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Questões de Concursos MB

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741Q52603 | Português, Oficial da Marinha, Escola Naval, MB, 2018

Texto associado.
Para pessoas de opinião

      Você me dirá que uma das coisas que mais preza é sua opinião. Prezá-la é considerado virtude. Fulano? É uma pessoa de opinião”. É preciso força e decisão para “ter opinião". Não é fácil.
      Você me dirá, ainda, do que é capaz de fazer para defender a própria opinião. Ter opinião é tão importante que há até um direito dos mais sagrados, o direito à opinião, ultimamente, aliás, bastante afetado, pois vivemos tempos de ampliação do delito de opinião. Ter opinião, em vez de ser considerado um estágio preliminar da convicção, passa a ser ameaçador.
      Mas sem contrariar a força com que você defende as próprias opiniões e, sobretudo, defendendo o seu inalienável direito de tê-las, eu lhe proporei pensar sobre se a opinião é uma instância realmente profunda ou se é, tão-somente, uma das primeiras reações que se tem diante dos acontecimentos.
     Será a opinião uma reação profunda ou superficial? Ouso afirmar que, quase sempre, é das mais superficiais.
       Opinião é reação, e expressa um sentimento ou julgamento. Ao reagir, o sentimento realiza uma síntese do que e como somos. Esta síntese aparece na forma pela qual reagimos. A primeira reação é reveiadora do sentimento com que julgamos a vida, o mundo, as pessoas. Quase sempre a opinião surge nessa etapa inicial, patamar superficial do nosso ser. Somos um repositório de primeiras impressões!
    Pode-se, efetivamente, garantir que nossas opiniões são fruto de meditação? Ou de conhecimento sedimentado? Positivamente, não. Quem responder sinceramente, vai concluir que tem muito mais opiniões do que coisas que sabe ou conhece. Qualquer conhecimento profundo não leva à opinião; leva à análise, à convicção, à dúvida ou à evidência, e nenhuma dessas quatro instâncias tem a ver com a opinião.
     Quem (se) reparar com cuidado, verificará o quanto é levado a opinar, vale dizer, reagir, sentir, julgar, diante dos variados temas. Somos um aluvião de opiniões. Defendemo-nos de analisar, tendo opinião; preservamonos do perigoso e trabalhoso mister de pensar, tendo logo uma opinião.
    É mais fácil ter opinião do que dúvida. Opinião traz adeptos e dividendos pessoais de prestígio, respeitabilidade, aura de coragem ou heroísmo.
      As opiniões são uma espécie de fabricação em série de idéias sempre iguais, saídas do modelo pelo qual vemos o mundo, e nos faz enfocar a realidade segundo um eterno subjetivismo. Por isso a opinião quase nunca é o reflexo das variadas componentes do real. É eco a repetir a experiência anterior, diante de cada caso novo. A opinião nos defende da complexidade do real, logo, é maneira de impedir a criatividade do homem. 
     Na origem latina, opinar tem um sentido ambíguo. É muito mais conjecturar do que afirmar. A palavra chega a ter, nos seus vários sentidos, o de disfarçar. A origem do termo é mais fiel ao seu significado do que a tradução que hoje se ihe dá.
      Opinar não significa saber nem conhecer. Opinar significa ter uma opinião a respeito de algo, isto é, uma impressão sujeita a retificações, a correções, a mudanças permanentes. O sentido essencial de opinar é conjecturar, ou seja, supor uma realidade para poder discuti-la e, assim, melhor conhecê-la.
    No entanto, nos ofendemos se contrariam a nossa opinião; vivemos em busca do respeito à “nossa opinião". E, mais grave e frequente, vivemos a sofrer por causa da opinião ou de opiniões dos outros sem saber que a opinião de alguém é o resultado das manifestações (reações) mais superficiais e fáceis do seu espírito.
    A opinião é instância superficial, exercício de dúvida e de conhecimento disfarçado em certeza ou afirmação, uma conjetura em forma de assertiva. É mais a expressão de um sentimento do que a conciliação deste com o conhecimento e a verdade. A partir do momento em que sabemos de tudo isso, temos obrigatoriamente que deixar de dar tanta importância à opinião alheia e à própria. É preciso, sempre, submetê-las ao crivo da permanência, dotempo, da análise, do conhecimento, da vivência, da experimentação em situações diferentes, em estados de espírito diversos, para, só então, considerá-la significativa, válida, profunda.
    Qual de nós está disposto a aceitar que a própria opinião, embora válida e respeitável, é uma forma superficial de manifestação? Quem está disposto a se dar ao trabalho de atribuir à opinião sua verdadeira função, que é nobiiíssima: a de ser trânsito, passagem, via, para a Convicção, para a Análise, para Dúvida e para a Evidência - os quatro elementos que compõem a verdade?
      Esta é a minha opinião...

