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Questões de Concursos UPENET

Resolva questões de UPENET comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


81Q5215 | Sistema Único de Saúde SUS, Enfermeiro, Prefeitura de do Recife PE, UPENET

Leia as sentenças abaixo.

I. A responsabilidade do Poder Público, em relação à saúde, não exclui o papel da família, da comunidade e dos
próprios indivíduos.
II. A direção do SUS será exercida em cada esfera de governo, pelos seguintes órgãos: Ministério da Saúde,
Secretaria do Estado de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde.
III. O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que
visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem
acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.
IV.O novo modelo de atenção à saúde baseia-se no modelo epidemiológico e no modelo terapêutico.

Estão CORRETAS as afirmativas
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82Q15139 | Raciocínio Lógico, Engenheiro Agrônomo, Prefeitura de Paulista PE, UPENET

Na formatura dos 8 amigos, eles se encaminhavam juntos para a fila na qual receberiam seus anéis. O número possível de diferentes filas a serem formadas, de modo que dois desses amigos fiquem sempre juntos, é
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83Q4198 | Raciocínio Lógico, Assistente de Atendimento, Expresso Cidadão PE, UPENET

Uma loja anunciou a seguinte promoção: “Geladeira à vista com desconto de 30%.”. Admitindo que o preço da geladeira é x reais, assinale o valor pago na compra à vista.
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84Q42289 | Português, Assistente em Gestão de Ciência e Tecnologia, Facepe, UPENET

Texto associado.
Tecnologia e humanidade
Por Danilo España 

    Através do teclado do meu computador digito esse texto e através da sua tela você o lê. Aqui criamos um elo de comunicação; neste momento, somos ajudados pela tecnologia.
    A tecnologia nos ajuda em diversas áreas, facilita processos, acelera as comunicações e gera resultados rápidos. Acontece que para tudo há um limite, e ainda que não faça tantos anos que a tecnologia atingiu um certo ápice, existem pessoas comprovando na pele que o excesso de tecnologia pode prejudicar a vida social e até mesmo a saúde.
   Não é só o fato de vermos famílias inteiras ou grupos de amigos em um restaurante, por exemplo, imersos, todos, em seus celulares e tabletsultramodernos, sem conversar. Há também outras situações que nos mantêm reféns da modernidade: ter que olhar o e-mail diversas vezes por dia, acompanhar as atualizações das redes sociais, responder centenas de mensagens e depender de uma conexão de alta velocidade 24 horas por dia para satisfazer nossas curiosidades, buscar informações, cumprir tarefas, pagar contas, descobrir tendências, ideias, empresas, pessoas, etc.
    Mas como definir se a quantidade de contato que temos com a tecnologia chega a ser prejudicial? Máquinas, equipamentos, dispositivos são essenciais para sobreviver em um modelo de sociedade em que o virtual está cada dia mais próximo do real. Descobrir um limite de interação com as tecnologias é algo individual, cada um deve buscar essa equação para respeitar sua própria natureza.
    Por mais que busquemos as tecnologias mais incríveis, ainda assim é o homem que as inventa, as cria, ou seja, todo potencial de sua criação está no homem. Possuímos a mais avançada tecnologia, a tecnologia natural, biológica, humana… ou seja, não podemos esquecer as funções que nosso corpo desempenha, a quantidade de informações que armazenamos, como conseguimos acessá-las a uma velocidade absurda, a capacidade de bilhões de cálculos, o potencial analítico que temos, autorregulações corporais, sentimentos, emoções, razão etc.
   A tecnologia evidentemente evolui, mas e a humanidade? Estamos evoluindo nosso lado humano e tendo orgulho dessa evolução tanto quanto da tecnologia? Precisamos de um movimento que valorize as características naturais do homem, que respeite seus limites e que trabalhe dentro de um nível de tolerância individual, considerando que somos diferentes, que suportamos coisas absolutamente distintas. Os talentos também são individuais, devem ser exercitados, desenvolvidos e o tempo que nos prendemos à tecnologia muitas vezes consome esses importantes momentos. 
Então que sejamos usuários da tecnologia e não seus escravos…

