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Questões de Concursos FUNCAB

Resolva questões de FUNCAB comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1941Q42723 | Português, Soldado do Corpo de Bombeiro, Bombeiro Militar AC, FUNCAB

Texto associado.
Texto para responder à  questão.

                                  O fragmento a seguir situa-se no último capítulo de Triste fim de Policarpo Quaresma.

Como lhe parecia ilógico com ele mesmo estar ali metido naquele estreito calabouço? Pois ele, o Quaresma plácido, o Quaresma de tão profundos pensamentos patrióticos, merecia aquele triste fim?
[...]
Por que estava preso? Ao certo não sabia; o oficial que o conduzira, nada lhe quisera dizer; e, desde que saíra da ilha das Enxadas para a das Cobras, não trocara palavra com ninguém, não vira nenhum conhecido no caminho [...]. Entretanto, ele atribuía a prisão à carta que escrevera ao presidente, protestando contra a cena que presenciara na véspera.
Não se pudera conter. Aquela leva de desgraçados a sair assim, a desoras, escolhidos a esmo, para uma carniçaria distante, falara fundo a todos os seus sentimentos; pusera diante dos seus olhos todos os seus princípios morais; desafiara a sua coragem moral e a sua solidariedade humana; e ele escrevera a carta com veemência, com paixão, indignado. Nada omitiu do seu pensamento; falou claro, franca e nitidamente.
Devia ser por isso que ele estava ali naquela masmorra, engaiolado, trancafiado, isolado dos seus semelhantes como uma fera, como um criminoso, sepultado na treva, sofrendo umidade, misturado com os seus detritos, quase sem comer... Como acabarei? Como acabarei? E a pergunta lhe vinha, no meio da revoada de pensamentos que aquela angústia provocava pensar. Não havia base para qualquer hipótese. Era de conduta tão irregular e incerta o Governo que tudo ele podia esperar: a liberdade ou a morte, mais esta que aquela.
[...]
Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara – todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele não vira, ele não provara, ele não experimentara. Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não.Lembrou-se das suas coisas de tupi, do folclore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções. [...]. Como é que não viu nitidamente a realidade, não a pressentiu logo e se deixou enganar por um falaz ídolo, absorver-se nele, dar-lhe em holocausto toda a sua existência? Foi o seu isolamento, o seu esquecimento de si mesmo; e assim é que ia para a cova, sem deixar traço seu, sem um filho, sem um amor, sem um beijo mais quente, sem nenhum mesmo, e sem sequer uma asneira!
Nada deixava que afirmasse a sua passagem e a terra não lhe dera nada de saboroso.

BARRETO, Lima.Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Saraiva, 2007. p. 199-201 (Clássicos Saraiva).
“Nada deixava que afirmasse a sua passagem e a terra não lhe dera nada de saboroso.”
A respeito do trecho acima, quanto aos aspectos gramatical, sintático e semântico, analise as afirmativas a seguir.

I. A colocação enclítica do pronome LHE se dá em decorrência da presença de palavra de valor negativo.
II. NADA, nas duas ocorrências, é um pronome indefinido e significa coisa nenhuma.
III. SUA é um pronome substantivo possessivo e produz ambiguidade dentro do texto.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
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1942Q43276 | História e Geografia de Estados e Municípios, Soldado do Corpo de Bombeiro, Bombeiro Militar RO, FUNCAB

Assinale a alternativa que indica o nome do primeiro governador do estado de Rondônia, ou seja, após a mudança de território federal para estado de Rondônia.
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1943Q183821 | Auditoria, Fundações, Engenheiro, DETRAN PE, FUNCAB

Uma sapata rígida com dimensões em planta de 150 cm x 170 cm e altura constante igual a 45 cm (altura útil igual a 40 cm) foi projetada para apoiar um pilar de 20 cm x 40 cm que recebe uma carga de 640 kN centrada. O aço utilizado foi o CA-50. Desprezando-se o peso próprio da sapata e considerando-se um coeficiente de majoração das cargas igual a 1,4 e um coeficiente de minoração da tensão no aço de 1,15, a área de aço, em cada direção, desta sapata deve ser igual a aproximadamente:

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1944Q461862 | Direito Penal, Crimes Contra o Patrimônio, Médico Legista, Polícia Civil RO, FUNCAB

Pratica o crime de furto aquele que:
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1945Q38973 | Português, Auxiliar de Biblioteca, IFRR, FUNCAB

