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Questões de Concursos FAG

Resolva questões de FAG comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


201Q948448 | Inglês, Medicina, FAG, FAG, 2018

Texto associado.
Text 1


Brazilian courts tussle over unproven cancer treatment


Patients demand access to compound despite lack of clinical testing. A court in the Brazilian state of São Paulo has cut off distribution of a compound that is hailed by some as a miracle cancer cure — even though it has never been formally tested in humans. On 11 November, to the relief of many cancer researchers, a state court overturned earlier court orders that had obliged the nation’s largest university to provide the compound to hundreds of people with terminal cancer.
The compound, phosphoethanolamine, has been shown to kill tumor cells only in lab dishes and in mice (A. K. Ferreira et al. Anticancer Res. 32, 95–104; 2012). Drugs that seem promising in lab and animal studies have a notoriously high failure rate in human trials. Despite this, some chemists at the University of São Paulo’s campus in São Carlos have manufactured the compound for years and distributed it to people with cancer. A few of those patients have claimed remarkable recoveries, perpetuating the compound’s reputation as a miracle cure.
The Brazilian constitution guarantees universal access to health care, and it is common in Brazil for patients to turn to the courts to access drugs that the state healthcare system does not dispense because of their cost. But phosphoethanolamine presents a different situation because it is not really a ‘drug’ at all. It is not approved by Brazil’s National Health Surveillance Agency.
Those who argue that people who are terminally ill have a right to try experimental medicines saw a decision in favor of a patient in October 2015 as a significant victory. But to the university administration, drug regulators and cancer researchers, it showed blatant disregard for the basic scientific principle that a drug should be demonstrated to be safe and effective before being given to patients outside of a clinical trial.
Source: Nature 527, 420–421 (adapted). http://www.nature.com/news/brazilian-courts-tussleover-unproven-cancer- treatment-1.18864.
According to the text 1, the reason why the compound phosphoethanolamine was considered as miracle cure is:
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202Q948470 | Inglês, Primeiro Semestre, FAG, FAG, 2018

Texto associado.
Text 1

Bilingual Education for the 21st Century

Bilingual education in the 21st century must face the complexity brought about by the freer movement of people, services, and goods that characterizes our more globalized and technological world. In the second half of the 20th century, bilingual education grew around the world as a way to educate children who didn't speak the state's language or, in some cases, to recapture the heritage language of a group. This in itself was an innovation over the use of bilingual education only to educate the children of the elite.
In the 21st century, however, the complex and dynamic links created by technology and globalized markets, coupled with the importance of English and other “big” languages, challenge our old conceptions of bilingual education. UNESCO in 1953 declared that it was axiomatic that the child's native language be used to teach children to read, but basic literacy, even in one's own language, is insufficient to be a world citizen in the 21st century.
It has been predicted that by 2050, English will be accompanied by Chinese, Arabic, Spanish and Urdu, as the world's big languages, ordered not only with English at the top as it has been up to now, but with an increasing role for the other four “big” languages. Countries throughout the world are providing options to their children to be schooled in two or more languages. The European Union, for example, has recently adopted a policy of “Mother Tongue + 2” encouraging schools throughout the EU to develop children's trilingual proficiency. For those purposes, a model of teaching is being promoted that encourages the use of the languages other than the child's mother tongue in subject instruction. Ofelia Garcia is Professor of Bilingual Education at Teachers College, Columbia University.
Disponível em:< http://www.educationupdate.com/archives/2004/december/html/Spot-BilingualEducationForThe21stCentury.htm>.
Em relação ao papel da língua inglesa no futuro, o texto 1 prevê que até a metade do século 21 ela:
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203Q948482 | Português, Interpretação de Textos, Medicina, FAG, FAG, 2018

