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Questões de Concursos Sintaxe

Resolva questões de Sintaxe comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


561Q251394 | Português, Sintaxe, Técnico Judiciário Área Serviços Gerais, TRT 16a REGIÃO, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Texto para os itens de 1 a 10 Haja Kbça p/ tanta 9idade 1 Se o leitor já passou dos 30 ou não tem adolescentes na família, pode achar que há algo errado com o título acima. Essa é apenas uma forma enxuta e rápida de dizer: HAJA 4 CABEÇA PARA TANTA NOVIDADE. E é assim que boa parte dos internautas se comunica. Os populares serviços de troca de mensagens instantâneas, como ICQ e MSN - 7 Messenger, e os torpedos enviados por celulares trouxeram à tona uma mudança na escrita. Os internautas têm pressa, por isso acharam uma maneira rápida, econômica e eficiente de 10 se comunicar. É bom os pais e educadores, que se descabelam com essas abreviações da língua portuguesa, irem se 13 acostumando, pois a linguagem cifrada acaba de chegar à televisão. Uma rede do sistema de tevê a cabo estreou uma programação em que a legenda dos filmes é escrita no idioma 16 cibernético. As produções são exibidas às terças-feiras à noite e devem priorizar os filmes de ação e de aventura, que têm nos adolescentes seu público maisfiel. No que depender do 19 público-alvo, a sessão cibernética será um sucesso. "Gosto muito de filmes, e colocando minha linguagem fica mais tranqüilo", diz o estudante Fernando Notlin, de 17 anos de 22 idade, um dos quatro contratados pela empresa de tradução para adaptar os filmes ao idioma cifrado. "Tivemos de encontrar um meio-termo pois tem 25 grupos muito radicais e não dá para entender nada do que eles falam", diz Marcelo Leite, diretor da empresa de tradução. Os idealizadores do programa estão preparados para 28 as críticas. A mais contundente seria sobre o desuso da língua portuguesa. "Enquanto essa grafia cifrada for usada só em ambiente de internautas, tudo bem, é mais uma modalidade 31 gráfica de gíria. Extrapolar isso ao grande público é um assalto à integridade do idioma", diz o filólogo Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras. 34 Para os lingüistas, a escrita cibernética é mais uma forma de comunicação. "Os jovens estão crescendo nessa linguagem funcional. Se eles usam um meioeletrônico é 37 porque querem ser rápidos. Não vejo perigo", diz a professora Eni Orlandi, do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade de Campinas (UNICAMP). Cláudia Pinho. Istoé, 16/3/2005, p. 56-7 (com adaptações).

Considerando as relações estabelecidas entre as estruturas usadas no texto, julgue os itens que se seguem.

A mesma regra de concordância que permite dizer "é assim que boa parte dos internautas se comunica" (R.4-5) permite que se diga: é assim que boa parte dos internautas se comunicam.

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562Q595519 | Português, Sintaxe, Aluno Oficial PM, Polícia Militar SP, VUNESP, 2019

Assinale a alternativa escrita corretamente no que se refere à concordância da norma-padrão da língua.
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563Q137303 | Português, Sintaxe, Analista Judiciário Área Judiciária Execução de Mandados, TRF 4a, FCC

Texto associado.

Limites das cotas

As regras anunciadas pela UnB (Universidade de
Brasília) para seu programa de cotas raciais para negros e
pardos dão bem a medida da inconsistência desse sistema. Os
candidatos que pretendem beneficiar-se das cotas serão
fotografados "para evitar fraudes".

Uma comissão formada por membros de movimentos
ligados à questão da igualdade racial e por "especialistas no
tema" decidirá se o candidato possui a cor adequada para
usufruir da prerrogativa.

Para além do fato de que soa algo sinistra a criação de
comissões encarregadas de avaliar a "pureza racial" de alguém,
faz-se oportuno lembrar que, pelo menos para a ciência, o
conceito de raça não é aplicável a seres humanos. Os recentes
avanços no campo da genômica, por exemplo, já bastaram para
mostrar que pode haver mais diferenças genéticas entre dois
indivíduos brancos do que entre um branco e um negro. (...)

Esta Folha se opõe à política de cotas por entenderque
nenhuma forma de discriminação, nem mesmo a chamada
discriminação positiva, pode ser a melhor resposta para o grave
problema do racismo. A filosofia por trás das cotas é a de que
se pode reparar uma injustiça através de outra, manobra que
raramente dá certo. (...)

(Folha de S. Paulo. 22/03/2004, p. A-2)

A expressão com o qual completa corretamente a lacuna da frase:

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564Q374373 | Português, Sintaxe, Assistente Condutor, METROFOR CE, FUNECE

Atente para o seguinte excerto:

?? Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração?.

