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Questões de Concursos Problemas da língua culta

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81Q1048023 | Português, Problemas da Língua Culta, Administrador, Prefeitura de Vitória ES, FGV, 2024

Entre as frases a seguir, do livro A Cidade e as Serras, de Eça de Queiroz, assinale aquela em que a forma sublinhada está mal-empregada.
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82Q1057040 | Português, Problemas da Língua Culta, Praça de 2 Classe, Comando do 7 Distrito Naval, Marinha, 2019

Analise as afirmativas abaixo, em relação ao uso correto do pronome "mim”.

I- Aquele trabalho é típico para mim fazer.

II- O que for para mim falar, eu falo.

III- Para mim, é difícil aceitar essa proposta.

IV- Aquele ingresso é para mim.

V- Sempre há discussões entre mim e ti.

Assinale a opção correta.

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83Q1017670 | Português, Problemas da Língua Culta, Linguista, UNIVESP, CESPE CEBRASPE, 2025

Considerando-se que os conceitos de gramática representam abordagens diferentes para o estudo da linguagem, cada uma com seus objetivos e métodos, assinale a opção correta.
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84Q1064754 | Português, Problemas da Língua Culta, Agente Comunitário de Saúde, Prefeitura de Vanini RS, OBJETIVA, 2025

Sobre o uso dos porquês, assinalar a alternativa INCORRETA.
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85Q1058115 | Português, Problemas da Língua Culta, Oficiais, Comando do 4 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.
Texto 1

ÁGUAS DO MAR

Aí está ele, o mar, a mais ininteligível das existências não humanas. E aqui está a mulher, de pé na praia, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fez um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornouse o mais ininteligível dos seres vivos. Ela e o mar.
Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões.
Ela olha o mar, é o que pode fazer. Ele só lhe é delimitado pela linha do horizonte, isto é, pela sua incapacidade humana de ver a curvatura da terra.
São seis horas da manhã. Só um cão livre hesita na praia, um cão negro. Por que é que um cão é tão livre? Porque ele é o mistério vivo que não se indaga. A mulher hesita porque vai entrar.
Seu corpo se consola com sua própria exiguidade em relação à vastidão do mar porque é a exiguidade do corpo que o permite manter-se quente e é essa exiguidade que a torna pobre e livre gente, com sua parte de liberdade de cão nas areias. Esse corpo entrará no ilimitado frio que sem raiva ruge no silêncio das seis horas. A mulher não está sabendo: mas está cumprindo uma coragem. Com a praia vazia nessa hora da manhä, ela não tem o exemplo de outros humanos que transformam a entrada no mar em simples jogo leviano de viver. Ela está sozinha. O mar salgado não é sozinho porque é salgado e grande, e isso é uma realização. Nessa hora ela se conhece menos ainda do que conhece o mar. Sua coragem é a de, não se conhecendo, no entanto, prosseguir. É fatal não se conhecer, e não se conhecer exige coragem.
Vai entrando. A água salgada é de um frio que lhe arrepia em ritual as pernas. Mas uma alegria fatal -a alegria é uma fatalidade - já a tomou, embora nem lhe ocorra sorrir. Pelo contrário, está muito séria. O cheiro é de uma maresia tonteante que a desperta de seus mais adormecidos sonos seculares. E agora ela está alerta, mesmo sem pensar, como um caçador está alerta sem pensar. A mulher é agora uma compacta e uma leve e uma aguda - e abre caminho na gelidez que, líquida, se opõe a ela, e no entanto a deixa entrar, como no amor em que a oposição pode ser um pedido.
O caminho lento aumenta sua coragem secreta. E de repente ela se deixa cobrir pela primeira onda. O sal, o iodo, tudo líquido, deixam-na por uns instantes cega, toda escorrendo - espantada de pé, fertilizada.
Agora o frio se transforma em frígido. Avançando, ela abre o mar pelo meio. Já não precisa da coragem, agora já é antiga no ritual. Abaixa a cabeça dentro do brilho do mar, e retira uma cabeleira que sai escorrendo toda sobre os olhos salgados que ardem. Brinca com a mão na água, pausada, os cabelos ao sol quase imediatamente já estão se endurecendo de sal. Com a concha das mãos faz o que sempre fez no mar, e coma altivez dos que nunca darão explicação nem a eles mesmos: com a concha das mãos cheias de água, bebe em goles grandes bons.
E era isso o que lhe estava faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem. Agora elaestá toda igual a si mesma. A garganta alimentada seconstringe pelo sal, os olhos avermelham-se pelo salsecado pelo sol, as ondas suaves lhe batem e voltam poisela é um anteparo compacto.
Mergulha de novo, de novo bebe, mais água,agora sem sofreguidão pois não precisa mais. Ela é aamante que sabe que terá tudo de novo. O sol se abremais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: estácada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe оque quer. Quer ficar de pé parada no mar. Assim fica.pois. Como contra os costados de um navio, a água bate,volta, bate. A mulher não recebe transmissões. Nãoprecisa de comunicação.
Depois caminha dentro da água de volta à praia.Não está caminhando sobre as águas - ah nunca faria issodepois que há milênios já andaram sobre as águas - masninguém Ihe tira isso: caminhar dentro das águas. Àsvezes o mar lhe opõe resistência puxando-a com forçapara trás, mas então a proa da mulher avança um poucomais dura e áspera.
E agora pisa na areia. Sabe que está brilhando deágua, e sal e sol. Mesmo que o esqueça daqui a unsminutos, nunca poderá perder tudo isso. E sabe de algummodo obscuro que seus cabelos escorridos são denáufrago. Porque sabe - sabe que fez um perigo. Umperigo tão antigo quanto o ser humano.