TÁVOLA, Artur da. Alguém que já não fui. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
Leia o trecho a seguir:

"Defendemo-nos de analisar, tendo opinião; preservamo-nos do perigoso e trabalhoso mister de pensar, exibindo logo uma opinião." (7°§)

Marque a opção que apresenta um sinônimo da palavra destacada acima.
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742Q223496 | Nutrição, Primeiro Tenente, CSM, MB

O tratamento nutricional da resistência à insulina é de extrema importância por ser ela o elemento central do desenvolvimento de diversas doenças como diabetes mellitus e síndrome do ovário policístico. Assinale a opção que apresenta apenas nutrientes e/ou fitoterápicos importantes na prevenção e tratamento desta disfunção.

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743Q226838 | Nutrição, Primeiro Tenente, CSM, MB

Em relação às características dos edulcorantes, assinale a opção correta.

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744Q52997 | Português, Oficial da Marinha, Colégio Naval, MB, 2018

Correndo risco de vida

Em uma de suas histórias geniais, Monteiro Lobato nos apresenta o reformador da natureza, Américo PiscaPisca. Questionando o perfeito equilíbrio do mundo natural, Américo Pisca-Pisca apontava um desequilíbrio flagrante no fato de uma enorme árvore, como a jabuticabeira, sustentar frutos tão pequeninos, enquanto a colossal abóbora é sustentada pelo caule fino de uma planta rasteira. Satisfeito com sua grande descoberta, Américo deita-se sob a sombra de uma das jabuticabeiras e adormece. Lá peias tantas, uma frutinha lhe cai bem na ponta do seu nariz. Aturdido, o reformador se dá conta de sua lógica.
Se os reformadores da natureza, como Américo Pisca-Pisca, já caíram no ridículo, os reformadores da língua ainda gozam de muito prestígio. Durante muito tempo era possível usar a expressão “fulano não corre mais risco de vida”. Qualquer falante normal decodificava a expressão “risco de vida" como “ter a vida em risco”. E tudo ia muito bem, até que um desses reformadores da língua sentenciou, do alto da sua vã inteligência: “"não é risco de vida, é risco de morte”. Quer dizer que só ele teve essa brilhante percepção, todos os outros falantes da língua não passavam de obtusos irrecuperáveis, é o tipo de sujeito que acredita ter inventado a roda. E impressiona a fortuna crítica de tal asneira. Desde então, todos os jornais propalam “o grande líder sicrano ainda corre o risco de morte”. E me desculpem, mas risco de morte é muito pernóstico.
Assim como o reformador da natureza não entende nada da dinâmica do mundo natural, esses gramáticos que pretendem reformar o uso linguístico invocando sua pretensa racionalidade não percebem coisa alguma da lógica de funcionamento da língua. Como bem ensinou Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua é convenção. A expressão “risco de vida", estava consagrada pelo uso e não se criava problemas na comunicação, porque nenhum falante, ao ouvir tal expressão, pensava que o sujeito corra risco de viver.
A relação entre as formas linguísticas e o seu conteúdo é arbitrária e convencionada socialmente. Em Japonês, por exemplo, o objeto precede o verbo. Diz-se "João o bolo comeu" em vez de “João comeu o bolo”, como em português. Se o nosso reformador da língua baixasse por lá, tentaria convencer os japoneses de que o verbo preceder o seu objeto é muito mais lógico!
Mas os ingênuos poderiam argumentar: o nosso oráculo gramatical não melhorou a língua tornando-a mais lógica? Não, meus caros, ele a empobreceu. Pois, ao lado da expressão mais trivial “correr o risco de cair do cavalo”, a língua tem uma expressão mais sofisticada: correr risco de vida. Tal construção dissonante amplia as possibilidades expressivas da língua, criando um veio que pode vir a ser explorado por poetas e demais criadores da língua. “Corrigir" risco de vida por risco de morte é substituir uma expressão mais sutil e sofisticada por sua versão mais imediata, trivial e óbvia. E um recurso expressivo passou a correr risco de vida pela ação nefanda dos fariseus no templo democrático da língua.

LUCCHESI, Dante. Correndo risco de vida. ATarde, 17 set.2006, p.3, Opinião - adaptado.

Analise as afirmativas abaixo.

