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Questões de Concursos Analista Industrial de Hemoderivados

Resolva questões de Analista Industrial de Hemoderivados comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


201Q1052398 | Engenharia Mecânica, Legislação Aplicada à Engenharia, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Para o trabalho em máquinas e equipamentos, medidas de proteção capazes de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores devem ser adotadas. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir.

I. As mangueiras utilizadas em sistemas pressurizados devem possuir indicação da pressão máxima de trabalho admissível especificada pelo fabricante.
II. Os dispositivos de parada de emergência podem ser utilizados também como dispositivos de partida ou de acionamento.
III. Em locais de instalação de máquinas e equipamentos, as áreas de circulação devem ser mantidas desobstruídas.
IV. Os sistemas pressurizados das máquinas devem possuir meios ou dispositivos destinados a garantir que a pressão máxima de trabalho admissível nos circuitos possa ser excedida.

Está correto o que se afirma apenas em
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202Q1052146 | Engenharia de Produção, Administração da Produção, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2025

Na produção industrial, as células de manufatura são formadas por agrupamentos de máquinas, equipamentos e operadores organizados para a execução de tarefas específicas, com o objetivo de aumentar a eficiência, reduzir tempos de processamento e melhorar a qualidade. Esse modelo permite a implementação de fluxos de trabalho otimizados, garantindo flexibilidade e adaptabilidade na produção, além de possibilitar estratégias como a produção enxuta. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.

I. As células de manufatura promovem a redução de estoques intermediários e tempos de espera entre processos.
II. O uso de células de manufatura elimina completamente a necessidade de setups nas máquinas.
III. A organização em células de manufatura favorece a implementação de sistemas de produção just-in-time.
IV. Uma das características das células de manufatura é a possibilidade de produzir itens personalizados em lotes pequenos, com maior eficiência.
V. O arranjo físico celular é indicado apenas para indústrias de alta demanda e baixa variedade de produtos.

Está correto o que se afirma apenas em
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203Q1052406 | Engenharia Mecânica, Mecânica dos Sólidos, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Durante a Segunda Guerra Mundial, os canhões alemães, nas lutas entrincheiradas na Rússia, fraturavam, mesmo antes de serem utilizados em plena potência de artilharia. Ao estudá-los por ensaios de impacto, notou-se que, diante de certos fatores, os canhões levariam os materiais dúcteis a ter um comportamento frágil. Os fatores estudados e que justificam tal procedimento são:
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204Q1053585 | Português, Sintaxe, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Texto associado.

Texto para responder a questão.


Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

Observe o poema “Pronominais” de Oswald de Andrade:

Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro.


No poema, há uma reflexão quanto ao emprego do pronome em situações linguísticas distintas. Considerando tal emprego, no trecho “Às vezes me parece [...]” (1º§), do texto inicial, é possível observar:

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205Q1053587 | Português, Interpretação de Textos, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Texto associado.

Texto para responder a questão.


Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

A partir das ideias apresentadas em “Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, [...]” (1º§), analise as afirmativas a seguir.

I. É possível observar a existência de uma situação prejudicial à prática da linguagem, no uso da palavra.

II. Nenhuma epidemia pode atingir a humanidade em proporções tão alarmantes como a que foi apresentada pelo autor.

III. A capacidade relacionada à linguagem pode ser considerada como uma das características mais marcantes da humanidade.

IV. O conhecimento linguístico adquirido pela humanidade ao longo dos tempos tem sido grandemente atingido por grave crise social e global.

Está correto o que se afirma apenas em

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206Q1053588 | Português, Morfologia, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Texto associado.

Texto para responder a questão.


Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

Dentre os excertos relacionados, pode-se afirmar que é possível a alteração do trecho destacado resultando em transposição para a voz passiva apenas em:
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207Q1053592 | Raciocínio Lógico, Diagramas de Venn Conjuntos, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

No estoque de um hemocentro, há apenas bolsas de sangue com os tipos A e B. Sabe-se que 65% das bolsas de sangue são do tipo A. Além disso, 80% das bolsas nesse estoque possuem fator Rh negativo. Considerando as bolsas com fator Rh negativo, 30% delas são do tipo B. Qual a porcentagem de bolsas nesse estoque são do tipo A com fator Rh positivo?
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208Q1052577 | Gerência de Projetos, Conceitos Básicos no Gerenciamento de Projetos, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2025

O software MS Project é uma importante ferramenta que auxilia gerentes, equipes e empresas a planejarem, executarem e acompanharem o progresso de projetos. Considerando suas funções, limitações e ferramentas, assinale a afirmativa correta.
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209Q1053605 | Farmácia, Legislação em Farmácia, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Em relação à Resolução – RDC nº 301, de 21 de agosto de 2019, que dispõe sobre as Diretrizes Gerais de Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos, assinale a alternativa que apresenta uma correta correlação de conceitos.
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210Q1053606 | Farmácia, Controle de Qualidade Industrial, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Em relação à produção de hemoderivados, assinale a afirmativa INCORRETA.
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211Q1053625 | Farmácia, Análises Clínicas, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Os serviços de hemoterapia devem notificar qualquer evento que possa afetar a qualidade ou a segurança do produto, incluindo eventos adversos sérios e reações e demais informações relevantes detectadas após a aceitação do doador ou liberação do plasma, como dados de revisão e informações de hemovigilância. O serviço de hemoterapia deverá informar após a doação, se:

I. O doador desenvolveu uma doença infecciosa causada por um agente potencialmente transmissível por produtos derivados do plasma como HBV, HCV, HAV e demais vírus da Hepatite não A, não B, não C, VIH-1 e 2 e outros agentes à luz do conhecimento atual.

