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Questões de Concursos Sintaxe

Resolva questões de Sintaxe comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


381Q260852 | Português, Sintaxe, Técnico Judiciário Área Administrativa, TRF 5a, FCC

Texto associado.

O Brasil abriga 13% das espécies da fauna e da flora
existentes em todo o mundo - e a maior parte delas está na
Amazônia. A floresta de 4,2 milhões de quilômetros quadrados
é habitada por centenas de milhares de plantas, animais, fungos,
bactérias. Um refúgio de suas matas ou um braço de seus
rios pode conter mais espécies do que continentes inteiros.
As estimativas dos cientistas são de que só 10% das
espécies existentes na Amazônia brasileira sejam conhecidas.
Talvez menos. Ainda, assim, na escala amazônica, 10% já englobam
números espantosos. Só de anfíbios são 250 espécies
catalogadas, ante as 81 da Europa. Os mamíferos são 311, com
mais de 20 espécies de macacos e 122 de morcegos. As
abelhas são 3 mil; borboletas e lagartas, 1.800. Em uma única
árvore da Amazônia já foram encontradas 95 espécies de
formigas - 10 a menos do que em toda a Alemanha.

Mas há uma imensidão ainda a ser desbravada. E não é
preciso ir longe para encontrar novas espécies: mesmo no rio
Amazonas, o mais explorado da região, as descobertas são rotineiras
- em 2005, foi identificado um exemplar de piraíba, que
pode chegar a mais de dois metros. Levantamentos recentes
feitos com redes de arrasto revelaram um universo de peixes
elétricos e outros animais exóticos, que vivem nas áreas mais
profundas do rio, em escuridão total.

A maior parte da Amazônia ainda é território inexplorado
pela ciência. Estima-se que até 70% das coletas feitas sobre a
biodiversidade estão restritas ao entorno de Manaus e Belém -
onde estão o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
(Inpa), o Museu Goeldi e as principais universidades. Diante do
tamanho e da heterogeneidade da região, é o mesmo que
observá-la por um buraco de fechadura. Faltam respostas para
perguntas básicas: quantas espécies existem na região? Como
elas estão distribuídas? Qual o papel de cada uma na natureza?
Ninguém sabe dizer ao certo. A maior biodiversidade do planeta
é também a mais desconhecida.

(Adaptado de Herton Escobar. Amazônia. O Estado de S.
Paulo
, nov/dez 2007, p.30/31)

A concordância verbo-nominal está inteiramente correta na frase:

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382Q260664 | Português, Sintaxe, Técnico Judiciário Contabilidade, TRE PB, FCC

Texto associado.

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.
Nem o cientista mais ortodoxo pode negar que mexer
com equações é difícil e cansativo. Mas a ciência não deixa de
ser bonita ou agradável apenas por causa disso. A arte, apesar
de bela, também não é fácil: todo profissional sabe a dor e a
delícia de aprender bem um instrumento ou de dominar o pincel
com graça e precisão. É verdade que dificilmente alguém
espera encontrar numa equação ou num axioma as qualidades
próprias da arte, como a harmonia, a sensibilidade e a elegância.
A graça e a beleza das teorias, no entanto, sempre
tiveram admiradores - e hoje mais do que nunca, a julgar pela
quantidade de livros recentes cujo tema central é a sedução e o
encanto dos conceitos científicos. Exagero?
"As leis da física são em grande parte determinadas por
princípios estéticos", afirma o astrônomo americano Mario Livio,
do Telescópio Espacial Hubble, também autor de um livro em
queanalisa a noção de beleza dentro da ciência. Ele afirma
que, quando a estética surgiu na Antigüidade, os conceitos de
beleza e de verdade eram sinônimos. Para ele, o traço de união
entre arte e ciência reside exatamente nesse ponto. "As duas
representam tentativas de compreender o mundo e de organizar
fatos de acordo com uma certa ordem. Em última instância,
buscam uma idéia fundamental que possa servir de base para
sua explicação da realidade."
Mas, se o critério estético é tão importante para o pensamento
científico, como ele se manifesta no dia-a-dia dos
pesquisadores? O diretor do Instituto de Arte de Chicago acha
que sabe a resposta. "Ciência e arte se sobrepõem naturalmente.
Ambas são meios de investigação, envolvem idéias,
teorias e hipóteses que são testadas em locais onde a mente e
a mão andam juntas: o laboratório e o estúdio", afirma.
Acredita-se que as descobertas científicas sirvam de
inspiração para os artistas, e as obras de arte ajudem aalargar
o horizonte cultural dos cientistas. Na prática, essa mistura gera
infinitas possibilidades. A celebração que artistas buscam hoje
já ocorreu diversas vezes no passado, de maneira mais ou
menos espetacular. Na Renascença, a descoberta da
perspectiva pelos geômetras encantou os pintores, que logo
abandonaram as cenas sem profundidade do período clássico e
passaram a explorar sensações tridimensionais em seus
quadros. Os arquitetos também procuravam dar às igrejas um
desenho geometricamente perfeito; acreditavam, com isso, que
criavam um portal para o mundo metafísico das idéias
religiosas.
No século XX, essa tendência voltou a crescer. A grande
preocupação dos pintores impressionistas com a luz, por
exemplo, tem muito a ver com as conquistas da ótica. A
matemática também teria influenciado a pintura do russo
Wassily Kandinsky, segundo o qual "tudo pode ser retratado por
uma fórmula matemática". Seu colega Paul Klee achou um jeito
de colocar emvários quadros alguma referência às progressões
geométricas. Bem-humorado, brincava com as idéias da matemática
dizendo que "uma linha é um ponto que saiu para
passear".
(Adaptado de Flávio Dieguez. Superinteressante, junho de
2003, p. 50 a 54)

