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Questões de Concursos Sintaxe

Resolva questões de Sintaxe comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1801Q1058398 | Português, Sintaxe, Soldado da Polícia Militar, PM PR, IBFC, 2025

Texto associado.
Analise o texto abaixo para responder à questão.


Juventude apática “Que desalento é esse que está intoxicando garotos e garotas que deveriam estar em seu auge”


(Martha Medeiros)


Espero estar enganada, mas meu senso de observação, aliado a algumas matérias que andei lendo, tem me induzido a pensar que pessoas maduras, também conhecidas como velhas, continuam empolgadas com a vida, fazendo planos para o futuro e transando bem, obrigada, enquanto os jovens, que eram os que detinham o monopólio da vitalidade, estão entediados, apáticos, achando graça em nada. Alguém aí confirma?


Outro dia, estava conversando com amigos da minha faixa etária, todos entrados nos 60 e com filhos na casa dos 30, e a impressão deles era a mesma. A nova geração tem passado os dias com cara de paisagem. Eles trabalham desesperançados, não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana, logo esfriam. Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo, o pulso latejava. Um dia de sol na praia era um acontecimento. Um beijo roubado nos deixava insones. Abraçávamos nossas causas com inocência e ardor, nunca com ódio. Vibrávamos numa frequência positiva. Sorriso não era uma raridade em nosso rosto e não falávamos por monossílabos: palestrávamos em mesa de bar. Melancolia? De vez em quando, sucumbíamos a ela, claro. Éramos poetas, alguns trágicos, cortesia da arte e de suas consequênciasna alma, mas tudo era visto como privilégio da existência. Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade.


Que desalento é esse que está intoxicando garotos e garotas que deveriam estar em seu auge? São pouco afirmativos e não lutam por seus sonhos — nem mesmo sonham. Falta propósito. E o fracasso apavora. Contentam-se em ser uma eterna promessa e não estão entendendo que o tempo irá cobrar caro, um dia, pela postura blasé do “tanto faz”.


O excesso é cúmplice do vazio, uma dupla bandida. Excesso de informações, poucos empregos. Excesso de bocas, pouca intimidade. Os cardápios são fartos de “felicidade”: quanto mais é oferecido, mais confusos eles ficam, que caminho seguir? Nós também tivemos que fazer escolhas e as renúncias faziam parte do jogo, não paralisavam ninguém. Agora o rolê tonteia. Escolher só uma alternativa entre um milhão? Não conseguem. Nada se destaca, nada é especial. A banalidade dá o tom da conversa, que leva ao fastio, claro. Um minuto de atenção (se tanto) e já se trocou de desejo.


Não todos eles, amém. Há aqueles que ainda leem livros, o que ajuda a concentrar. Há os que se mantêm confiantes e interessados. E os que ainda param para escutar a nós, os velhos cheios de gás que parecem não se abalar com o planeta derretendo e com políticos dando show de insanidade. Galera, é no caos que a gente reage. Reajam.


(Disponível em: https://oglobo.globo.com/ela/marthamedeiros/coluna/2025/03/juventude-apatica.ghtml. Acesso em 12/04/2025)
No período “Há os que se mantêm confiantes e interessados.” (5º§), a grafia do verbo em destaque justifica-se, sintaticamente, por concordar com o sujeito:
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1802Q1045091 | Português, Sintaxe, Educação Especial, Prefeitura de Rio Claro SP, Avança SP, 2023

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A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…” Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?... Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira. Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecemse, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica. Vandireneacordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida. Kafka não significa nada para as baratas…


Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort e outras histórias. 7ª Ed. L&pm: Porto Alegre, 1985.
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:

I. “Maquiou-se.” II. “Morreu cinco minutos depois”
Em relação à regência, nas sentenças dadas, os verbos “maquiar” e “morrer” são, respectivamente:
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1804Q1039537 | Português, Sintaxe, Área Administrativa, TRT 7 Região CE, FCC, 2024

Texto associado.

