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Questões de Concursos Cadete do Exército

Resolva questões de Cadete do Exército comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


361Q1047007 | Física, Física Térmica, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Durante uma expedição ao Polo Sul, um pesquisador precisou usar água líquida na temperatura de 50° C para fazer um determinado experimento. Para isso pegou 2kg de gelo que se encontravam à temperatura de -20° C e colocou numa fonte térmica que fornecia 20 kcal/min. Qual foi o tempo, em unidades do Sistema Internacional, que o pesquisador esperou para continuar o seu experimento?
Dados: calor específico do gelo = 0,5 cal/ g° C
calor específico da água = 1 cal/g°C
calor latente de fusão do gelo = 80 cal/g


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362Q1047523 | Português, Sintaxe, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Texto associado.

O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.

Se em nossa época a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação às quais os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma por estagnação, A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.

[ ... ]

Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.

Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro, É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos afastam-se dele. Muitos que foram educados para não pensar, passam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem - compreensão e diálogo - que sempre está ofertada em um livro. Certamente para essas pessoas, o mundo todo - e ela mesma - é algo bem diferente.

(TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em http://revistacult.uol.com.br - 31 de jan. 2016 - com adaptações)

Assinale a opção na qual a regência do verbo destacado foi utilizada de acordo com a modalidade padrão.
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363Q1047524 | História, História do Brasil, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Leia o texto a seguir.

A administração da fazenda publica com a mais severa economia e a maior fiscalização no emprego da renda do Estado será uma das minhas preocupações. Povos novos e onerados de dividas nunca foram povos felizes, e nada aumenta mais as dividas dos estados do que as despesas sem proporção com os recursos econômicos da nação, com as forças vivas do trabalho, das industrias e do comercio, o que produz o desequilíbrio dos orçamentos, o mal estar social, a miséria. Espero que, fiscalizada e economizada a fazenda publica, mantida a ordem no País, a paz com as nações estrangeiras sem quebra da nossa honra e dos nossos direitos, animado o trabalho agrícola e industrial e reorganizado o regime bancário, os abundantes recursos do nosso solo vaporizarão progressivamente o nosso meio circulante, depreciado para as permutas internacionais, e fortificarão o nosso credito no interior e no exterior.

Trecho do discurso de posse de Floriano Peixoto

Fonte: http://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/91988

Em um trecho de seu discurso de posse, apresentado acima, Floriano Peixoto demonstrou grande preocupação com a economia brasileira que vivia a chamada "Crise do Encilhamento". É correto afirmar que entre as características da crise estavam:

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364Q1047018 | História, História do Brasil, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

"Na madrugada de 11 de maio de 1938, o jovem tenente e seus homens invadiram o Palácio Guanabara, onde então morava Getúlio, tentaram metralhar toda a família presidencial, mas logo eram rechaçados sem dó.[ ...] Mas logo pipocou a primeira bala, no Palácio Guanabara, e já Filinto [Muller] abandonava os camisas-verdes e se punha, 'leal como sempre', ao lado de Vargas. [ ...] sufocada a rebelião, Filinto Muller se pôs à testa da dura repressão que iria ter começo contra os adeptos, em todo o país, da versão brasileira do nazismo de Hitler e do fascismo de Mussolini." (Joel Silveira. Revista Nossa História. Abril 2005. Ano 2/n° 18. p.59. Adaptado)

O texto acima faz referência à ação:
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365Q1047279 | Português, Interpretação de Textos, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.
TEXTO II
O reinado do celular

