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Questões de Concursos AOCP

Resolva questões de AOCP comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


2061Q667807 | Serviço Social, Assistente Social 20H, Prefeitura de Recife PE, AOCP, 2020

As “Bandeiras de Luta” do Conjunto CFESS-CRESS constituem um documento importante para pautar o exercício profissional da categoria de assistentes sociais. No referido documento, é possível evidenciar a preocupação do Serviço Social com o tema da Reforma Psiquiátrica e saúde mental. Sobre o assunto, assinale a alternativa que NÃO apresenta uma bandeira de luta dos assistentes sociais no âmbito da Reforma Psiquiátrica.
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2062Q707789 | Engenharia Florestal, Analista Ambiental Engenheiro Florestal, Prefeitura de Juiz de Fora MG, AOCP, 2019

Texto associado.
O difícil, mas possível, diálogo entre a arte e a ciência

                                            Daniel Martins de Barros 

Estabelecer pontes entre a ciência e a arte não é tarefa fácil. Se a revolução científica, com sua valorização da metodologia experimental e sua necessidade de rigor, trouxe avanços inegáveis para a humanidade, por outro lado também tornou o trabalho científico distante do homem comum. Com isso, distanciou-o também da arte, que talhada para captar a essência humana, o faz de maneira basicamente intuitiva. Tentativas de reaproximação até existem, mas a inconstância e variabilidade no seu sucesso atestam a dificuldade da empreitada. Um dos diálogos mais interessantes entre ciência e arte se deu nas primeiras décadas do século 20, na relação entre o surrealismo e a psicanálise.

Os sonhos eram considerados proféticos e reveladores, até que, em 1899, Sigmund Freud apresentou uma das primeiras tentativas de interpretá-los cientificamente no livro A Interpretação dos Sonhos.Simplificando bastante, sonhos seriam um momento em que conteúdos inconscientes surgiriam para nós, ainda que disfarçados, e caberia à psicanálise desmascarar seu real significado. 

O movimento artístico do surrealismo imediatamente se apropriou dessas teorias. Os surrealistas já nutriam um interesse especial pelo inconsciente, tentando retratar esses conteúdos em suas obras, mas após a tradução do livro de Freud para o espanhol, o pintor catalão Salvador Dalí tornou-se um dos maiores entusiastas da obra freudiana. Segundo ele mesmo, o objetivo de sua pintura era materializar as imagens de sua “irracionalidade concreta”. 

Desde que se tornou fã declarado do médico austríaco, Dalí tentou se encontrar com ele. Tanto insistiu que conseguiu, quando Freud já estava idoso e bastante doente. A reunião não foi das mais frutíferas, já que os dois eram incapazes de conversar: Dalí não falava alemão nem inglês, e Freud, além do câncer de mandíbula, não estava ouvindo bem. A interação ficou limitada: Freud analisou um quadro recente de Dalí, enquanto esse passava o tempo desenhando o psicanalista e o observava a conversar com o amigo e escritor Stephan Zweig. 

O resultado tímido do encontro poderia bem ser emblemático da complicada engenharia que é construir pontes entre tão distantes universos. As conversas nem sempre são frutíferas, as trocas muitas vezes são frustrantes. Mas a retomada desse episódio na peça Histeria, do dramaturgo Terry Johnson, mostra que não desistimos, e que novas maneiras podem ser tentadas. Usando a liberdade que só se encontra na arte, Johnson expande o diálogo que não aconteceu, mostrando – ainda que numa realidade alternativa e em chave cômica – que os caminhos que ligam arte e ciência podem ser acidentados, mas não deixam de ser possíveis. Embora a psicanálise não seja mais considerada científica pelos critérios atuais e o surrealismo já não exista como movimento organizado, o encontro dessas duas formas de saber, no alvorecer do século 20, persiste como emblema de um diálogo que, mesmo que cheio de ruídos, não pode ser abandonado.


Adaptado de: http://m.cultura.estadao.com.br/noticias/teatro-e-danca,analise-o-dificil--mas-possivel--dialogo-entre-aarte-e-a-ciencia,10000048930 Acesso em 17 de maio de 2016.

