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Questões de Concursos Cadete do Exército

Resolva questões de Cadete do Exército comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


541Q1047421 | Português, Interpretação de Textos, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.
TEXTO 3

Leia o texto abaixo e responda a questão .

Vivemos um tesarac. A palavra está no vocabulário básico dos publicitários. Tesarac quer dizer mudança profunda. Daquelas tão profundas que nos tiram o norte. E, se hoje o termo vai ficando comum nas apresentações de consultores, quase um lugar-comum dos iniciados, sua origem é um bocado triste.

Tesarac, o neologismo, foi criado pelo poeta americano Shel Silverstein. Era um bom sujeito de talentos múltiplos, talvez um quê excêntrico, que teve a boa sorte de chegar ao auge da criatividade nos anos 1960, quando excentricidades iam sendo mais toleradas.

Silverstein teve uma filha, Shoshanna. A mãe de Shanna morreu quando a menina tinha cinco anos. E ela se foi com 11, vitima de um aneurisma cerebral, em 1982.

Tesarac, para o poeta que cunhou a palavra, era isso: um vácuo. Um evento tão brutal e aterrador que transforma a vida. A única coisa que um pai sabe, nessa hora, é que tudo será muito diferente.

Na etimologia, a palavra perdeu sua origem trágica mas manteve o sentido de transformação brusca. Durante um tesarac, sabemos que o mundo antigo já passou, mas o novo ainda não existe. As regras se perdem. Em algumas décadas, a sociedade se reorganizará. Haverá novas instituições, novas ideias políticas, outra estrutura social.

Vivemos um tesarac. O mundo está mudando profundamente e sabemos disso. Sabemos também que o causador da mudança é a tecnologia de comunicação. Só o que não sabemos é em que o mundo se transformará.

O último tesarac teve inicio em 1449. Foi a invenção europeia da imprensa por Johannes Gutenberg. A tecnologia, num único golpe, jogou para baixo os preços da reprodução e da distribuição de informação. As mudanças causadas foram profundas, porém lentas e , no inicio, discretas. No primeiro momento, uma nova classe social teve acesso a livros. Era a burguesia. Depois, livros começaram a ser publicados na lingua que as pessoas falavam na rua: italiano, francês, alemão, não mais grego clássico ou latim. Dai mudaram os assuntos. Se antes religião era predominante, pós Gutenberg vieram engenharia, agricultura, classificação dos seres vivos, leis.

A primeira vitima da imprensa foi a Igreja, que na Idade Média tinha o monopólio da informação. Mas demorou quase 70 anos entreGutenberg e Lutero. 0 Antigo Regime também não resistiu ao fluxo continuado de informação. As revoluções Americana e Francesa, e com elas a democracia, são filhas do texto impresso.

Informação digital jogou no chão, repentinamente, o preço da reprodução e distribuição de informação. Se distribuir j ornai era caro no interior da África, a previsão do tempo para agricultores agora chega por texto no celular. Se acesso a cinema era difícil nas cidadezinhas do mundo em que o filme não chega, via banda larga ele aparece, tanto legal quanto ilegalmente. Todo lugar em que sinal de satélite chega, hoje, é potencialmente um lugar em que existe uma biblioteca daquelas que vinte anos atrás só encontrávamos nos grandes centros urbanos.

Informação antes restrita por dificuldades econômicas, legais ou políticas agora é potencialmente acessível.

No meio da transformação, há desafios. Como sustentar a produção de informação de qualidade? Como lidar com crimes reais praticados no mundo virtual? Como aguentar o tranco, nos mantermos atualizados quando tudo muda a cada ano?

(DORIA, Pedro. Bem-vindos ao tesarac. O Globo, 12 abr. 2011, p. 26, Texto adaptado)
Em qual opção há uma das consequências da invenção da imprensa citadas no texto?
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542Q1047678 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2018

Texto associado.

Doctor works to save youth from violence before they reach his ER


As an emergency physician at Kings County Hospital Center [in Brooklyn], Dr. Rob Gore has faced many traumatic situations that he'd rather forget. But some moments stick with him. "Probably the worst thing that I've ever had to do is tell a 15-year-old's mother that her son was killed," Gore said. "If I can't keep somebody alive, I've failed." [...]

