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Questões de Concursos Marinha

Resolva questões de Marinha comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1441Q1058978 | Matemática, Aritmética e Problemas, Soldado, CFN, Marinha, 2021

O soldo de um Soldado Fuzileiro Naval (SD-FN) no ano de 2020 era de R$ 1.765,00. Qual o valor pago pelo SD-FN Fictício no financiamento de sua motocicleta, em maio de 2020, sabendo-se que essa quantia correspondia a 17% do seu soldo?
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1442Q1059491 | Matemática, Geometria Plana, Soldado Fuzileiro Naval, CFN, Marinha

Qual a medida do lado de um triângulo equilátero, inscrito num círculo de diâmetro igual a 8 m?
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1443Q1058469 | Português, Sintaxe, Serviço Militar Voluntário SMV, Comando do 1 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.
Texto 1


Dinossauro na internet


Walcyr Carrasco


Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. À máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever. Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o proprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.

Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisdo e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar musica cléssica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!

Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticidio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.

Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo. Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado"- foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febre! Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.

Agora o Twitter lançou uma nova versão. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior. Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu nãosabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário. Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades! Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? E uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?


Disponivel em: <<https://vejasp.abril.com.br/cidades/dinossaurona-internet>>. Acesso em: 18 de outubro de 2024.

Observe o fragmento "Há alguns anos era louco pelo Orkut." 3° §. Assinale a opção que também apresenta correção gramatical quanto à concordância.
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1444Q1059494 | Matemática, Geometria Analítica, Técnico em Estatística, CAP, Marinha

Assinale a opção que apresenta a equação reduzida da circunferência de centro C(4,-3) e raio 3.
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1445Q1058983 | Matemática, Aritmética e Problemas, Soldado, CFN, Marinha, 2021

2Uma impressora a laser tem velocidade de impressão de 38 páginas por minuto. Sabendo-se que essa impressora foi usada para impressão de provas durante 57 minutos, sem interrupção, qual foi o total de provas impressas?
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1447Q1058991 | Matemática, Funções, Soldado, CFN, Marinha, 2021

Marque a alternativa que aponta quais são os resultados naturais da inequação abaixo:

2x/3 −18> 4x/3 −38
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1448Q1058480 | Português, Funções Morfossintáticas da Palavra que, Serviço Militar Voluntário SMV, Comando do 1 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.
Texto 2


Como plataformas digitais usam o extrativismo da atenção para nos prender

Erick Carlier e Kim Loeb


Muitos se preocupam com a dependência em telas, celulares e redes sociais e este parece ser um dos grandes assuntos do momento. E importante identificar e nomear o problema real, afinal, existem coisas muito boas na nossa tecnologia. Por isso, falamos de "extrativismo de atenção" e da sua consequência, o "rebaixamento humano".

Fazendo um paralelo, conteúdos são como comida. Alguns são mais nutritivos que outros. Você pode ler um artigo profundo e embasado, o que é mais "nutritivo". Ou ver o vídeo de um gatinho fofo, o que seria como comer uma barrinha de chocolate o que também é gostoso. Indo além, as plataformas digitais são como restaurantes eles levam a comida até você enquanto as plataformas sociais trazem conteúdos do mundo inteiro. Quanto mais você consome em um restaurante, mais ele lucra. Ou seja, não é interessante que você entre, sirva-se de apenas uma entradinha e saia. Nas plataformas digitais é parecido. Quanto mais conteúdo você consome, mais elas lucram com impactos de publicidades em meio aos scrolls, por exemplo.

Agora, imagine que você entre em um restaurante. Mas, desta vez, sem que você saiba, o estabelecimento recorre a vários truques para te fazer consumir mais e mais comida. Secretamente despeja ingredientes que aumentam o seu apetite, te espiona em momentos inimagináveis da sua vida para estudar os seus hábitos, gostos e preferências. Então, passa a te oferecer comida o tempo todo. Enquanto você dirige, quando está no cinema, ao lado da sua cama à noite.

Nessas condições, este restaurante saberia exatamente o que e quando te oferecer, entregando de bandeja aquilo que você acharia o mais irresistível possível. Isso seria errado, não? Sinto por Ihe dizer, mas é exatamente isso que as plataformas digitais estão fazendo com a nossa atenção. E é isso que chamamos de "extrativismo de atenção".

