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Questões de Concursos Sintaxe

Resolva questões de Sintaxe comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


361Q109918 | Português, Sintaxe, Analista de Controle Externo Planejamento e Gestão, TCU, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Imagem 002.jpg

Julgue os seguintes itens, que se referem a aspectos lingüísticos
do texto.

A forma verbal formam (l.31) está flexionada na terceira pessoa do plural para concordar com a idéia de coletividade que a palavra povo (l.32) expressa.

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362Q203030 | Português, Sintaxe, Escriturário, Banco do Brasil, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Texto para os itens de 1 a 14

1 Os bancos médios alcançaram um de seus
melhores anos em 2006. A rigor, essas instituições não
optaram por nenhuma profunda ou surpreendente mudança
4 de foco estratégico. Bem ao contrário, elas apenas voltaram
a atuar essencialmente como bancos: no ano passado a
carteira de crédito dessas casas bancárias cresceu 39,2%,
7 enquanto a carteira dos dez maiores bancos do país
aumentou 26,2%, ambos com referência a 2005.
É apressado asseverar que essa expansão do
10 segmento possa gerar maior concorrência no setor. Vale
lembrar, apenas como comparação, que a chegada dos
bancos estrangeiros (nos anos 90) não surtiu o efeito
13 esperado quanto à concorrência bancária. Os bancos
estrangeiros cobram o preço mais alto em 21 tarifas. E os
bancos privados nacionais, médios e grandes, têm os preços
16 mais altos em outras 21. O tamanho do banco não determina
oempenho na cobrança de tarifas. O principal motivo da
fraca aceleração da concorrência do sistema bancário é a
19 permanência dos altos spreads, a diferença entre o que o
banco paga ao captar e o que cobra ao emprestar, que não se
altera muito, entre instituições grandes ou médias.
22 Vale notar, também, que os bons resultados dos
bancos médios brasileiros atraíram grandes instituições do
setor bancário internacional interessadas em participação
25 segmentada em forma de parceria. O Sistema Financeiro
Nacional só tem a ganhar com esse tipo de integração. Dessa
forma, o cenário, no médio prazo, é de acelerado movimento
28 de fusões entre bancos médios, processo que já começou.
Será um novo capítulo da história bancária do país.


Gazeta Mercantil, Editorial, 28/3/2007.

Estaria gramaticalmente correta a inserção da conjunção Portanto, seguida de vírgula, antes de "O tamanho do banco" (L16), com ajuste na inicial maiúscula.

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363Q597030 | Português, Sintaxe, Oficial de 2a Classe, Colégio Naval, Marinha

Assinale a opção em que a concordância verbal está correta, tendo em vista a norma padrão.
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364Q851012 | Português, Sintaxe, Técnico de Enfermagem, CPCON, 2020

Analise o emprego dos verbos existir e saber no fragmento transcrito a seguir, extraído da reportagem “O PARQUE DOS DINOSSAROS” (Veja, 25/09/19), com atenção para o aspecto da concordância verbal.
“No total, existem no momento dezesseis diplomatas no ostracismo, e a maioria não sabe direito como foi parar nessa situação e se ainda tem alguma chance de obter um posto de verdade no ministério. O custo desse desperdício de experiência é de cerca de 4,5 milhões de reais por ano”.
Avalie as proposições com (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas :
( ) Está correto o emprego do verbo “existir” no plural, pois está em harmonia com o sujeito posposto “dezesseis diplomatas”. ( ) Considerando no contexto frasal, a possível correspondência entre os verbos “existir” e “haver”, o verbo “existir” admitiria o uso no singular, sem constituir erro gramatical. ( ) Está correto o uso do verbo “saber” no singular, pois a concordância se dá entre o verbo e o núcleo gramatical “maioria”, formalmente no singular, apesar da noção de plural. ( ) Substituindo-se “a maioria” por “a maioria desses diplomatas”, o verbo “saber” admitiria as duas formas - singular ou plural, neste último caso, concordando com o adjunto e não com o núcleo.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parentes é:
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365Q848229 | Português, Sintaxe, Agente Administrativo, EDUCA, 2020

Leia o texto I para responder à questão.


