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Questões de Concursos Sintaxe

Resolva questões de Sintaxe comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1161Q833430 | Português, Sintaxe, Prefeitura de Princesa SC Assistente Social, AMEOSC, 2021

"É preciso sofrer depois de ter sofrido , e amar, e mais amar, depois de ter amado."
João Guimarães Rosa
Na frase acima, o trecho marcado é composto por duas orações, sendo uma delas subordinada substantiva. Assinale abaixo a alternativa que corresponde à função sintática que exerce essa oração subordinada:
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1162Q169630 | Português, Sintaxe, Cargos de Nível Médio, TRE ES, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Considerando que os itens seguintes, na ordem em que estão
apresentados, são partes sucessivas de um texto adaptado do jornal
Estado de Minas de 29/11/2010, julgue-os com referência à
correção gramatical.

Reforçado por 1,6 milhão de assinaturas colhidas em todo o país, tendo o eleitorado de Minas liderado a participação popular, a Lei da Ficha Limpa tornou-se o marco de um novo posicionamento da sociedade em relação da moralização da administração pública.

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1163Q375460 | Português, Sintaxe, IBGP, 2020

      Educação financeira chega ao ensino infantil e fundamental em 2020

           Oferta está prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC)


      Antonia, auxiliar de escritório, todos os dias compra uma balinha ou um chocolate, no ponto de ônibus, na volta do trabalho, que custa R$ 0,50. "Eu não dava importância para aquele gasto. Imagina, R$ 0,50 não é nada! Mas eu nunca consegui economizar um centavo”. Fazendo as contas, esses centavos viram R$ 11 em um mês e R$ 132 em um ano.

      São situações como essa, retirada de livro didático disponível online, que ensinam estudantes de escolas em várias partes do país a terem consciência dos próprios gastos e a ajudar a família a lidar com as finanças. A chamada educação financeira, cuja oferta hoje depende da estrutura de cada rede de ensino passa a ser direito de todos os brasileiros, previsto na chamada Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

      “É uma grande oportunidade, uma grande conquista para a comunidade escolar do país”, diz a superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), Claudia Forte. “A educação financeira busca a modificação do comportamento das pessoas, desde pequeninas, quando ensina a escovar os dentes e fechar a torneira para poupar água e economizar. Isso é preceito de educação financeira”.

      A BNCC é um documento que prevê o mínimo que deve ser ensinado nas escolas, desde a educação infantil até o ensino médio. Educação financeira deve, pela BNCC, ser abordada de forma transversal pelas escolas, ou seja, nas várias aulas e projetos. Parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologado pelo Ministério da Educação (MEC), prevê que as redes de ensino adequem os currículos da educação infantil e fundamental, incluindo esta e outras competências no ensino, até 2020.

      A educação financeira nas escolas traz resultados, de acordo com a AEF-Brasil. Pesquisa feita em parceria com Serasa Consumidor e Serasa Experian, este ano, mostra que um a cada três estudantes afirmou ter aprendido a importância de poupar dinheiro depois de participar de projetos de educação financeira. Outros 24% passaram a conversar com os pais sobre educação financeira e 21% aprenderam mais sobre como usar melhor o dinheiro.

Desafios

      Levar a educação financeira para todas as escolas envolve, no entanto, uma série de desafios, que vão desde a formação de professores, a oferta de material didático adequado e mesmo a garantia de tempo para que os professores se dediquem ao preparo das aulas.

      De acordo com o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Garcia, os municípios, que são os responsáveis pela maior parte das matrículas públicas no ensino infantil e fundamental, focarão, em 2020, na formação dos docentes, para que eles possam levar para as salas de aula não apenas educação financeira, mas outras competências previstas na BNCC.

      “Tivemos um grande foco na construção dos currículos e, agora, neste ano, [em 2020], entramos no processo de formação. Educação financeira, inclusão, educação socioemocional, todos esses elementos vão chegar de fato na sala de aula a partir da discussão que fizermos agora”, diz. Segundo ele, a implementação será concomitante à formação, já em 2020.

      De acordo com Garcia, não há um levantamento de quantos municípios já contam com esse ensino. “Não existe uma orientação geral com relação a isso. São iniciativas locais. Não tenho como quantificar, mas não é algo absolutamente novo”, diz.

Ensinar a escolher

      A educação financeira é pauta no Brasil antes mesmo da BNCC. Em 2010 foi instituída, por exemplo, a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), com o objetivo de promover ações de educação financeira no Brasil. Na página Vida e Dinheiro, da entidade, estão disponíveis livros didáticos que podem ser baixados gratuitamente e outros materiais informativos para jovens e para adultos.

      As ações da Enef são coordenadas pela AEF-Brasil. Claudia explica que a AEF-Brasil foi convocada pelo Ministério da Educação (MEC) para disponibilizar materiais e cursos para preparar os professores e, com isso, viabilizar a implementação da educação financeira nas escolas.

      As avaliações mostram que o Brasil ainda precisa avançar. No Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015, o Brasil ficou em último lugar em um ranking de 15 países em competência financeira. O Pisa oferece avaliação em competência financeira de forma optativa aos países integrantes do programa. O resultado da última avaliação dessa competência, aplicada em 2018, ainda não foi divulgado.

      Os resultados disponíveis mostram que a maioria dos estudantes brasileiros obteve desempenho abaixo do adequado e não conseguem, por exemplo, tomar decisões em contextos que são relevantes para eles, reconhecer o valor de uma simples despesa ou interpretar documentos financeiros cotidianos.

Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2019-12/educacao-financeira-chega-ao-ensino-infantil-e-fundamental-em2020>. Acesso em: 13 fev. 2020. Fragmento.

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1164Q143551 | Português, Sintaxe, Analista Judiciário Contabilidade, TRT 3a Região, FCC

Texto associado.