"Conflict's not avoidable. But violent conflict is," Gore said. "Seeing a lot of the traumas that take place at work, or in the neighborhood, you realize, 'I don't want this to happen anymore. What do we do about it?"

For Gore, one answer is the “Kings Against Violence Initiative" - known as KAVI - which he started in 2009. Today, the nonprofit has anti-violence programs in the hospital, schools and broader community, serving more than 250 young people.

Victims of violence are more likely to be reinjured, so the first place Gore wanted to work was in the hospital, with an intervention program in which "hospital responders" assist victims of violence and their family - a model pioneered at other hospitals. The idea is that reaching out right after someone has been injured reduces the likelihood of violent retaliation and provides a chance for the victim to address some of the circumstances that may have led to their injury.

Gore started this program at his hospital with a handful of volunteers from KAVI. Today, the effort is a partnership between KAVI and a few other nonprofits, with teams on call 24/7.

Yet Gore wanted to prevent people from being violently injured in the first place. So, in 2011, he and his group began working with a handful of at-risk students at a nearby high school. By the end of the year, more than 50 students were involved. Today, KAVI holds weekly workshops for male and female students in three schools, teaching mediation and conflict resolution. The group also provides free mental health counseling for students who need one-on-one support.

"Violence is everywhere they turn - home, school, neighborhood, police," Gore said. "You want to make sure they can learn how to process, deal with it and overcome it."

While Gore still regularly attends workshops, most are now led by peer facilitators - recent graduates and college students, some of whom are former KAVI members - who serve as mentors to the students. School administrators say the program has been a success: lowering violence, raising grades and sending many graduates on to college.

"This is really about the community in which we live" he said. "This is my home. And I'm going to do whatever is possible to make sure people can actually thrive."

(Adapted and abridged from http ://www.cnn.com)

What does the pronoun “it" refer to in the excerpt “‘Violence is everywhere they turn - home, school, neighborhood, police,’ Gore said. ‘You want to make sure they can learn how to process, deal with it [...]’” (7thparagraph)?
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543Q1047463 | Matemática, Geometria Plana, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Sendo: hA, hB, e hC as medidas das alturas; mA, mB e mC as medidas das medianas; e bA, bB e bC as medidas das bissetrizes internas de um triângulo ABC, analise as afirmativas a seguir.

I - O triângulo formado pelos segmentos 1/ hA, 1/hB e 1/hC é semelhante ao triângulo ABC.

II - O triângulo formado pelos segmentos 1/ mA, 1/ mB e 1/mC é semelhante ao triângulo ABC.

III- O triângulo formado pelos segmentos 1/bA, 1/bB e 1/bC é semelhante ao triângulo ABC.

Pode-se concluir que

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544Q1047519 | Matemática, Aritmética e Problemas, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Três pessoas, A, B e C, que fizeram uma prova de múltipla escolha tiveram o seguinte resultado: A acertou 50% das questões, respondendo corretamente 9 das 15 primeiras e 1/5 das questões restantes; B acertou 20% do total mais 3 questões e C 30% do total menos uma questão. Com relação à quantidade de acertos, podemos afirmar:
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545Q1047534 | Química, Representação das Transformações Químicas, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Qual é a massa (expressa em gramas) de uma amostra com volume de 3 mL de álcool etílico, e cujo valor de sua densidade, nas condições de temperatura e pressão em que se encontra, é de 0,79 g/mL?
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546Q1058806 | Matemática, Geometria Analítica, Cadete do Exército, EsPCEx, Exército, 2020

Os pontos A(3,-2) e C(-1,3) são vértices opostos de um quadrado ABCD. A equação da reta que contem a diagonal BD é
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547Q1059576 | Matemática, Funções, Cadete do Exército, EsPCEx, Exército, 2018

A equação log3 x=1+12logx23 tem duas raízes reais. O produto dessas raízes é
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548Q1047545 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

Navy looking for drone operator flying device around

Washington state base

Published February 27, 2016 Foxnews.com

(I) _________

A civilian employee of Naval Submarine Base Kitsap-Bangor reported seeing the drone, spokeswoman Silvia Klatman told Military.com.