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Um diálogo instrutivo


Muitos entusiastas da Inteligência Artificial (IA) continuam a insistir na venda da utopia de que as máquinas digitais não só serão capazes de simular a inteligência humana como, eventualmente, poderão superar a todos nós no nosso próprio jogo, o jogo de pensar, Se comportar e viver como seres humanos. Costumo, nas minhas aulas, utilizar um diálogo hipotético entre um neurocientista (N) e um pesquisador da área de inteligência artificial (PIA) para ilustrar o abismo que separa aqueles que, como eu, acreditam ser bem-vindo o uso da tecnologia para promover a melhoria da qualidade de vida das pessoas e aqueles que trabalham apenas com o objetivo de concretizar uma distopia. Eis aqui um momento desse diálogo:


N - Como você programaria o conceito de beleza em uma máquina da IA?


PIA - Defina um conceito de beleza para mim e eu posso programá-o.


N - Esse é o problema central. Eu não posso definir beleza — você também não pode, tampouco outro ser humano que jamais viveu e experimentou a sensação de deparar-se com a beleza.


PIA - Se você não pode defini-la de forma precisa, não posso programá-la, ela simplesmente não interessa. Ela não existe. E, como cientista computacional, não me importo com ela.


N - A sua mãe ou sua filha são bonitas?


PIA - Sim, elas são.


N - E você pode definir por quê?


PIA - Não, eu não posso. Não posso programar a minha experiência subjetiva e pessoal no meu computador. Portanto, ela não existe nem significa nada do ponto de vista científico.


N - Isso quer dizer que como você não pode quantificar a sensação de encontrar uma face bela, essa sensação é irrelevante?


PIA - Basicamente, sim! Você entendeu o meu ponto de vista.


Assustador como esse diálogo pode soar, quando milhões de pessoas vivendo nestes tempos modernos já decidiram que qualquer coisa que uma máquina não possa fazer é irrelevante para à humanidade.



(Adaptado de NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 1863-164)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
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1805Q1057039 | Português, Sintaxe, Praça de 2 Classe, Comando do 7 Distrito Naval, Marinha, 2019

Assinale a opção que apresenta a correta classificação da oração subordinada destacada em: "Mesmo que ele entregue os relatórios, ele será demitido.”
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1806Q1045835 | Português, Sintaxe, Ensino Especial, Prefeitura de Sena Madureira AC, DECORP, 2025

Texto associado.
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.

Presos na telinha

Estudos de imagem revelam dados preocupantes, especialmente para um cérebro em desenvolvimento: o excesso de exposição às telas está associado à redução de matéria branca e cinzenta do órgão. A internet está encolhendo cérebros

Paloma Oliveto | 12/02/25

No início dos anos 1980, a TV a cabo se popularizou nos Estados Unidos. Com o aumento da grade de programação, um novo medo foi desbloqueado entre a classe média: o da televisão "abduzir" crianças e adolescentes. Não a1 toa, é exatamente o que acontece em um dos filmes de terror de maior sucesso da época, Poltergeist (1982), no qual a menininha Caroline é literalmente sugada pelo aparelho.

Se, na obra escrita e produzida por Steven Spielberg, são fantasmas que puxam a protagonista-mirim para dentro da tela, na realidade, os pais temiam perder os filhos para o excesso de canais. De fato, a oferta excessiva de programas mudou a dinâmica das famílias.

Diversos estudos exploraram o impacto negativo da TV em aspectos do comportamento infantojuvenil, incluindo maus hábitos alimentares, sedentarismo, redução de atividades sociais e queda no interesse pelos estudos. Além disso, pesquisas de longo prazo não só nos Estados Unidos atestaram redução na leitura e na pontuação em testes cognitivos.

Mas mesmo quem cresceu com a "babá eletrônica" não estava preparado para o fenômeno que viria assombrar os pais décadas depois. O verdadeiro Poltergeist não viria da telona, mas da microtela dos smartphones, de onde 96% dos usuários de internet acessam a rede de computadores (dados do DataReportal).

