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Questões de Concursos CONESUL

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201Q157018 | Português, Assessor Contabilidade, PGE RS, CONESUL

Texto associado.

Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens

Jean-Jacques Rousseau

É do homem que tenho de falar; e a questão que examino me ensina que vou falar a homens; com efeito, não se propõem semelhantes questões quando se teme honrar a verdade. Defenderei, pois, com confiança, a causa da humanidade perante ___ sábios que a tal me convidam, e não ficarei descontente comigo se me tornar digno do meu assunto e dos meus juízes. Concebo na espécie humana duas espécies de desigualdade: uma, que chamo de natural ou física, porque é estabelecida pela natureza, e que consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito, ou da alma; a outra, que se pode chamar de desigualdade moral ou política, porque depende de uma espécie de convenção, e que é estabelecida ou, pelo menos, autorizada pelo consentimento dos homens. Consiste esta nos diferentes privilégios de que gozam alguns com prejuízo dos outros, como ser mais ricos, mais honrados, mais poderosos do que os outros, ou mesmo fazerem-se obedecer por eles. Não se pode perguntar qual é a fonte da desigualdade natural, _____ a resposta se encontraria enunciada na simples definição da palavra. Ainda menos se pode procurar se haveria alguma ligação essencial entre as duas desigualdades, pois isso equivaleria a perguntar, por outras palavras, se aqueles que mandam valem necessariamente mais do que os que obedecem, e se a força do corpo e do espírito, a sabedoria ou a virtude, se encontram sempre nos mesmos indivíduos em proporção do poder ou da riqueza: questão talvez boa para ser agitada entre escravos ouvidos por seus senhores, mas que não convém a homens razoáveis e livres, que buscam a verdade. De que, pois, se trata precisamente neste discurso? De marcar no progresso das coisas o momento em que, sucedendo o direito à violência, a natureza foi submetida à lei; explicar _____ encadeamento de prodígios o forte pode resolver-se a servir o fraco, e o povo a procurar um repouso em idéia pelo preço de uma felicidade real. Os filósofos que examinaram os fundamentos da sociedade sentiram a necessidade de remontar até ao estado de natureza, mas nenhum deles aí chegou. Uns não vacilaram em supor no homem desse estado a noção do justo e do injusto, sem se inquietar de mostrar que ele devia ter essa noção, nem mesmo que ela lhe fosse útil. Outros falaram do direito natural que cada qual tem de conservar o que lhe pertence, sem explicar o que entendiam por pertencer. Outros, dando primeiro ao mais forte autoridade sobre o mais fraco, fizeram logo nascer o governo, sem pensar no tempo que se devia ter escoado antes que o sentido das palavras autoridade e governo pudesse existir entre os homens. Enfim, todos, falando sem cessar de necessidade, de avidez, de opressão, de desejos e de orgulho, transportaram ao estado de natureza idéias que tomaram na sociedade: falavam do homem selvagem e pintavam o homem civil. Não ocorreu mesmo ao espírito da maior parte dos nossos duvidar que o estado de natureza tivesse existido, quando é evidente, pela leitura dos livros sagrados, que o primeiro homem, tendo recebido imediatamente de Deus luzes e preceitos, não estava também nesse estado, e que, acrescentando aos escritos de Moisés a fé que lhes deve toda filosofia cristã, é preciso negar que, mesmo antes do dilúvio, os homens jamais se encontrassem no puro estado de natureza, a menos que, não tenham nele caído de novo por algum acontecimento extraordinário: paradoxo muito embaraçante para ser defendido e absolutamente impossível de ser provado. Comecemos, pois, por afastar todos os fatos, pois não se ligam à questão. É preciso não considerar as pesquisas, nas quais se pode entrar sobre este assunto, como verdades históricas, mas, somente como raciocínios hipotéticos e condicionais, mais próprios, para esclarecer a natureza das coisas do que para mostrar a sua verdadeira origem, e semelhantes aos que todos os dias fazem os nossos físicos sobre a formação do mundo. A religião nos ordena a crer que o próprio Deus, tendo tirado os homens do estado de natureza imediatamente depois da criação, eles são desiguais porque ele quis que o fossem; proíbe-nos, porém, de formar conjecturas, tiradas somente da natureza do homem e dos seres que o rodeiam, sobre o que poderia ter acontecido ao gênero humano se tivesse ficado abandonado a si mesmo. Eis o que me perguntam e o que me proponho examinar neste discurso. Como o meu assunto interessa o homem em geral, procurarei uma linguagem que convenha a todas as nações; ou antes, esquecendo o tempo e os lugares, para só pensar nos homens a quem falo, suponho-me no liceu de Atenas, repetindo as lições dos meus mestres, tendo os Platão e os Xenócrates como juízes e o gênero humano como ouvinte. Oh homem, de qualquer região que sejas, quaisquer que sejam as tuas opiniões, escuta: eis a tua história, tal como julguei lê-la, não nos livros dos teus semelhantes, que são mentirosos, mas na natureza, que não mente nunca. Tudo o que partir dela será verdadeiro; de falso só haverá o que eu acrescentar de meu sem o querer. Os tempos de que vou falar são bem remotos: como estás diferente do que eras! É, por assim dizer, a vida de tua espécie que te vou descrever segundo as qualidades que recebeste, que tua educação e teus hábitos puderam depravar, mas que não puderam destruir. Há, eu o sinto, uma idade na qual o homem individual desejaria parar: tu procurarás a idade na qual desejarias que a tua espécie parasse. Descontente do teu estado presente pelas razões que anunciam à tua posteridade infeliz maiores descontentamentos ainda, talvez quisesses retrogradar; e esse sentimento deve constituir o elogio dos teus primeiros ancestrais, a crítica dos teus contemporâneos e o espanto dos que tiverem a desgraça de viver depois de ti.

