Início

Questões de Concursos Marinha

Resolva questões de Marinha comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1081Q1046944 | Inglês, Orações Condicionais Conditional Clauses, Segundo Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha

Which is the correct option to complete the sentence below?
Wood_________ (1) if___________(2) no air.

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1082Q1046949 | Inglês, Verbos Verbs, Segundo Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha

Which sequence best completes the conversation below?
Jane: Did you paint your bedroom when you (1) ______ to your new flat?
Mary: Yes, I did.
Jane: But did you do it yourself or did you call a painter?
Mary: Oh, I don't think I'd able to do it myself. I (2) _______ my bedroom (3) _______ .

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1083Q1046957 | Matemática, Trigonometria, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha

Sabendo que a equação 2x =3 sec θ , π2 < θ < π define implicitamente θ como uma função de x considere a função ƒ de variável real x onde ƒ(x) é o valor da expressão 52 cos sec θ + 23 sen2 θ em termos de x. Qual o valor do (x 2√ 4x2 -9) ƒ ( x ) ?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1084Q1046961 | Matemática, Geometria Analítica, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha

Nas proposições abaixo, coloque, na coluna à esquerda (V) quando a proposição for verdadeira e ( F ) quando for falsa.

( ) Dois planos que possuem 3 pontos em comum são coincidentes.

( ) Se duas retas r e s do ℜ 3 são ambas perpendiculares a uma reta t, então r e s são paralelas.

( ) Duas retas concorrentes no ℜ3 determinam um único plano.

( ) Se dois planos A e B são ambos perpendiculares a um outro plano C, então os planos A e B são paralelos.

( ) Se duas retas r e s no ℜ 3 são paralelas a um plano A então r e s são paralelas.

Lendo a coluna da esquerda, de cima para baixo, encontra-se
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1085Q1047493 | Inglês, Advérbios e Conjunções Adverbs And Conjunctions, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

PART 1: READING COMPREHENSION

The War at Home: The Struggle for Veterans to Find Jobs

In today's tough and competitive job market, it can be challenging for any adult to land a decent job. Though education can definitely improve outcomes, sometimes it's not just abont the degree. Experience can also play a major role in helping people find jobs. Yet in some cases, if you do not have the right kind of experience, this may be of little help. Just ask one of the many college-educated military veterans who serve their country only to return to find a job market that will treat them as rookies.

Army veteran John Lee Dumas said he had zero anxieties about finding a job after graduating college and had been told that his military experience would give him a leg up on other candidates. But things did not turn out that way.

"I quickly found out that I was lumped together with recent college grads for entry-level positions, and that an employee that had two years' experience at a job in a similar industry was considered way more qualified than I was despite my four years as an officer in the army", Dumas said.

When Dumas did find work, he said it was difficult to acclimate to the civilian Office environment.

"I often found that my peers and above had a hard time dealing with my direct approach and attitude about tackling problems head on, often asking for forgiveness rather than permission", he said.

One issue is that veterans are too modest when it comes to stating their accomplishments in the military.

"For some reason, I've had veterans not tell me about their awards and honors, but it should all be listed - from commander' s coins to medals of honor," Hurwitz said.

Navy veteran Tom Graves, who has a career in world force development helping companies understand the benefits of hiring skilled and experienced military veterans, agreed.

(Adapted from http://www.onlinecollege.org)

Considering the text, which word can replace "despite" in this extract: "[...] despite my four years of experience [...]"?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1086Q1046750 | Matemática, Geometria Plana, Primeiro Dia, COLÉGIO NAVAL, Marinha, 2019

Seja ABCD um quadrado de lado 1 e centro em ‘0. Considere a circunferência de centro em 'o e raio 3/7. A área 'S' da região externa ao círculo considerado e interna ao quadrado é tal que:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1087Q1047010 | Matemática, Funções, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Estudando os quadrados dos números naturais, um aluno conseguiu determinar corretamente o número de soluções inteiras e positivas da equação 5x2 + 11y2 = 876543. Qual foi o número de soluções que este aluno obteve?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1088Q1047537 | Química, Substâncias e Suas Propriedades, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Considere as seguintes misturas heterogêneas de sólidos:

I - Amendoim torrado e suas cascas.

