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Questões de Concursos Assistente Social

Resolva questões de Assistente Social comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


4521Q978654 | Português, Assistente Social, Prefeitura de São João do Rio do Peixe PB, EDUCA, 2025

Texto associado.

Texto 2


Na hora do lobo

Quando um homem consome a madrugada

rabiscando umas folhas de papel

e ele sabe que a vida é tonelada

oscilando na ponta de um cordel;

ele sabe que o fim de toda estrada

não desagua no inferno nem no céu,

e ele pensa na feira, na empregada,

água e luz, condomínio e aluguel;

Quando um homem fatiga a voz cansada

com palavras da Torre de Babel

e ele entende que a coisa mais amada

se transmuda na coisa mais cruel;

Quando a taça em que bebe está quebrada,

tanto vidro a boiar em tanto fel

e no peito uma dor desatinada

essa dor que é tão nítida e fiel;

Quando um homem de boca tão calada

sente a mente girar num carrossel,

ele escreve através da madrugada

com cuidados de abelha que faz mel:

sua vida, talvez, foi destinada

a salvar estas folhas de papel.

Braulio Tavares, O homem artificial

Nos versos:
“ele entende que a coisa mais amada se transmuda na coisa mais cruel”, a relação no texto poético entre as expressões destacadas revela uma:
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4522Q978657 | Farmácia, Assistente Social, Prefeitura de São João do Rio do Peixe PB, EDUCA, 2025

A Planta Medicinal que contém substâncias com propriedades medicinais em suas partes (como folhas, flores, raízes, cascas). Essas substâncias podem ter efeitos terapêuticos no organismo humano e são utilizadas para tratamento ou alívio de doenças, sintomas ou condições de saúde.
O nome científico do Fitoterápico Hortelã, é:
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4523Q978660 | Geografia, Assistente Social, Prefeitura de São João do Rio do Peixe PB, EDUCA, 2025

De acordo com o IBGE, a população do Estado da Paraíba no último Censo 2022 é de:

Assinale a alternativa CORRETA:

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4524Q895719 | Serviço Social, Sistema Único de Saúde, Assistente Social, Prefeitura de Cururupu MA, FUNATEC, 2024

Qual é a principal finalidade dos Conselhos de Saúde no SUS:
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4525Q1049835 | Serviço Social, Instrumentalidade do Serviço Social, Assistente Social, EBSERH, CESPE CEBRASPE, 2018

Considerando as diretrizes curriculares para o curso de serviço social propostas pela Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS), julgue o item que se segue.

De acordo com as propostas das diretrizes curriculares da ABEPSS, a formação do profissional de serviço social deve embasar-se na capacitação teórico-metodológica, ético-operativa e prático-reflexiva.

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4526Q903149 | Serviço Social, Assistente Social, Prefeitura de São José SC, FEPESE, 2024

O planejamento da intervenção e a elaboração de planos, programas e projetos sociais são atividades centrais na atuação do assistente social, garantindo a relevância e a efetividade das ações propostas.
Com base nessa atividade, assinale a alternativa que descreve corretamente uma das funções do assistente social neste contexto.
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4527Q1047789 | Serviço Social, Proteção Social à Criança, Assistente Social, Prefeitura de Abreu e Lima PE, FGV, 2024

Um objetivo do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) é
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4528Q1049839 | Serviço Social, Profissão do Assistente Social, Assistente Social, EBSERH, CESPE CEBRASPE, 2018

Julgue o seguinte item à luz dos princípios e diretrizes da formação profissional do assistente social.

Embora não seja taxativamente inscrita no rol de princípios estabelecidos nas diretrizes curriculares do curso de serviço social, a capacidade de apreender o significado social da profissão, de modo a poder desvelar as possibilidades de ação contidas na realidade, é de fundamental importância para a formação do profissional.