According to the Navy, it is illegal to operate a drone above the base without the permission of the Navy. "It's our intent to support the investigation and prosecution of this reported act, and any others that may occur, in coordination with civilian law enforcement," Klatman said.

Military.com reported that agents interviewed families who lived in houses surrounding the base. (II) _______Officials said the drones were seen operating at night. "It could be a hoax, but worst-case scenario, it could be clandestine, a foreign government, a cell," Al Starcevich, whose family's house is located between the base and Hood Canal in Washington, told the website. "The creepy thing is they' re only doing it at night. (Ill) ______ "

Starcevich told The Seattle Times that agents told him there had been repeated incidents around the base involving an alleged drone.

Naval Base Kitsap-Bangor's airspace was designated as "prohibited" by the FAA in May 2005, at the request of the Navy. (IV) ______ The prohibited area extends to the water across Hood Canal and the Navy-owned portion of Toandos Peninsula.

Doug O'Donnell, chief pilot at Avian Flight Center at Bremerton National Airport, said security forces are supposed to shoot down aircraft that violate the FAA riiles.

The Bangor base houses eight of the Navy's 14 ballistic-missile submarines, according to Military,com. Each can carry up to 24 missiles with multiple nuclear warheads.

The Defense Department has held countless classified exercises to counter possible drone attacks, The Seattle Times reported. Last year, one exercise included a Marine sniper shooting one down from a military helicopter,

(http://www.foxnews.com/us/2016/02/27/navy-looking-for-drone-operator-flying-device-around-washington-state-base.html)

The sentences below have been removed from the text and replaced by (I), (II), (III) and (IV). Number them to indicate the order they must appear to complete the text correctly. Then choose the option that contains that sequence.

( ) They said they haven't seen anything unusual.

( ) No aircraft of any kind is allowed to fly over the area up 2,500 feet.

( ) The U.S. Navy is searching for the operator of a drone that has been seen flying near a Washington state naval base at night since Feb. 8.

( ) What are you going to see at night unless you have an infrared camera?

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549Q1058624 | Matemática, Geometria Plana, Cadete do Exército, EsPCEx, Exército, 2019

Um trapézio ABCD, retângulo em A e D, possui suas diagonais perpendiculares. Sabendo-se que os lados AB e CD medem, respectivamente, 2 cm e 18 cm, então a área, em cm2, desse trapézio mede
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550Q1047477 | História, História do Brasil, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Leia o trecho abaixo e responda a questão a seguir.

"O governo do professor de Sociologia Fernando Henrique Cardoso principiou sob o impacto da euforia do plano econômico. O povo experimentou a presença de uma moeda forte, valendo mais que o dólar norte-americano, e a ausência da inflação. Seu governo foi sustentado por uma aliança entre o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) , de centro, e o partido da Frente Liberal (PFL) , de direita."

FROTA, Guilherme de Andrea. Quinhentos anos de História do Brasil.Rio de Janeiro: BiB1iEx, 2000, p.732.

O trecho apresentado refere-se ao Plano

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551Q1057462 | Português, Sintaxe, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha, 2021