II - Serragem e limalha de ferro.

III- Areia e brita. Assinale a opção que apresenta, respectivamente, os processos que permitem a separação das frações das misturas acima.

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1089Q1057012 | Português, Sintaxe, Oficial, Comando do 3 Distrito Naval, Marinha, 2020

Texto associado.
“[...] 0 fascínio que a linguagem sempre exerceu sobre o homem vem desse poder que permite não só nomear/criar/transformar o universo real, mas também possibilita trocar experiências, falar sobre o que existiu, poderá vir a existir e até mesmo imaginar o que não precisa nem pode existir. A linguagem verbal é, então, a matéria do pensamento e o veículo da comunicação social. Assim como não há sociedade sem linguagem, não há sociedade sem comunicação. Tudo o que se produz como linguagem ocorre em sociedade, para ser comunicado e, como tal, constitui uma realidade material que se relaciona com o que lhe é exterior, com o que existe independentemente da linguagem. Como realidade material - organização de sons, palavras, frases - alinguagem é relativamente autônoma; como expressão de emoções, idéias, propósitos, no entanto, ela é orientada pela visão de mundo, pelas injunções da realidade social, histórica e cultural de seu falante. [...]"

(Margarida Petter)

Fonte: FIORIN, José Luiz. Introdução à Linguística. São Paulo: Contexto, 2012.
No período composto "Assim como não há sociedade sem linguagem, não há sociedade sem comunicação.", o verbo haver está no presente do indicativo. Considere sua reescritura a seguir, bem como a substituição do tempo verbal pelo pretérito perfeito do indicativo e assinale, então, a opção que completa as lacunas corretamente.

"Assim como nunca__________ sociedades sem linguagem, nunca_________ sociedades sem comunicação."
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1090Q1047297 | Matemática, Aritmética e Problemas, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Para capinar um terreno circular plano, de raio 7m, uma máquina gasta 5 horas. Quantas horas gastará essa máquina para capinar um terreno em iguais condições com 14m de raio?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1091Q1047307 | História, Era Vargas 1930 1954, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Em 1945, Getúlío Vargas foi deposto, encerrando o Estado Novo. Foram convocadas eleições gerais e o General Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente da República e empossado em janeiro de 1946.

Sobre a economia no governo Dutra, é correto afirmar que:

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1092Q1046800 | Inglês, Vocabulário Vocabulary, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2019

Which word best completes the question below?
How________ do YOU look at your phone?
The average user now picks up their device more than 1,500 times a week.
(http://www.dailymail.co.uk/sciencetech)
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1093Q1046804 | Matemática, Álgebra, Primeiro Dia, COLÉGIO NAVAL, Marinha, 2020

Suponha que durante a pandemia uma distribuidora de medicamentos tivesse estoque de álcool gel com distribuições diárias iguais, suficiente para atender 18 farmácias durante 64 dias. Após 16 dias, 6 farmácias fecharam e, passados mais 17 dias, a distribuidora aceitou um pedido do governo para que atendesse a mais 10 farmácias. As farmácias fechadas não irão abrir mais. É correto afirmar que a partir do dia em que aceitou o pedido do governo a distribuidora terá estoque suficiente para atender a todas as farmácias durante:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1094Q1059605 | Matemática, Aritmética e Problemas, Soldado, CFN, Marinha, 2018

Qual das expressões abaixo têm o mesmo resultado de 1967:350?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1095Q1047325 | Matemática, Funções, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Sobre os números inteiros positivos e não nulos x, y e z , sabe-se:

I) xyz

II) y/x-z = x + y/z = 2

III) √z = (1/9)-1/2

Com essas informações pode-se afirmar que o numero (x - y) 6/z é:



  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1096Q1047328 | Matemática, Funções, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

a equação K2x - Kx - K2 - 2K - 8 + 12x, na variável x, é impossível. Sabe-se que a equação na variável y dada por3ay+ a -114y/2 = 17b+2/2admite infinitas soluções. Calcule o valorde ab +K/4,e assinale a opção correta.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1097Q1047593 | Português, Interpretação de Textos, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

O dono do livro


Li outro dia um fato real narrado pelo escritor moçambicano Mia Couto. Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.

