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Questões de Concursos Bloco Temático 8 Intermediário Saúde

Resolva questões de Bloco Temático 8 Intermediário Saúde comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


21Q1060836 | Saúde Pública, Meio Ambiente e Saúde Pública, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Texto associado.

Texto 1

Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)


Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos


As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.


Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.


Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.


A doença de Chagas

A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.


Projeções preocupantes

Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.


Uma questão de saúde climática

Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]

Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]

A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.



(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

“A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social.” (Texto 1, 9º parágrafo)
Na passagem acima, estabelece-se uma relação entre crise ambiental e justiça social.
Da leitura do texto 1, infere-se que essa relação reside no fato de que:
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22Q1060852 | Direito Administrativo, Improbidade Administrativa, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Em maio de 2025, João, primário, servidor público federal, liberou verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes, ensejando prejuízo mediano ao erário. Registre-se que o próprio agente público procurou os seus superiores hierárquicos, narrando o ocorrido e deixando claro que agiu de forma culposa, em razão de uma atuação negligente, o que foi devidamente comprovado.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 8.429/1992 e da Lei nº 14.230/2021, é correto afirmar que:
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23Q1060862 | Gestão de Saúde e Administração Hospitalar, Gestão em Equipes de Saúde, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Um homem de 32 anos é atendido pela equipe de um centro de referência em HIV, aids e infecções sexualmente transmissíveis. Na equipe, há interação e integração tão profundas entre os profissionais de saúde, com seus conhecimentos e qualificações distintos, que é produzido um novo conhecimento não redutível a nenhuma das disciplinas envolvidas. Esse novo conhecimento está intimamente ligado à experiência e essência do cuidado às pessoas que vivem com o HIV, e não ligado às disciplinas isoladamente.
Esse atendimento é realizado sob a lógica:
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24Q1060838 | Português, Sintaxe, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Texto associado.

Texto 1

Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)


Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos


As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.


Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.


Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.


A doença de Chagas

A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.


Projeções preocupantes

Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.


Uma questão de saúde climática

Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]

Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]

A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.



(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

“Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social.” (Texto 1, 9º parágrafo)
A passagem acima é composta por dois períodos. É possível, no entanto, reescrevê-la em um período único.
A alternativa em que essa reescritura preserva o sentido original é a seguinte:
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25Q1060867 | Veterinária, Vigilância Internacional, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Ao realizar uma inspeção em um laboratório de análises clínicas, os fiscais constataram, entre outras coisas, que os exames automatizados não passavam por controle externo da qualidade (CEQ).
Nesse caso, de acordo com as disposições da Anvisa acerca da gestão da qualidade em laboratórios, é correto afirmar que:
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26Q1065278 | Matemática, Aritmética e Problemas, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Fernanda tem uma coleção de N medalhas e quer dividi-las igualmente em um certo número de potes.
Quando ela divide as medalhas em 4 potes, sobra 1 medalha. Quando ela divide as medalhas em 5 potes, sobram 2 medalhas. Quando ela divide as medalhas em 6 potes, sobram 3 medalhas.
A soma dos algarismos do menor valor possível de N é:
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27Q1060860 | Arquivologia, Conceitos Fundamentais, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Uma pessoa de 32 anos faz todo o trabalho de casa: cuida das plantas, corta a grama, faz compras, dá banho na criança e no animal de estimação, varre, esfrega e lava. Vai de metrô para o trabalho, onde serve café. Retorna para casa de metrô e usa seu pouco tempo livre para descansar.
Em relação à rotina dessa pessoa, é correto afirmar que:
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28Q1060837 | Português, Interpretação de Textos, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Texto associado.

Texto 1

Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)


Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos


As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.


Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.


Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.


A doença de Chagas

A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.


Projeções preocupantes

Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.


Uma questão de saúde climática

Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]

Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]

A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.



(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

“[As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia.] [As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.]” (Texto 1, 1º parágrafo)
O primeiro parágrafo do texto 1 é composto por dois períodos, que estão identificados acima por meio de colchetes.
Considerando o papel de cada período na organização do parágrafo, é correto afirmar que essa passagem se estrutura da seguinte maneira:
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29Q1060849 | Nutrição, Nutrição e Saúde Pública, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

“Segundo levantamento do IBGE, entre 2004 e 2013, o Brasil apresentou avanços na segurança alimentar, com redução nos níveis de insegurança. No entanto, a partir de 2013, os índices voltaram a crescer, atingindo seu pico em 2022. Em 2023, houve uma leve melhora, mas a insegurança alimentar — leve, moderada ou grave — ainda afeta uma parcela expressiva da população.”
(Fonte: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias /2012-agencia-de-noticias/noticias/39838-seguranca-alimentarnos-domicilios-brasileiros-volta-a-crescer-em-2023)

No final de julho de 2025, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) anunciou que o Brasil não está mais no Mapa da Fome. Apesar disso, e a despeito do fato de que o Brasil está entre os maiores produtores de alimentos do mundo, a insegurança alimentar é um problema estrutural ainda existente no país.
Em relação a esse tema, é correto afirmar que:
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30Q1060859 | Nutrição, Nutrição Esportiva, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

