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Questões de Concursos CONSULPLAN

Resolva questões de CONSULPLAN comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


2401Q851987 | Português, Interpretação de Textos, Fiscal de Tributos, CONSULPLAN, 2020

Crônicas de Artur Xexéo

    Não vivi a crise dos 30. Nem a dos 40. Nem mesmo a dos 50. As datas de aniversário chegaram e foram embora sem causar maiores comoções. Mas vivi momentos em que a idade pesou. Momentos em que me dei conta de que não era tão jovem quanto pensava. O mais recente aconteceu na semana passada, quando me preparava para entrar numa sessão de cinema, em Nova York, para assistir a “Super 8”, o melhor filme de Steven Spielberg que não foi dirigido por Steven Spielberg. Mas comecemos do começo.
    A primeira vez em que me dei conta de que a juventude estava acabando foi no Tivoli. Para quem não está ligando o nome à pessoa, o Tivoli era um mafuá que ficava em plena Lagoa Rodrigo de Freitas muito antes de o local ter atrações como pizzarias, academias de ginástica, pistas de skate, cinemas multiplex. Nas sextas-feiras à noite, depois da última aula na faculdade, minha turma costumava ir para lá. Todos já com mais de 20 anos, talvez perto dos 25, teimávamos em não abandonar a infância jogando argolas para ganhar bichinhos de pelúcia ou disputando corrida nos carrinhos de bate-bate (meu Deus, será que alguém ainda sabe o que é isso?). Pois eu estava lá, aguardando a minha vez de entrar no Chapéu Mexicano, quando uma menina se aproximou. Faz tanto tempo que eu ainda tinha coragem de andar no Chapéu Mexicano. A menina era uma adolescente e, sem perceber o mal que me causava, perguntou com educação:
    — O senhor está na fila?
    Foi quando me dei conta de que já existiam pessoas dez anos mais moças do que eu saindo de casa sozinhas para mafuás na beira da Lagoa. E assim entrei na maturidade. Numa noite de sexta-feira no Tivoli. Foi traumático, mas passou. Enfrentei com galhardia os 30, os 35, os 40, os 45... até me encontrar com a revista “Caras”. É sempre um momento constrangedor, nas entrevistas, quando o repórter quer saber a idade do entrevistado. Hoje não existe mais esse problema. É só ir na Wikipedia. Mas meu encontro com a “Caras” aconteceu antes da internet. Faz tempo. Todas as reportagens da revista tinham a idade do entrevistado entre vírgulas logo após o nome dele. Conheço gente que só lia a “Caras” para saber a idade dos artistas. E um dia a reportagem era comigo. Eu nunca fiz nada para sair na “Caras”. Nunca fui a Angra dos Reis, nunca chorei mágoas em castelo na França, nunca fui flagrado saindo de uma farmácia no Leblon. Mas lancei um livro, uma minibiografia de Janete Clair. Não foi assunto suficientemente importante para merecer uma reportagem de “Caras”. Mas valeu uma foto pequenininha numa página com mais 328 fotos de gente que estava dançando numa boate ou participando da festa de aniversário do filho de um cantor sertanejo. Na foto, eu dava um autógrafo no livro comprado por Sonia Braga (isso mesmo, eu e Sonia Braga nos meus tempos de superstar). E a legenda entregava: “No lançamento da biografia de Janete Clair, Artur Xexéo, 50...” Mas eu não tinha 50 anos. Ainda faltava um bom tempo para eu chegar lá. O triste foi constatar que eu aparentava 50, nunca mais li “Caras”. Nem sei se eles ainda publicam a idade de todos os entrevistados.
    Mas passou. Fiz 50 anos e nem me dei conta. Até a semana passada, quando, enfim, cheguei ao tal cinema em Nova York. Era na Rua 42, um multiplex com mais de 20 salas todas passando praticamente o mesmo filme. “Thor”, “X-Men”, “Super 8”... Para que tantas salas se são tão poucos os filmes? Me decidi pelo “Super 8”. Escolhi uma das sete salas em que o filme estava sendo exibido, separei o dinheiro do ingresso certinho e fui à bilheteria. A bilheteira me deu troco. Fiquei confuso. Afinal, eu tinha contado o dinheiro certo. O ingresso custava US$ 24. Por que tinham me cobrado só US$ 19.20? A bilheteira me deu desconto de sênior! Simplesmente olhou para mim e concluiu: Sênior. Mais tarde soube que, em Nova York, quem tem mais de 65 anos é considerado sênior e tem direito a descontos no cinema e em museus. Peraí, 65 anos? A bilheteira do multiplex na Rua 42 estragou minha semana de folga me dando de bandeja a crise da terceira idade com uns bons anos de antecedência.

