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Questões de Concursos Significação Contextual de Palavras

Resolva questões de Significação Contextual de Palavras comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


282Q994582 | Português, Significação Contextual de Palavras, Auxiliar de Secretaria Escolar, Prefeitura de Ibatiba ES, IBADE, 2023

Texto associado.
Que animais o homem já enviou ao espaço?

Animais no espaço: até moscas já foram enviadas para fora da Terra.


Entre os terráqueos, o homem não foi o pioneiro no espaço. Mas foi o responsável por enviar várias espécies de animais antes de Yuri Gagarin e Neil Armstrong. Moscas, peixes, tartarugas, lesmas, minhocas e abelhas já tiveram sua experiência extraterrena. Até mesmo aranhas foram enviadas para testar suas habilidades de tecer uma teia em ambiente de microgravidade.


A viagem de animais ao espaço começou em 1947, quando os americanos enviaram moscas-das-frutas em uma cápsula. A partir de então, Rússia e EUA passaram a mandar animais maiores. Primatas eram os preferidos pelos astronautas (NASA/União Europeia), enquanto os cães eram os escolhidos dos cosmonautas (russos). Já na França, um gato ficou famoso por ser o primeiro, e único, felino escolhido para desbravar o cosmos.


Entre todos os animais que estiveram no espaço, a cadela Laika é a mais famosa. Em 4 de outubro de 1957, a era espacial teve início com o lançamento da Sputnik 1. Um mês depois, a cadela foi enviada ao espaço, a bordo da Sputnik 2, sem chances de retornar com vida. Embora sua morte tenha provocado revolta, Laika e os outros animais que ultrapassaram os limites terrenos abriram caminho para os humanos.


De acordo com Douglas Galante, doutor em Astronomia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), esse pioneirismo animal foi importante para entender os possíveis efeitos que o ambiente espacial poderia provocar nos seres humanos. “Um dos objetivos na época era o de enviar humanos ao espaço. Nesse cenário, as naves espaciais e os sistemas de manutenção de condições vitais no espaço foram testados sucessivamente, com animais maiores e mais complexos (dos insetos aos macacos), até que houvesse uma confiança grande o suficiente para enviar o primeiro astronauta”, argumenta.


Adaptado
https://www.terra.com.br
GHX Comunicação - maio/2013
Entre os terráqueos, o homem não foi o pioneiro no espaço.” 1º§

É sinônimo da palavra sublinhada nessa frase:
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283Q980505 | Português, Significação Contextual de Palavras, Jardineiro, Prefeitura de Céu Azul PR, FAU, 2025

Texto associado.

Jovem rouba ferramentas de cemitério e termina preso em Irati



Um homem foi detido pela Polícia Militar após furtar ferramentas em Irati, na segunda-feira (19). As ferramentas, que eram utilizadas na manutenção de um cemitério, foram recuperadas pela polícia.

Tudo começou quando um trabalhador do cemitério no bairro Colina Nossa Senhora das Graças foi até a delegacia por volta das 20h49. Ele informou que, após sair do local às 18h10, recebeu um aviso do guardião de que várias ferramentas, incluindo uma roçadeira, uma lavadora de pressão, duas furadeiras, uma lixadeira e uma caixa de chaves soquete, tinham sido furtadas.

Segundo o homem, no início da tarde do mesmo dia, uma pessoa havia ido ao barracão e emprestado uma chave para consertar um veículo VW/Voyage. Depois, ele avistou esse carro nas proximidades do cemitério e começou a suspeitar de que esse indivíduo poderia ser o autor do furto.

A situação se complicou quando o trabalhador recebeu uma mensagem por um aplicativo informando que a pessoa do Voyage teria realmente furtado as ferramentas e que elas estariam em sua casa. Diante disso, a polícia foi até a residência indicada.

No local, os agentes avistaram o suspeito na porta da casa, mas ele tentou fugir. A esposa dele se apresentou à polícia e afirmou que as ferramentas estavam dentro do veículo que estava na garagem. Durante a busca no carro, a polícia encontrou a roçadeira, a lavadora de pressão, uma furadeira e a caixa de chaves soquete.