Na prática, essa mistura gera infinitas possibilidades. (5o parágrafo) O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:

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383Q832580 | Português, Sintaxe, Enfermeiro Técnico em Saude Publica, Alternative Concursos, 2021

Em relação à concordância nominal nas frases abaixo:
1. Fernanda é meio explosiva. 2. Por favor, meia caneca de café! 3. Compramos bastante uniformes para voltar à escola. 4. A entrada de gatos é proibida na casa.
Somente estão corretas:
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384Q853612 | Português, Sintaxe, Técnico de Enfermagem, Asconprev, 2020

Marque a alternativa que indica o motivo da concordância do sujeito com o verbo nessa oração: O enxame não atacou a raposa.
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385Q375075 | Português, Sintaxe, Delegado de Polícia, Polícia Civil RS, FUNDATEC, 2018

Avalie as assertivas a seguir, quanto a alterações no texto:

I. Na linha 30, a substituição de em que por no qual não feriria as regras de concordância e de regência.

II. A substituição de consiste (l. 54) por tem a consistência manteria o sentido, entretanto provocaria necessidade de alteração na estrutura do período.

III. A troca de valorizando (l. 61) por dando valor provocaria a necessidade de ajustes na estrutura do período.

Quais estão INCORRETAS?

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386Q855872 | Português, Sintaxe, Advogado, FAUEL, 2020

O trecho a seguir foi extraído da obra ‘Memórias do Cárcere’, de Graciliano Ramos. Leia-o atentamente para responder à próxima questão.

“Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos-de-fé. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade - talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer”.
O trecho destacado se inicia com a afirmação de que “nunca tivemos censura prévia em obra de arte”. Em relação ao sujeito dessa oração, pode-se afirmar que:
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387Q99688 | Português, Sintaxe, Analista Processual, MPE RJ, FUJB

Texto associado.

Imagem 004.jpg

No segmento “combate a estas nefastas práticas”, a preposição A foi empregada por necessidade de regência do termo “combate”. A alternativa abaixo em que a preposição foi empregada de forma INCORRETA é:

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388Q239012 | Português, Sintaxe, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar MT, FUNCAB

De acordo com a norma-padrão, apenas uma das  frases abaixo está correta quanto à concordância verbal. Assinale-a.

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389Q111572 | Português, Sintaxe, Analista de Infraestrutura, MPOG, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Imagem 003.jpg

O emprego dos travessões, nas linhas 13 e 14, é suficiente para marcar a inserção de trecho de caráter explicativo, razão por que a vírgula depois do segundo travessão é de uso opcional e sua omissão não prejudicaria a correção do texto.

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390Q684817 | Português, Sintaxe, Oficial Administrativo, SEDUC SP, VUNESP, 2019

A expressão em destaque no trecho “Nada disso me faz falta, assim como o livro e a livraria a eles.” estabelece relação entre as orações com sentido de
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391Q375109 | Português, Sintaxe, Psicólogo Assistente Técnico, Conselho Regional de Psicologia SC, Instituto Quadrix, 2018

Julgue os itens subsequentes, considerando a correção gramatical dos trechos apresentados e a adequação da linguagem à correspondência oficial. Informo à Vossa Senhoria que vossa denúncia relativa ao exercício ilegal da profissão de psicólogo no Centro Clínico de Psicologia XYZ, protocolada sob o número 34/2018, foi encaminhada à comissão técnica responsável para análise e pronunciamento.
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392Q690145 | Português, Sintaxe, Enfermeiro Judiciário, TJ SP, VUNESP, 2019

Assinale a alternativa em que a regência está em conformidade com a norma-padrão
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393Q687336 | Português, Sintaxe, Agente de Desenvolvimento Infantil, UNESP, UNESP, 2019

