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Questões de Concursos Marinha

Resolva questões de Marinha comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1721Q1047642 | Português, Interpretação de Textos, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha, 2018

Texto associado.
Correndo risco de vida

Em uma de suas histórias geniais, Monteiro Lobato nos apresenta o reformador da natureza, Américo PiscaPisca. Questionando o perfeito equilíbrio do mundo natural, Américo Pisca-Pisca apontava um desequilíbrio flagrante no fato de uma enorme árvore, como a jabuticabeira, sustentar frutos tão pequeninos, enquanto a colossal abóbora é sustentada pelo caule fino de uma planta rasteira. Satisfeito com sua grande descoberta, Américo deita-se sob a sombra de uma das jabuticabeiras e adormece. Lá peias tantas, uma frutinha lhe cai bem na ponta do seu nariz. Aturdido, o reformador se dá conta de sua lógica.
Se os reformadores da natureza, como Américo Pisca-Pisca, já caíram no ridículo, os reformadores da língua ainda gozam de muito prestígio. Durante muito tempo era possível usar a expressão “fulano não corre mais risco de vida”. Qualquer falante normal decodificava a expressão “risco de vida" como “ter a vida em risco”. E tudo ia muito bem, até que um desses reformadores da língua sentenciou, do alto da sua vã inteligência: “'não é risco de vida, é risco de morte”. Quer dizer que só ele teve essa brilhante percepção, todos os outros falantes da língua não passavam de obtusos irrecuperáveis, é o tipo de sujeito que acredita ter inventado a roda. E impressiona a fortuna crítica de tal asneira. Desde então, todos os jornais propalam “o grande líder sicrano ainda corre o risco de morte”. E me desculpem, mas risco de morte é muito pernóstico.
Assim como o reformador da natureza não entende nada da dinâmica do mundo natural, esses gramáticos que pretendem reformar o uso linguístico invocando sua pretensa racionalidade não percebem coisa alguma da lógica de funcionamento da língua. Como bem ensinou Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua é convenção. A expressão “risco de vida", estava consagrada pelo uso e não se criava problemas na comunicação, porque nenhum falante, ao ouvir tal expressão, pensava que o sujeito corra risco de viver.
A relação entre as formas linguísticas e o seu conteúdo é arbitrária e convencionada socialmente. Em Japonês, por exemplo, o objeto precede o verbo. Diz-se "João o bolo comeu" em vez de “João comeu o bolo”, como em português. Se o nosso reformador da língua baixasse por lá, tentaria convencer os japoneses de que o verbo preceder o seu objeto é muito mais lógico!
Mas os ingênuos poderiam argumentar: o nosso oráculo gramatical não melhorou a língua tornando-a mais lógica? Não, meus caros, ele a empobreceu. Pois, ao lado da expressão mais trivial “correr o risco de cair do cavalo”, a língua tem uma expressão mais sofisticada: correr risco de vida. Tal construção dissonante amplia as possibilidades expressivas da língua, criando um veio que pode vir a ser explorado por poetas e demais criadores da língua. “Corrigir" risco de vida por risco de morte é substituir uma expressão mais sutil e sofisticada por sua versão mais imediata, trivial e óbvia. E um recurso expressivo passou a correr risco de vida pela ação nefanda dos fariseus no templo democrático da língua.

LUCCHESI, Dante. Correndo risco de vida. ATarde, 17 set.2006, p.3, Opinião - adaptado.
Assinale a opção que demonstra a reescrita do período “Como bem ensinou Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua é convenção.” (§3°), sem que haja qualquer alteração de valor semântico.
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1722Q1047414 | Matemática, Trigonometria, Aluno Escola Naval, ESCOLA NAVAL, Marinha

A soma das soluções da equaçãotrigonométricacos2x + 3cosx = -2, no intervalo [0,2π] é
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1723Q1047420 | Português, Sintaxe, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.
TEXTO 3

Leia o texto abaixo e responda a questão .

Vivemos um tesarac. A palavra está no vocabulário básico dos publicitários. Tesarac quer dizer mudança profunda. Daquelas tão profundas que nos tiram o norte. E, se hoje o termo vai ficando comum nas apresentações de consultores, quase um lugar-comum dos iniciados, sua origem é um bocado triste.

Tesarac, o neologismo, foi criado pelo poeta americano Shel Silverstein. Era um bom sujeito de talentos múltiplos, talvez um quê excêntrico, que teve a boa sorte de chegar ao auge da criatividade nos anos 1960, quando excentricidades iam sendo mais toleradas.

Silverstein teve uma filha, Shoshanna. A mãe de Shanna morreu quando a menina tinha cinco anos. E ela se foi com 11, vitima de um aneurisma cerebral, em 1982.