Após uma nova busca nas imediações, os policiais conseguiram localizar o homem, que confirmou ter cometido o furto. Ele alegou que havia vendido algumas das ferramentas a um comprador, que não sabia que eram roubadas. Depois de tomar conhecimento do furto, o comprador se dirigiu até a delegacia e devolveu os objetos, afirmando que nunca suspeitou da origem ilícita deles. O autor do furto e todas as ferramentas foram levados à 41ª Delegacia de Polícia Civil de Irati para as devidas providências.



Fonte: Jovem rouba ferramentas de cemitério e termina preso em Irati | Folha do Noroeste

Assinale alternativa que apresente um sinônimo adequado para o termo em destaque no período: A esposa dele se apresentou à polícia e afirmou que as ferramentas estavam dentro do veículo que estava na garagem.
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284Q951671 | Português, Significação Contextual de Palavras, Auxiliar de Saúde Bucal, Prefeitura de São Domingos SC, Instituto Fênix, 2025

Texto associado.
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Cuidar da saúde bucal pode ajudar a manter a saúde na terceira idade

O envelhecimento é uma jornada única, marcada por aprendizados, mudanças e adaptações. E, nessa caminhada, preservar a saúde deve ser uma prioridade. Entre tantos aspectos relacionados ao bem-estar na maturidade, a saúde bucal ocupa uma posição central. Contudo, essa conexão nem sempre recebe a atenção necessária, mesmo sendo decisiva para a qualidade de vida e a longevidade.
Diariamente, no consultório, é possível observar os impactos da saúde da boca — ou da falta dela — no organismo em sua totalidade. Descuidar dessa área pode desencadear um efeito cascata, com prejuízos que vão muito além do sorriso.
Estudos recentes, realizados no Japão e publicados na revista científica The Lancet, avaliaram 13 aspectos relacionados à saúde bucal, como perda dentária, capacidade mastigatória e problemas periodontais, observando associações significativas com taxas de mortalidade e incapacidade funcional.
De acordo com os dados, melhorar o desempenho mastigatório poderia evitar até 23,1% dos casos de incapacidade funcional e 16,47% das mortes. Tais números revelam o impacto crítico de questões bucais na saúde geral, especialmente em idosos.
Eles servem de alerta para o Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil), cerca de 14,4% da população adulta é completamente desdentada, e 70% dos idosos necessitam de algum tipo de prótese dentária. Esses índices refletem, em parte, práticas do passado, quando a extração dentária era amplamente utilizada como solução para problemas odontológicos. Hoje, com os avanços da odontologia, sabemos que preservar os dentes naturais sempre que possível é essencial para a saúde física e também para a autoestima.
Mas por que a saúde bucal é tão importante no envelhecimento? A resposta está na interconexão entre a boca e o restante do corpo. Bactérias provenientes de uma gengivite ou periodontite podem entrar na corrente sanguínea, alcançando órgãos vitais e desencadeando infecções graves, como endocardite. Isso é especialmente perigoso em idosos, cujo sistema imunológico, naturalmente mais fragilizado, tem respostas mais lentas e menos eficazes.
Além disso, a perda de dentes ou o uso de próteses mal ajustadas impactam diretamente a dieta e a nutrição. Sem dentes funcionais, muitos pacientes deixam de consumir alimentos importantes, como carnes, grãos e vegetais crus, optando por dietas mais pobres, de mais fácil mastigação. Esse desequilíbrio alimentar compromete o organismo de maneira global, prejudicando, inclusive, o sistema imunológico e a saúde cardiovascular.
A saúde bucal também afeta o bem-estar emocional e social. Dificuldades para mastigar, falar ou sorrir podem afetar a interação com outras pessoas, levando ao isolamento social, à ansiedade e até à depressão. Por isso, cuidar da boca é garantir uma vida plena em todos os sentidos.