Bonecas negras representam apenas 6% dos modelos disponíveis no mercado

Bonecas negras representam apenas 6% dos modelos fabricados pelas principais marcas que comercializam esses brinquedos no Brasil, de acordo com o levantamento Cadê Nossa Boneca, feito pela organização Avante - Educação e Mobilização Social. O percentual é inferior aos 7% registrados no levantamento feito em 2018.

O levantamento foi feito em agosto deste ano, em sites de comércio virtual de 14 dos 22 fabricantes de brinquedos associados a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq). Segundo a pesquisa, oito sites estavam em manutenção. Dentre as empresas analisadas, apenas oito possuíam bonecas negras nos respectivos inventários. Em todos eles, segundo o estudo, a proporção de modelos de bonecas negras em relação às bonecas brancas é inferior a 20%.

“Se sair na rua e olhar o comércio, você vai saber”, diz a psicóloga, consultora associada da Avante e uma das idealizadoras da campanha Ana Marcílio. “Você conta as bonecas na vitrine, conta as lojas com vitrine com bonecas pretas e depois conta o número de bonecas em cada loja, você vai ver que é irrisório”, acrescenta. 

O movimento Cadê Nossa Boneca nasceu do sonho de Ana Marcilio, Mylene Alves e Raquel Rocha, de verem vitrines mais diversas e brinquedos que de fato representassem a sociedade brasileira, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem 56,1% da população formada por pessoas negras. O levantamento foi feito em 2016, 2018 e agora, em 2020 e a porcentagem de modelos disponíveis no mercado pouco mudou. Em 2016 era 6,3, passando para 7% e, agora, para 6%.

Ana explica que é na infância que as crianças constroem o imaginário, daí a importância que, em uma sociedade majoritariamente negra, isso seja retratado como algo positivo. Ter apenas referenciais brancos, magros e loiros faz com que se entenda que esse é o referencial de beleza. “O impacto da boneca é esse. Da boneca preta também é esse. Imagina ter rastas, blacks, uma diversidade de cortes e penteados afro descendentes e africanos, diversos tipos de tranças, ter tudo isso em uma vitrine, uma vitrine toda diversificada. A criança vai querer ter aquele cabelo, vai achar aquele cabelo bonito”, diz.

O impacto de crianças, sejam elas brancas ou negras, terem acesso a bonecas de cores diversas pode chegar na fase adulta, ajudando a combater o racismo, de acordo com a psicóloga. “Se a gente não tiver esse imaginário simbólico, como é que a gente vai quebrar o racismo? O racismo se materializa nas mortes que a gente tem, nas inúmeras vidas ceifadas precocemente, seja pela inoperância do sistema público na saúde e educação, seja nas mortes através das polícias e milícias, que têm dizimado as periferias. A construção do imaginário tem tudo a ver com o número de mortes e violência que a gente vive nesse país e no mundo afora”, diz.

Fonte: https://www.brasil247.com

Em: “A criança vai querer ter aquele cabelo, vai achar aquele cabelo bonito”, diz”, temos
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366Q688538 | Português, Sintaxe, Assistente em Administração, UFF, COSEAC, 2019

Texto associado.
TEXTO 1

APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA

                    Eu tenho o sono muito leve, e numa noite
                dessas notei que havia alguém andando
                sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em
                silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que
5              vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela
                janela do banheiro. Como minha casa era muito
                segura, com grades nas janelas e trancas internas nas
                portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro
                que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando
10            tranquilamente.
                    Liguei baixinho para a polícia, informei a
                situação e o meu endereço.
                    Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou
                se já estava no interior da casa.
15                Esclareci que não e disseram-me que não
                havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que
                iriam mandar alguém assim que fosse possível.
                    Um minuto depois, liguei de novo e disse com a
                voz calma:
20                 — Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém
                no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já
                matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12,
                que tenho guardada em casa para estas situações. O
                tiro fez um estrago danado no cara!
25                  Passados menos de três minutos, estavam na
                minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma
                unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos
                direitos humanos, que não perderiam isso por nada
                neste mundo.
30                  Eles prenderam o ladrão em flagrante, que
                ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez
                ele estivesse pensando que aquela era a casa do
                    Comandante da Polícia.
                    No meio do tumulto, um tenente se aproximou
35             de mim e disse:
                    — Pensei que tivesse dito que tinha matado o
                ladrão.
                        Eu respondi:
                        — Pensei que tivesse dito que não havia
40             ninguém disponível.