Tesarac, para o poeta que cunhou a palavra, era isso: um vácuo. Um evento tão brutal e aterrador que transforma a vida. A única coisa que um pai sabe, nessa hora, é que tudo será muito diferente.

Na etimologia, a palavra perdeu sua origem trágica mas manteve o sentido de transformação brusca. Durante um tesarac, sabemos que o mundo antigo já passou, mas o novo ainda não existe. As regras se perdem. Em algumas décadas, a sociedade se reorganizará. Haverá novas instituições, novas ideias políticas, outra estrutura social.

Vivemos um tesarac. O mundo está mudando profundamente e sabemos disso. Sabemos também que o causador da mudança é a tecnologia de comunicação. Só o que não sabemos é em que o mundo se transformará.

O último tesarac teve inicio em 1449. Foi a invenção europeia da imprensa por Johannes Gutenberg. A tecnologia, num único golpe, jogou para baixo os preços da reprodução e da distribuição de informação. As mudanças causadas foram profundas, porém lentas e , no inicio, discretas. No primeiro momento, uma nova classe social teve acesso a livros. Era a burguesia. Depois, livros começaram a ser publicados na lingua que as pessoas falavam na rua: italiano, francês, alemão, não mais grego clássico ou latim. Dai mudaram os assuntos. Se antes religião era predominante, pós Gutenberg vieram engenharia, agricultura, classificação dos seres vivos, leis.

A primeira vitima da imprensa foi a Igreja, que na Idade Média tinha o monopólio da informação. Mas demorou quase 70 anos entreGutenberg e Lutero. 0 Antigo Regime também não resistiu ao fluxo continuado de informação. As revoluções Americana e Francesa, e com elas a democracia, são filhas do texto impresso.

Informação digital jogou no chão, repentinamente, o preço da reprodução e distribuição de informação. Se distribuir j ornai era caro no interior da África, a previsão do tempo para agricultores agora chega por texto no celular. Se acesso a cinema era difícil nas cidadezinhas do mundo em que o filme não chega, via banda larga ele aparece, tanto legal quanto ilegalmente. Todo lugar em que sinal de satélite chega, hoje, é potencialmente um lugar em que existe uma biblioteca daquelas que vinte anos atrás só encontrávamos nos grandes centros urbanos.

Informação antes restrita por dificuldades econômicas, legais ou políticas agora é potencialmente acessível.

No meio da transformação, há desafios. Como sustentar a produção de informação de qualidade? Como lidar com crimes reais praticados no mundo virtual? Como aguentar o tranco, nos mantermos atualizados quando tudo muda a cada ano?

(DORIA, Pedro. Bem-vindos ao tesarac. O Globo, 12 abr. 2011, p. 26, Texto adaptado)
Em qual opção se evidencia uma relação de causa e consequência?
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1724Q1047421 | Português, Interpretação de Textos, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.
TEXTO 3

Leia o texto abaixo e responda a questão .

Vivemos um tesarac. A palavra está no vocabulário básico dos publicitários. Tesarac quer dizer mudança profunda. Daquelas tão profundas que nos tiram o norte. E, se hoje o termo vai ficando comum nas apresentações de consultores, quase um lugar-comum dos iniciados, sua origem é um bocado triste.

Tesarac, o neologismo, foi criado pelo poeta americano Shel Silverstein. Era um bom sujeito de talentos múltiplos, talvez um quê excêntrico, que teve a boa sorte de chegar ao auge da criatividade nos anos 1960, quando excentricidades iam sendo mais toleradas.

Silverstein teve uma filha, Shoshanna. A mãe de Shanna morreu quando a menina tinha cinco anos. E ela se foi com 11, vitima de um aneurisma cerebral, em 1982.

Tesarac, para o poeta que cunhou a palavra, era isso: um vácuo. Um evento tão brutal e aterrador que transforma a vida. A única coisa que um pai sabe, nessa hora, é que tudo será muito diferente.

Na etimologia, a palavra perdeu sua origem trágica mas manteve o sentido de transformação brusca. Durante um tesarac, sabemos que o mundo antigo já passou, mas o novo ainda não existe. As regras se perdem. Em algumas décadas, a sociedade se reorganizará. Haverá novas instituições, novas ideias políticas, outra estrutura social.

Vivemos um tesarac. O mundo está mudando profundamente e sabemos disso. Sabemos também que o causador da mudança é a tecnologia de comunicação. Só o que não sabemos é em que o mundo se transformará.