Fonte: https://www.agazeta.com.br/artigos/cuidar-da-saude-bucalpode-ajudar-a-manter-a-saude-na-terceira-idade-1224 (adaptad
No trecho “Descuidar dessa área pode desencadear um efeito cascata, com prejuízos que vão muito além do sorriso”, subentende-se que:
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285Q961810 | Português, Significação Contextual de Palavras, Especialidade Análise de Dados, TRF 1ª REGIÃO, FGV, 2024

As inferências são fruto do conhecimento de mundo do leitor, que deve reconhecer as ligações semânticas não explicitadas. A única frase abaixo que NÃO se enquadra entre inferências é:
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286Q912185 | Português, Significação Contextual de Palavras, Operador de Máquinas, Prefeitura de Nova Bréscia RS, OBJETIVA, 2023

Texto associado.
Mulher prega uma peça em golpista que queria roubar seus dados

Se você tem um celular, provavelmente já foi vítima de uma falsa promoção: aquela mensagem suspeita que chega de um número desconhecido avisando que você ganhou uma viagem (ou um computador, ou até uma casa) e pedindo alguns dos seus dados básicos, como número do CPF e dados do cartão de crédito. Pois a jovem filipina Shaina Gimao encontrou uma maneira criativa para resolver a situação.

Ao receber a mensagem de que havia ganho um computador, Shaina respondeu: “Parabéns! Você se inscreveu com sucesso para Oração do Dia! 50 pesos serão cobrados da sua conta”, escreveu ela, antes de acrescentar um salmo aleatório à conversa com o bandido. ______________, o ladrão de dados enviou o comando “cancelar”, mas Shaina insistiu na “peça”: “Desculpe, você enviou um código inválido. Por favor, tente de novo”, dizia a mensagem.

(Fonte: Veja- adaptado).
A palavra “sucesso”, sublinhada no texto, poderia ser substituída pela seguinte palavra sem alterar o sentido do texto:
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287Q956230 | Português, Significação Contextual de Palavras, Técnico de Controle Interno, Prefeitura de Nova Iguaçu RJ, Consulplan, 2025

Texto associado.
Por uma globalização mais humana


A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países, que marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos 17 e 18, expande-se com a industrialização, ganha novas bases com a grande indústria, nos fins do século 19, e, agora, adquire mais intensidade, mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna-se envolvido em todo tipo de troca: técnica, comercial, financeira, cultural.

Vivemos um novo período na história da humanidade. A base dessa verdadeira revolução é o progresso técnico, obtido em razão do desenvolvimento científico e baseado na importância obtida pela tecnologia, a chamada ciência da produção.

Todo o planeta é praticamente coberto por um único sistema técnico, tornado indispensável à produção e ao intercâmbio e fundamento do consumo, em suas novas formas.

Graças às novas técnicas, a informação pode se difundir instantaneamente por todo o planeta, e o conhecimento do que se passa em um lugar é possível em todos os pontos da Terra.

A produção globalizada e a informação globalizada permitem a emergência de um lucro em escala mundial, buscado pelas firmas globais que constituem o verdadeiro motor da atividade econômica.

Tudo isso é movido por uma concorrência superlativa entre os principais agentes econômicos – a competitividade.

Num mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se globais, e o que acontece em qualquer ponto do ecúmeno (parte habitada da Terra) tem relação com o que acontece em todos os demais.

Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global. Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais.

Infelizmente, o estágio atual da globalização está produzindo ainda mais desigualdades. E, ao contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza, a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta e onde se ampliam as fraturas sociais.

A droga, com sua enorme difusão, constitui um dos grandes flagelos desta época.

O mundo parece, agora, girar sem destino. É a chamada globalização perversa. Ela está sendo tanto mais perversa porque as enormes possibilidades oferecidas pelas conquistas científicas e técnicas não estão sendo adequadamente usadas.

Não cabe, todavia, perder a esperança, porque os progressos técnicos obtidos neste fim de século 20, se usados de uma outra maneira, bastariam para produzir muito mais alimentos do que a população atual necessita e, aplicados à medicina, reduziriam drasticamente as doenças e a mortalidade.

Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo, que todos os dias reduz a mão de obra. É possível pensar na realização de um mundo de bem-estar, onde os homens serão mais felizes, um outro tipo de globalização.



