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Questões de Concursos FACET Concursos

Resolva questões de FACET Concursos comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


321Q857943 | Direito Administrativo, Processo Administrativo Lei 9784 99, Prefeitura de Capim PB Analista Administrativo, FACET Concursos, 2020

No que tange aos deveres do administrado no processo administrativo, temos que este deverá
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322Q844825 | Fisioterapia, Fisioterapia Respiratória, Prefeitura de Capim PB Fisioterapeuta, FACET Concursos, 2020

Em uma avaliação gasométrica podemos afirmar que:
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323Q846386 | Saúde Pública, Epidemiologia e Saúde Coletiva, Agente de Endemias ACE, FACET Concursos, 2020

Sobre as medidas de saúde e doença utilizadas em epidemiologia, marque V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas, em seguida, marque a alternativa correta:
( ) A taxa de morbidade é a medida de frequência de doenças operacionalizadas por duas taxas, a de prevalência e a de incidência. ( ) A taxa de mortalidade no Brasil são publicadas, no Brasil, pelo Ministério da Saúde. ( ) A fonte de dados utilizados para cálculo das estatísticas de mortalidade é o atestado de óbito. ( ) A taxa de incidência é definida pelo número de pessoas afetadas por uma determinada doença de uma dada população, em um tempo específico dividido pelo número de pessoas da população naquele mesmo período.
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324Q843256 | Saúde Pública, Políticas Públicas, Prefeitura de Capim PB Técnico de Enfermagem, FACET Concursos, 2020

De acordo com a Lei orgânica do SUS, 8.080 de 1990, existem competências que devem ser desenvolvidas pelos entes da união. Sendo assim, compete à direção municipal do Sistema de Saúde (SUS), exceto:
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325Q844078 | Enfermagem, Urgência e emergência, Prefeitura de Capim PB Enfermeiro, FACET Concursos, 2020

No Atendimento de urgência e emergência frente a distúrbios neurológicos foi identificado que a vítima apresentava sinais de AVC isquêmico, para uma avaliação eficiente desse paciente no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) é utilizada a escala de:
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326Q839883 | Farmácia, Farmacovigilância, Prefeitura de Capim PB Farmacêutico, FACET Concursos, 2020

A rastreabilidade dos medicamentos no Brasil é rígida pela Lei nº 13.410, de 28 de dezembro de 2016, juntamente com a nova Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 319, de 12 de novembro de 2019. A nova resolução (RDC nº 319) altera o texto da RDC nº 157/17, que trata da implantação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) e os mecanismos e procedimentos para o rastreamento de fármacos. A partir dessas resoluções os medicamentos receberão uma identificação única impressa na embalagem, conhecida como “Identificador Único de Medicamentos” (IUM). O IUM é composto por, EXCETO:
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327Q848608 | Geografia, Industrialização, Prefeitura de Capim PB Professor B Geografia, FACET Concursos, 2020

A industrialização brasileira ficou caracterizada como tardia em razão de ocorrer em momento histórico seguinte a outros países no mundo. Sobre esse assunto, marque a alternativa INCORRETA:
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328Q855006 | Português, Interpretação de Textos, Prefeitura de Capim PB Professor A, FACET Concursos, 2020

Declaração de amor em outdoor
(Carlos Drummond de Andrade)