Essas plataformas utilizam artifícios que manipulam nossa dopamina e aplicam recursos que exploram as vulnerabilidades da psicologia humana, sempre testando fundamentos científicos, utilizando tecnologia avançada para rastrear e estudar nossos comportamentos digitais, além de enviar mensagens e notificações intrusivas. Tudo habilmente operado por algoritmos poderosos com a intenção de fisgar e reter nossa atenção, modificando comportamentos que mal percebemos.

Você já foi olhar uma coisa rapidinha no celular e se perdeu em mil outros interesses, sem lembrar o que foi fazer em primeiro lugar? Já teve dificuldades para parar? "Só mais um pouquinho...só mais uma partidinha". Confere o celular incontáveis vezes ao dia, mesmo quando não está esperando nada? No tédio, pegar o celular é a primeira coisa que você faz.

Se restaurantes realmente aplicassem os truques que comentamos, especialmente com crianças, teríamos problemas de saúde decorrentes de um consumo insustentável: diabetes, obesidade, problemas cardíacos eassim por diante. Com essas mesmas técnicas, muitas plataformas estão causando problemas de cognição, memória, afetando a nossa saúde mental. Impulsionando inclusive consequências coletivas como a polarização, о extremismo e o negacionismo.

Estamos presenciando o crescimento da primeira geração com Ql inferior ao dos pais, e não é à toa que nomeamos esses efeitos de "rebaixamento humano". Não há nada essencialmente errado com conteúdos videos, posts, artigos. Da mesma forma que não há nada de errado com restaurantes, plataformas e celulares. Mas as técnicas utilizadas no extrativismo de atenção precisam acabar.


Disponível em: < https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/opiniao/2025/06/09/nemas- telas-nem-as-redes-sociais-o-problema-e-o-extrativismo-deatencao.htm>. Acesso em: 02 de setembro de 2024.
Assinale a opção que apresenta a sentença transcrita em que há a correta correspondência entre o vocábulo destacado e o referente a ele atribuído no contexto.
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1449Q1047473 | Geografia, Cartografia, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

O território brasileiro, em função de sua grande extensão longitudinal, apresenta diferentes fusos horários. Com base nesta realidade, assinale a opção correta.
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1450Q1046962 | Matemática, Geometria Espacial, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha

Considere um tanque na forma de um paralelepípedo com base retangular cuja altura mede 0.5m, contendo água até a metade de sua altura. O volume deste tanque coincide com o volume de um tronco de pirâmide regular de base hexagonal, com aresta lateral 5 cm e áreas das bases 54√3 cm2 e 6√3 cm2 respectivamente. Um objeto, ao ser imerso completamente no tanque faz o nível da água subir 0.05 m . Qual o volume do objeto em cm3 ?
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1451Q1058485 | Português, Morfologia, Serviço Militar Voluntário SMV, Comando do 1 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.
Texto 2


Como plataformas digitais usam o extrativismo da atenção para nos prender

Erick Carlier e Kim Loeb


Muitos se preocupam com a dependência em telas, celulares e redes sociais e este parece ser um dos grandes assuntos do momento. E importante identificar e nomear o problema real, afinal, existem coisas muito boas na nossa tecnologia. Por isso, falamos de "extrativismo de atenção" e da sua consequência, o "rebaixamento humano".

Fazendo um paralelo, conteúdos são como comida. Alguns são mais nutritivos que outros. Você pode ler um artigo profundo e embasado, o que é mais "nutritivo". Ou ver o vídeo de um gatinho fofo, o que seria como comer uma barrinha de chocolate o que também é gostoso. Indo além, as plataformas digitais são como restaurantes eles levam a comida até você enquanto as plataformas sociais trazem conteúdos do mundo inteiro. Quanto mais você consome em um restaurante, mais ele lucra. Ou seja, não é interessante que você entre, sirva-se de apenas uma entradinha e saia. Nas plataformas digitais é parecido. Quanto mais conteúdo você consome, mais elas lucram com impactos de publicidades em meio aos scrolls, por exemplo.

Agora, imagine que você entre em um restaurante. Mas, desta vez, sem que você saiba, o estabelecimento recorre a vários truques para te fazer consumir mais e mais comida. Secretamente despeja ingredientes que aumentam o seu apetite, te espiona em momentos inimagináveis da sua vida para estudar os seus hábitos, gostos e preferências. Então, passa a te oferecer comida o tempo todo. Enquanto você dirige, quando está no cinema, ao lado da sua cama à noite.