A tribo que mais cresce entre nós

A nova tribo dos micreiros* cresceu tanto que talvez já não
seja apenas mais uma tribo, mas uma nação, embora a
linguagem fechada e o fanatismo com que se dedicam ao seu
objeto de culto sejam quase de uma seita. São adoradores que
têm com o computador uma relação semelhante à do homem
primitivo com o totem e o fogo. Passam horas sentados, com o
olhar fixo num espaço luminoso de algumas polegadas,
trocando não só o dia pela noite, como o mundo pela realidade
virtual.

Sua linguagem lembra a dos funkeiros** em quantidade de
importações vocabulares adulteradas, porém é mais ágil e rica,
talvez a mais rápida das tribos urbanas modernas. Dança quem
não souber o que é BBS, modem, interface, configuração,
acessar e assim por diante. Alguns termos são neologismos e,
outros, recriações semânticas de velhos significados, como
janela, sistema, ícone, maximizar.
No começo da informatização das redações de jornal,
houve umdivertido mal-entendido quando uma jovem repórter
disse pela primeira vez: "Eu abortei!". Ela acabava de rejeitar
não um filho, mas uma matéria. Hoje, ninguém mais associa
essa palavra ao ato pecaminoso. Aborta-se tão impune e
freqüentemente quanto se acessa.
Nada mais tem forma e sim "formatação". Foi-se o tempo
em que "fazer um programa" era uma aventura amorosa. O
"vírus" que apavora os micreiros não é o HIV, mas uma
intromissão indevida no "sistema", outra palavra cujo sentido
atual nada tem a ver com os significados anteriores. A geração
de 68 lutou para derrubar o sistema; hoje o sistema cai a toda
hora.

Alguns velhos homens de letras olham com preconceito
essa tribo, como se ela fosse composta apenas de jovens, e
ainda por cima iletrados. É um engano, porque há entre os
micreiros respeitáveis senhoras e brilhantes intelectuais. Falar
mal do computador é tão inútil e reacionário quanto foi quebrar
máquinas no começo da primeira Revolução Industrial.Ele veio
para ficar, como se diz, e seu sucesso é avassalador. Basta ver
o entusiasmo das adesões.

(Zuenir Ventura, Crônicas de um fim de século)

* micreiros = usuários de microcomputador.
** funkeiros = criadores ou entusiastas da música funk.

Levando-se em conta as normas de concordância verbal e nominal, a única frase inteiramente correta é:

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1165Q853459 | Português, Sintaxe, AL AP Analista Legislativo Técnico Legislativo, FCC, 2020

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

O século XX, Era dos Extremos

         O século XX deixou um legado inegável de questões e impasses. Para o grande historiador Eric Hobsbawm, neste livro Era dos Extremos ? o breve século XX ? 1914-1991, esse século foi breve e extremado: sua história e suas possibilidades edificaram-se sobre catástrofes, incertezas e crises, decompondo o que fora construído no longo século XIX.

        Hobsbawm divide a história do século XX em três “eras”. A primeira, “da catástrofe”, é marcada pelas duas grandes guerras, pelas ondas de revolução global em que o sistema político e econômico da URSS surgia como alternativa histórica para o capitalismo e pela virulência da crise econômica de 1929. Também nesse período os fascismos e o descrédito das democracias liberais surgem como proposta mundial.

       A segunda “era” são os anos dourados das décadas de 1950 e 1960 que, em sua paz congelada, viram a viabilização e a estabilização do capitalismo, responsável pela promoção de uma extraordinária expansão econômica e profundas transformações sociais.

       Por fim, entre 1970 e 1991, dá-se o “desmoronamento” final, em que caem por terra os sistemas institucionais que previnem e limitam o barbarismo contemporâneo, dando lugar à brutalização da política e à irresponsabilidade teórica da ortodoxia econômica, abrindo as portas para um futuro incerto.

(Adaptado da “orelha”, sem indicação autoral, do livro de Eric Hobsbawm acima referido, editado em São Paulo pela Companhia das Letras, em 1995) 

Estabelecem entre si uma relação de causa e efeito, nessa ordem, os seguintes segmentos:
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1166Q375030 | Português, Sintaxe, Assistente Administrativo, Conselho Regional de Serviço Social PR, Instituto Quadrix, 2018

Com relação à correção gramatical e à coerência com as ideias do texto das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados, julgue os itens subsequentes. “que as vitima” (linha 24) por que lhes tornam vítimas
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1167Q159787 | Português, Sintaxe, Assistente em Administração, IF TO, IF TO, 2019

Texto associado.

A democracia opera milagres

§ 1º Com atraso de cinco dias, comemoro o 45º aniversário da Revolução dos Cravos, o movimento que devolveu Portugal à democracia.

§ 2º Comemoro porque Portugal talvez seja o melhor exemplo de como a democracia faz bem à saúde, à saúde do país e das pessoas.

§ 3º Portugal ganhou não só as deliciosas liberdades públicas associadas à democracia como, depois de algum tempo, viu o fim de uma guerra colonial fora de época.

§ 4º Natural, pois, que o 25 de abril tenha sido um tremendo porre cívico, uma festa inesquecível. Reproduzo trecho de um texto meu da época, que relatava a comemoração do 1º de maio, uma semana depois da queda da ditadura:

§ 5º “O primeiro cartaz que vi, com letras improvisadas em um retângulo de isopor, avisava: ‘A poesia está nas ruas’. A poesia saiu às ruas logo cedo: cada automóvel que desfilava por Lisboa levava flores. Às vezes, apenas uma. Às vezes, um ‘V’ floral, geralmente arranjado nas cores vermelha e verde da bandeira. Às vezes, as flores eram tantas que os carros mais pareciam canteiros com rodas, a soar sincopadamente as buzinas para repetir o slogan de todos: ‘O povo unido jamais será vencido’.”

§ 6º A democracia, um bem em si mesmo, pelo menos para meu gosto, veio acompanhada de um bônus, no caso de Portugal: a possibilidade de aceder à então Comunidade Econômica Europeia (hoje União Europeia). Ditaduras não são aceitas no clube. E fazer parte dele abriu as portas para a prosperidade.