Texto associado.
Sabores

     Nunca me esqueci da tarde em que, voltando da escola acompanhado pela empregada lá de casa... bem, naquele tempo politicamente incorreto, a gente chamava de “empregada”. Eu sei que, hoje, costuma-se chamar de funcionária, secretária, ajudante, amiga, auxiliar... Mas, como estou falando de antigamente, manterei o termo da ocasião. Pois voltava da escola coma empregada, ela entrou numa padaria para comprar leite eme perguntou:
     –Quer comprar um sonho?
     Sabores Sonhos não se recusam. Mas também não são oferecidos. Estranhei. Ela insistiu eme apontou o sonho a que se referia. Vi, pela primeira vez na vida, aquele doce, em forma de almofada, soltando creme para todos os lados. Aceitei e, na primeira mordida, percebi que tinha um sabor que eu nunca havia experimentado. E era delicioso. Foi dos melhores prazeres gastronômicos a que já tive acesso. Até hoje procuro pelo sonho de padaria perfeito. Mas nunca mais o encontrei.
     Nas férias de verão, sempre passadas no Rio, meu irmão costumava me levar para jantar na casa da tia Maria Caldas. Tia Maria Caldas – ela sempre foi chamada assim, com nome e sobrenome – era a solteirona da família. Morou a vida inteira num conjugado na Avenida Copacabana. Tinha cozinha mínima. Mas aparentava gostar de cozinhar para meu irmão e eu. Num desses jantares, não me lembro do prato principal, mas lembro-me muito bem de um dos acompanhamentos: ovos mexidos. Ovo não era um alimento muito popular lá em casa. Não era inteiramente rejeitado, como a cebola e o alho, que nunca fizeram parte do cardápio. Mas era ocasional. E em outras formas, como a do ovo cozido ou a do ovo frito. Mexidos, eu nunca tinha visto. Eu não gostava muito de ovos, por isso fiz cara feia quando a tia Maria Caldas estava preparando aqueles. Mas, desde a primeira garfada, foi amor à primeira vista. Tento repetir aquela experiência. Faço ovos com bacon, com presunto, com ervas, ponho leite para ficarem macios, ponho água para ficarem mais leves... Mas nunca mais comi ovos mexidos tão gostosos quanto os da tia Maria Caldas.
     Minha primeiríssima viagem internacional foi a Buenos Aires. Ainda era universitário, tempos de dureza, e, na Argentina, me submeti a uma dieta de massas num dos restaurantes mais populares da cidade, o baratíssimo Pippo. Mas uma noite, eu e o grupo que me acompanhava cometemos uma extravagância e fomos jantar num restaurante que tinham me recomendado: El Palacio de La Papas Fritas. Na verdade, assim como o Pipo, o El Palacio era uma rede de restaurantes. Também era popular, mas com um cardápio com preços um pouco acima do outro. E usava toalhas de mesa, diferentemente do Pipo que preferia cobrir as mesas com papel de pão. A ideia era comer carne, mas o que me surpreendeu foi o acompanhamento, as tais papas fritas. Em forma de pequenas almofadas – devo ter alguma obsessão gastronômica por almofadas –, as batatas, fritas no ponto exato, estouravam na boca espalhando seu sabor. Voltei muitas vezes a Buenos Aires. Nunca deixei de ir ao El Palacio em busca daquele gosto. Mas nunca mais o encontrei.
     Resumo da ópera: os melhores sabores são os da primeira vez.

          (XEXÉO. Artur. Revista O Globo. 01/09/2013.)
Os pronomes são palavras que, dentre outros papéis, substitueme/ou se referem a um termo anteriormente expresso. Nos períodos abaixo, o pronome destacado está se referindo, corretamente, ao seguinte termo expresso entre parênteses, na opção:
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1946Q35138 | Português, Bibliotecário, IFAM, FUNCAB