Mas logo o menino mostrou o que tinha em mãos: um livro do próprio Mia Couto. Esse livro é seu? perguntou o menino. Sim, respondeu o escritor. Vim devolver. O garoto explicou que horas antes estava na rua quando viu uma moça com aquele livro nas mãos, cuja capa trazia a foto do autor.

O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais. Então perguntou para a moça: Esse livro é do Mia Couto? Ela respondeu: É. E o garoto mais que ligeiro tirou o livro das mãos dela e correu para a casa do escritor para fazer a boa ação de devolver a obra ao verdadeiro dono.

Uma história assim pode acontecer em qualquer país habitado por pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros - aqui no Brasil, inclusive. De quem é o livro? A resposta não é a mesma de quando se pergunta: "Quem escreveu o livro?".

O autor é quem escreve, mas o livro é de quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada - comprei, é meu. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça.

O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginar os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo o que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É do leitor o livro.

Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso: os meus livros são os seus livros. E são, de fato. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve pra nada.

Aquele garoto de Moçambique não vê assim. Para ele, o livro é de quem traz o nome estampado na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse. Não tem ideia de como se dá o processo todo, possivelmente nunca entrou numa livraria, nem sabe o que é tiragem.

Mas, em seu desengano, teve a gentileza de tentar colocar as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber.

Ela era a dona do livro. E deve ter ficado estupefata. Um fã do Mia Couto afanou seu exemplar. Não levou o celular, a carteira, só quis o livro. Um danado de um amante da literatura, deve ter pensado ela. Assim são as histórias escritas também pela vida, interpretadas a seu modo por cada dono.

(Martha Medeiros. JORNAL ZERO HORA - 06/11/11./ Revista O Globo, 25 de novembro de 2012.)

Marque a opção em que a palavra destacada no trecho “E deve ter ficado estupefata” (10°§) foi substituída por outra de mesmo valor semântico.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1098Q1047599 | Inglês, Pronomes Pronouns, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

Too many third graders can’t read this sentence

9 Feb. 2017- Editor's Picks


Two-thirds of U.S. third graders face challenges that will impact their future, including academic struggles that could lead to dimmer academic and career prospects. Sadly, only one in three U.S. students demonstrates reading proficiency at the end of third grade. This has alarming consequences for these children, and for our country.

A report released today from the Business Roundtable (BRT) sheds light on this troubling trend in American education, and advises business leaders on how they can help put more children on a path to success.

(...)

I’ve heard it said that before third grade, students are learning to read, while after third grade, they’re reading to learn. Grade three is a critical crossroads in a life's journey. If you’ve read this far, then you understand why this is so important. Not enough of our young learners can say the same.

I encourage you to read the BRT report. As you read, please consider ways to help our schools and our teachers keep students on paths to bright futures.

Leave your comments below


Michel Jonas


Really, all I read was blabla wa wa wa. Are you Charlie Brown’s teacher? If we can't understand our children who are crying out for help and direction, then there is something wrong with you. Please go back and check yourself! They are worth so much more.


Rick Shire


Thanks for sharing. With two young children, I increasingly think about the importance of early childhoodeducation. Pre-k care is far too inaccessible, ultimately magnifying inequality from the earliest stages of life.


Tom Franks


What exactly is education? Academic education doesn't make someone a better person or even a better employee, I would guess that anything we learn in the education process is at the most 10% useful to us as people. Education should teach academia but also life skills such as budgeting, EQ skills, languages etc., all the elements to be a successful person and not necessarily a successful professional.