(Disponível em: https: //www.facebook.com. Adaptado.)
Em relação ao texto, é consistente afirmar que:
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2402Q43039 | Informática, Soldado do Corpo de Bombeiro, Bombeiro Militar TO, CONSULPLAN

Acerca da ferramenta Microsoft PowerPoint 2007 (configuração padrão), analise.

I. O Modo de Apresentador possibilita a utilização de múltiplos monitores para fornecer uma visão para o apresentador e outra para o público.
II. Nesta versão não é possível salvar a apresentação no formato PDF.
III. Por padrão, os arquivos produzidos na ferramenta são salvos com a extensão .ppt.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
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2403Q450120 | Direito do Consumidor, Proteção à Saúde e Segurança, Fiscal Sanitário, Prefeitura de Natividade RJ, CONSULPLAN

O Código de Defesa do Consumidor define que as informações sobre características, qualidades, quantidade, composição, garantia, prazos de validade e origem, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores nos produtos refrigerados ofertados aos consumidores devem ser gravadas
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2404Q40779 | Direito Penal, Policial Penal Agente Penitenciário, SEJUC RN, CONSULPLAN

De acordo com a Lei de Execuções Penais (Lei n.º 7.210/84) constituem sanções disciplinares, EXCETO:
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2405Q40784 | Direito Penal, Policial Penal Agente Penitenciário, SEJUC RN, CONSULPLAN

Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer algum dos fatos previstos na Lei de Execução Penal (Lei n.º 7.210/84). Sobre este tema, marque a assertiva INCORRETA:
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2406Q609625 | Biblioteconomia, Conservação de acervos, Analista Judiciário, TSE, CONSULPLAN

Ao analisar as implicações da quinta Lei da Biblioteconomia - a biblioteca é um organismo em crescimento. Ranganathan qualificou esse crescimento como ?infantil? e ?adulto?. Descreveu o crescimento ?infantil? como aquele que envolve o aumento do tamanho da biblioteca e que requer ações de organização e administração; e o crescimento ?adulto?, como aquele em que há desenvolvimento sem aumento do tamanho total, e que requer estruturas sistêmicas de cooperação. O crescimento ?infantil? e o crescimento ?adulto? se complementam e caracterizam dois tipos modelares de bibliotecas voltadas, respectivamente, para a
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2407Q418422 | Direito Civil, Teoria Geral da Responsabilidade Civil, Outorga de Delegações de Notas e de Registro, TJ MG, CONSULPLAN

Pedro, sócio minoritário em uma Sociedade Limitada, integralizou R$10.000,00, sua parte do capital social, referente a 10% do capital social. Os demais sócios desta sociedade não integralizaram os 90% restantes do capital e a sociedade é devedora de quantia superior a R$ 100.000,00. Relativamente à responsabilidade de Pedro por esta dívida, uma vez que a sociedade não possui qualquer patrimônio, é correto afirmar que ele
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2408Q341371 | Raciocínio Lógico, Agente Administrativo, Prefeitura de Cantagalo RJ, CONSULPLAN

As palavras a seguir tiveram as letras trocadas por suas antecessoras no alfabeto. Se A = Z, então a palavra que NÃO faz parte do grupo é
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2409Q856453 | Redação Oficial, Correio Eletrônico, Fiscal de Tributos, CONSULPLAN, 2020

Sabe-se que a utilização do e-mail se tornou prática comum na Administração Pública. Utilizando-o como um documento oficial, pode-se afirmar que, quanto à linguagem:
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2410Q14738 | Português, Assistente Social, HOB, CONSULPLAN