(Milton Santos. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br./Acesso em: janeiro de 2025.)
No trecho “Tudo isso é movido por uma concorrência superlativa entre os principais agentes econômicos – a competitividade.” (6º§), é correto afirmar que “concorrência superlativa” tem o significado de concorrência:
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288Q991853 | Português, Significação Contextual de Palavras, Técnico Previdenciário, RBPREV AC, IBADE, 2023

Texto associado.
Maranhense, que inspirou o filme 'Pureza', recebe prêmio internacional Award por sua contribuição na luta contra a escravidão e o tráfico de pessoas


A maranhense Pureza Lopes Loyola, que inspirou a história contata no filme 'Pureza', que conta a história de uma mãe que resgatou o filho do trabalho escravo contemporâneo, recebeu, nesta quinta-feira (15), o prêmio internacional Award, pela sua contribuição na luta contra a escravidão e o tráfico de pessoas.

O prêmio foi entregue pelo governo dos Estados Unidos da América, em Washington. Pureza é primeira mulher brasileira a receber a honraria.

Dona Pureza, como é conhecida, se tornou referência no Brasil e no mundo por lutar contra a escravidão ao procurar o filho mais novo, Abel, que saiu de casa para trabalhar em um garimpo, em 1996.

A maranhense arrumou um emprego em uma fazenda e testemunhou o tratamento brutal de trabalhadores rurais escravizados. Depois de três anos de muita peregrinação, a mãe conseguiu localizar e resgatar o filho no interior do Pará. Essa história de luta e coragem foi parar no cinema com direção de Renato Barbieri e com a atriz Dira Paes no papel de Pureza. O filme ‘Pureza’ recebeu quase trinta prêmios em festivais nacionais e internacionais de cinema.

Na próxima segunda-feira (19), o filme Pureza será exibido pela primeira vez na TV aberta, na sessão Tela Quente, da Rede Globo. A Tela Quente vai ao ar depois da novela das 9h, ‘Terra e Paixão’. O filme ‘Pureza’ conta a história da maranhense Pureza, que durante três anos enfrentou diversos perigos e obstáculos para encontrar seu filho caçula, Antônio Abel, que tinha ido ao Pará em busca da sorte no garimpo.

A luta de Dona Pureza a tornou um símbolo do combate ao trabalho escravo contemporâneo e agora a história dela chega aos cinemas, sendo interpretada pela atriz Dira Paes. O longa é dirigido por Renato Barbieri e produzido por Marcus Ligocki Jr.


Fonte:
https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2023/06/15/maranhenseque-inspirou-o-filme-pureza-recebe-premio-internacional-award.ghtml
No trecho “Pureza é primeira mulher brasileira a receber a honraria.”, a palavra em destaque possui o significado de:
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289Q919454 | Português, Significação Contextual de Palavras, Auxiliar de Desenvolvimento Escolar, Prefeitura de Sertãozinho SP, VUNESP, 2025

Texto associado.
Leia o texto para responder à questão.


Noivos


Na sala de espera do cardiologista, abro uma revista, folheio e paro nas páginas que falam de casamentos milionários. Em um deles, só os bem-casados custaram 20 mil reais. Nossa! O preço de um belo jantar para 200 pessoas.

Esses casamentos de revista foram perfeitos, pelo menos nas histórias impressas. Nem sempre é assim.

Meu primo, por exemplo, esqueceu as alianças. Não propriamente esqueceu: na verdade, não comprou, era contra e, noivo de primeira viagem, não sabia que elas fazem parte da cerimônia. Um dos casais convidados emprestou-lhe as alianças, entre cochichos, enquanto o padre sorria, supondo que fosse esquecimento do noivo afobado.

Maio, setembro, dezembro, não se sabe bem por quê, são meses de pico de casamentos. Faltam salões de festas. Há bufês de dois andares que fazem festas simultâneas. Estive em um em que os bem-casados estavam trocados.

– Cadê aqueles dentro de saquinhos bordados com as iniciais dos noivos, que mandei fazer em Minas? – queria saber a mãe da noiva de cima.

