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Questões de Concursos CETAP

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241Q1046189 | Português, Interpretação de Textos, Professor de Educação Especial, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.

Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em ideias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.

Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça voo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.

E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do voo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, tem que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe..." E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.

As gerações mais velhas ensinam as mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçara fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopeia nunca mais conseguiu andar.

Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramatica. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.

O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memoria aquilo que e objeto do desejo.

A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que o passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Téo boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada tem a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem — fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. —



(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar”. São Paulo: Ars Poetica Editora Ltda, 1994.)

Analise o excerto e assinale a alternativa que não contempla as ideias expostas.

"Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários."

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242Q1046193 | Pedagogia, Legislação da Educação, Professor de Educação Especial, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

Conforme o Decreto n. 7.611/2011, o que são salas de recursos multifuncionais?
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243Q1046194 | Pedagogia, Legislação da Educação, Professor de Educação Especial, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

Segundo o Decreto 5.626/05, assinale a alternativa com as terminologias que completam adequadamente as lacunas.

"Em termos legais, considera-se _____________ a perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma (...)"

e

"considera-se ___________ aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS".

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244Q1014720 | Libras, Aspectos Linguísticos da Língua Brasileira de Sinais, Professor de Libras, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

Analise as duas assertivas sobre as unidades mínimas na Libras e marque a alternativa correta.

I - Na língua de sinais, pode-se analisar as unidades mínimas através de pares mínimos, ou seja, pares que apresentam apenas uma unidade que implica em mudança de significado apresentando.

Il - PEDRA e QUEIJO formam um par mínimo na língua brasileira de sinais em que a única unidade que difere nestes sinais é a configuração de mão, o movimento e o ponto de articulação são os mesmos.

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245Q1038154 | Português, Interpretação de Textos, Banco de Dados, BANPARÁ, CETAP, 2025

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O sono influencia a generosidade.

Escolher ou não ajudar os outros depende, em parte, de estarmos repousados, conclui um relatório do campus de Berkeley da Universidade da Califórnia. O documento descreve um estudo recente que analisou as imagens cerebrais de 24 voluntários depois de 8 horas de sono e depois de virar a noite. As áreas cerebrais envolvidas no entendimento do que os outros sentem ou precisam ficaram menos ativas quando os participantes estavam cansados.

Em outro estudo no mesmo relatório, os participantes se sentiram mais dispostos a realizar atos de gentileza após uma boa noite de sono. Um terceiro estudo examinou doações para caridade nos Estados Unidos e constatou que toda primavera elas caíam temporariamente 10% mas só em locais que adotavam o horário de verão, no qual as pessoas perdem uma hora de sono na noite em que os relógios são adiantados.

Todos esses resultados indicam que o sono insuficiente nos deixa menos compassivos e prestativos. Nos países desenvolvidos, mais da metade dos adultos não dorme o suficiente, mas todos deveríamos valorizar o sono adequado em vez de tratá-lo como algo opcional, ou improdutivo, argumentam os autores. Eles dizem que isso seria bom para todos, porque nos permitiria ser a melhor versão de nós mesmos.


(Seleções 2023, fevereiro, p.16)
O texto em análise pode ser sintetizado pela citação presente em:
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246Q1076133 | Legislação de Trânsito, Resoluções do Contran, Agente de Trânsito Municipal, Prefeitura de Marituba PA, CETAP, 2024

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder às questão.

O Código de Trânsito Brasileiro - CTB (Lei n.º 9.503, de 23 de setembro de 1997) deverá ser observado para responder à questão seguinte:
Na forma estabelecida pelo CONTRAN, o que deverá ser providenciado sempre que for necessária a imobilização temporária de um veículo no leito viário, em situação de emergência?
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247Q1033045 | Raciocínio Lógico, Análise Combinatória em Raciocínio Lógico, Agente Administrativo, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

Carla está jogando um jogo de palavras no qual ela tenta formar palavras de 3 letras usando as letras da palavra TIGRE. Ela não pode usar a mesma letra duas vezes. Há quantas maneiras únicas de se arranjar 3 letras da palavra TIGRE?
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248Q1076131 | Legislação de Trânsito, Resoluções do Contran, Agente de Trânsito Municipal, Prefeitura de Marituba PA, CETAP, 2024

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Utilize a Resolução CONTRAN n° 811, de 15 de dezembro de 2020, para analisar e responder as questões seguintes:
Os municípios integrados ao SNT deverão manter a estrutura definida nesta Resolução e operacionalizar a gestão do trânsito sob sua circunscrição, estando sujeitos a inspeções eventuais e aleatórias, sob responsabilidade:
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249Q1046195 | Pedagogia, Legislação da Educação, Professor de Educação Especial, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

Com base na Politica Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), marque a alternativa correta sobre os alunos atendidos pela educação especial.
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250Q1018296 | Libras, Aspectos Linguísticos da Língua Brasileira de Sinais, Tradutor e Intérprete de Libras, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

Quanto aos aspectos semânticos da Libras, analise as assertivas e marque a alternativa correta.