Em relação ao texto “O difícil, mas possível, diálogo entre a arte e a ciência”, assinale a alternativa correta.
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2063Q117202 | Direito Constitucional, Estados, Analista de Projetos Jurídica, BRDE, AOCP

De acordo com a Constituição Federal, são bens dos estados:

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2064Q748320 | Economia, Outros temas de economia, Analista de Desenvolvimento, DESENBAHIA, AOCP

Considere o texto a seguir: ?Quando da análise econômico-financeira de projetos, deve-se entender que, para a empresa (pública ou privada), a decisão de investir é de natureza complexa, porque muitos fatores entram em cena. O projeto de investimento, em sentido amplo, pode ser interpretado como um esforço para elevar o nível de informação (conhecimento) a respeito de todas as implicações, tanto desejáveis quanto indesejáveis, para diminuir o nível de risco. O projeto é uma simulação da decisão de investir.? Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) INCORRETA(S) em relação a outro(s) conceito(s) utilizado(s) pelo tomador de decisão do investimento.

I. Depreciação.

II. Índice Benefício/Custo.

III. Taxa de Máxima Atratividade

IV. Período de Recuperação do Investimento

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2065Q702502 | Administração Geral, Analista Censitário, IBGE, AOCP, 2019

O diretor do departamento de treinamento do IBGE realiza suas atividades com competência e sempre procura, em suas relações interpessoais, favorecer o trabalho da equipe, incentivando as discussões informais, construindo um ambiente com confiança mútua e envolvimento grupal intenso. De acordo com esse cenário, qual é o estilo de liderança desse diretor?
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2066Q694060 | Medicina, Perito Oficial Criminal Área 5 QUÍMICA, Polícia Civil ES, AOCP, 2019

Agente tóxico refere-se a qualquer substância química que, ao entrar em contato com o organismo, é capaz de induzir alterações fisiológicas de modo a desenvolver um quadro de intoxicação que, em alguns casos, pode evoluir à morte. Sobre a classificação dos agentes tóxicos e os fatores que influenciam a sua toxicidade, assinale a alternativa correta.
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2067Q390711 | Direito Penal, Criminologia, Agente de Necropsia, Instituto Técnico Científico de Perícia RN, AOCP, 2018

Durante o deslocamento para um exame de local envolvendo incêndio, o auxiliar questionou seu superior sobre o procedimento que eles iriam realizar. O responsável então explicou as finalidades da perícia de incêndio com base no Código de Processo Penal. Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao que o responsável teria dito com fundamento nesse código de ritos.
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2068Q114522 | Português, Analista de Projetos Agronomia, BRDE, AOCP

Texto associado.