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4529Q1047793 | Serviço Social, Surgimento e Institucionalização do Serviço Social, Assistente Social, Prefeitura de Abreu e Lima PE, FGV, 2024

A partir dos autores vinculados à direção hegemônica do Serviço Social, que se fundamenta na Teoria Crítica, a base da requisição profissional do Serviço Social é
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4530Q1049843 | Estatuto da Pessoa com Deficiência, Direitos Fundamentais no Estatuto da Pessoa com Deficiência, Assistente Social, EBSERH, CESPE CEBRASPE, 2018

Com base na Lei n.º 13.146/2015, que trata da inclusão da pessoa com deficiência, julgue o item a seguir.

Os serviços do Sistema Único de Saúde e do Sistema Único de Assistência Social deverão promover ações articuladas para garantir à pessoa com deficiência e sua família a aquisição de informações, orientações e formas de acesso às políticas públicas disponíveis, com a finalidade de propiciar sua plena participação social.

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4532Q1031413 | Matemática, Aritmética e Problemas, Assistente Social, Prefeitura de Canaã dos Carajás PA, FGV, 2025

Wilma abastece o seu carro colocando 36 litros de um combustível no qual 20% é álcool e 80%, gasolina. Entretanto, no momento do abastecimento, já havia, no tanque do carro, 12 litros de outro combustível em que 25% era álcool e o restante, gasolina.
Após o abastecimento, a quantidade de álcool na mistura dos dois combustíveis no tanque do carro passou a ser de
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4533Q909301 | Serviço Social, Assistente Social, Prefeitura de Sobradinho BA, AEVSF FACAPE, 2024

De acordo com a PNAS/2004 a proteção social especial é uma modalidade de atendimento assistencial, sendo está destinada a famílias e indivíduos que também se encontram em situação de:

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4534Q1049851 | Serviço Social, Saúde, Assistente Social, EBSERH, CESPE CEBRASPE, 2018

Com base na Lei n.º 8.080/1990 e no parâmetro para atuação de assistentes sociais na política de saúde, julgue o próximo item.

O Sistema Único de Saúde é constituído por um conjunto de ações e serviços prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e de fundações mantidas pelo poder público, nele havendo a participação da iniciativa privada apenas em caráter complementar.

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4535Q990971 | Português, Interpretação de Textos, Assistente Social, Prefeitura de Joinville SC, IBADE, 2024

Texto associado.

A era do Homo Trecos

A Revolução Treconológica nos encheu de coisas, sem antes nos perguntar se seriam úteis

Renato de Faria | 10/03/2024

Um cérebro bem desenvolvido, capacidade de falar e produzir cultura, esses são os traços mais marcantes do Homo sapiens. Vencemos uma batalha natural e aqui estamos, com pensamento e reflexão. Para alguns, a libertação de um estado de natureza, no qual somos frágeis, presas fáceis. Para outros, um castigo divino, uma falha natural, pois bom mesmo seria viver por aí, pescando e caçando, sem eira nem beira, tal qual os animais.


Toda cultura se acha, invariavelmente, mais capacitada e evoluída do que a anterior. Isso é normal, faz parte da arrogância de viver o presente. Porém, toda comunidade histórica, por mais adaptada e avançada que pareça ser, terá sempre seu ponto cego, aquela característica marcante e ignorante, bem debaixo do nariz, que a envergonhará diante das demais.


Por mais que os gregos sejam fascinantes, pois nos deram a filosofia, a música, a matemática, a democracia e tantas outras coisas, eles eram escravocratas. Não percebiam, a tempo, que a escravidão é um mal ético e objetivo. Eles não enxergavam. Afinal, se é ponto cego, de fato, não era para ser visto mesmo. E aqueles que se levantaram em contrariedade, foram vistos como loucos, pessimistas, que intencionavam arruinar a ordem social. Depois, foram chamados de gênios.


Daqui a quatrocentos, quinhentos anos, encontrarão nossa fragilidade, nosso ponto cego, nossa poeira jogada para debaixo do tapete. Imagino um congresso de antropólogos, filósofos e cientistas discutindo nossa civilização, com seus avanços e retrocessos, descobertas e encobertas, luzes e sombras. Encontrarão nosso calcanhar de Aquiles, pois entraremos para a história como a era dos Homo Trecos.