                                VERÍSSIMO, Luís Fernando. Aprenda a chamar a polícia.
                                                                                                        Disponível em:
                      https://portuguesemdestaque.blogspot.com/p/cronicas.html.
                                                                                               Acesso em jan. 2019.
Na passagem “Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.” (linhas 1-3), a relação estabelecida pelo conector “e” é de 
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367Q200726 | Português, Sintaxe, Escriturário, Banco do Brasil, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

1 A indústria armamentista movimenta anualmente cerca de 800 bilhões de dólares. É uma quantia equivalente a 2,5% do PIB mundial. Com um investimento de apenas 8 bilhões de dólares - 4 menos do que quatro dias de gastos militares mundiais -, todas as crianças do planeta que hoje estão fora da escola poderiam freqüentar uma sala de aula. Aliás, a fabricação de um único tanque de guerra 7 consome o equivalente à construção de 520 salas de aula, e o custo de um avião de caça supersônico daria para equipar 40 mil consultórios médicos.

"O desperdício da indústria da guerra". In: Família Cristã, ano 68, n./ 795, mar./2002, p. 12 (com adaptações).

A partir do texto acima, julgue os itens subseqüentes.

O emprego de cada no lugar de "todas as" (l.4) preservaria a quantificação de totalidade para "crianças" (l.5), mas exigiria ajustes de concordância na oração.

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368Q116156 | Português, Sintaxe, Analista de Sistemas, CAMARA SJC, FIP

Assinale a alternativa que apresenta erro de concordância verbal:

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369Q681735 | Português, Sintaxe, Assistente Administrativo de Fomento, AFAP, FCC, 2019

Texto associado.
 Mais da metade da população mundial usa internet 
Cerca de 3,9 bilhões de pessoas usam a internet em todo o mundo atualmente, o que representa mais da metade da população mundial - informou a ONU na sexta-feira (7 de dezembro de 2018). A agência da ONU para informação e comunicação, a UIT, indicou que, até o final de 2018, 51,2% da população mundial estará usando a internet. “Até o final de 2018, teremos ultrapassado a marca de 50% do uso da internet”, afirmou o diretor da UIT, Houlin Zhou, em um comunicado. “Esse é um passo importante para uma sociedade global da informação mais inclusiva”, disse ele. Segundo a UIT, os países mais ricos do planeta registraram um crescimento sólido no uso da internet, que passou de 51,3% de suas populações, em 2005, para atuais 80,9%. (Texto adaptado. Disponível em: https://exame.abril.com.br)
Considerando as regras de regência, o vocábulo sublinhado em o que representa mais da metade da população mundial (1° parágrafo) estará corretamente substituído, sem qualquer outra alteração no trecho, por
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370Q699144 | Português, Sintaxe, Advogado, Prefeitura de Monte Alegre do Piauí PI, Crescer Consultoria, 2019