       Gostei, sim, da ideia daquele publicitário de São Paulo, que concebeu e instalou na rua um outdoor de 24 metros quadrados, contendo uma declaração de amor à sua mulher. Todo mundo, ao passar por lá, ficou sabendo que Bob continua amando Cly, depois de dez anos de casados, e que não abre.
        Julgou-se a princípio que a declaração constituía peça de campanha publicitária, para lançamento de algum produto novo. Nada disso. Era anúncio, realmente, mas de produto antiquíssimo, que não se submete às leis do mercado, não é objeto de incentivos fiscais, não depende de instruções do BNDE, não tem títulos apregoados na Bolsa de Valores e, quer chova, troveja ou faça dia claro, está sempre à disposição de quem quer curti-lo: o amor.
    O namorado Bob quis fazer uma surpresa à sua mulher, no aniversário de casamento, e acabou surpreendendo toda a população que viu o outdoor ou dele tomou conhecimento pela televisão e pelos jornais. Como? Bob não está colocando nenhum barbeador novo, nenhum cigarro sem nicotina mas com sabor de céu, nenhum objeto absolutamente indispensável ao viver moderno da humanidade? Bob não é candidato a deputado? Não pretende vender alguma coisa a seus semelhantes, que se habituaram à conexão cartaz-comércio, e gasta aquele despropósito de espaço para fazer agradinho à sua excelentíssima?
    Então é porque o amor continua existindo de fato, e é gostoso não apenas senti-lo mas também proclamá-lo. Somos forçados a reconhecer que o amor entre duas pessoas continua existindo e até prosperando, pois alguém sentiu necessidade de exprimi-lo, de público, usando o veículo que atinja mais diretamente a direção dos passantes: o painel. Bob poderia ter gravado em cassete a sua expansão lírica e fazê-la ouvir de manhã, quando Cly acordasse; podia gravar uma plaquinha de ouro a título de broche, com a declaração inscrita, e colocá-la junto à xícara de Cly, na hora do café; podia exprimir o número único de um jornal que estampasse apenas juras e pipilos de amor, depositando-o à cabeceira de Cly ou encaminhando-o pelo correio; podia...
    Bob podia fazer mil coisas particulares, deliciosamente íntimas, para conhecimento e uso exclusivo de Cly. Se preferiu tornar público o seu sentimento, foi, em primeiro lugar, devido à sua formação profissional. Se fosse aviador, soltaria no ar uma fumaça com a frase declaratória; homem do mar, pintaria no costado da embarcação os dizeres amorosos; e assim por diante. Sendo publicitário, adotou o processo adequado à transmissão da mensagem: o outdoor.
    Em segundo lugar (ou em primeiro, passando o motivo acima para segundo?), porque sentiu que seu amor a Cly, sendo um caso típico e tradicional de um sentimento que vem desde o começo do mundo e que por isso mesmo corre perigo de parecer banal ou ultrapassado, quando não é mesmo negado por indivíduos que se dispõem a reformar a estrutura da vida, reduzindo-a a um feixe de obrigações e ambições, geradores de conflitos e guerras, em que o dinheiro e o poder assumem a liderança do mundo (puxa, mas este período está mais comprido do que a Belém-Brasília), sentindo isso, Bob achou de bom preceito opor a tantos sinais de desumanização o seu sinal de 24 metros quadrados de ternura. Ternura de homem por mulher, garantia de continuação da espécie, que aqui e ali busca autodestruir-se. Não é lindo?
    Amorosos de gosto mais refinado talvez achassem preferível que os dizeres do outdoor fossem outros. A gíria é efêmera e o amor que dura há dez anos já viu passar muitas e muitas expressões populares. Se, em vez de “Estou contigo e não abro”, o marido feliz copiasse um verso de amor de um dos grandes poetas da língua, ou o inventasse (pois amor põe engenho e arte em quem o sente), o outdoor se tornaria obra digna de tombamento pelo IPHAN, resistindo ao tempo como um dos monumentos do coração, que merecem ser preservados. Bob não pensou nisso, quis a mensagem direta aos transeuntes de hoje, na linguagem do dia. Ainda assim, fez uma bonita coisa. Prova de que o amor continua, em meio a toda sorte de absurdos, violências e marotices políticas e outras, e que nenhum índice de inflação, nenhum terremoto, nenhuma sinistra maquinação é capaz de cassá-lo em face da Terra.

Andrade, Carlos Drummond de. As palavras que ninguém diz / Carlos Drummond de Andrade; seleção Luzia de Maria. - 12ª Ed. - Rio de Janeiro: Record, 2008. 126 p. - (Mineiramente Drummond; Crônica)
As sentenças a seguir dizem respeito ao processo da leitura e da escrita, sendo que uma deles está INCORRETA. Aponte-a:
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329Q842007 | Fisioterapia, Fisioterapia Respiratória, Prefeitura de Capim PB Fisioterapeuta, FACET Concursos, 2020

O corpo humano produz diariamente ácidos orgânicos que necessitam de um sistema de tamponamento ou eliminação de ácidos. Quando há alterações nesse processo ocorrem os distúrbios ácido-base. Sobre o tema, assinale a alternativa incorreta.
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330Q842293 | Enfermagem, Doenças Infecciosas e parasitárias, Agente de Endemias ACE, FACET Concursos, 2020

Em tempos de Covid-19 as EPIS se tornaram necessárias para a população, mesmo quando não fazem parte das atividades de trabalho, porém, ela será de uso obrigatório para algumas atividades que os agentes de combate de endemias realizarão durante suas funções. Das alternativas abaixo, qual delas não é considerada uma EPI?
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331Q840064 | Saúde Pública, Meio Ambiente e Saúde Pública, Agente de Endemias ACE, FACET Concursos, 2020

A Leishmaniose apresenta diversas formas clínicas no Brasil, das espécies abaixo, qual delas é o agente etiológico da leishmaniose cutânea difusa?
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332Q850333 | Geografia, Geografia Física, Prefeitura de Capim PB Agente Administrativo, FACET Concursos, 2020

Observe as definições a seguir e preencha com o bioma correspondente:

I - Ocupa aproximadamente 13 % do território brasileiro. Por se localizar na região litorânea, ocupada por mais de 50% da população brasileira, é o Bioma mais ameaçado do Brasil. Apenas 27% de sua cobertura florestal original ainda está preservada.