Texto associado.
Texto 1


O que vou dizer é um paradoxo: uma boa razão para o Brasil encarar com otimismo o futuro difícil que se desenha a sua frente para os próximos anos é o fantástico grau de desperdício que caracterizou o desenvolvimento do país. Se o Brasil aprender a evitar esse desperdício, nenhum grande milagre surgirá daí, mas estará sendo acionado um potencial de crescimento com baixo investimento.
Não falo só de coisas como jogar fora o liquidificador que poderia ser consertado ou de aposentar um automóvel que ainda teria vida útil pela frente. Falo de coisas mais graves, de um tipo de desperdício menos visível, embutido em vários aspectos do cotidiano brasileiro. Vamos a alguns casos ilustrativos. Uma cidade como São Paulo, por exemplo, tem 42% de seus terrenos vazios e metade deles com área superior a 5.000 metros quadrados. Se uma porção reduzida desses terrenos — digamos, 10% deles — fosse utilizada para a plantação de hortas, teríamos algo em torno de 100.000 hortas familiares produzindo para a cidade e dando ocupação e comida a muita gente.
Quando se fala do aproveitamento do lixo — outro assunto que merece atenção —, apela-se com frequência para uma visão sofisticada do que deva ser essa operação. Ora, o lixo é valioso, mas deve ser encarado com modéstia. Além de servir para nivelar terrenos erodidos, criando solo para a construção de moradias populares pelas próprias pessoas que vão habitá-las, ele pode ser transformado em adubo ou ainda gerar gás para movimentar ônibus.
O brasileiro que vive no Sul come papaias da Amazônia e os moradores de Belém consomem alface do Sul. Gasta-se uma enormidade de energia no transporte desses produtos. Pergunto: por que não dar um jeito de plantar perto dos centros consumidores e com isso reforçar as economias locais, aproveitando o potencial latente de terras e mão-de-obra?
E o que dizer do desperdício de combustível pelos veículos que circulam nas estradas do país? Todo motorista sabe que um carro bem regulado permite uma economia de 5% a 10% de combustível. Pois bem, um cálculo simples mostra que seria possível economizar 10.000 barris de óleo diesel por dia, no Brasil, com a simples manutenção correta dos motores dos caminhões e ônibus. Isso equivaleria a mais de 300.000 salários mínimos economizados mensalmente e a um aumento correspondente de vagas para trabalhadores em oficinas mecânicas, sem falar na economia de divisas.
Coordeno um programa de estudos para a Universidade das Nações Unidas, com sede em Tóquio, que procura criar alternativas de desenvolvimento a partir de dois fatores fundamentais, o alimento e a energia. As crises alimentar e energética não apenas se conjugam como, infelizmente, se reforçam, já que energia cara significa sempre comida mais cara.
O problema do desperdício, é bom notar, apresenta-se em todo o mundo, mas com configurações diferentes e possíveis soluções também diferentes. Entre os vários tipos de desperdício, o mais gritante é certamente o gasto de 970 bilhões de dólares por ano no mundo com armamentos. Isso significa que se queima quase dez vezes o valor de toda a dívida externa brasileira, a cada ano, com instrumentos de destruição.
Assinale a alternativa incorreta a respeito dos atuais lideres mundiais.
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204Q948446 | Literatura, Escolas Literárias, Medicina, FAG, FAG, 2018

O terrorismo de Estado é praticado pelos Estados nacionais e seus atos integram duas ações. A primeira seria o terrorismo praticado contra a sua própria população. Foram exemplos dessa forma de terrorismo: os Estados totalitários Fascistas e Nazistas, a ditadura militar brasileira e a ditadura de Pinochet no Chile. De acordo com as informações do texto 4, assinale a alternativa correta:
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205Q678330 | Inglês, Medicina, FAG, FAG, 2019

De acordo com o texto 1, a função do “central executive” é:
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206Q686588 | Português, Interpretação de Textos, Segundo Semestre, FAG, FAG