Se o interlocutor fosse tratado pelo pronome você, esse trecho do texto ?Carta de ano novo? seria reescrito corretamente da seguinte forma:

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565Q854137 | Português, Sintaxe, Prefeitura de São José do Cedro SC Professor de Português, AMEOSC, 2020

Sobre as regências do verbo persuadir, assinale a alternativa em que ele assume função de verbo transitivo direto e indireto:
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566Q135608 | Português, Sintaxe, Analista Judiciário Área Judiciária Execução de Mandados, TRT 2ª REGIÃO, FCC

Texto associado.

Da timidez

Ser um tímido notório é uma contradição. O tímido tem
horror a ser notado, quanto mais a ser notório. Se ficou notório
por ser tímido, então tem que se explicar. Afinal, que retumbante
timidez é essa, que atrai tanta atenção? Se ficou notório
apesar de ser tímido, talvez estivesse se enganando junto com
os outros e sua timidez seja apenas um estratagema para ser
notado. Tão secreto que nem ele sabe. É como no paradoxo
psicanalítico: só alguém que se acha muito superior procura o
analista para tratar um complexo de inferioridade, porque só ele
acha que se sentir inferior é doença.

Todo mundo é tímido, os que parecem mais tímidos são
apenas os mais salientes. Defendo a tese de que ninguém é
mais tímido do que o extrovertido. O extrovertido faz questão de
chamar atenção para sua extroversão, assim ninguém descobre
sua timidez. Já no notoriamente tímido a timidez que usa para
disfarçar sua extroversão tem o tamanho de um carroalegórico.
Segundo minha tese, dentro de cada Elke Maravilha* existe um
tímido tentando se esconder, e dentro de cada tímido existe um
exibido gritando: "Não me olhem! Não me olhem!", só para
chamar a atenção.

O tímido nunca tem a menor dúvida de que, quando
entra numa sala, todas as atenções se voltam para ele e para
sua timidez espetacular. Se cochicham, é sobre ele. Se riem, é
dele. Mentalmente, o tímido nunca entra num lugar. Explode no
lugar, mesmo que chegue com a maciez estudada de uma
noviça. Para o tímido, não apenas todo mundo mas o próprio
destino não pensa em outra coisa a não ser nele e no que pode
fazer para embaraçá-lo.


* Atriz de TV muito extrovertida, identificada pela maquiagem e roupas
extravagantes.

(Luís Fernando Veríssimo, Comédias para se ler na escola)

Atente para as seguintes frases:

I. Não é possível estabelecer à medida que distancia um notório tímido de um notório extrovertido.

II. Não assiste às pessoas extrovertidas o privilégio exclusivo de se fazerem notar; também as tímidas chamam a atenção.

III. Ainda que com isso não se sintam à vontade, os tímidos costumam captar a atenção de todos.

Justifica-se o uso do sinal de crase SOMENTE em

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567Q699199 | Português, Sintaxe, Técnico Judiciário Administrativa, TRF 3a, FCC, 2019

Texto associado.
Texto
1     Existe uma enfermidade moderna que afeta dois terços dos adultos. Seus sintomas incluem falta de apetite, dificuldade para controlar o peso, baixa imunidade, flutuações de humor, entre outros. Essa enfermidade é a privação de sono crônica, que vem crescendo na esteira de dispositivos que emitem luz azul.
2     Por milênios, a luz azul existiu apenas durante o dia. Velas e lenha produziam luz amarelo-avermelhada e não havia iluminação artificial à noite. A luz do fogo não é problema porque o cérebro interpreta a luz vermelha como sinal de que chegou a hora de dormir. Com a luz azul é diferente: ela sinaliza a chegada da manhã.
3     Assim, um dos responsáveis pelo declínio da qualidade do sono nas duas últimas décadas é a luz azulada que emana de aparelhos eletrônicos; mas um dano ainda maior acontece quando estamos acordados, fazendo um malabarismo obsessivo com computadores e smartphones.
4     A maioria das pessoas passam de uma a quatro horas diárias em seus dispositivos eletrônicos - e muitos gastam bem mais que isso. Não é problema de uma minoria. Pesquisadores nos aconselham a usar o celular por menos de uma hora diariamente. Mas o uso excessivo do aparelho é tão predominante que os pesquisadores cunharam o termo “nomofobia" (uma abreviatura da expressão inglesa no-mobile-phobiaj para descrever a fobia de ficar sem celular.
5     O cérebro humano exibe diferentes padrões de atividade para diferentes experiências. Um deles retrata reações cerebrais de um viciado em jogos eletrônicos. “Comportamentos viciantes ativam o centro de recompensa do cérebro", afirma Claire Gillan, neurocientista que estuda comportamentos obsessivos. “Contanto que a conduta acarrete recompensa, o cérebro a tratará da mesma maneira que uma droga".
(Adaptado de: ALTER, Adam. Irresistível. São Paulo: Objetiva, edição digital)
O verbo que pode ser corretamente flexionado em uma forma do singular, sem que nenhuma outra alteração seja feita na frase, está em:
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568Q693341 | Português, Sintaxe, Analista de Fomento Advogado, AFAP, FCC, 2019