§ 7º Que o digam os próprios portugueses: o mais recente Eurobarômetro informa que 69% deles dizem que pertencer à UE é uma coisa boa.

§ 8º Note-se que esse resultado vem na sequência de um período duro, de austeridade, recessão e desemprego (sim, democracia também tem percalços, como qualquer outro regime).

§ 9º É natural esse europeísmo de raiz, em uma época em que a Europa navega águas turbulentas: o crescimento econômico de Portugal em 2018 foi de 2,1%, acima da média da eurozona de 1,8%. O desemprego, que, durante a crise passara de 8% para 18%, está hoje abaixo de 7% (6,7%, exatamente).

§ 10. É natural, pois, que o austero Financial Times — adorador dos modelos ortodoxos — tenha, na semana passada, apontado Portugal como exemplo de sucesso com sua fórmula heterodoxa de saída da austeridade.

§ 11. Qual é a fórmula? “Mostramos que é possível aumentar a renda, dar impulso ao investimento privado, cortar o desemprego e, ainda assim, ter finanças públicas saudáveis”, canta António Costa, o primeiro-ministro.

§ 12. Trata-se de um raro socialista no poder em uma Europa que vinha caminhando para a direita até a vitória dos socialistas no domingo (28) na Espanha. Costa chegou ao governo (24/11/2015) com um déficit público de 4,4%. Reduziu-o a 0,5% no ano passado e pode zerá-lo em 2019, pela primeira vez em 40 anos. Ou seja, há números positivos para a direita, para a esquerda e, naturalmente, para o centro.

§ 13. Invejável, não? Não é à toa que Valdemar Cruz, jornalista do “Expresso”, tenha escrito a propósito do 25 de abril: “Sem abril, jamais seríamos o país que somos. Com todas as suas fragilidades. Com todas as suas grandezas. 25 de Abril foi ontem. 25 de Abril é hoje. 25 de Abril será sempre”.

§ 14. Como é possível que ainda haja quem louve ditaduras?

ROSSI, Clóvis. Folha de S. Paulo, 30 abr. 2019.  

Assinale a opção que apresenta o valor semântico estabelecido pelo conectivo “pois” presente na frase seguinte:

“É natural, pois, que o austero Financial Times — adorador dos modelos ortodoxos — tenha, na semana passada, apontado Portugal como exemplo de sucesso com sua fórmula heterodoxa de saída da austeridade.” (§ 10.)

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1168Q709445 | Português, Sintaxe, Agente Administrativo, Prefeitura de Chuí RS, FUNDATEC, 2019

Texto associado.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
                                        
                                                Dicionário Oxford escolhe a palavra do ano de 2019

01                A seleção da palavra do ano por dicionários gringos é praticamente uma tradição de fim
02        de ano. O termo escolhido sempre procura representar o que marcou o ano como um todo — e
03        essa escolha visa provocar reflexões e discussão sobre o tema.
04        Depois de laureados polêmicos como o emoji que chora de rir em 2015 ou o termo
05        youthquake (em uma tradução livre e tosca, “juventudemoto” – isto é, “juventude” +
06        “terremoto”) em 2017, a escolha de 2019 foi certeira no tema, apesar de também ter provocado
07        uma certa estranheza: “emergência climática”.
08                Lógico, a primeira reação de todo mundo, antes mesmo de pensar na importância do
09        assunto, é afirmar que “a palavra do ano” não é uma palavra. Mas o prêmio já previa isso, e
10        deixou claro no seu anúncio:Uma palavra ou expressão que mostra através de evidências de
            uso algo que reflita os costumes, o humor ou as preocupações do ano que passa, além de ter um
            potencial duradouro como um termo de significado cultural.
                    Antes de e...plicitar o porquê da escolha de 2019, uma curiosidade: apesar de ser
            estranho, essa é a quinta vez na história da premiação inglesa que uma expressão (ou seja, mais
            de uma palavra) é escolhida como “palavra do ano”. 2007 premiou carbon footprint (pegada de
            carbono), 2008, credit crunch (expressão que significa crise/rece...ão econômica), 2010, big
            society (nome de uma ideologia política criada pelo então primeiro ministro inglês David
            Cameron), 2011, squeezed middle (uma brincadeira com classe média), e, em 2019, climate
            emergency.
20                E essa lista poderia ser ainda maior: há quem considere “pós-verdade”, a palavra de 2016,
21        como uma expressão; e, em 2018, a palavra do ano por pouco não foi “masculinidade tóxica” –
22        no último minuto, os votantes decidiram eleger apenas “tóxico” para destacar o uso mais
23        abrangente do termo.
24                 Vamos voltar ___ expressão de 2019. “Declaramos clara e inequivocamente que o planeta
25        Terra está enfrentando uma emergência climática”, afirmou uma declaração chamada
26        “Emergência Climática” feita por mais de 11 mil cientistas do mundo. Segundo eles, a população
27        mundial enfrenta “um sofrimento incalculável devido ___ crise climática”.
28                Além disso, o Secretário-Geral da ONU chamou a crise climática de “a questão definidora
29        do nosso tempo”. Para o dicionário Oxford, “emergência climática” é “uma situação em que é
30        necessária uma ação urgente para reduzir ou interromper a mudança climática e evitar danos
            ambientais potencialmente irreversíveis resultantes dela”.
                    Mas nem só de importância diplomática se faz a palavra do ano – ela também tem que
            cair na boca do povo. E acredite se quiser: um levantamento feito pelo dicionário inglês mostrou
            um aumento exponencial nas pesquisas da expressão, que saiu praticamente da obscuridade para
            se tornar um dos termos mais pesquisados de 2019.
                    Em 2019, a emergência climática superou quaisquer outros tipos de emergência, sendo
            três vezes mais pesquisada que “emergência de saúde”, a segunda colocada.
                    Vale destacar que, de acordo com a Universidade de Oxford, os candidatos ___ Palavra do
            Ano são extraídos de dados reunidos por um e...tenso programa de pesquisa de idiomas, incluindo
40       o Oxford Corpus, um conjunto de artigos extraídos de 10 mil sites, formando uma massa de texto
41       com 150 milhões de palavras. Softwares sofisticados permitem que os especialistas identifiquem
42       palavras novas e populares e examinem as mudanças na forma como palavras mais “velhas” e
43       estabelecidas estão sendo usadas. Ingrid Luisa – 22/11/2019 – Disponível: https://super.abril.com.br/ 
            - adaptação
Analise o trecho a seguir: “um levantamento (1) feito pelo dicionário inglês (2) mostrou um aumento (3) exponencial (4) nas pesquisas da expressão (5)” (l. 33-34). O termo que exerce a função de agente da passiva é dado por:
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1169Q702556 | Português, Sintaxe, Assistente Social, Prefeitura de Ananindeua PA, CETAP, 2019

