Rafael, de 16 anos, foi apreendido após invadir uma loja de
cosméticos e, mediante o emprego de arma de fogo, subtrair os
pertences do caixa. Devidamente processado, o juízo da infância
aplicou a medida de semiliberdade ao adolescente, tendo ocorrido
o trânsito em julgado.
Depois de dois meses de cumprimento da medida, Laura, mãe de
Rafael, procura você, como advogado(a), buscando sua orientação
acerca da possibilidade de o adolescente realizar atividades
externas, considerando que foi inaugurado estabelecimento que
oferece diversos cursos profissionalizantes em local próximo à
unidade socioeducativa.
Sobre o caso narrado, levando em conta o Estatuto da Criança e
do Adolescente, assinale a orientação que, corretamente, você
deu a Laura.
a) No regime de semiliberdade é possível realizar atividades
externas, desde que haja autorização do juízo competente
para a execução da medida socioeducativa.
b) A semiliberdade só admite atividades externas após um ano de
cumprimento da medida. Dessa forma, por ora, Rafael não
poderá ser incluído no curso profissionalizante almejado.
c) É possível que Rafael realize atividades externas,
independentemente de autorização judicial.
d) Durante a semiliberdade é inviável a realização de atividades
externas, pois elas são cabíveis apenas nas medidas
socioeducativas de liberdade assistida e de prestação de
serviços à comunidade.