Texto associado.
[Vocação de professor]

Escritor nas horas vagas, sou professor por vocação e destino. “A quem os deuses odeiam, fazem-no pedagogo”, diz o antigo provérbio; assim, pois, dando minhas aulas há tantos anos, talvez esteja expiando algum crime que ignoro, cometido porventura nalguma existência anterior. Apesar disso, não tenho maiores queixas de um ofício que, mantendo-me sempre no meio dos moços, me dá a ilusão de envelhecer menos rapidamente do que aqueles que passam a vida inteira entre adultos solenes e estereotipados. Outra vantagem da minha profissão principal é fornecer material copioso para a profissão acessória. Se fosse ficcionista, que mina não teria à mão no mundo da adolescência, mina ainda insuficientemente explorada e cheia de tesouros! Mas, como não sou ficcionista, utilizo-me desse cabedal apenas para observação e reflexão; às vezes o aproveito nalgum monólogo inócuo, como este. 

(Adaptado de: RÓNAI, Paulo. Como aprendi o Português e outras aventuras. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014, p. 109) 
Para integrar adequadamente a frase dada, o verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma
  
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569Q849026 | Português, Sintaxe, Técnico de Enfermagem, CPCON, 2020

Na oração, alguns termos vêm necessariamente regidos de preposição, a exemplo de adjuntos adnominal/adverbial, complemento nominal, agente da passiva e objeto indireto. Feita a leitura dos fragmentos textuais abaixo expostos, todos extraídos de uma mesma matéria - BOLSONARISTAS x LAVAJATISTAS - (Veja, 23/09/2019), analise o comportamento sintático dos constituintes em destaque, e responda ao que se pede.
I- A história começou sob o signo da parceria. Aproveitando-se dos estragos provocados pela Lava-jato nos maiores partidos políticos do país, Jair Bolsonaro empunhou a bandeira do combate à corrupção. II- Vencedor da eleição, (Jair Bolsonaro) convidou o então juiz Sérgio Moro, símbolo da operação, para comandar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Com o gesto, o presidente agradou a uma fatia importante do eleitorado e investiu pesado na popularidade. III- Nos casamentos em crise, o comportamento em público muitas vezes busca esconder os problemas sérios que ocorrem na intimidade. Na política, admitem-se também essas relações de conveniência. [...] O presidente levou o ministro para assistir a um jogo do flamengo em Brasília e ainda fez o subordinado, torcedor do Athético Paranaense, vestir uma camisa do rubro-negro carioca. IV- No último dia 15, foi a vez de Moro forçar a barra ao visitar Bolsonaro no hospital em que ele se recuperava de uma cirurgia de hérnia. V- O presidente havia proibido visitas de auxiliares. Moro insistiu. Foi então que a esposa do ministro, a advogada Rosângela Moro, entrou em contato com a primeira-dama Michele Bolsonaro, que derrubou a resistência à cortesia.
Dentre as proposições acima citadas, ocorre OBJETO INDIRETO em:
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570Q702727 | Português, Sintaxe, Policial Legislativo, AL GO, IADES, 2019

Texto associado.
Texto 1

  1      Equipe não é somente o conjunto de pessoas que
    atuam juntas em determinado projeto, cada qual na própria
    função. O significado é mais profundo: a ideia é que cada
 4 integrante saiba qual é a sua parte no grupo, mas que leve
    em consideração o todo, valorizando o processo inteiro e
    colaborando com ideias e sugestões. E o resultado da meta
 7 estabelecida, seja em um projeto empresarial, em um grupo
    voluntário ou em uma sala de aula, não é mérito somente do
    líder. É mérito de todos!
 10        Faz parte do ser humano o sentimento de pertencer,
    integrar algo maior que ele próprio e assumir um ideal
    