A Revolução Treconológica nos encheu de coisas, sem antes nos perguntar se seriam úteis. É treco no braço, na cintura, no bolso, na orelha, na maleta e em qualquer lugar que dê para pendurar alguma coisa. Diferentemente daqueles que vieram antes de nós, nossas invenções não foram criadas por uma necessidade social. Pelo contrário, a demanda é, unicamente, pela ansiedade em produzir mais coisas, mais trecos.


Depois, começamos a nos perguntar para que eles servem. Quando descobrimos que nos fazem mal, causando dependências diversas, devido ao seu uso recreativo e excessivo, a própria indústria irá oferecer outros trecos farmacológicos para baixar a ansiedade, curar a tristeza e afastar a depressão. Calma, eles dão jeito para tudo. É treco que não acaba mais.


Nós, os Homo Trecos, não gostamos muito de pensar, essa coisa antiquada, analógica e sofrida. Basta inventar uns quatro ou cinco termos em língua inglesa (a língua oficial dos criados treconológicos) para suprir a falta de vocabulário que seus representantes desenvolveram. Por uma saudade do cordão umbilical, também criaram carregadores, bluetooth, cabos e redes, para estarmos sempre conectados ao Treco-Mãe.


Ótimo! Seremos a nova espécie! Trecos humanos que irão vagar por aí, correndo de um lugar a outro, fazendo quatro reuniões na mesma hora, com um tempo presente carente de sentido, em namoro eterno com a morte. Viveremos na monotonia daqueles que não sabem o que fazer com a vida, reduzida à obsolescência daqueles que só sabem se relacionar com o fetiche em consumir mais trecos.



FARIA, Renato de. A era do Homo Trecos. Estado de Minas, 10 de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6816267-a-era-do-homo-trecos.html. Acesso em: 30 mar. 2024. Adaptado.

De acordo com o articulista, o ser humano produz trecos:
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4536Q1086716 | Serviço Social, Surgimento e Institucionalização do Serviço Social, Assistente Social, TJ RJ, CESPE CEBRASPE, 2021

Assinale a opção correta acerca da institucionalização do serviço social ao movimento de reconceituação na América Latina, em particular no Brasil, entre as décadas de 60 e 80 do século XX, e seus fundamentos históricos e teórico-metodológicos.
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4537Q990973 | Português, Uso da Vírgula, Assistente Social, Prefeitura de Joinville SC, IBADE, 2024

Texto associado.

A era do Homo Trecos

A Revolução Treconológica nos encheu de coisas, sem antes nos perguntar se seriam úteis

Renato de Faria | 10/03/2024

Um cérebro bem desenvolvido, capacidade de falar e produzir cultura, esses são os traços mais marcantes do Homo sapiens. Vencemos uma batalha natural e aqui estamos, com pensamento e reflexão. Para alguns, a libertação de um estado de natureza, no qual somos frágeis, presas fáceis. Para outros, um castigo divino, uma falha natural, pois bom mesmo seria viver por aí, pescando e caçando, sem eira nem beira, tal qual os animais.


Toda cultura se acha, invariavelmente, mais capacitada e evoluída do que a anterior. Isso é normal, faz parte da arrogância de viver o presente. Porém, toda comunidade histórica, por mais adaptada e avançada que pareça ser, terá sempre seu ponto cego, aquela característica marcante e ignorante, bem debaixo do nariz, que a envergonhará diante das demais.


Por mais que os gregos sejam fascinantes, pois nos deram a filosofia, a música, a matemática, a democracia e tantas outras coisas, eles eram escravocratas. Não percebiam, a tempo, que a escravidão é um mal ético e objetivo. Eles não enxergavam. Afinal, se é ponto cego, de fato, não era para ser visto mesmo. E aqueles que se levantaram em contrariedade, foram vistos como loucos, pessimistas, que intencionavam arruinar a ordem social. Depois, foram chamados de gênios.