I- Em Libras, sinais homônimos apresentam a mesma configuração de mão, o mesmo ponto de articulação e o mesmo espaço, mas significados diferentes.
II- Os sinais correspondentes aos sinais SÁBADO/LARANJA em Libras serão fonologicamente idênticos, somente se diferenciando no contexto em que se inserem.
III- Ao traduzir um texto da Libras para a Língua Portuguesa que contenha os sinais SÁBADO/LARANJA, a propriedade homonímica desses sinais na Libras permanecerá.
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251Q1027770 | Raciocínio Lógico, Diagramas de Venn Conjuntos, Banco de Dados, BANPARÁ, CETAP, 2025

Em um grupo de 80 pessoas, há 38 arquitetas е 56 moradoras de Belém do Pará. Em relação a esse grupo é possível concluir que:
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252Q1076132 | Legislação de Trânsito, Resoluções do Contran, Agente de Trânsito Municipal, Prefeitura de Marituba PA, CETAP, 2024

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Utilize a Resolução CONTRAN n° 811, de 15 de dezembro de 2020, para analisar e responder as questões seguintes:
Para a integração ao Sistema Nacional de Trânsito, de forma direta ou mediante consórcio, os órgãos e entidades executivos de trânsito e rodoviários ou a prefeitura municipal devem dispor de estrutura organizacional e capacidade para o exercício das atividades e competências legais que lhe são próprias, sendo estas, no mínimo, de:

I- engenharia de tráfego;
II- fiscalização e operação de trânsito;
III- educação de trânsito;
IV- coleta, controle e análise estatística de trânsito;
V- julgamento de recursos contra penalidades por eles impostas.

Após a análise dos itens, pode-se afirmar que:
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253Q1014710 | Libras, Educação dos Surdos, Tradutor e Intérprete de Libras, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

Leia as duas assertivas sobre a Educação Bilíngue e marque a alternativa correta sobre a relação entre ambas.

A Educação Bilíngue de surdos envolve a criação de ambientes linguísticos para a aquisição da Libras como primeira língua (L1) por crianças surdas, no tempo de desenvolvimento linguístico esperado e similar ao das crianças ouvintes, e a aquisição do português como segunda língua (L2). (Primeira Assertiva)

O objetivo é garantir a aquisição e a aprendizagem das línguas envolvidas como condição necessária à educação do surdo, construindo sua identidade linguística e cultural em Libras e concluir a educação básica em situação de igualdade com as crianças ouvintes e falantes do português. (Segunda Assertiva)
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254Q1019856 | Espanhol, Interpretação de Texto Comprensión de Lectura, Professor de Espanhol, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

"El espafiol, también conocido como castellano por su origen en la provincia de Castilla, es una de las lenguas más habladas actualmente. Según estudios realizados en los últimos afios por importantes instituciones encargadas de la ensefianza del espaiiol, el idioma es hablado o estudiado por más de 500 millones de personas en todo el mundo, entre las cuales más de 450 millones lo dominan plenamente, más de 50 millones lo hablan con alguna limitación y cerca de 20 millones están en proceso de aprendizaje. De acuerdo con esos datos, la lengua de Cervantes reina detrás del mandarin y, por primera vez, por delante del inglés, alcanzando el rango de segunda lengua franca en el mundo. Es decir, el 67% de la población mundial es ya hispanohablante. El espafiol —que empieza su difusión fuera de la península Ibérica durante los siglos XV y XVI— es la lengua oficial de veintiún países: Espaõa (Europa); Argentina, Bolivia, Colombia, Costa Rica, Cuba, Chile, Ecuador, Guatemala, Honduras, México, Nicaragua, Panamá, Paraguay, Perú, Puerto Rico, República Dominicana, El Salvador, Uruguay y Venezuela (América); y Guinea Ecuatorial (África). Además de estos países, se habla espafiol en partes de Estados Unidos y también en Israel y Filipinas, aunque como lengua minoritaria. El espafiol es también uno de los idiomas oficiales de la ONU, de la UNESCO, de la UE y del MERCOSUR. Así que su importancia se debe no solo al número de hablantes, sino también a su extensión y a su difusión internacional. Frente a la enorme extensión del espafol, un problema a más se plantea en el proceso de ensefianza y aprendizaje del idioma de Cervantes, que es la diversidad lingúística, que se refiere a las variantes de la lengua, las cuales poseen rasgos fonéticos, léxicos y morfosintácticos particulares.Los usuarios del espafiol saben muy bien que no todos los hablantes de la lengua hablan de la misma manera, es decir, no utilizan la misma variedad del idioma. El espafiol contemporáneo, por ejemplo, no es el mismo espaiol que se hablaba en Espafia en los siglos XV y XVI, cuando los primeros espafioles llegaron a América. Asimismo, se percibe que el espafiol que se habla hoy dia en Buenos Aires no es igual al espafiol que se habla en la Ciudad de México, en San Juan, en Tenerife o en Salamanca, en Espafia."