Texto associado.
Texto

Conversa de grego

    Tinha recebido pequena herança de uma tia. Queria aplicar o dinheiro numa atividade que lhe desse algum lucro, porém, mais que lucro, satisfação intelectual. Descartou a ideia de abrir uma banca de jornal. Jornaleiro tem que acordar de madrugada. Queria coisa mais suave. Foi pedir conselho a um amigo. Ainda há pessoas que acreditam em conselhos. O amigo era criativo.
  - Abra um curso de grego. Todo mundo está abrindo cursos de línguas. Inglês, espanhol... Hoje, com o Mercosul, são comuns jogos de futebol contra a Argentina, o Uruguai, o Chile, o espanhol está em alta. Não se admite mais o portunhol de antes. O negócio de hoje é abrir um curso de espanhol. Inglês também, é claro. Atualmente até para comer um sanduíche é preciso saber inglês. McDonald"s, Coca, Blue Life... Não se diz mais apartamento. É loft. Daqui a uns vinte anos, quando o Brasil tiver liquidado sua dívida externa, as relações pessoais com o resto do mundo serão feitas no idioma de Cervantes, de Carlos Gardel e, claro, na língua do Clinton... Entendeu?
  - Não.
  - É simples. É preciso alargar os horizontes. É a razão por que em qualquer esquina da cidade surgem placas de cursos de línguas. Você tem que ser esperto... Entendeu?
  - Ainda não.
  - Serei mais objetivo. A cidade está saturada de cursos de inglês e de espanhol... Percebe?
  - Percebo.
  - Muito bem. Agora me diga: quantos cursos de grego você conhece na cidade?
  - Bem...
  - Taí. Nenhum... Nem um, cara. O que existe é escola de inglês, de espanhol, de informática... Até de ikebana. Mas de grego, rapaz, não existe. Então é isso. Você tem que aproveitar as brechas que o mercado oferece. Abra um curso de grego.
  - Mas...
  - Não tem mas. Já pensou formar classes de alunos interessados em ler Xenofonte no original? O problema do Brasil é que todo mundo quer ir pelo caminho mais fácil. O sujeito abre uma pizzaria, no mês seguinte outros doze cidadãos resolvem abrir o mesmo tipo de negócio na mesma rua. Desse jeito é claro que não vai dar certo... Veja o caso da comida por quilo. Está arruinando com o negócio do prato feito. O tradicional prato feito elaborado com carinho, artesanalmente, cada bar com seu tempero peculiar... Hoje o prato feito está indo pro brejo. Só tem comida por quilo. O mercado vai acabar saturado de comida por quilo. Escute o que lhe digo: daqui a cinquenta anos, ou um pouco mais, quando o Brasil tiver se safado da dívida externa, ninguém vai poder nem olhar comida por quilo... Entendeu?
  - Hum...
  - Vou explicar melhor, Anaxágoras. Teu pai não era comandante da marinha mercante grega?
  - Foi.
  - E tua genitora? Nasceu onde?
  - Em Chipre.
  - Era cipriota. Eu sabia. Perguntei por perguntar. Veja bem. Teu pai era comandante de navio grego, tua mãe era cipriota, você se chama Anaxágoras, passou a infância ouvindo os pais falando grego. Cursou a universidade... Que curso você fez na faculdade?
  - Grego, ué. Você sabe disso...
  - Aí é que está. Você tem tudo para abrir um curso de grego.
  - Você acha que há alguém disposto a aprender grego? Qual a utilidade prática? Inglês vá lá... Até jogador do Palmeiras precisa disso para disputar a taçaToyota...
  - Taça Mitsubishi.
  - Mitsubishi, Honda, tanto faz... Tem o torneio Mercosul...
  - Mercosur.
  - Tanto faz. Mas, grego? Nem sei se a Grécia tem time de futebol.
  - Claro que tem. Mas não estamos falando de futebol. As pessoas precisam alargar seus horizontes culturais. Quantas pessoas sabem quem foi Alexandre, o Grande? A vida de Alexandre é uma novela. Novela - você entendeu o que quero dizer? No-ve-la. Já imaginou emplacar uma novela grega na TV? Quem dominou o mundo? Quem chegou a Roma e a Cartago? Quem atravessou as Colunas de Hércules? Os gregos mudaram a face do mundo, rapaz. Ainda hoje, quando se quer falar que uma mulher é de fechar o comércio, o que se diz?
  - Que é boazuda.
  - Isso quem fala é a ralé. Gente educada diz: “É uma mulher de beleza helênica". As pessoas ainda têm muito o que aprender com Tucídides, com o generalBrásidas, com o cerco de Esfactéria, com a guerra do Peloponeso... A Grécia dá samba, amigo. Infelizmente, as pessoas estão sendo induzidas a se entreter com histórias de macarronada, de amores entre fazendeiros e mucamas... Vá por mim, Anaxágoras. Abra um curso de grego. Você vai faturar uma nota. Daqui a cem anos, quando o Brasil..
  - ... zerar a dívida externa...
  - Exato. O grego vai voltar a ter a importância cultural do passado. Mas alguém tem que iniciar o processo. Entendeu?
  - Entendi...
  - Então o próximo passo é bolar o nome da escola. Que tal Ágora? Ágora era a praça onde os gregos discutiam filosofia. Me parece um bom nome para um curso de grego. Gostou da ideia?
  - Não é ruim. Apenas precisa de uns ajustes técnicos...
   Três meses depois Anaxágoras inaugurava o Ágora, um restaurante especializado em delivery de prato-feito grego.