Daqui a quatrocentos, quinhentos anos, encontrarão nossa fragilidade, nosso ponto cego, nossa poeira jogada para debaixo do tapete. Imagino um congresso de antropólogos, filósofos e cientistas discutindo nossa civilização, com seus avanços e retrocessos, descobertas e encobertas, luzes e sombras. Encontrarão nosso calcanhar de Aquiles, pois entraremos para a história como a era dos Homo Trecos.


A Revolução Treconológica nos encheu de coisas, sem antes nos perguntar se seriam úteis. É treco no braço, na cintura, no bolso, na orelha, na maleta e em qualquer lugar que dê para pendurar alguma coisa. Diferentemente daqueles que vieram antes de nós, nossas invenções não foram criadas por uma necessidade social. Pelo contrário, a demanda é, unicamente, pela ansiedade em produzir mais coisas, mais trecos.


Depois, começamos a nos perguntar para que eles servem. Quando descobrimos que nos fazem mal, causando dependências diversas, devido ao seu uso recreativo e excessivo, a própria indústria irá oferecer outros trecos farmacológicos para baixar a ansiedade, curar a tristeza e afastar a depressão. Calma, eles dão jeito para tudo. É treco que não acaba mais.


Nós, os Homo Trecos, não gostamos muito de pensar, essa coisa antiquada, analógica e sofrida. Basta inventar uns quatro ou cinco termos em língua inglesa (a língua oficial dos criados treconológicos) para suprir a falta de vocabulário que seus representantes desenvolveram. Por uma saudade do cordão umbilical, também criaram carregadores, bluetooth, cabos e redes, para estarmos sempre conectados ao Treco-Mãe.


Ótimo! Seremos a nova espécie! Trecos humanos que irão vagar por aí, correndo de um lugar a outro, fazendo quatro reuniões na mesma hora, com um tempo presente carente de sentido, em namoro eterno com a morte. Viveremos na monotonia daqueles que não sabem o que fazer com a vida, reduzida à obsolescência daqueles que só sabem se relacionar com o fetiche em consumir mais trecos.



FARIA, Renato de. A era do Homo Trecos. Estado de Minas, 10 de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6816267-a-era-do-homo-trecos.html. Acesso em: 30 mar. 2024. Adaptado.

Qual é a função das vírgulas no trecho “É treco no braço, na cintura, no bolso, na orelha, na maleta e em qualquer lugar que dê para pendurar alguma coisa.” (5º parágrafo)?
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4538Q995581 | Português, Grafia e Emprego de Iniciais Maiúsculas, Assistente Social, Prefeitura de Fortaleza CE, IBFC, 2024

Texto associado.

Texto- As vantagens da amizade (por Mariane Lima)

(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto

original está disponível em Revista Planeta, Dez/2018-Jan/2019.

Ano 47, edição 545, p.48 -p.49)



Poucos discordam que amigos são um bem precioso, mas, curiosamente, o poder da amizade ainda não atraiu muito interesse acadêmico. Uma possível explicação para isso são os diferentes matizes apresentados por relações que vão desde os colegas da escola e do trabalho até aos “amigos do peito”.

Como abarcar tantas formas de amizade? A jornalista australiana Kate Leaver fez uma experiência bem-sucedida nesse sentido em seu recente livro “A Cura da Amizade” (tradução de The Friendship Cure), no qual usa a ciência da conexão social, entrevistas e percepções pessoais para examinar as vantagens físicas e emocionais de vários tipos contemporâneos de amizade.

Somos animais sociais, e nossos corpos (e cérebro) evoluíram de modo a nos ajudar na relação com os outros. Fazemos amizades e criamos intimidade por meio de atos como toque (que libera o hormônio oxitocina e aumenta a confiança), o mexerico (que nos ajuda a entender nosso lugar em uma rede social e evita que personagens desagradáveis entrem nela) e em movimentos em sincronia com os outros (que liberam endorfinas e aumentam a conexão).