Agora, não estamos mais falando de um punhado de canais de televisão, mas de um conteúdo infinito disponível em qualquer lugar, 24 horas por dia. Adolescentes passam, em média, nove horas conectados, um número conservador, considerando que as pesquisas sobre o tema trabalham, geralmente, com autorrelato.

Em um artigo para o site The Conversation, psiquiatras da Universidade Estadual de Wayne calcularam que, se uma pessoa passa "apenas" 50 horas por semana conectada entre os 13 e 18 anos, no fim, terá dedicado as2 telas mais do que os 12 anos passados na escola. Essa "graduação" on-line cobra seu preço: em todas as partes do mundo, independentemente da renda familiar, as estatísticas de ansiedade e de depressão entre crianças dispararam. Estudos de imagem revelam dados preocupantes, especialmente para um cérebro em desenvolvimento: o excesso de exposição as3 telas está associado a4 redução de matéria branca e cinzenta do órgão. A internet está encolhendo cérebros.

Assim como na televisão, nem tudo é lixo na rede. Nos anos 1970, uma pesquisa constatou que crianças que assistiam a5 Vila Sésamo tinham um nível de letramento superior — 80% do programa era de conteúdo educativo. Agora, um estudo recente também encontrou ganhos cognitivos entre meninos e meninas que acessam, como os pais, conteúdos de qualidade.

O problema é que, se na época de ouro da televisão, bastava desligar o botão para limitar a exposição, hoje, a não ser que os celulares sejam confiscados e trancafiados, é impossível fazer esse controle.

Em Poltergeist, com a ajuda de orações, a família de Caroline consegue expulsar os espíritos que puxavam a menina para dentro da tela. Agora, talvez precisemos de um exorcismo para arrancar as crianças de lá.

Paloma Oliveto (Repórter sênior) - Formada na Universidade de Brasília, é especializada na cobertura de ciência e saúde há mais de uma década. Entre as premiações recebidas, estão primeiro lugar no Grande Prêmio Ayrton Senna e menção honrosa no Prêmio Esso.

OLIVETO, Paloma. Presos na telinha. Correio Braziliense, 13 de fevereiro de 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/02/7058174-presos-na-telinha.html. Acesso em: 13 fev. 2025. Adaptado para esta avaliação.
Os conectivos sublinhados nos parágrafos iniciais do texto podem ser adequadamente substituídos por
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1807Q1057891 | Português, Sintaxe, Combatente, PM PB, IBFC, 2023

Texto associado.
Texto II
Cerca de 5.700 pessoas morrem afogadas no
Brasil a cada ano, diz entidade
Alerta é da Sociedade Brasileira de
Salvamento Aquático (Sobrasa)


Anualmente, cerca de 5.700 pessoas morrem por afogamento no Brasil, de acordo com informações da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), em balneários, rios e piscinas.
Segundo o Corpo de Bombeiros do Amazonas, que atende, em média, de 35 a 40 ocorrências de afogamentos por ano, a maior parte dos casos decorre de imprudência dos banhistas. Bombeiro salva-vidas de Manaus, cidade famosa pelas praias fluviais, o cabo Guaracy dá algumas dicas que ajudam a prevenir o risco de acidentes.[...]

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/cerca-de-5-
700-pessoas-morrem-afogadas-no-brasil-a-cada-ano-diz-entidade/.
Acesso: 13/08/2023. Adaptado)
No título e no primeiro parágrafo, ocorrem as seguintes construções: “morrem afogadas” e “morrem por afogamento”. Embora indiquem o mesmo sentido, exercem, respectivamente, as seguintes funções sintáticas:
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1808Q1054335 | Português, Sintaxe, Psicólogo Judiciário, TJ SP, VUNESP, 2025

Texto associado.

Leia o texto para responder a questão:


Medo de adversidades climáticas tem de

ser ressignificado em tempos de ecoansiedade

A ecoansiedade é o medo persistente de um colapso ambiental. Isso tem se tornado uma preocupação crescente, principalmente entre crianças e adolescentes. Mudanças climáticas, poluição e perda de biodiversidade estão mais evidentes. A atual juventude tem mais consciência quanto às questões ambientais que assolam o planeta. Entretanto, sentimentos de ansiedade, tristeza e impotência têm acompanhado tal percepção. Nesse cenário, familiares e educadores desempenham um papel fundamental para ajudar crianças e jovens a lidar com esses sentimentos, transformando o medo em ação e esperança.