Nessas condições, este restaurante saberia exatamente o que e quando te oferecer, entregando de bandeja aquilo que você acharia o mais irresistível possível. Isso seria errado, não? Sinto por Ihe dizer, mas é exatamente isso que as plataformas digitais estão fazendo com a nossa atenção. E é isso que chamamos de "extrativismo de atenção".

Essas plataformas utilizam artifícios que manipulam nossa dopamina e aplicam recursos que exploram as vulnerabilidades da psicologia humana, sempre testando fundamentos científicos, utilizando tecnologia avançada para rastrear e estudar nossos comportamentos digitais, além de enviar mensagens e notificações intrusivas. Tudo habilmente operado por algoritmos poderosos com a intenção de fisgar e reter nossa atenção, modificando comportamentos que mal percebemos.

Você já foi olhar uma coisa rapidinha no celular e se perdeu em mil outros interesses, sem lembrar o que foi fazer em primeiro lugar? Já teve dificuldades para parar? "Só mais um pouquinho...só mais uma partidinha". Confere o celular incontáveis vezes ao dia, mesmo quando não está esperando nada? No tédio, pegar o celular é a primeira coisa que você faz.

Se restaurantes realmente aplicassem os truques que comentamos, especialmente com crianças, teríamos problemas de saúde decorrentes de um consumo insustentável: diabetes, obesidade, problemas cardíacos eassim por diante. Com essas mesmas técnicas, muitas plataformas estão causando problemas de cognição, memória, afetando a nossa saúde mental. Impulsionando inclusive consequências coletivas como a polarização, о extremismo e o negacionismo.

Estamos presenciando o crescimento da primeira geração com Ql inferior ao dos pais, e não é à toa que nomeamos esses efeitos de "rebaixamento humano". Não há nada essencialmente errado com conteúdos videos, posts, artigos. Da mesma forma que não há nada de errado com restaurantes, plataformas e celulares. Mas as técnicas utilizadas no extrativismo de atenção precisam acabar.


Disponível em: < https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/opiniao/2025/06/09/nemas- telas-nem-as-redes-sociais-o-problema-e-o-extrativismo-deatencao.htm>. Acesso em: 02 de setembro de 2024.
Observe o trecho em que o pronome foi usado de maneira proclítica: "Muitos se preocupam com a dependência em telas (...)" 1° §. Em qual opção a colocação do pronome destacado foi feita INCORRETAMENTE?
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1452Q1047478 | Química, Transformações Químicas, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Analise as afirmativas abaixo em relação a alguns conceitos fundamentais da Química.

I - Todos os átomos são iguais em qualquer substância pura.

II - Mistura é a união sem reação de mais de duas substâncias.

III- Em quaisquer condições os gases são sempre miscíveis entre si.

IV - Um sistema heterogêneo é sempre uma mistura.

Assinale a opção correta.

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1453Q1046972 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.
OBAMA SIGNALS MORE ACTIVE RESPONSE TO PIRACY
The rescue of Captain Phillips drew widespread praise for the Navy and Mr. Obama, but some experts warned that it could escalate the campaign by Somali pirates, who have vowed to take revenge on Americans and are holding more than 200 hostages from other countries.
Mr. Obama praised Captain Phillips for his "courage and leadership and selfless concern for his crew, " and he said he was "very proud" of the Navy and other American agencies involved in the operation.
(Adapted fromhttp:/ /www.nytimes.com/2009/ 04/ 14/world/africa/14pirates.html?_r-1)
Which alternative below is NOT CORRECT, based on this text?

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1454Q1046980 | Inglês, Verbos Verbs, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Which of the alternatives below completes the sentence correctly?

"There ____________ (1) people on the wait list in the past few years whose interest level was inappropriate, " says Meehan.
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1455Q1058246 | Português, Morfologia, Médio, Comando do 4 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.
Texto 2
Por parte de pai