De alto a baixo da pirâmide social, quase todas aspessoas que eu conheço possuem celular. É realmente umgrande quebra-galho. Quando estamos na rua e precisamos darum recado, é só sacar o aparelhinho da bolsa e resolver aquestão, caso não dê pra esperar chegar em casa. Pra isso —e só pra isso — serve o telefone móvel, na minha inocenteopinião.
Ao contrário da maioria das mulheres, nunca fui fanáticapor telefone, incluindo o fixo. Uso com muitocomedimento para resolver assuntos de trabalho, combinarencontros, cumprimentar alguém, essas coisas relativamenterápidas. Fazer visita por telefone é algo para o qual nãotenho a menor paciência. Por celular, muito menos.Considero-o um excelente resolvedor de pendências e nadamais .
Logo, você pode imaginar meu espanto ao constatar comoessa engenhoca se transformou no símbolo da neurose urbana.Outro dia fui assistir a um show. Minutos antes de começar,o lobby do teatro estava repleto de pessoas falando aocelular. "Vou ter que desligar, o espetáculo vai começaragora". Era como se todos estivessem se despedindo antes deembarcar para a lua. Ao término do show, as luzes do teatromal tinham acendido quando todos voltaram a ligar seuscelulares e instantaneamente se puseram a discar Para quem?Para quê? Para contar sobre o show para os amigos, parasaber o saldo no banco, para o tele-horóscopo?? Nunca vitamanha urgência em se comunicar à distância. Conversarentre si, com o sujeito ao lado, quase ninguém conversava,
O celular deixou de ser uma necessidade para virar umaansiedade. E toda ânsia nos mantém reféns, Quando vejoalguém checando suas mensagens a todo minuto e fazendoligações triviais em público, não imagino estar diante deuma pessoa ocupada e poderosa, e sim de uma pessoa rendida:alguém que não possui mais controle sobre seu tempo, alguémque não consegue mais ficar em silêncio e em privacidade. Edeixar celular em cima de mesa de restaurante, só perdoo seo cara estiver com a mãe no leito de morte e for ligeiramentesurdo.
Isso tudo me ocorreu enquanto lia o livro infantil Omenino que queria ser celular, de Marcelo Pires, comilustrações de Roberto Lautert, Conta a história de umgarotinho que não suporta mais a falta de comunicação com opai e a mãe, já que ambos não conseguem desligar o celularnem por um instante, nem no fim de semana - levam o celularaté para o banheiro. O menino não tem vez. Aí a ideia: seele fosse um celular, receberia muito mais atenção.
Não é história da carochinha, isso rola pra valer.Adultos e adolescentes estão virando dependentes de umaparelho telefônico e desenvolvendo uma nova fobia: medo deser esquecido. E dá-lhe falar a toda hora, por qualquermotivo, numa esquizofrenia considerada, ora, ora, moderna.
Os celulares estão cada dia menores e mais fininhos.Mas são eles que estão botando muita gente na palma da mão.

(MEDEIROS, Martha. O reinado do celular. In:____ . MontanhaRussa; Coisas da vida; Feliz por nada. Porto Alegre, RS: L&PM,2013. p. 369-370.).
Qual a estratégia argumentativa utilizada pela autora, no 3º parágrafo, para defender sua tese?
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366Q1047287 | Inglês, Pronomes Pronouns, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.
Based on the text below, answer question.

