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Questões de Concursos MB

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501Q52622 | Português, Interpretação de Textos, Oficial da Marinha, Escola Naval, MB, 2018

Texto associado.
Do Diário do Imperador

      Acabo de ler o Diário do Imperador D. Pedro II, escrito exatamente há um sécuio. Por essas pequenas anotações, pode-se acompanhar um ano da sua vida, amostra suficiente das dificuldades com que o Brasil tem lutado sempre para entrar no bom caminho, para melancolia e desânimo de seus mais devotados servidores.
      Assim mesmo se exprimiu o Imperador: "Muitas coisas me desgostam; mas não posso logo remediá-las e isso me aflige profundamente. Se ao menos eu pudesse fazer constar geralmente como penso! Mas pra quê - se tão poucos acreditariam nos embaraços que encontro para que eu faça o que julgo acertado! Há muita falta de zelo, e o amor da pátria só é uma palavra - para a maior parte!"
      A respeito de certo boato que se espalhara, comenta, com desgosto: "Tudo inventam; e triste política é a que vive de semelhantes embustes quando tantos meios honestos havia de fazer oposição; mas para isso é necessário estudar as necessidades da Nação - e onde está o zelo?"
      (A palavra ZELO ocorre numerosas vezes neste diário: é essa "dedicação ardente", essa "diligência", que o Imperador não encontra na maior parte dos que, no entanto, por função, estão encarregados dos problemas nacionais. E isso lhe causa sofrimento.)
      Os moços de hoje deviam ler estas palavras, e entendê-las: "Na educação da mocidade é que sobretudo confio para regeneração da pátria. Gritam que se não pode chegar ao poder senão fazendo oposição como a fazem; mas, quando no poder, não sofrem do mal que fomentaram? A imprensa é inteiramente livre, como julgo deva ser, e na Câmara e no Senado a oposição tem representantes; mas que fazem estes pela maior parte?"
      Os homens públicos também deveríam meditar sobre esta passagem: "...Mas tudo custa a fazer em nossa terra e a instabilidade de ministério não dá tempo aos ministros para iniciarem, depois do necessário estudo, as medidas mais urgentes. É preciso trabalhar, e vejo que não se fala quase senão em política, que é, as mais das vezes, guerra entre interesses individuais."
      Há neste pequeno diário, de um ano e cinco dias, variadas observações sobre agricultura, teatro, ciência, educação; impressões de visitas a diferentes estabelecimentos educacionais e industriais; breves apontamentos sobre ministros e personalidades do tempo. Terminada a leitura, parece-nos que estamos na mesma, que o século não passou; apenas as pessoas mudaram de nome. E o Imperador, há cem anos, escrevendo: "A falta de zelo; a falta de sentimento do dever é nosso primeiro defeito moral. Força é contudo aceitar suas consequências, procurando, aliás, destruir esse mal que nos vai tornando tão fracos.”
      D. Pedro II deixou fama de sabedoria, e comparandose as modestas (mas importantíssimas) observações de seu diário com a verborragia demagógica de que ainda somos vítimas, e dos males que a acompanham, compreende-se que muita gente desesperada até pense em tornar-se monarquista.
      Mas convém não esquecer estas palavras do próprio Imperador: “Nasci para consagrar-me às letras e às ciências; e, a ocupar posição política, preferiría a de presidente da República ou ministro à de Imperador".
      Sejamos, pois, republicanos, democratas, estudiosos, honestos, justiceiros, e cultivemos o ZELO de bem servir à pátria, aos homens, às instituições. Neste particular, estamos com um século de atraso.

MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. São Paulo: Global, 2016 (Texto adaptado)
Leia o período a seguir:

Acabo de ler o Diário do Imperador D. Pedro II, escrito exatamente há um século." (1°§)

Marque a opção em que o comentário sobre a transitividade do verbo destacado está correto.
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502Q19144 | Informática, Sistemas Operacionais, Primeiro Tenente, MM QT, MB

Que algoritmo de escalonamento de processos não preemptivo sempre resulta no mínimo tempo médio de resposta para sisteas em lote?
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503Q3059 | Português, Soldado Fuzileiro Naval, Marinha do Brasil, MB

Texto associado.
A onça não conversa mais com quem lhe prega peças.

O vocábulo com em destaque introduz uma idéia de
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504Q18690 | Enfermagem, Primeiro Tenente, CSM, MB

A tuberculose é um problema de saúde prioritário no Brasil. O agravo atinge a todos os grupos etários com maior predominância nos indivíduos economicamente ativos (15 a 54 anos). Analise as afirmativas a seguir.