Disponível em: http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/o-que-te-motiva/2014/01/13/tecnologia-e-humanidade/ Acesso em: 22 out. 2015. Adaptado. 
Para perceber o que autor pensa sobre o assunto, o leitor pode prestar atenção a certas palavras ou expressões selecionadas para o texto. Identifique, entre as opções abaixo, a alternativa em que a palavra ou expressão destacada revela mais evidentemente uma visão do autor sobre o tema.
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85Q47363 | Matemática, Psicólogo, JUCEPE, UPENET

Um copo de suco corresponde a 250 ml. Uma lanchonete vende diariamente 120 copos. Sabendo-se que o lucro da lanchonete em 1 litro de suco é de R$ 12,50, o lucro da lanchonete com a venda de sucos corresponde, em litros, a
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86Q40748 | Português, Policial Penal Agente Penitenciário, SERES PE, UPENET

Todas as frases apresentam inadequações de língua portuguesa, EXCETO:
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87Q40599 | Português, Psicólogo, FUNASE, UPENET

Texto associado.
A ADOLESCÊNCIA E AS DROGAS

-Os traficantes entram em nossas casas porque encontram portas abertas. E seduzem nossos filhos porque eles têm crescido fracos e sem qualquer esperança.

Temos muitas dúvidas a respeito de quase todas as coisas que nos são importantes Mas também temos algumas certezas. Elas derivam da observação dos fatos, especialmente daqueles que são indiscutíveis, que não deixam margem para interpretações variadas. Uma dessas certezas tem a ver com o uso de drogas: praticamente todas as pessoas viciadas começaram a usar algum tipo de droga nos primeiros anos da adolescência, entre os 13 e os 17 anos de idade. Isso é válido para o uso de drogas pesadas, mas igualmente acontece com a iniciação ao uso do cigarro normal que, mesmo provocando poucos efeitos psicológicos, determina forte inclinação para a dependência.

Outra certeza que temos é a necessidade urgente de compreendermos melhor o que se passa na cabeça dos nossos jovens, para que possamos impedir que persista a tendência atual, que é a do uso de drogas por um número cada vez maior de pessoas, e que ela venha a envolver praticamente toda a juventude do nosso país. Teremos que providenciar novas atitudes dos pais e da sociedade, especialmente se isso puder ajudar nossas crianças a crescerem com mais força e determinação pessoal.

Sim, porque é fácil colocar toda a culpa do problema das drogas nos traficantes e em outros delinquentes que fazem fortuna com esse comércio. A verdade é que eles entram nas nossas casas porque encontram portas abertas. E eles seduzem nossos filhos porque eles têm crescido fracos e sem esperanças.

Disponível em: www.somostodosum.ig.com.br
Analisando-se o trecho “Os traficantes entram em nossas casas porque encontram portas abertas”, conclui-se que
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88Q49907 | História, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar PE, UPENET

As primeiras décadas do século XIX foram marcadas pelo chamado ciclo das insurreições liberais em Pernambuco, com a Insurreição de 1817, a Confederação do Equador e a Revolução Praieira. Essas insurreições se constituíram em movimentos federalistas e, com exceção da Insurreição Pernambucana, se contrapunham ao projeto de independência implantado em 1822 por José Bonifácio e D. Pedro I, a partir do Rio de Janeiro. 