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro:Editora Rocco, 2020.
Observe o trecho abaixo.
"Por que é que um cão é tão livre? Porque ele é o mistério vivo que não se indaga." 4°§

O uso dos vocábulos destacados foi feito corretamente. Assinale a opção em que o emprego do termo sublinhado também foi realizado de forma correta.
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86Q1040719 | Português, Problemas da Língua Culta, Judiciária, TJ SE, FGV, 2023

Texto associado.
Texto 2 – Por que a pontuação nos jogos de tênis segue a ordem 15, 30 e 40? (adaptado)

Uma dica: tem a ver com o jeu de paume, ancestral do tênis atual.

Por Maria Clara Rossini

A hipótese mais provável tem a ver com o jogo de palma (jeu de paume), modalidade francesa da qual o tênis é descendente. A principal diferença entre os dois é que, em vez da raquete, antigamente os jogadores usavam a mão mesmo para rebater a bola. Cada jogador ficava a 60 pés (18 metros) da rede.

Os pontos eram contados de um em um. A cada vez que um jogador marcava, ele deveria se aproximar 15 pés da rede. Depois, mais 15 pés (ficando a 30 pés do início da quadra). É de se esperar que no terceiro ponto o jogador se aproximasse mais 15 pés – só que essa posição ficava muito próxima da rede, o que aniquilaria o desempenho do participante. O jogador, então, tinha de se aproximar só mais 10 pés, totalizando 40 de distância da sua posição inicial em vez de 45.

Acontece que também existem registros de jogos de tênis que seguiam a ordem “15, 30 e 45”. Um poema escrito no século 15, por exemplo, narra uma partida de tênis entre o rei Henrique 5º, da Inglaterra e um nobre francês – e utiliza o 45 na contagem. O mesmo ocorre em uma poesia escrita pelo duque Charles de Orleães, da mesma época.

Esse tipo de registro coloca uma dúvida na cabeça dos historiadores do esporte. Uma hipótese que justificaria o “45” é o uso de relógios como ferramenta de marcar a pontuação do jogo. Cada quarto de hora representaria um ponto, e quem conseguisse dar a volta primeiro ganhava. Apesar de fazer algum sentido, não há evidências do uso de relógios para esse fim. É provável que muitos passaram a usar o 45 simplesmente por ser uma progressão mais natural, com intervalos uniformes.

Mesmo assim foi o 15, 30, 40 que vingou. O jeu de paume agradece.

Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por-que-a-pontuacaonos-jogos-de-tenis-segue-a-ordem-15-30-e-40/
Por que a pontuação nos jogos de tênis segue a ordem 15, 30 e 40?” (Texto 2, Título)
No título do texto 2, vemos a grafia “Por que”, que está em conformidade com a ortografia oficial do português.
A alternativa em que um “porquê” está grafado de forma INCORRETA é:
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87Q1057043 | Português, Problemas da Língua Culta, Praça de 2 Classe, Comando do 7 Distrito Naval, Marinha, 2019

Com relação à concordância nominal, assinale a opção em que a frase está de acordo com a norma culta.
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88Q939090 | Português, Problemas da língua culta, PPL, ENEM, INEP

Uma língua é um sistema social reconhecível em diferentes variedades e nos muitos usos que as pessoas fazem dela em múltiplas situações de comunicação. O texto que se apresenta na variedade padrão formal da língua é
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89Q1044929 | Português, Problemas da Língua Culta, Especialidade Gestão, PGM RJ, FGV, 2025

O pleonasmo vicioso denota uma repetição desnecessária de palavras ou ideias, o que gera redundância na comunicação.