Disponível em: http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/desigualdad.... Acesso em: 22 jun. 2008.

Analise algumas das ocorrências de "pois" no texto.

I. "Defenderei, pois, com confiança a causa da humanidade" (1º parágrafo)

II. "Ainda menos se pode procurar se haveria alguma ligação essencial entre as duas desigualdades, pois isso equivaleria a perguntar" (3º parágrafo)

III. "De que, pois, se trata precisamente neste discurso?" (4º parágrafo)

IV. "Comecemos, pois, por afastar todos os fatos" (6º parágrafo)

Em qual(is ) delas o "pois" não tem valor conclusivo?

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202Q363137 | Enfermagem, Processamento de material, Enfermeiro, SES CE, CONESUL

Com relação à esterilização e desinfecção de material, assinale a alternativa correta:

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203Q360918 | Enfermagem, Enfermeiro, SES CE, CONESUL

Leia as três afirmativas abaixo sobre a alimentação por sonda nasogástrica:

I. Antes de administrar a alimentação, as secreções gástricas devem ser aspiradas e medidas.

II. É contra indicado irrigar a sonda com água após administrar a alimentação.

III. Náuseas e vômitos são complicações da alimentação por sonda.

Marque a alternativa correta em relação às afirmativas acima:

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204Q535657 | Engenharia Civil, Engenheiro, ECT BA, CONESUL

Um orçamento de projetos deve satisfazer os seguintes objetivos:

I. Apenas pode ser expresso em unidades monetárias. 
II. Servir como referência na análise dos rendimentos obtidos dos recursos empregados na execução do projeto. 
III. Constitui um documento contratual.

Qual(is) está(ão) correta(s)?

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205Q330271 | Segurança e Transporte, Mecânica, Auxiliar de Motorista, CERON RO, CONESUL

Após trocar os pneus dianteiros do automóvel, o motorista observou que a direção do veículo tremia ao ultrapassar a velocidade de 50 km/h. A causa desse defeito poderá ser devida

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206Q189061 | Português, Agente Administrativo, PGE RS, CONESUL

Texto associado.