  13  consciência de que o próprio trabalho é importante para o
        respectivo grupo e se sentir valioso para ele.
                Trata-se de uma sensação de comunidade em que
  16  todos se conhecem, se encaixam, se sentem seguros e
        amadurecem. Manter uma equipe coesa, no entanto, não é
        tarefa das mais fáceis. Afinal, trata-se de lidar com seres
  19  humanos e saber conciliar as diferenças. [...]
        Temos de ser e não esperar ser, ou seja, as pessoas
        têm de estar dispostas, principalmente para discutir
  22  diferentes assuntos. Além disso, é necessário que cada um
        tenha também flexibilidade, capacidade de tratar as
        informações racionalmente e emocionalmente. [...]
  25          Equipes que encorajam esse tipo de prática vão
        aproveitar ao máximo as habilidades individuais dos
        respectivos membros. E, se quisermos que as nossas equipes
  28  sejam melhores e cumpram os próprios objetivos, cada
        integrante deve se preparar para ser, individualmente,
  30  o melhor.
                                                                NAVARRO, Leila. Disponível em: .
                           Acesso em: 21 dez. 2018 (fragmento), com adaptações.
Tendo em vista as relações entre termos da oração, em “Faz parte do ser humano o sentimento de pertencer,
integrar algo maior que ele próprio e assumir um ideal comum.” (linhas de 10 a 12), o sujeito classifica-se em
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571Q832562 | Português, Sintaxe, Medico Clinico Geral, PS Concursos, 2021

Analise o texto abaixo para responder a questão:

A bola

    O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar sua primeira bola do pai. Uma número 5 oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “legal”, ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

- Como é que liga? – Perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.

O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
- Não tem manual de instrução?

    O pai começou a desanimar e pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
- Não precisa manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada, você é que faz coisas com ela.
- O quê?
- Controla, chuta...
- Ah, então é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo. Você pensou que fosse o quê?
- Nada não.

    O garoto agradeceu, disse “legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da TV, com a bola do seu lado, manejando os controles do vídeo game. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de Blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio. Estava ganhando da máquina.

    O pai pegou a bola nova e ensinou algumas embaixadinhas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

- Filho, olha.

    O garoto disse “legal”, mas não desviou os olhos da tela.
O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro do couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês pra garotada se interessar.

Veríssimo, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada;
edição especial para as escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996.
Em “Mas era uma bola” a palavra destacada é uma conjunção adversativa. Qual das palavras abaixo poderia substituí-la mantendo a correção gramatical e o sentido original?
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572Q931435 | Português, Sintaxe, Vestibular UERJ, UERJ, UERJ

Além disso, a publicização da intimidade não significa necessariamente autopromoção do eu. Ela pode ativar uma dimensão importante da comunicação humana. (l. 25-26)
O valor da frase sublinhada, em relação àquela que a antecede, pode ser caracterizado como:
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573Q165505 | Português, Sintaxe, Auditor Fiscal do Tesouro Estadual, SEFAZ PE, FCC

Texto associado.
      Não há hoje no mundo, em qualquer domínio de atividade artística, um artista cuja arte contenha maior universalidade que a de Charles Chaplin. A razão vem de que o tipo de Carlito é uma dessas criações que, salvo idiossincrasias muito raras, interessam e agradam a toda a gente. Como os heróis das lendas populares ou as personagens das velhas farsas de mamulengos.
     Carlito é popular no sentido mais alto da palavra. Não saiu completo e definitivo da cabeça de Chaplin: foi uma criação em que o artista procedeu por uma sucessão de tentativas erradas.
      Chaplin observava sobre o público o efeito de cada detalhe.
      Um dos traços mais característicos da pessoa física de Carlito foi achado casual. Chaplin certa vez lembrou-se de arremedar a marcha desgovernada de um tabético. O público riu: estava fixado o andar habitual de Carlito.
      O vestuário da personagem - fraquezinho humorístico, calças lambazonas, botinas escarrapachadas, cartolinha - também se fixou pelo consenso do público.
      Certa vez que Carlito trocou por outras as botinas escarrapachadas e a clássica cartolinha, o público não achou graça: estava desapontado. Chaplin eliminou imediatamente a variante. Sentiu com o público que ela destruía a unidade física do tipo. Podia ser jocosa também, mas não era mais Carlito.
      Note-se que essa indumentária, que vem dos primeiros filmes do artista, não contém nada de especialmente extravagante. Agrada por não sei quê de elegante que há no seu ridículo de miséria. Pode-se dizer que Carlito possui o dandismo do grotesco.
      Não será exagero afirmar que toda a humanidade viva colaborou nas salas de cinema para a realização da personagem de Carlito, como ela aparece nessas estupendas obras-primas de humor que são O garoto, Em busca do ouro e O circo.
      Isto por si só atestaria em Chaplin um extraordinário discernimento psicológico. Não obstante, se não houvesse nele profundidade de pensamento, lirismo, ternura, seria levado por esse processo de criação à vulgaridade dos artistas medíocres que condescendem com o fácil gosto do público.
      Aqui é que começa a genialidade de Chaplin. Descendo até o público, não só não se vulgarizou, mas ao contrário ganhou maior força de emoção e de poesia. A sua originalidade extremou-se. Ele soube isolar em seus dados pessoais, em sua inteligência e em sua sensibilidade de exceção, os elementos de irredutível humanidade. Como se diz em linguagem matemática, pôs em evidência o fator comum de todas as expressões humanas.