Estavam embaixo. “Oh, não!” Desespero, correria, põe tudo nas caixas, sobe caixa, desce caixa, rearranja. Ufa!

E as noivas atrasadas? A filha de um conhecido chegou na hora, deu um abraço no pai na porta da igreja, conforme o figurino, e soou a marcha nupcial, pai e filha entraram pelo tapete vermelho e começaram os murmúrios. Ela firme, olhos no fim do tapete onde o padre esperava, e mais murmúrios e murmúrios. Ela não entendia, pensou que fosse o sucesso do vestido, até que, ao chegar ao altar, ela olhou para o lado e exclamou:

– Este não é o meu noivo!

O noivo dela se atrasara; aquele diante do altar aguardava a noiva dele, que estava atrasadíssima.

Desfeita a trapalhada com a chegada do noivo certo e a retirada gentil do noivo sem noiva, que cedeu a precedência da cerimônia, casou-se a filha do meu conhecido. Sensibilizada com a gentileza do rapaz.

Este, certamente irritado com o atraso da própria noiva, mas também admirado com a beleza da outra, confidenciou a um padrinho amigão: teria levado vantagem com a troca.

(Ivan Angelo. Veja SP, 19.07.2006. Adaptado)
Considere a frase.

Houve uma grande trapalhada na noite do casamento, e o que desfez essa trapalhada foi a chegada do noivo certo.

O trecho destacado nessa frase pode ser substituído, corretamente, por:
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291Q990925 | Português, Significação Contextual de Palavras, Agente Fiscal, CRMVES, IBADE, 2024

Texto associado.
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Mais sal no solo, no ar e na água

da Revista Pesquisa FAPESP

Todo ano, os Estados Unidos espalham 44 milhões de toneladas de sal, o equivalente [__] 44% do consumo anual, para derreter o gelo de estradas durante o inverno, aumentando a salinidade de rios próximos [__] cidades. Essas e outras ações humanas, como mineração e práticas agrícolas, aceleram o ciclo natural do sal e o espalham na atmosfera, no solo e nos rios. Além de representar um risco para a manutenção da biodiversidade e dificultar a obtenção de água doce potável, íons de sal podem gerar compostos nocivos ao se ligar [__] contaminantes do solo. Um levantamento liderado pelo geólogo Sujay Kaushal, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, concluiu que uma área equivalente ao território desse país sofreu um processo de salinização nos últimos 50 anos. “Se pensarmos no planeta como um organismo vivo, acumular tanto sal pode afetar o funcionamento de órgãos vitais ou ecossistemas”, comentou Kaushal em um comunicado da National Science Foundation (NSF). “Remover o sal da água consome muita energia e é caro, e o subproduto da salmoura que se obtém é mais salgado do que [__] água do oceano e não pode ser facilmente descartado” (Nature Reviews Earth & Environment, 31 de outubro de 2023; Newsletter da NSF, 4 de janeiro).


MAIS sal no solo, no ar e na água. Pesquisa Fapesp, março de 2024. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/mais-sal-no-solo-no-are-na-agua/. Acesso em: 20 mar. 2024. Adaptado.
Qual é o sentido atribuído pela palavra grifada no texto ao contexto em que ela ocorre?
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292Q916458 | Português, Significação Contextual de Palavras, Auxiliar de Serviços Gerais/Coveiro/Gari, Prefeitura de Brasília de Minas MG, COTEC, 2024

Texto associado.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Onde o amor mora

Gustavo Tamagno Martins

O amor mora nas coisas simples. Sentado no sofá jogando conversa fora. Em um cafuné demorado. Em um beijo roubado. Em um abraço apertado. Em um almoço em família. Em uma viagem sem destino. Em um sorriso sem motivo. Em um bilhete escrito à mão. Em uma flor arrancada. Em uma mensagem inesperada. Em uma piada sem graça.
O amor significa muito mais do que palavras, mas principalmente, atitudes. Não é apenas o que o outro fala, mas o que o outro faz por nós.
O amor é (e precisa) ser simples e leve. O amor pode nos dar borboletas no estômago, mas jamais pode nos sufocar. O amor não nos faz sofrer, mas sim, nos cura. O amor não nos tira a paz, ele só nos acrescenta. Caso contrário, precisamos repensar se é amor mesmo.
O amor é simples. Nós é que somos complicados. [...]