INSTRUÇÃO: O TEXTO A SEGUIR APRESENTA PROBLEMAS DE COESÃO E DE COERÊNCIA. AS QUESTÕES DE 16 A 24 PROPÕEM A ANÁLISE DE ALGUNS DOS PERÍODOS QUE O COMPÕEM E/OU NOVA REDAÇÃO PARA ELES.

TEXTO II

Experiência Profissional versus Competência

Atualmente os profissionais recém formados possuem muitas dificuldades em arranjar emprego. Seja por motivo de concorrência; avanços tecnológicos; fatores externos, etc. As empresas de modo geral, de pequeno porte até multinacionais, muitas vezes preferem profissionais com certa bagagem. Talvez se utiliza o conceito " é errando que se aprende", ou até por uma certa ansiedade para que o recém contratado possa atuar no mercado. Isentando-se assim da responsabilidade de treiná-lo ou planejar a estratégia da empresa para o futuro. Quanto à questão do erro, sabemos que errar é humano, mas o excelente profissional aprende com o erro dos outros. Por isso não é essencial ter experiência. E percebe-se também que as empresas não se preparam para o futuro, procuram agir somente no imediatismo, querem tudo para ontem, pensam que jogar rápido é jogar certo, e aí..... é que se enganam. Fazem somente o que o cliente manda, mas as grandes inovações não são criadas pelos clientes, e sim por profissionais criativos e competentes, e isso também não tem haver com experiência. (...) Não estou afirmando que profissionais experientes estão ultrapassados. Mas quero mostrar que competência não tem haver necessariamente com experiência. Ou seja competência quer dizer: "Saber agir, mobilizar recursos, integrar saberes múltiplos e complexos, saber aprender, saber se engajar, assumir responsabilidades, ter visão estratégica." (Afonso Fleury) Além disso, também adiciono a palavra "Vontade", ou seja, o futuro profissional não necessita apenas ser experiente e inteligente, mas é preciso ter vontade. Mas isso fica para uma próxima discussão...

Disponível em: http://economiabr.net/2002/08/02/experiencia.html . Acesso em: 22 jun. 2008.

Levando em consideração apenas o ponto de vista sintático, analise as sugestões de reescrita para o trecho "o futuro profissional não necessita apenas ser experiente e inteligente, mas é preciso ter vontade".

I. O futuro profissional não apenas necessita ser experiente e inteligente, mas precisa ter vontade.

II. O futuro profissional necessita ter não apenas experiência e inteligência, como também vontade.

III. Além de ser experiente e inteligente, o futuro profissional precisa demonstrar vontade.

Qual(is ) está(ão ) correta(s )?

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207Q359323 | Enfermagem, Saúde, Enfermeiro, SES CE, CONESUL

Em relação à reforma da atenção à saúde mental é incorreto afirmar:

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208Q591834 | Química, Operador de Sistemas, CERON RO, CONESUL

As configurações eletrônicas das camadas de valência de três elementos A, B e C são A: 3s2 3p3 B: 4s2 4p5 C: 3s2. Considerando essas configurações, assinale nas alternativas a seguir a que está incorreta.

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210Q330123 | Segurança e Transporte, Normas gerais de circulação e conduta, Auxiliar de Motorista, CERON RO, CONESUL

Conforme a Convenção sobre Trânsito Viário , entende-se por intersecção

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211Q552369 | Informática, HTTP, Assistente de Informática, CERON RO, CONESUL

Os protocolos de comunicação utilizados na internet para acesso a páginas web, correio eletrônico e transferência de arquivos são, respectivamente,

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213Q329252 | Segurança e Transporte, Mecânica, Auxiliar de Motorista, CERON RO, CONESUL

Identifique a verificação básica que o operador de um veículo automotor deverá realizar ao colocá-lo em marcha no início da jornada de trabalho, visando preservar a vida do motor.

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214Q394090 | Direito Administrativo, Lei 8666 93, Assistente Administrativo, CERON RO, CONESUL

Todos os prazos estabelecidos pela Lei 8.666 serão considerados dias consecutivos (exceto quando for explicitamente disposto em contrário),
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215Q366984 | Enfermagem, Administração de medicamentos, Enfermeiro, SES CE, CONESUL

Foi prescrito para um cliente 500 ml de soro glicosado a 10%. A Unidade Básica de Saúde dispõe de tubos de 500 ml de soro glicosado a 5% e de ampolas de glicose a 50% contendo 20 ml. Quantas ampolas de glicose hipertônica são necessárias para obter o soro glicosado a 10%?