O último tesarac teve inicio em 1449. Foi a invenção europeia da imprensa por Johannes Gutenberg. A tecnologia, num único golpe, jogou para baixo os preços da reprodução e da distribuição de informação. As mudanças causadas foram profundas, porém lentas e , no inicio, discretas. No primeiro momento, uma nova classe social teve acesso a livros. Era a burguesia. Depois, livros começaram a ser publicados na lingua que as pessoas falavam na rua: italiano, francês, alemão, não mais grego clássico ou latim. Dai mudaram os assuntos. Se antes religião era predominante, pós Gutenberg vieram engenharia, agricultura, classificação dos seres vivos, leis.

A primeira vitima da imprensa foi a Igreja, que na Idade Média tinha o monopólio da informação. Mas demorou quase 70 anos entreGutenberg e Lutero. 0 Antigo Regime também não resistiu ao fluxo continuado de informação. As revoluções Americana e Francesa, e com elas a democracia, são filhas do texto impresso.

Informação digital jogou no chão, repentinamente, o preço da reprodução e distribuição de informação. Se distribuir j ornai era caro no interior da África, a previsão do tempo para agricultores agora chega por texto no celular. Se acesso a cinema era difícil nas cidadezinhas do mundo em que o filme não chega, via banda larga ele aparece, tanto legal quanto ilegalmente. Todo lugar em que sinal de satélite chega, hoje, é potencialmente um lugar em que existe uma biblioteca daquelas que vinte anos atrás só encontrávamos nos grandes centros urbanos.

Informação antes restrita por dificuldades econômicas, legais ou políticas agora é potencialmente acessível.

No meio da transformação, há desafios. Como sustentar a produção de informação de qualidade? Como lidar com crimes reais praticados no mundo virtual? Como aguentar o tranco, nos mantermos atualizados quando tudo muda a cada ano?

(DORIA, Pedro. Bem-vindos ao tesarac. O Globo, 12 abr. 2011, p. 26, Texto adaptado)
Em qual opção há uma das consequências da invenção da imprensa citadas no texto?
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1725Q1047677 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2018

Texto associado.

Doctor works to save youth from violence before they reach his ER


As an emergency physician at Kings County Hospital Center [in Brooklyn], Dr. Rob Gore has faced many traumatic situations that he'd rather forget. But some moments stick with him. "Probably the worst thing that I've ever had to do is tell a 15-year-old's mother that her son was killed," Gore said. "If I can't keep somebody alive, I've failed." [...]

"Conflict's not avoidable. But violent conflict is," Gore said. "Seeing a lot of the traumas that take place at work, or in the neighborhood, you realize, 'I don't want this to happen anymore. What do we do about it?"

For Gore, one answer is the “Kings Against Violence Initiative" - known as KAVI - which he started in 2009. Today, the nonprofit has anti-violence programs in the hospital, schools and broader community, serving more than 250 young people.

Victims of violence are more likely to be reinjured, so the first place Gore wanted to work was in the hospital, with an intervention program in which "hospital responders" assist victims of violence and their family - a model pioneered at other hospitals. The idea is that reaching out right after someone has been injured reduces the likelihood of violent retaliation and provides a chance for the victim to address some of the circumstances that may have led to their injury.

Gore started this program at his hospital with a handful of volunteers from KAVI. Today, the effort is a partnership between KAVI and a few other nonprofits, with teams on call 24/7.

Yet Gore wanted to prevent people from being violently injured in the first place. So, in 2011, he and his group began working with a handful of at-risk students at a nearby high school. By the end of the year, more than 50 students were involved. Today, KAVI holds weekly workshops for male and female students in three schools, teaching mediation and conflict resolution. The group also provides free mental health counseling for students who need one-on-one support.

"Violence is everywhere they turn - home, school, neighborhood, police," Gore said. "You want to make sure they can learn how to process, deal with it and overcome it."

While Gore still regularly attends workshops, most are now led by peer facilitators - recent graduates and college students, some of whom are former KAVI members - who serve as mentors to the students. School administrators say the program has been a success: lowering violence, raising grades and sending many graduates on to college.

"This is really about the community in which we live" he said. "This is my home. And I'm going to do whatever is possible to make sure people can actually thrive."

(Adapted and abridged from http ://www.cnn.com)

According to the text, which option is correct?

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1726Q1047678 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2018

Texto associado.

Doctor works to save youth from violence before they reach his ER


As an emergency physician at Kings County Hospital Center [in Brooklyn], Dr. Rob Gore has faced many traumatic situations that he'd rather forget. But some moments stick with him. "Probably the worst thing that I've ever had to do is tell a 15-year-old's mother that her son was killed," Gore said. "If I can't keep somebody alive, I've failed." [...]