Disponível em: https://vidasimples.co/voce-simples/o-amor-e-simples/ . Acesso em: 24 set. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que está em desacordo com o texto, tendo em vista os sentimentos relacionados ao amor.
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293Q885995 | Português, Significação Contextual de Palavras, Técnico Judiciário Auxiliar, TJ SC, FGV, 2024

Todas as frases abaixo mostram a presença da palavra “coisa”, que, por não ser de conteúdo claro, deve normalmente ser substituída.

A frase abaixo em que essa substituição foi feita de forma adequada é:
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295Q967160 | Português, Significação Contextual de Palavras, Técnico Administrativo, CONAB, FJPF

Texto associado.

Faz pelo menos dois anos que o mundo aguarda uma pandemia do calibre da gripe espanhola, que matou mais de 20 milhões de pessoas entre 1918 e 1920. Se não provocou ainda a epidemia globalizada, porém, a cepa pré- apocaliptica do vírus H5N1 já garantiu um belo surto de pânico midiático.


Nunca os jornais falaram tanto de algo que não aconteceu. Talvez, apenas, na nunca materializada pandemia de Sars, a “pneumonia asiática” que tirou o sono de muita gente em novembro de 2002 e causou menos de 800 mortes.

O terror na forma de vírus vem mais uma vez da Ásia. A mortandade de aves domésticas e casos isolados de pessoas infectadas com o H5N1 se espalharam pelo Oriente a partir de 2003 e daí, periodicamente, para as manchetes do mundo todo. O contágio jornalístico parece muito mais fácil que o físico.

Há motivo para precaução de autoridades sanitárias? Sem dúvida. Mas não para pânico público, nem para sair comprando do próprio bolso caixas e caixas de oseltamivir (marca registrada Tamiflu). Até que haja contágio entre humanos, e não de ave para homem, corre-se o risco de gastar dinheiro à toa. Já se o H5N1 ganhar a faculdade de infectar humanos facilmente, nada garante que a droga vá ser eficaz contra o vírus mutante.

Enquanto isso, o remédio é buscar um pouco de informação. O H5N1 é uma cepa do tipo A do vírus da influenza (gripe), bem mais problemático que os outros dois, B e C. Normalmente infecta aves, domésticas ou selvagens (inclusive migratórias). Desse reservatório pode ser transmitido para pessoas, quando manifesta alta capacidade de matar (em alguns surtos, as mortes chegaram a um terço dos doentes)

O nome atribuído às cepas tem relação direta com seu poder sinistro, mais precisamente com proteínas de sua superfície cruciais para a capacidade de invadir células do aparelho respiratório, multiplicar-se dentro delas e depois abandoná-las em legião. O H se refere à hemaglutinina, envolvida na invasão, e o N à neuraminidase, que ajuda as partículas virais multiplicadas a deixarem a célula infectada.

O H5N1 só se tornaria realmente perigoso se sofresse uma mutação que facilitasse sua transmissão entre pessoas, do que ainda não se tem notícia. Os repetidos surtos de infecção de gente que lida com galináceos multiplicam as chances estatísticas de que isso se torne uma realidade. Aves migratórias e o comércio de aves ajudam a espalhar o vírus pelo mundo, levando-o por exemplo para a Europa, mas muito improvavelmente para a América do Sul.

O temor de epidemiologistas é que o vírus sofra uma recombinação (intercâmbio de material genético), no corpo dos raros doentes, com o vírus da gripe comum. Facilidade de contágio e poder de matar podem resultar dessa aliança, mas, de novo, nada garante que isso vá ocorrer.

É como andar de avião, ou morar perto de uma usina nuclear: probabilidade muito baixa de um acidente, que no entanto teria efeitos devastadores. A diferença é que, no mundo globalizado, ninguém pode escolher deixar de respirar.


