteira, porém lá não estavas nua/E sim coberta de nuvens/ Terra, Terra…”. A Terra que Caetano Veloso cantou é a mesma que, em 1968, assombrou integrantes da Apollo 8, os primeiros homens a circundar a Lua.
   Nessa missão, o astronauta Frank Bormans apontou sua câmera para cá e a imagem, conhecida por “Terra nascente”, teve um efeito revelador: fomos à Lua, mas descobrimos a Terra. O contraste entre o cinza, desolador e inabitável do satélite, e o azul e o branco vívidos de nosso planeta, marcou uma geração. A foto revelou nossa beleza, e expos também a fragilidade de um lugar que sempre nos pareceu imenso mas que, quando visto de uma boa distância, não passa de um diminuto oásis de vida solto na imensidão.
   Anos depois, o escritor e filósofo americano Frank White, que vira as mesmas imagens de Bormans, cunhou um termo que ele acredita ser muito importante nos dias de hoje: overview effect (efeito Terra). Após conversar com os astronautas de várias missões, White concluiu que, ao visualizar a Terra de uma perspectiva panorâmica, uma mudança cognitiva – e definitiva – ocorre no observador.
   De um ponto de vista espacial, presencia-se uma série de díades (pares) que são ao mesmo tempo sim/não, micro/macro, porque, de longe, as fronteiras e barreiras não podem ser vistas. Vê-se um globo uniforme, mas, ao mesmo tempo, há o conhecimento de que ele é cheio de divisões e heterogeneidades. O efeito Terra dilui os maniqueísmos e a divisão da realidade em polos opostos, como sim/não ou bem/mau.
   A importância disso está em compreender que um mesmo objeto, seja um átomo, pessoa ou nosso planeta, pode ser visto como unidade e diversidade ao mesmo tempo – tudo depende da perspectiva escolhida. E, apesar de já sabermos disso intelectualmente, a grande transformação está em vivenciar essa simultaneidade.
   Nas nove missões que se seguiram à Apollo 8, muitas fotos da Terra foram tiradas. E apenas 24 astronautas estiveram suficientemente distantes – pouco mais de 40 mil quilômetros – para vê-la por inteiro.
   Entre os cosmonautas, há um passatempo semelhante: observar a Terra. “Tínhamos seis horas de descanso, a cada 24 horas, na Estação Espacial Internacional, para dormir. Mas sempre utilizava esse tempo para apreciar nosso planeta”, diz Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro. “Tirei mais de duas mil fotos nos seis dias em que passei na Estação”, completa.
   Outra foto que rodou o mundo, tirada por Carl Sagan em 1996 e feita a 3,7 bilhões de quilômetros de distância, mostrava um pálido ponto azul em um fundo escuro. “Nossa atitude, nossa importância concebida, nossa ilusão de estarmos em uma posição privilegiada no universo, são contestadas por esse ponto de luz”, disse Sagan ao revelar a imagem. Para ele, somos uma partícula solitária em uma imensidão negra. “Nessa imensurável negritude, nessa sombra infinita, não há qualquer gesto de ajuda de que algo virá nos salvar de nós mesmos”, refletiu.
   “Não há como alguém ir ao espaço e voltar o mesmo”, afirma Marcos Pontes, assim como concorda quando dizem que o efeito Terra torna as pessoas mais altruístas e engajadas em projetos ambientais e sociais. Ele acrescenta que essa mudança cognitiva “só pode ocorrer se estiver subordinada ao desenvolvimento intelectual e moral, pois, caso contrário, a importância de visualizar a Terra da perspectiva espacial se perderá por falta de conhecimento e educação”.
Assim, independentemente de sermos astronautas ou não, o efeito Terra é importante para redimensionar nosso ponto de vista. “Ao longo de nossa história, sempre fundamentamos a imagem de nós mesmos sob um olhar terreno”, escreveu o mitólogo Joseph Campbell no livro Para Viver os Mitos.
Assim como os templos budistas que são construídos no alto das montanhas, com paisagens no horizonte – experiência que estimula a expansão da visão e a diminuição do “eu” –, a imagem da Terra que flutua no espaço é um estímulo para enxergarmos além. E aprimorarmos nossa relação com o planeta. Segundo Campbell, o brutal relacionamento que temos com o planeta se deve, em grande parte, à carência de mitos contemporâneos. Eles nos ajudam a compreender ideias conhecidas e desconhecidas e tem papel primordial na orientação da vida, indicando valores individuais e coletivos. Campbell sugere que o próximo mito, “e o único que valerá a pena cogitar no futuro imediato”, é aquele que fala do planeta como um todo, que diminui a importância do indivíduo e amplia a do coletivo.
   Chris Hadfield, um dos astronautas mais populares dos últimos anos, com milhões de views na web, já sabia da importância da Terra como símbolo antes mesmo de se imaginar fora dela. “Todos nós que fomos ao espaço, só estamos lá por causa e para outros e, desde meus sonhos de garoto, tinha planejado divulgar ao máximo o que fazemos e tirar muitas fotos para mostrar como o mundo é incrível e que não deveríamos precisar ir ao espaço para contemplá-lo”, diz ele, que teve sua fama multiplicada por postar seu material nas redes sociais.
   “Tirava muitas fotos da Terra e, instantaneamente, com poucos minutos de diferença, compartilhava”, conta. Assim, uma aurora boreal, um furacão ou uma imensa tempestade de raios, vistos do espaço, puderam ser observados por milhares de pessoas. “Além de nos ajudar a ver o planeta um pouco melhor, acho que toda essa troca de informações, diretamente da Estação Espacial Internacional, nos ajuda a vermos nós mesmo um pouco melhor”, conclui.
   Apesar de tudo, o efeito Terra, como experiência que altera nossa perspectiva, fica um tanto distante dos que jamais verão esse planeta do espaço, porque mesmo com as mais avançadas tecnologias, fotos e filmes, ele perde potência como experiência. E torna-se um símbolo que não causa uma mudança imediata.
   O efeito Terra, inevitavelmente, se perde na distância entre nós e o pálido ponto azul. Mas as lições e experiências se perpetuam através das poucas pessoas que têm o privilégio de vê-la por completo. E que trazem consigo muitas descobertas capazes de ressignificar, também, a nossa relação com o planeta.
Se o trecho “Vê-se um globo uniforme [...]” (linha14) for passado para o plural, o verbo ‘ver’, deverá ser grafado
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22Q668057 | Português, Ortografia Convenções de Escrita, Auxiliar Administrativo, CIESP, CIESP, 2021