Texto associado.
Leia o texto com atenção e responda a questão de acordo com os comandos.
A MÁGICA DA EDUCAÇÃO
Educar-se é a precondição para que o trabalho seja uma escola

Quase todos entendem: Os mais educados ganham mais. Por que será? O que a escola terá enfiado na cabeça do aluno, mudando sua forma de trabalhar - ou de se comportar como cidadão? Os números mostram claramente: quanto mais anos de escolaridade, maior o nível de renda. Que outras dúvidas haveria para demonstrar o poder da educação?
Isso é fácil de entender, pois aprendem-se na escola coisas que podemos usar no primeiro dia de trabalho. De fato, aprendem-se habilidades que o mercado valoriza e pelas quais está disposto a pagar, como ler, escrever, receber instruções por escrito e muito mais. A escolaridade permite decifrar um orçamento e entender um manual de instruções. Quem sabe fazer essas coisas ganha mais, pois é mais produtivo para a empresa. E, como os economistas demonstram de forma persuasiva, se alguém recebe salários maiores é porque produz mais. Mas os números contêm uma charada. Com o passar do tempo, vamos esquecendo o que aprendemos na escola. Alguns conhecimentos mal duram até o dia da prova.
Ao começarmos a trabalhar, usamos o que nos ensinou a escola. No ano seguinte, já teremos esquecido muito do que nos foi ensinado.
Sendo assim, diria a lógica, se ganhamos pelo que aprendemos na escola, ao irmos esquecendo, nosso salário deveria diminuir. Mas é exatamente o oposto. Os analfabetos se aposentam praticamente com o mesmo salário inicial. Para quem estudou, em vez de caírem, os salários sobem ao longo da vida profissional. E não é só isso: sobem mais quanto mais escolaridade se consegue acumular. Mas não voltamos à escola, não nos ensinaram nada de novo que pudesse ser remunerado. Ainda assim, sobem os salários.
Por que será? Diante de uma situação de trabalho, o analfabeto não consegue encontrar uma maneira melhor de lidar com ela. Portanto, continua fazendo sempre o mesmo. Já quem passou pela escola adquiriu formas de pensar e agir que permitem decifrar as situações de trabalho e lidar criativamente com os desafios que aparecem. Amadurece seu julgamento, toma melhores decisões e aprende formas mais eficazes de trabalhar. Além disso, alcança uma compreensão mais ampla do mundo. Enfim, adquire um equipamento intelectual que lhe permite transformar a experiência de trabalho em produtividade. Usando uma expressão comum aprender a aprender.
Portanto, quanto mais aprendemos na escola, mais somos capazes dessa conversão de experiência em aprendizado. O equipamento para lidar criativamente e aprender com o mundo do trabalho torna-se mais poderoso. Com um diploma superior, ao chegar à maturidade, um indivíduo ganha três vezes seu salário inicial. Os números são claros: a capacidade de aprender a aprender dos mais escolarizados vale mais que os conhecimentos úteis que possuíam no primeiro dia de trabalho. A educação consiste em equipar as pessoas para aprender a fazer coisas que não foram ensinadas na escola. O trabalho é uma grande escola, mas somente para quem estudou. No fundo, os conhecimentos incluídos nos currículos valem menos por sua utilidade intrínseca e mais pela oportunidade de exercitar nosso raciocínio, ao lidarmos com
eles.
(CASTRO, Cláudio de Moura. Revista Veja, 6 de AGOSTO, 2018. p. 73)
No parágrafo 2, “pois aprendem-se na escola coisas (...)” não se pode afirmar sobre o fragmento: 
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1170Q119904 | Português, Sintaxe, Analista de Tecnologia da Informação, UFAL, COPEVE UFAL

Texto associado.

As questões 6 e 7 referem-se ao texto seguinte.

Imagem 002.jpg

Dadas as proposições seguintes,

I. Há, no texto, uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

II. O último período do texto é composto por oração principal e oração subordinada adverbial condicional.

III. Os verbos conseguir (linha 1), vir (linha 5) e haver (linha 7) introduzem orações reduzidas de infinitivo.

IV. Na expressão, em debate no parlamento espanhol (linhas 3-4), há dois adjuntos adverbiais.

verifica-se que estão corretas

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1171Q848251 | Português, Sintaxe, Câmara de Santa Luzia PB Agente Administrativo, CPCON, 2020

Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão.



A falência da globalização (João Fernandes Teixeira). 


    A indústria 4.0 está chegando, um fato celebrado pelos entusiastas das novas tecnologias. Grandes mudanças estão previstas, sobretudo pelo emprego de inteligência artificial na produção industrial que levará, também, a uma grande reconfiguração tecnológica do trabalho. Mas, deixando de lado o discurso entusiasmado, o que está realmente acontecendo?

    Com a indústria 4.0 haverá uma grande racionalização e otimização da produção para que os desperdícios de material e de mão de obra se tornem mínimos. A produção e o consumo precisam ser rigorosamente ajustados e, para isso, contamos agora técnicas de Big Data. Estamos em outros tempos, nos quais temos a percepção da escassez de recursos naturais e da necessidade premente de reciclar tudo o que for possível. Se quisermos que a economia continue funcionando, não podemos mais esbanjar. A economia se desenvolve na contramão da natureza.