Texto associado.
    São os meios de comunicação, em especial a televisão, que divulgam, em escala mundial, informações (fragmentadas) hoje tomadas como conhecimento, construindo, desse modo, o mundo que conhecemos. Trata-se, na verdade, de processo metonímico – a parte escolhida para ser divulgada, para ser conhecida, vale pelo todo. É como se “o mundo todo” fosse constituído apenas por aqueles fatos/notícias que chegam até nós.
    Informação, porém, não é conhecimento, podendo até ser um passo importante. O conhecimento implica crítica. Ele se baseia na inter-relação e não na fragmentação. Todos temos observado que essa troca do conhecimento pela informação tem resultado na diminuição da criticidade.
    O conhecimento é um processo que prevê a condição de reelaborar o que vem como um “dado”, possibilitando que não sejamos meros reprodutores; inclui a capacidade de elaborações novas, permitindo reconhecer, trazer à superfície o que ainda é virtual, o que, na sociedade, está ainda mal desenhado, com contornos borrados. Para tanto, o conhecimento prevê a construção de uma visão que totalize os fatos, inter-relacionando todas as esferas da sociedade, percebendo que o que está acontecendo em cada uma delas é resultado da dinâmica que faz com que todas interajam, de acordo com as possibilidades daquela formação social, naquele momento histórico; permite perceber, enfim, que os diversos fenômenos da vida social estabelecem suas relações tendo como referência a sociedade como um todo. Para tanto, podemos perceber, as informações – fragmentadas – não são suficientes.
    Os meios de comunicação, sobretudo a televisão, ao produzirem essas informações, transformam em verdadeiros espetáculos os acontecimentos selecionados para se tornar notícias. Já na década de 1960, Guy Debord percebia “na vida contemporânea uma ‘sociedade de espetáculo’, em que a forma mais desenvolvida de mercadoria era antes a imagem que o produto material concreto”, e que “na segunda metade do século XX, a imagem substituiria a estrada de ferro e o automóvel como força motriz da economia”.
    Por sua condição de “espetáculo”, parece que o mais importante na informação passa a ser aquilo que ela tem de atração, de entretenimento. Não podemos nos esquecer, porém, de que as coisas se passam desse modo exatamente para que o conhecimento – e, portanto, a crítica – da realidade fique bastante embaçada ou simplesmente não se dê.
    O conhecimento continua a ser condição indispensável para a crítica. A informação, que parece ocupar o lugar desse conhecimento, tornou-se, ela própria, a base para a reprodução do sistema, uma mercadoria a mais em circulação nessa totalidade.
    A confusão entre conhecimento e informação, entre totalidade e fragmentação, leva à concepção de que a informação veiculada pelos meios é suficiente para a formação do cidadão, de que há um pressuposto de interação entre os meios e os cidadãos e de que todas as vozes circulam igualmente na sociedade.
    É a chamada posição liberal, a qual parece esquecer-se de que ideias, para circular, precisam de instrumentos, de suportes – rádio, televisão, jornal etc. – que custam caro e que, por isso, estão nas mãos daqueles que detêm o capital. [...]

BACCEGA. Maria Aparecida. In: A TV aos 50 – Criticando a televisão brasileira no seu cinquentenário. São Paulo: PerseuAbramo, 2000, p. 106-7.
Em: “... continua a ser condição indispensável PARA A CRÍTICA.” (§ 6), a reescrita do complemento nominal em destaque torna obrigatório o uso do acento grave no “a” que se lê em:
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1947Q46404 | Português, Médico Veterinário, SES MG, FUNCAB

Texto associado.
                                           Uma velhinha 

     Quem me dera um pouco de poesia, esta manhã, de simplicidade, ao menos para descrever a velhinha do Westfália! É uma velhinha dos seus setenta anos, que chega todos os dias ao Westfália (dez e meia, onze horas), e tudo daquele momento em diante começa a girar em torno dela. Tudo é para ela. Quem nunca antes a viu, chama o garçom e pergunta quem ela é. Saberá, então, que se trata de uma velhinha “de muito valor", professora de inglês, francês e alemão, mas “uma grande criadora de casos". 

      Não é preciso perguntar de que espécie de casos, porque, um minuto depois, já a velhinha abre sua mala de James Bond, de onde retira, para começar, um copo de prata, em seguida, um guardanapo, com o qual começa a limpar o copo de prata, meticulosamente, por dentro e por fora. Volta à mala e sai lá de dentro com uma faca, um garfo e uma colher, também de prata. Por último o prato, a única peça que não é de prata. Enquanto asseia as “armas" com que vai comer, chama o garçom e manda que leve os talheres e a louça da casa. Um gesto soberbo de repulsa. 