I - A baciloscopia direta do escarro deverá ser utilizada para acompanhar a evolução bacteriológica do paciente positivo durante o tratamento. O controle bacteriológico deve ser mensal e obrigatoriamente ao término do segundo, quarto e sexto mês de tratamento.
II - Para o diagnóstico recomenda-se a coleta de três amostras de escarro.
III- No tratamento de primeira linha da tuberculose no Brasil para adultos e adolescentes (> 10 anos) se utiliza rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.
IV - O esquema básico para o tratamento de adultos e adolescentes (a partir de 10 anos) com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambuto1, não deverá ser usado no primeiro trimestre de gestação.

Assinale opção correta.
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505Q52586 | Inglês, Oficial da Marinha, Escola Naval, MB, 2018

Doctor works to save youth from violence before they reach his ER

As an emergency physician at Kings County Hospital Center [in Brooklyn], Dr. Rob Gore has faced many traumatic situations that he"d rather forget. But some moments stick with him. "Probably the worst thing that I"ve ever had to do is tell a 15-year-old"s mother that her son was killed," Gore said. "If I can"t keep somebody alive, I"ve failed." [...]
"Conflict"s not avoidable. But violent conflict is," Gore said. "Seeing a lot of the traumas that take place at work, or in the neighborhood, you realize, "I don"t want this to happen anymore. What do we do about it?"
For Gore, one answer is the “Kings Against Violence Initiative" - known as KAVI - which he started in 2009. Today, the nonprofit has anti-violence programs in the hospital, schools and broader community, serving more than 250 young people.
Victims of violence are more likely to be reinjured, so the first place Gore wanted to work was in the hospital, with an intervention program in which "hospital responders" assist victims of violence and their family - a model pioneered at other hospitals. The idea is that reaching out right after someone has been injured reduces the likelihood of violent retaliation and provides a chance for the victim to address some of the circumstances that may have led to their injury.
Gore started this program at his hospital with a handful of volunteers from KAVI. Today, the effort is a partnership between KAVI and a few other nonprofits, with teams on call 24/7. 
Yet Gore wanted to prevent people from being violently injured in the first place. So, in 2011, he and his group began working with a handful of at-risk students at a nearby high school. By the end of the year, more than 50 students were involved. Today, KAVI holds weekly workshops for male and female students in three schools, teaching mediation and conflict resolution. The group also provides free mental health counseling for students who need one-on-one support.
"Violence is everywhere they turn - home, school, neighborhood, police," Gore said. "You want to make sure they can learn how to process, deal with it and overcome it."
While Gore still regularly attends workshops, most are now led by peer facilitators - recent graduates and college students, some of whom are former KAVI members - who serve as mentors to the students. School administrators say the program has been a success: lowering violence, raising grades and sending many graduates on to college.
"This is really about the community in which we live" he said. "This is my home. And I"m going to do whatever is possible to make sure people can actually thrive." 

(Adapted and abridged from http ://www.cnn.com)

What does the pronoun “it" refer to in the excerpt “‘Violence is everywhere they turn - home, school, neighborhood, police,’ Gore said. ‘You want to make sure they can learn how to process, deal with it [...]’” (7thparagraph)? 
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506Q18019 | Informática, Engenharia de Software, Professor de Tecnologia da Informação, Marinha do Brasil, MB

Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da sentença abaixo.

Segundo Pressman (2011), ao definir o que é uma arquitetura no tópico Arquitetura de Software, há uma distinta diferença entre os termos _________ e _________ , sendo o primeiro uma __________ do segundo.
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507Q15816 | Teologia, Primeiro Tenente, Marinha do Brasil, MB

Segundo Santo Ireneu de Lião, quem foi o autor do Quarto Evangelho?
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508Q19134 | Informática, Banco de Dados, Primeiro Tenente, MM QT, MB

A Descoberta de conhecimento em Bancos de Dados (KNOWLEDGE DISCOVERY IN DATABASES) , normalmente abreviada como KDD, engloba mais que a DATA MINING. Este processo é composto por seis fases, que são executadas na seguinte ordem: Seleção de dados;
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509Q8007 | Enfermagem, Primeiro Tenente, Marinha do Brasil, MB

A demencia constitui uma Síndrome na qual estão comprometidas funções intelectuais como a memória, a linguagem, a capacidade do conhecimento, do reconhecimento e da personali dade. No caso do idoso, a forma mais comum de demência é:
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510Q19100 | Enfermagem, Enfermeiro, HNMD, MB

Um paciente do sexo masculino, de 62 anos, foi submetido à cirurgia de revascularização do miocárdio. Na Unidade Coronariana, a enfermeira fez o diagnóstico de débito cardíaco diminuído relacionado à perda sanguínea e função miocárdica comprometida. Segundo Brunner, quais das ações a seguir podem ser implementadas para restaurar o débito cardíaco de acordo com o diagnóstico de enfermagem estabelecido?
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511Q15799 | Teologia, Primeiro Tenente, Marinha do Brasil, MB