Todos os pronomes abaixo destacados remetem a elemento anterior a eles no texto, COM EXCEÇÃO do que se encontra na alternativa:
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296Q891951 | Português, Significação Contextual de Palavras, Coordenador de Turno, Prefeitura de Vitória ES, FGV, 2024

O célebre orador Padre Antônio Vieira escreveu em um dos seus fantásticos sermões:
“Os dias, soma-os a vida, diminui-os a morte, multiplica-os a ressurreição”.

Assinale a afirmação inadequada em relação ao significado e à estruturação dessa frase.
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298Q967256 | Português, Significação Contextual de Palavras, Técnico Administrativo, CONAB, FJPF

Texto associado.
Faz pelo menos dois anos que o mundo aguarda uma pandemia do calibre da gripe espanhola, que matou mais de 20 milhões de pessoas entre 1918 e 1920. Se não provocou ainda a epidemia globalizada, porém, a cepa pré- apocaliptica do vírus H5N1 já garantiu um belo surto de pânico midiático.

Nunca os jornais falaram tanto de algo que não aconteceu. Talvez, apenas, na nunca materializada pandemia de Sars, a “pneumonia asiática” que tirou o sono de muita gente em novembro de 2002 e causou menos de 800 mortes.

O terror na forma de vírus vem mais uma vez da Ásia. A mortandade de aves domésticas e casos isolados de pessoas infectadas com o H5N1 se espalharam pelo Oriente a partir de 2003 e daí, periodicamente, para as manchetes do mundo todo. O contágio jornalístico parece muito mais fácil que o físico.

Há motivo para precaução de autoridades sanitárias? Sem dúvida. Mas não para pânico público, nem para sair comprando do próprio bolso caixas e caixas de oseltamivir (marca registrada Tamiflu). Até que haja contágio entre humanos, e não de ave para homem, corre-se o risco de gastar dinheiro à toa. Já se o H5N1 ganhar a faculdade de infectar humanos facilmente, nada garante que a droga vá ser eficaz contra o vírus mutante.

Enquanto isso, o remédio é buscar um pouco de informação. O H5N1 é uma cepa do tipo A do vírus da influenza (gripe), bem mais problemático que os outros dois, B e C. Normalmente infecta aves, domésticas ou selvagens (inclusive migratórias). Desse reservatório pode ser transmitido para pessoas, quando manifesta alta capacidade de matar (em alguns surtos, as mortes chegaram a um terço dos doentes.

O nome atribuído às cepas tem relação direta com seu poder sinistro, mais precisamente com proteínas de sua superfície cruciais para a capacidade de invadir células do aparelho respiratório, multiplicar-se dentro delas e depois abandoná-las em legião. O H se refere à hemaglutinina, envolvida na invasão, e o N à neuraminidase, que ajuda as partículas virais multiplicadas a deixarem a célula infectada.

O H5N1 só se tornaria realmente perigoso se sofresse uma mutação que facilitasse sua transmissão entre pessoas, do que ainda não se tem notícia. Os repetidos surtos de infecção de gente que lida com galináceos multiplicam as chances estatísticas de que isso se torne uma realidade. Aves migratórias e o comércio de aves ajudam a espalhar o vírus pelo mundo, levando-o por exemplo para a Europa, mas muito improvavelmente para a América do Sul.
O temor de epidemiologistas é que o vírus sofra uma recombinação (intercâmbio de material genético), no corpo dos raros doentes, com o vírus da gripe comum. Facilidade de contágio e poder de matar podem resultar dessa aliança, mas, de novo, nada garante que isso vá ocorrer.

É como andar de avião, ou morar perto de uma usina nuclear: probabilidade muito baixa de um acidente, que no entanto teria efeitos devastadores. A diferença é que, no mundo globalizado, ninguém pode escolher deixar de respirar.
Metáforas podem ser empregadas na argumentação para conferir concreção a uma idéia, tal como se lê em:
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299Q916070 | Português, Significação Contextual de Palavras, Auxiliar de Biblioteca, Prefeitura de Além Paraíba MG, Consulplan, 2024

Texto associado.
Fazer nada
Como a visita de um pássaro nos fez pensar no tempo.