Condenados à tradição

O que fizeram com a poesia brasileira

Iumna Maria Simon

Por um desses quiproquós da vida cultural, a tradicionalização, ou a referência à tradição, tornou-se um tema dos mais presentes na poesia contemporânea brasileira, quer dizer, a que vem sendo escrita desde meados dos anos 80. Pode parecer um paradoxo que a poesia desse período, a mesma que tem continuidade com ciclos anteriores de vanguardismo, sobretudo a poesia concreta, e se seguiu a manifestações antiformalistas de irreverência e espontaneísmo, como a poesia marginal, tenha passado a fazer um uso relutantemente crítico, ou acrítico, da tradição. Nesse momento de esgotamento do moderno e superação das vanguardas, instaura-se o consenso de que é possível recolher as forças em decomposição da modernidade numa espécie de apoteose pluralista. É uma noção conciliatória de tradição que, em lugar da invenção de formas e das intervenções radicais, valoriza a convencionalização a ponto de até incentivar a prática, mesmo que metalinguística, de formas fixas e exercícios regrados. Ainda assim, não se trata de um tradicionalismo conservador ou "passadista", para lembrar uma expressão do modernismo dos anos 20. O que se busca na tradição não é nem o passado como experiência, nem a superação crítica do seu legado. Afinal, não somos mais como T. S. Eliot, que acreditava no efeito do passado sobre o presente e, por prazer de inventar, queria mudar o passado a partir da atualidade viva do sentimento moderno. Na sua conhecidíssima definição da tarefa do poeta moderno, formulada no ensaio "Tradição e talento individual", tradição não é herança. Ao contrário, é a conquista de um trabalho persistente e coletivo de autoconhecimento, capaz de discernir a presença do passado na ordem do presente, o que, segundo Eliot, define a autoconsciência do que é contemporâneo. Nessa visada, o passado é continuamente refeito pelo novo, recriado pela contribuição do poeta moderno consciente de seus processos artísticos e de seu lugar no tempo. Tal percepção de que passado e presente são simultâneos e inter-relacionados não ocorre na ideia inespecífica de tradição que tratarei aqui. O passado, para o poeta contemporâneo, não é uma projeção de nossas expectativas, ou aquilo que reconfigura o presente. Ficou reduzido, simplesmente, à condição de materiais disponíveis, a um conjunto de técnicas, procedimentos, temas, ângulos, mitologias, que podem ser repetidos, copiados e desdobrados, num presente indefinido, para durar enquanto der, se der. Na cena contemporânea, a tradição já não é o que permite ao passado vigorar e permanecer ativo, confrontando-se com o presente e dando uma forma conflitante e sempre inacabada ao que somos. Não implica, tampouco, autoconsciência crítica ou consciência histórica, nem a necessidade de identificar se existe uma tendência dominante ou, o que seria incontornável para uma sociedade como a brasileira, se as circunstâncias da periferia pós-colonial alteram as práticas literárias, e como. Não estou afirmando que os poetas atuais são tradicionalistas, ou que se voltaram todos para o passado, pois não há no retorno deles à tradição traço de classicismo ou revivalismo. Eles recombinam formas, amparados por modelos anteriores, principalmente os modernos. A tradição se tornou um arquivo atemporal, ao qual recorre a produção poética para continuar proliferando em estado de indiferença em relação à atualidade e ao que fervilha dentro dela. Até onde vejo, as formas poéticas deixaram de ser valores que cobram adesão à experiência histórica e ao significado que carregam. Os velhos conservadorismos culturais apodreceram para dar lugar, quem sabe, a configurações novas e ainda não identificáveis. Mesmo que não exista mais o "antigo", o esgotado, o entulho conservador, que sustentavam o tradicionalismo, tradição é o que se cultua por todos os lados. Na literatura brasileira, que sempre sofreu de extrema carência de renovação e variados complexos de inferioridade e provincianismo, em decorrência da vida longa e recessiva, maior do que se esperaria, de modas, escolas e antiqualhas de todo tipo, essa retradicionalização desculpabilizada e complacente tem inegável charme liberador.

Revista Piauí, edição 61, 2011.

Nos fragmentos abaixo, extraídos do texto, a colocação pronominal foi alterada. Assinale a única alternativa correta.

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2069Q822619 | Legislação Federal, Lei n 8080 1990 Lei Orgânica da Saúde, Engenheiro de Segurança do Trabalho, EBSERH, AOCP

Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. Os serviços públicos que integram o Sistema Único de Saúde (SUS) constituem campo de prática para ensino e pesquisa, mediante normas específicas, elaboradas conjuntamente com o sistema educacional.

II. Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), só poderão ser exercidas em regime de tempo parcial.

III. Os servidores que legalmente acumulam dois cargos ou empregos poderão exercer suas atividades em mais de um estabelecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

IV. Os servidores ocupantes de cargos ou função de chefia, direção ou assessoramento poderão exercer suas atividades em mais de um estabelecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

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2070Q709211 | Engenharia Florestal, Analista Ambiental Engenheiro Florestal, Prefeitura de Juiz de Fora MG, AOCP, 2019

Gleissolos são comuns nas baixadas úmidas, saturadas com água por períodos suficientes para que o ferro seja reduzido, removido, e o solo torne-se descolorido, com padrões acinzentados característicos. Qual é a sequência de conduta adequada para o seu manejo com fins conservacionistas?
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2071Q116857 | Português, Morfologia, Analista de Sistemas Desenvolvimento de Sistemas, BRDE, AOCP

Texto associado.