Texto associado.
TEXTO 
 
1    Ética, justiça e progresso são equânimes e escudos protetores do cidadão. A falta de ética mutila
2 o progresso, a ordem e a vida de pessoas e, às vezes, de gerações sucessivas. Mentira, incompetência,
3 inabilidade e retórica sempre enganam. Inúmeros empreendimentos frustraram, fracassaram e faliram nos
4 últimos anos em consequência de crises e espertezas de gente maldosa.
5 Engana-se quem pensa que o Brasil está ou vai mudar tão breve. Sistemas,  órgãos, partidos e
6 políticos revelam poderes, individualidade e egocentrismo. No outro lado do balcão, lideranças de
7 múltiplas esferas exibem limitações, carências, medos e dificuldades de falar a verdade e a linguagem do 
8 cidadão universal. Vivências, convivências e televivências privilegiam sobremaneira facilidades e
9 superficialidades.
10    O Brasil é o maior país do mundo de necessidades, carências e potencialidades. O velho ser 
11 humano, o estado gordo, a casa grande, a senzala, o povo teleguiado resistem e não querem renovação.
12 Quando e onde não há evolução partilhada, solidariedade, interatividade, criatividade, somatória de
13 testemunhos e bons exemplos, não há bem estar, multiplicação de oportunidades, progresso coletivo. 
14    Ética, moral, transparência, liberdade e respeito mútuo são as mais poderosas forças modernas
15 do desenvolvimento, da dignidade e da vida. Educação holística, clareza de horizontes e valores estáveis
16 são órgãos vitais para sobreviver de forma digna, pacífica e prazerosa. Em qualquer tempo e circunstância,
17 projetos, sonhos, ideais, destinos e esperanças envolvem sacrifícios, participação, trabalho, disposição, 
18 ânimo, coragem e amor.
19    Essencialmente, progresso e ética dignificam e igualam os seres humanos. Valores morais estão
20 integralmente associados ao desenvolvimento social, econômico, científico e técnico das nações 
21 modernas. Educação integral de qualidade dignifica e livra o povo da submissão, da pobreza e da
22 desesperança. Insistimos, o Brasil está fortemente cicatrizado e contaminado por células, vícios, 
23 costumes, cultura e hábitos imorais.
24    É hora que escolas, universidades, Igreja, meios de comunicação, governantes assumir a 
25 responsabilidade de instituições sábias, entes legítimos e agentes privilegiados de transformação, 
26 formação, fomentação e, até, de salvação. Eis, pois, as vias rápidas e verdes para vivenciar o céu risonho
27 na terra, a aurora dos sonhos dos brasileiros, o despertar dos incomodados e acomodados, a vitória da
28 Pátria que amamos. 28
 
Pedro Antônio Bernardi, economista, jornalista e professor.  
Fonte: https://www.diarioinduscom.com/progresso-e-etica-sao-baluartes-da-ordem-e-do-bem-estar/ 
Lei as assertivas abaixo:
I. “É hora que escolas, universidades, Igreja, meios de comunicação, governantes assumir a responsabilidade de instituições sábias, (...).” (L.24/25). 
II. Eis, pois, as vias rápidas e verdes para vivenciar o céu risonho na terra, (L.26/27). Em relação ao I, o termo em negrito do segundo fragmento expressa uma ideia de
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371Q857375 | Português, Sintaxe, Câmara de Divino MG Secretário Adjunto, GUALIMP, 2020

Leia o período: “A menina não se aborrecerá, a menos que alguém entre em seu quarto.”. Como pode ser classificada a oração destacada?
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372Q205039 | Português, Sintaxe, Escriturário, Banco do Brasil, FCC

Texto associado.

Atenção: As questões de números 11 a 17 referem-se ao
texto abaixo.
Após a I Guerra Mundial, os europeus passaram a olhar
de maneira diferente para si mesmos e sua civilização. Parecia
que na ciência e na tecnologia haviam desencadeado forças
que não podiam controlar, e a crença na estabilidade e
segurança da civilização européia revelou-se uma ilusão.
Também ilusória era a expectativa de que a razão baniria as
marcas remanescentes de escuridão, ignorância e injustiça, e
anunciaria uma era de progresso incessante. Os intelectuais
europeus sentiam que estavam vivendo num "mundo falido".
Numa era de extrema brutalidade e irracionalidade ativa, os
valores da velha Europa pareciam irrecuperáveis. "Todas as
grandes palavras", escreveu D. H. Lawrence, "foram invalidadas
para esta geração". As fissuras que se discerniam na civilização
européia antes de 1914 haviam se tornado maiores e mais
profundas. É evidente que havia também os otimistas
?aqueles
que encontraram motivo para esperança na Sociedade das
Nações, no abrandamento das tensões internacionais e na
melhoria das condições econômicas em meados da década de
1920. Entretanto, a Grande Depressão e o triunfo do
totalitarismo intensificaram os sentimentos de dúvida e
desilusão.
(Adaptado de PERRY, Marvin, Civilização ocidental: uma
história concisa. Trad. Waltensir Dutra/ Silvana Vieira. 2ed., São
Paulo: Martins Fontes, 1999, p.588.)