    A lição que estamos aprendendo é que gerar energia limpa e conter as emissões de dióxido de carbono não são apenas obrigações ecológicas e morais em relação ao nosso planeta, mas um imperativo econômico, que exige que a indústria se coloque em novo patamar de produtividade para sobreviver. A indústria 4.0 não levará à expansão da economia, mas apenas evitará que ela encolha. Não podemos mais manter os mesmos padrões de consumo, que estão danificando de forma irreversível o nosso planeta. 

    Esses danos não se restringem apenas ao aquecimento global, que passou a ser chamado de mudança climática. [...]

    Desde que se estabeleceu uma correlação entre o aumento das temperaturas médias no planeta e a industrialização, iniciada no século XVIII, o aquecimento global passou a ser o vilão da história da humanidade. Diminuir o uso de combustíveis passou a ser a grande bandeira dos ecologistas.[...]

    Contudo, o aquecimento global não é o único desafio. Mesmo que sua origem possa ser contestada, desvinculando-a da queima de combustíveis fósseis, nossa indústria agride o planeta de forma irreparável.

    Como não podemos reverter a economia do petróleo no curto prazo, a única solução está sendo desacelerar a economia. Essa desaceleração, na contramão do aumento da produção planetária, está tendo custos sociais dolorosos. Combinada com a automação, grande projeto da indústria 4.0, ela gera um desemprego crescente, para o qual não se vislumbra uma solução nas próximas décadas.

    Mas há algo ainda mais importante que está surgindo dessa desaceleração: a percepção de que a globalização se tornou um projeto inviável. Não será mais possível estender os padrões de produção e consumo para todos os países do planeta, pois isso aceleraria sua destruição de forma drástica. O globalismo ocidental está refluindo e, como consequência, voltam a surgir os nacionalismos exacerbados.

[...] Fonte: (Revista Filosofia - Ano III, no 150 - www.portalespaçodosaber.com.br). 

Nos períodos abaixo elencados, as orações subordinadas têm um vínculo com uma expressão nominal, assumindo diferentes funções sintáticas, conforme o tipo de elemento de conexão (pronome relativo ou conjunção integrante). Em qual das alternativas a seguir, apresenta-se uma oração subordinada substantiva com a função de complemento nominal?
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1172Q225418 | Português, Sintaxe, Procurador, CREF 4a Região, CETRO

Texto associado.

Leia a notícia abaixo para responder às questões de 1 a 9.

Família de Kevin deve receber parte de bilheteria do

Corinthians

Lucas Reis, de São Paulo.

A família do garoto Kevin Espada, 14, morto por um

sinalizador atirado por torcedores corintianos em Oruro, na

Bolívia, deve receber parte da bilheteria de um dos próximos

jogos do Corinthians, seja da Libertadores, seja do Campeonato

Paulista ou até mesmo um amistoso.

A informação obtida pela Folha foi confirmada nesta

segunda-feira pelo próprio clube. A ideia foi sugerida na última

sexta-feira durante uma reunião entre os cartolas alvinegros.

O Corinthians informou que pretende encontrar uma

solução para o caso até o fim da próxima semana,

independentemente do julgamento da Conmebol, que deve

ocorrer em até três dias.

A família de Kevin

Uma das possibilidades é que o jogo contra o Tijuana, na

semana que vem, no Pacaembu, seja o escolhido. Caso a

decisão da Conmebol demore, ou seja desfavorável e o estádio

continue com portões fechados, uma partida do Estadual será

escolhida.

A ideia, segundo o Corinthians, não consta da defesa

jurídica enviada à Conmebol na semana passada. O clube

também não decidiu ainda o percentual da renda bruta ou

líquida que será repassado.

A iniciativa de indenizar os parentes de Kevin, segundo

apurou a reportagem, engloba uma investida para suavizar a

imagem corintiana, arranhada internacionalmente após o

fatídico episódio.

Dentro do clube, há quem defenda que o Corinthians teve

uma atitude jurídica perfeita, mas atabalhoada em relação à

atitude e imagem.

Em Oruro, a Folha apurou que parentes de Kevin não

concordaram com a atitude dos seus pais, que optaram por não

entrar com ação pedindo uma indenização ao Corinthians.

Limbert e Carola, os pais de Kevin, justificaram que não

queriam ser acusados de utilizar o filho com fins mercantilistas.

"Ninguém [San José ou Corinthians] entrou em contato

para dizer que se importa com o que aconteceu", disse Limbert,

há uma semana.

Luiz Felipe Santoro, advogado do clube, aguarda que a

Conmebol julgue o clube até sexta -- o que viabilizaria a entrada

da torcida no próximo jogo em casa, contra o Tijuana, na

semana que vem. "Estou otimista, confio na argumentação

jurídica do clube", disse o advogado.

Fonte: Colaborou Eduardo Ohata, de São Paulo.

http://www.folhaonline.com.br/.

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e em relação à sintaxe, assinale a alternativa cujo termo destacado apresenta a mesma classificação que o da frase abaixo. Os pais de Kevin não pediram indenização ao Corinthians.