The Future of Libraries Has Little to Do with Books

On a Monday morning between Christmas and New Year'sEve in Paris, the line for modern art museum Centre GeorgesPompidou winds around the block. But the patrons waiting inthe cold aren't there to catch a glimpse of a Magritte—they're young locais queueing for access through themuseum’s back door to another attraction: the publiclibrary.
In a digital age that has left book publishers reeling,libraries in the world's major cities seem poised for acomeback, though it1s one that has very little to do withbooks. The Independent Library Report — published inDecember by the U.K.'s Department for Culture, Media, andSport — found that libraries across the nation arereinventing themseives by increasingly becoming "vibrant andattractive community hubs", focusing on the "need to createdigital literacy, and in an ideal world, digital fluency.”
Taking into account the proliferation of freelancing,the gig economy, and remote working (also known as'technomadism'), the rise of library as community hub beginsto make sense. Cities are increasingly attracting locationindependent workers, and those workers need space andamenities that expensive and unreliable coffee shops simplycannot provide enough of.
Furthermore, when one considers that the mostvulnerable and underserved city dwellers are also those whogenerally do not have access to the Internet, the need for afree and publicly connected space becomes even clearer.
According to a 2013 Pew poli, 90 percent in the U.S.said their community would be negatively impacted if theirlocal library closed. But if libraries are going to survivethe digital age, they need to be more about helping patronsfilter vast quantities of digital Information rather thanaccess to analog materiais. Good news carne for U.S.libraries in November, when Federal CommunicationsCommission Chairman Tom Wheeler announced a 62 percentincrease in spending on high-speed Internet for schools andpublic libraries.
When it comes to this need for connectivity, Britainfslibrary report stated a "Wi-Fi connection should bedelivered in a comfortable, retail standard environment withthe usual amenities of coffee, sofas and etc." The reportsuggested that libraries focus less on loaning physicalbooks and more on widening access via loaning of e-books,which the report noted was up by 80 percent in Britain from2013.
Also in 2013, the first bookless public library in theUnited States opened in San Antonio, Texas. ThecityTs BiblioTech offers an all-digital, cloud-basedcollection of more than 10,000 e-books, plus e-readersavailable for checkout. Located in San Antonio’s underservedSouth Side, the BiblioTech provides an important digital hubin a city with a population that still struggles to connectto wireless Internet, Last month saw the opening of Canada'sHalifax Central Library, designed by a world-leading Danishdesign firm. With its auditorium, meeting space forentrepreneurs, multiple cafes, adult literacy classes andgaming facilities, actual books seemed like anafterthought.

(Abridged from http://magazine.good.is/articles/public-libraries-reimagined).
in the excerpt "But if libraries are going to survive thedigital age, they need to be more about helping patronsfilter vast quantities of digital Information rather thanaccess to analog materials." the pronoun "they" refers to:
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367Q1047309 | História, História do Brasil, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Sobre a economia no Segundo Reinado, é correto afirmar que
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368Q1047575 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Read the text II in orderto answer item.

My name is Patrick. I ___________ on vacation to Brazii last Summer, and I ___________ in a five-star hotel in front of the beach in Rio de Janeiro.

I went to Rio by plane and I___________ a month there, I ___________ a lot of people and we____________a great time! I want to go back to Brazii as soon as possible.

According to text II, it's correct to say that the statements are true, EXCEPT:

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369Q1047320 | Matemática, Geometria Plana, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Considere que ABC é um triângulo retângulo em A, de lados AC=b e BC=a, Seja H o pé da perpendicular traçada de A sobre BC, e M o ponto médio de AB, se os segmentos AH e CM cortam-se em P, a razão AP/PH será igual a:
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370Q1047322 | Matemática, Aritmética e Problemas, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Um número natural N, quando dividido por 3, 5, 7 ou 11, deixa resto igual a 1. Calcule o resto da divisão de N por 1155, e assinale a opção correta.
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371Q1047324 | Matemática, Álgebra, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Considere a equação do 2° grau 2014x2 - 2015x - 4029 = 0. Sabendo-se que a raiz não inteira é dada por a/b, onde "a" e "b" são primos entre si, a soma dos algarismos de "a+b" é
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373Q1047337 | Português, Ortografia, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Texto associado.

Texto 01

Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Os entrevistados costumam apontar que o sistema educacional brasileiro não é capaz de preparar os jovens para a compreensão de textos simples, elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas, conhecimento elementar de física e química, e outros fornecidos pelas escolas fundamentais.

[. • •]

Certa vez, participava de uma reunião de pais e professores em uma escola privada brasileira de destaque e notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores, salas de aula com poucos alunos, mas não se sentiam responsáveis para participarem ativamente das atividades educacionais, inclusive custeando os seus serviços. Se os pais não conseguiam entender que esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre, parece difícil que consigam transmitir aos seus filhos o mínimo de educação.

Para eles, a educação dos filhos não se baseia no aprendizado dos exemplos dados pelos pais.

Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver os outros problemas de uma sociedade como a brasileira parece lógico. No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente das autoridades. Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar essa responsabilidade.

Para que haja uma mudança neste quadro é preciso que a sociedade como um todo esteja convencida de que todos precisam contribuir para tanto, inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam pensando somente nos seus benefícios pessoais.