Texto associado.

Assinale a alternativa em que todas as palavras estão ortograficamente corretas: 
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23Q701324 | Português, Ortografia Convenções de Escrita, Vigia, Prefeitura de Aracruz ES, IBADE, 2019

Texto associado.
Leia, com atenção, o texto a seguir e responda à questão:
Não se meta
O filho adolescente está na cozinha fritando um
ovo quando o pai chega e começa a gritar:
- Cuidado!!! Joga mais óleo!!! Vai grudar no
fundo! Cuidado!!! Vira, vira, anda! O sal!! Não
esquece o sal!!
O rapaz, irritado com os berros, pergunta:
- Por que você está fazendo isso?! Você acha
que eu não sei fritar um ovo?!
E o pai responde:
- É só para você ter uma ideia do que sinto
quando dirijo e você está do meu lado.
(Adaptação de texto da internet. Autor não identificado)
As letras maiúsculas e minúsculas foram usadas corretamente em:
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24Q668545 | Português, Ortografia Convenções de Escrita, Técnico em Informática, CRM MT, IDIB, 2020

Texto associado.
TEXTO I
Os outros que ajudam (ou não)

    Muitos anos atrás, conheci um alcoólatra, que, aos quarenta anos, quis parar de beber. O que o levou a decidir foi um acidente no qual ele, bêbado, quase provocara a morte da companheira que ele amava, por quem se sentia amado e que esperava um filho dele.
    O homem frequentou os Alcoólicos Anônimos. Deu certo, mas, depois de um tempo, houve uma recaída brutal. Desanimado, mas não menos decidido, com o consenso de seu grupo do AA o homem se internou numa clínica especializada, onde ficou quase um ano – renunciando a conviver com o filho bebê. Voltou para casa (e para as reuniões do AA), convencido de que nunca deixaria de ser um alcoólatra – apenas poderia se tornar, um dia, um "alcoólatra abstêmio".
    Mesmo assim, um dia, depois de dois anos, ele se declarou relativamente fora de perigo. Naquele dia, o homem colocou o filhinho na cama e sentou-se na mesa para festejar e jantar. E eis que a mulher dele chegou da cozinha erguendo, triunfalmente, uma garrafa de premier cru de Château Lafite: agora que estava bem, certamente ele poderia apreciar um grande vinho, para brindar, não é? O homem saiu na noite batendo a porta. A mulher que ele amava era uma idiota? Ou era (e sempre foi) não sua companheira de vida, mas de sua autodestruição? Seja como for, a mulher dessa história não é um caso isolado. Quem foi fumante e conseguiu parar quase certamente já encontrou um amigo que um dia lhe propôs um cigarro "sem drama": agora que parou, você vai poder fumar de vez em quando – só um não pode fazer mal.
    Também há os que patrocinam qualquer exceção ao regime que você tenta manter estoicamente: se for só hoje, massa não vai fazer diferença, nem uma carne vermelha. Seja qual for a razão de seu regime e a autoridade de quem o prescreveu, para parentes e próximos, parece que há um prazer em você transgredir.
    Há hábitos que encurtam a vida, comprometem as chances de se relacionar amorosa e sexualmente e, mais geralmente, levam o indivíduo a lidar com um desprezo que ele já não sabe se vem dos outros ou dele mesmo. Se você precisar se desfazer de um desses hábitos, procure encorajamento em qualquer programa que o leve a encontrar outros que vivem o mesmo drama e querem os mesmos resultados. É desses outros que você pode esperar respeito pelo seu esforço – e até elogios (quando merecidos).
    Hoje, encontrar esses outros é fácil. Há comunidades on-line de pessoas que querem se livrar do sedentarismo, da obesidade, do fumo, do alcoolismo, da toxicomania etc. Os membros registram e transmitem, todos os dias, os seus fracassos e os seus sucessos. No caso do peso, por exemplo, há uma comunidade cujos integrantes instalam em casa uma balança conectada à internet: o indivíduo se pesa, e os demais sabem imediatamente se ele progrediu ou não.