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1173Q710804 | Português, Sintaxe, Assistente Administrativo, JARU PREVI RO, IBADE, 2019

Dentre as alternativas abaixo, a que NÃO obedece ao padrão da norma culta da língua em relação à concordância nominal é: 
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1174Q691142 | Português, Sintaxe, Escriturário, Câmara Municipal de Sertãozinho SP, VUNESP, 2019

Texto associado.
Leia o texto para responder a questão.
Agravamento da poluição por plástico
nos oceanos ao lavar roupa
Lavar a roupa pode agravar a poluição por plástico no
meio ambiente – a depender do tipo de tecido, a tarefa doméstica 
contribuiria para a contaminação dos oceanos, apontam estudos.
A questão foi levantada no início deste mês em reunião
do Comitê de Auditoria Ambiental do Reino Unido, quando
membros do Parlamento discutiram pesquisas que concluem
que fibras de tecidos sintéticos que se soltam da roupa
durante a lavagem acabam chegando aos oceanos e sendo
comidas por peixes e outras criaturas aquáticas.
Os maiores vilões são poliéster, acrílico e náilon. Um casaco de 
lã de poliéster libera 1 milhão de fibras, enquanto um
par de meias de náilon é responsável por 136 mil fibras a cada
lavagem, aponta um estudo conduzido por pesquisadores da
Universidade de Manchester. Cientistas descobriram que essas 
fibras estão cobrindo leitos de rios em todo o Reino Unido.
Há sempre a opção de lavar roupa com menos frequência, o 
que pode ser uma boa desculpa para quem sempre
odiou essa tarefa doméstica. Isso teria um grande impacto
positivo, na avaliação de Jeroen Dagevos, integrante de um
projeto de conservação dos oceanos. Ele sugere ainda que
comprar menos roupas sintéticas também ajuda. Preferir
tecidos como lã, algodão, seda e caxemira também ajudam.
Uma outra opção, recomendada pelo Instituto de Engenheiros 
Mecânicos, em um novo relatório, seria o uso de sacolas de
roupas de malha para reter os fios. Assim, em vez de irem direto
para os oceanos, as fibras podem ser colocadas no lixo.
Jeroen Dagevos diz que a ideia de criar novas regulamentações 
para os fabricantes poderia ajudar, forçando as
empresas a colocar mais recursos na busca por soluções.
(Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2018/10/
por-que-podemos-estar-agravan do-poluicao-por-plasticonos-oceanos-ao-lavar-roupa.shtml. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a redação escrita a partir do texto está correta quanto à concordância das palavras, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
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1175Q832968 | Português, Sintaxe, Prefeitura de São José do Cedro SC Técnico de Enfermagem, AMEOSC, 2021

TEXTO 

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

Uma década em guerra

Urge que potências redobrem pressão para sustar tragédia humanitária na Síria

O que a Folha pensa - 17 mar. 2021

Ao longo de dez anos, o conflito na Síria produziu uma das maiores catástrofes humanitárias já vistas desde a Segunda Guerra Mundial.

Conforme estimativas conservadoras, os combates deixaram quase 400 mil mortos, embora outras fontes apontem até 600 mil. Para além dos óbitos, cerca de 2 milhões de civis sofreram ferimentos graves ou deficiências permanentes.

O uso maciço de armas explosivas e os bombardeios em áreas urbanas reduziram algumas das principais cidades do país a pouco mais que escombros, além de destruir boa parte da infraestrutura nacional. Mais da metade dos 22 milhões que viviam na Síria antes da guerra tiveram de deixar suas casas, gerando um dos maiores êxodos populacionais da história recente.

Hoje, 6,6 milhões de refugiados sírios estão espalhados por 130 países, segundo a ONU, embora cerca de 90% deles tenham se estabelecido em condições precárias em nações vizinhas -Líbano, Jordânia e Turquia. Existem, ademais, 6,7 milhões de deslocados internos, a maioria em campos improvisados.

O que começou em 2011 como uma revolta popular contra o governo tirânico de Bashar al-Assad, surgida no contexto da Primavera Árabe, aos poucos degringolou para uma guerra ainda em curso envolvendo potências regionais e globais, uma facção terrorista e o uso de armas químicas contra civis.

Desafiando as previsões de que não resistiria por muito tempo, Assad logrou manter-se no poder e, escudado por Rússia e Irã, vem-se impondo militarmente. Sua sobrevivência, contudo, esconde o fracasso representado pela perda de mais de um terço do território e a ruína econômica. Estima-se que nada menos que 90% da população viva abaixo da linha da pobreza.

Não obstante o estado terminal em que se encontra o país, o regime sírio se recusa a aceitar a solução política oferecida pela ONU, que prevê a redação de uma nova Constituição por um comitê formado por membros do governo, da oposição e da sociedade civil, seguida de eleições livres e limpas.

Urge, portanto, que as potências mundiais se engajem no processo de paz e intensifiquem a pressão sobre Assad -só assim será possível cessar a carnificina e dar início à hercúlea tarefa de reconstrução.

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/03/uma-decada-em-guerra.shtml Acessado em 30/03/2021 

A função sintática de sujeito oracional é muito importante na construção dos temas e objetos de discurso dos parágrafos ao longo da progressão textual em prosa. Nesse sentido, identifique no texto e assinale abaixo a alternativa que traz apenas os sujeitos oracionais presentes no texto jornalístico acima:
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1176Q198394 | Português, Sintaxe, Agente Técnico Legislativo, AL SP, FCC

Texto associado.

Representatividade ética

Costuma-se repetir à exaustão, e com as consequências
características do abuso de frases feitas e lugares-comuns, que
as esferas do poder público são o reflexo direto das melhores
qualidades e dos piores defeitos do povo do país. Na esteira
dessa convicção geral, afirma-se que as casas legislativas brasileiras
espelham fielmente os temperamentos e os interesses
dos eleitores brasileiros. É o caso de se perguntar: mesmo que
seja assim, deve ser assim? Pois uma vez aceita essa correspondência
mecânica, ela acaba se tornando um oportuno álibi
para quem deseja inocentar de plano a classe política, atribuindo
seus deslizes a vocações disseminadas pela nação inteira...
Perguntariam os cínicos se não seria o caso, então, de não
mais delegar o poder apenas a uns poucos, mas buscar repartilo
entre todos, numa grande e festiva anarquia, eliminando-se
os intermediários. O velho e divertido Barão de Itararé já reivindicava,
com aacidez típica de seu humor: "Restaure-se a
moralidade, ou então nos locupletemos todos!".
As casas legislativas, cujos membros são todos eleitos
pelo voto direto, não podem ser vistas como uma síntese
cristalizada da índole de toda uma sociedade, incluindo-se aí as
perversões, os interesses escusos, as distorções de valor. A
chancela da representatividade, que legitima os legisladores,
não os autoriza em hipótese alguma a duplicar os vícios sociais;
de fato, tal representação deve ser considerada, entre outras
coisas, como um compromisso firmado para a eliminação
dessas mazelas. O poder conferido aos legisladores deriva,
obviamente, das postulações positivas e construtivas de uma
determinada ordem social, que se pretende cada vez mais justa
e equilibrada.
Combater a circulação dessas frases feitas e lugarescomuns
que pretendem abonar situações injuriosas é uma
forma de combater a estagnação crítica ? essa oportunista aliada
dos que maliciosamente se agarramao fatalismo das "fraquezas
humanas" para tentar justificar os desvios de conduta do
homem público. Entre as tarefas do legislador, está a de fazer
acreditar que nenhuma sociedade está condenada a ser uma
comprovação de teses derrotistas.