Texto associado.
Nunca imaginei um dia

Até alguns anos atrás, eu costumava dizer frases como "eu jamais vou fazer isso" ou "nem morta eu faço aquilo", limitando minhas possibilidades de descoberta e emoção. Não é fácil libertar-se do manual de instruções que nos autoimpomos. As vezes, leva-se uma vida inteira, e nem assim conseguimos viabilizar esse projeto. Por sorte, minha ficha caiu há tempo.
Começou quando iniciei um relacionamento com alguém completamente diferente de mim, diferente a um ponto radical mesmo: ele, por si só, foi meu primeiro "nunca imaginei um dia". Feitos para ficarem a dois planetas de distância um do outro. Mas o amor não respeita a lógica, e eu, que sempre me senti tão ?onfo~~vel num_ mundo planejado, inaugurei a instab1hdade emocional na minha vida. Prendi a respiração e dei um belo mergulho.
A partir dai, comecei a fazer coisas que nunca havia feito. Mergulhar, aliás, foi uma delas. Sempre respeitosa com o mar e chata para molhar os cabelos afundei em busca de tartarugas gigantes e peixe~ coloridos no mar de Fernando de Noronha. Traumatizada com cavalos (por causa de um equino que quase me levou ao ch_ão quando eu tinha oito anos), participei da minha primeira cavalgada depois dos 40, em São Francisco de Paula: Roqueira convicta e avessa a pagode, assisti a um show: do Zeca Pagodinho na Lapa. Para ver o Ronaldo Fenô'11eno jogar ao vivo, me infiltrei na torcida do Olímpico num ,Jogo entre Grêmio e Corinthians, mesmo sendo colorada.
Meu paladar deixou de ser monótono: comecei a provar alimentos que nunca havia provado antes. E muitas outras coisas vetadas por causa do "medo do ridículo" receberam alvará de soltura. O ridículo deixou de existir na minha vida.
Não deixei de ser eu. Apenas abri o leque me permitindo ser um "eu" mais amplo. E sinto que é um caminho sem volta.
Um mês atrás participei de outro capítulo da série "Nunca im_aginei um dia". Viajei numa excursão, eu que sempre reieIteI essa modalidade turística. Sigo preferindo viajar a dois ou sozinha, mas foi uma experiência fascinante, ainda mais que a viagem não tinha como destino um pais do circuito Elizabeth Arden (ParisLondr:s-Nova York), mas um pais africano, muçulmano e desértico. Ahás, o deserto de Atacama, no Chile, será meu provável "nunca imaginei um dia" do próximo ano.
E agora cometi a loucura jamais pensada, a insanidade que nunca me permiti, o ato que me faria merecer uma camisa-de-força: eu, que nunca me comovi com bichos de estimação, adotei um gato de rua.
Pode colocar a culpa no esplrito natalino: trouxe um bichano de três meses pra casa, surpreendendo minhas filhas, que já haviam se acostumado com a ideia de ter uma mãe sem coração. E o que mais me estarrece: estou apaixonada por ele.
Ainda há muitas experiências a conferir: fazer compras pela internet, andar num balão cozinhar dignamente, me tatuar, ler livros pelo kindle', viajar de navio e mais umas 400 coisas que nunca imaginei fazerum dia, mas que já não duvido. Pois tem essa também: deixei de ser tão cética.
Já que é improvável que o próximo ano seja diferente de qualquer outro, que a novidade sejamos nós.


Medeiros, Martha. Nunca imaginei um dia. 2009. Disponível em: http://alagoinhaipaumirim.blogspot.com/2009/12/nuncaimaginei-um-dia-martha-medeiros.html. Acesso em: 10 fev. 2021.
No que se refere à concordância verbal, analise as frases abaixo.

I- No próximo mês, vão fazer 10 anos que eu participei da minha primeira cavalgada depois dos 40 anos de idade.
II- Provavelmente, vão existir muitas outras experiências marcantes, tais como: me tatuar, andar num balão, viajar de navio, etc.
IlI- Com certeza, não foram as minhas duas filhas quem trouxe um pequeno bichano de três meses para a nossa casa.
IV- Admite-se, na nossa famllia, pessoas muito aventureiras e abertas a novas e empolgantes experiências de vida.

Está correto o que se afirma em
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552Q1057465 | Português, Interpretação de Textos, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha, 2021

Texto associado.
Texto 2

Epitáfio Titãs

( BRITO,Sérgio - adaptado)


Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com probíe.mas peqµenos
Ter morrido de amor

Queria ter âceitado
A vida como ela é .
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier
[ ... ]

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Em "Queria ter aceitado/ As pessoas como elas são/ Cada um sabe a alegria/ E a dor que traz no coração" (2ª estrofe), infere-se que o eu lírico
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553Q1047490 | Português, Interpretação de Textos, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

TEXTO 2

Minha amiga me pergunta: por que você fala sempre nas coisas que acontecem a primeira vez e, sobretudo, as compara com a primeira vez que você viu o mar? Me lembro dessa cena: um adolescente chegando ao Rio e o irmão lhe prevenindo: "Amanhã vou te apresentar o mar." Isto soava assim: amanhã vou te levar ao outro lado do mundo, amanhã te ofereço a Lua. Amanhã você já não será o mesmo homem.