II - Sofre influência direta de três importantes biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Além disso sofre influência do bioma Chaco (nome dado ao Pantanal localizado no norte do Paraguai e leste da Bolívia). Uma característica interessante desse bioma é que muitas espécies ameaçadas em outras regiões do Brasil persistem em populações avantajadas na região, como é o caso do tuiuiú.

III - É considerada a maior diversidade de reserva biológica do planeta, com indicações de que abriga, ao menos, metade de todas as espécies vivas do planeta.

IV - Ocupa uma área aproximada de 10% do Território Nacional. Embora esteja localizado em área de clima semi-árido, apresenta grande variedade de paisagens, relativa riqueza biológica e espécies que só ocorrem nesse bioma.

( ) Pantanal

( ) Caatinga

( ) Mata Atlântica

( ) Amazônia

A alternativa que apresenta a sequência correta é:

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333Q853931 | Português, Interpretação de Textos, Agente Administrativo, FACET Concursos, 2020

Leia o texto abaixo e, em seguida, responda a questão pertinente:

Louco amor
(Ferreira Gullar)

    Era dado a paixões, desde menino. Na escola, aos oito anos, sentava-se ao lado de Nevinha, que tinha a mesma idade que ele e uns olhos que pareciam fechados: dois traços no rosto redondo e sorridente. Quando se vestia, de manhã cedo, para ir à escola, pensava nela e queria ir correndo encontrá-la. Puxava conversa a ponto da professora ralhar. Mas, chegaram as férias de dezembro, perguntou onde ela ia passá-las. “No inferno”, respondeu. Ele se espantou, ela riu. “É como minha mãe chama o sítio de meus avós em Codó.” No ano seguinte, sua mãe o matriculou numa escola mais perto de sua casa e ele nunca mais viu Nevinha.
    Na nova escola, enamorou-se de Teca, que tinha duas tranças compridas caídas nos ombros. Era engraçada e sapeca, brincava com todo mundo e não dava atenção a ele. Já no ginásio, foi a Lúcia, de olhos fundos, silenciosa, quase não ria. Amor à distância. Uma vez ela deixa cair o estojo de lápis e ele, prestimoso, o juntou no chão, e lhe entregou. Ela riu, agradecida.
    Enlouqueceu mesmo foi pela Paula, de 15 anos, quando ele já tinha 22 e se tornara pintor. Era filha de Bonetti, seu professor na Escola de Belas Artes e cuja casa passou a frequentar, bem como outros colegas de turma. A coisa nasceu sem que ele se desse conta, já que a via como uma menina. Mas, certo dia, acordou com a lembrança dela na mente, o perfil bem desenhado, o nariz, os lábios, os olhos inteligentes. Ela era muito inteligente, falava francês, já que vivera com os pais em Paris e lá estudara. A partir daquela manhã, quando visitava o professor era, na verdade, para revê-la. De volta a seu quarto, no Catete, sentia sua falta e inventava pretextos para visitas. Ficava a olhá-la, o coração batendo forte, louco para tomar-lhe as mãos e dizer-lhe: “Eu te amo, Paula”.
    Mas não se atrevia, embora já não conseguisse pintar nem sair com os amigos sem pensar no momento em que declararia a ela o seu amor. Mas não o fazia e já agora custava a dormir e, quando dormia, sonhava com ela. Mas eis que, numa das visitas à casa do professor, não a encontrou. Puxou conversa com a mãe dela e soube que havia ido ao cinema com um primo. Quando chegou, foi em companhia dele, de mãos dadas. Era o Eduardo, que chegara dos Estados Unidos, onde se formara.
    Sentiu que o mundo ia desabar sobre sua cabeça, mal conseguia ver os dois, sentados no divã da sala, cochichando e rindo, encantados um com o outro.
    Agora, acordar de manhã era um suplício, já que a lembrança dela não lhe saía da cabeça. Evitava agora ir à casa de Bonetti, que, entranhando-lhe a ausência, telefonava para convidá-lo. Temia ir lá, mas terminava indo, porque pelo menos podia revê-la, mas voltava para casa arrasado. Muitas vezes nem entrava em casa, com medo de se defrontar com a insuportável realidade. Ficava pela rua andando à toa, até altas horas da noite. Decidiu entregar-se totalmente a sua pintura, comprou telas novas, tintas novas, mas postado em frente ao cavalete, tudo o que conseguia era pensar nela. “Então, vou fazer dela o tema de meus quadros”, decidiu-se e iniciou uma série de retratos dela, que eram antes alegorias patéticas e dolorosas. Os colegas gostaram e contaram ao Bonetti, que pediu para vê-los. Levou-lhe alguns dos quadros, que mereceram dele entusiasmados elogios. Paula, depois de elogiá-los, observou: “Ela parece comigo!”. Ele a fitou nos olhos: “Ela é você”. Sem entender, ela sorriu lisonjeada.
    Paula e o primo se casaram e foram morar nos Estados Unidos. Júlio ganhou um prêmio de viagem ao exterior e foi conhecer os museus da Europa, fixando-se em Paris, que era na época o centro irradiador de arte e literatura. De volta ao Brasil, conheceu Camila, com quem se casou e teve dois filhos, uma menina e um menino, que hoje estão casados e lhe deram netos. Quanto a Paula, de que nunca mais tivera notícias, soube que se separara do marido e voltara ao Brasil, indo morar em São Paulo.
    Júlio e Bonetti continuaram amigos. Já sem a mesma frequência, ia visitá-lo naquele mesmo apartamento de Botafogo, onde viveu com a mesma mulher, mãe de Paula. Morreu dormindo, como queria. Júlio foi ao velório, no Cemitério de São João Batista, onde ele encontrou Paula, quarenta anos depois.
    Ela estava sentada junto ao caixão, ao lado de uma moça. “Júlio foi amigo de meu pai a vida toda... Me conheceu menina.”
    Falou aquilo com toda a naturalidade. “Que estranha é a vida”, pensou ele, fitando o rosto da mocinha que jamais poderia ter sido filha sua.