Segundo Lucas 8: 10, Jesus usava parábolas quando ensinava para:
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512Q18676 | Noções de Saúde, Saúde da Criança e do Adolescente, Primeiro Tenente da Marinha, CSM, MB

O principal fator de risco para desenvolvimento da Doença de Membranas Hialinas é a prematuridade. Outros fatores significantes são:
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513Q17995 | Matemática Financeira, Administrador, Marinha do Brasil, MB

Uma aplicação foi remunerada, no regime de juros compostos, a uma taxa de juros real de 20% ao ano. A taxa de juros nominal dessa aplicação, considerando uma taxa de inflação de 10% ao ano para o período, será de
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514Q18017 | Informática, Engenharia de Software, Professor de Tecnologia da Informação, Marinha do Brasil, MB

A busca por um conjunto de soluções comprovadas para um conjunto de problemas claramente delineados representa bem o que Pressman (2011) denomina de:
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515Q52922 | Português, Marinheiro, EAM, MB

Texto associado.
O trabalho dignifica o homem. O lazer dignifica a vida.

      “Escolha um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um único dia em sua vida.” A frase do pensador Confúcio tem sido o mantra de muitos que, embalados pela concepção de que ofício e prazer não precisam se opor, buscam um estilo de vida no qual a fonte de renda seja também fonte de alegria e satisfação pessoal. A questão é: trabalho é sempre trabalho. Pode ser bom, pode ser até divertido, mas não substitui a capacidade que só o lazer possui de tirar o peso de um cotidiano regido por prazos, horários, metas.
      Não são poucas as pessoas que eu conheço que negligenciam descanso em prol da produção desenfreada, da busca frenética por resultado, ascensão, status, dinheiro.
      Algo de errado em querer tudo isso? A meu ver, não. E sim. Não porque são dignas e, sobretudo, necessárias, a vontade de não ser medíocre naquilo que se faz e a recusa à estagnação. Sim, quando ambas comprometem momentos de entretenimento minando, aos poucos, a saúde física e mental de quem acha que sombra e água fresca são luxo e não merecimento.
      Recentemente, um construtor com o qual eu conversava me disse que estava havia nove anos sem férias e lamentou o pouco tempo passado com os netos. O patrimônio milionário veio de dedicação e empenho. Mas custou caro também. Admirei a trajetória, a abdicação. Entretanto, senti um pesar por aquele homem com conta bancária polpuda e rosto abatido. Na hora me perguntei se era realmente preciso escolher entre sucesso e diversão. Evidentemente, não. É simples e absolutamente viável conciliar o suor da batalha com mergulhos no mar, planilhas Excel com caipirinhas em fins de tarde.
      Poucas coisas são tão eficazes na função de honrar alguém quanto o ofício que se exerce. Momentos de pausa, porém, honram o próprio ofício. A vida se equilibra justamente na possibilidade de converter o dinheiro advindo do esforço em ingressos para o show da banda preferida, passeios no parque, pipoca quentinha e viagens de barco.
      Convivo com pessoas que amam o que fazem e se engrandecem cada vez que percebem como são eficientes na missão de dar sentido à profissão. Pessoas que, por meio de suas atribuições, transformam o mundo, sentem­-se úteis, reforçam talentos. Mas até essas se esgotam. É o famoso caso do jogador de futebol que, estressado com as cobranças do time, vai jogar uma “pelada” para relaxar.
      Desculpe a petulância ao discordar, Confúcio, mas ainda que trabalhemos com o que amamos, será sempre trabalho. Muitas vezes prazeroso, outras tantas edificante..., mas nunca capaz, sozinho, de suprir toda uma vida. Arregacemos as mangas conscientes de que os pés na areia da praia e as rodas de amigos em bares são combustíveis importantes para o bom andamento da labuta diária.

                                                                                                           Larissa Bittar (Adaptado).
htlp://www.revÍstabula.com/7523-o-trabalho-dignifica-o-homem-o-lazer-dignifica-a-vida/
No fragmento "Convivo com pessoas que amam o que fazem e se engrandecem cada vez que percebem como são eficientes na missão de dar sentido à profissão." (6°§), o uso do acento indicador de crase é obrigatório. Assinale a opção na qual isso também ocorre. 
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516Q7996 | Enfermagem, Primeiro Tenente, Marinha do Brasil, MB

A educação continuada está inserida na maioria das organizações com o objetivo de capacitar seus profissionais por meio de uma educação reflexiva e participativa. Assinale a opção que apresenta a finalidade da educação continuada.
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517Q7980 | Enfermagem, Primeiro Tenente, Marinha do Brasil, MB

A avaliação sistemática da qualidade da assistência de enfermagem, verificada através das anotações de enfermagem no prontuário dos pacientes e/ou das próprias condições deste, denomina-se:
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518Q7592 | Teologia, Primeiro Tenente Capelão, Marinha do Brasil, MB

Em relação ao papel da autoridade segundo o Catecismo da Igreja Católica, coloque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo, e assinale a opção que apresenta a sequência correta.