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216Q452641 | Direito do Trabalho, Normas Especiais de Tutela do Trabalho, Técnico, CERON RO, CONESUL

Assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas.

( ) Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade.

( ) O salário pago ao empregado é intangível.

( ) É vedado o salário complessivo.

( ) O salário pago pelo empregador não será objeto de penhora, salvo para pagamento de prestação alimentícia.

A alternativa que preenche corretamente os parênteses é

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217Q157251 | Informática, Editor de Textos, Assessor Jurídico, PGE RS, CONESUL

As teclas de atalho CTRL+P e CTRL+B do Word 2003, respectivamente, têm a função de

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218Q560817 | Informática, Rede de Computadores, Assistente de Informática, CERON RO, CONESUL

Dos diversos equipamentos mencionados abaixo, indique qual deles não faz parte de uma rede de computadores maioria, por meio de

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219Q157353 | Português, Assessor Jurídico, PGE RS, CONESUL

Texto associado.

Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens

Jean-Jacques Rousseau

É do homem que tenho de falar; e a questão que examino me ensina que vou falar a homens; com efeito, não se propõem semelhantes questões quando se teme honrar a verdade. Defenderei, pois, com confiança, a causa da humanidade perante ___ sábios que a tal me convidam, e não ficarei descontente comigo se me tornar digno do meu assunto e dos meus juízes. Concebo na espécie humana duas espécies de desigualdade: uma, que chamo de natural ou física, porque é estabelecida pela natureza, e que consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito, ou da alma; a outra, que se pode chamar de desigualdade moral ou política, porque depende de uma espécie de convenção, e que é estabelecida ou, pelo menos, autorizada pelo consentimento dos homens. Consiste esta nos diferentes privilégios de que gozam alguns com prejuízo dos outros, como ser mais ricos, mais honrados, mais poderosos do que os outros, ou mesmo fazerem-se obedecer por eles. Não se pode perguntar qual é a fonte da desigualdade natural, _____ a resposta se encontraria enunciada na simples definição da palavra. Ainda menos se pode procurar se haveria alguma ligação essencial entre as duas desigualdades, pois isso equivaleria a perguntar, por outras palavras, se aqueles que mandam valem necessariamente mais do que os que obedecem, e se a força do corpo e do espírito, a sabedoria ou a virtude, se encontram sempre nos mesmos indivíduos em proporção do poder ou da riqueza: questão talvez boa para ser agitada entre escravos ouvidos por seus senhores, mas que não convém a homens razoáveis e livres, que buscam a verdade. De que, pois, se trata precisamente neste discurso? De marcar no progresso das coisas o momento em que, sucedendo o direito à violência, a natureza foi submetida à lei; explicar _____ encadeamento de prodígios o forte pode resolver-se a servir o fraco, e o povo a procurar um repouso em idéia pelo preço de uma felicidade real. Os filósofos que examinaram os fundamentos da sociedade sentiram a necessidade de remontar até ao estado de natureza, mas nenhum deles aí chegou. Uns não vacilaram em supor no homem desse estado a noção do justo e do injusto, sem se inquietar de mostrar que ele devia ter essa noção, nem mesmo que ela lhe fosse útil. Outros falaram do direito natural que cada qual tem de conservar o que lhe pertence, sem explicar o que entendiam por pertencer. Outros, dando primeiro ao mais forte autoridade sobre o mais fraco, fizeram logo nascer o governo, sem pensar no tempo que se devia ter escoado antes que o sentido das palavras autoridade e governo pudesse existir entre os homens. Enfim, todos, falando sem cessar de necessidade, de avidez, de opressão, de desejos e de orgulho, transportaram ao estado de natureza idéias que tomaram na sociedade: falavam do homem