O impulso para criar conexões com outrem é refreado por certos limites, diz Robin Dunbar, da Universidade de Oxford, estudioso das amizades. Em suas pesquisas, ele descobriu que as pessoas em geral conseguem manter cerca de 150 conexões sociais de graus variados de proximidade: cinco amigos íntimos, dez amigos mais próximos, 35 amigos e 100 conhecidos.

"Amizades não são como relacionamentos com membros da família, que você pode ignorar vez ou outra, porque sabe que há um contrato biológico para amarem-se um ao outro", escreve Kate sobre esse limite. "Eles exigem compromisso temporal e emocional, ou simplesmente se desintegram".

A média encontrada por Dunbar não impede ninguém de ter mais amigos nas várias categorias, como as redes sociais. Estas, aliás, podem ser poderosas na criação de relações – Kate cita no livro uma mulher cujas três melhores amigas surgiram via Twitter. "Mas ainda estamos ligados ao nosso neocórtex", diz a autora, ou seja, em termos cognitivos, não conseguimos manter muitas amizades adicionais de forma significativa.

Benefícios variáveis

Os benefícios advindos dessas relações variam. Nosso círculo íntimo engloba amigos muito próximos ou familiares disponíveis para um profundo apoio emocional, até apoio prático, com emprestar uma quantia de emergência ou oferecer carona. O grupo seguinte inclui pessoas que gostamos de encontrar para um café ou recebemos com agrado no aniversário.

O terceiro conjunto abrange indivíduos com os quais podemos contar para receber favores simplesque gostaríamos de retribuir. Já o maior grupo engloba pessoas menos ligadas emocionalmente a nós, mas que podem nos oferecer uma visão diferente sobre o mundo ou ajudar na busca de emprego. Ele inclui, por exemplo, os amigos do Facebook que seguimos ativamente.

Amigos agem como um círculo de altruísmo, dizem as pesquisas, ajudando a nos proteger do sofrimento ou de prejuízos causados por outros. Talvez seja por isso que as pesquisas sugerem que, conforme envelhecemos, os amigos se tornam ainda mais importantes para o nosso bem-estar. Eles também servem como um espelho para percebermos quem somos e onde nos situamos no mundo, escreve Kate.

Assim como os relacionamentos românticos, nem todas as amizades são saudáveis ou duradouras, lembra a autora. Elas terminam por muitas razões, tais como mal-entendidos, realocações profissionais, mudança de valores ou simplesmente distanciamento geográfico.

Perder uma amizade pode ser muito doloroso e aumentar nossa sensação de solidão – "um perigo muito real para todos nós", diz Kate. Pior do que fumar 15 cigarros por dia ou ser obeso, a solidão aumenta o risco de demência clínica, ataque cardíaco, derrame e morte.

A autora lembra que alguns indivíduos se sentem sozinhos mesmo quando cercados por outras pessoas, sobretudo se creem que estas últimas podem não ser autênticas. Por isso, desenvolver relacionamentos de apoio (em geral) é o mais importante para nossa qualidade de vida e uma verdadeira fonte de felicidade, algo que a ciência confirma repetidamente. Nesse sentido, a internet é bem-vinda, diz a autora: "Se usarmos tecnologia com sabedoria, ela tem a mais gloriosa capacidade de nos ajudar a resolver a epidemia de solidão e a nos encontrarmos de novo. A internet pode ser um lugar que vicia e aliena, mas também pode ser o meio para nos ajudar a reviver a amizade".


Atente-se para a palavra “mexerico” destacada no 4º. Parágrafo, escrita com a letra X. Assinale a alternativa em que todas as palavras devem ser escritas com X.
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4539Q990974 | Português, Flexão de voz ativa, Assistente Social, Prefeitura de Joinville SC, IBADE, 2024

Texto associado.