E a cena continuou: resguardado pelo irmão mais velho, que se assentou no banco do calçadão, o adolescente, ousado e indefeso, caminha na areia para o primeiro encontro com o mar. Ele não pisava na areia. Era um oásis a caminhar. Ele não estava mais em Minas, mas andava num campo de tulipas na Holanda. O mar a primeira vez não é um rito que deixe um homem impune. Algo nele vai-se a profundar.

Eo irmão lá atrás, respeitoso, era a sentinela, o sacerdote que deixa o iniciante no limiar do sagrado, sabendo que dali para a frente o outro terá que, sozinho, enfrentar o dragão. E o dragão lá vinha soltando pelas narinas as ondas verdes de verão. E o pequeno cavaleiro, destemido e intimidado, tomou de uma espada ou pedaço de pau qualquer para enfrentar a hidra que ondeava mil cabeças, e convertendo a arma em caneta ou lápis começou a escrever na areia um texto que não terminará j amais. Que é assim o ato de escrever: mais que um modo de se postar diante do mar, é uma forma de domar as vagas do presente convertendo-o num cristal passado.

Não, não enchi a garrafinha de água salgada para mostrar aos vizinhos tímidos retidos nas montanhas, e fiz mal, porque muitos morreram sem jamais terem visto o mar que eu lhes trazia. Mas levei as conchas, é verdade, que na mesa interior marulhavam lembranças de um luminoso encontro de amor com o mar.

Certa vez, adolescente ainda nas montanhas, li uma crônica onde um leitor de Goiás pedia à cronista que lhe explicasse, enfim, o que era o mar.Fiquei perplexo. Não sabia que o mar fosse algo que se explicasse. Nem me lembro da descrição. Me lembro apenas da pergunta. Evidentemente eu não estava pronto para a resposta. A resposta era o mar. E o mar eu conheci, quando pela primeira vez aprendi que a vida não é a arte de responder, mas a possibilidade de perguntar.

Os cariocas vão achar estranho, mas eu devo lhes revelar: o carioca, com esse modo natural de ir à praia, desvaloriza o mar. Ele vai ao mar com a sem-cerimônia que o mineiro vai ao quintal. E o mar é mais que horta e quintal. É quando atrás do verde-azul do instante o desejo se alucina num cardume de flores no jardim. O mar é isso: é quando os vagalhões da noite se arrebentam na aurora do sim.

Ver o mar a primeira vez, lhes digo, é quando Guimarães Rosa pela vez primeira, por nós, viu o sertão. Ver o mar a primeira vez é quase abrir o primeiro consultório, fazer a primeira operação. Ver o mar a primeira vez é comprar pela primeira vez uma casa nas montanhas: que surpresas ondearão entre a lareira e a mesa de vinhos e queijos!

O mar é o mestre da primeira vez e não para de ondear suas lições. Nenhuma onda é a mesma onda. Nenhum peixe o mesmo peixe. Nenhuma tarde a mesma tarde. O mar é um morrer sucessivo e um viver permanente. Ele se desfolha em ondas e não para de brotar. A contemplá-lo ao mesmo tempo sou jovem e envelheço.

O mar é recomeço.

(SANT'ANNA, Affonso Romano de. O mar, a primeira vez. In: _____ . Fizemos bem em resistir: crônicas selecionadas. Rio de Janeiro: Rocco, 1994, p.50-52. Texto adaptado.)

Em que opção NÃO há ideias que se opõem?
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554Q1047283 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.
Based on the text below, answer question.