Gullar, Ferreira. A alquimia na quitanda: artes, bichos e barulhos nas melhores crônicas do poeta. São Paulo: Três Estrelas, 2016.
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334Q855550 | Direito Constitucional, Organização do Estado ? Estados, Prefeitura de Capim PB Analista Administrativo, FACET Concursos, 2020

A Constituição faculta a criação, incorporação, fusão e o desmembramento de Municípios, desde que se faça:
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335Q853552 | Português, Interpretação de Textos, Auxiliar de Consultorio Dentario, FACET Concursos, 2020

Louco amor

(Ferreira Gullar)

     Era dado a paixões, desde menino. Na escola, aos oito anos, sentava-se ao lado de Nevinha, que tinha a mesma idade que ele e uns olhos que pareciam fechados: dois traços no rosto redondo e sorridente. Quando se vestia, de manhã cedo, para ir à escola, pensava nela e queria ir correndo encontrá-la. Puxava conversa a ponto da professora ralhar. Mas, chegaram as férias de dezembro, perguntou onde ela ia passá-las.

“No inferno”, respondeu. Ele se espantou, ela riu. “É como minha mãe chama o sítio de meus avós em Codó.” No ano seguinte, sua mãe o matriculou numa escola mais perto de sua casa e ele nunca mais viu Nevinha.

     Na nova escola, enamorou-se de Teca, que tinha duas tranças compridas caídas nos ombros. Era engraçada e sapeca, brincava com todo mundo e não dava atenção a ele. Já no ginásio, foi a Lúcia, de olhos fundos, silenciosa, quase não ria. Amor à distância. Uma vez ela deixa cair o estojo de lápis e ele, prestimoso, o juntou no chão, e lhe entregou. Ela riu, agradecida. 

     Enlouqueceu mesmo foi pela Paula, de 15 anos, quando ele já tinha 22 e se tornara pintor. Era filha de Bonetti, seu professor na Escola de Belas Artes e cuja casa passou a frequentar, bem como outros colegas de turma. A coisa nasceu sem que ele se desse conta, já que a via como uma menina. Mas, certo dia, acordou com a lembrança dela na mente, o perfil bem desenhado, o nariz, os lábios, os olhos inteligentes. Ela era muito inteligente, falava francês, já que vivera com os pais em Paris e lá estudara. A partir daquela manhã, quando visitava o professor era, na verdade, para revêla. De volta a seu quarto, no Catete, sentia sua falta e inventava pretextos para visitas. Ficava a olhá-la, o coração batendo forte, louco para tomar-lhe as mãos e dizer-lhe: “Eu te amo, Paula”.