selvagem e pintavam o homem civil. Não ocorreu mesmo ao espírito da maior parte dos nossos duvidar que o estado de natureza tivesse existido, quando é evidente, pela leitura dos livros sagrados, que o primeiro homem, tendo recebido imediatamente de Deus luzes e preceitos, não estava também nesse estado, e que, acrescentando aos escritos de Moisés a fé que lhes deve toda filosofia cristã, é preciso negar que, mesmo antes do dilúvio, os homens jamais se encontrassem no puro estado de natureza, a menos que, não tenham nele caído de novo por algum acontecimento extraordinário: paradoxo muito embaraçante para ser defendido e absolutamente impossível de ser provado. Comecemos, pois, por afastar todos os fatos, pois não se ligam à questão. É preciso não considerar as pesquisas, nas quais se pode entrar sobre este assunto, como verdades históricas, mas, somente como raciocínios hipotéticos e condicionais, mais próprios, para esclarecer a natureza das coisas do que para mostrar a sua verdadeira origem, e semelhantes aos que todos os dias fazem os nossos físicos sobre a formação do mundo. A religião nos ordena a crer que o próprio Deus, tendo tirado os homens do estado de natureza imediatamente depois da criação, eles são desiguais porque ele quis que o fossem; proíbe-nos, porém, de formar conjecturas, tiradas somente da natureza do homem e dos seres que o rodeiam, sobre o que poderia ter acontecido ao gênero humano se tivesse ficado abandonado a si mesmo. Eis o que me perguntam e o que me proponho examinar neste discurso. Como o meu assunto interessa o homem em geral, procurarei uma linguagem que convenha a todas as nações; ou antes, esquecendo o tempo e os lugares, para só pensar nos homens a quem falo, suponho-me no liceu de Atenas, repetindo as lições dos meus mestres, tendo os Platão e os Xenócrates como juízes e o gênero humano como ouvinte. Oh homem, de qualquer região que sejas, quaisquer que sejam as tuas opiniões, escuta: eis a tua história, tal como julguei lê-la, não nos livros dos teus semelhantes, que são mentirosos, mas na natureza, que não mente nunca. Tudo o que partir dela será verdadeiro; de falso só haverá o que eu acrescentar de meu sem o querer. Os tempos de que vou falar são bem remotos: como estás diferente do que eras! É, por assim dizer, a vida de tua espécie que te vou descrever segundo as qualidades que recebeste, que tua educação e teus hábitos puderam depravar, mas que não puderam destruir. Há, eu o sinto, uma idade na qual o homem individual desejaria parar: tu procurarás a idade na qual desejarias que a tua espécie parasse. Descontente do teu estado presente pelas razões que anunciam à tua posteridade infeliz maiores descontentamentos ainda, talvez quisesses retrogradar; e esse sentimento deve constituir o elogio dos teus primeiros ancestrais, a crítica dos teus contemporâneos e o espanto dos que tiverem a desgraça de viver depois de ti. Disponível em: http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/desigualdad.... Acesso em: 22 jun. 2008.

Analise as afirmações a seguir.

I. A forma verbal "examino" (1º parágrafo) poderia ser substituída corretamente por "analiso".

II. Em "de que gozam alguns com prejuízo dos outros" (2º parágrafo), a expressão destacada poderia ser corretamente substituída por "em detrimento" sem

que houvesse necessidade de qualquer outra alteração na estrutura da oração.

III. Em "Ainda menos se pode procurar" (3º parágrafo), a expressão destacada poderia ser corretamente substituída por "mesmo que".

Qual(is) está(ão) correta(s)?

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220Q563213 | Informática, Gerenciamento de Dados e Arquivos, Assistente de Informática, CERON RO, CONESUL

Em uma determinada pasta do disco rígido são encontrados os seguintes arquivos:

Trabalho Final.XLS

 Férias 2006.DOC

 Resultados da Pesquisa.JPG

 Contabilidade.EXE

 Acidente de Trabalho.WMV

Notas Fiscais.ZIP

Os mesmos representam, respectivamente

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