(Adaptado de: Manuel Bandeira. “O heroísmo de Carlito”.Crônicas da província do Brasil. 2. ed. São Paulo, Cosac Naify, 2006, p. 219-20)

Não obstante, se não houvesse nele profundidade de pensamento, lirismo, ternura, seria levado por esse processo de criação à vulgaridade dos artistas medíocres que condescendem com o fácil gosto do público.

Na frase acima, a oração subordinada grifada tem valor
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574Q833977 | Português, Sintaxe, Assistente Técnico, IDIB, 2021

TEXTO I 


O macacão branco


    Sejamos honestas, colegas de trabalho: quem de nós pode vestir um macacão branco decotado na frente e nas costas, colado ao corpo, sem antes passar por uma lipoescultura, uma sessão de bronzeamento e ficar duas semanas sem comer? Resposta no final dessa coluna.

    Não teria adjetivos suficientes para comentar o show que Maria Rita fez no Anfiteatro Pôr do Sol, semana passada, cantando músicas da sua mãe, Elis Regina. O espetáculo foi perfeito do início ao fim, e São Pedro ainda deu uma canja, oferecendo um entardecer de cinema, com direito a uma lasca de lua, céu estrelado e brisa suave. Se Elis não fosse gaúcha, teria se naturalizado naquele instante, em algum cartório no céu.

    Mas voltemos a Maria Rita. Toda de branco, ela entrou no palco com uma túnica diáfana que ia até os pés: praticamente um anjo de bons modos. Até que, quatro ou cinco músicas depois do início do show, ela retirou a túnica e ficou só de macacão branco decotado, com as costas de fora, colado no corpo. Pensei: é peituda essa mulher.

    Peituda porque, além de peito, Maria Rita tem coxa, tem bunda, tem barriguinha, tem sustância, tem o corpo da brasileira típica, que passa longe das esquálidas das revistas, das ossudas das passarelas. A numeração de Maria Rita não é 36, mas vestiu aquele macacão branco como se fosse.

    Quaquaraquáquá, quem riu? Quaquaraquáquá, foi ela. Cantando Vou Deitar e Rolar e outros tantos hits da sua talentosa genitora, Maria Rita rebolou, sambou, jogou charme, braço pra cima, braço pro lado, ajeitadinha no cabelo, caras e bocas, dona e senhora do pedaço e com o namorado bonitão (Davi Moraes, na guitarra) ali na retaguarda, babando – se não estava, deveria. Porque Maria Rita, além de cantar divinamente, mostrava 100% seu lado fêmea, segura e incomparável. Que nem as modelos de revista? Quaquaraquaquá. Muito melhor.

    Fiquei matutando depois: como mulher se preocupa com besteira. Usa roupa preta para afinar, veste bermudas compressoras para chapar a barriga, manga comprida para esconder os braços roliços, e mais isso, e aquilo, quando o maior segredo de beleza consta do seguinte: sinta-se num palco, mesmo que nunca tenha chegado perto de um. Imagine-se com 60 mil pessoas te aplaudindo, te admirando pelo que você faz, pelo que você é, imagine-se com o público na mão, pois você é competente e tem uma elegância natural. Conscientize-se de que sua inteligência é superior às suas medidas, que ser magrinha não atrai amor instantâneo, que sua personalidade é um cartão de visitas, que a felicidade é a melhor maquiagem, que ser leve é que emagrece.

    E dá-se a mágica.

    Quem de nós pode vestir um macacão branco decotado na frente e nas costas, colado ao corpo, sem antes passar por uma lipoescultura, uma sessão de bronzeamento e ficar duas semanas sem comer? Qualquer uma de nós, ora.


MEDEIROS. Martha. A graça da coisa. 1ª ed. Porto Alegre – RS: L&PM, 2013.

Na passagem “A numeração de Maria Rita não é 36, mas vestiu aquele macacão branco como se fosse”, o termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por
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575Q254424 | Português, Sintaxe, Técnico Judiciário Enfermagem, TRT 2a REGIÃO, FCC

Texto associado.

Duzentos anos atrás, apenas 3% da população mundial viviam em cidades. Há um século, na esteira da Revolução Industrial, a porcentagem tinha subido para 13% ? ainda uma minoria em um planeta essencialmente rural. Em algum momento deste ano, de acordo com estimativas das Nações Unidas, pela primeira vez na história o número de pessoas que vivem em áreas urbanas ultrapassará o de moradores do campo. Segundo o mesmo estudo, nas próximas décadas, praticamente todo o crescimento populacional do planeta ocorrerá nas cidades, nas quais viverão sete em cada dez pessoas em 2050. A população rural ainda deve aumentar nos próximos dez anos, antes de entrar em declínio gradativo.