A era do Homo Trecos

A Revolução Treconológica nos encheu de coisas, sem antes nos perguntar se seriam úteis

Renato de Faria | 10/03/2024

Um cérebro bem desenvolvido, capacidade de falar e produzir cultura, esses são os traços mais marcantes do Homo sapiens. Vencemos uma batalha natural e aqui estamos, com pensamento e reflexão. Para alguns, a libertação de um estado de natureza, no qual somos frágeis, presas fáceis. Para outros, um castigo divino, uma falha natural, pois bom mesmo seria viver por aí, pescando e caçando, sem eira nem beira, tal qual os animais.


Toda cultura se acha, invariavelmente, mais capacitada e evoluída do que a anterior. Isso é normal, faz parte da arrogância de viver o presente. Porém, toda comunidade histórica, por mais adaptada e avançada que pareça ser, terá sempre seu ponto cego, aquela característica marcante e ignorante, bem debaixo do nariz, que a envergonhará diante das demais.


Por mais que os gregos sejam fascinantes, pois nos deram a filosofia, a música, a matemática, a democracia e tantas outras coisas, eles eram escravocratas. Não percebiam, a tempo, que a escravidão é um mal ético e objetivo. Eles não enxergavam. Afinal, se é ponto cego, de fato, não era para ser visto mesmo. E aqueles que se levantaram em contrariedade, foram vistos como loucos, pessimistas, que intencionavam arruinar a ordem social. Depois, foram chamados de gênios.


Daqui a quatrocentos, quinhentos anos, encontrarão nossa fragilidade, nosso ponto cego, nossa poeira jogada para debaixo do tapete. Imagino um congresso de antropólogos, filósofos e cientistas discutindo nossa civilização, com seus avanços e retrocessos, descobertas e encobertas, luzes e sombras. Encontrarão nosso calcanhar de Aquiles, pois entraremos para a história como a era dos Homo Trecos.


A Revolução Treconológica nos encheu de coisas, sem antes nos perguntar se seriam úteis. É treco no braço, na cintura, no bolso, na orelha, na maleta e em qualquer lugar que dê para pendurar alguma coisa. Diferentemente daqueles que vieram antes de nós, nossas invenções não foram criadas por uma necessidade social. Pelo contrário, a demanda é, unicamente, pela ansiedade em produzir mais coisas, mais trecos.


Depois, começamos a nos perguntar para que eles servem. Quando descobrimos que nos fazem mal, causando dependências diversas, devido ao seu uso recreativo e excessivo, a própria indústria irá oferecer outros trecos farmacológicos para baixar a ansiedade, curar a tristeza e afastar a depressão. Calma, eles dão jeito para tudo. É treco que não acaba mais.


Nós, os Homo Trecos, não gostamos muito de pensar, essa coisa antiquada, analógica e sofrida. Basta inventar uns quatro ou cinco termos em língua inglesa (a língua oficial dos criados treconológicos) para suprir a falta de vocabulário que seus representantes desenvolveram. Por uma saudade do cordão umbilical, também criaram carregadores, bluetooth, cabos e redes, para estarmos sempre conectados ao Treco-Mãe.


Ótimo! Seremos a nova espécie! Trecos humanos que irão vagar por aí, correndo de um lugar a outro, fazendo quatro reuniões na mesma hora, com um tempo presente carente de sentido, em namoro eterno com a morte. Viveremos na monotonia daqueles que não sabem o que fazer com a vida, reduzida à obsolescência daqueles que só sabem se relacionar com o fetiche em consumir mais trecos.



FARIA, Renato de. A era do Homo Trecos. Estado de Minas, 10 de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6816267-a-era-do-homo-trecos.html. Acesso em: 30 mar. 2024. Adaptado.

Em qual dos trechos abaixo se pode identificar o uso da voz verbal passiva analítica?
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4540Q1031422 | Serviço Social, Instrumentos Técnicos Operativos do Serviço Social, Assistente Social, Prefeitura de Canaã dos Carajás PA, FGV, 2025

A produção de documentos e a emissão de opinião técnica como informes, relatórios, laudos e pareceres, e manifestar, explícita ou implicitamente - de forma verbal ou por escrito -, opinião sobre a matéria que se apresenta no cotidiano de trabalho, estão vinculados às
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