Sobre a educação formal, aquela que pode ser conseguida nos muitos cursos que estão se tornando disponíveis no Brasil, nota-se que muitos estão se convencendo de que elesajudam na sua ascensão social, mesmo sendo precários. O número daqueles que trabalham para obter o seu sustento e ajudar a sua família, e ao mesmo tempo se dispõe a fazer um sacrifício adicional frequentando cursos até noturnos, parece estar aumentando.

A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta. É tratada como prioridade tanto no governo como em instituições representativas das empresas. O mercado observa a carência de pessoal qualificado para elevar a eficiência do trabalho.

Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição de renda. Mas, para que este processo de melhoria do bem-estar da população seja sustentável, há que se conseguir um aumento da produtividade do trabalho, que permita, também, o aumento da parcela da renda destinada à poupança, que vai sustentar os investimentos indispensáveis.

A população que deseja melhores serviços das autoridades precisa ter a consciência de que uma boa educação, não necessariamente formal, é fundamental para atender melhor as suas aspirações.

(YOKOTA, Paulo. Os problemas da educação no Brasil. Em http://www,cartacapital.com.br/

educacao/os-problemas-da-educacao-no-brasil- 657.html - Com adaptações)

Assinale a opção na qual as palavras foram acentuadas pelo mesmo motivo que "aritméticos", "prioritária", "cálculos" e "Taubaté", respectivamente.
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374Q1047597 | Português, Funções Morfossintáticas da Palavra que, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

O dono do livro


Li outro dia um fato real narrado pelo escritor moçambicano Mia Couto. Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.

Mas logo o menino mostrou o que tinha em mãos: um livro do próprio Mia Couto. Esse livro é seu? perguntou o menino. Sim, respondeu o escritor. Vim devolver. O garoto explicou que horas antes estava na rua quando viu uma moça com aquele livro nas mãos, cuja capa trazia a foto do autor.

O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais. Então perguntou para a moça: Esse livro é do Mia Couto? Ela respondeu: É. E o garoto mais que ligeiro tirou o livro das mãos dela e correu para a casa do escritor para fazer a boa ação de devolver a obra ao verdadeiro dono.

Uma história assim pode acontecer em qualquer país habitado por pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros - aqui no Brasil, inclusive. De quem é o livro? A resposta não é a mesma de quando se pergunta: "Quem escreveu o livro?".

O autor é quem escreve, mas o livro é de quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada - comprei, é meu. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça.

O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginar os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo o que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É do leitor o livro.

Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso: os meus livros são os seus livros. E são, de fato. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve pra nada.

Aquele garoto de Moçambique não vê assim. Para ele, o livro é de quem traz o nome estampado na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse. Não tem ideia de como se dá o processo todo, possivelmente nunca entrou numa livraria, nem sabe o que é tiragem.

Mas, em seu desengano, teve a gentileza de tentar colocar as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber.

Ela era a dona do livro. E deve ter ficado estupefata. Um fã do Mia Couto afanou seu exemplar. Não levou o celular, a carteira, só quis o livro. Um danado de um amante da literatura, deve ter pensado ela. Assim são as histórias escritas também pela vida, interpretadas a seu modo por cada dono.

(Martha Medeiros. JORNAL ZERO HORA - 06/11/11./ Revista O Globo, 25 de novembro de 2012.)

Leia o trecho:

“Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.” (1°§)

Marque a opção em que as funções da palavra que estão corretamente indicadas, na ordem em que aparecem no trecho.

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375Q1047600 | Inglês, Advérbios e Conjunções Adverbs And Conjunctions, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

As the Olympics Approaches, a Lesson in Overcoming Adversity


Bert R. Mandelbaum, MD

July 20, 2016


I've known a lot of athletes who qualified for the Olympic Games ,______injuries. But I know of only one who qualified because of an injury.

Cliff Meidl’s story captures the spirit of the Olympics.