Segmentos do texto foram alterados. A nova frase que apresenta concordância em conformidade com o padrão culto é:

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373Q854839 | Português, Sintaxe, Auxiliar de Consultorio Dentario, FACET Concursos, 2020

Louco amor

(Ferreira Gullar)

     Era dado a paixões, desde menino. Na escola, aos oito anos, sentava-se ao lado de Nevinha, que tinha a mesma idade que ele e uns olhos que pareciam fechados: dois traços no rosto redondo e sorridente. Quando se vestia, de manhã cedo, para ir à escola, pensava nela e queria ir correndo encontrá-la. Puxava conversa a ponto da professora ralhar. Mas, chegaram as férias de dezembro, perguntou onde ela ia passá-las.

“No inferno”, respondeu. Ele se espantou, ela riu. “É como minha mãe chama o sítio de meus avós em Codó.” No ano seguinte, sua mãe o matriculou numa escola mais perto de sua casa e ele nunca mais viu Nevinha.

     Na nova escola, enamorou-se de Teca, que tinha duas tranças compridas caídas nos ombros. Era engraçada e sapeca, brincava com todo mundo e não dava atenção a ele. Já no ginásio, foi a Lúcia, de olhos fundos, silenciosa, quase não ria. Amor à distância. Uma vez ela deixa cair o estojo de lápis e ele, prestimoso, o juntou no chão, e lhe entregou. Ela riu, agradecida. 

     Enlouqueceu mesmo foi pela Paula, de 15 anos, quando ele já tinha 22 e se tornara pintor. Era filha de Bonetti, seu professor na Escola de Belas Artes e cuja casa passou a frequentar, bem como outros colegas de turma. A coisa nasceu sem que ele se desse conta, já que a via como uma menina. Mas, certo dia, acordou com a lembrança dela na mente, o perfil bem desenhado, o nariz, os lábios, os olhos inteligentes. Ela era muito inteligente, falava francês, já que vivera com os pais em Paris e lá estudara. A partir daquela manhã, quando visitava o professor era, na verdade, para revêla. De volta a seu quarto, no Catete, sentia sua falta e inventava pretextos para visitas. Ficava a olhá-la, o coração batendo forte, louco para tomar-lhe as mãos e dizer-lhe: “Eu te amo, Paula”.

     Mas não se atrevia, embora já não conseguisse pintar nem sair com os amigos sem pensar no momento em que declararia a ela o seu amor. Mas não o fazia e já agora custava a dormir e, quando dormia, sonhava com ela. Mas eis que, numa das visitas à casa do professor, não a encontrou. Puxou conversa com a mãe dela e soube que havia ido ao cinema com um primo. Quando chegou, foi em companhia dele, de mãos dadas. Era o Eduardo, que chegara dos Estados Unidos, onde se formara.

     Sentiu que o mundo ia desabar sobre sua cabeça, mal conseguia ver os dois, sentados no divã da sala, cochichando e rindo, encantados um com o outro.

    Agora, acordar de manhã era um suplício, já que a lembrança dela não lhe saía da cabeça. Evitava agora ir à casa de Bonetti, que, estranhando-lhe a ausência, telefonava para convidá-lo. Temia ir lá, mas terminava indo, porque pelo menos podia revê-la, mas voltava para casa arrasado. Muitas vezes nem entrava em casa, com medo de se defrontar com a insuportável realidade. Ficava pela rua andando à toa, até altas horas da noite. Decidiu entregar-se totalmente a sua pintura, comprou telas novas, tintas novas, mas postado em frente ao cavalete, tudo o que conseguia era pensar nela. “Então, vou fazer dela o tema de meus quadros”, decidiu-se e iniciou uma série de retratos dela, que eram antes alegorias patéticas e dolorosas. Os colegas gostaram e contaram ao Bonetti, que pediu para vê-los. Levou-lhe alguns dos quadros, que mereceram dele entusiasmados elogios. Paula, depois de elogiá-los, observou: “Ela parece comigo!”. Ele a fitou nos olhos: “Ela é você”. Sem entender, ela sorriu lisonjeada. 