"Conflict's not avoidable. But violent conflict is," Gore said. "Seeing a lot of the traumas that take place at work, or in the neighborhood, you realize, 'I don't want this to happen anymore. What do we do about it?"

For Gore, one answer is the “Kings Against Violence Initiative" - known as KAVI - which he started in 2009. Today, the nonprofit has anti-violence programs in the hospital, schools and broader community, serving more than 250 young people.

Victims of violence are more likely to be reinjured, so the first place Gore wanted to work was in the hospital, with an intervention program in which "hospital responders" assist victims of violence and their family - a model pioneered at other hospitals. The idea is that reaching out right after someone has been injured reduces the likelihood of violent retaliation and provides a chance for the victim to address some of the circumstances that may have led to their injury.

Gore started this program at his hospital with a handful of volunteers from KAVI. Today, the effort is a partnership between KAVI and a few other nonprofits, with teams on call 24/7.

Yet Gore wanted to prevent people from being violently injured in the first place. So, in 2011, he and his group began working with a handful of at-risk students at a nearby high school. By the end of the year, more than 50 students were involved. Today, KAVI holds weekly workshops for male and female students in three schools, teaching mediation and conflict resolution. The group also provides free mental health counseling for students who need one-on-one support.

"Violence is everywhere they turn - home, school, neighborhood, police," Gore said. "You want to make sure they can learn how to process, deal with it and overcome it."

While Gore still regularly attends workshops, most are now led by peer facilitators - recent graduates and college students, some of whom are former KAVI members - who serve as mentors to the students. School administrators say the program has been a success: lowering violence, raising grades and sending many graduates on to college.

"This is really about the community in which we live" he said. "This is my home. And I'm going to do whatever is possible to make sure people can actually thrive."

(Adapted and abridged from http ://www.cnn.com)

What does the pronoun “it" refer to in the excerpt “‘Violence is everywhere they turn - home, school, neighborhood, police,’ Gore said. ‘You want to make sure they can learn how to process, deal with it [...]’” (7thparagraph)?
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1727Q1047424 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

Based on the text below, answer the question.


Why Join the Navy?

In the Navy, you' 11 find there' s much more to be gained than a regular paycheck. In fact, the Navy experience can shape your future through outstanding financial benefits, unparalleled career potential, and the lifestyle of freedom and personal growth that you've been waiting for.

(I) _______

Launch your future in any of dozens of dynamic career and j ob areas - each with excellent opportunities to earn promotions by advancing through the ranks.

(II) ________

Report to work in a dif f erent time zone or a dif f erent hemisphere. Take on lif e as a world traveler. Experience people and places that most others simply canft . And see firsthand the positive impact you'11 make - for yourseif, your country and the world at large.

(III) _______

Do it all while earning competitive pay, generous vacation time and other special bonuses that make the difference between getting ahead and just getting by.

(IV) _______

The Navy has a strong interest in the long-term health of its Sailors and their families, which means that outstanding benefits are standard - for both you and your family, including full coverage from some of the nation's most talented professionals.

(V) _______

Think about it . As long as you have the drive to make a difference in the world - and in your own life - there will be a place for you in America's Navy. Enlist now!

(Adapted from http://www.navy.com/joining/why-join.html

The following headings have been removed from the text and replaced by (I), (II), (III), (IV) and (V).

1- Secure Your Finances

2- Get Medical Care

3- Join the Navy

4- Find Your Niche

5- Go Global

Therefore, the correct order of the headings is:

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1728Q1047680 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2018

Texto associado.

Switzerland’s invisible linguistic borders


There are four official Swiss languages: German, French, Italian and Romansh, an indigenous language with limited status that's similar to Latin and spoken today by only a handful of Swiss. A fifth language, English, is increasingly used to bridge the linguistic divide. In a recent survey by Pro Unguis, three quarters of those queried said they use English at least three times per week.

In polyglot Switzerland, even linguistic divisions are divided. People in the German-speaking cantons speak Swiss-German at home but learn standard German in school. The Italian spoken in the Ticino canton is peppered with words borrowed from German and French.

Language may not be destiny, but it does determine much more than the words we speak. Language drives culture, and culture drives life. In that sense, the Rõstigraben is as much a cultural border as a linguistic one. Life on either side of the divide unfolds at a different pace, Bianchi explained. “[In my opinion] French speakers are more laid-back. A glass of white wine for lunch on a workday is still rather usual. German speakers have little sense of humour, and follow rules beyond the rigidity of the Japanese."

The cultural divide between Italian-speaking Switzerland and the rest of the country - a divide marked by the so-called Polentagraben - is even sharper. Italianspeakers are a distinct minority, accounting for only 8% of the population and living mostly in the far southern canton of Ticino. “When I first moved here, people told me, Ticino is just like Italy except everything works’, and I think that's true,” said Paulo Gonçalves, a Brazilian academic who has been living in Ticino for the past decade.