(Demétrio Saraiva, inédito)

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

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1177Q683262 | Português, Sintaxe, Procurador do Município, Prefeitura de São José do Rio Preto SP, VUNESP, 2019

Texto associado.
O cemitério dos vivos: testemunho e ficção 
                                                                                                                        Alfredo Bosi 
    Perplexo, o intelectual crítico Lima Barreto, cuja obra toda fora uma denúncia da mentira social, teme que os médicos do Hospício o tratem de maneira cega ou arbitrária. Teme principalmente que a ciência livresca que seguem, avessa à ideia mesma de enigma, não lhes permita ter dúvidas, nem Ihes faça ver pessoas, mas apenas casos exemplares devidamente catalogados e passíveis das terapias reificadas nos manuais de psiquiatria. 
    A impotência do internado, que sofrera o arbítrio dos policiais com seus preconceitos de cor e classe, vê-se, de repente, confrontada com a onipotência do médico. A assimetria é brutal e, embora Lima tenha escapado ao risco de virar cobaia de alienistas enrijecidos ou precipitados, a sua crítica guarda um potencial de verdade ainda hoje ameaçador: 
O terrível nessa coisa de hospital é ter-se de receber um médico que nos é imposto e muitas vezes não é da nossa confiança. Além disso, o médico que tem em sua frente um doente, de que a polícia é tutor e a impersonalidade da lei, curador, por melhor que seja, não o tem mais na conta de gente, é um náufrago, um rebotalho da sociedade, a sua infelicidade e desgraça podem ainda ser úteis à salvação dos outros, e a sua teima em não querer prestar esse serviço aparece aos olhos do facultativo como a revolta de um detento, em nome da Constituição, aos olhos de um delegado de polícia. 
(Lima Barreto, p.34) 
(BOSI, Alfredo. O cemitério dos vivos: testemunho e ficção. Prefácio (adaptado) em Diário do hospício e O cemitério dos vivos, Lima Barreto. São Paulo: Cosac Naify, 2010)
Assinale a alternativa que conduz uma leitura do texto em pleno acordo com a norma-padrão quanto à concordância verbal.
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1178Q707082 | Português, Sintaxe, Agente Administrativo, SAAE de Vilhena RO, IBADE, 2019

Texto associado.
Texto I
Uma a cada três pessoas no mundo não tem acesso a água potável
Um a cada três habitantes do planeta não têm serviços de água potável gerenciados de forma segura, segundo relatório elaborado pela
Organização Mundial da Saúde e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e divulgado este mês. No total, 2,2 bilhões de
pessoas em todo mundo estão nessa situação, e 4,2 bilhões de indivíduos não têm acesso a esgotamento sanitário seguro.
Com base nos dados obtidos, o relatório enfatiza a necessidade de garantir que a água fornecida para as pessoas seja própria ao uso
humano. De acordo com o levantamento, houve progressos em relação ao acesso universal a água e saneamento, mas persistem lacunas na
qualidade dos serviços.
“O mero acesso não é suficiente. Se a água não for limpa, não será segura para beber. Se está distante e se o acesso ao banheiro é
inseguro ou limitado, então não estamos entregando esses serviços às crianças do mundo”, ressaltou Kelly Ann Naylor, diretora associada de
Água, Saneamento e Higiene do UNICEF. “As crianças e suas famílias nas comunidades pobres e rurais correm maior risco de serem
deixadas para trás. Os governos devem investir em suas comunidades se quisermos superar essas divisões econômicas e geográficas e
oferecer esse direito humano essencial.”
Avanço insuficiente
O relatório indica que, desde 2000, 1,8 bilhão de pessoas passaram a ter acesso a serviços básicos de água potável — mas essa inclusão
foi e continua sendo marcada por desigualdades na acessibilidade, disponibilidade e qualidade dos serviços.
Segundo a publicação, 785 milhões de indivíduos no mundo ainda não possuem acesso a esses serviços, com 144 milhões de indivíduos
ingerindo água sem tratamento. Quando consideradas as pessoas que têm acesso a serviços de água potável, mas não podem confiar
nesses serviços, pois eles não são geridos de forma segura, o número de cidadãos desatendidos alcança os 2,2 bilhões.
O documento mostra ainda que, nos últimos quase 20 anos, 2,1 bilhões de pessoas passaram a ter acesso aos serviços de saneamento
básico — que incluem abastecimento de água e esgotamento sanitário. De acordo com a pesquisa, 70% dos que ainda não têm saneamento
básico vivem em áreas rurais e um terço deles mora em países em desenvolvimento.
“Se os países não conseguirem intensificar os esforços em saneamento básico, água potável e higiene, continuaremos a viver com
doenças que deveriam ter sido há muito tempo deixadas nos livros de história, como diarreia, cólera, febre tifoide, hepatite A e doenças
tropicais negligenciadas, incluindo tracoma e esquistossomose”, ressaltou Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública,
Determinantes Ambientais e Sociais da Saúde da OMS.
Todos os anos, 297 mil crianças com menos de cinco anos morrem por diarreia associada à água, saneamento básico e higiene
inadequados.
“Os países devem dobrar seus esforços em saneamento ou não alcançaremos o acesso universal até 2030”, completa Maria.
Ainda de acordo com o relatório, desde 2000, a proporção da população que defeca ao ar livre foi reduzida pela metade – de 21% para
9%. No entanto, 673 milhões de pessoas ainda não têm banheiros seguros e precisam evacuar a céu aberto. Em 39 países, o número de
pessoas que praticam a defecação ao ar livre chegou a aumentar — a maioria dessas nações está na África Subsaariana, onde muitos países
tiveram intenso crescimento populacional nas duas últimas décadas.
                                                                                https://cebds.org/aquasfera/um-a-cada-tres-pessoas-no-mundo-naotem-acesso-a-aguapotavel/?
                                                                                                                      gclid=EAIaIQobChMInqKUyoDg5QIVwgaRCh1KoQCZEAAYASAAE gJlyvD_BwE
                                                                                                                                                                Acessado em 10/12/2019, às 12 horas e 31 minutos.
A opção que justifica corretamente a regência é:
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1179Q692750 | Português, Sintaxe, Guarda Municipal, Prefeitura de Teresina PI, NUCEPE, 2019