(DIAFÉRIA, Lourenço. Conversa de grego. In.: PINTO, Manuel da Costa. Crônica brasileira contemporânea. São Paulo: Moderna, 2008. p. 52-56.)
Analise se as afirmativas a seguir se aplicam ou não à forma verbal destacada neste trecho: “Tinha recebido pequena  herança de uma tia.” (1º§)  

I.   Refere-se a uma ação de natureza hipotética. 

II.  Denota uma ação anterior a outra no passado.  

III.   Indica um fato no futuro, mas relativamente há um outro já no passado.  

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
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2411Q467099 | Direito Tributário, Crédito tributário, Fiscal de Tributação, Prefeitura de Nepomuceno MG, CONSULPLAN

Na fase de execução da receita ocorrem três estágios: lançamento, arrecadação e recolhimento. Relativamente ao lançamento, este é definido como o ato administrativo, do qual se utiliza o Poder Executivo, com o objetivo de identificar e individualizar o contribuinte ou devedor, bem como os respectivos valores, espécies e vencimentos. Diante do exposto, são considerados objetos de lançamento, EXCETO:
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2412Q647343 | Informática, Linguagem SQL, Analista de Tecnologia da Informação, Câmara de Belo Horizonte MG, CONSULPLAN, 2018

“Somente em visões simples é possível utilizar comandos DML (Data Manipulation Language). O padrão SQL (Structured Query Language) determina as condições em que uma visão pode ser atualizada.” Acerca dessas condições, assinale a INCORRETA.
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2413Q48072 | Conhecimentos Gerais e Atualidades, Fiscal Municipal, Prefeitura de Campo Verde MT, CONSULPLAN

Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, como Human Rights Watch, lançaram apelos e realizaram manifestações para a extinção da morte de mulheres no Irã e na Nigéria por apedrejamento. Um dos fatos que mais chamou a atenção foi a condenação a essa pena de Sakineh Mohammadie Ashtiani, no Irã, considerada culpada por:
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2414Q335061 | Matemática, Arquiteto, Prefeitura de Venda Nova do Imigrante ES, CONSULPLAN

A sequência a seguir é uma progressão geométrica decrescente composta por 5 termos:

1000, ____, ____, ____, 8/5

A soma dos três termos que preenchem corretamente as lacunas nessa sequência é igual a:

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2415Q191710 | Português, Interpretação de Textos, Agente Administrativo, Prefeitura de Itabaiana SE, CONSULPLAN

Texto associado.

Saiu da garagem, pagou
A Holanda vai cobrar tarifa por quilômetro rodado de todos os carros do país.
A intenção é diminuir os enormes congestionamentos de trânsito.