Diferentemente de outros transtornos psiquiátricos, a ecoansiedade ainda não recebeu um diagnóstico clínico oficial. Contudo, seus efeitos são reais e significativos. Um estudo global publicado na revista The Lancet, em 2021, revelou que 59% dos jovens entre 16 e 25 anos estão preocupados com as mudanças climáticas. Muitos ainda relataram dificuldades ao imaginar um futuro cuja perspectiva fosse positiva. Tais sintomas são comumente identificados em países vulneráveis aos impactos ambientais. O Brasil é um dos lugares mais afetados por cataclismos ambientais, devido à ocorrência de enchentes, de queimadas e de secas.

Essa alteração no padrão de comportamento de jovens em todo o mundo exige uma abordagem sensível e prática de familiares e educadores. É um compromisso social validar tais problematizações. Muitas vezes, as queixas dessa população são minimizadas com expressões como “não se preocupe” ou “você é muito jovem para pensar nisso”. Tal reação gera frustração, isolando-os ainda mais. A empatia reforça a audiência desses indivíduos e lhes dá uma resposta que reconhece a seriedade das suas sensações. Frases como “entendo o que você está sentindo” ou “vamos pensar juntos em como podemos contribuir para a construção de um mundo melhor” ajudam a construir diálogos e criar vínculos emocionais mais consistentes.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.02.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase atende à norma- -padrão, considerando-se os aspectos de concordância, regência, emprego de pronome e colocação pronominal.
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1809Q991127 | Arquivologia, Sintaxe, Assistência Social, Prefeitura de Manaus AM, IBADE, 2024

Texto associado.

Leia a sinopse a seguir e responda à questão.

O Alquimista


O Alquimista é um best-seller do escritor brasileiro Paulo Coelho, publicado originalmente em 1988, em português. Sinopse:



O alquimista segue a jornada de um pastor andaluz chamado Santiago. Acreditando em um sonho recorrente de ser profético, ele decide viajar para uma adivinha Romani em uma cidade próxima para descobrir seu significado. A mulher interpreta o sonho como uma profecia dizendo ao menino que há um tesouro nas pirâmides no Egito.


No início de sua jornada, ele encontra um velho rei, cujo nome era Melquisedeque, que lhe diz para vender suas ovelhas para viajar para o Egito e introduz a ideia de uma Lenda Pessoal. Sua Lenda Pessoal é o que você sempre quis realizar. Todos, quando são jovens, sabem o que é a sua "Lenda Pessoal". Ele acrescenta que "quando você quer algo, todo o universo conspira para ajudá-lo a alcançá-lo". Este é o tema central do livro.


Ao longo do caminho, o menino encontra um inglês que veio em busca de um Alquimista e continua suas viagens com ele. Eles viajam pelo Saara e durante sua viagem, Santiago se encontra e se apaixona por uma bela mulher árabe chamada Fátima, que reside com seu clã perto de um oásis. Ele pede a Fátima para se casar com ele, mas ela diz que só vai casar com ele depois que ele completar sua jornada e encontrar seus tesouros. Ele fica perplexo com isso, mas depois descobre que o verdadeiro amor não vai parar nem implorar para sacrificar a sua Lenda Pessoal, e se isso acontecer, não é amor verdadeiro.