(Adapted from https ://www.linkedin.com)

By reading the text, we CANNOT state that the pronoun
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1099Q1046832 | Português, Morfologia, Segundo Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2020

Texto associado.
AS MARGENS DA ALEGRIA

Esta é a estória.
la um menino, com os Tios, passar dias no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho. Saíam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos. A Mãe e o Pai vinham trazê-lo ao aeroporto. A Tia e o Tio tomavam conta dele, justinhamente. Sorria-se, saudava-se, todos se ouviam e falavam. O avião era da Companhia, especial, de quatro lugares. Respondiam-lhe a todas as perguntas, até o piloto conversou com ele. O voo ia ser pouco mais de duas horas. O menino fremia no acorçoo, alegre de se rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o afivelarem-lhe o cinto de segurança virava forte afago, de proteção, e logo novo senso de esperança: ao não sabido, ao mais. Assim um crescer e desconter-se - certo como o ato de respirar - o de fugir para o espaço em branco. O Menino.
E as coisas vinham docemente de repente, seguindo harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as satisfações antes da consciência das necessidades.[...]
O Menino tinha tudo de uma vez, e nada, ante a mente. A luz e a longa-longa-longa nuvem. Chegavam.
Enquanto mal vacilava a manhã. A grande cidade apenas começava a fazer-se, num semi-ermo, no chapadão: a mágica monotonia, os diluídos ares. O campo de pouso ficava a curta distância da casa - de madeira, sobre estações, quase penetrando na mata. O Menino via, vislumbrava. Respirava muito. Ele queria poder ver ainda mais vívido - as novas tantas coisas - o que para os seus olhos se pronunciava. A morada era pequena, passava-se logo à cozinha, e ao que não era bem quintal, antes breve clareira, das árvores que não podem entrar dentro de casa. Altas, cipós e orquideazinhas amarelas delas se suspendiam. Dali, podiam sair índios, a onça, leão, lobos, caçadores? Só sons. Um - e outros pássaros - com cantos compridos. Isso foi o que abriu seu coração. Aqueles passarinhos bebiam cachaça?
Senhor! Quando avistou o peru, no centro do terreiro, entre a casa e as árvores da mata. O peru, imperial, dava-lhe as costas, para receber sua admiração. Estalara a cauda, e se entufou, fazendo roda: o rapar das asas no chão - brusco, rijo, - se proclamara. Grugulejou! sacudindo o abotoado grosso de bagas rubras; e a cabeça possuía laivos de um azul-claro, raro, de céu e sanhaços; e ele, completo, torneado, redondoso, todo em esferas e planos, com reflexos de verdes metais em azul-e-preto - o peru para sempre. Belo, belo! Tinha qualquer coisa de calor, poder e flor, um transbordamento. Sua ríspida grandeza tonitruante. Sua colorida empáfia. Satisfazia os olhos, era de se tanger trombeta. Colérico, encachiado, andando, gruziou outro gluglo. O Menino riu, com todo o coração. Mas só bis-viu. Já o chamavam, para passeio.
[...]
Pensava no peru, quando voltavam. Só um pouco, para não gastar fora de hora o quente daquela lembrança, do mais importante, que estava guardado para ele, no terreirinho das árvores bravas. Só pudera tê-lo um instante, ligeiro, grande, demoroso. Haveria um, assim, em cada casa, e de pessoa?
Tinham forne, servido o almoço, tomava-se cerveja. O Tio, a Tia, os engenheiros. Da sala, não se escutava o galhardo ralhar dele, seu grugulejo? Esta grande cidade ia ser a mais levantada no mundo. Ele abria leque, impante, explodido, se enfunava ... Mal comeu dos doces, a marmelada, da terra, que se cortava bonita, o perfume em açúcar e carne de flor. Saiu, sôfrego de o rever.