Holanda, um dos países com maior densidade populacional da Europa, é também um dos que mais sofrem com
congestionamentos de trânsito. Nos horários de pico, em Amsterdã e arredores, as lentidões chegam a se estender por
1000 quilômetros. Na tentativa de diminuir essa tortura diária infligida aos cidadãos, o ministério dos transportes
holandês anunciou que, a partir de 2012, passará a cobrar uma taxa por quilômetro rodado de todos os carros que
circulam no país. A tarifa básica será de 3 centavos de euro por quilômetro, com previsão de reajuste gradual até chegar a
6,7 centavos em 2017. Os valores serão maiores nas vias mais movimentadas e nos horários com volume de trânsito
maior. Carros híbridos e muito econômicos terão descontos. Como compensação pela nova taxa, os impostos sobre
veículos serão reduzidos. Até a cobrança entrar em vigor, todos os motoristas holandeses terão de equipar seus carros
com aparelhos de GPS, que enviarão as informações sobre sua movimentação a uma central responsável pela cobrança. A
falta do GPS acarretará multa.
Com a medida, o governo holandês espera reduzir pela metade os congestionamentos de trânsito até 2020. Outra
consequência será a diminuição das emissões de gases do efeito estufa. Esse benefício é especialmente bem-visto num
país com boa parte de seu território abaixo do nível do mar. Caso se concretize a previsão de elevação dos oceanos
devido ao derretimento das geleiras do Ártico, a Holanda seria uma das primeiras vítimas da inundação das zonas
costeiras.

(Nathalia Butti/Veja - Edição 2146 / 6 de janeiro de 2010 / com adaptações)

Acerca das ideias do texto analise:

I. Infere-se do texto que o ministério dos transportes da Holanda, na tentativa de reduzir problemas de trânsito, anunciou medidas contrárias à opinião pública daquele país.

II. De acordo com o texto, as emissões de gases do efeito estufa têm ligação direta com o grande volume de carros em circulação.

III. Depreende-se do texto que, em um período de oito anos, a partir da aplicação da medida anunciada pelo governo holandês, os congestionamentos de trânsito estarão no início do processo de redução.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):

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2416Q722660 | Conhecimentos Gerais e Atualidades, Economia, Agente de Inspeção Sanitária, MAPA, CONSULPLAN

Sobre o setor agropecuário do Brasil NÃO é correto afirmar que
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2417Q631789 | Informática, Algoritmos, Técnico, CEFET RJ, CONSULPLAN

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:

I. O algoritmo de Bresenham é utilizado para o traçado (Renderização) de polígonos. 
II. Quando se trabalha com polígonos pode-se empregar o processo de Rasterização. 
III. Dependendo do local onde se encontrar um observador, ele pode enxergar um cubo como tendo de uma a três faces visíveis.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):

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2418Q193303 | Português, Interpretação de Textos, Advogado, Prefeitura de Itabaiana SE, CONSULPLAN

Texto associado.