O menino então encontra um alquimista que também o ensina sobre Lendas Pessoais. Ele diz que as pessoas querem encontrar apenas o tesouro de suas Lendas Pessoais, mas não a própria Lenda Pessoal. O menino se sente inseguro sobre si mesmo enquanto escuta os ensinamentos do alquimista. O alquimista afirma: "Aqueles que não entenderem suas Lendas Pessoais não conseguirão compreender seus ensinamentos". É também afirmado que o tesouro é mais digno do que o ouro. O tema principal recorre através do romance, "Quando uma pessoa realmente deseja alguma coisa, todo o universo conspira para ajudar essa pessoa a realizar seu sonho".


https://pt.wikipedia.org/wiki/O Alquimista

“[...] quando você quer algo, todo o universo conspira para ajudá-lo a alcançá-lo.” 2º§

Os pronomes destacados nessa frase exercem a função sintática de:

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1810Q1058462 | Português, Sintaxe, Edital n 10, Comando do 1 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.
Texto 3
Perigos da dependência em jogos de apostas online
Com o avanço da tecnologia, os jogos de apostas online tornaram-se uma forma popular de entretenimento para muitas pessoas em todo o mundo. No entanto, por trás da diversão aparente, existe um perigo real: a dependência. Para compreender melhor os riscos desse mundo de novidades, é preciso explorar os fatores danosos associados a esse vício, com foco especial nas apostas esportivas, cujos impactos já se alastram incontrolavelmente, e demandam medidas de intervenção urgente.
Com o incontestável status de “país do futebol”, parece óbvio que as apostas que mais chamem a atenção no Brasil sejam ligadas a esse tema. É nesse contexto de paixão dos torcedores que as apostas esportivas, em especial as relacionadas ao futebol, acabam por se tornar uma das formas mais comuns desses jogos. Mas, embora haja regulamentação, o número ainda desmedido de anúncios a respeito, aliado à facilidade crescente de acesso a plataformas de apostas e à emoção de acompanhar os jogos em tempo real, podem levar à dependência em jogos de apostas online relativos a esse esporte.
Esse mal hábito pode ter diversos riscos e consequências, que não afetam apenas o individuo viciado, mas também o seu círculo familiar, os amigos próximos e a sociedade como um todo. Por estarem naturalmente mais vulneráveis, certos grupos populacionais são mais suscetíveis à dependência em jogos de apostas. Com as facilidades do acesso constante à internet, esses grupos atualmente incluem principalmente jovens, pessoas com problemas emocionais ou financeiros, além de indivíduos com histérico de dependência em outras áreas, como álcool ou drogas.
Embora seja um movimento contrário ao da publicidade desse gênero, é preciso que as autoridades reguladoras implementem restrições e limites rigorosos para mitigar os riscos associados ao jogo de aposta online. Essa ação inclui regras que levem em consideração a idade, limites de gastos e proibição desse tipo de publicidade veiculada em mídias abertas ou direcionada a grupos potencialmente vulneráveis.
Reconhecer os riscos associados a compulsividade no jogo e implementar medidas de prevenção e tratamento é passo essencial para enfrentar esse desafio crescente. Mas vale lembrar que essa realidade demanda uma abordagem multifacetada, que envolve conscientização publica, regulamentação rigorosa e suporte individualizado, a fim de que, trabalhando em conjunto, se possa ter alguma chance de reduzir os danos causados pela dependência em jogos de apostas online.
[Adaptado do site: https://www.marceloparazzi.com.br/blog/perigos-dadependenciaem-jogos-de-apostas-online/]
Assinale a opção em que o termo destacado exerce a mesma função sintática que a do trecho sublinhado em: *(...) que não afetam apenas o indivíduo viciado (...)". 3°§


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1811Q1057499 | Português, Sintaxe, Aeronavegantes e Não Aeronavegantes Turma 1, EEAR, Aeronáutica, 2022

Classifique sintaticamente os termos em destaque e assinale a alternativa com a sequência correta.
“Se você vier me perguntar por onde andei No tempo em que você sonhava De olhos abertos lhe direi Amigo eu me desesperava” (Belchior)
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1812Q1090274 | Português, Sintaxe, Auxiliar de Contabilidade, Prefeitura de Arabutã SC, AMAUC, 2025

Texto associado.

A segunda vida da saudade


A saudade é uma repescagem. Pela saudade, você descobre que ama alguém mais do que imaginava: é uma necessidade de companhia despertada pela solidão mais funda.