Coming from a nation with one official spoken language, Gonçalves marvels at how the Swiss juggle four. “It is quite remarkable how they manage to get along,” he said, recalling going to a conference attended by people who spoke French, German, Italian and English. "You had presentations being given in four different languages in the same conference hall.’’

Living in such a multilingual environment "really reshapes how I see the world and imagine the possibilities,” Gonçalves said. “I am a significantly different person than I was 10 years ago.”

Switzerland’s languages are not evenly distributed. Of the country’s 26 cantons, most - 17 - are German speaking, while four are French and one Italian. (Three cantons are bilingual and one, Grisons, trilingual.) A majority of Swiss, 63%, speak German as their first language.

(Abridged from http ://www.bbc.com)

According to the text, which option is correct?
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1729Q1047463 | Matemática, Geometria Plana, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Sendo: hA, hB, e hC as medidas das alturas; mA, mB e mC as medidas das medianas; e bA, bB e bC as medidas das bissetrizes internas de um triângulo ABC, analise as afirmativas a seguir.

I - O triângulo formado pelos segmentos 1/ hA, 1/hB e 1/hC é semelhante ao triângulo ABC.

II - O triângulo formado pelos segmentos 1/ mA, 1/ mB e 1/mC é semelhante ao triângulo ABC.

III- O triângulo formado pelos segmentos 1/bA, 1/bB e 1/bC é semelhante ao triângulo ABC.

Pode-se concluir que

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1730Q1057462 | Português, Sintaxe, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha, 2021

Texto associado.
Nunca imaginei um dia

Até alguns anos atrás, eu costumava dizer frases como "eu jamais vou fazer isso" ou "nem morta eu faço aquilo", limitando minhas possibilidades de descoberta e emoção. Não é fácil libertar-se do manual de instruções que nos autoimpomos. As vezes, leva-se uma vida inteira, e nem assim conseguimos viabilizar esse projeto. Por sorte, minha ficha caiu há tempo.
Começou quando iniciei um relacionamento com alguém completamente diferente de mim, diferente a um ponto radical mesmo: ele, por si só, foi meu primeiro "nunca imaginei um dia". Feitos para ficarem a dois planetas de distância um do outro. Mas o amor não respeita a lógica, e eu, que sempre me senti tão ?onfo~~vel num_ mundo planejado, inaugurei a instab1hdade emocional na minha vida. Prendi a respiração e dei um belo mergulho.
A partir dai, comecei a fazer coisas que nunca havia feito. Mergulhar, aliás, foi uma delas. Sempre respeitosa com o mar e chata para molhar os cabelos afundei em busca de tartarugas gigantes e peixe~ coloridos no mar de Fernando de Noronha. Traumatizada com cavalos (por causa de um equino que quase me levou ao ch_ão quando eu tinha oito anos), participei da minha primeira cavalgada depois dos 40, em São Francisco de Paula: Roqueira convicta e avessa a pagode, assisti a um show: do Zeca Pagodinho na Lapa. Para ver o Ronaldo Fenô'11eno jogar ao vivo, me infiltrei na torcida do Olímpico num ,Jogo entre Grêmio e Corinthians, mesmo sendo colorada.
Meu paladar deixou de ser monótono: comecei a provar alimentos que nunca havia provado antes. E muitas outras coisas vetadas por causa do "medo do ridículo" receberam alvará de soltura. O ridículo deixou de existir na minha vida.
Não deixei de ser eu. Apenas abri o leque me permitindo ser um "eu" mais amplo. E sinto que é um caminho sem volta.
Um mês atrás participei de outro capítulo da série "Nunca im_aginei um dia". Viajei numa excursão, eu que sempre reieIteI essa modalidade turística. Sigo preferindo viajar a dois ou sozinha, mas foi uma experiência fascinante, ainda mais que a viagem não tinha como destino um pais do circuito Elizabeth Arden (ParisLondr:s-Nova York), mas um pais africano, muçulmano e desértico. Ahás, o deserto de Atacama, no Chile, será meu provável "nunca imaginei um dia" do próximo ano.
E agora cometi a loucura jamais pensada, a insanidade que nunca me permiti, o ato que me faria merecer uma camisa-de-força: eu, que nunca me comovi com bichos de estimação, adotei um gato de rua.
Pode colocar a culpa no esplrito natalino: trouxe um bichano de três meses pra casa, surpreendendo minhas filhas, que já haviam se acostumado com a ideia de ter uma mãe sem coração. E o que mais me estarrece: estou apaixonada por ele.
Ainda há muitas experiências a conferir: fazer compras pela internet, andar num balão cozinhar dignamente, me tatuar, ler livros pelo kindle', viajar de navio e mais umas 400 coisas que nunca imaginei fazerum dia, mas que já não duvido. Pois tem essa também: deixei de ser tão cética.
Já que é improvável que o próximo ano seja diferente de qualquer outro, que a novidade sejamos nós.