(https://cvc.cervantes.es/ensenanza/biblioteca ele/sicele/ sicele03/006 matiasmonheler.htm).

De acordo com texto , analise as alternativas seguintes e marque a resposta correta.

I - O espanhol é uma das línguas mais dominadas no mundo, perdendo somente para o inglês e o mandarim

Il- O espanhol é uma das línguas mais faladas da atualidade, reinando atrás do mandarim e, pela primeira vez, passando o inglês, com 67% da população mundial falante da língua espanhola.

Ill- O espanhol é um dos idiomas oficiais da ONU, da UNESCO, da EU e do MERCOSUL, e apresenta relevância não somente pelo número de falantes, mas por sua extensão e difusão internacional.

IV- Mediante sua extensão e diversidade, surge um problema no processo de ensino e aprendizagem do espanhol que está relacionado às variantes da língua, pois nem todos os falantes se comunicam igualmente, ou seja, não utilizam a mesma variedade do idioma.

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256Q1038193 | Engenharia Mecânica, Termodinâmica, Engenheiro Mecânico Polo I, BANPARÁ, CETAP, 2025

Em um sistema de ar condicionado, o refrigerante passa por um ciclo de compressão e expansão. Considerando a eficiência energética do sistema, qual é a principal consequência de um aumento na pressão de descarga no compressor, sem alteração na temperatura do ambiente?
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257Q1076136 | Legislação de Trânsito, Normas Gerais de Circulação e Conduta, Agente de Trânsito Municipal, Prefeitura de Marituba PA, CETAP, 2024

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder às questão.

O Código de Trânsito Brasileiro - CTB (Lei n.º 9.503, de 23 de setembro de 1997) deverá ser observado para responder à questão seguinte:
Os animais isolados ou em grupos só podem circular nas vias quando conduzidos por um guia, observado o seguinte:

I- para facilitar os deslocamentos, os rebanhos deverão ser divididos em grupos de tamanho moderado e separados uns dos outros por espaços suficientes para não obstruir o trânsito;
II- os animais que circularem pela pista de rolamento deverão ser mantidos junto ao bordo da pista.

Após a leitura e análise das assertivas, marque a alternativa correta.
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258Q1046190 | Português, Morfologia, Professor de Educação Especial, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

Texto associado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.

Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em ideias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.

Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça voo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.

E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do voo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, tem que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe..." E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.

As gerações mais velhas ensinam as mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçara fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopeia nunca mais conseguiu andar.

Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramatica. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.

O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memoria aquilo que e objeto do desejo.

A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que o passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Téo boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada tem a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem — fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. —



(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar”. São Paulo: Ars Poetica Editora Ltda, 1994.)
"(...) estava destinado (..)", no parágrafo 1º, não apresenta análise correta em:
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259Q1014715 | Libras, Aspectos Linguísticos da Língua Brasileira de Sinais, Professor de Libras, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

Sobre o trabalho escolar com a leitura de sinais, marque a alternativa correta.

I - O trabalho com a leitura de sinais envolve habilidades orais específicas que são diferentes para a língua Sinalizada e para a escrita de sinais.

Il - O registro no papel ou na tela do computador pode ser retomado quantas vezes quisermos sem perder nenhum de seus elementos.

Ill - O registro em vídeo é uma possibilidade de manter a informação sinalizada com todos os seus elementos, tornando possível recorrer a ela quantas vezes quisermos.

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260Q1014722 | Libras, Educação dos Surdos, Professor de Libras, Prefeitura de Castanhal PA, CETAP, 2024

Marque o que não é correto afirmar sobre a literatura surda.
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