No que concerne especificamente à Confederação do Equador, assinale a alternativa CORRETA
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89Q5218 | Sistema Único de Saúde SUS, Enfermeiro, Prefeitura de do Recife PE, UPENET

A Norma Operacional da Assistência à Saúde – NOAS-SUS 01/2001 tem por finalidade
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90Q47432 | Raciocínio Lógico, Técnico Comercial, LAFEPE, UPENET

Em uma entrevista com 10 candidatos, 5 falam inglês, 7, francês, e 4, francês e inglês. Quantos candidatos NÃO falam nem inglês nem francês?
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91Q4191 | Direitos Humanos, Noções de Cidadania, Assistente de Atendimento, Expresso Cidadão PE, UPENET

Sobre a postura do servidor público, considere as seguintes proposições:

I. A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem
nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função ou fora dele.
II. A conduta do servidor deve-se limitar à distinção entre o bem e o mal, devendo ter consciência de que o fim nem
sempre é o bem comum, mas, a harmonia dos trabalhadores do serviço público.
III. Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor público, entretanto, poderá omiti-la ou falseá-la para garantir a
estabilidade na administração pública.
IV. O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu
próprio bem-estar, já que, como cidadão integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado
como seu maior patrimônio.

Estão CORRETAS
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92Q15137 | Raciocínio Lógico, Engenheiro Agrônomo, Prefeitura de Paulista PE, UPENET

Sabe-se que ou Gil é o mais alto ou Caetano é o mais baixo e que ou Caetano é o mais alto ou Chico é o mais alto. A ordem de altura entre eles, da maior para menor, é a seguinte
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93Q49870 | Matemática, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar PE, UPENET

Em uma campanha de doações à Creche Marias de Deus, feitas por um grupo de lojistas de uma pequena cidade, foram arrecadados 17 600 reais. Na reunião que decidiu quanto aos valores a serem doados por cada lojista, ficou acordado que a loja de menor lucro líquido anual doaria 800 reais, a segunda loja de menor lucro líquido anual, 400 reais a mais que a primeira, a terceira, 400 reais a mais que a segunda e assim sucessivamente. Quantas lojas fizeram doação à Creche Marias de Deus
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94Q4216 | Português, Assistente de Atendimento, Expresso Cidadão PE, UPENET

“Sei que ainda há muitos desabrigados”. A seguir, apresentam-se reconstruções da frase, ora com o verbo haver, ora
com o verbo existir.

I. Sei que ainda deverão haver muitos desabrigados.
II. Sei que ainda existirão muitos desabrigados.
III. Sei que ainda podem existir muitos desabrigados.
IV. Sei que ainda vai haver muitos desabrigados.

Somente estão CORRETAS
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95Q15141 | Raciocínio Lógico, Engenheiro Agrônomo, Prefeitura de Paulista PE, UPENET

Uma urna contém seis bolas brancas e quatro bolas vermelhas. Qual a probabilidade de, sendo retiradas duas bolas ao acaso e simultaneamente, as duas bolas serem vermelhas?
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96Q165800 | Contabilidade Geral, Auditor Fiscal do Tesouro Estadual, SEFAZ PE, UPENET

Indique a alternativa que contém o lançamento contábil de um dos fatos contábeis descritos abaixo.
1– compra de material de consumo a prazo;
2– apropriação de consumo de energia elétrica;
3– pagamento de duplicata com juros de mora;
4– pagamento de salários do período anterior.

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97Q49877 | Direito Constitucional, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar PE, UPENET

Assinale a alternativa que apresenta a definição de partido político em coerência com a Constituição Federal.
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98Q42291 | Português, Assistente em Gestão de Ciência e Tecnologia, Facepe, UPENET