Medeiros, Martha. Nunca imaginei um dia. 2009. Disponível em: http://alagoinhaipaumirim.blogspot.com/2009/12/nuncaimaginei-um-dia-martha-medeiros.html. Acesso em: 10 fev. 2021.
No que se refere à concordância verbal, analise as frases abaixo.

I- No próximo mês, vão fazer 10 anos que eu participei da minha primeira cavalgada depois dos 40 anos de idade.
II- Provavelmente, vão existir muitas outras experiências marcantes, tais como: me tatuar, andar num balão, viajar de navio, etc.
IlI- Com certeza, não foram as minhas duas filhas quem trouxe um pequeno bichano de três meses para a nossa casa.
IV- Admite-se, na nossa famllia, pessoas muito aventureiras e abertas a novas e empolgantes experiências de vida.

Está correto o que se afirma em
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1731Q1058231 | Português, Sintaxe, Fundamental, Comando do 5 Distrito Naval, Marinha, 2025

Texto associado.
Texto 1


O seu CD favorito


Em sua enquete de domingo, há duas semanas, a Folha perguntou ao leitor: "Qual é o seu CD favorito? Você ainda tem exemplares físicos?". Seguiram-se 18 respostas. Li-as atentamente, fazendo uma tabulação de orelhada, apurei o seguinte.

Dos 18 discos citados, há apenas três de artistas brasileiros: Sandy & Junior, Marisa Monte e o Clube da Esquina. Três em 18 Não sei explicar essa desnacionalização do nosso gosto musical. Em outros tempos seriam citados Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Wilson Simonal, Rita Lee, Elis Regina, Maria Bethânia, Gal Costa, Beth Carvalho, Clara Nunes, Fagner, Ney Matogrosso e outros, para ficarmos apenas nos artistas de grande vendagem e prestigio. Talvez fosse uma questão de idade — os leitores, certamente mais jovens, já não se identificariam com aqueles nomes, todos dos anos 80 e 70.

Mas, ao observar quais os discos estrangeiros, veem-se George Harrison, Bonnie Tyler, Iron Maiden, Pink Floyd, Queen, os Bee Gees e os Beatles, todos igualmente dos anos 60 e 70, e Madonna, o Tears for Fears e o Destruction, dos anos 80. A caçula das referências é a pop-punk Avril Lavigne, que já tem mais de 20 anos de carreira. Duas citações surpreendentes são o cantor folk-rock-country Kenny Rogers e a orquestra do francês Paul Mauriat, que vieram dos pré-diluvianos anos 50. Não se trata, pois, de uma questão de idade.

Nem de género musical porque, se os roqueiros ingleses e americanos predominam, os brasileiros estão conspicuamente ausentes — ninguém falou em Blitz, Titds, Legi&o Urbana, RPM, Paralamas, Sepultura, Gang 90 & Absurdettes, Lobão e os Ronaldos. Ninguém se lembrou de Raul Seixas. E, em outra área, nem de Roberto Carlos, Waldick Soriano, Nelson Ned, Agnaldo Timóteo.

Onze dos 18 leitores ainda escutam "exemplares físicos". Há algo de errado aí — não se diz que ninguém mais quer saber deles?


CASTRO, Ruy. Folha de São Paulo, 20.6.24.
Observe o seguinte fragmento:

“Não se trata, pois, de uma questão de idade.” (3° §)

A palavra destacada expressa, no texto, valor semântico de:
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1732Q1057465 | Português, Interpretação de Textos, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha, 2021

Texto associado.
Texto 2

Epitáfio Titãs

( BRITO,Sérgio - adaptado)


Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com probíe.mas peqµenos
Ter morrido de amor

Queria ter âceitado
A vida como ela é .
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier
[ ... ]

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Em "Queria ter aceitado/ As pessoas como elas são/ Cada um sabe a alegria/ E a dor que traz no coração" (2ª estrofe), infere-se que o eu lírico
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1733Q1047488 | Português, Pontuação, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

TEXTO 2

Minha amiga me pergunta: por que você fala sempre nas coisas que acontecem a primeira vez e, sobretudo, as compara com a primeira vez que você viu o mar? Me lembro dessa cena: um adolescente chegando ao Rio e o irmão lhe prevenindo: "Amanhã vou te apresentar o mar." Isto soava assim: amanhã vou te levar ao outro lado do mundo, amanhã te ofereço a Lua. Amanhã você já não será o mesmo homem.