I- "Quer dizer que só ele teve essa brilhante percepção[...]’’ (§2°)
II- "É o tipo de sujeito que acredita ter inventado a roda.” (§2°)
III- "[...] esses gramáticos que pretendem reformar o uso linguístico[...]” (§3°)
IV- "[...] tentaria convencer os japoneses de que o verbo preceder o seu objeto é muito mais lógico!" (§4°)

Está correto afirmar que NÃO complementam o verbo os vocábulos destacados em:
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745Q18722 | Auditoria, Contador, CP PCNS, MB

Programa de Auditoria consiste em um tipo de
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746Q8014 | Enfermagem, Primeiro Tenente, Marinha do Brasil, MB

A reação vacinal com a presença de nódulo local que evolui para pústula, seguida de crosta e úlcera que regride espontaneamente em média entre a quinta e a décima segunda semana, deixando uma pequena cicatriz, é decorrente da vacina contra
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747Q8015 | Enfermagem, Primeiro Tenente, Marinha do Brasil, MB

Qual situação caracteriza uma emergência hipertensiva?
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748Q17817 | Administração Pública, Administrador, Marinha do Brasil, MB

Em um procedimento licitatório, no tocante ao julgamento das propostas, é correto afirmar que:
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749Q7597 | Teologia, Primeiro Tenente Capelão, Marinha do Brasil, MB

O Documento de Aparecida n° 442 prescreve que o pároco é visto como pastor no sentido de ser aquele que põe à dispo- sição dos fieis os bens da salvação sobrenatural, mediante a pregação, a celebração do culto e os atos de governo da comunidade. A que comunidade se refere esse documento?
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750Q7624 | Teologia, Primeiro Tenente Capelão, Marinha do Brasil, MB

O Documento de Aparecida (2007) prescreve que a paróquia não se basta e não deve fechar-se sobre si mesma; ela está unida às demais paróquias e ao Bispo, sucessor dos apóstolos, que une em torno de si, de Cristo Pastor, a grande comunidade diocesana na comunhão da mesma. O texto chama atenção para que tipos de virtudes?
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751Q227120 | Física, Lei de Gauss, Primeiro Tenente Física Licenciatura, MM QT, MB

Considere que a carga líquida interna a uma determinada superfície fechada é zero. Sendo assim, é possível concluir, pela lei de Gauss, que

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752Q8026 | Enfermagem, Primeiro Tenente, Marinha do Brasil, MB

A resolução ANVISA - RDC 306 de dezembro de 2004, classifica como resíduo do grupo A4 o seguinte material:
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753Q227927 | Física, Corrente elétrica, Primeiro Tenente Física Licenciatura, MM QT, MB

Considere que uma corrente uniforme de 5,02rmA percorre um fio condutor cuja seção reta tem diâmetro igual a 2,0mm. O fio está estendido sobre o eixo x, sendo que uma das suas extremidades está em xa =2,0m, e a outra extremidade em xb=6,0m. Sabendo que a diferença de potencial Va–Vb entre as extremidades do fio é positiva, qual é o vetor densidade de corrente, com módulo em A/ m2 ?

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754Q17961 | Recursos Humanos, Administrador, Marinha do Brasil, MB

Para Chiavenato(2014), a Gestão de Pessoas (GP) pode atuar em níveis distintos, assumindo diferentes responsabilidades e papéis. Em qual nível a GP atua quando se torna burocrática, rotineira e executora de práticas e atividades especializadas ao lidar direta e exclusivamente com pessoas?
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755Q227895 | Nutrição, Primeiro Tenente, CSM, MB

Em relação à cirurgia bariátrica é INCORRETO afirmar que

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756Q19009 | Administração Financeira e Orçamentária, Técnico em Contabilidade, CAP, MB

Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro, distinguindo-se as despesas processadas das não processadas. Diz-se que a despesa está processada quando transcorrido o estágio de :
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757Q19010 | Administração Financeira e Orçamentária, Técnico em Contabilidade, CAP, MB

O planejamento no orçamento-programa envolve várias etapas. Assinale a opção que NÃO é pertinente ao planejamento no orçamento-programa.
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759Q19140 | Informática, Programação, Primeiro Tenente, MM QT, MB

Em Java, os métodos que executam tarefas comuns e não requerem objetos são chamados de métodos:
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760Q17985 | Direito Administrativo, Administrador, Marinha do Brasil, MB

De acordo com Bittencourt (2014), com relação ao desfazimento do procedimento licitatório e à rescisão contratual, assinale a opção correta.
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