Sobre simplicidade e sabedoria

Pediram-me que escrevesse sobre simplicidade e sabedoria. Aceitei alegremente o convite sabendo que, para que tal
pedido me tivesse sido feito, era necessário que eu fosse velho.
Os jovens e os adultos pouco sabem sobre o sentido da simplicidade. Os jovens são aves que voam pela manhã: seus
voos são flechas em todas as direções. Seus olhos estão fascinados por dez mil coisas. Querem todas, mas nenhuma lhes
dá descanso. Estão sempre prontos a de novo voar. Seu mundo é o mundo da multiplicidade. Eles a amam porque, nas
suas cabeças, a multiplicidade é um espaço de liberdade. Com os adultos acontece o contrário. Para eles, a multiplicidade
é um feitiço que os aprisionou, uma arapuca na qual nunca caíram. Eles a odeiam, mas não sabem como se libertar. Se,
para os jovens, a multiplicidade tem o nome de liberdade, para os adultos, a multiplicidade tem o nome de dever. Os
adultos são pássaros presos nas gaiolas do dever. A cadamanhã dez mil coisas os aguardam com as suas ordens (para isso
existem as agendas, lugar onde as dez mil coisas escrevem as suas ordens!). Se não forem obedecidas haverá punições.
No crepúsculo, quando a noite se aproxima, o voo dos pássaros fica diferente. Em nada se parece com o seu voo pela
manhã. Já observaram o voo das pombas no fim do dia? Elas voam numa única direção. Voltam pra casa, o ninho. As
aves, ao crepúsculo, são simples. Simplicidade é isso: quando o coração busca uma coisa só.
(...)
Na multiplicidade nos perdemos: ignoramos o nosso desejo. Movemo-nos fascinados pela sedução das dez mil
coisas. Acontece que, como diz o segundo poema do Tao-Te-Ching, as dez mil coisas aparecem e desaparecem sem
cessar. O caminho da multiplicidade é um caminho sem descanso. Cada ponto de chegada é um ponto de partida. Cada
reencontro é uma despedida. É um caminho onde não existe casa ou ninho.
(...)
O caminho da ciência e dos saberes é o caminho da multiplicidade.(...) Não há fim para as coisas que podem ser
conhecidas e sabidas. O mundo dos saberes é um mundo de somas sem fim. É um caminho sem descanso para a alma.
Sobre simplicidade e sabedoria
Pediram-me que escrevesse sobre simplicidade e sabedoria. Aceitei alegremente o convite sabendo que, para que tal
pedido me tivesse sido feito, era necessário que eu fosse velho.
Sobre simplicidade e sabedoria
Pediram-me que escrevesse sobre simplicidade e sabedoria. Aceitei alegremente o convite sabendo que, para que tal
pedido me tivesse sido feito, era necessário que eu fosse velho.
Os jovens e os adultos pouco sabem sobre o sentido da simplicidade. Os jovens são aves que voam pela manhã: seus
voos são flechas em todas as direções. Seus olhos estão fascinados por dez mil coisas. Querem todas, mas nenhuma lhes
dá descanso. Estão sempre prontos a de novo voar. Seu mundo é o mundo da multiplicidade. Eles a amam porque, nas
suas cabeças, a multiplicidade é um espaço de liberdade. Comos adultos acontece o contrário. Para eles, a multiplicidade
é um feitiço que os aprisionou, uma arapuca na qual nunca caíram. Eles a odeiam, mas não sabem como se libertar. Se,
para os jovens, a multiplicidade tem o nome de liberdade, para os adultos, a multiplicidade tem o nome de dever. Os
adultos são pássaros presos nas gaiolas do dever. A cada manhã dez mil coisas os aguardam com as suas ordens (para isso
existem as agendas, lugar onde as dez mil coisas escrevem as suas ordens!). Se não forem obedecidas haverá punições.
No crepúsculo, quando a noite se aproxima, o voo dos pássaros fica diferente. Em nada se parece com o seu voo pela
manhã. Já observaram o voo das pombas no fim do dia? Elas voam numa única direção. Voltam pra casa, o ninho. As
aves, ao crepúsculo, são simples. Simplicidade é isso: quando o coração busca uma coisa só.
(...)
Na multiplicidade nos perdemos: ignoramos o nosso desejo. Movemo-nos fascinados pela sedução das dez mil
coisas. Acontece que,como diz o segundo poema do Tao-Te-Ching, as dez mil coisas aparecem e desaparecem sem
cessar. O caminho da multiplicidade é um caminho sem descanso. Cada ponto de chegada é um ponto de partida. Cada
reencontro é uma despedida. É um caminho onde não existe casa ou ninho.
(...)
O caminho da ciência e dos saberes é o caminho da multiplicidade. (...) Não há fim para as coisas que podem ser
conhecidas e sabidas. O mundo dos saberes é um mundo de somas sem fim. É um caminho sem descanso para a alma.
Não há saber diante do qual o coração possa dizer: Cheguei, finalmente, ao lar. Saberes não são lar.
(...)
Diz o Tao-Te-Ching: Na busca do conhecimento a cada dia se soma uma coisa. Na busca da sabedoria a cada dia se
diminui uma coisa. (...) Sabedoria é a arte de degustar. A arte de degustar, distinguir, discernir. O homem dos saberes,
diante da multiplicidade, precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço. Mas o sábioestá à procura das coisas dignas de serem conhecidas. (...). A sabedoria é a arte de reconhecer e
degustar a alegria. Nascemos para a alegria.
(...)
A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as expectativas que
deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o resto da eternidade refletido no rio do
tempo.
Ando pelas cavernas da minha memória. Há muitas coisas maravilhosas. Mas essas memórias, a despeito do seu
tamanho, não me fazem nada. Não sinto vontade de chorar. Não sinto vontade de voltar.
Aí eu consulto o meu bolso da saudade. Lá se encontram pedaços do meu corpo, alegrias. Observo atentamente, e
nada encontro que tenhas brilho no mundo da multiplicidade. São coisas pequenas, que nem foram notadas por outras
pessoas.
Diz Guimarães Rosa que felicidade só em raros momentos de distração... Certo. Ela vem quando não se espera, em
lugares que não se imagina. Dito por Jesus: É como ovento: sopra onde quer, não sabe donde vem nem para onde vai...
Sabedoria é arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da
simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples. (Adaptação, Rubem Alves, in Concerto para Corpo e Alma)