E a cena continuou: resguardado pelo irmão mais velho, que se assentou no banco do calçadão, o adolescente, ousado e indefeso, caminha na areia para o primeiro encontro com o mar. Ele não pisava na areia. Era um oásis a caminhar. Ele não estava mais em Minas, mas andava num campo de tulipas na Holanda. O mar a primeira vez não é um rito que deixe um homem impune. Algo nele vai-se a profundar.

Eo irmão lá atrás, respeitoso, era a sentinela, o sacerdote que deixa o iniciante no limiar do sagrado, sabendo que dali para a frente o outro terá que, sozinho, enfrentar o dragão. E o dragão lá vinha soltando pelas narinas as ondas verdes de verão. E o pequeno cavaleiro, destemido e intimidado, tomou de uma espada ou pedaço de pau qualquer para enfrentar a hidra que ondeava mil cabeças, e convertendo a arma em caneta ou lápis começou a escrever na areia um texto que não terminará j amais. Que é assim o ato de escrever: mais que um modo de se postar diante do mar, é uma forma de domar as vagas do presente convertendo-o num cristal passado.

Não, não enchi a garrafinha de água salgada para mostrar aos vizinhos tímidos retidos nas montanhas, e fiz mal, porque muitos morreram sem jamais terem visto o mar que eu lhes trazia. Mas levei as conchas, é verdade, que na mesa interior marulhavam lembranças de um luminoso encontro de amor com o mar.

Certa vez, adolescente ainda nas montanhas, li uma crônica onde um leitor de Goiás pedia à cronista que lhe explicasse, enfim, o que era o mar.Fiquei perplexo. Não sabia que o mar fosse algo que se explicasse. Nem me lembro da descrição. Me lembro apenas da pergunta. Evidentemente eu não estava pronto para a resposta. A resposta era o mar. E o mar eu conheci, quando pela primeira vez aprendi que a vida não é a arte de responder, mas a possibilidade de perguntar.

Os cariocas vão achar estranho, mas eu devo lhes revelar: o carioca, com esse modo natural de ir à praia, desvaloriza o mar. Ele vai ao mar com a sem-cerimônia que o mineiro vai ao quintal. E o mar é mais que horta e quintal. É quando atrás do verde-azul do instante o desejo se alucina num cardume de flores no jardim. O mar é isso: é quando os vagalhões da noite se arrebentam na aurora do sim.

Ver o mar a primeira vez, lhes digo, é quando Guimarães Rosa pela vez primeira, por nós, viu o sertão. Ver o mar a primeira vez é quase abrir o primeiro consultório, fazer a primeira operação. Ver o mar a primeira vez é comprar pela primeira vez uma casa nas montanhas: que surpresas ondearão entre a lareira e a mesa de vinhos e queijos!

O mar é o mestre da primeira vez e não para de ondear suas lições. Nenhuma onda é a mesma onda. Nenhum peixe o mesmo peixe. Nenhuma tarde a mesma tarde. O mar é um morrer sucessivo e um viver permanente. Ele se desfolha em ondas e não para de brotar. A contemplá-lo ao mesmo tempo sou jovem e envelheço.

O mar é recomeço.

(SANT'ANNA, Affonso Romano de. O mar, a primeira vez. In: _____ . Fizemos bem em resistir: crônicas selecionadas. Rio de Janeiro: Rocco, 1994, p.50-52. Texto adaptado.)

Que opção obedece, plenamente, à modalidade padrão da língua portuguesa?
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1734Q1056997 | Português, Sintaxe, Oficial Temporário, Comando do 1 Distrito Naval, Marinha, 2020

Texto associado.
“[...] 0 fascínio que a linguagem sempre exerceu sobre o homem vem desse poder que permite não só nomear/criar/transformar o universo real, mas também possibilita trocar experiências, falar sobre o que existiu, poderá vir a existir e até mesmo imaginar o que não precisa nem pode existir. A linguagem verbal é, então, a matéria do pensamento e o veículo da comunicação social. Assim como não há sociedade sem linguagem, não há sociedade sem comunicação. Tudo o que se produz como linguagem ocorre em sociedade, para ser comunicado e, como tal, constitui uma realidade material que se relaciona com o que lhe é exterior, com o que existe independentemente da linguagem. Como realidade material - organização de sons, palavras, frases - alinguagem é relativamente autônoma; como expressão de emoções, idéias, propósitos, no entanto, ela é orientada pela visão de mundo, pelas injunções da realidade social, histórica e cultural de seu falante. [...]"