Texto associado.
Texto 3


Facebook


Vimos que o Vale do Silício é um tecnopolo importante, com indústria avançada, de ponta, em que são feitos altos investimentos. Mas, às vezes, uma simples ideia pode valer mais do que muita tecnologia. É o caso da maior rede social do mundo, o Facebook.
Segundo o seu criador Mark Zuckerberg, em seu segundo ano da Universidade de Harvard (2004), ele e seus amigos tinham muito a compartilhar: suas fotos, o que estudavam, de que gostavam, entre tantas outras coisas que os amigos curtem. Pensando nisso, Mark elaborou – em duas semanas e com apenas 19 anos de idade – a primeira versão do que se tornaria essa famosa rede social.
Mas há quem diga que a história inicial não foi tão sublime, mas que tudo começou como uma brincadeira: Mark teria colocado as fotos das garotas da Universidade na internet, à revelia, para que os colegas escolhessem qual a mais bonita. Outro detalhe não menos importante seria que o desenvolvimento do Facebook contou com a colaboração de mais colegas, entre eles o brasileiro Eduardo Saverin, reconhecido como o co-fundador do site.
De qualquer forma, e intrigas à parte, inovação e agilidade transformaram esse pequeno projeto/brincadeira em uma empresa extremamente lucrativa, com mais de 500 milhões de usuários, faturamento bilionário e um valor de 50 bilhões de dólares, estimado pelo Banco Sachs em janeiro de 2011, maior do que o da Time Warner.
(Paulo Roberto Moraes, Urbanização e Metropolização, São Paulo, 2011)
Sobre o texto 2, é INCORRETO afirmar que:
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207Q948607 | Inglês, Primeiro Semestre, FAG, FAG

Texto associado.
Text 2 - How to Tell if Your Sunscreen Protects You From the Sun - Here’s what you need to know.


Don’t go overboard with the SPF. The American Academy of Dermatology recommends using an SPF of at least 30, but most experts agree to not go over 50. It’s not that a higher SPF doesn’t provide any more protection, but once you get above 50, that increase is negligible. Case in point: SPF 50 blocks about 97% of UVB rays, while SPF 100 blocks about 99%.
But most sunscreen users don’t think about that; rather, they see a number that’s twice as high and assume they’ll get twice as much protection or that the protection will last twice as long, which cultivates a false sense of security that could lead to a bad burn. “SPF values above 50 are really misleading,” Lunder says. “They offer a very small increase in sunburn [UVB] protection, and they don't offer better UVA protection.” She says that the FDA is considering a rule to cap SPF values at 50, but nothing has been finalized.
And then there’s the fact that, although the increase in SPF doesn’t add much protection, it could increase your chances of negative side effects from the ingredients. “We do not recommend SPF of 50 or higher, as the minimal added protection does not outweigh the exponentially more active ingredients required to do so,” Chris Birchby, the founder of the sun-care line Coola, tells Teen Vogue. “More active ingredients increase the chances of skin irritation.”
http://www.teenvogue.com/story/how-to-tell-if-sunscreen-protects-you-from-the-sun
According to the text 1, choose the best reason why the author wrote this article:
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208Q678335 | Física, Eletricidade, Medicina, FAG, FAG, 2019

Um condutor é percorrido por uma corrente elétrica de intensidade i = 800 mA. Conhecida a carga elétrica elementar, e = 1,6 × 10-10 C, o número de elétrons que atravessa uma seção normal desse condutor, por segundo, é
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209Q948603 | Português, Interpretação de Textos, Primeiro Semestre, FAG, FAG