Debruçado na janela meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no Alto de São Francisco.
[...] Eu brincava na rua, procurando o além dos olhos, entre pedras redondas e irregulares calçando a rua da Paciência. Depois das chuvas, essas pedras centenárias, cinza, ficavam lisas e limpas, cercadas de umidade e areia lavada. Nas enxurradas desciam lascas de malacheta brilhando como ouro e prata, conforme a luz do sol.
[...] Meu avô, pela janela, me vigiava ou abençoava, até hoje não sei, com seu olhar espantado de quem vê cada coisa pela primeira vez. E aqueles que por ali passavam lhe cumprimentavam: "Oi, seu Queirós". Ele respondia e rimava: "Tem dó de nós". Minha avó, assentada na sala, fazendo bico de crochê em pano de prato, não via a rua.
[...] O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar. O quintal se estendia para muito depois do olhar, acordando surpresa em cada sombra. Torrado em panela de ferro, o café era moído preso no portal da cozinha. O café do bule era grosso e forte, o da cafeteira, fraco e doce. Um para adultos e outro para crianças. O aroma do café se espalhava pela casa, despertando a vontade de mastigar queijo, saborear bolo de fubá, comer biscoito de polvilho, assado em forno de cupim. [...] Minha avó, coado o café, deixava o bule e a cafeteira sobre a mesa forrada com toalha de ponto cruz, e esperava as quitandeiras.
Tudo se comprava na porta: verduras, leite, doces, pães. Com a caderneta do armazém comprava-se o que não podia ser plantado em casa. No final do mês, ao pagar a conta ganhava-se uma lata de marmelada.
Depois do cafezal, na divisa com a serra, corria o córrego, fino e transparente. Tomávamos banho pelados, até a ponta dos dedos ficarem enrugadas. Meu avô raras vezes, nos fazia companhia.
[...] Meu avô conhecia o nome das frutas. Na hora de voltar, ele trazia, se equilibrando pelos caminhos, uma lata de areia para minha avó arear as panelas de ferro.
[...] Atrás da horta havia chiqueiro onde três ou quatro porcos dormiam e comiam, sem desconfiar do futuro. Se eu fosse porco não engordava nunca, imaginava. Ia passar fome, fazer regime, para continuar vivendo.
[...] Meu avô me convidou, naquela tarde, para me assentar ao seu lado nesse banco cansado. Pegou minha mão e, sem tirar os olhos do horizonte, me contou:
O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, árvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, as estrelas. Ele é o dono de tudo. Pacientemente ele engole todas as coisas, degustando nuvens, chuvas, terras, lavouras. Ele consome as histórias e saboreia os amores. Nada fica para depois do tempo.
[...] As madrugadas, os sonhos, as decisões, duram na boca do tempo. Sua garganta traga as estações, os milênios, o ocidente, o oriente, tudo sem retorno. E nós, meu neto, marchamos em direção à boca do tempo.
Meu avô foi abaixando a cabeça e seus olhos tocaram em nossas mãos entrelaçadas. Eu achei serem pingos de chuva as gotas rolando sobre os meus dedos, mas a noite estava clara, como tudo mais.

Queirós, Bartolomeu Campos. Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
Em qual opção a expressão destacada apresenta uma preposição seguida de um artigo?
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1457Q1046748 | Matemática, Álgebra, Primeiro Dia, COLÉGIO NAVAL, Marinha, 2019

Uma jovem lê todos os dias, pela manhã, à tarde ou à noite, mas como é atarefada nunca consegue ler por três turnos consecutivos. Como é muito dedicada, também cuida para nunca ficar três turnos consecutivos sem sua leitura habitual. Seguindo essas regras, ela observou que o último livro que terminou foi lido de tal forma que:

- Foram necessários 28 turnos de leitura para finalizar esse livro;

- Em 12 manhãs, 7 tardes e 10 noites, ela não leu qualquer parte desse livro.

Com base somente nesses dados, quantos dias essa jovem gastou com a leitura desse livro?

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1458Q1047005 | Química, Substâncias e Suas Propriedades, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Uma boa parte do sucesso de um processo de purificação de um material reside na escolha do método mais apropriado para separar os seus componentes .

Qual das opções apresenta um método que NÃO serve para separar um sólido insolúvel de um líquido?

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1459Q1046755 | Inglês, Artigos Articles, Primeiro Dia, COLÉGIO NAVAL, Marinha, 2019

Read and complete the sentence below.

I’m traveling to ,______ United States next month. I want to see _____ Hawaii and________ Rocky Mountains (depending on_______money and________time!).

Mark the option which best completes the blanks respectiveiy.

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1460Q1047523 | Português, Sintaxe, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Texto associado.

O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.

Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação às quais os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma por estagnação, A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.

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Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.

Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro, É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos afastam-se dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem - compreensão e diálogo - que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo - e ela mesma - é algo bem diferente.

(TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em http://revistacult.uol.com.br - 31 de jan. 2016 - com adaptações)

Assinale a opção na qual a regência do verbo destacado foi utilizada de acordo com a modalidade padrão.
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