O que move a humanidade em direção à vida de colméia? Desde cedo, a cidade teve o mérito de dar ao homem a possibilidade de evoluir além da luta pela sobrevivência pura e simples. Sua primeira função foi de local de proteção, de armazenagem de alimentos e de entreposto de trocas. A segurança urbana permitiu o desenvolvimento dotrabalho especializado, que liberou as pessoas para se engajarem em atividades como as artes, a ciência, a religião e a inovação tecnológica. A lei é a essência da vida urbana desde os tempos babilônicos. Primeiro, porque as cidades são centros de comércio e essa atividade exige regulamentos. Segundo, porque elas atraem diferentes tipos de moradores, que precisam viver juntos e dependem de normas comuns de comportamento.

O lugar que melhor sintetiza a urbanização em escala global é a megalópole. Esse é o nome que se dá aos aglomerados urbanos com mais de 10 milhões de habitantes. Um em cada 25 habitantes do planeta vive em uma das dezenove megalópoles existentes. Seus moradores desfrutam uma vasta gama de serviços especializados, comércio disponível noite e dia,
programas culturais para todos os gostos, infinitas alternativas de lazer - mas o trânsito pode ser tão congestionado que se torna difícil usufruir as ofertas, ou a preocupação com a segurança é tal que obriga os pais a criar os filhos sobum controle extenuante. Essa situação é agravada pelo fato de quinze desses gigantes estarem localizados em países pobres ou emergentes.

(Adaptado de Thomaz Favero. Veja. 16 de abril de 2008, p.111)

A concordância verbo-nominal está inteiramente correta na frase:

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576Q850975 | Português, Sintaxe, Assistente Social, EDUCA, 2020

Texto I

Adaptado

Governo de SP divulga dados sobre segurança da

vacina contra a Covid da Sinovac


O governo de São Paulo divulgou nesta segunda-feira (19) dados sobre a segurança da vacina contra a Covid desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac e o Instituto Butantan. Ainda não são dados oficiais usados para futuro registro, mas a vacina da chinesa Sinovac, que está em teste coordenado pelo Instituto Butantan, tem demonstrado níveis de segurança classificados como excelentes na entrevista desta segunda. 

Seis mil dos nove mil voluntários ainda não receberam a segunda dose da vacina testada pelo Butantan, mas acompanhamento de saúde feito de rotina mostrou que menos de 20% deles tiveram dor de cabeça e quase não foram observados efeitos colaterais leves, como edema ou inchaço no local da aplicação. Só que segurança é apenas um dos obstáculos a serem vencidos.

O governo paulista, que antes falava em 15 de dezembro como o início da vacinação em profissionais de saúde, agora não estabelece mais prazo.

“As perspectivas, como eu disse, são relativamente otimistas, mas nós não podemos dar para você uma data precisa de quando isso vai acontecer. Esperamos que até o final desse ano essa vacina tenha o seu dossiê entregue na nossa Anvisa, e que a Anvisa possa proceder muito rapidamente a análise e o registro da vacina”, afirma Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

E, para chegar lá, todas as vacinas precisam passar pela fase três de testes, uma fase que pode demorar mais que o esperado por dois motivos apresentados nesta segunda em São Paulo: dificuldade em encontrar voluntários, e em atingir, entre eles, um número suficiente de contaminados pelo coronavírus para avaliar a eficácia da vacina.

No caso da vacina da Sinovac do Butantan, são necessários mais quatro mil voluntários de 18 a 60 anos que trabalhem na área da saúde em contato com pacientes de Covid. Além disso, avaliações só são feitas quando 61 e depois 151 voluntários forem contaminados pelo coronavírus.

“Como o estudo é controlado por um organismo internacional, quer dizer, não tem nenhum brasileiro participando desse comitê, é esse comitê que avalia os dados que são remetidos diariamente para lá, e é esse comitê que abrirá o estudo quando atingirmos 61 casos”, afirma Dimas Covas.

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/10/19

“O governo paulista, que antes falava em 15 de dezembro como o início da vacinação em profissionais de saúde, agora não estabelece mais prazo.”