     Mas não se atrevia, embora já não conseguisse pintar nem sair com os amigos sem pensar no momento em que declararia a ela o seu amor. Mas não o fazia e já agora custava a dormir e, quando dormia, sonhava com ela. Mas eis que, numa das visitas à casa do professor, não a encontrou. Puxou conversa com a mãe dela e soube que havia ido ao cinema com um primo. Quando chegou, foi em companhia dele, de mãos dadas. Era o Eduardo, que chegara dos Estados Unidos, onde se formara.

     Sentiu que o mundo ia desabar sobre sua cabeça, mal conseguia ver os dois, sentados no divã da sala, cochichando e rindo, encantados um com o outro.

    Agora, acordar de manhã era um suplício, já que a lembrança dela não lhe saía da cabeça. Evitava agora ir à casa de Bonetti, que, estranhando-lhe a ausência, telefonava para convidá-lo. Temia ir lá, mas terminava indo, porque pelo menos podia revê-la, mas voltava para casa arrasado. Muitas vezes nem entrava em casa, com medo de se defrontar com a insuportável realidade. Ficava pela rua andando à toa, até altas horas da noite. Decidiu entregar-se totalmente a sua pintura, comprou telas novas, tintas novas, mas postado em frente ao cavalete, tudo o que conseguia era pensar nela. “Então, vou fazer dela o tema de meus quadros”, decidiu-se e iniciou uma série de retratos dela, que eram antes alegorias patéticas e dolorosas. Os colegas gostaram e contaram ao Bonetti, que pediu para vê-los. Levou-lhe alguns dos quadros, que mereceram dele entusiasmados elogios. Paula, depois de elogiá-los, observou: “Ela parece comigo!”. Ele a fitou nos olhos: “Ela é você”. Sem entender, ela sorriu lisonjeada. 

    Paula e o primo se casaram e foram morar nos Estados Unidos. Júlio ganhou um prêmio de viagem ao exterior e foi conhecer os museus da Europa, fixandose em Paris, que era na época o centro irradiador de arte e literatura. De volta ao Brasil, conheceu Camila, com quem se casou e teve dois filhos, uma menina e um menino, que hoje estão casados e lhe deram netos. Quanto a Paula, de que nunca mais tivera notícias, soube que se separara do marido e voltara ao Brasil, indo morar em São Paulo.

     Júlio e Bonetti continuaram amigos. Já sem a mesma frequência, ia visitá-lo naquele mesmo apartamento de Botafogo, onde viveu com a mesma mulher, mãe de Paula. Morreu dormindo, como queria. Júlio foi ao velório, no Cemitério de São João Batista, onde ele encontrou Paula, quarenta anos depois.

    Ela estava sentada junto ao caixão, ao lado de uma moça. “Júlio foi amigo de meu pai a vida toda... Me conheceu menina.”

     Falou aquilo com toda a naturalidade. “Que estranha é a vida”, pensou ele, fitando o rosto da mocinha que jamais poderia ter sido filha sua.

Gullar, Ferreira. A alquimia na quitanda: artes, bichos e barulhos nas melhores crônicas do poeta. São Paulo: Três Estrelas, 2016.

A passagem adiante servirá de base para a próxima questão:

“A coisa nasceu sem que ele se desse conta, que a via como uma menina.”

A que se refere o termo destacado “coisa”?

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336Q843185 | Saúde Pública, Meio Ambiente e Saúde Pública, Agente de Saúde ACS, FACET Concursos, 2020

O Rotavírus é um dos principais agentes virais causadores das doenças diarreicas agudas. Além da administração da vacina, são consideradas outras ações de prevenção a rotavirose, exceto:
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337Q858592 | Português, Interpretação de Textos, Agente de Combate às Endemias, FACET Concursos, 2020

Leia o texto abaixo e, em seguida, responda à questão pertinente:

Mila
(Carlos Heitor Cony)
    Era pouco mais do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou-me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.
    Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento?
   Amá-la - foi a resposta, e acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.
    Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu “fumos fidalgos”, como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.
    No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.
   Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.
    Até o último momento, olhou para mim, me acolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade.

As Cem Melhores Crônicas Brasileiras / Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. 356 p. 
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338Q856733 | Informática, Segurança da Informação, Prefeitura de Capim PB Agente Administrativo, FACET Concursos, 2020

Em redes de computadores, um componente fundamental para segurança é o Firewall, cuja função pode ser descrita como:
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339Q841752 | Serviço Social, Profissão do Assistente Social, Prefeitura de Capim PB Assistente Social, FACET Concursos, 2020

São conquistas possibilitadas pela construção do Projeto Ético-Político Profissional, EXCETO:
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