Assinale a oração correta quanto à regência verbal:
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394Q855822 | Português, Sintaxe, Prefeitura de Quissamã RJ Auxiliar de Saúde Bucal, GUALIMP, 2020

De acordo com a norma culta da língua portuguesa, qual das alternativas abaixo indica a correta regência do verbo “assistir”?
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395Q201250 | Português, Sintaxe, Escriturário, Banco do Brasil, CESPE CEBRASPE

Texto associado.
Texto VII questões 23 e 241 Uma das novas tendências brasileiras é ademanda popular, mesmo nas camadas mais pobres, porvaga nas universidades, especialmente nas públicas, livres4 das pesadas mensalidades. Emparelha-se, para centenas demilhares de jovens de escolas públicas, ao sonho da casaprópria. Mas, pela falta de recursos, essas instituições têm7 cada vez menos condições de abrir novas vagas e garantira qualidade de ensino.Como o Brasil convive simultaneamente com10 diferentes décadas (ou mesmo séculos), enfrentam-se, ladoa lado, a fome mais primitiva, o trabalho escravo e infantile a pressão dos milhões de estudantes de escolas públicas13 que correm atrás de um diploma de faculdade, exigido poruma sociedade com forte impacto tecnológico.Sinais desse movimento são algumas inovações16 que serão lançadas ainda neste semestre em São Paulo ecompõem o novo perfil do Brasil. A prefeitura decidiufortalecer oscursinhos pré-vestibulares gratuitos e garantir19 bolsas nos que são pagos. É algo que, até há pouco tempo,ninguém poderia imaginar como papel de uma prefeitura,encarregada, pela lei, do ensino fundamental. Percebeu-se22 que, sem determinado tipo de habilitação e formaçãoescolar, o jovem, mesmo de classe média baixa, entra nocírculo da marginalidade.25 Muitas empresas estão exigindo diploma deensino médio a trabalhadores para executarem atividadesque, no passado, ficavam nas mãos de analfabetos ou de28 semi-analfabetos. Indústrias mais sofisticadas preferemoperários com cursos universitários.Internet: <http://www.folhauol.com.br> (com adaptações).Julgue os itens a seguir, relativos ao texto VII e ao tema neleabordado.

A forma singular da palavra "vaga" (L.3) é exigência da concordância com "demanda popular" (L.2).

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396Q833410 | Português, Sintaxe, Médico, AMAUC, 2021

Assinale a alternativa em que o verbo destacado exerce transitividade direta:
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397Q205516 | Português, Sintaxe, Escriturário, Banco do Brasil, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Texto para os itens de 25 a 35

1 Em meio a uma crise da qual ainda não sabe como
escapar, a União Européia celebra os 50 anos do Tratado de
Roma, pontapé inicial da integração no continente. Embora
4 sejam muitos os motivos para comemorar, como a
manutenção da paz e a consolidação do mercado comum, os
chefes dos 27 Estados-membros têm muito com o que se
7 preocupar. A discussão sobre a Constituição única não vai
adiante, a expansão para o leste dificulta a tomada de
decisões e os cidadãos têm dificuldade para identificar-se
10 como parte da megaestrutura européia.

O Estado de S.Paulo, 25/3/2007, p. A20.

Com referência às estruturas e às idéias do texto, bem como a
aspectos associados aos temas nele tratados, julgue os itens
subseqüentes.

O emprego de preposição em "da qual" (L1) atende à regência do verbo "escapar" (L2).

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398Q256466 | Português, Sintaxe, Técnico Judiciário Área Administrativa, TRT 9a REGIÃO, FCC

Texto associado.

Desastres naturais não provocam apenas mortes e
prejuízos. Deixam a sociedade mais suscetível a discursos
apocalípticos. Depois da virada (e do bug) do milênio, o
fantasma da vez são as supostas profecias maias de que o
mundo vai acabar em 2012. Para quem acredita nelas, as
catástrofes deste semestre seriam apenas o começo do fim.
Pouco importa que, segundo cientistas, a Terra registre 50 mil
tremores todos os anos e esse número não esteja aumentando.
Para o físico e astrônomo da Universidade Estadual
Paulista (Unesp) Othon Winter, paradoxalmente a sociedade da
informação reage aos desastres naturais de forma muito
semelhante à dos povos da antiguidade. "Os fenômenos eram
mais locais. Uma cheia do rio Nilo poderia ser indício de que os
deuses estavam zangados com os homens. Na antiguidade, o
acesso ao conhecimento era mínimo e as pessoas com um
pouco mais de informação conduziam outras. O medo decorria
da falta de informação. Hoje, todo mundo tem informação
demais e, por isso, teme", acredita.
A psicóloga Eda Tassara, do Laboratório de Psicologia
Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), acha que o
excesso de informação também contribui para a disseminação
do pânico. "Não sei se há uma intensificação das chamadas
catástrofes, mas sei que o acesso à informação sobre elas se
intensificou muito."
Para ela, fenômenos como a erupção do vulcão islandês
passaram a ser vistos como catástrofes por conta do atual
estágio de organização da sociedade. "A dimensão da erupção
foi amplificada pelos seus danos econômicos. Sob esse ponto
de vista, pode ser considerada uma catástrofe, mas, na
verdade, é um acidente de dimensões locais."
Eventos como a passagem de cometas e a virada de
milênios sempre provocaram tensão. Os temores de catástrofes
cósmicas têm origem na crença de que eventos terrenos e
celestes estariam fisicamente conectados. Em seu livro, o astrônomo
lembra que a aparição de um cometa em 1664 foi
interpretada como responsável pela peste bubônica que dizimou
20% da população europeia. Para Eda, até mesmo questões relevantes
da atualidade, como a do aquecimento global, são
contaminadas por um discurso apocalíptico que lembra o dos
profetas religiosos. Ele traz consigo a culpa e a noção de
castigo. Você tem culpa das mazelas do planeta porque come
carne ou anda de avião. É como comer a maçã e ser expulso do
Paraíso.