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Nos fragmentos abaixo, extraídos do texto, a colocação pronominal foi alterada. Assinale a única alternativa correta.

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2072Q562575 | Informática, PowerPoint, Assistente Técnico Administrativo, MPE BA, AOCP

É um elemento do modelo de design que armazena informações sobre o modelo, inclusive os estilos de fontes, tamanhos e posições de espaços reservados, design do plano de fundo e esquemas de cores. Tal definição no programa de apresentações Power Point 2010 (instalação padrão português – Brasil) corresponde
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2073Q325559 | Pedagogia, Planejamento de Ensino, Pedagogo, EBSERH, AOCP

Sobre a avaliação de desempenho, NÃO podemos afirmar que
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2074Q563133 | Informática, Windows, Agente de Necropsia, Instituto Técnico Científico de Perícia RN, AOCP, 2018

Em relação aos clientes de e-mail utilizados nos sistemas operacionais Microsoft Windows XP Profissional e Microsoft Windows 7 (instalações padrão em português do Brasil), assinale a alternativa INCORRETA.
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2075Q118718 | Informática , Administração de banco de dados, Analista de Sistemas Administrador de Banco de Dados, BRDE, AOCP

Sobre a Abordagem para a Programação com o Banco de Dados, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. Podemos embutir os comandos de bancos de dados em uma linguagem de programação de propósito geral: nessa abordagem, as declarações para o banco de dados ficam embutidas na linguagem de programação hospedeira, e elas são identificadas por um prefixo especial.

II. Uma outra abordagem é utilizar uma biblioteca de funções para o banco de dados: deixa-se uma biblioteca de funções disponível para que a linguagem de programação hospedeira possa fazer chamadas para o banco de dados.

III. Projetando uma nova linguagem: uma linguagem de programação de um banco de dados é projetada especialmente para ser compatível com o modelo do banco de dados e com a linguagem de consulta.

IV. Criando um novo compilador: cria-se um novo compilador capaz de interpretar e executar o código fonte, desta forma esse compilador deve ser responsável por identificar o que são processos comuns e o que são processos SQL.

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2076Q686281 | Português, Pontuação, Contador, UFPB, AOCP, 2019

Texto associado.

                                                                                                                                    Mundo de mentira 

                                                                                                                                                                                                                                                                       Paulo Pestana 
          Tem muita gente que implica com mentira, esquecendo-se de que as melhores histórias do mundo nascem delas: algumas cabeludas, outras mais inocentes, sempre invenções da mente, fruto da criatividade — ou do aperto, dependendo da situação. 
        Ademais, se fosse tão ruim estaria na lista das pedras que Moisés recebeu aos pés do monte Sinai, entre as 10 coisas mais feias da humanidade, todas proibidas e que levam ao inferno; ficou de fora. 
           A mentira não está nem entre os pecados capitais, que aliás eram ofensas bem antes de Cristo nascer, formando um rol de virtudes avessas, para controlar os instintos básicos da patuleia. Eram leis. E é preciso lembrar também que ninguém colocou a mentira entre os pecados veniais; talvez, seja por isso que o mundo minta tanto, hoje em dia. 
        E tudo nasceu na forma mais poética possível, com os mitos — e não vamos falar de presidentes aqui — às lendas, narrativas fantásticas que serviam para educar ou entreter. Entre tantas notícias falsas, há muitas lendas que, inclusive, explicam por que fazemos tanta festa para o ano que começa. 
         Os japoneses, por exemplo, contam que um velhinho, na véspera do ano-novo, não conseguiu vender os chapéus que fabricava e colocou-os na cabeça de seis estátuas de pedra; chegou em casa coberto de neve e sem um tostão. No dia seguinte, recebeu comida farta e dinheiro das próprias estátuas, para mostrar que a bondade é sempre reconhecida e recompensada. 
       Os brasileiros vestem roupas brancas na passagem do ano, mas poucos sabem que esta é uma tradição recente, de pouco mais de 50 anos, e que veio do candomblé, mais precisamente da cultura yorubá, com os irúnmolés’s funfun — as divindades do branco. E atenção: para eles, o regente de 2019 é Ogum, o guerreiro, orixá associado às forças armadas, ao mesmo tempo impiedoso, impaciente e amável. Ogunhê! 
        Mas na minha profunda ignorância eu não conhecia a lenda da Noite de São Silvestre, que marca a passagem do ano. E assim foime contada pelo Doutor João, culto advogado, entre suaves goles de vinho — um Quinta do Crasto Douro (sorry, periferia, diria o Ibrahim Sued). 
        Disse-me ele: ao ver a Virgem Maria desolada contemplando o Oceano Atlântico, São Silvestre se aproximou para consolá-la, quando ela disse que estava com saudades da Atlântida, o reino submerso por Deus, em resposta aos desafios e à soberba de seu soberano e dos pecados de seu povo. 
        As lágrimas da Virgem Maria — transformadas em pérolas — caíram no oceano; e uma delas deu origem à Ilha da Madeira — chamada Pérola do Atlântico, na modesta visão dos locais — ao mesmo tempo em que surgiram misteriosas luzes no céu, que se repetiriam por anos a fio; e é por isso que festejamos a chegada do ano-novo com fogos de artifício. 
        Aliás, agora inventaram fogo de artifício sem barulho para não incomodar os cachorros. A próxima jogada politicamente correta será lançar fogos sem luz para não perturbar as corujas buraqueiras. E isso está longe de ser lenda: é só um mundo mais chato. 