      O garçom (brasileiro) tenta dizer alguma coisa amável, mas ela repele, por considerar (tinha razão) a pronúncia defeituosa. E diz, em francês, que é uma pena aquele homem tentar dizer todo dia a mesma coisa e nunca acertar. Olha-nos e sorri, absolutamente certa de que seu espetáculo está agradando. Pede um filet e recomenda que seja mais bem do que malpassado. Recomenda pressa, enquanto bebe dois copos de água mineral. Vem o filet e ela, num resmungo, manda voltar, porque está cru. Vai o filet, volta o filet e ela o devolve mais uma vez alegando que está assado demais. Vem um novo filet e ela resolve aceitar, mas, antes, faz com os ombros um protesto de resignação. 

      Pela descrição, vocês irão supor que essa velhinha é insuportável. Uma chata. Mas não. É um encanto. Podia ser avó da Grace Kelly. Uma mulher que luta o tempo inteiro pelos seus gostos. Não negocia sua comodidade, seu conforto. Não confia nas louças e nos talheres daquele restaurante de aparência limpíssima. Paciência, traz de sua casa, lavados por ela, a louça, os talheres e o copo de prata. Um dia o garçom lhe dirá um palavrão? Não acredito. A velhinha tão bela e frágil por fora, magrinha como ela é, se a gente abrir, vai ver tem um homem dentro. Um homem solitário, que sabe o que quer e não cede “isso" de sua magnífica solidão. 

(MARIA, Antônio. “Com Vocês, Antônio Maria". Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1964, p. 262.) 
"... traz de sua casa, lavados por ela, a louça, os talheres e o copo de prata.” (§ 4)
Caso a oração expressa na voz passiva do fragmento acima seja redigida na forma composta da voz ativa, uma forma de redação possível será:
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1948Q546378 | Física, Técnico Administrativo Operacional, CAGECE CE, FUNCAB

A amplitude, a fase, o período e a frequência da senoide v(t) = 12 cos(50r + 10°) são respectivamente:
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1949Q14678 | Direito Processual Civil, Advogado, EMDAGRO SE, FUNCAB

A inversão ope judicis do ônus da prova, quando a lei assim autorizar, deve ocorrer:
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1950Q43106 | Geografia, Soldado do Corpo de Bombeiro, Bombeiro Militar MT, FUNCAB

O Estado de Mato Grosso possui divisas com seis estados brasileiros, bem como faz fronteira com um país sul-americano. Assinale a alternativa que possui o país fronteiriço e dois estados brasileiros limítrofes ao Mato Grosso.
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1951Q43108 | Geografia, Soldado do Corpo de Bombeiro, Bombeiro Militar MT, FUNCAB

Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Estado de Mato Grosso possui cerca de cem Unidades de Conservação, divididas em UC federais, estaduais e municipais. Entre as Unidades de Conservação a seguir, a que se localiza em território mato-grossense é:
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1952Q13419 | Informática, Advogado, FUNASG, FUNCAB

Um usuário do pesquisador de Web Google deseja encontrar as páginas que contenham no seu título a palavra Pensão e que estejam diretamente localizados somente no Brasil. Para isso, ele deve utilizar a sintaxe:
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1953Q179858 | Medicina Legal, Sexologia Forense, Delegado de Polícia, Polícia Civil RJ, FUNCAB

Na perícia de conjunção carnal, a maioria das lesões encontradas nas vítimas de crimes sexuais é de caráter inespecífico, o que torna necessária a realização de métodos complementares para a elucidação dos vestígios, entre os quais NÃO se inclui:
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1954Q132755 | Legislação de Trânsito CTB, DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS, Analista de Trânsito Assessor Jurídico, DETRAN PE, FUNCAB

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o ciclista desmontado empurrando a bicicleta deverá:

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1955Q5279 | Português, Assistente de Trânsito, Detran SE, FUNCAB

Texto associado.
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.

Trânsito também é coisa de mulher!