A oração em destaque é uma subordinada:

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577Q832492 | Português, Sintaxe, Prefeitura de Itapiranga SC Farmacêutico Bioquímico, AMEOSC, 2021

Assinale a alternativa que apresenta problemas de concordância verbo-nominal:

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578Q682222 | Português, Sintaxe, Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal, TRF 4a, FCC, 2019

Há adequada correlação entre os tempos e os modos verbais empregados na frase:
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579Q669194 | Português, Sintaxe, Analista do Legislativo Consultor Administrativo, Câmara de Montes Claros MG, COTEC, 2020

Texto associado.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder à questão que a ele se refere.
O EFEITO TERRA
   “Quando me encontrava preso, na cela de uma cadeia/Foi que vi pela primeira vez, as tais fotografias/ Em que apareces inteira, porém lá não estavas nua/E sim coberta de nuvens/ Terra, Terra…”. A Terra que Caetano Veloso cantou é a mesma que, em 1968, assombrou integrantes da Apollo 8, os primeiros homens a circundar a Lua.
   Nessa missão, o astronauta Frank Bormans apontou sua câmera para cá e a imagem, conhecida por “Terra nascente”, teve um efeito revelador: fomos à Lua, mas descobrimos a Terra. O contraste entre o cinza, desolador e inabitável do satélite, e o azul e o branco vívidos de nosso planeta, marcou uma geração. A foto revelou nossa beleza, e expos também a fragilidade de um lugar que sempre nos pareceu imenso mas que, quando visto de uma boa distância, não passa de um diminuto oásis de vida solto na imensidão.
   Anos depois, o escritor e filósofo americano Frank White, que vira as mesmas imagens de Bormans, cunhou um termo que ele acredita ser muito importante nos dias de hoje: overview effect (efeito Terra). Após conversar com os astronautas de várias missões, White concluiu que, ao visualizar a Terra de uma perspectiva panorâmica, uma mudança cognitiva – e definitiva – ocorre no observador.
   De um ponto de vista espacial, presencia-se uma série de díades (pares) que são ao mesmo tempo sim/não, micro/macro, porque, de longe, as fronteiras e barreiras não podem ser vistas. Vê-se um globo uniforme, mas, ao mesmo tempo, há o conhecimento de que ele é cheio de divisões e heterogeneidades. O efeito Terra dilui os maniqueísmos e a divisão da realidade em polos opostos, como sim/não ou bem/mau.
   A importância disso está em compreender que um mesmo objeto, seja um átomo, pessoa ou nosso planeta, pode ser visto como unidade e diversidade ao mesmo tempo – tudo depende da perspectiva escolhida. E, apesar de já sabermos disso intelectualmente, a grande transformação está em vivenciar essa simultaneidade.
   Nas nove missões que se seguiram à Apollo 8, muitas fotos da Terra foram tiradas. E apenas 24 astronautas estiveram suficientemente distantes – pouco mais de 40 mil quilômetros – para vê-la por inteiro.
   Entre os cosmonautas, há um passatempo semelhante: observar a Terra. “Tínhamos seis horas de descanso, a cada 24 horas, na Estação Espacial Internacional, para dormir. Mas sempre utilizava esse tempo para apreciar nosso planeta”, diz Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro. “Tirei mais de duas mil fotos nos seis dias em que passei na Estação”, completa.
   Outra foto que rodou o mundo, tirada por Carl Sagan em 1996 e feita a 3,7 bilhões de quilômetros de distância, mostrava um pálido ponto azul em um fundo escuro. “Nossa atitude, nossa importância concebida, nossa ilusão de estarmos em uma posição privilegiada no universo, são contestadas por esse ponto de luz”, disse Sagan ao revelar a imagem. Para ele, somos uma partícula solitária em uma imensidão negra. “Nessa imensurável negritude, nessa sombra infinita, não há qualquer gesto de ajuda de que algo virá nos salvar de nós mesmos”, refletiu.
   “Não há como alguém ir ao espaço e voltar o mesmo”, afirma Marcos Pontes, assim como concorda quando dizem que o efeito Terra torna as pessoas mais altruístas e engajadas em projetos ambientais e sociais. Ele acrescenta que essa mudança cognitiva “só pode ocorrer se estiver subordinada ao desenvolvimento intelectual e moral, pois, caso contrário, a importância de visualizar a Terra da perspectiva espacial se perderá por falta de conhecimento e educação”.
Assim, independentemente de sermos astronautas ou não, o efeito Terra é importante para redimensionar nosso ponto de vista. “Ao longo de nossa história, sempre fundamentamos a imagem de nós mesmos sob um olhar terreno”, escreveu o mitólogo Joseph Campbell no livro Para Viver os Mitos.
Assim como os templos budistas que são construídos no alto das montanhas, com paisagens no horizonte – experiência que estimula a expansão da visão e a diminuição do “eu” –, a imagem da Terra que flutua no espaço é um estímulo para enxergarmos além. E aprimorarmos nossa relação com o planeta. Segundo Campbell, o brutal relacionamento que temos com o planeta se deve, em grande parte, à carência de mitos contemporâneos. Eles nos ajudam a compreender ideias conhecidas e desconhecidas e tem papel primordial na orientação da vida, indicando valores individuais e coletivos. Campbell sugere que o próximo mito, “e o único que valerá a pena cogitar no futuro imediato”, é aquele que fala do planeta como um todo, que diminui a importância do indivíduo e amplia a do coletivo.
   Chris Hadfield, um dos astronautas mais populares dos últimos anos, com milhões de views na web, já sabia da importância da Terra como símbolo antes mesmo de se imaginar fora dela. “Todos nós que fomos ao espaço, só estamos lá por causa e para outros e, desde meus sonhos de garoto, tinha planejado divulgar ao máximo o que fazemos e tirar muitas fotos para mostrar como o mundo é incrível e que não deveríamos precisar ir ao espaço para contemplá-lo”, diz ele, que teve sua fama multiplicada por postar seu material nas redes sociais.
   “Tirava muitas fotos da Terra e, instantaneamente, com poucos minutos de diferença, compartilhava”, conta. Assim, uma aurora boreal, um furacão ou uma imensa tempestade de raios, vistos do espaço, puderam ser observados por milhares de pessoas. “Além de nos ajudar a ver o planeta um pouco melhor, acho que toda essa troca de informações, diretamente da Estação Espacial Internacional, nos ajuda a vermos nós mesmo um pouco melhor”, conclui.
   Apesar de tudo, o efeito Terra, como experiência que altera nossa perspectiva, fica um tanto distante dos que jamais verão esse planeta do espaço, porque mesmo com as mais avançadas tecnologias, fotos e filmes, ele perde potência como experiência. E torna-se um símbolo que não causa uma mudança imediata.
   O efeito Terra, inevitavelmente, se perde na distância entre nós e o pálido ponto azul. Mas as lições e experiências se perpetuam através das poucas pessoas que têm o privilégio de vê-la por completo. E que trazem consigo muitas descobertas capazes de ressignificar, também, a nossa relação com o planeta.
Sobre a organização morfossintática do trecho “Entre os cosmonautas, há um passatempo semelhante: observar a Terra [...]” (linha 22), é CORRETO afirmar que
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580Q853262 | Português, Sintaxe, Assistente Legislativo, FCC, 2020