How to Become a USNA Midshipman

Posted by: Jacqui Murray j December 8, 2010There are lots of how-to books on getting in the NavalAcademy, but they1re quite dry and impersonal. Mine -Buildinq a Midshipman - is from the perspective of a womanwho did it (my daughter!) and how she accomplished such alofty goal. It's down-to-earth and should give confidence toany teen, male or female, considering a military academy astheir college of choice.
I wrote this because there was a need for a book likethis. When my daughter wanted a step-by-step on how to getinto the Naval Academy, ali she could find were books thattold her how hard it was, how selective they were, how veryfew could achieve it. My daughter brushed the negativityoff, but I wondered how many kids were discouraged by thatapproach.
I decided to write a book (a) explaining how to achievethe goal, not why kids couldnTt; (b) showing how teens cansolve the problems that stand in their way rather than whythey can't, and (c) sharing the many but predictable stepsthat will take a motivated, committed applicant where theywant to go rather than why they can't get there.That approach worked for my daughter and I had no doubtit would work for others. From what I hear from readers,it1s true. I hope you find it useful. .

(MURRAY, Jacqui. Building a USNA Midshipman. How to crack the UnitedStates Naval Academy Application, 2n edition, 2008. Adapted fromhttps:// usnaorbust.wordpress.com)
According to the text, which statement is correct?
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556Q1047343 | Português, Sintaxe, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha

Texto associado.

Texto 01

Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Os entrevistados costumam apontar que o sistema educacional brasileiro não é capaz de preparar os jovens para a compreensão de textos simples, elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas, conhecimento elementar de física e química, e outros fornecidos pelas escolas fundamentais.

[. • •]

Certa vez, participava de uma reunião de pais e professores em uma escola privada brasileira de destaque e notei que muitos pais expressavam o desejo de ter bons professores, salas de aula com poucos alunos, mas não se sentiam responsáveis para participarem ativamente das atividades educacionais, inclusive custeando os seus serviços. Se os pais não conseguiam entender que esta aritmética não fecha e que a sua aspiração estaria no campo do milagre, parece difícil que consigam transmitir aos seus filhos o mínimo de educação.

Para eles, a educação dos filhos não se baseia no aprendizado dos exemplos dados pelos pais.

Que esta educação seja prioritária e ajude a resolver os outros problemas de uma sociedade como a brasileira parece lógico. No entanto, não se pode pensar que a sua deficiência depende somente das autoridades. Ela começa com os próprios pais, que não podem simplesmente terceirizar essa responsabilidade.

Para que haja uma mudança neste quadro é preciso que a sociedade como um todo esteja convencida de que todos precisam contribuir para tanto, inclusive elegendo representantes que partilhem desta convicção e não estejam pensando somente nos seus benefícios pessoais.

Sobre a educação formal, aquela que pode ser conseguida nos muitos cursos que estão se tornando disponíveis no Brasil, nota-se que muitos estão se convencendo de que elesajudam na sua ascensão social, mesmo sendo precários. O número daqueles que trabalham para obter o seu sustento e ajudar a sua família, e ao mesmo tempo se dispõe a fazer um sacrifício adicional frequentando cursos até noturnos, parece estar aumentando.

A demanda por cursos técnicos que elevam suas habilidades para o bom exercício da profissão está em alta. É tratada como prioridade tanto no governo como em instituições representativas das empresas. O mercado observa a carência de pessoal qualificado para elevar a eficiência do trabalho.

Muitos reconhecem que o Brasil é um dos países emergentes que estão melhorando, a duras penas, a sua distribuição de renda. Mas, para que este processo de melhoria do bem-estar da população seja sustentável, há que se conseguir um aumento da produtividade do trabalho, que permita, também, o aumento da parcela da renda destinada à poupança, que vai sustentar os investimentos indispensáveis.

A população que deseja melhores serviços das autoridades precisa ter a consciência de que uma boa educação, não necessariamente formal, é fundamental para atender melhor as suas aspirações.