II. O doador desenvolveu a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ ou vCJD). III. O receptor de sangue ou de um hemocomponente desenvolveu uma infecção pós-transfusional que implica ou pode ser rastreada até o doador.

Está correto o que se afirma em

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212Q1053627 | Farmácia, Farmacologia, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

As Boas Práticas de Documentação (BPDoc) devem ser aplicadas de acordo com o tipo de documento. Devem ser implementados controles adequados para garantir precisão, integridade, disponibilidade e legibilidade dos documentos. As especificações devem ser semelhantes às especificações para matérias-primas, ou produtos acabados, conforme o caso. As especificações para produtos acabados devem incluir ou fazer algumas referências. Analise-as.

I. Nome do produto e código de referência, quando aplicável.

II. Fórmula.

III. Descrição da forma farmacêutica e detalhes da embalagem.

IV. Instruções para amostragem e análises.

V. Requisitos qualitativos e quantitativos com limites de aceitação.

VI. Condições de armazenamento e quaisquer precauções especiais de manuseio, quando aplicável.

VII. Prazo de validade.

Está correto o que se afirma em

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213Q1052408 | Engenharia Mecânica, Sistemas Mecânicos, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Com o avanço da tecnologia de fabricação, processos de usinagem, velocidade das máquinas e ferramentas de corte de última geração como PCD, CBN e PCBN, as máquinas de usinagem computadorizadas (CNC) têm-se adaptado às novas tecnologias; inclusive, com investimento agressivo da indústria 4.0. Tais máquinas de qualquer operação, que sejam projetadas a executar na usinagem, devem apresentar características nos projetos de construção relativamente diferentes das máquinas convencionais. O uso e o funcionamento, sempre conseguindo velocidade e acuracidade máximas do produto acabado e, consequentemente, maior produção e melhor qualidade final da peça dependem diretamente das seguintes características:
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214Q1054049 | Engenharia Ambiental e Sanitária, Meio Ambiente Na Engenharia Ambiental e Sanitária, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Recomenda-se que uma organização que não possui um Sistema da Gestão Ambiental (SGA) estabeleça, inicialmente, sua situação presente em relação ao meio ambiente por meio de uma análise. O objetivo desta análise deve considerar todos os aspectos ambientais da organização, como uma base para estabelecer o seu sistema da gestão ambiental. A Norma ABNT NBR ISO 14.001:2004 recomenda que tal análise aborde algumas áreas principais, EXCETO:
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215Q1054056 | Engenharia Ambiental e Sanitária, Meio Ambiente Na Engenharia Ambiental e Sanitária, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

No que tange à legislação ambiental aplicável à atividade da Hemobrás, em especial a Lei nº 10.205/2001, para que se evite a contaminação ambiental, os materiais que entrem em contato com o sangue coletado, após seu uso, devem ser:
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216Q1053583 | Português, Crase, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Texto associado.

Texto para responder a questão.


Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

O texto inicia-se com o emprego da expressão “Às vezes”; quanto ao uso do acento grave indicador de crase pode-se afirmar que:
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217Q1053584 | Português, Interpretação de Textos, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Texto associado.

Texto para responder a questão.


Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

Para o autor:
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218Q1053591 | Português, Interpretação de Textos, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2021

Texto associado.

Texto para responder a questão.


Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

É possível observar no texto o uso de expressões de campo semântico específico que foram empregadas com o objetivo de desenvolver a temática apresentada no texto. A partir de tal consideração, pode-se afirmar que:
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219Q1054105 | Administração Geral, Gestão da Qualidade, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2025

Os princípios do gerenciamento de riscos da qualidade devem ser utilizados para avaliar e controlar os riscos. Dependendo do nível de risco, pode ser necessário dedicar instalações e equipamentos para operações de fabricação e/ou embalagem de forma a controlar o risco apresentado por alguns medicamentos. Sobre asinstalações dedicadas necessárias para fabricação, assinale a afirmativa INCORRETA.
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220Q1054154 | Farmácia, Legislação em Farmácia, Analista Industrial de Hemoderivados, HEMOBRÁS, Consulplan, 2025

A Instrução Normativa Anvisa nº 137/2022, que dispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação complementares a medicamentos hemoderivados, estabelece, e coloca em vigor, regras e critérios técnicos para produção, controle de qualidade e comercialização de hemoderivados no Brasil. Assim, considerando as diretrizes dessa normativa, assinale a afirmativa correta.
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