Assinale a frase em que ocorre esse vício de linguagem.
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90Q1058245 | Português, Problemas da Língua Culta, Médio, Comando do 4 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.
Texto 2
Por parte de pai


Debruçado na janela meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no Alto de São Francisco.
[...] Eu brincava na rua, procurando o além dos olhos, entre pedras redondas e irregulares calçando a rua da Paciência. Depois das chuvas, essas pedras centenárias, cinza, ficavam lisas e limpas, cercadas de umidade e areia lavada. Nas enxurradas desciam lascas de malacheta brilhando como ouro e prata, conforme a luz do sol.
[...] Meu avô, pela janela, me vigiava ou abençoava, até hoje não sei, com seu olhar espantado de quem vê cada coisa pela primeira vez. E aqueles que por ali passavam lhe cumprimentavam: "Oi, seu Queirós". Ele respondia e rimava: "Tem dó de nós". Minha avó, assentada na sala, fazendo bico de crochê em pano de prato, não via a rua.
[...] O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar. O quintal se estendia para muito depois do olhar, acordando surpresa em cada sombra. Torrado em panela de ferro, o café era moído preso no portal da cozinha. O café do bule era grosso e forte, o da cafeteira, fraco e doce. Um para adultos e outro para crianças. O aroma do café se espalhava pela casa, despertando a vontade de mastigar queijo, saborear bolo de fubá, comer biscoito de polvilho, assado em forno de cupim. [...] Minha avó, coado o café, deixava o bule e a cafeteira sobre a mesa forrada com toalha de ponto cruz, e esperava as quitandeiras.
Tudo se comprava na porta: verduras, leite, doces, pães. Com a caderneta do armazém comprava-se o que não podia ser plantado em casa. No final do mês, ao pagar a conta ganhava-se uma lata de marmelada.
Depois do cafezal, na divisa com a serra, corria o córrego, fino e transparente. Tomávamos banho pelados, até a ponta dos dedos ficarem enrugadas. Meu avô raras vezes, nos fazia companhia.
[...] Meu avô conhecia o nome das frutas. Na hora de voltar, ele trazia, se equilibrando pelos caminhos, uma lata de areia para minha avó arear as panelas de ferro.
[...] Atrás da horta havia chiqueiro onde três ou quatro porcos dormiam e comiam, sem desconfiar do futuro. Se eu fosse porco não engordava nunca, imaginava. Ia passar fome, fazer regime, para continuar vivendo.
[...] Meu avô me convidou, naquela tarde, para me assentar ao seu lado nesse banco cansado. Pegou minha mão e, sem tirar os olhos do horizonte, me contou:
O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, árvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, as estrelas. Ele é o dono de tudo. Pacientemente ele engole todas as coisas, degustando nuvens, chuvas, terras, lavouras. Ele consome as histórias e saboreia os amores. Nada fica para depois do tempo.
[...] As madrugadas, os sonhos, as decisões, duram na boca do tempo. Sua garganta traga as estações, os milênios, o ocidente, o oriente, tudo sem retorno. E nós, meu neto, marchamos em direção à boca do tempo.
Meu avô foi abaixando a cabeça e seus olhos tocaram em nossas mãos entrelaçadas. Eu achei serem pingos de chuva as gotas rolando sobre os meus dedos, mas a noite estava clara, como tudo mais.

Queirós, Bartolomeu Campos. Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
Assinale a opção em que a reescritura do trecho abaixo respeita a norma culta e o sentido do texto original.
"O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar." (4º §)
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91Q1057228 | Português, Problemas da Língua Culta, Eletrônica, EEAR, Aeronáutica, 2021

Considerando a flexão dos verbos, assinale a alternativa correta.
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92Q1061426 | Português, Problemas da Língua Culta, Conhecimentos Gerais para Todos os Cargos, SEFAZ RJ, CESPE CEBRASPE, 2025

Texto associado.

Texto CG1A4


Mais de 45% dos adolescentes brasileiros de 15 anos de idade têm conhecimento em educação financeira abaixo do considerado adequado, segundo os resultados de 2024 do PISA, uma das principais avaliações internacionais de qualidade da educação básica.


Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre os 20 países que participaram da avaliação, o Brasil ficou em 18.º lugar, com desempenho semelhante ao do Peru, da Costa Rica e da Arábia Saudita.


17,9% dos estudantes de 15 anos de idade dos países-membros da OCDE apresentam desempenho abaixo do esperado. Nesse patamar, os jovens conseguem, na melhor das hipóteses, reconhecer a diferença entre necessidade e desejo de adquirir ou consumir algo e tomar decisões simples sobre gastos diários.


O nível de conhecimento considerado adequado pelo PISA é aquele em que os estudantes conseguem fazer planos financeiros em contextos simples, como compreender as taxas de juros de um empréstimo ou interpretar corretamente documentos, como faturas de cartão ou um recibo de pagamento. “Promover educação financeira é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros, bem como garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”, define o relatório da avaliação.


O PISA tradicionalmente avalia os conhecimentos dos alunos de 15 anos de idade em matemática, ciências e leitura. Há dez anos, o Brasil tem registrado baixo desempenho em todas as áreas analisadas.