(YOKOTA, Paulo. Os problemas da educação no Brasil. Em http://www,cartacapital.com.br/

educacao/os-problemas-da-educacao-no-brasil- 657.html - Com adaptações)

Assinale a opção que contém o verbo com a mesma predicação do que está em destaque em "Para que haja uma mudança neste quadro [...] ." (5°§).
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557Q1057461 | Português, Interpretação de Textos, Cadete do Exército, COLÉGIO NAVAL, Marinha, 2021

Texto associado.
Nunca imaginei um dia

Até alguns anos atrás, eu costumava dizer frases como "eu jamais vou fazer isso" ou "nem morta eu faço aquilo", limitando minhas possibilidades de descoberta e emoção. Não é fácil libertar-se do manual de instruções que nos autoimpomos. As vezes, leva-se uma vida inteira, e nem assim conseguimos viabilizar esse projeto. Por sorte, minha ficha caiu há tempo.
Começou quando iniciei um relacionamento com alguém completamente diferente de mim, diferente a um ponto radical mesmo: ele, por si só, foi meu primeiro "nunca imaginei um dia". Feitos para ficarem a dois planetas de distância um do outro. Mas o amor não respeita a lógica, e eu, que sempre me senti tão ?onfo~~vel num_ mundo planejado, inaugurei a instab1hdade emocional na minha vida. Prendi a respiração e dei um belo mergulho.
A partir dai, comecei a fazer coisas que nunca havia feito. Mergulhar, aliás, foi uma delas. Sempre respeitosa com o mar e chata para molhar os cabelos afundei em busca de tartarugas gigantes e peixe~ coloridos no mar de Fernando de Noronha. Traumatizada com cavalos (por causa de um equino que quase me levou ao ch_ão quando eu tinha oito anos), participei da minha primeira cavalgada depois dos 40, em São Francisco de Paula: Roqueira convicta e avessa a pagode, assisti a um show: do Zeca Pagodinho na Lapa. Para ver o Ronaldo Fenô'11eno jogar ao vivo, me infiltrei na torcida do Olímpico num ,Jogo entre Grêmio e Corinthians, mesmo sendo colorada.
Meu paladar deixou de ser monótono: comecei a provar alimentos que nunca havia provado antes. E muitas outras coisas vetadas por causa do "medo do ridículo" receberam alvará de soltura. O ridículo deixou de existir na minha vida.
Não deixei de ser eu. Apenas abri o leque me permitindo ser um "eu" mais amplo. E sinto que é um caminho sem volta.
Um mês atrás participei de outro capítulo da série "Nunca im_aginei um dia". Viajei numa excursão, eu que sempre reieIteI essa modalidade turística. Sigo preferindo viajar a dois ou sozinha, mas foi uma experiência fascinante, ainda mais que a viagem não tinha como destino um pais do circuito Elizabeth Arden (ParisLondr:s-Nova York), mas um pais africano, muçulmano e desértico. Ahás, o deserto de Atacama, no Chile, será meu provável "nunca imaginei um dia" do próximo ano.
E agora cometi a loucura jamais pensada, a insanidade que nunca me permiti, o ato que me faria merecer uma camisa-de-força: eu, que nunca me comovi com bichos de estimação, adotei um gato de rua.
Pode colocar a culpa no esplrito natalino: trouxe um bichano de três meses pra casa, surpreendendo minhas filhas, que já haviam se acostumado com a ideia de ter uma mãe sem coração. E o que mais me estarrece: estou apaixonada por ele.
Ainda há muitas experiências a conferir: fazer compras pela internet, andar num balão cozinhar dignamente, me tatuar, ler livros pelo kindle', viajar de navio e mais umas 400 coisas que nunca imaginei fazerum dia, mas que já não duvido. Pois tem essa também: deixei de ser tão cética.
Já que é improvável que o próximo ano seja diferente de qualquer outro, que a novidade sejamos nós.


Medeiros, Martha. Nunca imaginei um dia. 2009. Disponível em: http://alagoinhaipaumirim.blogspot.com/2009/12/nuncaimaginei-um-dia-martha-medeiros.html. Acesso em: 10 fev. 2021.
Infere-se do texto que
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558Q1046973 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.
NEW CREDIT CARD LIMITATIONS IN THE US
Credit card companies in the US will soon be bound by new restrictions on their ability to charge fees, or raise interest rates on existing borrowings.
The bill is designed to protect credit card users from unexpected fees or increases to their interest rates.
The US government has been concerned to tighten its regulation of the banking system in the light of the credit crunch and banking crisis.
"This cements a victory for every American consumer who has ever suffered at the hands of the credit card industry, " said Senator Christopher Dodd, chairman of the Senate banking committee.
Americans currently owe nearly $1 trillion on their credit cards. The US government has been concerned to tighten its regulation of the banking system in the light of the credit crunch and banking crisis.
(Adapted from http: / /news.bbc.co.uk/2/hi/business/ 8063108.stm)
Read the text below. Why has the US government changed credit card regulations?