    Paula e o primo se casaram e foram morar nos Estados Unidos. Júlio ganhou um prêmio de viagem ao exterior e foi conhecer os museus da Europa, fixandose em Paris, que era na época o centro irradiador de arte e literatura. De volta ao Brasil, conheceu Camila, com quem se casou e teve dois filhos, uma menina e um menino, que hoje estão casados e lhe deram netos. Quanto a Paula, de que nunca mais tivera notícias, soube que se separara do marido e voltara ao Brasil, indo morar em São Paulo.

     Júlio e Bonetti continuaram amigos. Já sem a mesma frequência, ia visitá-lo naquele mesmo apartamento de Botafogo, onde viveu com a mesma mulher, mãe de Paula. Morreu dormindo, como queria. Júlio foi ao velório, no Cemitério de São João Batista, onde ele encontrou Paula, quarenta anos depois.

    Ela estava sentada junto ao caixão, ao lado de uma moça. “Júlio foi amigo de meu pai a vida toda... Me conheceu menina.”

     Falou aquilo com toda a naturalidade. “Que estranha é a vida”, pensou ele, fitando o rosto da mocinha que jamais poderia ter sido filha sua.

Gullar, Ferreira. A alquimia na quitanda: artes, bichos e barulhos nas melhores crônicas do poeta. São Paulo: Três Estrelas, 2016.

A passagem adiante servirá de base para a próxima questão:

“A coisa nasceu sem que ele se desse conta, que a via como uma menina.”

Aponte a relação de sentido fixado pelo convectivo grifado em relação à construção antecedente:

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374Q711487 | Português, Sintaxe, Administrador, UNIRIO, CESGRANRIO, 2019

Texto associado.
Texto I

                      Obsolescência programada:  
            inimiga ou parceira do consumidor?
    Obsolescência programada é exercida quando
    um produto tem vida útil menor do que a tecnologia
    permitiria, motivando a compra de um novo modelo
    — eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são
5 exemplos evidentes dessa prática. Uma câmera com
    uma resolução melhor pode motivar a compra de um
    novo celular, ainda que o modelo anterior funcione
    perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode
    ser vista como inimiga do consumidor, uma vez que
10 o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente
    necessitar deles. No entanto, traz benefícios, como o
    acesso às novidades.
                Planejar inovação é extremamente importante
    para melhoria e aumento da capacidade técnica de
15 um produto num mercado altamente competitivo. Já
    imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro
    dos anos 1970? O desafio é buscar um equilíbrio
    entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista
    técnico, quando as empresas planejam um produto,
20 já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois
    se trata de uma necessidade de sobrevivência no
    mercado.
             Sintomas de obsolescência são facilmente per-
    cebidos quando um novo produto oferece caracterís-
25 ticas que os anteriores não tinham, como o uso de
    reconhecimento facial; ou a queda de desempenho
    do produto com relação ao atual padrão de merca-
    do, como um smartphone que não roda bem os apli-
    cativos atualizados. Outro sinal é detectado quando
30 não é possível repor acessórios, como carregadores
    compatíveis, ou mesmo novos padrões, como tipo de
    bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão
    de um celular, por exemplo.
            Isso não significa que o consumidor está refém de
35  trocas constantes de equipamento: é possível adiar a
    substituição de um produto, por meio de upgrades de
    hardware, como inclusão de mais memória, baterias
    e acessórios de expansão, pelo menos até o momen-
    to em que essa troca não compense financeiramente.
40 Quanto à legalidade, o que se deve garantir é que os
    produtos mais modernos mantenham a compatibili-
    dade com os anteriores, a fim de que o antigo usu-
    ário não seja forçado constantemente à compra de
    um produto mais novo se não quiser. É importante
45 diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocor-
    re quando atualizações cosméticas, como um novo
    design, fazem o produto parecer sem condições de
    uso, quando não está.
           É preciso lembrar também que a obsolescência
50 programada se dá de forma diferente em cada tipo de
    equipamento. Um controle eletrônico de portão tem
    uma única função e pode ser usado por anos e anos
    sem alterações ou troca. Já um celular tem maior
    taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído
55 em um ano ou dois, dependendo das necessidades
    do usuário, que pode desejar fotos de maior resolu-
    ção ou tela mais brilhante.
    Essa estratégia traz desafios, como geração do
    lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência
60 deve ser combatida na restrição que possa causar ao
    usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais
    disponibilizar determinada função que era disponível
    pelo simples upgrade do sistema operacional, forçan-
    do a compra de um aparelho novo. O saldo geral é
65 que as atualizações trazidas pela obsolescência pro-
    gramada trazem benefícios à sociedade, como itens
    de segurança mais eficientes em carros e conectabi-
    lidade imediata e de alta qualidade entre pessoas. É
    por conta disso que membros de uma mesma família
70 que moram em países diferentes podem conversar
    diariamente, com um custo relativamente baixo, por
    voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem traba-
    lhar remotamente, com mais qualidade de vida, com
    ajuda de dispositivos móveis.
RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou
parceira do consumidor? Disponível em:
gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsb-
t4v6o96/>. Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.
Nas seguintes passagens do Texto I, a oração que apresenta estrutura de sujeito indeterminado é:
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375Q834145 | Português, Sintaxe, Medico Clinico Geral, Prefeitura de Louveira SP, Avança SP, 2021