A saudade é um GPS do coração. Você se vê desorientado, longe de um destino, e percebe o valor de uma presença que completa o seu humor, acolhe seus defeitos e ilumina seus dias.


É uma lembrança a dois. Diferente da nostalgia, que é pessoal e intransferível, a saudade se partilha, sofre junto. A nostalgia é encerrada; a saudade é um sentimento em progresso.


Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações. Não é julgamento do outro, mas de si mesmo com o outro. Uma justiça emocional que tenta consertar omissões e faltas de gentileza.


Ela começa no medo para vencer o medo. Ensina coragem para defender sua autenticidade, enfrentando preconceitos e opiniões alheias. Fortalece vínculos, aponta quem merece permanecer.


A saudade não deixa ninguém para trás. Emparelha almas, sincroniza pensamentos. Consegue ser perdão e gratidão ao mesmo tempo.


É a memória, no período de escassez, de tudo o que foi bom. Um trailer do fim que não queremos assistir. Uma despedida dentro do encontro. Um adeus ensaiado que vira vínculo duradouro e definitivo.

Texto Adaptado

CARPINEJAR, Fabrício. A segunda vida da saudade. O Tempo, 26 set. 2025. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/9/26/a-seg unda-vida-da-saudade . Acesso em: 26 out. 2025.

Considerando a norma padrão da língua portuguesa e a regência verbal dos verbos empregados em "Pela saudade, você revisa seus atos e reconhece suas limitações", assinale a alternativa correta quanto ao emprego das formas verbais e às relações sintático-semânticas estabelecidas.
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1813Q1058091 | Português, Sintaxe, Oficiais, Comando do 5 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.

ÁGUAS DO MAR


Aí está ele, o mar, a mais ininteligível das existências não humanas. E aqui está a mulher, de pé na praia, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fez um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornouse o mais ininteligível dos seres vivos. Ela e o mar.

Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões.

Ela olha o mar, é o que pode fazer. Ele só lhe é delimitado pela linha do horizonte, isto é, pela sua incapacidade humana de ver a curvatura da terra.

São seis horas da manhã. Só um cão livre hesita na praia, um cão negro. Por que é que um cão é tão livre? Porque ele é o mistério vivo que não se indaga. A mulher hesita porque vai entrar.

Seu corpo se consola com sua própria exiguidade em relação à vastidão do mar porque é a exiguidade do corpo que o permite manter-se quente e é essa exiguidade que a torna pobre e livre gente, com sua parte de liberdade de cão nas areias. Esse corpo entrará no ilimitado frio que sem raiva ruge no silêncio das seis horas. A mulher não está sabendo: mas está cumprindo uma coragem. Com a praia vazia nessa hora da manhä, ela não tem o exemplo de outros humanos que transformam a entrada no mar em simples jogo leviano de viver. Ela está sozinha. O mar salgado não é sozinho porque é salgado e grande, e isso é uma realização. Nessa hora ela se conhece menos ainda do que conhece o mar. Sua coragem é a de, não se conhecendo, no entanto, prosseguir. É fatal não se conhecer, e não se conhecer exige coragem.

Vai entrando. A água salgada é de um frio que lhe arrepia em ritual as pernas. Mas uma alegria fatal -a alegria é uma fatalidade - já a tomou, embora nem lhe ocorra sorrir. Pelo contrário, está muito séria. O cheiro é de uma maresia tonteante que a desperta de seus mais adormecidos sonos seculares. E agora ela está alerta, mesmo sem pensar, como um caçador está alerta sem pensar. A mulher é agora uma compacta e uma leve e uma aguda - e abre caminho na gelidez que, líquida, se opõe a ela, e no entanto a deixa entrar, como no amor em que a oposição pode ser um pedido.

O caminho lento aumenta sua coragem secreta. E de repente ela se deixa cobrir pela primeira onda. O sal, o iodo, tudo líquido, deixam-na por uns instantes cega, toda escorrendo - espantada de pé, fertilizada.