Analise as afirmativas a seguir:

I. Arapuca, no segundo parágrafo pode ser substituída por armadilha, mantendo o valor semântico.

II. Em: Eles a odeiam, no segundo parágrafo, o pronome grifado refere-se à multiplicidade.

III. Em: Querem todas, mas nenhuma lhes dá descanso, no segundo parágrafo, a palavra grifada refere-se a todas as direções.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):

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2419Q385052 | Biologia, Anatomia, Professor, Prefeitura de Venda Nova do Imigrante ES, CONSULPLAN

Os vertebrados terrestres apresentam uma coluna vertebral herdada, sem modificações, dos peixes com nadadeiras lobadas. Quando uma característica, como a coluna vertebral, é herdada de um ancestral e compartilhada, como pelos vertebrados terrestres, ela é denominada:
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2420Q43045 | Português, Soldado do Corpo de Bombeiro, Bombeiro Militar TO, CONSULPLAN

Texto associado.
Texto III para responder à questão.

Papel aceita tudo

     Papel aceita tudo e “papel”, nessa expressão surrada dos velhos jornalistas, ocupa aqui a vaga de qualquer espaço útil a mensagens (a tela do computador, o dial do rádio, o sinal da TV, a conversa no bar etc.).
    Papel não tem superego, não faz autocrítica, não corrige o que colocamos nele (com o andar da tecnologia da correção automática, alguns dirão, “ainda não”). Da capa de revista que só faz panfletagem direitosa ao programa de auditório ruim, muita coisa é vomitada sem revisão ou segunda opinião.
     A tecnologia da comunicação nos abriu horizontes. Mas, de tanto ser usada para manter os privilégios de sem‐ pre, a informação parece antes confirmar a preconcepção irrefletida, em vez de ampliar a visão das coisas. Mais do que um gesto de precisão, a revisão (de nossos textos, nossas ideias e certezas) é por isso um ato de carinho para com os outros. É o manifesto verbal de nosso cuidado, do zelo pela convivência, pela criação de um ambiente em comum em que as pessoas possam instigar outras a serem mais criativas e felizes. Não é exagero: o mundo insiste a toda hora no cada um por si, somos mal pagos e trabalhamos demais, é preciso atenção para sentir se o que apre‐ sentamos de volta não é só uma nova contribuição de piora, a confirmação de preconceitos, um reforço aos privilégios de poucos. 
     Na Roma antiga, governantes nomeavam delatores (do latim delatio, reportar, contar) para andar pelas ruas, ouvido atento ao que as pessoas diziam deles, e rebater a onda, lançando rumores que lhes fossem benéficos. Nero fez isso quando acusado do incêndio de Roma (64 a.C.). Impopular, foi acusado pelo episódio. Como só desmentir seria ineficaz, mandou espalhar que os culpados eram cristãos – a Geni da época, em quem todos jogavam pedras.
      Nero inaugurou o oportunismo do veículo, até hoje em uso. A vida brasileira tem mostrado que é preciso aprender a detectar os sinais desse tipo de oportunismo. Afinal, qual‐ quer que seja a forma que usam para falar com a gente, ela aceitará tudo. 

(Luiz Costa Pereira Júnior. Língua Portuguesa. São Paulo: Segmento, julho/2013.)
É correto afirmar que o autor utiliza, nos 4º e 5º parágrafos, um recurso na construção do texto que
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