No que se refere à regência verbal, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:

I – A equipe aspira ao título nacional.

II – A peça de teatro a que assistimos foi boa.

III – O diretor não simpatizou com o novo gerente de vendas.

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376Q158310 | Português, Sintaxe, Assistente de Administração, UFAL, COPEVE UFAL

Dados os períodos seguintes, quanto à regência verbal,

I. Custou-me fazer o que o meu irmão estava pedindo.

II. Ele preferia morrer que renunciar às suas ideias.

III. As histórias da vovó não agradam mais às crianças.

IV. O meu pai deu-me dinheiro para pagar ao médico.

V. O mais que eu poderia aspirar, na peça, seria o papel de galã ou de vilão.

quais estão incorretos?

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377Q168294 | Português, Sintaxe, Auditor Fiscal, Prefeitura de Curitiba PR, NC UFPR, 2019

Considere o seguinte trecho:
Conseguimos tudo o que __________ neste mundial – diz o lateral Gerets, que está se despedindo da seleção – e acho que ficar entre os quatro melhores do mundial foi a nossa grande vitória. Mas não __________ decepcionar os torcedores que nos __________ durante toda a Copa. Comentários como este de Gerets tornaram-se comuns entre os jogadores. Assim que souberam da pretensão de This, eles conversaram com o técnico – todos o consideram uma pessoa aberta ao diálogo e lhe __________ vários motivos para que não __________ o seu ponto de vista.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.
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378Q202619 | Português, Sintaxe, Escriturário, Banco do Brasil, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

A Airbus mantém 4.463 aeronaves em operação, enquanto a Boeing tem 24 mil - incluindo 5 mil Boeing 737, o principal rival do Airbus 320, o mesmo modelo do envolvido em recente acidente aéreo. As duas empresas travam um duelo à parte pelo mercado da aeronáutica. No ano passado, a Airbus recebeu 791 encomendas contra 1.044 da Boeing. No entanto, a Airbus entregou 434 aviões a jato; sua concorrente, 398. A disputa não se restringe aos números. As duas fabricantes se acusam de manobras ilegais na busca pelo consumidor. A Boeing tem protestado pela ajuda dos governos à Airbus. Por sua vez, a Airbus acusa a Boeing de receber subsídios ilegais por meio de contratos para o setor militar e para pesquisas, além de redução de impostos. Correio Braziliense, 30/7/2007, p. 8 (com adaptações). Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens subseqüentes, quanto às suas estruturas lingüísticas e a aspectos marcantes da realidade mundial contemporânea.

O emprego de sinal indicativo de crase em "à Airbus" (l.13) justifica-se pela regência de "ajuda" (l.12) e pela presença de artigo definido feminino singular.

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379Q150865 | Português, Sintaxe, Analista Judiciário Taquigrafia, TRF 2a, FCC

O grupo de jovens que o famoso cientista orientava fazia parte do projeto...