João, que tem uma alimentação saudável e equilibrada, decide deixar de ser sedentário e passar a frequentar a academia. Diante disso, ele procura a unidade básica de saúde do seu bairro, onde participa de reuniões sobre alimentação saudável para praticantes de atividade física.
Nessas reuniões, João é corretamente orientado a:
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31Q1060873 | Saúde Pública, Epidemiologia e Saúde Coletiva, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Um estudo hipotético de coorte com gestantes cadastradas em uma unidade básica de saúde da Zona Norte do Rio de Janeiro avaliou o risco de infecção do trato urinário (ITU) e parto prematuro (PP). Foram calculadas as taxas de incidência de parto prematuro nas gestantes com ITU (Iexp) e sem ITU (Inexp), bem como o risco relativo (RR) de parto prematuro, tendo sido obtidos os seguintes valores: Iexp = 0,625, Inexp = 0,058 e RR = 10,77.
A partir dessas informações, é correto concluir que:
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32Q1067118 | Não definido, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Um profissional de saúde sofreu acidente de trabalho com exposição a material biológico.
Com base nas normas e protocolos do Ministério da Saúde, caso haja indicação de profilaxia pós-exposição (PEP), esta deve ser iniciada em até:
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33Q1060861 | Saúde Pública, Políticas Públicas, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Considere um rapaz que sofreu um acidente automobilístico e foi recebido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Esse rapaz foi atendido na:
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34Q1060833 | Saúde Pública, Epidemiologia e Saúde Coletiva, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Texto associado.

Texto 1

Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)


Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos


As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.


Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.


Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.


A doença de Chagas

A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.


Projeções preocupantes

Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.


Uma questão de saúde climática

Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]

Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]

A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.



(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

Segundo o estudo relatado no texto 1, existe o risco de o Brasil se deparar, nas próximas décadas, com um novo problema de saúde pública: surtos da Doença de Chagas na Amazônia.
A combinação de fatores associada à possível emergência desse problema está corretamente descrita, de acordo com o texto 1, na seguinte alternativa:
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35Q1065283 | Matemática, Progressões, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Considere o texto a seguir.
"A divisão celular binária ocorre quando uma bactéria duplica o seu material genético e logo em seguida se divide, originando duas bactérias idênticas a ela. Uma bactéria, quando em condições ideais de temperatura e nutrientes, leva aproximadamente vinte minutos para completar todo o processo de divisão."
Uma cultura com 30 bactérias foi iniciada às 7 horas de certo dia em condições ideais de temperatura e nutrientes.
Utilizando a aproximação 210 ≅ 103 , a quantidade de bactérias dessa cultura às 19 horas desse dia era de aproximadamente:
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36Q1060851 | Direito Administrativo, Agentes Públicos e Lei 8 112 de 1990, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Após ser aprovada em um árduo concurso público, Maria tomou posse, estando em exercício em um cargo público de provimento efetivo, junto ao Poder Executivo Federal, há dois anos, sem qualquer interrupção. Em determinado dia, Maria tomou conhecimento de que está sendo investigada por ter praticado ilícito administrativo.
Nesse cenário, considerando as disposições da Constituição Federal, é correto afirmar que:
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37Q1060877 | Saúde Pública, Epidemiologia e Saúde Coletiva, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Indicadores de saúde são ferramentas para avaliar e monitorar a situação de saúde de uma população, permitindo identificar perfis, variação, tendências, eficácia e efetividade de intervenções, bem como subsidiar políticas e tomadas de decisão.
Em relação aos indicadores de saúde, é correto afirmar que:
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38Q1060853 | Direito Constitucional, Direitos Individuais, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Fábio, residente e domiciliado no Município Alfa, no interior do Estado do Amazonas, tomou conhecimento de que o prefeito da municipalidade editou ato administrativo ilegal e lesivo ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Preocupado com a situação posta, Fábio buscou informações sobre o que ele poderia fazer para contribuir para a anulação da referida medida.
Nesse cenário, em tema de controle judicial da Administração Pública, considerando as disposições da Constituição Federal, é correto afirmar que:
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39Q1060858 | Medicina, Pediatria e Neonatologia, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

A mãe de uma criança de 11 anos procura a unidade de saúde e diz: “Meu filho precisa tomar umas vitaminas, pois toda criança toma para evitar doenças”. A criança é totalmente saudável, está dentro do peso normal para a idade, não tem qualquer sintoma e não pratica atividade física.
Diante dessa situação, espera-se que o profissional de saúde:
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40Q1060875 | Saúde Pública, Epidemiologia e Saúde Coletiva, Bloco Temático 8 Intermediário Saúde, CNU, FGV, 2025

Quando se trata da análise sobre as relações entre determinantes sociais e saúde, um dos principais desafios é estabelecer uma hierarquia de determinações entre, de um lado, os fatores mais gerais de natureza social, econômica e política e, de outro, as mediações por meio das quais esses fatores incidem sobre a situação de saúde de grupos e pessoas, já que a relação de determinação não é uma simples relação direta de causa-efeito. Dentre os diversos enfoques adotados para esses estudos, o modelo de Dahlgren e Whitehead inclui os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) dispostos em diferentes camadas, desde uma camada mais próxima dos determinantes individuais até uma camada distal, onde se situam os macrodeterminantes.
Considerando a abordagem dos DSS para mudança de comportamentos de risco, é correto afirmar que:
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