     Para os habitantes dos grandes centros urbanos,
hoje, falar sobre trânsito é quase tão comum quanto falar
sobre o tempo: todo mundo olha para o céu e arrisca uma
previsão. Conviver com congestionamentos, acidentes,
desrespeito e mortes no trânsito já parece familiar para boa
parte da população. Todavia, um olhar mais atento desperta
para alguns detalhes que não podem passar despercebidos
neste dia internacional da mulher.
     O trânsito é basicamente composto por motoristas e
pedestres. Na dinâmica do dia a dia, homens e mulheres
compartilham este espaço público, notadamente mais
masculino do que feminino. A quantidade de homens
habilitados no Rio de Janeiro supera a quantidade de
mulheres. Segundo dados do DENATRAN/RJ, 73% dos
habilitados no estado são homens, contra 27% de mulheres.
     Entretanto, os contrastes entre motoristas homens e
mulheres vão muito além dos números. A relação do homem
com o automóvel é intensa e construída desde a infância: da
decoração do quartinho do bebê com motivos de automóveis
aos carros de brinquedo e games de corrida, presentes
constantes nas datas festivas. Às meninas, até passado
recente, ainda eram reservadas apenas as bonecas e
panelinhas. Hoje, com o advento dos brinquedos eletrônicos a
situação mudou um pouco, mas mesmo assim, ainda
prevalecem temas “de menina”. Ou seja, enquanto os
homens são preparados para serem motoristas, as mulheres
são induzidas para outras funções – principalmente as
domésticas – sem que a elas sejam oferecidas escolhas
diferentes no que diz respeito à sua relação com o carro e com
seu futuro como provável motorista.
      O automóvel hoje tem uma representação
fortemente identificada com a figura masculina. Vigor e
potência do automóvel, somados à velocidade, passam a ser
encarados como a própria expressão do poder na
contemporaneidade. A socialização dos homens para o
automóvel é antiga e simbolicamente pode ser comparada ao
que representavam os cavalos para os senhores feudais na
cultura medieval: eram eles o signo da virilidade. Mesmo hoje,
apesar de todas as lutas e conquistas obtidas pelas mulheres
emdiversos campos, esta lógica continua a se reproduzir.
      No trânsito é comum nós, mulheres, ouvirmos frases
pouco elogiosas a respeito de nossa capacidade de conduzir
automóveis: a primeira delas e talvez a mais abrangente seja
a exclamação “tinha que ser mulher!”. Outra pérola que
ouvimos, mas já um pouco fora de moda, é “lugar de mulher é
na cozinha!”. Penso que o conteúdo destas frases ditas no
calor da emoção das situações tensas de trânsito –
congestionamentos ou acidentes – demonstra o quanto o
fator gênero ainda é motivo de todo tipo de preconceito,
principalmente quando as mulheres “invadem” nichos de
mercado anteriormente reservados aos homens, como as
funções que envolvem a condução de veículos.
      As companhias seguradoras, baseadas em
estatísticas que demonstram que mulheres dirigem de forma
mais cuidadosa e envolvem-se menos em acidentes,
oferecem, na contratação de seguros, bons descontos se o
carro pertencer a uma mulher e ela for a principal motorista.
Ou seja, pela visão de negócios das seguradoras, os fatos
negam o histórico preconceito quanto à competência da
mulher motorista.
      Mas nem tudo está perdido. Os avanços da
legislação de trânsito, traduzido em sua maior expressão pela
Lei de Tolerância Zero de Álcool ao Volante, também veio
salvar a mulher das reservas de muitos homens a deixá-las
dirigir o seu “querido carrinho”. É que hoje as mulheres
representam o maior “Amigo da Vez” quando o assunto é
voltar para casa de carro depois da cervejinha. É a
solidariedade, o altruísmo feminino e a natural vocação para a
paz e a harmonia que falam mais alto e nos deixam bebendo
refrigerante e água para que levemos nossos amigos,
amigas, companheiros ou filhos em segurança de volta para
casa.
      O curioso desta estória toda é que mesmo assim o
preconceito não acaba: há quem ande dizendo por aí que a
culpa disto tudo é do próprio álcool. Só mesmo estando
bêbado para deixar a mulher dirigir!!!
     Por todos esses motivos, neste mês de março
quando se comemora O Dia Internacional da Mulher, vamos
celebrar todas as nossas conquistas com alarde e galhardia e
celebrar também o sucesso da Lei Seca, que com a nossa
ajuda está salvando muitas vidas e provando que, cada vez
mais, o trânsito também é coisa de mulher!

Marisa Dreys - Inspetora da Polícia Rodoviária Federal.
Disponível em www.detran.pr.gov.br/revista de trânsito. Edição 40.
Passando a frase “O trânsito é basicamente composto por motoristas e pedestres.” para a voz passiva analítica, encontramos a seguinte forma verbal:
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1956Q747169 | Economia, Inflação, Analista, MPE RO, FUNCAB

Leia atentamente as informações abaixo a respeito dos ciclos e da curva de Phillips e assinale a alternativa correta.