Do ponto de vista semântico e gramatical, a frase acima acataria corretamente distintos complementos, EXCETO o indicado em:

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380Q682976 | Português, Sintaxe, Assistente em Administração, UFPI, COPESE, 2019

Texto associado.
TEXTO I 

Síndrome da superioridade ilusória: quando a ignorância se disfarça de conhecimento
A superioridade é um conceito ilusório, estamos todos juntos na jornada da vida e, independentemente do nível de instrução, salário ou treinamento, você sempre pode aprender com qualquer pessoa, mesmo daqueles que considera “inferiores”.
01         A ignorância humana é o objeto de estudo de ensaios de todas as gerações:
02         De Sócrates a Darwin, muitos estudos foram realizados para determinar o que desperta o comportamento
03 de superioridade nas pessoas, o que quase sempre resulta de um grande sentimento de falta interior
04         Uma das teorias mais aceitas sobre o assunto é conhecida como o efeito Dunning-Kruger. Preparado
05 pelos psicólogos David Dunning e Justin Kruger, da Cornell University, o efeito Dunning-Kruger é um distúrbio
06 cognitivo, no qual as pessoas que são ignorantes em um determinado assunto acreditam que sabem mais do
07 que aquelas que são estudadas e experimentadas, sem reconhecer sua própria ignorância e limitações
08         Essas pessoas vivem em um estado de superioridade ilusória, acreditando serem muito sábias, mas na
09 realidade estão muito atrás daquelas que as cercam
10        Como diz o artigo de Dunning e Kruger, publicado em 1999: “Os incompetentes são muitas vezes
11 abençoados com uma confiança inadequada, protegidos por algo que lhes parece conhecimento”.
12        As pessoas que têm essa síndrome acreditam que suas habilidades são muito mais altas que a média,
13 mesmo quando elas claramente não entendem o que estão falando. Elas não têm a humildade de reconhecer
14 sua necessidade de melhoria. Elas também não reconhecem o potencial daqueles que as rodeiam, pois seu
15 egoísmo as impede
16        Você provavelmente conhece alguém assim, que vive preso em sua própria ignorância, que não faz sua
17 parte para melhorar e ainda acredita que está acima do bem e do mal, e tem o direito de julgar todos ao seu
18 redor.
19          Essas pessoas, que não sabem nada de um assunto, comportam-se como se fossem mestres e tentam
20 reverter os argumentos bem planejados de estudiosos e especialistas, isso é realmente desagradável.
21        Para que possamos evoluir como pessoas e sociedade, devemos nos engajar em um diálogo saudável,
22 no qual ambas as partes têm o mesmo direito de expressar suas opiniões e de serem ouvidas. Aprender uns
23 com os outros é uma habilidade muito importante, que deve ser encorajada, afinal, não fazemos nada por nós
24 mesmos neste mundo. Sempre podemos usar a experiência de alguém para simplificar nossas vidas.
25         As pessoas estão se tornando mais convencidas e menos dispostas a crescer coletivamente.
26 Acreditamos que um diploma nos torna imbatíveis, infalíveis. Isso está longe da verdade, e somente quando
27 aprendemos a reconhecer nossas limitações e nos associamos a pessoas que podem nos oferecer o que nos
28 falta, podemos realmente evoluir
29         A superioridade é um conceito indescritível, estamos todos juntos na jornada da vida e,
30 independentemente do nível de instrução, salário ou educação, sempre podemos aprender com qualquer
31 pessoa, mesmo a que consideramos “inferior”.
32         Devemos trabalhar para controlar o sentimento de superioridade dentro de nós mesmos e nos abrir para
33 todas as oportunidades de crescimento que surgem quando somos humildes.
                                                                                                                                    Fonte: Emozioni FeedAdaptado de. https://www.pensarcontemporaneo.com/sindrome-da-superioridade-ilusoria-quando-a-ignorancia-se-disfarca-deconhecimento/?fbclid=IwAR0v41eBmPB3Mh0g2SfJ87Er4kGRtGx2GX0kJBDcPvuP7bXlEBqsJ9SSau8. Acesso: 10/06/2019
A respeito da oração “A ignorância humana é o objeto de estudo de diversos ensaios”, pode-se afirmar EXCETO que:
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