Texto associado.

TEXTO II. 


                                         FOCO

                        ONDE FOI PARAR O SEU? 


      EFICIENTE, ÁGIL, VERSÁTIL. Você provavelmente já quis ser um pouco mais de cada uma dessas coisas. E já sofreu pensando que não seria difícil alcançar tudo isso... Caso você conseguisse apenas se concentrar um pouco mais. Um foco preciso como laser, dizem os empreendedores do Vale do Silício, é o segredo do sucesso.

      Só faltou combinar com o cérebro humano – porque ele não quer nem saber de foco laser. O cérebro é uma verdadeira máquina de distração. E, por paradoxal que pareça, isso nos ajuda a permanecer vivos.

      (...)

      Seu foco não tem nada a ver com laser. Ele é mais parecido com uma luz de teatro – daquelas que brilham forte em um momento, apontando para o ator, e desvanecem no próximo segundo, preparando o público para a próxima cena. É assim que a concentração funciona no cérebro: piscando. Sua cabeça está o tempo todo alternando entre foco e distração, em um ritmo frenético: de três a oito vezes por segundo.

      (...)

      Jogos infantis como Lince e Onde Está o Wally demonstram como a atenção é rítmica. Afinal, por mais que você seja capaz de visualizar toda a cena ao mesmo tempo, só é capaz de realmente se concentrar nela se esquadrinhar um pedaço da imagem de cada vez.

      Pode não ser tão óbvio, mas é exatamente isso que seu cérebro (coordenado com seus olhos) está fazendo agora, ao ler este texto.

      (...)

(Revista SUPERinteressante. Editora Abril. Edição 395. Novembro 2018.Seção Psicologia, página 36) 

Afinal, por mais que você seja capaz de visualizar toda a cena ao mesmo tempo, só é capaz de realmente se concentrar nela se esquadrinhar um pedaço da imagem de cada vez.

Das afirmações apresentadas sobre palavras/expressões destacadas nas opções abaixo, apenas uma está INCORRETA, considerando-se aspectos gramaticais e semântico-textuais.

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1180Q712226 | Português, Sintaxe, Arquivista, Câmara de Cabo de Santo Agostinho PE, AOCP, 2019

Texto associado.

                                         Texto de apoio

                                       O que é ergonomia?


      Ergonomia é a área da ciência que estuda maneiras de facilitar nossa relação com objetos e máquinas. “Seu objetivo central é adaptar o trabalho ao ser humano, evitando que ocorra o contrário”, diz o engenheiro e doutor em ergonomia Laerte Idal Sznelwar, da Universidade de São Paulo (USP). O naturalista polonês Wojciech Jastrzebowski foi a primeira pessoa a usar o termo ergonomia – que em grego significa “princípios do trabalho” – num texto chamado The Science of Work (“A Ciência do Trabalho”), escrito em 1857. Um exemplo de aplicação dos princípios ergonômicos são os telefones com teclas. Os números não são dispostos por acaso em quatro fileiras com três botões cada. Antes de esse formato ser lançado, foram testados modelos com teclados circulares, diagonais e horizontais com duas fileiras de botões. Venceu a configuração que os estudiosos perceberam ser a mais confortável para os usuários.

      A ergonomia atual vai ainda mais longe e não fica só no desenho de objetos: as telas dos caixas eletrônicos, por exemplo, são projetadas com ícones grandes e fáceis de localizar. Por causa da variedade de aplicações, o trabalho em ergonomia é feito por vários profissionais, como engenheiros, arquitetos, médicos, fisioterapeutas e psicólogos. Nos últimos anos, os estudos nessa área ganharam destaque na criação de objetos que diminuam os riscos de lesões por esforços repetitivos, as famosas LER, que atacam, por exemplo, quem vive sentado diante do computador a maior parte do dia.


                                                     Na medida certa

              Mobílias e máquinas ergonômicas respeitam o corpo do usuário


Monitor bem posicionado: Permite olhar para a tela mantendo o pescoço em sua posição natural.

Apoio: Mantém os pés em posição confortável caso a mesa não tenha regulagem de altura.

Teclado ideal: Modelos com teclas que amorteçam os dedos evitam lesões como a tendinite.

Encosto ajustável: Adequa-se à curvatura lombar, evitando lesões nas costas. Mola amortecedora: Não deixa a coluna sofrer impactos bruscos.

Altura regulável: Permite manter os joelhos em um ângulo de 90º, deixando a circulação sanguínea livre.

Adaptado de: . Acesso em: 31 de outubro de 2019.



As orações reduzidas, iniciadas com verbos no gerúndio, podem estabelecer diferentes relações de sentido com as orações com as quais se articulam. Diante disso, assinale a alternativa que indica corretamente a função de tais orações nas seguintes frases:


I. Permite manter os joelhos em um ângulo de 90º, deixando a circulação sanguínea livre.

II. Adequa-se à curvatura lombar, evitando lesões nas costas.

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