Não viu: imediatamente. A mata é que era tão feia de altura. E - onde? Só umas penas, restos, no chão. - "Ué, se matou. Amanhã não é o dia-de-anos do doutor?" Tudo perdia a eternidade e a certeza; num lufo, num átimo, da gente as mais belas coisas se roubavam. Como podiam? Por que tão de repente? Soubesse que ia acontecer assim, ao menos teria olhado mais o peru - aquele. O peru - seu desaparecer no espaço. Só no grão nulo de um minuto, o Menino recebia em si um miligrama de morte. Já o buscavam: - "Vamos aonde a grande cidade vai ser, o lago..."
Cerreva-se, grave, num cansaço e numa renúncia à curiosidade, para não passear com o pensamento. la. Teria vergonha de falar do peru. Talvez não devesse, não fosse direito ter por causa dele aquele doer, que põe e punge, de dö, desgosto e desengano. Mas, matarem-no, também, parecia-lhe obscuramente algum erro. Sentia-se sempre mais cansado. Mal podia com o que agora lhe mostravam, na circuntristeza: o um horizonte, homens no trabalho de terraplenagem, os caminhões de cascalho, as vagas árvores, um ribeirão de águas cinzentas, o velame-do-campo apenas uma planta desbotada, o encantamento morto e sem pássaros, o ar cheio de poeira. Sua fadiga, de impedida emoção, formava um medo secreto: descobria o possível de outras adversidades, no mundo maquinal, no hostil espaço; e que entre o contentamento e a desilusão, na balança infidelíssima, quase nada medeia. Abaixava a cabecinha. [...]
De volta, não queria sair mais ao terreirinho, lá era uma saudade abandonada, um incerto remorso. Nem ele sabia bem. Seu pensamentozinho estava ainda na fase hieroglífica. Mas foi, depois do jantar. E - a nem espetaculosa surpresa - viu-o, suave inesperado: o peru, ali estava! Oh, não. Não era o mesmo. Menor, menos muito. Tinha o coral, a arrecauda, a escova, o grugrulhargrufo, mas faltava em sua penosa elegância o recacho, o englobo, a beleza esticada do primeiro. Sua chegada e presença, em todo o caso, um pouco consolavam.
Tudo se amaciava na tristeza. Até o dia; isto era: já o vir da noite. Porém, o subir da noitinha é sempre e sofrido assim, em toda a parte. O silêncio safa de seus guardados. O Menino, timorato, aquietava-se com o próprio quebranto: alguma força, nele, trabalhava por arraigar raízes, aumentar-lhe alma.
Mas o peru se adiantava até à beira da mata. Ali adivinhara - o quê? Mal dava para se ver, no escurecendo. E era a cabeça degolada do outro, atirada ao montura. O Menino se doía e se entusiasmava.
Mas: não. Não por simpatia companheira e sentida o peru até ali viera, certo, atraído. Movia-o um ódio. Pegava de bicar, feroz, aquela outra cabeça. O Menino não entendia. A mata, as mais negras árvores, eram um montão demais; o mundo.
Trevava.
Voava, porém, a luzinha verde, vindo mesmo da mata, o primeiro vaga-lume. Sim, o vaga-lume, sim, era lindo! - tão pequenino, no ar, um instante só, alto, distante, indo-se. Era, outra vez em quando, a Alegria.

ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. (Texto adaptado)
Leia o trecho a seguir.
"Não por simpatia companheira e sentida o peru até ali viera, certo, atraído." (12º§)
Assinale a opção que classifica corretamente o termo sublinhado.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1100Q1047350 | Geografia, Urbanização, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

As cidades brasileiras têm tamanhos e número de habitantes muito diferentes e também desempenham variadas funções urbanas. Para um agrupamento ser considerado cidade é necessário que se observem os seguintes aspectos: população, densidade demográfica, infraestrutura e equipamentos urbanos, como rede de transportes e assistência médico-hospitalar, escolas, comércio, bancos, áreas de lazer, etc.

Sobre a dinâmica urbana brasileira é correto afirmar que

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.