Para responder a questão, leia com atenção o texto a seguir.
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!”. E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito engraçada!”.
(Rubem Braga)
Considerando o fragmento de texto de Rubem Braga, marque (V) para as afirmativas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS. ( ) A leitura do parágrafo deixa concluir que o ideal mais importante para o autor é fazer bem para as pessoas como a moça doente por meio da alegria que sua história poderia provocar. ( ) O parágrafo mostra que o ideal do narrador é que a história se propague, contagie todos e o torne famoso. ( ) O humor é o instrumento que o narrador pretende usar para superar a tristeza e o sofrimento da moça. ( ) O autor busca expressar seu desejo. Os tempos verbais que utiliza são o futuro do preterido e o pretérito presente do subjuntivo. ( ) O narrador busca ser admirado pelas amigas da moça. ( ) O escritor coloca, no mesmo campo lexical, “reclusa”, “enlutada”, “doente” criando o cenário para a chegada da luz do raio de sol. Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Considerando os princípios da legalidade e da reserva legal, analise as afirmativas a seguir.
I. Princípio da legalidade é o mesmo que reserva legal.
II. O princípio da legalidade existe como freio às atividades do Estado quando este quer interferir na vida do cidadão.
III. No âmbito criminal, vigora o princípio da legalidade em sentido estrito que se denomina reserva legal que autoriza prever crime e fixar penas por lei delegada.
IV. No âmbito criminal, vigora a reserva legal em sentido estrito, podendo somente atos normativos fixar crimes e penas.
V. A reserva legal proporcional, à luz do entendimento do Supremo Tribunal Federal, permite que o legislador possa prever crimes e fixar penas, mediante meios adequados e idôneos para atingir seus fins.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Pela triste estrada de Belém, a Virgem Maria, tendo o Menino Jesus ao colo, fugia do rei Herodes.
Aflita e triste ia em meio do caminho quando encontrou um pombo, que lhe perguntou:
- Para onde vais, Maria?
- Fugimos da maldade do rei Herodes – respondeu ela. Mas como naquele momento se ouvisse otropel dos soldados que a perseguiam, o pombo voou assustado.
Continuou Maria a desassossegada viagem e, pouco adiante, encontrou uma codorniz que lhe fez a mesma pergunta que o pombo e, tal qual este, inteirada do perigo, tratou de fugir.
Finalmente, encontrou-se com uma cotovia que, assim que soube do perigo que assustava a Virgem, escondeu-a e ao menino, atrás de cerrado grupo de árvores que ali existia.
Os soldados de Herodes encontraram o pombo e dele souberam o caminho seguido pelos fugitivos. Mais para a frente a codorniz não hesitou em seguir o exemplo do pombo.
Ao fim de algum tempo de marcha, surgiram à frente da cotovia. Viste passar por aqui uma moça com uma criança no regaço?
- Vi sim – respondeu o pequenino pássaro. Foram por ali.
E indicou aos soldados um caminho que se via ao longe. E assim afastou da Virgem e de Jesus os seus malvados perseguidores.
Deus castigou o pombo e a codorniz.
O primeiro, que tinha uma linda voz, passou a emitir, desde então, um eterno queixume.
A segunda passou a voar tão baixo, tão baixo, que se tornou presa fácil de qualquer caçador inexperiente.
E a cotovia recebeu o prêmio de ser a esplêndida anunciadora do sol a cada dia que desponta.
[...] que a perseguiam... O verbo grifado no presente do subjuntivo e na 2ª pessoa do plural assume a forma
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: — Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa. — Não acaba nunca, e pronto. — Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-derosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. — Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. — E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. — Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. — Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamonos para a escola. — Acabou-se o docinho. E agora? — Agora mastigue para sempre. Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. — Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! — Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá. Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
Clarice Lispector
Marque a opção CORRETA, de acordo com a leitura do texto.
✂️ a) A experiência correspondeu às expectativas da personagem.
✂️ b) Foi uma experiência feliz.
✂️ c) A garota assustou-se diante da ideia de mastigar aquela borracha para sempre.
✂️ d) A personagem não demonstrou nenhum sentimento em relação à mentira que contou para a irmã.
✂️ e) Era fácil para a menina, conseguir outro chicle.
As questões relacionadas ao município de São Gonçalo do Amarante têm por base o Anuário do Ceará (2019 – 2020) e o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará – IPECE.
Assinale a opção que possui somente distritos de São Gonçalo do Amarante.
✂️ a) Cágado, Croatá, Pecém, Taíba, Siupé, Serrote e Umarituba.
✂️ b)
Cágado, Croatá, Paracuru, Serrote, Siupé e Trairi.
✂️ c)
Siupé, Taíba, Serrote, Umarituba, Cágado e Pentecoste.
✂️ d)
Caucaia, Serrote, Umarituba, Cágado, Pecém e Siupé.
✂️ e)
Paraipaba, Croatá, Pecém, Siupé, Pentecoste, Trairi e São Luís do Curu.
Um atleta, para participar de uma competição de corrida, treina, diariamente, correndo 15km. Na primeira hora, consegue percorrer 3,5km e, em cada hora seguinte, 400m a menos que na anterior. O número de horas que ele dedica ao treino diário é de
A Lei nº 13.146 de 6 de julho de 2015, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, preceitua que a pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário. Analise as afirmativas a seguir e marque a assertiva INCORRETA, aquela que não se configura como finalidade desse atendimento prioritário.
✂️ a)
Proteção e socorro em quaisquer circunstâncias.
✂️ b)
Atendimento em todas as instituições e serviços de atendimento ao público.
✂️ c)
Disponibilização de pontos de parada, estações e terminais acessíveis de transporte coletivo de passageiros e garantia de segurança no embarque e no desembarque.
✂️ d)
Recebimento de restituição de imposto de renda.
✂️ e)
Disponibilização de recursos humanos e tecnológicos mínimos, sem a garantia de atendimento em igualdade de condições com as demais pessoas.