I. Problemas expectacionais determinam os ciclos para novos clássicos e para os monetaristas.

II. Choques de produtividade explicam os ciclos para os adeptos da teoria dos ciclos reais.

III. Na curva de Phillips expandida pelas expectativas poderá haver inflação positiva mesmo quando o produto corrente for menor que o produto potencial.

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1957Q7107 | Direito Processual Penal, Delegado de Polícia, Polícia Civil ES, FUNCAB

Marque a resposta correta.
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1958Q12502 | Legislação Municipal, Auditor de Tributos Fiscais, Prefeitura de Vassouras RJ, FUNCAB

De acordo com a Lei Complementar nº 21/2002 (Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município de Vassouras – RJ suas autarquias e fundações municipais), configura dever do servidor público:
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1959Q240353 | Física, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar MT, FUNCAB

O dispositivo que integra o Sistema Hidráulico Preventivo (SHP) das edificações está, normalmente, localizado no interior das caixas de incêndio ou abrigos, podendo ser utilizado pelo corpo de bombeiros, brigada de incêndio ou ocupantes da MATEMÁTICA edificação que possuam treinamento específico para tal. Em uma situação em que um bombeiro precisa obter alcance máximo no esguicho do jato de água, na saída de sua mangueira, ele deverá inclinar a mangueira por um ângulo de, aproximadamente:

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1960Q18154 | Português, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar RO, FUNCAB

Texto associado.
Apenas um tiroteio na madrugada

São 2:30 da madrugada e eu deveria estar dormindo, mas acordei com uma rajada de metralhadora na escuridão. É mais um tiroteio na favela ao lado.

Além dos tiros de metralhadora, outros tiros se seguem, mais finos, igualmente penetrantes, continuando a fuzilaria. Diria que armas de diversos calibres estão medindo seu poder de fogo a uns quinhentos metros da minha casa.

No entanto, estou na cama, tecnicamente dormindo. Talvez esteja sonhando, talvez esteja ouvindo o tiroteio de algum filme policial. Tento em princípio descartar a ideia de que há uma cena de guerrilha ao lado. Aliás, é fim de ano, e quem sabe não estão soltando foguetes por aí em alguma festa de rico?

Não. É tiroteio mesmo. Não posso nem pensar que são bombas de São João, como fiz de outras vezes, procurando ajeitar o corpo insone no travesseiro.

Estou tentando ignorar, mas não há como: é mais um tiroteio na favela ao lado. [...]

O tiroteio continua e estamos fingindo que nada acontece.

Sinto-me mal com isso. Me envergonho com o fato de que nos acostumamos covardemente a tudo. Me escandalizo que esse tiroteio não mais me escandalize. Me escandaliza que minha mulher durma e nem ouça que há uma guerra ao lado, exatamente como ela já se escandalizou quando em outras noites ouvia a mesma fuzilaria e eu dormia escandalosamente e ela ficava desamparada com seus ouvidos em meio à guerra.

Sei que vai amanhecer daqui a pouco. E vai se repetir uma cena ilustrativa de nossa espantosa capacidade de negar a realidade, ou de diminuir seu efeito sobre nós por não termos como administrá-la. Vou passar pela portaria do meu edifício e indagar ao porteiro e aos homens da garagem se também ouviram o tiroteio. Um ou outro dirá que sim. Mas falará disso como de algo que acontecesse inexplicavelmente no meio da noite.

No elevador, um outro morador talvez comente a fuzilaria com o mesmo ar de rotina com que se comenta um Fia - Flu. E vamos todos trabalhar. As crianças para as escolas. As donas de casa aos mercados. Os executivos nos seus carros.

Enquanto isso, as metralhadoras e as armas de todos os calibres se lubrificam. Há um ou outro disparo durante o dia. Mas é à noite que se manifestam mais escancaradamente. Ouvirei de novo a fuzilaria. Rotineiramente. É de madrugada e na favela ao lado recomeça o tiroteio. Não é nada.

Ouvirei os ecos dos tiros sem saber se é sonho ou realidade e acabarei por dormir. Não é nada. É apenas mais um tiroteio de madrugada numa favela ao lado.

Affonso Romano de Sant"Anna. Porta de colégio. São Paulo. Ática, 1995, p. 69-71.
O que deixa o narrador mais indignado quanto ao comportamento das pessoas e quanto ao próprio comportamento em relação ao que ocorre?
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