Texto associado.
Texto 2: Repórter Policial


[...] Assim como o locutor esportivo jamais chamou nada pelo nome comum, assim também o repórter policial é um entortado literário. Nessa classe, os que se prezam nunca chamariam um hospital de hospital. De jeito nenhum. É nosocômio. Nunca, em tempo algum, qualquer vítima de atropelamento, tentativa de morte, conflito, briga ou simples indisposição intestinal foi parar num hospital. Só vai para o nosocômio.E assim sucessivamente.
Qualquer cidadão que vai à Polícia prestar declarações que possam ajudá-la numa diligência (apelido que eles puseram no ato de investigar), é logo apelidada de testemunha chave. Suspeito é Mister X, advogado é causídico, soldado é militar, marinheiro é naval, copeira é doméstica e, conforme esteja deitada, a vítima de um crime – de costas ou de barriga pra baixo – fica numa destas duas incômodas posições: decúbito dorsal ou decúbito ventral.
Num crime descrito pela imprensa sangrenta, a vítima nunca se vestiu. A vítima trajava. Todo mundo se veste… mas, basta virar vítima de crime, que a rapaziada sadia ignora o verbo comum e mete lá: “A vítima traja terno azul e gravata do mesmo tom”. Eis, portanto, que é preciso estar acostumado ao “métier” para morar no noticiário policial. Como os locutores esportivos, a Delegacia do Imposto de Renda, os guardas de trânsito, as mulheres dos outros, os repórteres policiais nasceram para complicar a vida da gente. Se um porco morde a perna de um caixeiro de uma dessas casas da banha, por exemplo, é batata…a manchete no dia seguinte tá lá: “Suíno atacou comerciário”.
Outro detalhezinho interessante: se a vítima de uma agressão morre, tá legal, mas se — ao contrário — em vez de morrer fica estendida no asfalto, está prostrada. Podia estar caída, derrubada ou mesmo derribada, mas um repórter de crime não vai trair a classe assim à toa. E castiga na página: "Naval prostrou desafeto com certeira facada." Desafeto — para os que são novos na turma — devemos explicar que é inimigo, adversário, etc. E mais: se morre na hora, tá certo; do contrário, morrerá invariavelmente ao dar entrada na sala de operações.
De como vive a imprensa sangrenta, é fácil explicar. Vive da desgraça alheia, em fotos ampliadas. Um repórter de polícia, quando está sem notícia, fica na redação, telefonando pras delegacias distritais ou para os hospitais, perdão, para os nosocômios, onde sempre tem um cupincha de plantão. [...]
Fonte: STANISLAW, Ponte Preta. São Paulo: Moderna, 1986.
Assinale a alternativa correta quanto ao que esclarece o texto 2:
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210Q686795 | Português, Interpretação de Textos, Medicina, FAG, FAG, 2018