Disponível em: .> Acesso em: 18 fev. 2019

Assinale a alternativa em que as vírgulas empregadas em destaque estão demarcando um aposto.
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2077Q692942 | Português, Perito Oficial Criminal Área 4, Polícia Civil ES, AOCP, 2019

Texto associado.
               Projetos e Ações: Papo de Responsa
       O   Programa    Papo   de   Responsa   foi   criado
por    policiais   civis  do   Rio   de   Janeiro.  Em  2013,
a    Polícia    Civil   do    Espírito   Santo,  por  meio  de
policiais    da     Academia     de     Polícia    (Acadepol)
capixaba,    conheceu     o   programa  e, em parceria
com     a    polícia    carioca,   trouxe   para  o   Estado.
        O     ‘Papo   de   Responsa’   é   um  programa de
educação   não   formal   que  –  por meio da palavra
e   de    atividades  lúdicas  –  discute  temas diversos
como   prevenção  ao  uso  de  drogas  e  a crimes na
internet,  bullying , direitos  humanos, cultura da paz
e  segurança  pública,  aproximando  os  policiais  da
comunidade  e,   principalmente,   dos  adolescentes.
        O    projeto    funciona     em    três  etapas   e  as
temáticas   são  repassadas  pelo  órgão que convida
o     Papo     de     Responsa,   como   escolas,   igrejas
e      associações,     dependendo    da    demanda  da
comunidade.    No    primeiro    ciclo, denominado de
“Papo é um Papo”, a  equipe  introduz o tema e inicia
o   processo   de  aproximação  com  os  alunos. Já na
segunda   etapa,   os    alunos   são   os protagonistas
e   produzem    materiais,   como    músicas,   poesias,
vídeos     e    colagens     de    fotos,     mostrando     a
percepção    deles    sobre  a  problemática abordada.
        No último processo, o “Papo no Chão”, os alunos
e    os  policiais  civis  formam  uma roda de conversa
no   chão   e   trocam   ideias  relacionadas   a   frases,
questões   e   músicas   direcionadas sempre no tema
proposto   pela   instituição.   Por   fim,   acontece  um
bate-papo    com   familiares  dos alunos, para que os
policiais   entendam   a   percepção  deles  e  também
como   os   adolescentes   reagiram   diante das novas
informações.
Disponível em <https://pc.es.gov.br/projetos-e-acoes>. 
Acesso em: 30/jan./2019.
Quando se redige um texto manuscrito, é necessário conhecer as regras de separação silábica. Considerando essa afirmação, assinale a alternativa em que os vocábulos apresentam separação silábica correta.
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2078Q672226 | Informática, Engenheiro de Dados Big Data, MJSP, AOCP, 2020

Texto associado.