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 

1.    “Máquinas similares às hoje existentes serão construídas a custos mais baixos, mas com velocidades mais rápidas de processamento.” Assim, em um artigo de 1965, o empreendedor Gordon Moore, hoje com 90 anos de idade, apresentou sua célebre ideia. Pela “Lei de Moore”, a cada dois anos, em média, o desempenho dos chips de computador dobra, sem que aumentem os custos de fabricação. A máxima, irretocável, à exceção de pequenos detalhes, funcionou tal qual intuíra Moore. É uma regra que pode, contudo, estar com os dias contados.  
2.    Vive-se, hoje, uma revolução tecnológica afeita a deixar no passado o raciocínio da duplicação de capacidade de cálculos à base de silício: é a computação quântica. Ela poderá nos levar a distâncias inimagináveis: tarefas que o computador mais poderoso do planeta demoraria 10.000 anos para completar seriam feitas em minutos. 
3.    A computação quântica, até o início desta década, não passava de teoria. Nos últimos anos, começou a ser testada, com sucesso parcial, até conseguir tração que parece se encaminhar para uma nova história. Um documento da NASA, vazado recentemente, mostra que uma empresa, ao criar o primeiro computador quântico funcional da história, pode estar próxima de romper com o paradigma imposto pela Lei de Moore.
4.    A revelação foi resultado de uma distração. Algum funcionário da NASA, também envolvido com o projeto, acidentalmente publicou no site da agência espacial um estudo que mostra o feito, realizado por meio de uma máquina, ainda sob sigilo. O arquivo, já programado para ser divulgado oficialmente, permaneceu poucos segundos no ar, mas foi flagrado pelo jornal Financial Times.    
5.    O avanço ainda se restringe a âmbitos estritamente técnicos, sem utilidade cotidiana, mas já é apelidado de “o Santo Graal da computação”. Isso porque o feito, se comprovado, atingiu o que se conhece como “supremacia quântica”. A nomenclatura indica um momento da civilização em que os computadores talvez sejam tão (ou mais) competentes quanto os seres humanos. 
6.    O cientista da computação Scott Aaronson disse, em entrevista: “Isso não causará mudança imediata na vida das pessoas. Mas só por enquanto, pois se trata do início de um caminho que levará a transformações radicais em diversas áreas”. Vale lembrar que o computador que usamos hoje também começou com um passo singelo, em 1843, quando a matemática inglesa Ada Lovelace (1815-1852) publicou um diagrama numérico que veio a ser considerado o primeiro algoritmo computacional. 
(Adaptado de: Revista Veja, edição de 09/10/2019, p. 79) 

o desempenho dos chips de computador dobra, sem que aumentem os custos de fabricação.
O segmento sublinhado acima exerce a mesma função sintática daquele sublinhado em:
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