In November 1986, Cliff, a 20-year-old plumber's apprentice, hit three buried high-voltage electrical cables with a jackhammer. An estimated 30,000 volts surged through his body, exploding bone and cartilage from the inside ail the way up to his head. To put that into perspective, electric chairs use only 1500-2000 volts for executions. So it's safe to say that Cliff should have died.

And he nearly did. His heart stopped. Paramedics were able to get it going again, but they had to resuscitate him on the way to the hospital.

As part of a team with renowned plastic surgeon Malcolm Lesavoy, MD, and others, I got to work reconstructing Cliffs legs. Our best hope was to avoid amputation.

But very quickly, we noticed something else going on - something that had nothing to do with our expertise. Through every step of his painful rehabilitation, Cliff grew more and more determined. He never complained. He just asked, "What's next?"

Before he had even finished the rehabilitation, Cliff started paddling various watercrafts. The days spent on crutches had already strengthened his upper body, and he took naturally to the sport. The same year in which he was injured, he began competing in canoe and kayak events, and in 1996 he qualified for the Olympics - not the Paralympic Games, the Olympic Games.

Four years later, in Sydney, Australia, I was overseeing the sports medicine team at the Olympic soccer tournament. I was sitting in the stands during the opening ceremonies when Cliff walked into the Olympic Stadium carrying the Stars and Stripes.

It's a long-standing tradition for delegations of athletes to select one among their number to bear the flag, and the choice often symbolizes some extraordinary accomplishment. I had no idea that Cliff would be selected. So when he strode into the stadium with a normal gait, I nearly broke down.

Moments like that reinforce what I have always believed: that sport can bring out the best in us all.

The Olympic Games (...) are devoted to celebrating the human capacity to improve body, mind, and soul.

They are about taking part - not necessarily about winning. Cliffs peers in the US delegation of 2000 recognized that when they elected him to bear the nation's colors. He never won a medal at the games, but the spirit with which he overcame adversity inspired all of them.

The Olympic motto - faster, higher, stronger - can help our patients realize that the real victory is the "win within." The Win Within: Capturing Your Victorious Spirit is the name of the book I wrote to show people that coming back from adversity is part of our heritage - that we as humanbeings are more adapted to adversity than we are to success.

Adversity is the engine of unimagined opportunity. It can unleash our energy and stimulate our will. It moves us to succeed. If I don’t have food, I have to go get some. If I’m cold, I have to build a shelter.

I remind patients who don't participate in sports that they have the heritage of athletes. We all have the genes of pursuit-hunters who survived by running down their prey and running away from their predators. That's why even now, in 2016, when we go out and take a run, we feel good. We get an endorphin surge and our lipids go down. Our hearts and brains become clear.

The life of sport and sport of life are interlinked. Exercise is our birthright; it's our legacy; it's why we are here.

We no longer have to fear saber-toothed tigers or cave bears. But when you look today at how people can be successful in 2016, it's by avoiding the predators in our urban life: overeating, inactivity, and smoking. And it's by rising to meet adversity.

(Adapted from http ://www.medscape.com/viewarticle/866279)

Considering the text, the words “nearly” (4th and 9th paragraphs) and “overseeing” (8th paragraph) mean, respectively,"______ ” and “______”,
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376Q1047346 | Português, Morfologia, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Texto associado.

Texto 01

Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Os entrevistados costumam apontar que o sistema educacional brasileiro não é capaz de preparar os jovens para a compreensão de textos simples, elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas, conhecimento elementar de física e química, e outros fornecidos pelas escolas fundamentais.

[. • •]

Certa vez, participava de uma reunião de pais e professores em uma escola privada brasileira de destaque e notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores, salas de aula com poucos alunos, mas não se sentiam responsáveis para participarem ativamente das atividades educacionais, inclusive custeando os seus serviços. Se os pais não conseguiam entender que esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre, parece difícil que consigam transmitir aos seus filhos o mínimo de educação.

Para eles, a educação dos filhos não se baseia no aprendizado dos exemplos dados pelos pais.

Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver os outros problemas de uma sociedade como a brasileira parece lógico. No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente das autoridades. Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar essa responsabilidade.