(Karina Ninni. O Estado de S. Paulo, Especial, H5, 30 de abril
de 2010, com adaptações)

A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:
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399Q657371 | Português, Sintaxe, Guarda Municipal, Prefeitura de Boa Vista RR, SELECON, 2020

Texto associado.

Essa frase introduz uma informação com o valor, no contexto, de:

Leia o texto a seguir para responder à questão.
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400Q702199 | Português, Sintaxe, Engenheiro Civil Fiscal, Prefeitura de Pedro do Rosário MA, Crescer Consultoria, 2019

Texto associado.
Rios que matam e morrem

Há quem diga que as próximas guerras serão travadas pelo controle da água, cuja disponibilidade vem diminuindo por culpa do homem

        Os números são alarmantes. Segundo a ONU, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas sem acesso adequado à água, ou 1,8% da população
do planeta. Se nada for feito, esse número deve chegar a 3 bilhões em 20 anos. A contaminação das águas é responsável por mais de 10
milhões de mortes por ano causadas por doenças como cólera e diarreia, principalmente na África. No Haiti, um dos países mais miseráveis
do planeta, muita gente mata a sede com o esgoto que corre a céu aberto. Alguns especialistas chegam a prever que as próximas guerras
serão travadas pelo controle da água em vez do petróleo. Não seria uma novidade. No Antigo Egito, o controle das enchentes do Nilo serviu
de pretexto para a conquista de civilizações e territórios. Hoje, a maior expressão de luta armada envolvendo a água está no conflito entre
Israel e Palestina, que tem como pano de fundo o estratégico vale do rio Jordão.
        Parece incrível que a água seja motivo de tanta disputa. Afinal, a Terra não é chamada de “planeta água”? De fato, as águas cobrem
77% da superfície do planeta, mas somente 2,5% são de água doce. E menos de 1% está acessível ao uso pelo homem. Embora a água
existente na Terra seja suficiente para todos, há a dificuldade de distribuição, a população não para de crescer, e a ação humana vem
alterando drasticamente o sistema hídrico. O desmatamento e a impermeabilização do solo nos centros urbanos, por exemplo, quebram o
ciclo natural de reposição da água, secando rios centenários. Alguns rios, como o Colorado, nos Estados Unidos, e o Amarelo, na China,
muitas vezes secam antes de chegar ao mar. Isso sem falar nos frequentes acidentes, como vazamentos de óleo, que causam verdadeiros
desastres ambientais.
        A situação é preocupante, mas com algumas mudanças no comportamento de empresários, do governo e da população, é possível
reverter o quadro em pouco mais de uma década, segundo o geólogo Aldo Rebouças, professor do Instituto de Geociências da Universidade
de São Paulo e um dos organizadores do livro Águas doces do Brasil.
        Nas zonas rurais, muitos produtores aplicam água em excesso ou fora do período de necessidade das plantas. Quanto às indústrias,
bastaria que seguissem a lei: 80% dos resíduos industriais nos países em desenvolvimento são despejados clandestinamente em rios, lagos
e represas.
        Já o usuário doméstico, embora represente a menor fatia de consumo, pode, com sua atitude, influenciar os volumes consumidos pela
indústria e pela agropecuária. Para isso, basta que cada um siga algumas recomendações simples, como varrer a calçada em vez de lavá-la
com a água da mangueira, não lavar a louça ou escovar os dentes com a torneira aberta e não transformar o banho diário em uma atividade
de lazer.
(Karen Gimenez. Superinteressante. O Livro do Futuro. São Paulo: Abril, mar. 2005. Fragmento adaptado)
Há sujeito indeterminado na frase da alternativa:
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