Conseguimos uns dias de folga e fomos passar um tempo cuidando um do outro. No hotel, em Itatiba, deram-nos o quarto 37, que se abre para um mar de morros verdes, com plantações, pastos, florestas. Fica no piso superior, tem pé-direito alto e uma varanda abraçada por árvores repletas de pássaros. À noite, entrou pela janela um passarinho. Minúsculo, branco no peito e na parte inferior da face, preto no dorso e na metade de cima da cabeça. Entrou pelo quarto, acelerado. Voava junto ao teto e não conseguia baixar até a altura da porta por onde havia entrado. Temíamos que se machucasse. Apagamos as luzes. Ele se acalmou e parou para descansar no toucador. Pulou em pé, no chão. Caminhou um pouco, ofegante. Usamos um chapéu para levá-lo à varanda, onde ficou ainda um tempo, refazendo-se.
Depois, vimos que deixou de lembrança um cocozinho na nossa cama. De onde teria vindo essa ave? Qual o significado do carimbo de passarinho sobre o lençol? Resisti à ideia de lembrar que excremento de pássaro é sinal de boa fortuna em antigas tradições. Augúrio? Sinal? Ali não havia mistério. Era apenas um bichinho assustado, acelerado demais. Talvez apenas apavorado por haver entrado em um lugar de onde parecia impossível sair. Mais do que um significado oculto, sua visita pode é nos inspirar, quem sabe, uma analogia. Quantas vezes o homem não se debate, na ilusão de que está acuado? Quantas vezes sofre sem perceber que está saturado por estímulos que ele próprio foi buscar? A sensação de que seu tempo é estrangulado, sem se dar conta de que é ele quem cultiva desassossego para si. Um amigo, sobrinho de um sábio do interior, costuma usar a imagem da trajetória errática e vã das formigas para ilustrar a ilusão que acomete o homem em movimentos inócuos e sem sentido, o esforço inútil. Não é à toa que se fale tanto na necessidade de ir com mais calma.
Afinal, nós nunca aceleramos tanto. Na ilusão de anteciparmos o futuro, roubamos o momento seguinte e deixamos de vivê-lo. Convivemos sem prestar atenção no outro, respiramos com sofreguidão, comemos sem sentir o sabor. Fugimos do presente, o único tempo que existe e sobre o qual criamos a referência para um passado reconstruído na memória e um futuro sonhado. Como parar e fazer nada? Como apenas ser, sem se debater por ter entrado em uma porta estranha? Há quem não consiga relaxar e, simplesmente, fazer nada. Alguém já disse que fazer nada não é a completa falta de ação, mas a ação feita com desapego, sem visar resultado para si mesmo. Há algo de bom em atingir esse momento em que só se é parte da paisagem e não um observador separado. Se ainda quiséssemos procurar um significado para a visita da pequena ave, poderíamos dizer que ela veio trazer o tema para estas linhas que você lê agora. Como se nos dissesse: que bom que vocês conseguiram uns dias de folga e vieram aqui, cuidar um do outro. Sejam bem-vindos a este momento e esqueçam o resto. Fui.

(NOGUEIRA, Paulo. Vida Simples, ed. 37. São Paulo: Abril, 2006.)
De acordo com o contexto em que estão posicionadas, as palavras podem exercer diferentes sentidos. Considerando o contexto, identifique a alternativa em que há correção quanto ao significado correspondente ao vocábulo em destaque.
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300Q916362 | Português, Significação Contextual de Palavras, Agente de Vigilância Sanitária, Prefeitura de Jaguapitã PR, FAUEL, 2024

Texto associado.
Considere a crônica a seguir, escrita por Cecília Meireles, para responder à questão.


O fim do mundo

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.
Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete. Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa.
Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.
Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças? Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.
Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.
O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos ou tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

(“O fim do mundo”, por Cecília Meireles, com adaptações)
No primeiro parágrafo, no trecho “de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim”, a expressão “de modo que” carrega um sentido:
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