Dentro do contexto de modelagem de um banco de dados relacional em formas normais, é correto afirmar que a técnica de desnormalização consiste em
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2079Q45553 | Pedagogia, Assistente de Alunos, INES, AOCP

Assinale a alternativa correta. Várias tendências de educação relacionadas à ética já foram registradas. Entre elas:
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2080Q684793 | Português, Morfologia, Tecnólogo Formação Gestão Pública, UFPB, AOCP, 2019

Texto associado.
Mundo de mentira 
Paulo Pestana 
        Tem muita gente que implica com mentira, esquecendo-se de que as melhores histórias do mundo nascem delas: algumas cabeludas, outras mais inocentes, sempre invenções da mente, fruto da criatividade — ou do aperto, dependendo da situação. 
            Ademais, se fosse tão ruim estaria na lista das pedras que Moisés recebeu aos pés do monte Sinai, entre as 10 coisas mais feias da humanidade, todas proibidas e que levam ao inferno; ficou de fora. 
              A mentira não está nem entre os pecados capitais, que aliás eram ofensas bem antes de Cristo nascer, formando um rol de virtudes avessas, para controlar os instintos básicos da patuleia. Eram leis. E é preciso lembrar também que ninguém colocou a mentira entre os pecados veniais; talvez, seja por isso que o mundo minta tanto, hoje em dia. 
           E tudo nasceu na forma mais poética possível, com os mitos — e não vamos falar de presidentes aqui — às lendas, narrativas fantásticas que serviam para educar ou entreter. Entre tantas notícias falsas, há muitas lendas que, inclusive, explicam por que fazemos tanta festa para o ano que começa. 
               Os japoneses, por exemplo, contam que um velhinho, na véspera do ano-novo, não conseguiu vender os chapéus que fabricava e colocou-os na cabeça de seis estátuas de pedra; chegou em casa coberto de neve e sem um tostão. No dia seguinte, recebeu comida farta e dinheiro das próprias estátuas, para mostrar que a bondade é sempre reconhecida e recompensada. 
                Os brasileiros vestem roupas brancas na passagem do ano, mas poucos sabem que esta é uma tradição recente, de pouco mais de 50 anos, e que veio do candomblé, mais precisamente da cultura yorubá, com os irúnmolés’s funfun — as divindades do branco. E atenção: para eles, o regente de 2019 é Ogum, o guerreiro, orixá associado às forças armadas, ao mesmo tempo impiedoso, impaciente e amável. Ogunhê!
            Mas na minha profunda ignorância eu não conhecia a lenda da Noite de São Silvestre, que marca a passagem do ano. E assim foime contada pelo Doutor João, culto advogado, entre suaves goles de vinho — um Quinta do Crasto Douro (sorry, periferia, diria o Ibrahim Sued). 
               Disse-me ele: ao ver a Virgem Maria desolada contemplando o Oceano Atlântico, São Silvestre se aproximou para consolá-la, quando ela disse que estava com saudades da Atlântida, o reino submerso por Deus, em resposta aos desafios e à soberba de seu soberano e dos pecados de seu povo. 
            As lágrimas da Virgem Maria — transformadas em pérolas — caíram no oceano; e uma delas deu origem à Ilha da Madeira — chamada Pérola do Atlântico, na modesta visão dos locais — ao mesmo tempo em que surgiram misteriosas luzes no céu, que se repetiriam por anos a fio; e é por isso que festejamos a chegada do ano-novo com fogos de artifício. 
        Aliás, agora inventaram fogo de artifício sem barulho para não incomodar os cachorros. A próxima jogada politicamente correta será lançar fogos sem luz para não perturbar as corujas buraqueiras. E isso está longe de ser lenda: é só um mundo mais chato. 

Disponível em: . Acesso em: 18 fev. 2019. 
Sobre os sentidos e os aspectos linguísticos do texto, é correto afirmar que:
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