(Margarida Petter)

Fonte: FIORIN, José Luiz. Introdução à Linguística. São Paulo: Contexto, 2012.
Quantas orações compõem o período abaixo?
"[...] mas também possibilita trocar experiências, falar sobre o que existiu, poderá vir a existir e até mesmo imaginar o que não precisa nem pode existir."
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1735Q1047534 | Química, Representação das Transformações Químicas, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Qual é a massa (expressa em gramas) de uma amostra com volume de 3 mL de álcool etílico, e cujo valor de sua densidade, nas condições de temperatura e pressão em que se encontra, é de 0,79 g/mL?
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1736Q1047536 | Química, Transformações Químicas, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Assinale a opção que apresenta somente fórmulas de substâncias simples com atomicidades diferentes entre si.
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1737Q1047545 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

Navy looking for drone operator flying device around

Washington state base

Published February 27, 2016 Foxnews.com

(I) _________

A civilian employee of Naval Submarine Base Kitsap-Bangor reported seeing the drone, spokeswoman Silvia Klatman told Military.com.

According to the Navy, it is illegal to operate a drone above the base without the permission of the Navy. "It's our intent to support the investigation and prosecution of this reported act, and any others that may occur, in coordination with civilian law enforcement," Klatman said.

Military.com reported that agents interviewed families who lived in houses surrounding the base. (II) _______Officials said the drones were seen operating at night. "It could be a hoax, but worst-case scenario, it could be clandestine, a foreign government, a cell," Al Starcevich, whose family's house is located between the base and Hood Canal in Washington, told the website. "The creepy thing is they' re only doing it at night. (Ill) ______ "

Starcevich told The Seattle Times that agents told him there had been repeated incidents around the base involving an alleged drone.

Naval Base Kitsap-Bangor's airspace was designated as "prohibited" by the FAA in May 2005, at the request of the Navy. (IV) ______ The prohibited area extends to the water across Hood Canal and the Navy-owned portion of Toandos Peninsula.

Doug O'Donnell, chief pilot at Avian Flight Center at Bremerton National Airport, said security forces are supposed to shoot down aircraft that violate the FAA riiles.

The Bangor base houses eight of the Navy's 14 ballistic-missile submarines, according to Military,com. Each can carry up to 24 missiles with multiple nuclear warheads.

The Defense Department has held countless classified exercises to counter possible drone attacks, The Seattle Times reported. Last year, one exercise included a Marine sniper shooting one down from a military helicopter,

(http://www.foxnews.com/us/2016/02/27/navy-looking-for-drone-operator-flying-device-around-washington-state-base.html)

The sentences below have been removed from the text and replaced by (I), (II), (III) and (IV). Number them to indicate the order they must appear to complete the text correctly. Then choose the option that contains that sequence.

( ) They said they haven't seen anything unusual.

( ) No aircraft of any kind is allowed to fly over the area up 2,500 feet.

( ) The U.S. Navy is searching for the operator of a drone that has been seen flying near a Washington state naval base at night since Feb. 8.

( ) What are you going to see at night unless you have an infrared camera?

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1738Q1046783 | Português, Interpretação de Textos, Segundo Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2019

Texto associado.
TEXTO 01

Leia o texto abaixo e responda à questão.

Felicidade clandestina

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía “As reinações de Narizinho’’, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse peia sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara aadivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "peio tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
LISPECTOR, Clarice. O Primeiro Beijo. São Paulo: Ed. Ática, 1996
Assinale a opção que apresenta um exemplo de uso denotativo da linguagem.
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1739Q1047351 | Geografia, Geografia Econômica, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

o Mercosul - Mercado Comum do Sul - é um bloco econômico criado pelo Tratado de Assunção, em 1991,tendo como países-membros o Brasil, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e, mais recentemente, a inclusão da Venezuela. Posteriormente, há promessas de adesão de outros países sul-americanos como Colômbia, Peru, Bolívia, Equador e Chile. Com relação aos objetivos e aos dilemas desse bloco econômico, assinale a opção correta.
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1740Q1059441 | Matemática, Aritmética e Problemas, Segundo Dia, EFOMM, Marinha

No “Baile dos FERAS”, os organizadores notaram que a razão entre o número de homens e o número de mulheres presentes, no início do evento, era de 7/10 . Durante o show, nenhum homem ou nenhuma mulher saiu ou entrou. Ao final do show, os organizadores observaram no local o aumento de 255 homens e a redução de 150 mulheres, de modo que a razão entre o número de homens e o número de mulheres presentes depois disso passou a ser 9/10 . Qual é o número total de pessoas que estiveram presentes em algum momento no show?
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