Texto associado.
Tecnologia e humanidade
Por Danilo España 

    Através do teclado do meu computador digito esse texto e através da sua tela você o lê. Aqui criamos um elo de comunicação; neste momento, somos ajudados pela tecnologia.
    A tecnologia nos ajuda em diversas áreas, facilita processos, acelera as comunicações e gera resultados rápidos. Acontece que para tudo há um limite, e ainda que não faça tantos anos que a tecnologia atingiu um certo ápice, existem pessoas comprovando na pele que o excesso de tecnologia pode prejudicar a vida social e até mesmo a saúde.
   Não é só o fato de vermos famílias inteiras ou grupos de amigos em um restaurante, por exemplo, imersos, todos, em seus celulares e tabletsultramodernos, sem conversar. Há também outras situações que nos mantêm reféns da modernidade: ter que olhar o e-mail diversas vezes por dia, acompanhar as atualizações das redes sociais, responder centenas de mensagens e depender de uma conexão de alta velocidade 24 horas por dia para satisfazer nossas curiosidades, buscar informações, cumprir tarefas, pagar contas, descobrir tendências, ideias, empresas, pessoas, etc.
    Mas como definir se a quantidade de contato que temos com a tecnologia chega a ser prejudicial? Máquinas, equipamentos, dispositivos são essenciais para sobreviver em um modelo de sociedade em que o virtual está cada dia mais próximo do real. Descobrir um limite de interação com as tecnologias é algo individual, cada um deve buscar essa equação para respeitar sua própria natureza.
    Por mais que busquemos as tecnologias mais incríveis, ainda assim é o homem que as inventa, as cria, ou seja, todo potencial de sua criação está no homem. Possuímos a mais avançada tecnologia, a tecnologia natural, biológica, humana… ou seja, não podemos esquecer as funções que nosso corpo desempenha, a quantidade de informações que armazenamos, como conseguimos acessá-las a uma velocidade absurda, a capacidade de bilhões de cálculos, o potencial analítico que temos, autorregulações corporais, sentimentos, emoções, razão etc.
   A tecnologia evidentemente evolui, mas e a humanidade? Estamos evoluindo nosso lado humano e tendo orgulho dessa evolução tanto quanto da tecnologia? Precisamos de um movimento que valorize as características naturais do homem, que respeite seus limites e que trabalhe dentro de um nível de tolerância individual, considerando que somos diferentes, que suportamos coisas absolutamente distintas. Os talentos também são individuais, devem ser exercitados, desenvolvidos e o tempo que nos prendemos à tecnologia muitas vezes consome esses importantes momentos. 
Então que sejamos usuários da tecnologia e não seus escravos…

Disponível em: http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/o-que-te-motiva/2014/01/13/tecnologia-e-humanidade/ Acesso em: 22 out. 2015. Adaptado. 
Releia o segundo parágrafo do Texto 1.

A tecnologia nos ajuda em diversas áreas, facilita processos, acelera as comunicações e gera resultados rápidos. Acontece que para tudo há um limite, e ainda que não faça tantos anos que a tecnologia atingiu um certo ápice, existem pessoas comprovando na pele que o excesso de tecnologia pode prejudicar a vida social e até mesmo a saúde.

Acerca dos aspectos morfossintáticos do trecho em questão, analise as afirmativas a seguir.

I. As orações que formam o primeiro período mantêm entre si uma relação de dependência sintática e semântica. 
II. Em “Acontece que para tudo há um limite", a forma verbal destacada constitui uma oração sem sujeito. 
III. As formas verbais „há‟ e „faça‟ estão no singular pela mesma razão, isto é, suas ações não podem ser atribuídas a um sujeito gramatical. 
IV. A substituição do verbo existir em „existem pessoas‟ pelo verbo „haver‟ exigiria que a conjugação desse último fosse construída no singular (há). 
V. O trecho: “e ainda que não faça tantos anos" tem o mesmo sentido que „embora não faça tantos anos‟.

Estão CORRETAS, apenas:
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99Q47420 | Português, Técnico Comercial, LAFEPE, UPENET

Texto 1
“Plantar é bom, colher é melhor, mas ambos exigem disposição, decisão e atitudes com honestidade.”

Paulo Samuel
Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/NTUwNDQ2/

De acordo com o texto,
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100Q4204 | Português, Assistente de Atendimento, Expresso Cidadão PE, UPENET

Texto associado.
NINGUÉM

   A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

   A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

   Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

   Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
até morrer.

   De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
que sim, estava tudo azul.

Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
O padeiro, o vizinho, o patrão e o primo saudaram a personagem principal
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