Agora o frio se transforma em frígido. Avançando, ela abre o mar pelo meio. Já não precisa da coragem, agora já é antiga no ritual. Abaixa a cabeça dentro do brilho do mar, e retira uma cabeleira que sai escorrendo toda sobre os olhos salgados que ardem. Brinca com a mão na água, pausada, os cabelos ao sol quase imediatamente já estão se endurecendo de sal. Com a concha das mãos faz o que sempre fez no mar, e coma altivez dos que nunca darão explicação nem a eles mesmos: com a concha das mãos cheias de água, bebe em goles grandes bons.

E era isso o que lhe estava faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem. Agora elaestá toda igual a si mesma. A garganta alimentada se constringe pelo sal, os olhos avermelham-se pelo sal secado pelo sol, as ondas suaves lhe batem e voltam pois ela é um anteparo compacto.

Mergulha de novo, de novo bebe, mais água, agora sem sofreguidão pois não precisa mais. Ela é a amante que sabe que terá tudo de novo. O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe оque quer. Quer ficar de pé parada no mar. Assim fica. pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate. A mulher não recebe transmissões. Não precisa de comunicação.

Depois caminha dentro da água de volta à praia. Não está caminhando sobre as águas - ah nunca faria isso depois que há milênios já andaram sobre as águas - mas ninguém Ihe tira isso: caminhar dentro das águas. Às vezes o mar lhe opõe resistência puxando-a com força para trás, mas então a proa da mulher avança um pouco mais dura e áspera.

E agora pisa na areia. Sabe que está brilhando de água, e sal e sol. Mesmo que o esqueça daqui a uns minutos, nunca poderá perder tudo isso. E sabe de algum modo obscuro que seus cabelos escorridos são de náufrago. Porque sabe - sabe que fez um perigo. Um perigo tão antigo quanto o ser humano.


LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2020.

Assinale a opção em que o termo destacado exerce a mesma função sintática que a do trecho sublinhado em: "Esse corpo entrará no ilimitado frio (...)". 5° §
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1814Q1034822 | Português, Sintaxe, Atividades Técnicas de Suporte, MinC, FGV, 2024

Assinale a alternativa em que o elemento destacado não funciona como predicativo do sujeito.
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1815Q1083208 | Português, Sintaxe, Diretor e Vice Diretor, Prefeitura de Unaí MG, EVO Concursos, 2025

Leia o texto e responda o que se pede:

“Na escola municipal professor Odilon Peres o recreio é animado. Por ser uma escola de educação fundamental I, com crianças menores de 10 anos, a animação é geral. A criançada corre de um lado para outro. De repente Maria grita: Tenho medo de baratas. correu para acalmar a aluna e tudo voltou ao normal.

No texto acima, a expressão em negrito tem a função de:

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1816Q1045094 | Português, Sintaxe, Educação Especial, Prefeitura de Rio Claro SP, Avança SP, 2023

Assinale a alternativa que apresenta uma oração adverbial que exprima sentido concessivo.
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1817Q1074542 | Português, Sintaxe, Auxiliar de Gestão, AgSUS, FGV, 2025

O escritor francês Balzac é o autor da seguinte frase:

“A admiração é sempre um cansaço para a espécie humana.”

Essa frase foi reescrita de diversos modos; a forma de reescrevê-la que se mostra inadequada por modificar o seu sentido original é:
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1818Q886137 | Português, Sintaxe, Guarda Municipal, Prefeitura de Vitória ES, FGV, 2024

Na conhecida frase “Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado”, a circunstância expressa pela oração subordinada é a mesma observada em
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1819Q1062552 | Português, Sintaxe, Técnico Federal de Controle Externo, TCU, CESPE CEBRASPE, 2025

Texto associado.
Texto CB1A1

Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente.

Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas.

Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca.

O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada.

Fábio Túlio Filgueiras Nogueira. O tribunal de contas contemporâneo, o processo de transformação e a pandemia. In: Edilberto Carlos Pontes Lima (coord.). Os tribunais de contas, a pandemia e o futuro do controle. Belo Horizonte: Fórum, 2021, p. 245-254 (com adaptações)

Julgue o item a seguir, referente a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.