(A) Toda comunidade humana tem necessidade de uma autoridade para se manter e desenvolver.

(B) A autoridade é exercida de maneira legítima se estiver ligada à busca do bem comum da sociedade.

(C) É legítima a diversidade dos regimes políticos, contanto que concorram para o bem da comunidade.

(D) Cabe à Igreja e não ao Estado defender e promover o bem comum da sociedade civil e o bem comum de toda família humana.

(E) A autoridade política deve desenvolver-se dentro dos limites da ordem moral e garantir as condições para o exercício da liberdade.
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519Q7605 | Teologia, Primeiro Tenente Capelão, Marinha do Brasil, MB

O Apóstolo Paulo pregando aos Romanos e aos Filipenses afirmou ser da descendência de Abraão e de uma das 12 Tribos de Israel. A qual delas pertence este grande Apóstolo dos Gentios?
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520Q53006 | Português, Oficial da Marinha, Colégio Naval, MB, 2018

Correndo risco de vida

Em uma de suas histórias geniais, Monteiro Lobato nos apresenta o reformador da natureza, Américo PiscaPisca. Questionando o perfeito equilíbrio do mundo natural, Américo Pisca-Pisca apontava um desequilíbrio flagrante no fato de uma enorme árvore, como a jabuticabeira, sustentar frutos tão pequeninos, enquanto a colossal abóbora é sustentada pelo caule fino de uma planta rasteira. Satisfeito com sua grande descoberta, Américo deita-se sob a sombra de uma das jabuticabeiras e adormece. Lá peias tantas, uma frutinha lhe cai bem na ponta do seu nariz. Aturdido, o reformador se dá conta de sua lógica.
Se os reformadores da natureza, como Américo Pisca-Pisca, já caíram no ridículo, os reformadores da língua ainda gozam de muito prestígio. Durante muito tempo era possível usar a expressão “fulano não corre mais risco de vida”. Qualquer falante normal decodificava a expressão “risco de vida" como “ter a vida em risco”. E tudo ia muito bem, até que um desses reformadores da língua sentenciou, do alto da sua vã inteligência: “"não é risco de vida, é risco de morte”. Quer dizer que só ele teve essa brilhante percepção, todos os outros falantes da língua não passavam de obtusos irrecuperáveis, é o tipo de sujeito que acredita ter inventado a roda. E impressiona a fortuna crítica de tal asneira. Desde então, todos os jornais propalam “o grande líder sicrano ainda corre o risco de morte”. E me desculpem, mas risco de morte é muito pernóstico.
Assim como o reformador da natureza não entende nada da dinâmica do mundo natural, esses gramáticos que pretendem reformar o uso linguístico invocando sua pretensa racionalidade não percebem coisa alguma da lógica de funcionamento da língua. Como bem ensinou Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua é convenção. A expressão “risco de vida", estava consagrada pelo uso e não se criava problemas na comunicação, porque nenhum falante, ao ouvir tal expressão, pensava que o sujeito corra risco de viver.
A relação entre as formas linguísticas e o seu conteúdo é arbitrária e convencionada socialmente. Em Japonês, por exemplo, o objeto precede o verbo. Diz-se "João o bolo comeu" em vez de “João comeu o bolo”, como em português. Se o nosso reformador da língua baixasse por lá, tentaria convencer os japoneses de que o verbo preceder o seu objeto é muito mais lógico!
Mas os ingênuos poderiam argumentar: o nosso oráculo gramatical não melhorou a língua tornando-a mais lógica? Não, meus caros, ele a empobreceu. Pois, ao lado da expressão mais trivial “correr o risco de cair do cavalo”, a língua tem uma expressão mais sofisticada: correr risco de vida. Tal construção dissonante amplia as possibilidades expressivas da língua, criando um veio que pode vir a ser explorado por poetas e demais criadores da língua. “Corrigir" risco de vida por risco de morte é substituir uma expressão mais sutil e sofisticada por sua versão mais imediata, trivial e óbvia. E um recurso expressivo passou a correr risco de vida pela ação nefanda dos fariseus no templo democrático da língua.

LUCCHESI, Dante. Correndo risco de vida. ATarde, 17 set.2006, p.3, Opinião - adaptado.

Assinale a opção que demonstra a reescrita do período “Como bem ensinou Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua é convenção.” (§3°), sem que haja qualquer alteração de valor semântico.
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