    Parêntese. A balança on-line não funciona pela vergonha que provoca em quem engorda, mas pelos elogios conquistados por quem emagrece. Podemos modificar nossos hábitos por sentirmos que nossos esforços estão sendo reconhecidos e encorajados, mas as punições não têm a mesma eficácia. Ou seja, Skinner e o comportamentalismo têm razão: uma chave da mudança de comportamento, quando ela se revela possível, está no reforço que vem dos outros ("Valeu! Força!"). Já as ideias de Pavlov são menos úteis: os reflexos condicionados existem, mas, em geral, se você estapeia alguém a cada vez que ele come, fuma ou bebe demais, ele não vai parar de comer, fumar ou beber – apenas vai passar a comer, fumar e beber com medo.
    Volto ao que me importa: por que, na hora de tentar mudar um hábito, é aconselhável procurar um grupo de companheiros de infortúnio desconhecidos? Por que os nossos próximos, na hora em que um reforço positivo seria bem-vindo, preferem nos encorajar a trair nossas próprias intenções?
    Há duas hipóteses. Uma é que eles tenham (ou tivessem) propósitos parecidos com os nossos, mas fracassados; produzindo o nosso malogro, eles encontrariam uma reconfortante explicação pelo seu. Outra, aparentemente mais nobre, diz que é porque eles nos amam e, portanto, querem ser a nossa exceção, ou seja, querem ser aqueles que nós amamos mais do que a nossa própria decisão de mudar. Como disse Voltaire, "que Deus me proteja dos meus amigos. Dos inimigos, cuido eu".

CONTARDO, Calligaris. Todos os reis estão nus. Org. Rafael Cariello. São Paulo: Três Estrelas, 2014.

Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam grafadas corretamente.
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25Q668320 | Português, Ortografia Convenções de Escrita, Contador, Cispar PR, FAFIPA, 2020

Texto associado.

Polícia descobre ponto de distribuição de drogas em bairro nobre de SP


A Polícia Civil de São Paulo descobriu um esquema de distribuição de drogas que funcionava em um escritório comercial nos Jardins, uma das áreas mais nobres de São Paulo. Cinco pessoas foram presas, e 30 tijolos de cocaína, duas armas e R$ 263 mil foram apreendidos.

Os policiais Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) investigavam a dona de uma empresa de webdesign instalada em um escritório na alameda Santos, próximo do Parque Trianon. No local, havia grande movimentação de veículos de luxo.

Os agentes interceptaram um táxi que saía do estacionamento do prédio na noite desta quinta-feira (10). Com o motorista, encontraram uma bolsa com sete tijolos de cocaína, que teriam como destino o Guarujá, no litoral do estado. 

Os policiais entraram no prédio e perguntaram pela empresária, que estava em uma sala de reuniões no primeiro andar. Além da mulher, mais três homens estavam no local, que foi cercado. Havia duas bolsas sobre a mesa da sala, uma com 23 tijolos de cocaína e outra com R$ 263 mil em dinheiro.

Os cinco presos foram autuados por tráfico de drogas e por associação para tráfico.

(Fonte: Folha de São Paulo, 11/10/2019)

Em relação ao exposto pelo texto 2, assinale a alternativa INCORRETA: 

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26Q699625 | Português, Ortografia Convenções de Escrita, Vigia, Prefeitura de Aracruz ES, IBADE, 2019

Texto associado.
Leia, com atenção, o texto a seguir e responda à questão:
Não se meta
O filho adolescente está na cozinha fritando um
ovo quando o pai chega e começa a gritar:
- Cuidado!!! Joga mais óleo!!! Vai grudar no
fundo! Cuidado!!! Vira, vira, anda! O sal!! Não
esquece o sal!!
O rapaz, irritado com os berros, pergunta:
- Por que você está fazendo isso?! Você acha
que eu não sei fritar um ovo?!
E o pai responde:
- É só para você ter uma ideia do que sinto
quando dirijo e você está do meu lado.
(Adaptação de texto da internet. Autor não identificado)
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