No terceiro período do primeiro parágrafo, o segmento “a vestimenta outrora usada” funciona como sujeito da oração cujo núcleo é a forma verbal “passará”.

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1820Q1058214 | Português, Sintaxe, Médio, Comando do 5 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.
Texto 1

Redes sociais são amigas ou inimigas da saúde mental de jovens?

Com o uso generalizado e quase constante de redes sociais, têm surgido debates sobre seus impactos na salde mental, especialmente dos mais jovens. A popularização dessas preocupações levou pesquisadores de diversas áreas a se dedicarem a compreender as nuances dessa relação. Afinal, o que revelam as evidências sobre o tema?

A pesquisa de Sumer Vaid e outros autores introduziu o conceito de “sensibilidade as mídias sociais" para explorar como a relação entre o uso de mídias sociais e o bem-estar varia entre diferentes indivíduos e contextos. O estudo revelou que na média há uma pequena associação negativa entre o uso das redes e o bem-estar subsequente. Contudo essa associação variava muito a depender de outras características dos participantes.

Por exemplo, indivíduos com disposições psicológicas vulneráveis, como depressão, solidão ou insatisfação com a vida, tendiam a experimentar uma sensibilidade negativa mais acentuada em comparação com aqueles não vulneráveis, Além disso, certos contextos físicos e sociais de uso das redes intensificaram essa sensibilidade negativa, sugerindo que a sua influência na saúde mental é multifacetada e dependente do contexto.

Já Amy Orben e outros pesquisadores decidiram investigar como o uso de redes sociais influencia a satisfação com a vida apenas em certas fases de desenvolvimento, como a puberdade e a transição para a independência, aos 19 anos. Isso destaca como as transformações neurocognitivas e sociais da adolescência podem intensificar o impacto das redes.

Dado o papel crucial das interações nessa idade, as redes sociais, que medem aprovação social por meio de "curtidas"”, podem exacerbar preocupações com autoestima e aceitação. Apesar dessas descobertas, os autores recomendam mais estudos sobre o uso de mídias em diferentes estágios de desenvolvimento, para entender melhor essa interação e formular politicas de proteção à saúde mental dos adolescentes nesta era digital.

Nesse sentido, a psicóloga e pesquisadora Candice Odgers defende cautela para as interpretações das pesquisas que estabelecem uma ligação direta entre o uso de redes sociais e o surgimento de problemas de saúde mental. Odgers adverte que, apesar das preocupações legitimas acerca de seus impactos adversos, as evidências cientificas atuais não confirmam uma relação causal direta. Ela enfatiza a importância de distinguir entre correlação e causalidade e de considerar a influência de uma série de fatores genéticos e ambientais no bem-estar.

Então, enquanto algumas pesquisas sugerem uma associação negativa entre o uso de mídias sociais e a saúde mental, é crucial reconhecer a diversidade de experiências entre os usuários. Fatores como disposições psicológicas, contextos de uso e a natureza interativa das plataformas sociais desempenham papéis significativos nessa equação, de acordo com ponderações desses mesmos estudos.

O fato é que as redes vieram para ficar. Até o momento, os resultados das pesquisas enfatizam a importância de adotar uma perspectiva mais abrangente e individualizada ao examinar seus impactos.

Educadores, pais, legisladores e o setor de tecnologia precisam, antes de tudo, reconhecer a complexidade envolvida para então formular estratégias que minimizem os riscos associados ao uso dessas plataformas. No entanto, não podemos negligenciar os benefícios que elas oferecem, como a interação social com pessoas distantes e o acesso à informação, que podem ser benéficos para muitos.

Se não considerarmos esses fatores, corremos o risco de, ao buscar um culpado para os problemas de saúde mental de nossa época, ficarmos sem soluções efetivas e descartarmos o que há de bom.


BIZARRIA, Deborah. Folha de São Paulo, 5.4.24,
Em qual alternativa o termo destacado é um sujeito?
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