Para que haja uma mudança neste quadro é preciso que a sociedade como um todo esteja convencida de que todos precisam contribuir para tanto, inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam pensando somente nos seus benefícios pessoais.

Sobre a educação formal, aquela que pode ser conseguida nos muitos cursos que estão se tornando disponíveis no Brasil, nota-se que muitos estão se convencendo de que elesajudam na sua ascensão social, mesmo sendo precários. O número daqueles que trabalham para obter o seu sustento e ajudar a sua família, e ao mesmo tempo se dispõe a fazer um sacrifício adicional frequentando cursos até noturnos, parece estar aumentando.

A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta. É tratada como prioridade tanto no governo como em instituições representativas das empresas. O mercado observa a carência de pessoal qualificado para elevar a eficiência do trabalho.

Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição de renda. Mas, para que este processo de melhoria do bem-estar da população seja sustentável, há que se conseguir um aumento da produtividade do trabalho, que permita, também, o aumento da parcela da renda destinada à poupança, que vai sustentar os investimentos indispensáveis.

A população que deseja melhores serviços das autoridades precisa ter a consciência de que uma boa educação, não necessariamente formal, é fundamental para atender melhor as suas aspirações.

(YOKOTA, Paulo. Os problemas da educação no Brasil. Em http://www,cartacapital.com.br/

educacao/os-problemas-da-educacao-no-brasil- 657.html - Com adaptações)

Em "Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar essa responsabilidade." (4°§), o emprego do pronome destacado está de acordo com a modalidade padrão da língua. Em que opção tal fato também ocorre?
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377Q1047348 | Geografia, Geografia Física, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Chamamos de solo a camada superficial que recobre a litosfera. Essa camada é formada de materiais decompostos de rochas sob a ação combinada das outras três esferas da Terra: atmosfera, hidrosfera e biosfera. Com relação à realidade que envolve a formação e os tipos de solos existentes, assinale a opção correta.
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378Q1047349 | Geografia, Geografia Física, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Analise as informações a seguir.

Por suas condições físicas, o Brasil possui inúmeras bacias hidrográficas, muitas das quais aproveitadas como fonte de produção energética, fator imprescindível ao incremento socioeconômico nacional.

Sobre as principais bacias hidrográficas brasileiras, são feitas as afirmativas a seguir.

I - Localizada integralmente no território nacional, a Bacia Amazônica, cujo potencial hidroelétrico é pouco explorado em função da sua natureza tipicamente de planície, acaba por dificultar o desenvolvimento regional.

II - A Bacia do Tocantins-Araguaia, considerada a maior bacia genuinamente brasileira, ocupando quase 9% das terras do país, possui grande importância na geração de energia, destacando-se a usina hidrelétrica de Tucuruí.

III- Inserida totalmente em território nacional, a Bacia do São Francisco, tipicamente planáltica, pouco contribui para a produção energética regional, uma vez que atravessa o semi árido, sendo suas águas destinadas ã irrigação de lavouras de subsistência.

IV - Com grande participação junto a produção hidroenergética nacional, a Bacia do Paraná também se destaca por possuir uma importante hidrovia, a Tietê-Paraná, que é uma importante via de escoamento de uma das mais produtivas regiões agrícolas do país.

Assinale a opção correta.


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379Q1047354 | Biologia, Moléculas, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

No nosso corpo ocorrem dois tipos de divisão celular: a mitose, nas células do corpo em geral, e a meiose, nas células germinativas. Com relação à mitose e à meiose no corpo humano, é correto afirmar que
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380Q1047610 | Português, Sintaxe, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

No que se refere à concordância verbal, observe as frases abaixo.

I- Espera-se muitas novidades no campo da informática educacional este ano.

II- Em todos os países, faz-se muitas promessas aos fabricantes de mídias digitais.

III- Choveram reclamações sobre o novo celular disponibilizado nas lojas do ramo.

IV- Houveram-se muito bem os expositores da Feira de Tecnologia no Anhembi.

Assinale a opção correta.

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