Texto associado.
Texto 1

A “ÉTICA” DOS CORRUPTOS

É ético um jornalista usar câmaras secretas para comprovar um crime que, depois, ele irá denunciar? Não discuto, aqui, a legalidade de sua ação, porque não tenho a formação jurídica necessária para me pronunciar sobre as leis e jurisprudência cabíveis no caso. Mas a questão adquire relevância diante do fato que movimentou a sociedade brasileira algumas semanas trás: a revelação, em imagens incontestáveis, de uma rede de corrupção atuando justamente nos hospitais – o que torna particularmente desumano o crime, porque está sendo cometido contra pessoas especialmente vulneráveis. Além disso, trata-se de uma área em que cronicamente falta dinheiro, visto que os custos com a saúde costumam subir mais que a inflação, em parte devido aos grandes avanços que a medicina tem conquistado.
O que é flagrante é a falta de ética das pessoas diretamente envolvidas na falcatrua. Os corruptos (vou chamá-los assim, embora tecnicamente não o sejam, porque não são servidores públicos) não mostraram nenhum pudor. Imaginando-se a salvo, foram francos. Duas afirmações me chocaram em especial. A primeira se refere ao momento em que uma senhora diz que está praticando "a ética do mercado". Mas o que ela faz não é nada ético. A não ser, claro, que use "ética" num sentido apenas descritivo, como quando se diz que a "ética do bandido" é matar quem o alcagueta, ou que a "ética do machista" é assassinar a esposa suspeita de adultério. Nos últimos anos tem-se assistido à redução do emprego da palavra "ética". Uma expressão de Cláudio Abramo, frequentemente citada pelos profissionais da imprensa, é significativa – "A ética do jornalista é a mesma do marceneiro, de qualquer pessoa".
Na verdade, até esperei, depois dessa frase sobre "a ética do mercado", que "o mercado" reagisse de alguma forma. Se ela dissesse que essa é a ética dos médicos, as associações não iriam protestar? É claro que "o mercado" não é um sujeito. Aliás, sua riqueza e eficácia estão, justamente, em ele não ser um sujeito único, mas uma rede em que se cruzam e se medem inúmeros sujeitos. No entanto, aqui se coloca uma questão crucial, sempre presente quando se trata do capitalismo. Brecht tem a frase famosa – "O que é roubar um banco, em comparação com fundar um banco?" O capitalismo sempre esteve assombrado pela diferença entre o lucro obtido legítima e legalmente e o que é extorsão, usura, roubo. Na Idade Média, a igreja cristã condenava a usura, dificultando as operações de financiamento. Por outro lado, com o capitalismo já consolidado, no final do século XIX, um grupo de grandes empresários norte-americanos era chamado de "robber barons", barões ladrões, tal a sua desonestidade. Contudo, o mesmo capitalismo cresce graças a uma ética extremamente forte, que Max Weber, num livro clássico, aproximou do protestantismo. Na verdade, a distinção entre o lucro e a extorsão é crucial para o capitalismo. Um dos desafios para ele funcionar, e em especial para se tornar popular, é convencer a sociedade de que seu compromisso ético – com a construção da riqueza pelo trabalho e o esforço – supera seus deslizes, os quais serão rigorosamente punidos. Ou seja, "o mercado" precisa reagir. O debate sobre esse caso não pode ficar circunscrito à área política. O “mercado” foi injuriado e tem de responder.
O outro ponto assustador aconteceu quando um dos personagens gravados disse que sempre ensinava a seus filhos a virtude da solidariedade. Disse isso com outras palavras, mas ele considerava digno educar seus filhos na formação de quadrilha. Aqui, estamos diretamente na ética do crime. Mas, se na frase da senhora sobre o mercado podíamos ver alguma ironia ou resignação ("a vida como ela é"), na frase desse senhor se ouvia algo mais grave: a educação dos filhos, a construção do futuro segundo a ótica do criminoso. Uma coisa é resignar-se ao mundo como está e operar dentro dele. Outra, pior, é entender que ele não vai melhorar e que, portanto, a melhor educação que se deve dar aos pequenos é ensiná-los a serem bandidos. Aqui, a tarefa afeta, em especial, os educadores profissionais, como os professores, e a multidão de educadores leigos, que são os pais e todos os que cuidam de crianças. Mas, antes mesmo disso, ela passa por uma pergunta cândida: podemos melhorar, em termos de sociedade, no que se refere ao respeito à lei e aos outros? É possível convencermo-nos, e convencermos os outros, de que seguir os preceitos éticos é absolutamente necessário? Ou viveremos nas exceções? E isso diz respeito a todos nós.
Ocorreu-me, uma vez, que no Brasil a lei tem papel mais indicativo do que prescritivo. Explico: todos concordamos que se deve parar no sinal vermelho – e a grande maioria o faz. Mas a pressa, o fato de não estar vindo um carro pela outra via, a demora no sinal "justificam" eventualmente passar no sinal vermelho. A lei deixa de ser lei para se tornar uma referência apenas; ou, pior, algo que espero que os outros respeitem absolutamente, mas que infringirei quando me achar "justificado" a fazê-lo. Guiando desse jeito, vários pais mataram os próprios filhos – e isso continua acontecendo. Não precisaremos fortalecer, na condição de sociedade, a convicção de que para um bom convívio é preciso repudiar fortemente essas duas frases que, na sua euforia, os dois personagens pronunciaram sem saberem que estavam sendo gravados? Enquanto isso, nosso agradecimento aos repórteres que denunciaram esse crime.
RIBEIRO, Renato J. Valor econômico, 26/03/2012. (Texto adaptado)
Assinale a alternativa que contém uma assertiva que NÃO foi defendida pelo autor nem pode ser confirmada pelo texto 1.
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