Ainda que o Brasil tenha apresentado um dos desempenhos mais baixos, o relatório da OCDE destaca que o país avançou ao longo dos anos. Em 2015, quando uma avaliação semelhante foi aplicada, 53% dos estudantes brasileiros não tinham conhecimentos básicos sobre educação financeira.


O documento destaca, ainda, que a melhora no desempenho é reflexo da inclusão da educação financeira no currículo escolar brasileiro: “No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui a educação financeira como tema transversal a ser integrado nas disciplinas obrigatórias”.


Consta também no relatório da OCDE que os países avaliados enfrentam um desafio em comum, que é dar apoio e condições para que os estudantes mais vulneráveis tenham condições de tomar decisões responsáveis economicamente. “Os resultados mostram que os estudantes socioeconomicamente desfavorecidos apresentam os níveis de menor desempenho, o que indica ser imperioso adotar políticas para evitar o aumento das desigualdades”, diz o documento.


Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações).


Seriam preservados a coerência, a correção gramatical e o nível de formalidade do texto CG1A4 caso se substituísse, no segundo período do quinto parágrafo,
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93Q1074499 | Português, Problemas da Língua Culta, Advogado, Prefeitura de Niterói RJ, FGV, 2025

Todas as línguas mostram diferentes níveis de linguagem.

Assinale a frase a seguir que exemplifica o nível formal de Língua Portuguesa.
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94Q968557 | Arquivologia, Problemas da língua culta, Operação de Computadores, TRERR, FCC

Texto associado.
Escola de bem-te-vis

Muita gente já não acredita que existam pássaros, a não ser em gravuras ou empalhados nos museus - o que é perfeitamente natural, dado o novo aspecto da terra, que, em lugar de árvores, produz com mais abundância blocos de cimento armado. Mas ainda há pássaros, sim. Existem tantos, ao redor da minha casa, que até agora não tive (nem creio que venha a ter) tempo de saber seus nomes, conhecer suas cores, entender sua linguagem. Porque evidentemente os pássaros falam. Há muitos, muitos anos, no meu primeiro livro de inglês, se lia: “Dizem que o sultão Mamude entendia a linguagem dos pássaros ...”
Quando ouço um gorjeio nestas mangueiras e ciprestes, logo penso no sultão e nessa linguagem que ele entendia. Fico atenta, mas não consigo traduzir nada. No entanto, bem sei que os pássaros estão conversando.
O papagaio e a arara, esses aprendem o que lhes ensinam, e falam como doutores. E há o bem-te-vi, que fala português de nascença, mas infelizmente só diz o próprio nome, de- certo sem saber que assim se chama. [...]
Os pais e professores desses passarinhos devem ensinar-lhes muitas coisas: a discernir um homem de uma sombra, as sementes e frutas, os pássaros amigos e inimigos, os gatos - ah! principalmente os gatos ... Mas essa instrução parece que é toda prática e silenciosa, quase sigilosa: uma espécie de iniciação. Quanto a ensino oral, parece que é mesmo só: “Bem-te-vi! Bem-te-vi!”, que uns dizem com voz rouca, outros com voz suave, e os garotinhos ainda meio hesitantes, sem fôlego para as três sílabas
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(MEIRELES, Cecília. O que se diz e o que se entende. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980, p. 95-96)
Os diferentes verbos empregados nas frases transcritas do texto, que apresentam o mesmo sentido, encontram-se no par:
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95Q972411 | Português, Problemas da língua culta, Nível Superior, TJDFT, CIEE

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e com a gramática normativa, quanto à ortografia e ao contexto, assinale a alternativa correta.
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96Q1064951 | Português, Problemas da Língua Culta, Assistente Social, Prefeitura de Santa Terezinha do Progresso SC, JLZ, 2024

Analise as frases abaixo, e assinale a alternativa correta.

Quando chegar, é só subir pra cima.


Vou dividir a torrada em duas metades iguais.


Ele disse que a festa foi adiada para depois.


"Eu nasci há dez mil anos atrás".

As frases são:

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97Q1058361 | Português, Problemas da Língua Culta, Cadete I do Quadro de Praças Especiais, PM TO, FGV, 2025

Entre as opções a seguir, assinale aquela que respeita a norma culta da língua portuguesa, no que diz respeito à ortografia.
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99Q888915 | Português, Problemas da língua culta, Auxiliar Administrativo, Prefeitura de Cabreúva SP, Avança SP, 2024

Observe os enunciados a seguir e marque a alternativa que não apresenta nenhum erro em sua construção.

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100Q1079019 | Português, Problemas da Língua Culta, Cabo Oficial da Polícia Militar, Polícia Militar SP, FGV, 2025

Assinale a frase em que a forma sublinhada está grafada corretamente.
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