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559Q1058802 | Matemática, Trigonometria, Cadete do Exército, EsPCEx, Exército, 2020

Para fabricar uma mesa redonda que comporte 8 pessoas em sua volta, um projetista concluiu que essa mesa, para ser confortável, deverá considerar, para cada um dos ocupantes, um arco de circunferência com 62,8 cm de comprimento. O tampo redondo da mesa será obtido a partir de uma placa quadrada de madeira compensada. Adotando π = 3,14, a menor medida do lado dessa placa quadrada que permite obter esse tampo de mesa é
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560Q1047550 | Inglês, Pronomes Pronouns, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

Hard Lesson in Sleep for Teenagers

By Jane E. Brody October 20, 2014

Few Americans these days get the hours of sleep optimal for their age, but experts agree that teenagers are more likely to fall short than anyone else.

Researchers report that the average adolescent needs eight and a half to nine and a half hours of sleep each night. However, in a poll taken in 2006 by the National Sleep Foundation, less than 20 percent reported getting that much rest on school nights. With the profusion of personal electronics, the current percentage is believed to be even worse. A study in Fairfax, Va., found that only 6 percent of children in the 10th grade and only 3 percent in the 12th grade get the recommended amount of sleep. Two in three teens were found to be severely sleep-deprived, losing two or more hours of sleep every night. The causes can be biological, behavioral or environmental. The effect on the well-being of adolescents — on their health and academic potential — can be profound.

Insufficient sleep in adolescence increases the risks of high blood pressure and heart disease, Type 2 diabetes and obesity, said Dr. Owens, pediatric sleep specialist at Children's National Health System in Washington. Sleeplessness is also linked to risk-taking behavior, depression, suicidal ideation and car accidents. Insufficient sleep also impairs judgment, decision-making skills and the ability to curb impulses, which are "in a critical stage of development in adolescence," Dr. Owens said. With the current intense concern about raising academic achievement, it is worth noting that a study by Kyla Wahlstrom of 9,000 students in eight Minnesota public high schools showed that starting school a half-hour later resulted in an hour's more sleep a night and an increase in the students' grade point averages and standardized test scores.

When children reach puberty, a shift in circadian rhythm makes it harder for them to fall asleep early enough to get the requisite number of hours and still make it to school on time. A teenager’s sleep-wake cycle can shift as much as two hours, making it difficult to fall asleep before 11 p.m. If school starts at 8 or 8:30, it is not possible to get enough sleep. Based on biological sleep needs, a teenager who goes to sleep at 11 p.m, should be getting up around 8 a.m.

Adding to the adolescent shift in circadian rhythm are myriad electronic distractions that cut further into sleep time, like smartphones, iPods, computers and televisions. A stream of text messages, tweets, and postings on Facebook and Instagram keep many awake long into the night.

Parents should consider instituting an electronic curfew and perhaps even forbid sleep-distracting devices in the bedroom, Dr . Owens said. Beyond the bedroom, many teenagers lead overscheduled lives that can lead to short nights.

Also at risk are many teenagers from low-income and minority families, where overcrowding, excessive noise and safety concerns can make it difficult to get enough restful sleep, the academy statement said. Trying to compensate for sleep deprivation on weekends can further compromise an adolescent's sleep-wake cycle by inducing permanent jet lag. Sleeping late on weekends shifts their internal clock, making it even harder to get to sleep Sunday night and wake up on time for school Monday morning.

(Adapted and abridged from http://www.nytimes.com)

What does the pronoun "their" refer to in the excerpt "Sleeping late on weekends shifts their internal clock, making it even harder to get to sleep Sunday night and wake up on time for school Monday morning."?
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